
Turismo científico e Clubes de Ciências nas escolas públicas são os temas da contribuição do Arranjo para o evento
O Smart City Expo Curitiba 2025 chega à sexta edição. Este ano, além de um novo cenário, tem como temática principal “Transformando cidades: construindo felicidade”. As atividades ocorrem de 25 a 27 de março, na Ligga Arena. O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência estará presente, interagindo com gestores de municípios de todo o Paraná e do país.
O maior evento de cidades inteligentes das américas é inspirado na mega iniciativa global, o Smart City Expo World Congress. O congresso e a feira na versão brasileira reúnem conhecimento, inovação e networking para impulsionar soluções urbanas mais sustentáveis, conectadas e humanas.
“O objetivo do evento é expor e promover ações, programas e serviços voltados para técnicos e gestores municipais, e o NAPI Paraná Faz Ciência oferece oportunidades importantes para as áreas de educação e turismo científico. Queremos mostrar a importância da ciência aplicada para a solução de desafios estratégicos do Paraná, fortalecendo a conexão entre Academia, setor produtivo e poder público”, apontou o articulador do Arranjo, Rodrigo Reis.
A equipe do NAPI vai mostrar o site Turismo Científico, que disponibiliza uma parte do conteúdo do Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná. A publicação, disponível tanto na versão on-line quanto em brochura, apresenta um panorama detalhado dos principais espaços científicos do estado, permitindo que os participantes do evento conheçam mais sobre as iniciativas locais.

No site, é possível localizar museus e centros de ciências, jardins botânicos e herbários, bosques, parques e reservas, planetários, zoológicos e aquários. Esses são atrativos que vêm colocando ‘combustível’ no chamado turismo científico, uma oportunidade para municípios de todos os tamanhos.
“Além disso, vamos apresentar a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, um investimento público que tem visa fomentar a cultura científica nas escola; isto é, uma estratégia de fortalecimento da área da educação na rede pública de ensino do Paraná”, explicou Débora Sant’ Ana, articuladora do NAPI junto com Reis.
Conheça o site de Turismo Científico em: paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/turismocientifico

O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) realiza, neste início de ano, uma parceria com a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O acordo visa auxiliar os professores na testagem de sete novos protocolos, que vão das artes cênicas à astronomia.
Segundo Tamara Dias Domiciano, pós-doutoranda do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência, que coordena a Rede, “essa parceria nasce da necessidade de testar e validar uma nova leva de produção de protocolos de ciência cidadã. O objetivo é que os professores possam analisar a estrutura dos materiais, a linguagem, o conteúdo e se eles fazem sentido para a realidade escolar. A ideia é que o professor consiga não só testar a aplicabilidade, mas também possa opinar na construção do material como um todo”, afirma a pós-doutoranda.
Para cada um dos protocolos foram criados vídeos tutoriais disponibilizados na plataforma da UFPR Aberta (Universidade Federal do Paraná), explicando como aplicá-los, os objetivos e como funciona o guia de campo. Dessa forma, esse material vai se somar a outros 16 protocolos que já foram aprovados em edital desde a criação do PICCE, em 2020. Ao todo, 40 professores participam do processo atual de testagem por meio da plataforma da Universidade.

Para o professor Rodrigo Arantes Reis, articulador do NAPI – Paraná Faz Ciência, o PICCE funciona como um instrumento de apoio aos professores que estão desenvolvendo projetos de pesquisa através dos Clubes de Ciência nas escolas. Embora não haja uma meta definida, Reis acredita que, no futuro, há possibilidade de ampliação dos protocolos. Mas para isso, mantém os pés no chão: “Vai depender do processo de consolidação do PICCE. A gente tem um processo orgânico para que ele [PICCE] cresça de maneira consolidada e forte e partir do momento em que forem surgindo novas demandas, inclusive da própria escola, a gente vai estar aberto e vamos estruturando [o programa]”, avalia o professor.
O cronograma de aplicação vai até o dia 20 de abril. Após essa data, os professores vão produzir um relatório e responder a um questionário dando detalhes sobre como foi o processo. Todo esse material será repassado às equipes que elaboraram os materiais para que, se necessário, trabalhem em cima das sugestões dadas pelos profissionais da educação. “O processo de testagem é muito importante para que a gente não crie só um material que vai fica preso em gavetas ou armário de bibliotecas, mas que possa ser útil no espaço escolar”, finaliza Dominiciano.
São sete no total: Vizinhos silvestres; Eficiência energética; Monitoramento da qualidade do céu; Olha o Bicho! Fauna atropelada; Coleta e identificação de minerais; Sesta e, por último, A dinâmica das artes cênicas nas cidades do Paraná.
Para obter mais informações sobre Ciência Cidadã, acesse o site picce.ufpr.br, e do Instagram: @piccepr. Também fique por dentro dos eventos científicos realizados no estado por meio das nossas páginas no Instagram: @paranafaciencia e @clubesoarabafazciencia.

