Evento à luz da lua reuniu estudantes e convidados para refletir sobre a história local e os desafios da conservação

O Clube EcoHistoriadores, do Colégio Estadual Cecília Meireles, em Loanda, promoveu seu primeiro luau, um encontro especial marcado por aprendizado, troca de experiências e conexão com a história e a natureza. Sob a coordenação da professora Adriana Renata Fernandes, o evento teve como destaque a presença de Sônia Talarico, que compartilhou suas memórias sobre o distrito de Porto São José, enriquecendo a reflexão dos estudantes sobre as transformações da região ao longo dos anos.
Mais do que um momento de contemplação, o encontro permitiu discutir os impactos do desenvolvimento no município. A relação entre turismo, pesca e infraestrutura foi abordada pelos participantes, que refletiram sobre os avanços trazidos pelo crescimento econômico, mas também sobre os desafios ambientais que surgiram com a chegada de novos visitantes e empreendimentos
Entre os estudantes, Pietro Aparecido da Silva Rosa, da 2ª série do Ensino Médio, destacou a necessidade de conscientização sobre o cuidado com o meio ambiente e o patrimônio local. “Resgatamos memórias antigas, algumas muito diferentes do que vemos hoje. O turismo ajudou a melhorar o acesso a recursos, como luz, água e remédios, mas também trouxe um problema: muitas pessoas que vêm para cá não cuidam do lugar como nós, que vivemos aqui. Precisamos encontrar formas de conscientizar e cobrar mudanças para que a preservação aconteça”, comentou Pietro.
O evento também marcou um novo ciclo para o Clube EcoHistoriadores, que retomou suas atividades com o compromisso de fortalecer o pertencimento dos alunos à história e à cultura local. Os estudantes discutiram os próximos passos do grupo e as iniciativas que podem ser realizadas para incentivar o cuidado com a região.
Pietro reforçou sua expectativa de que o clube continue crescendo e inspirando novas gerações. “Eu talvez não acompanhe o clube até o final, porque o Ensino Médio acaba antes, mas espero que outros continuem, com o mesmo entusiasmo e o mesmo sonho de mudança para melhor. São pessoas sonhadoras que transformam o mundo”, declarou.

O Luau do Clube EcoHistoriadores demonstrou que aprender sobre o passado é essencial para entender o presente e construir um futuro mais sustentável. O evento não apenas aproximou os alunos da história de Porto São José, mas também reforçou o compromisso do clube com a conscientização ambiental e a preservação da identidade local.
Com encontros como esse, o Clube EcoHistoriadores segue incentivando os jovens a valorizarem sua terra, sua cultura e a buscarem soluções para os desafios ambientais e sociais da região.
Os materiais vão permitir o avanço de ações dos Clubes de Ciências nas escolas

Com o início do calendário escolar de 2025, os Clubes de Ciências retornaram com as atividades e o desenvolvimento de seus projetos. Para ajudar na execução dessas ações, materiais de consumo começarão a ser pedidos neste mês de abril. A aquisição será realizada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Cada instituição é responsável por 100 escolas, que receberam uma lista com referências para a escolha dos materiais. Entre os itens disponíveis, estão produtos químicos, esportivos, de papelaria e microeletrônicos. Eles serão custeados com recursos da Fundação Araucária, do Governo do Paraná, e o valor deve ser liberado em duas parcelas. Neste ano, as escolas têm até R$ 10 mil para os pedidos.
Segundo o pesquisador Jailson Rodrigo Pacheco, integrante do NAPI Paraná Faz Ciência pela UFPR, os materiais de consumo contribuem bastante com o andamento dos projetos. “Este investimento é fundamental para atender as necessidades básicas de um clube de ciência, permitindo que os estudantes desenvolvam suas pesquisas e, ao mesmo tempo, produzam seus materiais de divulgação”, explica.
No entanto, ainda não há uma data para a chegada dos materiais, como reforça a professora Mariana Andrade, articuladora institucional do NAPI PRFC pela UEL e coordenadora estadual do Paraná Faz Ciência Maker. “As solicitações vão se iniciar em abril e dependem dos fornecedores conectados pela FAUEL (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UEL) e FUNPAR (Fundação da UFPR).”
Além de materiais de consumo, os professores já preencheram um formulário incluindo pedidos para equipamentos permanentes. Os itens solicitados tinham que estar de acordo com a temática do clube, mostrando a sua necessidade para o encaminhamento das atividades. Neste caso, os recursos são do Fundo Rotativo, no valor de até R$ 20 mil por escola.
Os grilos são o principal objeto de estudo do Clube do Colégio Ceretta

No Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta, de Marechal Cândido Rondon, centro-oeste do estado, os estudantes estão desbravando o universo dos insetos. Junto da professora Lilian Bortoluzzi, os integrantes do Clube de Ciências têm se dedicado a estudar a entomologia, área da biologia que investiga a vida dos insetos e sua interação com o meio ambiente.
Os insetos são o grupo de animais com o maior número de espécies catalogadas no planeta e desempenham papéis essenciais na natureza, como polinização e decomposição de matéria orgânica.
No clube, uma das atividades é a criação de grilos, atividade que permitiu aos estudantes analisarem aspectos morfológicos, fisiológicos e comportamentais desses animais.
“Foi muito interessante observar como os grilos produzem som, se alimentam e se comportam. Conseguimos diferenciar os (grilos) jovens de adultos, machos de fêmeas, ver as fêmeas realizando a postura dos ovos, acompanhar o nascimento dos filhotes e testemunhar a equidise, que é a troca de exoesqueleto”, relatam os participantes do projeto.
Os estudantes entendem que o estudo dos insetos pode proporcionar alternativas para aproveitá-los ainda mais na conservação da biodiversidade e na sustentabilidade. O Clube de Ciências do Colégio Ceretta faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que reúne cerca de 245 clubes em todo o estado. O projeto incentiva o pensamento científico e o protagonismo estudantil. Para saber mais sobre o Projeto, acesse no Instagram ou pelo site
Em 2024, escola de Bento Munhoz da Rocha Neto, de Guarapuava, venceu na categoria Robótica, premiando 4 alunas e o professor responsável

A jornada rumo ao Agrinho 2025 já começou! Neste ano, os Clubes de Ciência acompanhados pela UNICENTRO serão convidados a participar de um evento que promove atividades multidisciplinares, integrando o meio rural, o meio urbano, a sustentabilidade e a inovação. O programa visa estimular a autonomia e o protagonismo estudantil por meio do desenvolvimento de projetos em diversas áreas do conhecimento, como Desenho, Redação, AgroRobótica, entre outros. O prêmio Agrinho é proposto pelo Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (SENAR-PR).
O Agrinho promove desde 1995 a pesquisa e a interdisciplinaridade nas escolas públicas, envolvendo anualmente cerca de 800 mil alunos e 50 mil professores, com a oferta também de material didático exclusivo, abordando temas como sustentabilidade, saúde e segurança. Em 2024, o projeto da Escola Estadual Bento Munhoz da Rocha, em Pinhão, região centro-sul do estado, garantiu o primeiro lugar na categoria Robótica para Ensino Fundamental II, premiando as alunas Anari Cardoso da Costa, Beatriz Dourados de Souza, Gabrieli Proença Nestor e Maria Clara Cardoso Storl, além do professor João Manuel de Lima.
Para falar do Agrinho 2025, a equipe da UNICENTRO esteve em reunião com a Márcia Volani, representante do Núcleo Regional de Educação de Guarapuava, e pôde conhecer melhor detalhes do programa. Durante o encontro, foram apresentados o histórico do programa, os editais em aberto, os cronogramas previstos e o tema preliminar para 2025: “Festejando a conexão campo-cidade”. O Agrinho 2025 oferece inscrições em mais de dez categorias, para incentivar alunos e professores a desenvolverem projetos que possam concorrer a premiações em um evento centralizado, a ser realizado no final de outubro, em Curitiba.

