
Ao lado de centenas de cientistas, clubistas vão apresentar suas pesquisas na Semana dos NAPIs, em Curitiba
O campus da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) será palco da 3ª Semana dos NAPIs — Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação. Este é um evento imperdível voltado à ciência, à tecnologia e à inovação. As atividades estão programadas para os dias 11 e 12 de março, esta terça e quarta-feira, o dia todo. Entre as ‘atrações’ estarão quatro integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
O objetivo da Semana é promover a integração entre a Academia, a sociedade, a iniciativa privada e o governo, criando um ambiente dinâmico para interação, troca de ideias e a apresentação de resultados de projetos financiados pela Fundação Araucária, como a Rede de Clubes.
A programação será diversificada. Haverá palestras de especialistas em três palcos interativos; 16 balcões com projetos, produtos, materiais, protótipos e serviços oriundos de pesquisas desenvolvidas em nossas universidades. Em outro espaço, exposições de inovações focadas no desenvolvimento e na difusão da ciência, tecnologia e inovação.

Além disso, estarão presentes integrantes da recém-criada Rede de Clubes de Ciências, um dos projetos do NAPI Paraná Faz Ciência. Essa é mais uma iniciativa da Fundação Araucária, que tem “o objetivo de fortalecer a cultura científica e ‘formar’ os cientistas dentro das escolas de ensino fundamental”, disse uma das articuladoras do NAPI e coordenadora da Rede, Débora Sant’Ana.
No dia 11, terça-feira, de manhã, o Clube de Ciências e Robótica Castelo Branco, do Colégio Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, localizado em Pinhais, vai exibir projetos montados com impressão 3D como um braço robótico, um robô de luta sumô e o robô tank.
“Esses trabalhos foram desenvolvidos pelos estudantes do Clube, na organização da Primeira Competição de Robótica da nossa escola, realizada no final do ano passado”, explicou o professor Guido Valmor Buss. Ele vai à Semana dos NAPIS acompanhado das alunas Camili Laura Ferlizi, Kézia Borges Paiva e Yasmin Isabral de Ribas.
À tarde, será a vez do Colégio Estadual Profª Maria Aguiar Teixeira, de Curitiba, ocupar o espaço. Os integrantes do clube Exploradores das Ciências: uma questão de cidadania, criado na escola, vai apresentar dados iniciais da pesquisa sobre “Uso Racional da Água”.
“Por meio de cartazes, os alunos vão expor os comportamentos do consumo de água na escola. A ideia é mostrar ações que podemos mudar no cotidiano para poupar esse bem tão importante, como: tomar banhos menos demorados, escovar os dentes sem deixar a torneira e não lavar carros e calçadas com mangueira”, adiantou o responsável pelo Clube, o professor Jeremias Ferreira da Costa. Quem vai estar por lá para mostrar as descobertas serão as alunas Luiza Sartori Shombo, Sophia Gabrielle de Lima e Agatha Christhie Carvalho.
Dia 12, quarta, de manhã, o Clube Steam, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, de Curitiba, “vai apresentar tudo que a equipe produziu ano passado, assim como quais são os objetivos do clube e o dos clubistas”, diz a professora Francini Vila dos Santos, que estará na FIEP ao lado da aluna Ana Clara Carvalho.
O Colégio Estadual Alfredo Parodi, também de Curitiba, vai ocupar o estande à tarde, na quarta. São os integrantes do Clube Geração Científica. A coordenação da apresentação é da professora Corine Vanessa Los Costa, que vai ao evento com o aluno Marcos Roberto Ribeiro Camargo. Eles prometem contar suas histórias utilizando um notebook e um barco pequeno.
“Não perca a oportunidade de explorar o futuro da ciência e da tecnologia desenvolvidas em nossa região e conhecer um pouco dos clubes que estão movimentando a ciência nas escolas da rede estadual de ensino fundamental”, convidou o outro articulador do NAPI Paraná Faz Ciência e coordenador da Rede de Clubes, o professor Rodrigo Reis!
As atividades ocorrem nesta terça e quarta-feira, 11 e 12 de março, das 9h às 18h. A FIEP Campus da Indústria fica na Av. Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba.
“Esperamos você para esse grande encontro! Participe, compartilhe e contribua para o avanço da ciência e inovação”, convida o diretor-presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

