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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Série de lives vai reunir especialistas para dialogar com professores clubistas sobre temas ligados à pesquisa escolar

Fotografia de uma sala de aula com janelas grandes ao fundo, por onde entra luz natural. Um grupo de sete pessoas está reunido, sentadas em carteiras escolares organizadas em semicírculo. À esquerda, um homem de barba, usando camiseta azul, está sentado e gesticulando enquanto fala. À sua frente, os outros participantes — três mulheres e três homens — prestam atenção, alguns com cadernos ou notebooks no colo. Há duas garrafas de refrigerante e alguns lanches sobre uma cadeira próxima à parede. A sala é clara, com piso branco e cadeiras azuis. Ao fundo, é possível ver o pátio externo e alguns prédios.
A professora Maria Luisa Tunes Buschini será a primeira convidada da ‘Quarta com Clubes’ (Divulgação/Unicentro)


A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, por meio do Grupo de Pesquisa e Extensão EducartGEO — Educação Geográfica e Cartografia para Escolares, da Unicentro, lança neste mês o projeto Quarta com Clubes. A proposta é promover a formação científica dos professores que atuam nos clubes de ciências, com base em temas de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes nas escolas.

A primeira live ocorre nesta quarta-feira (28) às 20h, e contará com a participação da professora Dra. Maria Luisa Tunes Buschini, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), pesquisadora nas áreas de Zoologia e Ecologia. A transmissão será feita ao vivo pelo canal do EducartGEO no YouTube e, para os professores clubistas, haverá participação direta por meio do Google Meet.

Marquiana Vilas Boas Gomes está a frente da coordenação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciências na Unicentro (Foto/Thiago de Oliveira)


De acordo com a coordenadora da Rede Paraná Faz Ciência na Unicentro, professora Marquiana Vilas Boas Gomes, a atividade foi pensada como um espaço de apoio e aprofundamento teórico e metodológico. “A Quarta com Clubes será uma atividade para a formação dos professores clubistas do ponto de vista dos temas que eles estão em pesquisa com os jovens na escola. Serão momentos em que cientistas convidados vão esclarecer dúvidas conceituais e metodológicas sobre as áreas abordadas”, explica.

Maria Luisa Tunes Buschini é professora associada da Unicentro ( Divulgação/Unicentro)


Atualmente, a Unicentro conta com 25 clubes e cinco makers vinculados ao programa. Esses grupos foram organizados por temáticas, que orientarão a escolha dos convidados para os encontros. Antes das lives, os professores encaminham dúvidas que serão respondidas pelos cientistas durante a transmissão.

A primeira temática a ser abordada será pesquisa com abelhas. “Temos aproximadamente cinco projetos vinculados, direta ou indiretamente, à apicultura. A cientista convidada, professora Maria Luisa, vai tratar de como têm sido conduzidas as pesquisas na área, quais metodologias estão em uso e quais são as possibilidades investigativas, além de abordar a relação entre abelhas e ecossistemas”, destaca Marquiana.A segunda edição do Quarta com Clubes está marcada para o dia 4 de junho. O tema será água e a convidada será a professora Dra. Ana Lúcia Suriani Affonso, também da Unicentro, com trajetória acadêmica nas áreas de Ecologia, Biologia da Conservação, Educação Ambiental e Ensino.

SERVIÇO

Quarta com Clubes – Live sobre pesquisa com abelhas
Dia 28 de maio, quarta-feira, 20h
Canal EducartGEO no YouTube
Professores clubistas participam via Google Meet (link será enviado diretamente)

O evento também apresentou uma réplica realista de uma preguiça gigante pré-histórica, parte do acervo do Museu de Ciências Naturais.

Pós-doutoranda Edinalva com os estudantes
A pós-doutoranda Edinalva Oliveira dialoga com os estudantes no estande do Paraná Faz Ciência (Foto/João Rodriguez)


O Universo UFPR se consolida como o maior evento de educação, ciência e inovação do Estado. Na edição deste ano, que se encerrou no domingo, 25, mais de 120 estudantes, professores e familiares passaram pelo Parque Barigui em Curitiba (PR) para conhecer os mais de 100 cursos, além de participar das mais de cinquenta atividades interativas. Segundo a organização, 600 escolas do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso, visitaram os estandes, sendo a maioria da rede pública de ensino.

Dentre elas, o Colégio Estadual Euzébio da Mota, que tem um clube de ciências de meninas chamado Little Scientist. A professora Marlene Salete Koch Lins é a coordenadora e disse que o carro chefe do clube é a produção de minifoguetes de baixo custo com propelente sólido. “Nossa meta é incentivar as alunas a se interessar pela área das exatas a partir desses minifoguetes”, explica.

Marcelo Valério é professor da UFPR e orienta os clubes de ciências. Para Valério, é uma satisfação poder acompanhar de perto os clubistas que visitaram o Universo UFPR. “Eles estão com brilho nos olhos e vendo a oportunidade que têm na carreira, já que estão fazendo ciência desde cedo na nossa rede”, acrescenta.

O professor Rodrigo Arantes Reis, articulador da Rede de Clubes do Paraná Faz Ciência, o Universo UFPR é uma oportunidade para conhecer os cursos que dialogam com o Paraná Faz Ciência, como os Museu de Ciências Naturais, que possui a réplica de uma preguiça gigante, animal pré-histórico que habitou as Américas há 12 mil anos. “Para nós que temos uma relação próxima com as escolas, com os clubes de ciências, estamos super felizes de poder receber os nossos estudantes que fazem da rede, além de todos os estudantes da educação básica para que eles percebam que a universidade é um espaço feito para eles. Que eles podem ocupar”, avalia Reis.