Estudos sobre saúde humana, alimentação, desenvolvimento tecnológico, combustível renovável, inteligência artificial, foram alguns dos temas presentes na III Semana dos NAPIs no Campus da Indústria – FIEP, em Curitiba, entre os dias 11 e 12 de março.
Dentre tantos trabalhos desenvolvidos por graduandos, mestrandos e doutorandos de universidades, estavam o dos Clubes de Ciência dos colégios estaduais de Curitiba e região Metropolitana: Clube de Ciência e Robótica, Clube Exploradores das Ciências: Uma questão de cidadania, Clube Steam e Clube Geração Científica.
Os clubistas também tiveram oportunidade de apresentar os resultados de seus projetos para as mais de 500 pessoas que participaram nos dois dias de evento. Foram realizadas palestras, 16 balcões de exposição com produtos, protótipos e inovações desenvolvidos por diferentes pesquisadores do Ensino Médio ao universitário.
A professora Deize Dias Lopes, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), esteve presente nos dois dias e enxergou, no evento, a oportunidade de conhecer outros projetos. “Eu passei por três NAPIs que me interessaram muito, inclusive para o desenvolvimento da minha atividade como docente dentro do curso de Engenharia. São coisas que, às vezes, você não sabe que seu vizinho está fazendo”, afirmou.

Já Ligia Gomes Oliveira, pós-doutoranda da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ressaltou a chance que teve para aprender mais na III Semana dos NAPIs. “Nós temos a oportunidade de conhecer outras áreas. E a disseminação desse conhecimento é importante pra gente valorizar outros projetos”, disse.
A professora Rosana Moreira da Roca, do setor de Zoologia da UFPR, defende que a divulgação científica é uma forma de integrar escolas e universidades. “A gente trabalha com a ideia de divulgação das nossas pesquisas nas escolas do Paraná. Então, foi uma oportunidade de se comunicar um pouquinho com o Napi Paraná Faz Ciência, com os projetos de ensino e de divulgação científica. Por isso, é interessante ter esses momentos de encontro dos vários projetos pra gente trocar algumas ideias”, argumenta.
O professor Fernando Camargo Passos acrescentou o trabalho que vem sendo desenvolvido através do NAPI TaxiOnline e que fortalece a ciência cidadã. “Este evento é importante pela integração com a indústria, com financiamentos voltados ao fortalecimento de coleção científica que, na verdade, contribui pra gente conhecer nossa biodiversidade”, resume.
Gabriela Sipoli representa a PUC de Curitiba e atua num projeto que desenvolve tecnologias que possam ajudar no dia-a-dia das pessoas, focado em pessoas com deficiência. Sipoli considerou o segundo dia mais produtivo porque pode acompanhar mais de perto trabalhos parecidos com o seu, já que no primeiro dia estava muito lotado. “A gente conseguiu se conectar melhor com outros projetos correlatos no segundo dia, porque no primeiro estava muito cheio. Mas no geral, o evento foi muito bom porque conseguimos, juntos, construir coisas melhores pra sociedade e evoluir”, finaliza.
A III Semana dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) é uma iniciativa da Fundação Araucária. Consiste numa mostra de projetos de pesquisa e inovação, além de possibilitar a construção de redes colaborativas para promover o avanço científico e tecnológico do Estado do Paraná.

O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) está prestes a dar um passo significativo rumo à popularização da ciência cidadã com o lançamento da versão beta de seu aplicativo. A fase de testes ocorre entre os dias 21 e 28 deste mês e permitirá que pesquisadores e voluntários contribuam para a coleta de dados em dois protocolos específicos: Cobertura do Solo e Observando e Identificando Insetos.
A iniciativa busca envolver a população na construção do conhecimento científico por meio de um sistema colaborativo de coleta e análise de dados. Segundo Tamara Domiciano, doutora em Educação em Ciências e em Matemática, pela UFPR, professora de Ciências, e integrante do PICCE, o aplicativo segue a mesma lógica de plataformas como o iNaturalist e o GLOBE Observer, permitindo que qualquer pessoa participe da coleta de informações essenciais para pesquisas científicas.

“A participação voluntária e colaborativa da população é fundamental para alcançarmos um volume significativo de dados. Esses dados ajudam a responder perguntas que exigem grande abrangência e detalhamento, tornando a ciência mais acessível e democratizada”, explica Domiciano.
Os protocolos escolhidos para a versão beta são fundamentais para a plataforma. O protocolo de Cobertura do Solo, por exemplo, é uma adaptação do protocolo do GLOBE Observer e fornece informações sobre o tipo de solo, vegetação e condição climática do local. Os usuários preenchem questionários e tiram fotografias do solo e do entorno, auxiliando no monitoramento de riscos geotécnicos, como deslizamentos de terra e enchentes.
Já o protocolo Observando e Identificando Insetos conta com uma ferramenta de identificação visual por meio de imagens comparativas, permitindo que os participantes fotografem e classifiquem os insetos encontrados. “Esse protocolo é essencial porque apresenta subdivisões que facilitam a identificação e análise dos insetos, contribuindo para estudos sobre biodiversidade e impactos ambientais”, destaca a pesquisadora.
Os interessados em testar o aplicativo podem acessar todas as informações na página do PICCE, onde encontrarão o link de acesso ao aplicativo, um vídeo tutorial sobre sua instalação e um formulário para feedbacks. Como se trata de um software livre, o aplicativo não estará disponível em lojas de aplicativos convencionais, exigindo um processo de instalação específico, de acordo com o vídeo tutorial que estará disponível na página do Programa.
A fase de testes permitirá que a equipe do PICCE avalie a usabilidade da ferramenta, o envio de dados e a visualização das informações coletadas. “Nosso principal objetivo nesta etapa é testar a curadoria e a visualização dos dados. Se tudo correr bem, replicaremos o modelo para os demais protocolos”, explica Domiciano.
Com lançamento oficial previsto para maio, o aplicativo do PICCE promete se consolidar como uma ferramenta acessível e colaborativa para o monitoramento ambiental e a educação científica, incentivando a população a se engajar na produção de conhecimento e na busca por soluções para desafios ambientais e urbanos.