O programa oferece também a oportunidade para que estudantes participem de outros eventos de grande impacto, incluindo feiras internacionais, como a Feira Internacional de Inovação das Ciências e das Engenharias (FICIÊNCIAS). Para 2025, o núcleo da UNICENTRO tem como objetivo incentivar os Clubes de Ciência da região a se engajarem no concurso, promovendo projetos inovadores que estimulem a criatividade, o pensamento crítico e a cultura científica nas escolas. “Iniciativas como essa tem alto potencial de gerar soluções práticas, inovadoras e viáveis”, confirma uma das professoras participantes, com ações que aproximam os desafios do campo e da cidade.
Nos próximos meses, acompanharemos de perto as atividades dos Clubes de Ciência interessados na elaboração de projetos para o Agrinho 2025.
Mais informações serão divulgadas pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e pelo site Notícias – NAPI Paraná Faz Ciência .Acompanhe e apoie nossos clubistas nessa jornada!
Os 8 clubes de ciências do núcleo trabalham com temas diversos, contemplando ciências exatas, biológicas e humanas

Entre os dias 19 e 24 de fevereiro, a orientadora e professora Sandra Angnes e a coordenadora pedagógica Gricel de Oliveira, representantes do Instituto Federal do Paraná (IFPR) Campus Palmas, responsáveis pelo acompanhamento das escolas do Núcleo Regional de Educação de Pato Branco, visitaram as oito escolas contempladas pela Rede de Clubes do NAPI Paraná́ Faz Ciências. Essa iniciativa teve como objetivo levantar as demandas dos Clubes de Ciência e incentivar a produção científica e a inovação no ambiente escolar, promovendo a integração entre alunos, professores e gestores.
Durante as visitas, Sandra e Gricel tiveram a oportunidade de dialogar diretamente com os alunos, professores responsáveis pelos projetos e a direção das escolas. O encontro possibilitou intercâmbio de ideias, além de serem apresentados os avanços das pesquisas desenvolvidas e os desafios enfrentados na execução dos projetos.
Os projetos contemplados abordam temas transversais de diversas áreas do conhecimento, das ciências exatas até ciências humanas e biológicas, evidenciando a pluralidade do pensamento científico no estado do Paraná. As iniciativas apresentadas demonstraram o comprometimento dos estudantes e educadores com a construção de soluções para problemas cotidianos, bem como a ampliação do conhecimento acadêmico.
O NAPI Paraná Faz Ciência se firma como uma ferramenta essencial na formação de jovens cientistas, estimulando a curiosidade, a criatividade e o pensamento crítico. O incentivo à pesquisa e à experimentação permite que os estudantes desenvolvam habilidades para o futuro acadêmico e profissional, além de fortalecer a cultura científica nas escolas.
Com a conclusão da rodada de visitas, Sandra e Gricel ressaltaram a importância de continuar investindo em projetos educacionais que despertem o interesse dos jovens pela ciência e tecnologia. As expectativas são de que as escolas sigam ampliando suas iniciativas e buscando novos caminhos para o desenvolvimento da educação científica no estado. O compromisso com a educação de qualidade e com a ciência se reflete diretamente no crescimento intelectual e profissional dos estudantes, reforçando o papel fundamental da Rede na formação de futuros pesquisadores e cidadãos conscientes.
A professora Elaine Correa e seu projeto de Clube foram selecionados para uma das 50 vagas de bolsa de auxílio viagem e estadia

A segunda edição do Manna no Museu reuniu cerca de 600 alunos nos dias 14, 15 e 16 de março, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. O evento, que celebrou a ciência, tecnologia e inovação, teve como tema central a Quântica, em consonância com a definição do ano de 2025 como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica (IYQ), pela Organização das Nações Unidas (ONU). Professores de escolas públicas, docentes universitários, graduandos e pós-graduandos de todo o Brasil estiveram presentes.
O foco do evento é explorar temas de inovações científicas, como a Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), Internet dos Drones (IoD), jogos e Metaverso no ambiente da educação. O Manna no Museu é uma das várias iniciativas do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Manna Academy (NAPI Manna Academy), destinado a popularizar atividades científicas e levar experiências práticas a escolas públicas, praças, museus, feiras agropecuárias, penitenciárias, territórios indígenas e a muitas outras localidades. O Manna Team, que corresponde à comunidade envolvida com a ideia do Manna Academy, já conta com 3 mil participantes, entre estudantes, professores, mestres, doutores e pesquisadores, de diversas regiões do país.
Entre os educadores presentes no evento estava a professora Elaine Correa Soares, coordenadora do Clube Conexão Ciência, no Colégio Estadual João Paulo I, de Bom Sucesso, região norte do Paraná. Ela viajou para o evento em Curitiba com mais dois alunos do Clube para participarem do Manna Experiences, uma parte do evento destinada aos estudantes, com acesso a artefatos pedagógicos ligados à temática de Inteligência Artificial, tecnologia quântica e outras ferramentas de aprendizado hoje disponíveis para a Educação 5.0.

