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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Com oficina ministrada, estudantes aprenderam a identificar animais aquáticos como indicadores da qualidade da água

Foto em ambiente escolar ou laboratório. Quatro adolescentes estão reunidos bem próximos, sorrindo e olhando para um livreto aberto que seguram juntos. Dois estão sentados à frente e dois se inclinam por trás, apoiando os braços nos colegas. O livreto tem capa colorida e ilustrações de elementos naturais, como água, plantas e pequenos animais. No título, lê-se “Monitoramento da Qualidade da Água – Guia de Campo”, com logotipos de instituições acadêmicas e de pesquisa na parte inferior. Os jovens vestem roupas casuais, principalmente camisetas escuras; um deles usa boné preto com estampa branca. Ao fundo, há caixas, prateleiras e um globo terrestre, sugerindo um espaço educativo. A expressão geral do grupo é de interesse e entusiasmo pela leitura e pelo tema científico.
Estudantes do Clube Hidroexploradores exploram o Guia de Campo em oficina de monitoramento hídrico (Foto/Marilane Martins)

A curiosidade científica foi o motor da atividade prática realizada pelo Clube de Ciência Hidroexploradores, no Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade, em Campo Largo. Os alunos mergulharam no universo do biomonitoramento hídrico durante uma oficina especializada com a professora Edinalva Oliveira, doutora e mestre em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Educação (UFPR) e coautora do guia de campo do Monitoramento da Qualidade da Água, material base da oficina e parte do  Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã (PICCE).

Os Hidroexploradores participaram da atividade prática “Identificação de animais aquáticos para o monitoramento da qualidade da água”, cujo objetivo foi capacitá-los a utilizar macroinvertebrados como bioindicadores de saúde ambiental. Através da observação desses organismos, é possível determinar se um corpo hídrico está preservado ou sofrendo impactos de poluição. Durante a oficina, os jovens pesquisadores analisaram espécimes conservados e utilizaram lupas para identificar características específicas de insetos e larvas aquáticas.

Essa experiência fortalece as frentes do clube que envolvem a preservação de mananciais na região de Bateias e o desenvolvimento de soluções sustentáveis, como as fossas ecológicas, projeto de destaque do grupo. Os conhecimentos adquiridos ajudarão os Hidroexploradores a refinar as pesquisas em andamento e a ampliar seu portfólio de ações, articulando os ODS 6 (Água Potável e Saneamento) e 14 (Vida na Água). Atualmente, o clube investiga a preservação de recursos hídricos por meio de coletas de campo, análises laboratoriais e a produção de maquetes de fossas ecológicas, que propõem uma alternativa sustentável para o saneamento básico local.

Para o coordenador do clube, o professor Vanilson Lopes de Andrade, a oficina foi essencial para despertar o olhar dos estudantes sobre a biodiversidade local. “Eu acredito que conseguimos atiçar muito essa curiosidade, principalmente morando em uma região tão rica em rios e mananciais, como Bateias. Aqui temos várias nascentes, e isso está presente no dia a dia deles. Então a oficina foi muito positiva e produtiva; se o objetivo era despertar o interesse, vimos que eles ficaram realmente instigados. E a base da ciência é a curiosidade”, comentou.

Material de Apoio

O guia de campo produzido pelo PICCE e utilizado na oficina é destinado a professores e estudantes da Educação Básica (Ensino Fundamental e Médio). O material orienta atividades pedagógicas em diferentes áreas do conhecimento e, no caso do material sobre monitoramento de águas naturais, auxilia pesquisas sobre o tema da água, podendo ser acessado gratuitamente pelo link abaixo, que leva diretamente ao site do PICCE.
https://picce.ufpr.br/wp-content/uploads/2025/02/Monitoramento_aguas_naturais.pdf

Durante visita da equipe pedagógica da UEM ao clube dedicado à robótica, alunos apresentaram cinco projetos que unem robótica à sustentabilidade

Foto de um grupo grande de pessoas ao ar livre, estudantes e professores. Cerca de 20 jovens e alguns adultos posam juntos em frente a um prédio com parede branca e faixa azul. Eles estão sob árvores com muitas folhas verdes, que fazem sombra sobre o grupo.Na frente, alguns estão agachados ou sentados na grama, enquanto os demais ficam em pé atrás. A maioria veste camisetas claras com detalhes escuros, nas cores do uniforme escolar. Todos estão próximos, alguns sorrindo, em um clima descontraído. No chão há folhas secas espalhadas, e a luz do sol ilumina bem a cena.
Alunos clubistas do clube Robótica, do Colégio Estadual Olavo Bilac, de Itambé, juntamente do professor coordenador Gilmar e agentes pedagógicos dos Clubes NAPI Paraná Faz Ciência (Foto/Arquivo Pessoal)