O professor Emerson Joucoski, coordenador do PICCE, explicou as expectativas em relação ao impacto do aplicativo. “A expectativa é que, até o final do ano, já tenhamos dados enviados para o aplicativo. Com isso, poderemos realizar a curadoria, ou seja, a limpeza desses dados, garantindo que sejam fidedignos e reflitam exatamente o que os protocolos solicitam. Só então poderemos fazer um lançamento em grande escala”.
O coordenador explicou que a ideia é disponibilizar esse aplicativo de forma pública em vários repositórios disponíveis na internet e fazer uma divulgação forte. “Ainda estamos nesse sentido, com uma boa expectativa agora que o aplicativo está tomando seu rumo final. Esse é o impacto que ele terá: muita coleta de dados de qualidade e muito trabalho para ser feito, contribuindo para a produção científica em locais onde os pesquisadores não conseguem chegar”, disse.
A adoção de protocolos de ciência cidadã tem o potencial de fortalecer a participação de professores e estudantes na produção científica, criando uma rede colaborativa de coleta e análise de dados. De acordo com Joucoski, a iniciativa permite que cidadãos realizem coletas de informações cientificamente válidas, beneficiando tanto pesquisadores quanto a comunidade escolar.
“A ideia dos protocolos de ciência cidadã é que os cidadãos possam fazer a coleta de dados cientificamente válidos. Isso permite que, por um lado, os pesquisadores que produziram os protocolos tenham acesso a esses dados e possam utilizá-los em suas pesquisas, e, por outro, que esses dados, coletados em diferentes locais do estado do Paraná, possam ser utilizados pelas escolas e professores para estudos comparativos”, explicou.
Ele também vislumbra um futuro de maior interação entre cientistas e cidadãos, com possibilidades de coautoria nos protocolos e na análise de dados. “Ainda não chegamos ao nível de alguns países que já fazem esse trabalho de coautoria entre cientistas cidadãos e pesquisadores, mas é o que pretendemos alcançar. No futuro, queremos que os cidadãos que coletam os dados também possam contribuir para a melhoria dos protocolos e até mesmo na análise dos dados junto aos pesquisadores”, finalizou.
🎙️ Ouça o coordenador do PICCE, Emerson Joucoski.
Projeto é um dos destaques do Clube de Ciências de um colégio estadual

Os integrantes do Clube de Ciências do Colégio Estadual Desembargador Antônio Franco Ferreira da Costa, estão iniciando um projeto inovador: a criação e restauração de uma trilha ecológica no Parque Municipal Águas Claras. A iniciativa quer não apenas restaurar e conservar o local, mas também catalogar árvores e instalar placas informativas ao longo do percurso, além de transformar a área em um verdadeiro eco museu a céu aberto, promovendo educação ambiental e conservação da biodiversidade local.
Além da criação da trilha, os estudantes realizarão uma limpeza completa do espaço. Todo o lixo recolhido será reaproveitado de forma criativa: os materiais descartados serão transformados em esculturas representando animais da fauna regional. Dessa forma, o projeto alia preservação ambiental e expressão artística, sensibilizando a comunidade para a importância do descarte correto e do reaproveitamento sustentável.

A ação conta com o apoio da Rede de clubes Paraná Faz Ciência e da Prefeitura de Guaraniaçu, que reconhecem a relevância do projeto para a educação ambiental e o turismo ecológico local. A prefeitura, inclusive, auxiliará na produção de um documentário sobre a recriação da trilha, registrando o impacto positivo da iniciativa e a dedicação dos alunos envolvidos.
A professora Rosicler Mantovani Belegante, responsável pelo Clube de Ciências, destaca o entusiasmo dos estudantes. “Eles estão muito empolgados e não veem a hora de botar a mão na massa. Será um projeto transformador para a cidade e para a consciência ambiental de todos nós.”
Na foto, os alunos e a professora na primeira incursão na área, já iniciando os trabalhos de recolha dos rejeitos.
Acompanhe mais novidades sobre essa iniciativa nas redes sociais da Rede Paraná Faz Ciência.