Núcleo de Maringá conversou sobre diferentes temas na quinta-feira, dia 20
Parte da equipe da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, vinculada à Universidade Estadual de Maringá (UEM), realizou a primeira reunião de trabalho de 2025 com os professores clubistas e outros integrantes. Estava presente, também, professores orientadores, bolsistas de comunicação e pós-doutorandas que organizam o contato com as escolas da região.
A UEM é responsável pelas escolas da Rede vinculadas aos Núcleos Regionais de Educação de Maringá, Umuarama, Ivaiporã e Cianorte. A equipe é responsável pelo apoio a 22 Clubes, em 14 cidades.
A coordenadora do projeto da Rede e professora orientadora vinculada à UEM, Débora Sant’ Ana, explicou detalhes sobre o fluxo administrativo e das práticas da relação entre a universidade, as escolas e os Clubes.
Entre os 24 participantes da reunião, havia vários professores clubistas que puderam tirar dúvidas sobre a chegada de recursos, o fluxo de comunicação a ser criado e os eventos que estão sendo programados para a participação dos Clubes.
“Nossa jornada começou em 2024, mas, neste ano, muitas coisas vão se concretizar efetivamente, como o repasse de recursos para compras e a participação dos clubistas em feiras de ciências”, explicou a professora Débora.
Além dela, participaram do encontro as professoras orientadoras Simone Fiori e Ana Paula Vidotti; as bolsistas pós-doc, Sabrina Silva Sestak, Leilane Talita Fatoreto Schwind e Maria José Pastre; além da coordenadora de comunicação da Rede, Ana Paula Machado Velho.
O grupo anunciou que, brevemente, já no mês de março, os professores dos 200 clubes espalhados pelo Paraná vão ser convocados para uma reunião em conjunto.
Estudantes da rede estadual pública de ensino retornam às escolas esta semana com muitas novidades nos Clubes de Ciências

Com as voltas às aulas programadas para esta quarta, 5 de fevereiro, os Clubes de Ciências têm a missão de construir ambientes em que os estudantes possam mergulhar no contexto científico e tecnológico, aproximando a ciência da vida cotidiana.
Lançada em julho do ano passado, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência está transformando a rotina dos alunos das escolas que fazem parte do projeto de divulgação científica. Em seis meses, 200 clubes foram criados em 31 Núcleos Regionais de Educação do Paraná, envolvendo cerca de seis mil alunos da rede básica de ensino, aproximadamente mil profissionais da educação básica e 360 do ensino superior participam dos clubes e apresentam aos alunos o universo da ciência.
Implantada no contexto do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência, a proposta dos Clubes é oferecer a crianças e adolescentes um novo olhar sobre o mundo que os cerca, trazendo-os para o universo da ciência. Com investimento de R$ 23,5 milhões, o projeto de divulgação científica tem fomento da Fundação Araucária e apoio das secretarias da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Educação (Seed).
Essa iniciativa ainda vai se juntar, em 2025, com o Projeto Paraná Faz Ciência Maker, que recebeu R$ 4,5 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para implantar mais 45 Clubes. Com isso, será possível abranger escolas de todos os 32 NRE do Estado .
“Nossa expectativa é que os clubes de ciências avancem e fortaleçam a formação de iniciação científica dos clubistas participantes. Esperamos que importantes projetos sejam desenvolvidos buscando compreender e responder a desafios locais e regionais”, afirma uma das coordenadoras da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, professora e pesquisadora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora de Mello Sant’Ana. Ela espera, em breve, mostrar para a comunidade os resultados dos projetos de pesquisa dos 245 Clubes.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, ressalta a importância do incentivo ao gosto e valorização da ciência desde a formação das crianças. “A formação dos cientistas precisa começar na infância, desde a educação básica, porque leva tempo para que eles amadureçam. É um início e eu espero que mais escolas possam ter os seus clubes de ciência e que possamos ter, não somente os 23 mil doutores que temos hoje no Paraná, mas chegar em 2035 em torno de 40 mil doutores”, afirmou durante o lançamento da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
O Paraná possui aproximadamente dois mil colégios da rede estadual de ensino que estão preparados para recepcionar os cerca de um milhão de estudantes. Vencida a primeira etapa da implementação de 200 Clubes Paraná Faz Ciência em 2024, agora o objetivo é ampliar a abrangência, amplificando a cultura científica dos estudantes das escolas da Rede Estadual de Ensino do Paraná e habilitando esses jovens para desenvolver a ampla cidadania.
Formação continuada
Para a coordenadora institucional do Paraná Faz Ciência, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mariana Andrade, as expectativas são muito positivas para esse começo de ano, porque já houve uma compreensão do potencial inovador da Rede de Clubes. “No ano passado, nós já tivemos um curso inicial de formação para os professores da Rede básica e, agora, vamos efetivamente começar de uma forma mais robusta as atividades de pesquisas com os Clubes”, avalia Mariana, que acumula a coordenação do e coordenadora do Paraná Faz Ciência MAker.
Mariana informa que as universidades também já estão com os seus bolsistas que vão dar suporte administrativo e, principalmente, pedagógico para as escolas. “Junto com o professor, nós vamos ter os bolsistas pedagógicos, mais pesquisadores em nível de pós-graduação, todos conversando com essas escolas, potencializando o que vai ser desenvolvido”, completa.
Em 2025, a coordenadora adianta que haverá mais um curso de formação para professores com novas abordagens em relação ao curso do ano passado, inclusive, com conteúdo originado a partir de um e-book que está sendo construído com diferentes temáticas ligadas aos clubes de ciência.