A preguiça gigante pesava mais de 5 toneladas e podia chegar a 6 metros. Foi extinta durante a chamada “Era do Gelo” (Foto/João Rodriguez)


A professora Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), também visitou o Universo UFPR. “O Paraná Faz Ciência tem um conjunto de projetos, dentre eles, a Rede de Clube de Ciências. “Nós coordenamos na Unicentro, onde temos aproximadamente 25 clubes de ciências e mais cinco ‘makers’, que nós desenvolvemos na região de Guarapuava, centro sul, com mais de doze municípios envolvidos”, explica Marquiana. A professora aproveitou para convidar a todos para participarem da 5ª edição do Paraná Faz Ciência (PRFC) que vai acontecer nos dias 29 de setembro a 3 de outubro, em Guarapuava. “Será a cidade da ciência porque nós desenvolveremos a Unicentro, mas também outros sistemas de ensino da região e também de todo o Paraná”, finaliza.

Da esquerda para a direita: professor Rodrigo Reis, professora Marquiana Gomes e professor Marcelo Valério à direita (Foto/Ádamo Antonioni)


Guarde esta data:

5ª edição do Paraná Faz Ciência (PRFC) 

Data: 29 de setembro a 3 de outubro de 2025 

Onde: Guarapuava, região centro-sul do Paraná. 

Local: Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro)

A ideia é fortalecer a integração entre os clubes articulados e apresentar a pesquisa e extensão da Universidade

Imagem de divulgação do evento “Biomas na UEL: dos clubes de ciência à pesquisa e extensão na universidade”. Fundo verde com padrão quadriculado. No topo, informa que trata-se do 1º evento de Clubes de Ciências da Universidade Estadual de Londrina.
o evento na UEL, os alunos terão oportunidade de conhecer a estrutura física de onde se realizam as pesquisas e extensão da Universidade (Arte/Isabella Abrão)


A Universidade Estadual de Londrina (UEL) é uma das Instituições de Ensino Superior (IES) que auxilia nas atividades do NAPI – Paraná Faz Ciência (PRFC). É responsável pela articulação de 18 clubes, sendo dois do grupo Paraná Faz Ciência Maker. Com a intenção de fortalecer a integração entre eles e apresentar o cenário científico da Universidade, será realizado o primeiro evento de Clubes de Ciências no campus da UEL, no dia 28 de maio. 

Segundo a professora Mariana Andrade, coordenadora institucional do NAPI PRFC pela UEL e coordenadora estadual do PRFC Maker, o evento segue a temática da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia de 2024, que ainda está com atividades em andamento. O título é “Biomas na UEL: dos clubes de ciência à pesquisa e extensão na universidade”.

A programação faz parte do projeto aprovado na Universidade Estadual de Maringá (UEM), parceira da instituição. “Os dois principais objetivos são conhecer as pesquisas relacionadas ao bioma da Mata Atlântica, que tem aqui no Paraná uma ampla área de Floresta Estacional Semidecidual, e a integração dos alunos com as pesquisas dos clubes e pesquisas acadêmicas”, explica a professora.

Programação

Durante a manhã, o evento começa a partir das 8h30, no Anfiteatro Cyro Grossi, do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEL. A abertura contará com a participação de representantes do NAPI PRFC e da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG). A ideia é incentivar a integração entre os Clubes de Ciências e os pesquisadores da Universidade.

A partir das 9h30, os clubes irão conhecer as pesquisas relacionadas ao Bioma Mata Atlântica e à Floresta Estacional Semidecidual do Paraná, além de visitar o Museu de Zoologia da UEL. Outra ação prevista é a visita ao Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina, que também fica no campus universitário. Os alunos vão desenvolver experimentos de química e física, conhecer as formas de eletrização e aprender sobre o funcionamento dos equipamentos do museu.

As atividades do período matutino estão previstas para se encerrar às 11h30. A programação se repete durante a tarde, com a abertura às 14h30 e o encerramento às 17h30.

Serviço

Imagem de divulgação do evento “Biomas na UEL: dos clubes de ciência à pesquisa e extensão na universidade”. Fundo verde com padrão quadriculado. A foto traz informações como data, horário e local. No rodapé, há os logos da UEL, da UEM, da Rede de Clubes PRFC, da Rede de Clubes PRFC MAKER, do NAPI Paraná Faz Ciência, da Fundação Araucária, do Governo do Paraná e do CNPq.
Banner digital do evento na UEL, dia 28 de maio, para 18 Clubes de Ciências convidados (Arte/Isabella Abrão)

O clube Show da Química busca promover o estudo por meio do teatro

A foto é do Clube de Ciências Show da Química. A imagem mostra um grupo de estudantes e um professor em um laboratório de química. O ambiente possui prateleiras com vidrarias e reagentes químicos, além de uma lousa e um monitor ao fundo exibindo um texto. Os alunos estão interagindo de forma descontraída, fazendo gestos e poses variadas. Alguns seguram objetos como uma panela e uma garrafa, e há materiais sobre as mesas, sugerindo que estão realizando uma atividade experimental. O clima parece de descontração e colaboração.
Foto do Clube de Ciências Show da Química no laboratório das atividades (Foto/Arquivo pessoal)


Quem pensa em química, logo imagina uma aula convencional em um laboratório, mas no clube Show da Química a aprendizagem é diferente e ocorre por meio da arte. O objetivo é apresentar uma peça teatral que proporcione o ensino da química. No enredo, vários experimentos químicos serão demonstrados. 