Na quarta-feira, 15 de abril, a equipe pedagógica da UEM que acompanha os Clubes de Ciências da região, visitou o Colégio Estadual Olavo Bilac, no município de Itambé, onde funciona o clube maker Codificando o Futuro. Os 22 participantes são todos do Ensino Médio, sob coordenação do professor de física Gilmar Horchulhak.

Com ênfase em robótica, as atividades do clube são majoritariamente ligadas à programação, projeção e construções mecânicas, áreas que incentivam os alunos a colocarem a mão na massa. No dia a dia escolar, os alunos perceberam que poderiam desenvolver melhorias para o ambiente escolar e aprender com elas. 

Atualmente, o clube trabalha com cinco projetos de temáticas diferentes, em grupos de até 5 alunos em cada tema, de modo que as temáticas se complementam. Os projetos são ligados por uma linha norteadora: a sustentabilidade. 

Programa de Irrigação Inteligente

O programa de Irrigação Inteligente teve início com alunos do antigo 3º ano, que se formaram em 2025, e agora está em andamento com estudantes do ano de 2026. A ideia é automatizar as operações técnicas da horta escolar, começando pela irrigação. Segundo o clubista João Rafael, os participantes do grupo já realizaram as instalações elétricas que precedem a instalação da futura máquina de irrigação. “Essa fiação que está colocada aqui na horta foi instalada por nós mesmos, conectando ao forro e à elétrica da escola. Subimos em escadas, martelamos e tal. Foi super legal”, disse o clubista. A parte da programação é feita no computador, momento em que os alunos codificam e conectam as placas que serão utilizadas para fazer o irrigador ser acionado no horário correto. 

Projeto Girassol: Maximização de Energia de Placas Solares

O projeto Girassol é composto por três estudantes: João Pedro, responsável pela programação, Rafaela, responsável pelo design gráfico e o Luciano que está responsável pela arquitetura e montagem da máquina. Segundo Luciano, o objetivo do projeto é maximizar a produção de energia das placas solares da escola. “Quando a placa está fixa em um lugar, em determinado momento do dia o sol deixa de alcançá-la, o que diminui a captura de luz e, consequentemente, de energia”, explica o estudante. “Dessa forma, o objetivo do projeto é fazer uma placa móvel, que gire como um girassol, até mesmo no design, porque a ideia é que ele siga a mesma lógica da flor”, completou.

Projeto Lixeira Inteligente

Lixeira Inteligente é um projeto composto por Carlos, Gabriele e Marcos. Os três estão planejando criar uma lixeira automática, ideia que surgiu ao perceber a necessidade de organizar a separação dos lixos da escola. Ano passado, os estudantes começaram o protótipo gráfico do item e neste ano estão colocando em prática as primeiras miniaturas. “Fizemos a montagem de uma miniatura de lixeira feita em papelão para testar a codificação do circuito que estamos há um tempo trabalhando e, graças ao nosso empenho, deu certo. Agora estamos começando a segunda parte do projeto: montando a tampa da lixeira em formato redondo”, contou o clubista Carlos. A ideia é que ela abra automaticamente, por meio do sensor de movimento, e abra somente um compartimento do lixo de cada vez, com o objetivo de separar mesmo os resíduos, como detalhou o aluno.

Grupo Compostagem

O aluno Miguel faz parte do grupo de Compostagem do clube. Ele explicou que fizeram as composteiras com baldes e que a finalidade do produto dessa compostagem, o chorume, será adubar a futura horta no espaço escolar. O estudante disse também que o grupo faz dois tipos de compostagem: uma com a composteira produzida por eles e outra diretamente no solo, e esse grupo é responsável por fazer a manutenção semanal delas.

Mais novo projeto: Óculos sensores para pessoas com deficiência visual

O estudante Marcos Vinícius, entre desenhos manuais e desenhos digitais, explicou que o novo grupo está empenhado em realizar um óculos para pessoas com deficiência visual. Como os outros grupos já possuíam uma quantidade grande de alunos, o professor Gilmar sugeriu que os novos membros pudessem focar em um projeto diferente. “Os óculos terão sensores nas extremidades que apitam quando algo se aproxima, em determinada distância da pessoa,” disse Marcos.