O Clube de Ciências do Colégio Estadual Desembargador Antônio Franco Ferreira da Costa apresentou ao gestor do município de Guaraniaçu, prefeito Ronaldo Cazella (MDB), nesta segunda-feira (27), o projeto da Trilha Ecológica. A iniciativa foi implantada na reserva Parque das Águas Claras, localizada próximo ao CTG Porteira do Paraná e do recinto de Leilões da Sociedade Rural de Guaraniaçu-PR.
O Clube de Ciências surgiu em setembro de 2024, depois de um processo seletivo que envolveu 470 projetos de escolas do Estado. 200 foram selecionados em todo o Paraná. Um deles foi o Trila Ecológica, enviado pela professora Rosicler Mantovani Belegante, licenciada e bacharel em Ciências Biológicas e Biotecnologia, e especialista em Gestão e Educação Ambiental.
A coordenação da criação dos Clubes é do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná faz Ciência (PRFC) e da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED-PR). A iniciativa tem o financiamento da Fundação Araucária (FA) em parceria com a Secretaria de Ciências, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). O projeto tem a coordenação da professora Rosicler e a supervisão da Universidade do Oeste do Paraná (Unioste), campus de Cascavel.
A reserva Parque das Águas Claras tem aproximadamente 2,42 hectares. O espaço foi potencializado com a criação da Trilha Ecológica para visitação turística, catalogação das espécies existentes e disponibilização de um ambiente para realização de aulas práticas.
A professora aposentada Edna Gonçalves da Silva, que atua com questões ambientais na região de Guaraniaçu, vai desenvolver o documentário ‘Caminhos da Natureza’, contando a exploração fascinante da trilha “Águas Claras”. Edna é uma profissional dedicada e multifacetada, com uma carreira que une matemática, educação e turismo.
De acordo com Edna, o documentário não só vai celebrar as belezas naturais do local, mas destacar a importância da preservação e respeito pelos ecossistemas naturais, no município de Guaraniaçu. Ela terá apoio do aluno Valdinei Machado da Luz, que frequenta o Clube.
De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Luiz Moraes de Jesus, ao município caberá o serviço de manutenção do local, para facilitar a visitação dos interessados.
O secretário lembrou que esta reserva é uma das duas que Guaraniaçu tem cadastradas na Unidade de Área de Conservação, junto ao governo do Estado, que faz o repasse do ICMS Ecológico ao município.
Além do prefeito Ronaldo Cazella, e do secretário municipal de Agricultura, o engenheiro agrônomo do município, Adelir Martins, estive presentes na reunião com os representantes do projeto.