Pesquisadores têm participado de eventos e explicado ao público os impactos da Rede de Clubes de Ciência
Tornar a ciência acessível e incentivar a inovação no Paraná. Este é o objetivo da Rede de Clubes de Ciências, parte do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência. Entre os projetos em desenvolvimento estão os das escolas articuladas pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu.
Em fevereiro de 2025, a equipe do NAPI Paraná Mais Ciência esteve no Paraná Mais Cidades – Construindo o Futuro, um evento de gestão pública que visa a união entre os municípios e destes com o Estado do Paraná. De acordo com o professor Ronaldo Adriano Ribeiro da Silva, integrante do NAPI pela UNILA, os representantes do Arranjo utilizaram slides para mostrar aos visitantes informações dos clubes intermediados pela instituição. “Apresentamos o que são os clubes, objetivos e os projetos que estão sendo desenvolvidos nas escolas”, explicou.
Entre os projetos divulgados, estava o “Biogás na Escola”, do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva, de Foz do Iguaçu. O clube busca construir um biodigestor na escola para experimentos com biogás e biofertilizante, além de instruir sobre produção de energia e adubação. Para isso, os pesquisadores têm planejado a instalação do biodigestor e estudado sobre sustentabilidade ambiental, reciclagem e economia circular.

O projeto “CCM Bee!”, do Colégio Cívico Militar Nestor Victor dos Santos, em São Miguel do Iguaçu, também foi pauta no evento. O foco do Clube de São Miguel é construir um jardim de mel na escola e capturar enxames de abelhas sem ferrão. Além disso, pretendem cuidar das abelhas, aprender sobre o manejo do meliponário e fazer análises do mel e seus benefícios.

Os pesquisadores já estudaram a morfologia das abelhas, participaram de palestras, visitaram um
meliponário e criaram materiais didáticos para mostrar o processo de aprendizagem. O Clube dará continuidade ao projeto com atividades de captura de enxames, ao ensinar a fazer produtos com mel e com o compartilhamento de conhecimentos com a comunidade.
Outros projetos apresentados pela equipe do NAPI – PRFC (Paraná Faz Ciência) no evento Paraná Mais Cidades foram o “Clube Interação” do Colégio Cívico Militar Presidente Costa e Silva, de Foz do Iguaçu; o “Clube Sustentec” do Colégio Estadual José de Anchieta, em Planalto; e o “Clube Estudo e Pesquisas de Plantas Medicinais” do Colégio Estadual Pioneiros, também em Foz do Iguaçu.
O projeto integra as ações do NAPI Paraná Faz Ciência e foi selecionado por um edital do MCTI

Com o objetivo de fomentar projetos estudantis de inovação, tecnologia, pesquisa e divulgação científica, os Clubes de Ciências Maker integram as ações do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência. O projeto faz parte do programa “Mais Ciência na Escola” e foi selecionado por um edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o único contemplado em todo o estado.
A abertura do Paraná Faz Ciência Maker foi realizada no dia 18 de março, em uma reunião virtual. O encontro contou com a presença de aproximadamente 170 pessoas, entre autoridades, diretores, professores e técnicos dos núcleos paranaenses. Foi apresentada a importância, objetivo e funcionamento da iniciativa, que está sendo implementada em 45 escolas.

Segundo o professor Rodrigo Arantes Reis, articulador do NAPI PRFC, trata-se de um projeto que envolve todos os níveis de governo do Paraná. “Essa parceria mostra um momento que, para nós, parece ser bastante interessante, especialmente para a área de popularização da ciência no Brasil”, destaca. “O Paraná é o primeiro estado onde a gente teve a implantação do programa Pop Ciência, que é o programa de popularização da ciência do Governo Federal.”
Para Juana Nunes, diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica (DEPEC) do MCTI, esse trabalho é determinante para o futuro da ciência no país. “É importante que a gente entenda o desafio que estamos construindo hoje. É um investimento de R$ 100 milhões, com mil escolas no Brasil inteiro e vamos colocar no foco da política pública […] a educação científica e o letramento digital”, explica.
A professora Santina Bordini, articuladora de Projetos Científicos, na Escola da Secretaria de Educação de Curitiba, também aproveitou para comentar sobre a importância dos Clubes de Ciências Maker. Encerrando a fala das autoridades, Maria Cristina Bittencourt, coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria Estadual de Educação (SEED/PR), parabenizou os representantes técnicos dos núcleos: “Sem eles, a gente não consegue chegar na escola, eles são a ponte.”
O Paraná Faz Ciência Maker priorizou a seleção de escolas com índice de vulnerabilidade social. As instituições são divididas em dois grupos: Nó 1 – Planeta Consciente e Nó 2 – Exploradores Digitais. O primeiro tem 30 escolas estaduais, que irão trabalhar com o Ensino Fundamental. Já no segundo há 15 escolas, 13 estaduais com alunos do Ensino Médio e duas municipais com Ensino Fundamental.
O Nó 1 desenvolverá atividades utilizando tecnologias sociais e inovadoras. Enquanto isso, o Nó 2 terá o foco em atividades que valorizem ideias criativas, abordagens de design e funcionalidades robóticas. Os dois grupos pretendem estimular os estudantes a alcançar o empreendedorismo social e a cidadania ativa.
De acordo com a professora Mariana Andrade, coordenadora estadual do Paraná Faz Ciência Maker, as expectativas são boas para essa nova fase do projeto, que tem duração de 12 meses. “É uma Rede que já está em desenvolvimento, nós temos muitas pessoas trabalhando. Acredito que vamos ter resultados muito significativos para as escolas que estão participando”, destaca.
Para contribuir com o desenvolvimento das atividades, as escolas receberão materiais e equipamentos, como impressora 3D, equipamentos de proteção e insumos de papelaria, informática e elétricos para robótica. Além disso, um professor e 10 estudantes de cada instituição devem ser contemplados com bolsas. O fomento é fornecido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Rede de Clubes Paraná Faz Ciência prepara os jovens para o futuro da cultura científica

