Talk Show: Histórias das transformações no território Paranaense
A atual quarta economia do Brasil, conta com diversas etnias que definem a pluralidade do estado do Paraná. Imigrantes alemães, poloneses, ucranianos, italianos, portugueses, holandeses, espanhóis, árabes, argentinos e japoneses, além dos indígenas que já habitavam o território, formam a miscelânea do povo paranaense.
A ocupação do território que hoje corresponde ao Estado do Paraná data do início do século XVI. A região era ponto de exploração de madeira. No século seguinte, portugueses e paulistas começaram a entrar na chamada Província de São Paulo à procura de índios para o trabalho escravo e ouro.
As transformações surgiram com a emancipação política, em 1854, e o incentivo do governo à colonização com intensa imigração de europeus.
Os fluxos migratórios com destino ao Paraná intensificaram as grandes mudanças econômicas, sociais, climáticas, entre outras, para estabelecer a agropecuária como a principal característica do Estado.
Todo esse patrimônio histórico e cultural está registrado através de pesquisas arqueológicas no Museu Paranaense (MUPA) que guarda a memória das transformações do território paranaense, com base nos achados de populações humanas.
Entre outros temas, o Museu dos Campos Gerais, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR), também é uma rica fonte de informações sobre o povo do Paraná e revela três pontos indissociáveis dessa trajetória que são a ocupação dos Campos Gerais, o Tropeirismo e a escravidão negra.

Arqueóloga coordenadora e pesquisadora do Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é doutora em Arqueologia pela Universidade de São Paulo, mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Paraná (1997) e geóloga pela UFPR.

Graduado em História e especialista em História do Brasil pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar), é mestre e doutor em Ciências Humanas pela Universidade Federal do Paraná e pós-doutor em História da Universidade Estadual de Ponta Grossa, com bolsa da Capes. Foi professor Adjunto na Unespar e atualmente é professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Graduada em Administração pela Faculdade Católica de Administração e Economia, tem mestrado em Administração pela Universidade Federal do Paraná e doutora em Engenharia da produção – Gestão de Negócios pela Universidade Federal de Santa Catarina. É professora titular da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Câmpus Curitiba, professora permanente do mestrado do Programa de Pós-graduação em Planejamento e Governança Pública (mestrado profissional – disciplina: Habitats de inovação). Foi vice-reitora (gestão 2016-2020), assessora para Assuntos Estudantis da Reitoria, diretora da Agência de Inovação e coordenadora do Programa de Empreendedorismo e Inovação da UTFPR.
Talk Show: Década do Oceano
A saúde oceânica precisa de ajuda. Desafios e soluções globais para restaurar e conservar a biodiversidade marinha e costeira fazem parte da Agenda 2030 das Organizações das Nações Unidas, que estabelece, entre outras metas, a Década do Oceano.
O arrojado plano mundial da Década exige da ciência oceânica todo conhecimento para reverter o enfraquecimento do sistema marinho e estimular novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável desse enorme ecossistema.
Com participação ativa e bastante colaborativo, o Plano Nacional de Implementação da Década é o principal instrumento de planejamento das ações a serem executadas para atender a necessidade de atuação em prol da saúde oceânica.
Do local ao global, o Plano é para todas e todos e os processos são construídos com diferentes setores da sociedade, que representam a diversidade sociocultural e ambiental brasileira. Cientistas, institutos de pesquisa, organizações intergovernamentais e não governamentais, nações, indivíduos, profissionais, setor privado, povos indígenas, detentores de conhecimentos tradicionais, educadores, estudantes, esportistas dos mares, artistas e muitos outros, estão todos convocados para as oficinas nacionais em todas as regiões.
Vale lembrar que os oceanos são fonte emissora de oxigênio, responsável pela estabilidade climática, minérios e combustíveis fósseis (como o petróleo e o gás), segurança alimentar por meio da pesca, além de permitir a comunicação entre os países e manter a rica biodiversidade fundamental para a vida no planeta.
No ambiente costeiro paranaense, os cientistas atuam na geração de conhecimento sobre os mais variados aspectos da biodiversidade e do funcionamento do ambiente marinho. Alinhadas ao Plano Nacional, as iniciativas contam com a tecnologia e a inovação, e estão voltadas para o desenvolvimento da economia sustentável do oceano, como a biotecnologia e maricultura, a disseminação do conhecimento e o auxílio à sociedade, por exemplo, por meio do terceiro setor, promovendo e implementando ações para transformar o mundo marinho em um oceano sustentável.
Para atender as prioridades estabelecidas internacionalmente, a Universidade Federal do Paraná lançou a Coalizão UFPR pela Década dos Oceanos em parceria com a Unesco. Nesse processo inicial, o desafio é mapear as ações em colaboração à Década e incluir a universidade como protagonista regional e internacional. A ação começou a partir de uma articulação do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros Oceânicos e direcionada a todos os programas.

Graduada em Ciências Biológicas (Licenciatura e Bacharelado) pela Universidade Estadual de Londrina, possui mestrado e doutorado em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). É pesquisadora e responsável pelo Laboratório de Ecologia e Conservação e pelo Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de saúde de fauna marinha da UFPR.