O clube do Colégio Estadual Cristóvão Colombo, no município de Jardim Alegre, é coordenado pelo professor Fernando José Rodrigues. Por ser uma escola integral, o clube de ciências é uma disciplina eletiva, ou seja, uma disciplina que consta na carga horária dos alunos.

Desde o fim do ano passado, quando o clube se iniciou, os clubistas estão em processo de montar, testar e ensaiar a peça teatral que se chama Família Periódica. Nela, todos os personagens remetem aos nomes de elementos químicos. Conforme o professor, este teatro está contido no livro “Histórias e Diálogos – Sugestões de Teatro para o Ensino Médio” e foi organizado por Elisa Aguayo da Rosa.

Como começou a ideia da música?

Captura de tela da música do Clube de Ciências Show da Química realizada no Suno.IA (Captura de tela)


O primeiro contato do professor Fernando com a música desenvolvida por Inteligência Artificial (IA) aconteceu no grupo de estudos “Formadores em Ação”, do Programa da Rede Estadual de Educação, como professor formador na área de química para outros docentes. Fernando foi designado a trabalhar com os demais professores sobre uma música com Inteligência Artificial. Após essa experiência, decidiu aplicar essa atividade no Clube de Ciências que coordena, no Colégio Estadual Cristóvão Colombo. A proposta era criar um hino com os alunos.

A música foi construída por meio de duas IA´s. A letra da música foi desenvolvida por meio de um comando ao Chat GPT, com adaptações feitas pelos alunos e também pelo professor. A outra ferramenta de Inteligência Artificial utilizada foi a Suno.IA, com a qual foram adicionadas um ritmo e uma melodia à letra da música. O hino final será apresentado no encerramento da peça de teatro. Segundo o professor, os alunos já pensam em criar novas músicas para os próximos teatros.

Para Fernando, a inteligência artificial é uma ferramenta muito útil, pois agilizou o processo criativo. “Eu não tenho conhecimento sobre música e levaria muito tempo para conseguir fazer e gravar”. Por isso a opção gratuita e oportuna foi tão interessante.

Teatro e química aliados no clube

Testes e ensaios para a peça teatral Família Periódica (Arquivo Pessoal)


O desejo de inovar nas aulas de química é antigo, de quando o professor Fernando estava na graduação. Na época, ele assistiu a uma peça teatral, parte do mesmo livro citado, de Elisa Aguayo da Rosa, e desde então não havia tido a oportunidade de trabalhar com essa proposta. Até surgir a ideia do Clube de Ciências.

Em um primeiro momento, o professor imaginou a temática de extração de óleos essenciais, entretanto ao ouvir opiniões, percebeu que a proposta do teatro era mais interessante. Para ele, a potência deste trabalho será também avaliada no momento de apresentação do teatro ao público. “Vai ser um divisor de águas quando eles apresentarem a peça no evento nomeado Culminância, ao final do semestre. Queremos medir as reações dos espectadores da peça, usando um formulário para identificar qual momento foi mais interessante”, explica o docente.

Show da Química

Alunos do Clube de Ciência Show da Química ensaiando e testando os elementos químicos presentes no teatro (Foto/Arquivo Pessoal)


Atualmente com vinte integrantes no clube, entre estudantes de ensino fundamental e médio, o funcionamento no dia a dia é muito didático. As atividades se dividem em refletir sobre os elementos químicos presentes na peça, validar os experimentos para os alunos se sentirem seguros no dia da apresentação e ensaiar. A expectativa para eles está em imaginar como será a reação do público no dia da apresentação.

Entre momentos interessantes, o professor relembra o dia em que testaram a popular pasta de dente de elefante, ação que produz muita espuma. Quanto às dificuldades, nem sempre o recurso financeiro está disponível para as ações que querem realizar. “Nós teremos o investimento, mas às vezes já queremos começar e é preciso aguardar essa liberação. Especialmente quando queremos usar alguns reagentes ou substâncias mais caras”, conta o professor.

Mesmo com as dificuldades, o professor Fernando acredita que a proposta do Clube é uma forma importante de valorização da ciência, e acredita que ao longo da caminhada, com participação em feiras de ciências, com intercâmbios e vivência de obtidas de outros clubes haverá muitas trocas e conhecimento para os alunos. O desafio permanece em motivar os alunos para que confiem no processo. 

O Show da Química, que teve esse nome escolhido pelo professor coordenador desde a escrita do projeto, se prepara para os próximos passos. O objetivo é continuar os experimentos, a organização da peça e os ensaios até a Culminância. Após isso, devem iniciar mais um teatro. O sonho do professor Fernando é que a ideia do clube desperte o desejo pela ciência para mais alunos.

Escute a música criada pelo clube: Clique aqui!