Evento recebeu mais de 10 mil estudantes e professores, no Parquetec, com o apoio da UEM e do NAPI Paraná Faz Ciência
O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Paraná Faz Ciência aterrissou na XIII Feira de Inovação das Ciências e Engenharias – FIciências, em 2024. As atividades ocorreram durante a última semana, no Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu. A participação foi um sucesso e o Arranjo ainda deixou registrado o compromisso de repetir o apoio, no ano que vem.
Em 2024, 332 foram aprovados para se apresentarem na Feira. Quase 50% da Categoria Jovem são de escolas públicas. Isso fomenta muito a qualidade do ensino público. Mas não estão de fora os colégios particulares. Houve, ainda, 36 projetos da Categoria Júnior e 36 projetos da Categoria Kids.

O NAPI Paraná Faz Ciência contribuiu com parte da equipe de 62 avaliadores, que vieram de sete universidades públicas paranaenses. Eles elegeram os melhores trabalhos, que foram premiados na sexta-feira (29). Foram a Foz professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que são integrantes do NAPI.
A equipe ainda foi responsável por um estande com informações de projetos do Arranjo: do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM); do LabMóvel; do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE); além do ZikaBus, os últimos três ligados à UFPR.

A articuladora do NAPI, a professora Débora Sant’Ana, disse que a FIciências tem um certo protagonismo entre as grandes feiras do Paraná e, até, internacionalmente. “A Feria só cresce. Este ano, conta com projetos de mais dez estados do Brasil, além do Paraguai e da Argentina. Quem ganha é a ciência”, concluiu a professora. Ela é membro do Comitê Científico, avaliadora e ministrou uma palestra sobre Metodologia Científica, durante o evento.

Outra professora da UEM e membro do Comitê, Ana Paula Vidotti comemorou o fato de a Feira “ter crescido em tamanho e em importância, e a organização ter aumentado a faixa etária que participa. Este ano, tivemos a Ficiências Júnior e Kids, iniciativas que deixam a gente muito feliz, porque vemos a valorização das ciências nas primeiras séries do ensino fundamental acontecendo”.
A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba terminou na sexta (29), pela manhã, com a premiação dos melhores trabalhos. Na classificação geral, o primeiro lugar foi entregue para o projeto “A inclusão no ensino da química: elaboração de materiais didáticos a partir da perspectiva de um aluno com Transtorno do Espectro Autista e TDAH”, do aluno Elias Tonial Correia, do Colégio Estadual Jardim Porto Alegr, de Toledo, orientado pela professora Dionéia Schauren.

Ele vibrou muito com o resultado. “É inacreditável chegar aqui e ver que deu certo”, disse o aluno, que recebeu a premiação foi de R$ 5 mil. Elias recebeu o prêmio ao lado das colegas de Colégio, que ficaram com o segundo e terceiro lugares com os trabalhos: “Uso de extratos vegetais como acelerador de velocidade de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro” e “Extrato vegetal: uma alternativa aos agroquímicos no controle do fungo Colletotrichum musae em frutos da bananeira – Fase V”. A premiação foi de R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente.

Uma das organizadoras do evento, Jéssica Fernanda, disse que se emociona a cada edição. “É incrível ver a energia das crianças e ver que estão sendo valorizadas pelo trabalho delas. Nós tivemos algumas situações que fugiram do nosso controle. Óbvio que o evento não saiu perfeito do que a gente imaginava, mas eu acredito que o pessoal está saindo daqui com muita bagagem, com muito conhecimento, e muito feliz”.
Segundo Jessica, isso marca o Parquetec também. “Depois de vários anos fazendo a Feira fora, retornamos para cá com muito incentivo da nossa direção para desenvolvimento e fomento da ciência. Tivemos a presença do Ministério de Direito Humano, do Ministério da Ciência e Tecnologia, com a Juana Nunes. Então, foi um marco não só para o Parquetec, não só para a Ficiência, mas foi um marco para o momento da ciência em geral”.