Graduada em Administração pela Faculdade Católica de Administração e Economia, tem mestrado em Administração pela Universidade Federal do Paraná e doutora em Engenharia da produção – Gestão de Negócios pela Universidade Federal de Santa Catarina. É professora titular da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Câmpus Curitiba, professora permanente do mestrado do Programa de Pós-graduação em Planejamento e Governança Pública (mestrado profissional – disciplina: Habitats de inovação). Foi vice-reitora (gestão 2016-2020), assessora para Assuntos Estudantis da Reitoria, diretora da Agência de Inovação e coordenadora do Programa de Empreendedorismo e Inovação da UTFPR.
Com o apoio e profissionalismo de intérpretes de LIBRAS, o evento on-line Paraná Faz Ciência (PRFC), de 2021, ampliou significativamente o alcance dos painéis e palestras que integraram a programação da 18ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Mais de dez profissionais vinculados a instituições de ensino paranaenses se revezaram na tradução das palestras, garantindo acessibilidade à comunidade de surdos que tem interesse pela ciência ou que ainda não tiveram oportunidade para conhecer as pesquisas mais profundamente.
Durante a primeira semana de outubro, o PRFC realizou 15 atividades entre painéis, palestras e lançamentos de projetos, reunindo dezenas de pesquisadores e convidados, além de mobilizar acadêmicos em todos os cantos do estado. Com o engajamento da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Virtual do Paraná (UVPR) e Fundação Araucária, foi possível discutir temas fundamentais para o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e promover a pesquisa científica realizada em nossas instituições federais e estaduais de ensino superior.
De acordo com a pró-reitora de Extensão e Cultura da Universidade Estadual de Maringá (PEC/UEM) e coordenadora do PRFC, Débora de Mello Sant’Ana, “ao estabelecermos como prioridade a veiculação das atividades também em LIBRAS, mostramos a importância do caráter inclusivo do evento para levar a pesquisa científica produzida em nosso estado para todos os públicos”.
A LIBRAS é uma importante ferramenta de inclusão social e tornou o evento mais acessível aos surdos, beneficiando a comunidade em geral. Dados do IBGE, indicam que 5% da população brasileira usa LIBRAS como auxílio de comunicação. Esse número representa 10 milhões de pessoas, sendo que 2,7 milhões não ouvem nada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, até 2050, 900 milhões de pessoas podem desenvolver surdez no mundo.
O nome LIBRAS é a sigla para Língua Brasileira de Sinais, um acrônimo, ou seja, uma palavra formada com as letras ou sílabas iniciais de uma sequência de palavras, pronunciada sem soletração das letras que a compõem. Para quem ainda não está familiarizado, LIBRAS é uma língua – não uma linguagem – de modalidade gestual-visual, que se exprime através da combinação de sinais e expressões faciais, as chamadas expressões não manuais. É um idioma não verbal, possuindo um alfabeto e estrutura linguística e gramatical própria.
A partir do século XVI, mudanças na visão de que os surdos eram incapazes de serem educados formalmente acontecendo na Europa teve início uma luta pela educação desta população, na qual ficou marcada a atuação de um surdo francês, chamado Eduard Huet. Em 1857, Huet veio ao Brasil a convite de D. Pedro II para fundar, em 26 de setembro, a primeira escola para surdos do país, chamada, na época, de Imperial Instituto de Surdos Mudos, que, mais tarde, deu origem ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).
A LIBRAS foi criada, então, junto com o INES, a partir de uma mistura entre a Língua Francesa de Sinais e de gestos já utilizados pelos surdos brasileiros. Por sua difusão e adesão, não só dos surdos como também de suas famílias e agregados, a língua se desenvolveu no país e, atualmente, pode-se afirmar que é genuinamente brasileira, permitindo que qualquer assunto ou discussão seja traduzido. Como toda língua, é viva, passa por atualizações constantemente e possibilita que todos possam se comunicar em qualquer tempo, sobre qualquer assunto.
Por sua importância, em 2002, ganhou relevância e apoiadores junto aos legisladores e foi finalmente reconhecida como uma língua no país. Dois anos depois, em 2004, outra lei determinou o uso de recursos visuais e legendas nas propagandas oficiais do governo.
Em 2008, um decreto formalizou o Dia Nacional dos Surdos como sendo 26 de Setembro, numa referência à fundação do Imperial Instituto de Surdos Mudos por Huet. Todos os anos a comunidade surda organizada realiza uma série de eventos no mês, que tem ainda o dia 30 de setembro como Dia Internacional do Surdo.
Para os profissionais intérpretes e tradutores de LIBRAS, a regulamentação da profissão veio em 2010. Diversas instituições federais e estaduais de ensino superior do Paraná, além de privadas, já disponibilizam há quase duas décadas cursos formação em Letras em LIBRAS, o que representa um avanço para a comunidade de surdos que passam a ter mais profissionais capacitados para atendê-los em suas incursões pelo mundo do conhecimento e assim promover maior inclusão social.