Projeto do Colégio Bento Munhoz da Rocha Neto investiga pH da água da torneira, da baía e de marcas comerciais em Paranaguá

Um grupo de 16 pessoas, a maioria crianças e adolescentes, está reunido em uma praça ao lado de uma placa azul que indica o nome do local: "Praça Thomas Sheehan". A placa menciona que a praça é uma homenagem a um paraquedista canadense herói de guerra. O grupo segura um cartaz colorido com os dizeres "Bagrinhos do Bento" e um desenho de um peixe. Algumas crianças estão fazendo poses divertidas, cobrindo os olhos com as mãos para proteger-se do sol. A maioria veste roupas casuais, como camisetas e calças jeans, e alguns estão calçando chinelos ou tênis. Ao fundo, há construções, árvores e uma calçada de tijolos intertravados.
Aluno do clube de ciências Bagrinhos Bento, em Paranaguá, reunidos para uma investigação sobre a qualidade da água (Foto/Arquivo pessoal)


Como às quintas-feiras falamos em relembrar temas anteriores, trazemos o registro da atividade dos estudantes clubistas do Bagrinhos Bento, do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto, em Paranaguá, pela data do Dia Internacional da Água, celebrado em 22 de março.

Na atividade proposta para o Clube, os alunos fizeram ações investigativas para entender sobre a qualidade da água consumida diariamente na cidade. A proposta foi conduzida pela professora Andreia Cristina Bitencourt Petruy, com apoio da coordenadora pedagógica Michelle Mendes. 

O dia começou com uma leitura e a discussão sobre os Direitos da Água, instituídos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992. A partir disso, os alunos debateram a importância desse recurso natural para a vida no planeta e observaram as propriedades ideais da água para consumo humano — como o pH neutro (7), o que indica equilíbrio entre acidez e alcalinidade.

Em seguida, os estudantes realizaram testes de pH em diferentes amostras de água, incluindo a água da torneira do colégio e de marcas de água mineral disponíveis no mercado. O resultado surpreendeu. “A água da torneira do colégio registrou pH 2, o que indica uma acidez elevada. Isso gerou um debate importante entre os alunos, que disseram estar praticamente ‘tomando ácido’”, relatou a coordenadora Michelle Mendes.

A sequência didática incluiu também uma saída de campo até a Baía de Paranaguá, onde os alunos mediram o pH da água próxima à costa. O dado curioso foi que, apesar do tráfego intenso de embarcações, a água da baía apresentou menor acidez do que a da torneira. “Essa constatação gerou ainda mais interesse dos alunos em investigar as causas da acidez e refletir sobre os impactos à saúde e ao meio ambiente”, explicou Michelle.

Processo de coleta de amostra da água da Baía de Paranaguá (Foto/Arquivo pessoal)


Após as análises, os estudantes do  Clube Bagrinhos Bento vão produzir materiais de divulgação com o objetivo de reforçar o papel da ciência como ferramenta de conscientização. A iniciativa realizada em alusão ao Dia Mundial da Água, reforça a importância da alfabetização científica e do olhar crítico dos jovens sobre os recursos naturais e da realidade à sua volta. A atividade conectou o conteúdo escolar a problemas reais, colaborando para formar cidadãos atentos e atuantes nas questões socioambientais.

Os estudantes do Marie Curie Club visitaram a APAE de Arapoti, conhecendo a instituição e o seu trabalho com papel reciclado

Grupo do clube de ciências e da APAE posando juntos para a foto (Foto/Arquivo pessoal)
Alunos clubistas visitantes e os alunos da APAE Arapoti que trabalham com papel reciclado (Foto/JulianaCarvalho)


O clube de ciências “Marie Curie Club” visitou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), em 3 de abril, no município de Arapoti. Além de conhecer a instituição, o clube do Colégio Estadual Rui Barbosa – ligado ao Núcleo Regional de Educação de (NRE) Wenceslau Braz – junto da professora coordenadora Camila de Paiva, puderam aprender mais sobre a reciclagem do papel feita pelos alunos da APAE.

Grupo observa oficina de reciclagem de papel na APAE (JulianaCarvalho)


Quem guiou os clubistas e mostrou todo o processo de produção de papel reciclado foi a professora Taciara Podolack. Os alunos do clube puderam acompanhar de perto todas as etapas da reciclagem, desde o recolhimento dos papéis usados, a separação dos tipos aptos a reciclagem, até os produtos finais, como caixas e sacolas de presente biodegradáveis.

Alunos conhecem produtos feitos com papel reciclado (Foto/JulianaCarvalho)


Para além dos processos mecânicos da reciclagem do papel, como o molho, a trituração, a prensa e a secagem, os alunos da APAE colocam o toque final de criatividade, na coloração e no design das peças. Os produtos são sustentáveis, ajudando a cuidar da preservação do planeta e desenvolvendo habilidades criativas dos alunos da instituição.

Em agradecimento à visita, o “Marie Curie Club” publicou em seu perfil do Instagram ( @cienciascerb ). “Cada pedaço de papel conta uma história e hoje, aprendemos que podemos dar uma nova vida ao que já não serve mais”.

O grupo de clubistas agradeceu à professora Taciara Podolack e a todos da APAE de Arapoti pela atenção em mostrar que a reciclagem é um caminho para um futuro mais consciente e cheio de possibilidades, em produtos coloridos e bonitos.

Principal base dos estudos será o Córrego Guavirá, na região do Colégio

Reunião dos responsáveis pelo projeto do Clube no Colégio Estadual Paulo Freire e a representante da empresa de saneamento da cidade (Foto/Uiara M. Dill)


Na terça-feira, dia 25 de março, uma reunião importante no Colégio Estadual Paulo Freire, de Marechal Cândido Rondon, discutiu sobre o Clube de Ciências da escola. O encontro contou com a participação de representantes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) da cidade, por meio da assessora de projetos e programas, Sandra Lamb, além da diretora do colégio, Ana Regina Schweigert, da professora coordenadora do Clube, Uiara Macedo Dill, além da professora Graciele Rambo e do biólogo Diego Renicke. O projeto busca incentivar a pesquisa científica e a inovação por meio do estudo ambiental e da preservação dos recursos hídricos.