Durante a realização da III Semana dos NAPIs, nos dias 11 e 12 de março, mais de 550 pesquisadores apresentaram os trabalhos desenvolvidos nos 38 Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) em vigência. Entre eles, o estande do NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC) trouxe alunos de Clubes de ciências para apresentarem pesquisas na mostra realizada no Campus da Indústria, da Federação Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba.
A ideia de que somos parte de um movimento contínuo e, sempre que possível, virtuoso, o famoso ‘vivendo e aprendendo’, está na essência do projeto da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência (PRFC), que trouxe uma nova perspectiva para os jovens cientistas paranaenses.
Desenvolvido no contexto do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, os Clubes fazem parte da estratégia para popularizar o conhecimento científico produzido no Estado, bem como atrair a atenção dos alunos das escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino.
O projeto de criação dos Clubes de Ciências integra os 32 Núcleos Regionais da Educação. Implantado em julho de 2024, a iniciativa faz parte da estratégia de divulgação científica da Fundação Araucária, que está investindo R$ 23,5 milhões na implantação da rede, em um prazo de 30 meses, com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI/PR). Atualmente, os clubes estão funcionando a todo vapor em 200 escolas em todas as regiões.
A ideia é a construção de ambientes em que os estudantes possam mergulhar no contexto científico e tecnológico, aproximando a ciência da vida cotidiana. A proposta é oferecer a crianças e adolescentes um novo olhar sobre o mundo que os cerca, trazendo-os para o universo da ciência.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, participou da Semana dos NAPIs e se mostrou um dos maiores entusiastas do projeto. Ele não esconde o contentamento com a performance da Rede em tão pouco tempo de existência.
“Como eu já fui Secretário de Educação do Estado do Paraná, tenho um carinho enorme por essas parcerias com o sistema educacional. E nós podermos fomentar a ciência desde a educação básica, será fundamental para desenvolvimento científico tecnológico e para literacia de ciência no Estado”, afirmou.
Wahrhaftig acredita que com uma política pública perene, é possível quadruplicar o número de clubes de ciências nos próximos anos.
“Acho que cabe no Paraná uma rede de uns 800 clubes de ciência nas nossas instituições de ensino básico. Tomara que continuemos a ter os recursos para que isso seja realmente possível”, completou.
O titular da SETI, Aldo Nelson Bona, enfatizou o momento positivo da ciência e da tecnologia no Paraná, que ganha muito com ações de divulgação científica.
“A iniciativa dos Clubes de Ciências é, sem dúvidas, a mais assertiva para a popularização da ciência, porque começa a atrair o talento para a carreira acadêmica e científica já na Educação Básica. E não é só nesta perspectiva de atrair o talento, mas de formar uma maneira de ver o mundo, um pensamento científico sobre o mundo, independentemente de seguir ou não a carreira científica”, ponderou.
Para o secretário, a aderência e o engajamento dos alunos ao projeto, já estão impactando tanto a vida das escolas em que o projeto está em funcionamento. “Sem dúvida nenhuma, a médio e longo prazo, fará grande diferença na formação de pessoas e no desenvolvimento do Paraná”, refletiu.

“Para 2025, a nossa expectativa é que o projeto realmente decole e que tudo aconteça com muita qualidade, com muita intensidade, porque é uma rede grande de clubes de ciências”. A avaliação é da coordenadora do NAPI PRFC e gestora da Rede de Clubes, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana.
Professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora aponta as novas ações para os próximos meses. “Nós temos propostas de curso de formação e também de acompanhamento e apoio à pesquisa desses clubes. E já temos a expectativa de que os alunos e alunas participantes da rede tragam resultados para as feiras de ciências e comecem a mostrar os resultados de seus projetos”.
A mesma expectativa em relação aos resultados dos clubes de ciências para os jovens no futuro é compartilhada por Rodrigo Reis, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e gestor do NAPI PRFC e da Rede de Clubes, junto com Débora de Mello.