Visita da equipe pedagógica da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência da UEM ao clube maker Codificando o Futuro, no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Itambé (Foto/Arquivo Pessoal)

Ao final da visita, a equipe pedagógica da UEM parabenizou os estudantes pelas atividades realizadas, junto do professor coordenador Gilmar Horchulhak, e incentivou a participação do clube na FECCI 2026. Os clubistas reagiram com satisfação ao falarem sobre os trabalhos já realizados e demonstraram bastante interesse em expor seus trabalhos na Feira deste ano.

Para mais ações dos Clubes de Ciências da Rede Paraná Faz Ciência siga o perfil no Instagram @clubesparanafazciencia e o site com notícias do Paraná Faz Ciência.

Ex-integrante do Clube Inovar transforma bioplástico escolar em projeto de empreendedorismo na universidade

Três jovens estão em pé lado a lado, sorrindo para a câmera, em frente a uma parede com quadro verde (parece uma sala de aula). À esquerda, há uma garota de pele escura, cabelo longo e liso, usando uma camiseta branca de uniforme com um símbolo no braço e calça azul. Ela segura uma das pontas de um grande pedaço de plástico transparente. No centro, há um rapaz de pele clara, cabelo curto e escuro, vestindo uma camiseta branca com mangas escuras. Ele também segura o plástico, ajudando a esticá-lo. À direita, há outra garota de pele clara, com cabelo longo e liso e usando óculos. Ela também veste uma camiseta branca de uniforme e segura a outra ponta do plástico. Os três estão segurando juntos esse grande pedaço de plástico transparente, esticado na frente deles, como se estivessem apresentando um trabalho ou experimento. O ambiente é simples, típico de escola, com parede verde e parte inferior azul.
Bioplástico feito de amido de milho pelos alunos, Laritiely está à direita (Foto/Arquivo pessoal)

Quando pensamos em ciência, logo nos vêm à mente grandes cientistas e descobertas famosas. No entanto, raramente paramos para notar que as maiores inovações costumam nascer de pequenos problemas do dia a dia. Para Laritiely Ribeiro da Silva (18 anos), tudo começou com um desafio solidário: criar capas de chuva para distribuir aos colegas de escola que, por falta de transporte municipal, enfrentavam dificuldades para chegar às aulas em dias de chuva. 

Na época, Laritiely já integrava o Clube de Ciências Inovar, do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, em Andirá, vinculado à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Para a jovem, o clube era muito mais do que uma atividade extracurricular; era um espaço para aprender a enxergar o mundo sob uma nova ótica.

A solução no amido de milho 

Decidida a encontrar uma alternativa barata e sustentável para o problema que os estudantes enfrentavam nos dias de chuva, Laritiely desenvolveu um bioplástico feito de amido de milho. “Percebemos que isso era um material descartado em grande quantidade por uma cooperativa aqui da cidade, então pensamos em como dar uma destinação melhor para esse resíduo”, conta a aluna. De refugo da indústria, o amido ganhou um novo significado nas mãos da jovem cientista.

O caminho até o produto pronto, porém, não foi encontrado rapidamente. Laritiely relata que foram necessárias 86 tentativas e testes até chegar ao produto ideal. Com o material em mãos e o apoio fundamental de sua orientadora, Karoline Azevedo, Laritiely percebeu que aquela descoberta era grande demais para ficar restrita às capas de chuva. A tecnologia do bioplástico evoluiu, então, para algo com impacto ainda maior: o projeto BioProtect. São sacolas biodegradáveis que contêm sementes em sua composição. Assim, ao invés de poluir, o descarte da embalagem torna-se o início de uma nova árvore.

Reconhecimento

A dedicação rendeu frutos grandiosos. O BioProtect conquistou o segundo lugar na FECCI, a Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência, em Curitiba, competindo com os melhores projetos de iniciação científica do Paraná. O reconhecimento foi o combustível que faltava: Laritiely decidiu seguir carreira na área e foi aprovada em Ciências Biológicas no vestibular da própria UENP.