O Clube de Ciências faz parte do projeto Rede de Clubes, ligado ao NAPI Paraná Faz Ciência e terá, em princípio, duração de 30 meses. A proposta é desenvolver pesquisas voltadas para o tratamento de água, a recuperação da biodiversidade e estudos ambientais na região. O principal local de investigação será o Córrego Guavirá, um importante curso d’água que atravessa a cidade e está situado no entorno do próprio colégio. Estarão envolvidos nas atividades estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

Visualização de uma alga no microscópio (Foto/Uiara M. Dill)


A ideia envolve a análise da biodiversidade do Córrego Guavirá, para que os alunos do Clube de Ciências possam identificar organismos como bioindicadores da qualidade da água. Esse estudo vai permitir melhor compreensão dos impactos ambientais e a relevância da conservação dos recursos hídricos. Na prática, os clubistas vão poder utilizar microscópios para a investigação e coletar amostras para análises laboratoriais.

A expectativa é também que os jovens desenvolvam pensamento crítico e despertem ainda mais para a potencialidade da ciência.

Clube de Ciências recebe visita de professores da UTFPR para conversa sobre ciência

A imagem mostra um grupo de pessoas em uma sala de aula. O grupo é composto por estudantes e professores, alguns vestindo uniformes escolares e outros com roupas casuais. Há uma tela ao fundo exibindo uma imagem da natureza, possivelmente um ambiente subaquático ou florestal. O ambiente tem um teto azul com luminárias e ventiladores. Algumas pessoas estão sorrindo, enquanto outras mantêm expressões neutras.
Professor Leandro Vicente Gonçalves coordenador do Clube Aventureiros do Conhecimento e alunos clubistas. (Foto/Leandro V. Gonçalves)


No dia 13 de março, o Clube de Ciências ‘Aventureiros do Conhecimento’ do Colégio Estadual Cívico Militar Prefeito Carlos Massaretto, em Apucarana, foi local de encontro entre clubistas e os professores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR ) -Campus Apucarana, Enio Stanzani e Sabrina Klein. Foi um momento de conversa para inspirar e estimular a visão científica dos jovens clubistas.

A iniciativa partiu de uma atividade prévia do clube, que buscou coletar a percepção dos alunos sobre o que é a ciência. A partir desse ponto de partida, os professores da UTFPR conduziram uma discussão dinâmica sobre temas cruciais para o desenvolvimento do clube, utilizando um questionário como ferramenta inicial para instigar a reflexão. 

A pesquisa incluiu desde conceitos fundamentais da ciência até a aplicação prática em áreas como nutrição e sustentabilidade, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2030 da ONU e inspirando a criação de uma horta escolar com práticas inovadoras.

Os educadores visitantes criaram um ambiente de diálogo aberto, apontando as conexões entre teoria e prática para os estudantes. Eles incentivaram os jovens a refletir sobre o mundo à sua volta e a questionar o status quo, reafirmando que a ciência é a chave para transformar desafios em oportunidades. Foi uma forma de instigar a curiosidade e o espírito investigativo entre os clubistas.

A proposta do clube Aventureiros do Conhecimento é despertar nos estudantes o interesse pela ciência, promovendo a resolução de problemas reais. Para isso, os clubistas têm trabalhado no projeto da horta comunitária sustentável, estudando meios para implementação utilizando a tecnologia, noções de sustentabilidade e participação da comunidade local.

Profº Leandro Vicente Gonçalves coordenador do Clube Aventureiros do Conhecimento e alunos clubistas. (Foto/Leandro V. Gonçalves)


Esse encontro reforçou o compromisso do clube em desenvolver mentes críticas e inovadoras, capazes de transformar o conhecimento em ação e contribuir para um futuro sustentável e cheio de possibilidades. Cada pesquisa aplicada e cada troca de ideias se tornam degraus avançados na jornada rumo à construção de um novo paradigma educacional.

Nas palavras do coordenador do clube, professor Leandro Vicente Gonçalves, “a visita dos professores Enio e Sabrina trouxe contribuições valiosas para o desenvolvimento do projeto do Clube de Ciências Aventureiros do Conhecimento. A forma de abordar e a explanação sobre o que é a ciência agregaram novas perspectivas ao trabalho dos alunos.” Para o professor, um reforço vindo de pesquisadores já consagrados ampliou a visualização da importância de diferentes áreas do conhecimento em convergência para um bom projeto.

Clubistas do Clube Aventureiros do Conhecimento. (Foto/Leandro V. Gonçalves)


Por meio da robótica, os clubistas têm buscado uma solução em irrigação automatizada, junto do monitoramento por meio de sensores, aplicando para isso o pensamento computacional. Na criação de uma horta sustentável, métodos de cultivo orgânico e biológico, sem o uso de defensivos ou agrotóxicos químicos, serão utilizadas para o plantio de alface, cebolinha, couve e salsinha. 