Rubiana Souza, também da comissão organizadora, soltou um spoiler para o ano que vem. Ela disse gente já a equipe já está organizando a Feira de 2025 e que tem consciência das melhorias necessárias por meio da avaliação que foi repassada ao grupo pela Ouvidoria do evento.
“Um dos spoilers que posso dar é que a data pode mudar de mês. E, talvez, o aumento dos números de trabalhos participantes e das premiações. A ideia é dar mais oportunidade. A gente dobrou o número de trabalhos dos outros anos para incluir, principalmente, a escola pública, que participou em peso. Para o ano que vem, se tivermos espaço, queremos aumentar ainda mais”, apostou Rubiana.
Para ver a lista completa com os vencedores em cada categoria da FIciências 2024, clique

Arranjo contribui com a participação de avaliadores, exposição de Museus e projetos de Ciência Cidadã
O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Paraná Faz Ciência já aterrissou na XIII Feira de Inovação das Ciências e Engenharias – FIciências. As atividades ocorrem até sexta-feira, dia 29, no Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu. A equipe é composta de avaliadores e expositores.
A FIciências é um espaço para estudantes apresentarem ideias criativas e inovadoras, contribuir com o conhecimento e a evolução no mundo científico. A ideia é engajar estudantes de todas as idades promovendo a ciência e a inovação.

A gerente de Educação do Itaipu Parquetec, área responsável pela execução de FIciências, Karina Zavilenski Custódio, organizou o evento junto com as instituições de ensino superior parceiras, que compõem um Comitê Gestor.
Segundo Karina, quanto maior o desafio, melhor. “A gente precisa oportunizar para que esses alunos possam se experimentar nesses momentos, porque são nossos futuros cientistas, nossos futuros médicos, engenheiros. É o nosso futuro como humanidade que a gente está fomentando aqui”, comenta.
A gerente explicou que a Feira, cada vez, atinge um público maior, com a criação de novas categorias de participantes, FIciências Kids (alunos do fundamental I), Júnior (alunos do fundamental II) e Jovem (alunos de nível médio e técnico), de instituições públicas ou particulares.

Esse ano, quase 50% de escolas públicas estão participando com projetos na categoria Jovem. Foram 332 aprovados. Isso fomenta muito a qualidade do ensino público. Mas não estão de fora os colégios particulares. Conta com projetos de mais dez estados do Brasil, além do Paraguai e da Argentina.
Há, ainda, 36 projetos do Júnior, que serão apresentados na quarta, e 36 projetos do Kids, que o público vai conhecer na quinta-feira.
De acordo com Karina, essa integração é o momento em que os jovens compartilham, aumentam o networking e o conhecimento deles.
“Fazer aqui dentro do Itaipu Parquetec para nós é muito importante, porque as primeiras edições foram aqui. Na verdade, a FIciências, hoje, faz parte da programação do nosso Festival de Inovação, Festival Iguassu Inova. A primeira edição tomou uma proporção muito grande. Juntou-se com a LatinoWare, que é a maior feira de tecnologias abertas da América Latina, que já está em sua 21ª edição, e vai ocorrer ao mesmo tempo que a Feira. Com isso, nossos eventos atingem todas as faixas etárias. E mais, no próximo ano, se tudo der certo, vamos integrar os universitários. Os projetos de extensão que vêm sendo realizados em parceria com a Itaipu”, resumiu Karina Custódio.

NAPI
O NAPI Paraná Faz Ciência está na Feira contribuindo com parte da equipe de 62 avaliadores, que pertencem a sete universidades públicas. Eles vão classificar os melhores trabalhos, que serão premiados na sexta-feira (30).
Do NAPI, há professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A partir de quinta-feira, a equipe ainda estará responsável por um estande com informações de projetos do Arranjo: do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM); do LabMóvel; do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE); além do ZikaBus, os últimos três ligados à UFPR.