O que começou como um projeto escolar acabou subindo para um novo degrau. No dia 27 de março de 2026 Laritiely foi aprovada na Pré-Incubadora da UENP, que é um ambiente de apoio para transformar ideias inovadoras em negócio viáveis, como startups e outros projetos com potencial empreendedor. Agora, o que nasceu no Clube de Ciências se transforma em um modelo de negócio promissor.

Laritiely passou em ciências biológicas na UENP (Foto/Arquivo pessoal)

O legado de gratidão 

Para os que estão começando agora nos clubes de ciências, Laritiely deixa um testemunho.  “Muitos vão te chamar de louco por sonhar alto demais, e vai haver dias em que o choro é inevitável. Eu vivi isso: testes que falharam e a vontade de parar. Mas o diferencial foi olhar para o lado e ver que o Clube acreditava no meu potencial. Quando venci, entendi que o choro faz parte da limpeza da alma de quem persiste. Não desista dos seus sonhos por ninguém. Vá lá, prove sua força e deixe o clube transformar sua vida também. Se eu consegui, você também consegue!”.

Para além da técnica aprendida, o que fica dessa jornada é também o apoio recebido. Laritiely faz questão de dedicar suas conquistas à sua orientadora, Karoline Azevedo. “Eu não teria chegado onde cheguei sem uma peça fundamental nesse caminho, a minha orientadora, a Karol. Se hoje eu curso Ciências Biológicas, é por causa dela. A Karol sempre foi minha maior inspiração. A forma como ela conduz o clube e nos incentiva me deu a certeza do que eu queria fazer da vida. Eu falo de coração: espero ser, no futuro, pelo menos metade da profissional e da pessoa que ela é”, finaliza a ex-clubista.Acompanhe mais sobre os Clubes de Ciências, pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Com o apoio da Unicentro, alunos do Colégio Estadual Heitor Rocha Kramer realizam primeira atividade prática do ano e recebem nova orientadora

Grupo de cerca de 16 pessoas posando em uma rua de terra em um bairro residencial. A maioria são jovens vestindo uniformes escolares em azul e branco, alguns em pé e outros agachados na frente. Há também alguns adultos junto ao grupo. Ao redor, aparecem casas simples, árvores e postes com fiação elétrica. O céu está parcialmente nublado, com nuvens escuras contrastando com áreas de sol que iluminam o grupo.
Estudantes do clube EcoTransformadores levam a professora Cecilia Hauresko para conhecer onde será implantada a Rua Sustentável (Foto/ Mathias Trindade)

No dia 18 de março, os alunos do Clube EcoTransformadores, do Colégio Estadual Heitor Rocha Kramer, em Guarapuava, realizaram as primeiras atividades práticas de 2026. Sob coordenação da professora Daniele Kosmo, os clubistas receberam a nova orientadora da Rede de Clubes pela Unicentro, a professora Cecilia Hauresko. Durante o encontro, os estudantes apresentaram os projetos idealizados pelo grupo, que unem educação e meio ambiente, como a Rua Sustentável, os Jardins Suspensos e as hortas escolares.

A professora Cecilia Hauresko, especialista em Hortas Urbanas, iniciou este mês suas atividades como orientadora da Unicentro no clube do Colégio Heitor Rocha Kramer. Pela familiaridade com o tema de pesquisa dos clubistas, ela se sente motivada em orientá-los e criar um diálogo com o grupo. “Acho que nós, como professoras, e da Geografia em especial, temos como foco uma educação para a sustentabilidade. O que eu conheço de práticas que orientem para esse tema são suficientes para que possamos dialogar o tempo todo sobre a importância de uma sociedade e de uma escola saudáveis. Quando falo disso, estou falando de uma educação para a sustentabilidade, sem sombra de dúvidas”, contou Cecilia.

A nova professora orientadora da Rede de Clubes da Unicentro, Cecilia Hauresko, se apresenta para os alunos do Colégio Estadual Heitor Rocha Kramer (Foto/Mathias Trindade)

O projeto do clube EcoTransformadores é transformar a rua Herberth Storl em uma  Rua Sustentável nos arredores do colégio, localizado no Bairro Colibri. Atualmente, a região enfrenta uma situação crítica, por conta do descarte inadequado de lixo e pelo abandono de animais, que sofrem com a falta de alimento e de água. Diante desse cenário, os clubistas pretendem, em 2026, tirar o planejamento do papel e transformar a teoria construída ao longo do último ano em ação prática, com a colocação de lixeiras de coleta seletiva, limpeza de entulhos, área de convivência com balanço e a plantação de árvores frutíferas.