Com a intenção de dar suporte a essa ideia, um minhocário será construído pensando na produção de húmus, uma alternativa natural e agroecológica aos fertilizantes químicos. Assim, o clube almeja aumentar a segurança alimentar na comunidade escolar local ao mesmo tempo que aprende a desenvolver um projeto científico com aplicação prática.

O Clube de Ciências “Conectando Saberes” participou de uma visita guiada com demonstrações de experimentos científicos.

Na imagem, um grupo de jovens, alguns vestidos com uniformes azuis com boinas e outros de camisetas brancas, posando em frente a uma estrutura de madeira com a placa "PERGOLADO 01". Atrás deles, há uma placa verde com informações sobre o local, que parece ser uma área de preservação ambiental, com árvores e vegetação ao fundo. O grupo está sorrindo e fazendo poses variadas, demonstrando um momento de confraternização ao ar livre.
Grupo de estudantes do Colégio Estadual Heitor Rocha Kramer durante visita ao Museu de Ciências Naturais, em Guarapuava (Foto/Arquivo pessoal)


No dia 2 de abril, estudantes do Colégio Estadual Vereador Heitor Rocha Kramer visitaram o Museu de Ciências Naturais de Guarapuava. Localizado no Parque das Araucárias, às margens da BR-277, o museu proporcionou uma experiência interativa aos alunos, com demonstrações de experimentos científicos e visita a diversas salas de exposição.

A ação foi organizada pelo Museu com intermediação do Projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, e teve como objetivo aproximar estudantes do ensino fundamental e médio — com idades entre 12 e 17 anos — da ciência e da tecnologia.

Alunos do Colégio Heitor durante demonstração de experimento científico pelo estagiário do Museu de Ciências Naturais, Raffael Scheleski. (Foto: Arquivo pessoal)


Durante a visita, os alunos exploraram dois importantes acervos: o do geólogo João José Bigarella e o do autodidata em entomologia Hipólito Schneider. Eles também conheceram cinco salas de exposição: Malacologia – que estuda moluscos -, Geologia, Paleontologia, Entomologia – insetos – e Física. Nessas salas, estão expostos fósseis marinhos, materiais paleontológicos, rochas sedimentares, metamórficas e ígneas, além de uma variedade de insetos e aracnídeos.

O Museu de Ciências Naturais abriga, inclusive, um dos maiores insetários da América Latina. A coleção doada por Hipólito Schneider reúne milhares de espécies de insetos e aracnídeos — a maioria coletada por ele mesmo — e é um dos grandes atrativos do espaço.

Já o acervo do geólogo João José Bigarella inclui, além das rochas, uma extensa coleção de materiais marinhos e fósseis. Bigarella doou ao museu mais de 15 mil peças de moluscos, 25 mil conchas e minerais, 15 mil insetos e cerca de oito mil fósseis e outros materiais científicos vindos de diversas partes do mundo.

A Sala de Física do Museu de Ciências Naturais apresenta uma variedade de experimentos interativos que abordam conceitos da física clássica e moderna. Os visitantes tiveram a oportunidade de explorar temas como eletromagnetismo, mecânica, radioatividade, raios cósmicos e aceleradores de partículas, despertando o interesse científico por meio de uma abordagem prática e acessível.

Os Clubes de Ciências, uma iniciativa do NAPI Paraná faz Ciência, e o Museu de Ciências Naturais buscam aproximar os estudantes da ciência e da tecnologia por meio de experiências interativas. Com visitas como essa, o projeto cria ambientes que estimulam a curiosidade e o protagonismo dos jovens, incentivando um novo olhar sobre o mundo ao seu redor.Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciência pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Notícias – NAPI Paraná Faz Ciência https://paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/noticias/

Estudantes durante visita guiada pelo Museu de Ciências Naturais (Foto: Arquivo pessoal)

O Clube Margarida Sustentável construiu uma horta e os clubistas já colheram as próprias cenouras

Crianças lavam e preparam cenouras ao ar livre(Foto/Arquivo pessoal)
As cenouras colhidas na horta cuidada pelos próprios alunos virou refeição (Foto/MargaridaSustentável)


Cultivar uma horta na escola é uma excelente ferramenta para a educação ambiental e alimentar. A tarefa pode ser utilizada de maneira multidisciplinar, ajudando a desenvolver o senso de coletivo, questões emocionais e noções de responsabilidade. Como um dos temas do clube de ciências Margarida Sustentável, o trabalho com a horta tem se mostrado muito positivo.

O clube é parte do Colégio Estadual do Campo Professora Margarida Franklin e está localizado no Distrito de Campinho, Ibaiti, integrante do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ibaiti. O coordenador do clube é o professor Laércio Faustino da Silva Júnior e o diretor da escola é Sérgio Morais de Medeiros.

Crianças colhendo as cenouras na horta da escola (Foto/Arquivo pessoal-MargaridaSustentável)


Unindo ciência e sustentabilidade, o cultivo de uma horta orgânica ensina sobre composição do solo, nutrição das plantas e compostagem. Os alunos aprendem que um solo saudável, rico em matéria orgânica, garante alimentos nutritivos sem a necessidade da utilização de agrotóxicos. Respeitando os ciclos naturais, é possível manter a produção de alimentos e ao mesmo tempo preservar o meio ambiente.

Questões emocionais e de trabalho em equipe também podem ser trabalhadas na lida com a horta. Um vegetal pode começar amarelar e o aluno deve tentar identificar o que pode estar acontecendo. Ficar frustrado, desanimado e triste com essa situação é normal, mas recomenda-se observar e conversar com os colegas sobre o que pode estar causando o problema. Sendo orientados, os clubistas irão tentar resolver a situação, e se não obtiverem sucesso, podem testar outra hipótese quando o fenômeno ocorrer novamente.