“O sucesso dos clubes de ciências se deve a um processo que estava represado e trouxe a demanda da produção de ciência dentro da escola. Existia muita vontade para que isso acontecesse pelos estudantes, pelos professores, pelas secretarias de Educação e de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior”, avalia.
De acordo com Reis, a partir da completa estruturação dos clubes e da rede num ecossistema de ensino e pesquisa, as perspectivas são fantásticas se for levado em consideração o fato de que as crianças e jovens vão desenvolver trabalhar a ciência a partir das suas realidades.
“A gente fica imaginando como será quando tivermos o primeiro grande encontro dos clubes nas feiras de ciências, e como a gente vai estar no NAPI Paraná Faz Ciência, na hora que esses trabalhos que as meninas e os meninos estão desenvolvendo tiverem sendo apresentados nos diversos eventos. E quando alguns deles se tornarem cientistas e estiverem na universidade apresentando seus próprios NAPIs? Será emocionante!”, acredita.
No mesmo sentido que os gestores da política pública, mas na ponta do acompanhamento dos clubes, está Aline Pinheiro, professora de Ciências da Rede Estadual do Paraná e Técnica Pedagógica dentro da Coordenação de Educação Ambiental no Departamento de Programas para Educação Básica, da Secretaria de Educação do Estado do Paraná (SEED/PR).
Além de acompanhar as ações do projeto da rede nos Núcleos Regionais que aderiram aos clubes, Aline também é responsável pelo desenvolvimento, engajamento e por dar publicidade aos trabalhos que esses estudantes estão desenvolvendo junto com seus professores.

“Nós plantamos sementes e, muitas vezes, elas demoram para germinar. E, hoje, o que eu vislumbro sobre os clubes de ciências é que essas sementes sejam adubadas, cresçam em terreno fértil para que esses estudantes tenham possibilidade de enxergar que a ciência é o futuro, que eles consigam se ver nesse processo e entendam a importância dele. Isto porque a ciência é muito importante na vida de todo mundo, o tempo todo”, ressaltou.
Para Aline, ao mesmo tempo em que os clubes nas escolas dão essa oportunidade para o estudante, os professores também exercem seu papel com excelência, cada um a sua maneira. “Para além da bolsa, o grande diferencial é o apoio institucional que vem junto e fortalece o trabalho do professor e, consequentemente, da própria ciência”, finalizou.

O projeto O Curso da Vida conta com várias parcerias e tem como monitores estudantes da Rede de Clubes
O Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana inaugurou o Barracão Pedagógico: o curso da vida, no Núcleo de Ensino São Francisco, em Chopinzinho. Integrante da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, o colégio abriga o clube “Somos fãs de Lavoisier”, e o novo espaço faz parte de suas atividades.
Criado em 2023, o projeto O Curso da Vida desenvolve diversas ações que buscam relacionar a realidade local dos alunos com os conteúdos curriculares, facilitando o aprendizado. Com a inauguração do novo espaço, o projeto amplia seu alcance, promovendo a integração entre a comunidade escolar e a externa, já que o local foi planejado para receber visitas. Para o público externo, são oferecidas ações educativas que possibilitam a aquisição de conhecimentos científicos.

Os monitores do local são os próprios alunos do Somos fãs de Lavoisier, eles são responsáveis por guiar os visitantes e fazer a mediação das atividades propostas no barracão.
Para a professora Lidiane Scariot, que está a frente do clube de ciências da escola, embora o projeto seja anterior ao clube, este vem para somar na promoção da cultura científica entre os estudantes. Além disso, a professora conta que entre as próximas ações planejadas pelo clube estão a ampliação do modelo, com a construção de camadas subcrustais em texturas diversas; a programação robótica dos elementos da maquete; investigações sobre a vegetação ao redor do rio Iguaçu e da mata ciliar; e atividades investigativas para aprimorar a oratória dos alunos e a recepção de público.
Uma das ações já realizadas foi a criação coletiva de uma maquete do Rio Iguaçu, que atualmente é a principal atração do local. Construído com a ajuda de todos da escola, o modelo representa o corpo de água da sua nascente, em Piraquara, até a usina de Salto Santiago, no município de Saudade do Iguaçu. A maquete conta com 4,7 metros de comprimento, 1,6 metros de largura e 1,3 metros de altura, além de água em circulação e um pequeno trem em movimento. De acordo com a diretora da escola, Cláudia Lemos, a maquete mostra que é possível aliar teoria e prática no processo de ensino.

Além de professores, alunos e funcionários da escola, estiveram presentes na inauguração pais, representantes da administração municipal e de instituições financiadoras e outros membros da comunidade externa.
Além do Barracão Pedagógico fazer parte das atividades propostas pelo colégio para a Rede de Clubes, o projeto conta com outras parcerias. O local foi construído com recursos provenientes de doações da comunidade, com apoio da administração municipal e patrocínio de uma empresa de energia elétrica.