Segundo o clubista Vinicius Nascimento, de 16 anos, eleito presidente do clube por ser o integrante que está no projeto há mais tempo, ele demonstra disposição para mobilizar a comunidade e colocar as ideias em ação. “Tenho esperança de que tudo vai dar certo e que conseguiremos apresentar o projeto para as pessoas que participarem das feiras. Queremos mostrar como vamos fazer uma rua sustentável tanto para os moradores quanto para a comunidade escolar e o bairro”, explicou Vinicius.

Para ele, o sucesso da iniciativa depende do envolvimento dos moradores do bairro. “Queremos contar o que vamos fazer e qual é o nosso objetivo, pedindo a colaboração deles. Como vamos tentar melhorar a rua e trazer algo mais sustentável, precisamos do apoio da comunidade para manter essas melhorias”, concluiu o presidente do clube.

Além da instalação de jardins suspensos na Rua Sustentável, os clubistas preparam a criação de uma horta para a comunidade. Segundo a professora responsável pelo clube, Daniele Kosmo, o projeto da horta não será executado na mesma via por falta de espaço adequado, mas já possui um local estratégico no Bairro Colibri.

“A horta comunitária não será propriamente na rua porque lá não encontramos o espaço necessário. Analisando as condições do bairro, encontramos um terreno que possivelmente será apropriado para a implementação do projeto. Agora, vamos fazer as avaliações necessárias e as solicitações aos órgãos públicos para poder executar a ideia”, explicou Daniele.

Alunos do Clube EcoTransformadores junto da professora Cecilia Hauresko visitando a futura Rua Sustentável (Foto/Mathias Trindade)

Para a professora orientadora Cecilia Hauresko, o planejamento está ideal e pronto para avançar. Ela destaca que o fato de o projeto estar bem estruturado no papel já é o início da transformação. “Acho que o caminho está posto e o projeto está bem escrito. Hoje vamos conhecer a rua que será a Rua Sustentável e, a partir dela, outras tantas ideias irão surgir. O primeiro passo já foi dado, e foi muito bem-dado pela professora”, afirmou Cecilia.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Estudantes pesquisam compostagem, plantas medicinais e biofertilizantes no Clube de Ciências Mãos à Horta

Clube de Ciências. Com o título, Estudantes pesquisam compostagem, plantas medicinais e biofertilizantes no Clube de Ciências Mãos à Horta.
Clubistas do clube Mãos à Horta reunidos em frente à Horta escolar (Foto/Arquivo pessoal)

Entre canteiros, estufas e plantas medicinais, estudantes do Clube de Ciências Mãos à Horta, em Goioerê, estão colocando a ciência em prática enquanto organizam e revitalizam os espaços de cultivo da escola.

O trabalho começou ainda no ano de 2025, com uma etapa de limpeza e reorganização da horta, preparando o ambiente para as atividades do clube ao longo do ano. Entre todos os espaços organizados, estão uma estufa hidropônica, uma estufa de cultivo convencional e uma área dedicada ao cultivo de plantas medicinais, que servem como base para diferentes projetos de investigação científica.

Nesses ambientes, os clubistas desenvolvem pesquisas relacionadas à adubação orgânica por meio da compostagem, ao uso de defensivos naturais no cultivo de plantas e ao estudo dos saberes populares e científicos sobre plantas medicinais. As atividades buscam aproximar o conhecimento científico das práticas tradicionais presentes no cotidiano das comunidades.

Outro tema investigado pelo grupo é a produção de biofertilizante com o uso de um biodigestor, processo que transforma resíduos orgânicos em nutrientes para o solo, contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis.

Clubistas do clube Mãos à Horta em atividade dentro da estufa (Foto/Arquivo pessoal)

O clube é coordenado pela professora Luciana Patricia Roldi Pizzoli, que acompanha os estudantes nas atividades de pesquisa e experimentação. A proposta é transformar a horta escolar em um espaço de aprendizagem prática, onde os alunos possam observar, testar ideias e desenvolver soluções relacionadas à sustentabilidade e ao cuidado com o meio ambiente.

Além disso, o clube pretende destinar à cozinha da escola, as hortaliças e plantas cultivadas ali mesmo na horta, contribuindo assim, para uma alimentação saudável dos alunos e professores.