Quanto à colheita das cenouras, é a materialização do trabalho de toda a equipe. Por meses eles cuidaram e acompanharam o desenvolvimento do tubérculo, atividades fruto de um trabalho coletivo, dividido em etapas, até a retirada do solo e a limpeza das cenouras, para só então ficarem prontas para o consumo. São muitos os aprendizados oportunizados pelo cultivo de um alimento.

O professor Laércio Junior, coordenador do clube, contou um pouco da sua experiência desenvolvendo as atividades com os clubistas. “É inspirador observar o contato deles com a terra e com o cultivo de alimentos de forma sustentável. Trabalhar a sustentabilidade com os jovens é fundamental. Ao participarem ativamente do plantio e da colheita, eles aprendem sobre a origem dos alimentos, a importância do cuidado com o meio ambiente e os benefícios de uma produção livre de agrotóxicos.” Essa experiência prática, segundo o coordenador, pode despertar a consciência ecológica que vão levar por toda a vida. Tornando-os cidadãos mais responsáveis e engajados com um futuro mais verde. Além de promover outros valores, como trabalho em equipe, a paciência e a valorização do alimento saudável. É um aprendizado que vai muito além da sala de aula.

O nome curioso “capivara” é o símbolo do colégio, escolhido pelos próprios alunos

A imagem foi fotografada no primeiro dia do Clube de Ciências Capivara´s Tech no ano passado. Podemos ver um grupo de estudantes em uma sala de aula, posando para uma selfie tirada por uma mulher na frente da câmera. A turma é composta por jovens com diferentes estilos e expressões, eles vestem uniformes escolares brancos com detalhes verdes. A sala tem carteiras organizadas, algumas com laptops sobre elas, e armários no fundo. A iluminação natural entra pelas janelas laterais. Os estudantes parecem descontraídos, com alguns fazendo gestos com as mãos e outros sorrindo ou mantendo expressões mais sérias. O ambiente reflete um clima de interação entre os alunos e a professora.
Primeiro dia do Clube de Ciências Capivara´s Tech no ano passado (Arquivo pessoal/Maísa Iwazaki)


O Capivara’s Tech está animado para as novas atividades que vão acontecer este ano. A abertura do clube de ciências do Colégio Estadual Brasílio Itiberê, de Maringá, aconteceu no mês de março. O clube nesta escola é uma eletiva, ou seja, uma disciplina que está na carga horária dos alunos. Nela, cada professor escreve um projeto em colaboração com os estudantes. 

Neste caso, o Capivara’s Tech acontece toda semana às quintas-feiras nas duas últimas aulas do período da tarde. Em razão do horário e da disponibilidade da professora coordenadora do clube, Maísa de Carvalho Iwazaki, os alunos integrantes são somente do Ensino Médio. 

Todos os anos acontecem as Feiras de Eletivas para o Ensino Fundamental e Médio. Essas matérias se encerram em seis meses e são apresentadas na Culminância, que é um evento em todos os colégios integrais com o objetivo de apresentar os resultados desenvolvidos durante o tempo das aulas na disciplina eletiva. Logo, este momento ocorre duas vezes ao ano.

No ano passado, o Feirão de Eletivas já havia acontecido em agosto, mas foi somente em setembro que o clube se iniciou. Por isso, em uma organização do colégio, todos os alunos do segundo ano do Ensino Médio participaram do Capivara´s Tech. Durante o ano de 2024, eles realizaram um protocolo de minerais do PICCE (Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola) e apresentaram na Culminância o trabalho feito sobre rochas e minerais para toda a escola.

Os passos para este ano

Em 2025, com 24 alunos majoritariamente do 3º ano, o projeto inicial é tornar a escola um ambiente mais acolhedor. Segundo a professora, por ser um colégio de tempo integral é necessário que haja mais espaços de lazer, recreação e descanso.

Outras ideias também já estão aparecendo no projeto do Capivara´s Tech, entre elas um comedouro de aves, já que a escola fica próxima ao Parque do Ingá e esses animais costumam fazer visitas. Além disso, Maísa explica que faz parte da ideia inicial criar abelhas, para fomentar a apicultura, e uma horta ou jardim para cuidados e assim oportunizar estudos. O objetivo é trazer a pesquisa científica para a prática nessas temáticas.

No primeiro dia do clube neste ano, os alunos andaram pelo colégio com o propósito de analisar quais os problemas existentes no ambiente escolar. Nos próximos encontros, conforme a professora, serão discutidas as possíveis soluções. Uma das sugestões levantadas foi a reutilização da água que escorre dos ar-condicionados para regar a futura horta.

Mas afinal, por que Capivara´s Tech?

A imagem apresenta uma ilustração estilizada de uma capivara com tons vibrantes de verde e azul, em um fundo escuro. A capivara está centralizada e cercada por elementos gráficos relacionados à tecnologia e à ciência, como átomos, planetas, seringas e tubos de ensaio com líquidos verdes. Na parte inferior da imagem, há uma faixa com o texto "CAPIVARA'S TECH", que reforça a temática tecnológica do design. A composição tem um estilo moderno e futurista com detalhes luminosos, transmitindo uma sensação de inovação e criatividade.
A logo escolhida pelos alunos e professora do clube de ciências Capivara´s Tech realizada por Inteligência Artificial (Divulgação/Capivara´sTech)


O nome “Capivara” já era conhecido pelos alunos, por ocasião de um trabalho realizado pelo professor Jeferson Luiz Kaibers, na matéria de artes. O objetivo era escolher um símbolo para o colégio e a preferência foi pela capivara, por ser um animal encontrado no território brasileiro.