Em 2023, o projeto foi selecionado pela Universidade Federal da Fronteira Sul (IFFS) para fazer parte de um documentário que apresentará experiências bem-sucedidas na implementação do turno integral em escolas do sul do Brasil. O objetivo é inspirar novas práticas que auxiliem o desenvolvimento dos alunos e a gestão das escolas e mostrar a importância de uma educação que conecta os alunos com sua realidade.
Já em 2025, O Curso da Vida foi incluído na chamada Rota Desafios do Turismo Rural de Chopinzinho, um programa turístico apoiado pela prefeitura em que é possível realizar visitas a pontos especiais da cidade. Além da visita pedagógica ao Barracão, essa rota também inclui um café da manhã com degustação de queijos, um almoço pesqueiro, uma trilha e um café no rancho. Segundo a diretora Cláudia, o grande diferencial do Barracão é sua proposta de oferecer aos turistas conhecimento científico sobre a região.
A maquete do Rio Iguaçu, feita pelos estudantes, professores e funcionários da escola, encontra-se exposta no Barracão Pedagógico. Vale uma visita. Mas é preciso agendar por meio do telefone (46) 9.9917-4287, ou junto à rota turística do município

Cerca de 600 alunos passaram pela segunda edição do Manna no Museu, nos dias 14, 15 e 16 de março. O encontro de ciência, tecnologia e inovação aconteceu no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba (PR), e teve como tema principal a Quântica, com base numa sugestão dada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que o proclamou 2025 o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica (IYQ).
No salão de vidro do MON, os visitantes puderam conhecer diversas inovações científicas envolvendo Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), Internet dos Drones (IoD), Jogos e Metaverso, entre outros. Estiveram presentes no evento professores(as) de escolas públicas, professores(as) universitários(as), graduandos(as) e pós-graduandos(as) de 15 estados brasileiros.

A professora Elaine Soares coordena o Clube Conexão Ciência e Sustentabilidade, do Colégio Estadual João Paulo I, de Bom Sucesso, município a 408 km de distância de Curitiba. Elaine disse que vai poder levar muitos temas do evento para o clube.
“A educação 5.0 precisa desse olhar. Os nossos alunos amam tecnologia e cabe a nós professores conduzi-los para que aconteça da melhor maneira”, afirmou a professora, que também se sensibilizou com as palestras, especialmente uma que abordava o tema dos sonhos. “Me lembrou o porquê eu decidi ser professora, que era para mudar vidas, mudar realidades. E às vezes na correria do dia-a-dia a gente vai perdendo um pouco o brilho nos olhos. E essa palestra me fez lembrar o quanto amo essa profissão”, completou

O professor Guido Valmor Buss do Clube de Ciência e Robótico, do Colégio Estadual Humberto Castelo Branco, de Pinhais, compareceu ao evento com seus alunos. “Quase todos os projetos que os alunos tiveram contato aqui eles poderão testar, verificar, montar e programar no nosso clube de ciência e robótica”, avaliou.
Victor Hugo dos Santos, 15 anos, aluno do professor Guido, se encantou pelos experimentos sobre tecnologia. “O que mais me impressionou foram os projetos feitos com IA [inteligência artificial]. Tem projetos sobre expressão facial, tem até um mini game com um teste para aprender a diferenciar imagens reais de imagens geradas por IA. Tudo muito interessante”, disse.
O professor João Sobrinho Teixeira, do Instituto Politécnico de Bragança, veio de Portugal para participar do evento. “Está extraordinário. Acho que tem uma criatividade muito grande, ao incentivar os alunos mais pequenos a se interessarem pela área da computação, portanto, só tenho que dar os parabéns. Porque, de fato, fiquei muito impressionado”, salientou.
O coordenador pedagógico do Manna, Tiago Madrigar, afirmou que o Manna Team é um dos maiores grupos de pesquisa, ensino e inovação científica da América Latina. “A gente transforma um paper, um artigo científico de alto impacto escrito em outra língua que, muitas vezes, fica difícil de compreender o experimento e transformamos em kits educacionais e levamos toda essa bagagem para o professor, oferecendo capacitação e treinamento dessas tecnologias para que ele possa aprender e depois repassar aos alunos”, explicou.
O Manna Team conta com aproximadamente 3 mil participantes, entre estudantes, professores de escolas públicas, doutores, mestres, graduandos e doutorandos em 15 estados do país.
Projeto “Milho Dançante” demonstra conceitos de química e física em evento de inovação
No segundo dia da III Semana dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), realizada no Campus da Indústria, da Federação Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba, os alunos do Clube STEAM, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, apresentaram o experimento “Milho Dançante”, uma atividade prática que ensina conceitos de densidade e reações químicas de forma interativa. A turma esteve lá junto com a equipe do Geração Científica, outro integrante da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
A estudante Ana Clara Carvalho da Silva, de 18 anos, foi responsável pela demonstração. Utilizando apenas vinagre, bicarbonato de sódio e milho de pipoca, ela mostrou como a reação entre os ingredientes gera gás carbônico. O gás adere aos grãos de milho, fazendo-os subir na água. Quando o gás se dissipa, os grãos voltam a afundar, criando um movimento contínuo que simula uma dança.