Para participar do Manna no Museu 2025 em Curitiba, a professora Elaine e seu projeto do ‘Conexão Ciência’ concorreram com outros participantes para receber bolsa de auxílio para o transporte e para a estadia. Para a professora foi uma grande surpresa ter sido chamada. “O Manna no Museu é o maior evento ligado à área de Quântica e Educação 5.0 do Brasil, com apenas 50 professores da educação básica e universitária selecionados para receber a bolsa. Eu fiquei muito surpresa de estar entre os selecionados.”
O clube ‘Conexão Ciência’ busca usar tecnologias inovadoras para alcançar a sustentabilidade. O principal trabalho em desenvolvimento é o uso de estufas automatizadas. “Essas estufas têm como função utilizar o cultivo de plantas de maneira sustentável”, explica Soares. Na construção das estufas, os alunos utilizam sensores, técnicas de automação e controlam o clima interno para maximizar a produção e reduzir os impactos ambientais. “Além de que, todo esse processo, para os alunos é uma oportunidade de pensar e desenvolver vários outros projetos científicos”, complementa a professora.

A experiência do Manna no Museu 2025 trouxe também uma perspectiva diferente para ser abordada
com os alunos, ressaltou a professora participante. “Um dos grandes impactos que o Manna trouxe foi a necessidade de desenvolver as habilidades socioemocionais e cognitivas dos nossos alunos, as soft skills. Porque todo o trabalho científico vem por meio do trabalho em equipe, da resolução dos desafios e da necessidade de persistir diante das dificuldades que vão surgindo ao longo da nossa pesquisa. Além de tudo isso, o contato com a tecnologia amplia o interesse dos alunos e isso é bem legal”, adiciona a docente.
Para trabalhar essas habilidades emocionais, o Clube já se reuniu após o retorno do Manna e a professora promoveu uma roda de conversa para falar sobre os desafios que surgem ligados ao projeto, mas também sobre sonhos e sobre como se comunicar de forma eficaz. “Os alunos se abriram, foi uma aula muito emocionante. É muito importante a gente trabalhar isso pela (via da) comunicação, pelo trabalho em equipe, a gente desenvolve resiliência, pensamento crítico. Eu volto do Manna com essa carga de despertar sonhos, de mostrar que nossos alunos são capazes, que eles podem sonhar e podem interferir na comunidade de uma forma positiva”, finaliza a professora.
As atividades do clube Conexão Ciência podem ser vistas no perfil de Instagram @clube_conexao_ciencia_jp ou no perfil do Colégio Estadual João Paulo I @colegio.joaopaulo.


A iniciativa busca entender como as atividades influenciam a cultura científica de estudantes e professores
A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência proporciona a popularização do conhecimento científico no Estado e a integração entre escolas de Educação Básica e Instituições de Ensino Superior. Por isso, pesquisadores vão investigar os impactos das ações desenvolvidas nos Clubes. Professores, estudantes e pais ou responsáveis estão sendo orientados sobre o assunto.
A coleta de dados deve ser realizada com diferentes tipos de abordagem. Entrevistas, questionários, diários de campo e registros em foto, áudio ou vídeo são alguns dos instrumentos que serão utilizados. Tratam-se de pesquisas voluntárias e de caráter acadêmico, com os participantes podendo encerrar sua contribuição a qualquer momento.
Segundo a professora Mariana Andrade, integrante do NAPI Paraná Faz Ciência, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), e coordenadora estadual do Paraná Faz Ciência Maker, a iniciativa já foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos. “A participação é voluntária, mas muito importante para que a gente possa compreender como os clubes estão sendo desenvolvidos e como melhorá-los”, explica.
Estudantes da Educação Básica paranaense e professores envolvidos na Rede de Clubes de Ciências foram convidados para contribuir com os estudos. Para participar é necessário o aceite, ou seja, a assinatura dos Termos de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE) e Termos de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Os documentos apresentam a descrição das pesquisas e seus benefícios aos estudantes e à sociedade, além de informar sobre a responsabilidade dos pesquisadores para minimizar possíveis desconfortos. Se concordarem em participar, os alunos devem assinar o TALE e os professores o TCLE. Pais ou responsáveis dos estudantes também assinam o TCLE.
Em caso de dúvidas, os participantes podem entrar em contato com o Comitê de Ética da UEL. O telefone é (43) 3371-5455 e o e-mail cep268@uel.br.