Com o início das atividades do clube, a professora Maísa, juntamente com os alunos precisavam pensar em um nome e de pronto o símbolo do colégio foi retomado. Ao nome Capivara juntou-se o “Tech” para simbolizar tecnologia. Assim surgiu o “Capivara’s Tech”.

Além do nome interdisciplinar, o clube também quer trazer para a prática atividades de outras matérias desenvolvidas na escola. É o caso da matéria eletiva de artes, ministrada pelo mesmo professor Jeferson. Nela, o tema beleza poderá ser trabalhado e vai ao encontro da temática inicial do clube de ciências: criar um ambiente confortável e mais acolhedor na escola. Neste caso, o conforto visual seria o ponto de partida para pensarem em conjunto. Segundo os professores, o objetivo é pintar as paredes da escola com outras cores, incluir desenhos e adesivar as portas.

A importância de um clube e suas dificuldades

A grande oportunidade em participar de um clube de ciências, segundo Maísa, é a aproximação dos alunos com o universo científico. “Disse a eles que este ambiente vai ajudar muito na preparação para as olimpíadas e que juntos vamos nos preparar e estudar. Também expliquei sobre as possibilidades de ingresso em universidades por meio dessas olimpíadas”, completa a professora.

Para os docentes, ser coordenador de um clube é se reconectar com a área da pesquisa e significa também “resgatar aquilo que muitas vezes acabamos esquecendo”, menciona Maísa. É um momento de colaboração e há aprendizagem mútua. Apesar de algumas dificuldades iniciais, quanto à organização do tempo e ajustes no planejamento da rotina do clube, o Capivara’s Tech já está colocando as mãos na massa!

Evento de Ciência e Tecnologia esse ano terá a participação dos Clubes de Ciência da Rede  Paraná Faz Ciência

Comissão organizadora da FECITEC de 2024 (Foto/Divulgação UFPR-Palotina)


A Feira de Ciência e Tecnologia de Palotina (FECITEC) chega à sua 15ª edição em 2025 para incentivar a produção científica entre os estudantes. O evento, que está marcado para 29 de setembro, é organizado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Setor Palotina, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) e de diversas instituições e empresas da região. 

As inscrições estarão abertas a partir de 16 de junho até dia 16 de agosto, via formulário no site www.fecitec.ufpr.br e nas redes sociais. Podem participar com exposição de trabalhos, alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Técnico. Sejam de colégios ou escolas de todo o país, especialmente de Palotina, bem como de outros países.

A coordenadora Institucional dos clubes da Rede de Clubes Paraná faz Ciência, setor Unioeste, Fernanda Aparecida Meglhioratti destaca que a feira faz parte da jornada dos Clubes de Ciência no ano de 2025, na qual estes farão exposições e colocarão suas ideias e projetos científicos em prática. Para participarem, os clubistas terão apoio na locomoção até o local da feira.

Além de apresentarem projetos, a feira possibilita que os melhores trabalhos garantam vaga em eventos científicos nacionais e internacionais e possam concorrer a bolsas de Iniciação Científica Júnior.Este ano, os projetos devem estar relacionados a um dos temas, a saber: Ciências, Tecnologia, Inovação, Empreendedorismo, Sustentabilidade, Alimentos e Segurança Alimentar ou Ciências Humanas. Haverá publicação dos resumos dos melhores trabalhos, onde constam os anais do evento com ISSN  (International Standard Serial Number) – o código de 8 dígitos que identifica publicações seriadas -, e serão publicados no site da Feira.

Registro do evento na UFPR Palotina em 2024, mais de 3 mil passaram pela Feira (Foto/Divulgação UFPR-Palotina)


Mais do que uma exposição, a FECITEC é um espaço de troca de experiências entre estudantes, professores e a comunidade de toda a região. Os participantes mostram soluções inovadoras para desafios reais, promovendo a ciência de forma acessível e aplicada ao cotidiano. Na edição anterior, em 2024, o evento reuniu mais de 3 mil pessoas e se mostrou ser uma ferramenta consolidada para a integração entre a comunidade do município e a universidade, além de estimular a produção científica nas escolas. 

Foram 38 instituições de ensino da região de Palotina e de outras localidades participantes, incluindo escolas, institutos federais, clubes de ciências, fundações e centros educacionais. Mais de 300 alunos expuseram seus trabalhos, projetos e experimentos sobre temas diversos, como segurança alimentar, robótica, música, biomas brasileiros, inovação, entre outros. Entre os docentes, 78 deles estavam ligados aos projetos apresentados pelos alunos.Mais informações sobre categorias, critérios de avaliação e outros detalhes estão disponíveis no manual em http://www.fecitec.ufpr.br/manual , onde consta, inclusive, um cronograma com as diversas fases do evento, da inscrição até a cerimônia de entrega dos prêmios. A organização disponibilizou os seguintes endereços de contato: E-mail  fecitec.ufpr@gmail.com  Facebook (@fecitecpalotina) e Instagram (@fecitec.palotina).