A professora Francini Vila dos Santos, coordenadora do clube, destacou a importância da participação dos alunos no evento. “A Semana dos NAPIs permitiu que nossos estudantes vivenciassem o ambiente de pesquisa e inovação, mostrando que a ciência está ao alcance de todos. Projetos como o ‘Milho Dançante’ tornam conceitos teóricos mais compreensíveis e despertam o interesse pela investigação científica”, explicou.
Enfim, com iniciativas como o Clube STEAM, o Colégio Estadual Teotônio Vilela reafirma seu compromisso com a educação científica, proporcionando aos alunos experiências que vão além da sala de aula e os aproximam do universo da pesquisa e da inovação.
Além da apresentação do Clube STEAM, a programação da tarde contou com a participação do Clube Geração Científica, da Escola Estadual Alfredo Parodi. Os estudantes apresentaram um barco robótico, desenvolvido para auxiliar na limpeza do Rio Belém e conscientizar a comunidade sobre a importância da preservação ambiental.

O projeto, que une biologia e robótica, utiliza um sistema de esteira para recolher resíduos da água e conta com painéis solares para funcionamento sustentável. Segundo os professores envolvidos, a iniciativa incentiva os alunos a explorarem soluções tecnológicas para problemas reais, reforçando a importância da ciência na transformação social.
Semana – O evento também atraiu a atenção de visitantes de diversas áreas. Thayná, representante do NAPI de Tecnologias Assistivas, da PUC Paraná, destacou a relevância da iniciativa para estimular o interesse de crianças pela ciência. “Eu trouxe minha enteada de oito anos para acompanhar a exposição. Acho importante esse contato com a tecnologia de uma forma diferente, além do celular, para que as crianças, principalmente as meninas, se sintam incentivadas a explorar a ciência desde cedo”, comentou.
A III Semana dos NAPIs reuniu mais de 500 participantes e contou com a presença de pesquisadores dos 38 NAPIs, além de representantes do Governo do Estado e do setor produtivo. Durante o evento, também foi lançado o Programa Interconexões em CT&I: Paraná – Itália, que destinará R$ 6 milhões para incentivar colaborações entre pesquisadores dos dois países.
Na tarde desta quarta, 12, o evento foi encerrado pelo diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Márcio Spinosa, que “convocou os cientistas paranaense para fortalecerem, cada vez mais, os NAPIs”.

O campus da Indústria da Fiep, em Curitiba, sedia um rico encontro entre pesquisadores, representantes do Governo do Estado e do setor produtivo, além de estudantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que apresentaram projetos à sociedade. Trata-se da III Semana dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs).
Para o professor Guido Valmor Buss, que coordena o Clube de Ciências e Robótica da Escola Estadual Humberto Alencar Castelo Branco, de Pinhais/PR, o evento é uma oportunidade para que os estudantes possam acompanhar outros projetos que estão sendo desenvolvidos e, assim, realizar pesquisas em conjunto com seu clube de robótica.
Já o professor Rodrigo Reis, coordenador institucional do NAPI Paraná Faz Ciência e responsável pela Rede de Clubes, o evento mostra a força dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação como política pública, uma vez que um dos papeis que desempenha é justamente “formar a base de pesquisadores e cientistas que será responsável em alavancar ainda mais a área da ciência e tecnologia no Estado”, completa.
É o caso da aluna Camili Ilaura Ferlize, 17 anos, do Clube de Ciências e Robótica, de Pinhais/PR, que achou o evento muito bom e o considerou um grande avanço. “Tem vários estandes, várias coisas diferentes do que a gente já estuda”, disse.
O professor Jeremias Ferreira da Costa, do Clube de Ciência Exploradores da Ciência, da Escola Estadual Maria Aguiar Teixeira, disse que o grupo tem um olhar sobre a ciência cidadã, especificamente, para a formação das crianças para esse campo.
“Trabalhamos algumas temáticas importantes da sociedade, tais como o uso racional da água e o outro projeto que a gente começou a desenvolver que é sobre refrigerantes, as questões ambientais sobre refrigerantes e os efeitos na saúde. Então, o Clube de Ciências tem uma responsabilidade muito grande nesse processo. Haja vista, esse trabalho que a gente trouxe aqui, sobre o consumo de água, que foi completamente desenvolvido pelas crianças, a partir de provocações”.
A assessora da presidência da Fundação Araucária, Lynnyer Aylon, avalia como positiva a Semana dos NAPIs, porque se trata de “uma celebração da ciência e da tecnologia da inovação do Paraná”. Para Aylon, o evento promove o encontro de pesquisadores, dos estudantes, das pessoas de todas as idades, da comunidade, e um grande momento da prestação de contas de tudo que estamos fazendo, apresentando para as pessoas todos os resultados das nossas pesquisas e o mais importante, o trabalho realizado em rede”.
A outra articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, e também gestora dos Clubes, “disse que Semana dos NAPIs é mais uma oportunidade que a Fundação Araucária criou para que a ciência produzida nas universidades impactem a sociedade em geral”.
Mais de 500 participantes de todo o Paraná fizeram inscrição. A III Semana dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) segue nesta quarta-feira, 12, promovendo ambiente dinâmico para networking e trocas entre ciência, setor produtivo e sociedade.

A III Semana dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) acontece na FIEP- Campos da Indústria, Av. Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba.
Das 9h às 18h.