Esse foi o primeiro encontro da gestão com a equipe pedagógica da região de Curitiba
A equipe da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência da Universidade Federal do Paraná, realizou sua primeira reunião oficial de trabalho na modalidade on-line. Participaram pós-doutorandos, bolsistas BTNS e o professor Marcelo Valério, do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e em Matemática (PPGECM), que orienta um conjunto de clubes. O encontro ocorreu na manhã de quinta-feira, 13 de março.
Na pauta, foram feitas as divisões das tarefas entre as cinco bolsistas selecionadas, via edital, para atuarem na Rede. As bolsistas irão acompanhar os projetos a serem desenvolvidos pelos clubes de ciências nas escolas, oferecendo orientações pedagógicas e metodológicas. Também se abordou questões administrativas e burocráticas, além de se discutir sobre as melhores práticas para otimizar o fluxo de informação entre a equipe e os professores que coordenam os clubes.
A gestora pedagógica da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência de Curitiba, Giselle Corrêa, ressaltou a importância de se concretizar os projetos que foram aprovados por cada clube, por isso a necessidade de acompanhá-los de perto. Quanto à reunião, Corrêa avaliou como positiva. “Foi agradável, colaborativa e de muita vontade de fazer acontecer. De nos unirmos em prol do sucesso da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência”, disse.
O professor Marcelo Valério reforçou o quanto é importante o contato direto entre os bolsistas com as escolas e os clubistas: “Aquilo que antes foi sonho vai se materializando, na medida em que a equipe cresce e os procedimentos vão se esclarecendo na relação entre as IES, as escolas e as secretarias envolvidas”, argumenta.
Ao todo, são 25 Clubes que compõem a rede dos Núcleos Regionais de Curitiba e da Área Metropolitana Norte, vinculados à Secretaria de Estado da Educação. A próxima reunião para apresentar o andamento dos trabalhos ficou marcada para o dia 4 de abril. Há muitas novidades a serem lançadas ao longo do ano, incluindo cursos e e-books voltados para o fortalecimento e a popularização da ciência paranaense.
Na pauta a história e o funcionamento da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência

A professora Débora Sant´Ana, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), é uma das articuladoras do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, e foi responsável pela apresentação dos bolsistas integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, da região coordenada pela UEM. A palestra da professora ainda abarcou a origem dos NAPIs e o estágio atual de seus programas integrados para o fomento dos ecossistemas de inovação no Estado, a exemplo da Rede Clubes.
A reunião com os Bolsistas Técnicos de Nível Superior (BTNS) da UEM envolveu os integrantes do núcleo pedagógico e de comunicação do projeto. Os bolsistas pedagógicos são professores graduados selecionados para atuar como suporte no andamento das atividades junto aos professores que coordenam os Clubes de Ciências nas escolas da rede pública. Os atuais 245 Clubes de Ciência do Estado estão divididos entre os cerca de 150 bolsistas pedagógicos, alocados em diferentes universidades públicas, os quais terão a responsabilidade de acompanhar o trabalho nos Clubes, sanar dúvidas e ser ponto de contato entre professores clubistas e a gestão da Rede Clubes PRFC.
Já os BTNS de Comunicação foram selecionados por região do Estado e vão atuar produzindo conteúdo sobre os Clubes dessas regiões, seguindo a subdivisão regional dos Núcleos Regionais de Educação (NRE), da Secretaria Estadual de Educação (SEED). Sob a coordenação da jornalista Ana Paula Machado Velho, também da UEM, serão 12 bolsistas atuando em um grupo que funcionará como uma agência de informação sobre a Rede Clubes PRFC. A equipe terá como mestas apresentar ao público cada clube, os alunos e professores coordenadores, eventos relacionados à ciência, curiosidades e conteúdos pensados para ampliar a divulgação científica e a cultura da inovação pelo Estado.

