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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

O clube de ciências Gaia, em Cascavel, transforma bosque da escola em laboratório vivo

Clubistas em apresentação do Protocolo Araucária Hunters (Foto/Arquivo pessoal)

Quem passa pelo pequeno bosque do Colégio Estadual Professor Victorio Emanuel Ambrozino, em Cascavel, talvez imagine que ali exista apenas um cantinho de sombra e tranquilidade. Mas os estudantes do Clube de Ciências Gaia sabem que o lugar guarda algo bem mais interessante: um verdadeiro laboratório natural cheio de mistérios científicos, e algumas araucárias que parecem estar precisando de uma investigação digna de detetive.

Armados com tecnologia, curiosidade e muita disposição, os clubistas começaram a utilizar o protocolo Araucária Hunters, dedicado a mapear, observar e medir exemplares da icônica Araucaria angustifolia, árvore símbolo do sul do Brasil. A primeira missão já foi cumprida: mapear as araucárias que vivem ao redor da escola. No total, cinco árvores entraram no radar dos clubistas. “Da Araucária Hunters, a gente fez a medição só das plantas do entorno escolar, que foram cinco no total”, explicou a professora orientadora do projeto Raissa Gallego.

E como todo bom projeto científico, com o decorrer do ano de 2025 e os avanços que foram tendo, a curiosidade só aumentou! Para este ano, a equipe pretende expandir o perímetro da investigação e sair pelo bairro em busca de novas araucárias para catalogar. “Agora queremos aumentar o perímetro e ver aqui no bairro as araucárias que temos”, contou a professora.

Clubistas analisando um exemplar de Araucária no bosque da Escola (Foto/Arquivo pessoal)

Há quem pense que um pequeno bosque escolar não esconde muitas coisas interessantes, porém foi justamente lá que surgiu o grande enigma da pesquisa. Entre as árvores analisadas, duas chamaram atenção por um motivo bem específico: elas parecem crescer muito mais devagar que as outras. Enquanto algumas araucárias se desenvolvem robustas e imponentes, essas duas apresentam caule fino e folhas mais fracas, como se estivessem enfrentando alguma dificuldade para se desenvolver.

“Temos duas araucárias no bosque que estão com o caule muito fino e as folhas muito fracas. O crescimento delas é bem diferente das outras”, relatou a docente. A hipótese inicial dos estudantes é que a diferença possa estar relacionada ao ambiente ao redor das árvores. Como elas estão cercadas por outras plantas e árvores do bosque, pode haver competição por luz, água ou nutrientes, um detalhe que, para a investigação científica, faz toda a diferença. Agora, no decorrer de 2026, com a continuidade das atividades dentro do clube, a equipe pretende investigar mais a fundo o que está acontecendo com as duas araucárias “misteriosas”. A ideia é comparar condições de solo, incidência de luz e proximidade com outras árvores. As  investigações continuam!

Clubistas analisando um exemplar de Araucária no bosque da Escola (Foto/Arquivo pessoal)

O bosque da escola, lar das gigantes Araucárias, que antes servia apenas como espaço de convivência, ganhou o status de campo de investigação científica. Afinal, no Clube de Ciências Gaia, uma coisa é certa: se existe uma araucária por perto, existe possibilidade de análise e informações sobre ela a serem descobertas.

Acompanhe também o perfil do clube no Instagram: @clube_gaia.vic para saber mais sobre suas atividades.

Alunos do Clube de Ciências Bagrinhos do Bento promoveram ações de conscientização no Dia Mundial da Água

Alunas apresentam experimento sobre qualidade da água, com uso de vidrarias e microscópio, diante de colegas em sala de aula com cartazes científicos ao fundo.
Alunas do Clube de Ciências Bagrinhos do Bento demonstram experimento sobre pH da água durante apresentação (Foto/Andreia Petruy)

Em celebração ao Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, alunos do Clube de Ciências Bagrinhos do Bento, de Paranaguá, promoveram uma série de apresentações educativas voltadas aos estudantes do 6º e 7º anos. O tema central foi o estudo do pH da água e as doenças relacionadas à sua contaminação.

A atividade, realizada no ambiente escolar, reuniu diversas turmas em momentos de aprendizado interativo. Durante as apresentações, os próprios alunos explicaram a importância do equilíbrio do pH da água para a saúde humana, além de alertarem sobre os riscos do consumo de água contaminada.

Professora Andreia Petruy apresenta conteúdo sobre qualidade da água para alunos sentados em cadeiras, em sala com cartazes científicos ao fundo.
Professora Andreia é a orientadora dos trabalhos apresentados pelo Clube de Ciências Bagrinhos do Bento, em Paranaguá (Foto/Andreia Petruy)

Por meio de experimentos práticos, como a observação em microscópio e demonstrações com diferentes substâncias,  os alunos puderam compreender conceitos científicos na prática. Painéis informativos e maquetes complementaram a experiência, tornando o conteúdo mais dinâmico e facilitando a aprendizagem.

Além das atividades experimentais, os clubistas também abordaram doenças transmitidas pela água imprópria para consumo, reforçando a relevância do saneamento básico e de hábitos de higiene no dia a dia.

Grupo de estudantes posa para foto em sala de aula, ao lado de professora Andreia Petruy, após a apresentação dos trabalhos.
Integrantes do Clube de Ciências Bagrinhos do Bento, responsáveis pelo projeto apresentado a alunos do ensino fundamental (Foto/Andreia Petruy)

A iniciativa teve como principal objetivo despertar a consciência ambiental e estimular o pensamento científico entre os estudantes, evidenciando a educação como ferramenta fundamental para a preservação dos recursos naturais.

O projeto também ganhou destaque fora da escola, sendo apresentado e premiado em duas importantes feiras científicas em 2025, a FECCI e a Feira do Litoral da UFPR

Alunos apresentam experimento científico para colegas sentados, utilizando materiais e painel explicativo sobre água.
Estudantes demonstram experimentos sobre qualidade da água durante ação educativa no Dia Mundial da Água (Foto/Andreia Petruy)

Orientados pela professora Andreia Petruy, os alunos seguem desenvolvendo pesquisas na área, com foco na conscientização de que preservar a água é cuidar do planeta e garantir qualidade de vida para as futuras gerações.

Para saber mais sobre sobre os Clubes de Ciências, siga pelo Instagram o perfil da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.