Toda essa iniciativa em rede faz parte de um movimento pensado para articular de forma integrada a popularização da ciência do Paraná, como explica a professora Débora Sant´Ana. “Esse é um movimento social pela ciência, tendo como uma das metas fazer a diferença na formação profissional das novas gerações. Esses alunos [a partir do 5º ano do Fundamental] que estão participando dos Clubes de Ciência vão trazer retorno para o Estado futuramente, e uma das expectativas é atingir a marca de 40 mil doutores, superando os atuais 25 mil, em poucos anos.”
A iniciativa dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação – NAPIs teve origem na Fundação Araucária. A ideia é fomentar a pesquisa e inovação no Paraná e já conta com mais de 40 Arranjos em todo o estado. O NAPI Paraná Faz Ciência engloba 12 universidades: UEM, UEL, UENP, UEPG, Unioeste, Unicentro, Unespar e mais as federais UFPR, UTFPR, Unila, UFFS e IFPR. O financiamento para as atividades planejadas vem aumentando desde 2020. Hoje, já chega ao valor total inédito de R$ 36 milhões em divulgação da ciência.
As atividades e comunicações relativas à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência podem ser acompanhadas no Instagram: @clubesparanafazciencia
Projeto do Clube de Ciências da Escola do Campo de Barão de Lucena promove conscientização ambiental e incentiva boas práticas de gestão de resíduos sólidos

Os alunos da Escola do Campo de Barão de Lucena realizaram uma pesquisa sobre o descarte de resíduos sólidos na comunidade local. O projeto, conduzido pelo Clube de Ciências da escola, incluiu visitas a locais de descarte, debates sobre impactos ambientais e soluções sustentáveis para a redução de danos ao meio ambiente.
Durante o estudo, os alunos analisaram os efeitos da disposição irregular de resíduos e discutiram temas como consumo acelerado, biodegradabilidade e obsolescência programada, com foco especial nos eletrônicos. Para aprofundar a investigação, realizaram uma visita a um ponto de descarte na comunidade, onde documentaram a situação por meio de fotografias e entrevistas com moradores.
Com base nas informações coletadas, os estudantes participaram de pesquisas orientadas em periódicos acadêmicos no laboratório de informática da escola. As análises apontaram que a reciclagem e a destinação correta dos resíduos para aterros sanitários são as alternativas mais viáveis para minimizar os impactos ambientais. Para disseminar esse conhecimento, o Clube de Ciências desenvolveu uma maquete ilustrativa de um aterro sanitário, apresentada à comunidade escolar.

O professor Gilvan Andrade, um dos responsáveis pelo projeto, destacou a importância da iniciativa para a formação dos alunos: “Tive a oportunidade de explorar um tema essencial que muitas vezes não está presente no currículo tradicional. O engajamento dos estudantes foi impressionante, pois perceberam que suas ações podem transformar a realidade ao seu redor”.
Para este ano, o Clube de Ciências já tem novos planos. O professor Gilvan está desenvolvendo um projeto de horta agroflorestal na escola, com o objetivo de ampliar o impacto da iniciativa para além da comunidade escolar. “Essa nova etapa permitirá aos alunos aprenderem sobre solos, microbiologia, alimentação saudável e preservação ambiental, promovendo um diálogo direto com a comunidade”, acrescentou o professor.
O projeto reforça o compromisso da Escola do Campo de Barão de Lucena com a educação ambiental e a formação de cidadãos conscientes e atuantes na preservação do meio ambiente. A iniciativa também demonstra a importância da ciência na solução de problemas locais, incentivando o pensamento crítico e a participação ativa dos estudantes.

Essa será a primeira edição oficial da Feira de Ciência organizada pelo NAPI PRFC
Na segunda-feira (24), coordenadores e integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência e da equipe da Rede de Clubes realizaram a primeira reunião de planejamento da Feira de Cultura Científica (FECCI) 2025. O evento ocorrerá entre os dias 7 e 9 de outubro, no Parque Científico e Tecnológico (PCT-CT), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), na Cidade Industrial de Curitiba. Estiveram presentes à reunião os articuladores do NAPI PRFC, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana e Rodrigo Arantes Reis; a equipe do Arranjo; o pesquisador e professor da UTFPR, Charlie Antoni Miquelin; além de representantes das Secretarias Municipal e Estadual de Educação.

A reunião abordou a escolha do local do evento, as estratégias de comunicação e o equilíbrio entre o caráter político da feira e seu protagonismo estadual. Foram definidos grupos de trabalho focados em infraestrutura, logística e comissão científica, com o objetivo de otimizar recursos e assegurar a participação dos clubes de ciência. Além disso, discutiu-se a busca por patrocínios e o cronograma do evento, com ênfase na definição de prazos para organização e transporte dos participantes.
O FECCI 2025 também é importante porque marca o primeiro evento dos NAPI PRFC para atender especificamente os Clubes de Ciência. Atualmente existem 273 clubes na Rede. Durante a reunião, foi discutido que cada clube deve participar de pelo menos uma feira. Embora não seja obrigatória em todas, a participação em pelo menos uma é incentivada.
A expectativa é que a presença dos Clubes de Ciência seja priorizada nas inscrições. No entanto, de acordo com o articulador do NAPI PRFC, Rodrigo Arantes Reis, a feira permanecerá aberta a todos, incluindo escolas particulares e de outros estados.
A FECCI tem como objetivo “fortalecer a cultura científica no estado, incentivando a participação de jovens pesquisadores e a integração entre instituições de ensino e pesquisa”, destacou a professora Débora Sant’ Ana.
Com o avanço das discussões, a organização busca garantir um evento estruturado e acessível a todos os envolvidos. Uma nova reunião foi agendada para o dia 7 de abril para acompanhar o progresso das decisões.
Rede de Clubes vai ganhar mais força feminina com projeto recém-criado
As coordenadoras e professoras de Clubes de Meninas e Mulheres na Ciência, que vão integrar mais uma parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, reuniram-se na última sexta-feira, 21, pela primeira vez. A ideia é aproveitar a estrutura em Rede já existente para os 200 clubes da Rede Paraná Faz Ciência e os 45 clubes Maker para agregar mais iniciativas e troca de ideias entre os participantes e universidades envolvidas.

A professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant´Ana, abriu a reunião explicando a importância e a abrangência da Rede de Clubes para a comunicação científica e o desenvolvimento da ciência no âmbito escolar e universitário.
“A Rede Clubes é um projeto muito caro para nós, com 200 clubes de ciências financiados pelo estado do Paraná, mais uma estrutura de apoio no valor total de R$ 23 milhões, para 30 meses de trabalho. E mais 45 fomentados pelo governo federal. O intuito é fomentar algo que chamamos de cultura da ciência. É um projeto que envolve muita gente, em diferentes regiões do estado e trabalhamos em intensa articulação com a Secretaria de Estado de Educação para que tudo funcione bem”, explicou.
Entre as professoras propositoras de projetos que destinam pesquisa para a visibilidade de mulheres na ciência está a professora Mara Parisoto, da área de Engenharias e Exatas, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus Palotina. Ela coordena seis clubes de ciência de âmbito nacional e se sente agradecida pela proposta de uma rede voltada para meninas na ciência. “Estou grata em ver essa proposta de soma de esforços para a visibilidade das meninas na ciência. É uma ótima oportunidade de aprendizado para as articulações em rede”, comentou.

As professoras participantes do Rede de Clubes para meninas também terão a vantagem de acessar os cursos de formação oferecidos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), a entidade certificadora desses cursos no âmbito do NAPI PR Faz Ciência. Existem opções síncronas (em dias marcados) ou assíncronas, gravadas, para serem acessadas quando interessar. Outro benefício da entrada na Rede Clubes será a bolsa-auxílio de participação para as professoras coordenadoras dos clubes, com horas dedicadas para desenvolver esse trabalho, conforme prevê as diretrizes da Secretaria de Estado de Educação (SEED).
Nos próximos encontros, o grupo deve tratar de detalhes do fluxo de comunicação sobre as atividades da nova rede de clubes para meninas e outros detalhes práticos para que os trabalhos entrem em funcionamento.