A articuladora do Arranjo e membro do Comitê Gestor da FIciências, pela UEM, Débora Sant’Ana, ministrou uma oficina sobre Metodologia Científica, nesta terça-feira, à tarde.
A professora disse que, em 2024, o Comitê está comemorando a expansão do número de projetos finalistas, o que traz a oportunidade para muito mais estudantes exporem os seus trabalhos.
“A FIciências é uma oportunidade de ver a qualidade do trabalho feito em nível da educação básica pelas equipes de estudantes e professores. É uma satisfação a gente ver o que eles vêm fazendo, a dedicação dessas equipes nas escolas. Essa é uma ocasião que a gente tem a oportunidade de festejar a ciência”, conclui a Débora.

Evento recebeu mais de 10 mil estudantes e professores, no Parque Barigui, com o apoio do NAPI Paraná Faz Ciência
A Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba chegou ao fim, na manhã desta quinta-feira (14). A iniciativa foi fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, com o objetivo de mobilizar estudantes de Ensino Básico, Médio e da Educação de Jovens e Adultos, e fortalecer a divulgação científica paranaense.

Foram mais de 300 inscrições de trabalhos. Os alunos e professores foram organizados em turnos para apresentar o resultado de suas experiências científicas. Os grupos se apresentaram em estandes, divididos em diferentes períodos: de manhã, à tarde e à noite.
E nem só de crianças foi feita a programação da Feira de Ciência e Tecnologia. Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) apresentaram trabalhos e viram as experiências dos colegas de outras escolas, na terça-feira (12), à noite.

O articulador do Arranjo, o professor Rodrigo Reis, disse que a Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba ressurgiu de uma parceria do NAPI Paraná Faz Ciência com a Secretaria Municipal de Educação, isto é, com a prefeitura de Curitiba.
Segundo Reis, a organização superou todas as expectativas. O evento recebeu mais de 10 mil crianças, cerca de 2 mil crianças por turno, que vieram, em sua maioria, das escolas municipais de educação básica. Além disso, a programação contou com um grande número de estandes parceiros: a Fiocruz-Paraná, o Planetário do Parque da Ciência, de Pinhais, e projetos de extensão da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto Federal do Paraná (UFPR).

Houve ainda a participação da estrutura da Rede Paraná Faz Ciência, que compareceu com o Museu de Ciências Naturais da UFPR e com o futuro parceiro, o Museu Paranaense de Ciências Forenses, localizado em Curitiba.
As crianças, por sua vez, apresentaram mais de 120 projetos de ciências, que foram desenvolvidos dentro das ações de valorização da ciência nas escolas. Enfim, esse desenho fez o sucesso da Feira no ano da sua retomada na região de Curitiba. E a expectativa para as próximas edições é enorme, a ideia é que a Feira cresça.

“Queremos crescer em tamanho e em importância. Ter um maior protagonismo dentre as grandes feiras de ciência que a gente tem no Estado e nacionalmente. Para isso, o NAPI Paraná Faz Ciência está organizando uma Rede de Feiras de Ciência. E sabemos que essa aqui, de Curitiba, se coloca como um marco importante neste processo. Ela já se apresenta como uma iniciativa de impacto no cenário da popularização da ciência no Paraná e do nosso NAPI”, comemora o professor Rodrigo.
Reis, inclusive, conversou durante o evento com uma representante da Positivo Tecnologia, Rejane Radatz, para que, no ano que vem, a empresa possa apoiar a realização da feira em um espaço maior. Em vez de 40 trabalhos, a proposta é que sejam 160 diariamente. Em vez das atividades ocorrerem no Salão de Atos, em 2025, será no Centro de Eventos do Parque Barigui, administrado pela Positivo.
A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba terminou nesta quinta (14), pela manhã. As atividades tiveram o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e da Fundação Araucária.

Evento ocorre no Parque Barigui até quinta (14) e espera receber mais de 10 mil estudantes e professores
A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba chegou ao segundo dia, nesta terça-feira (12), quando recebeu milhares de estudantes de Ensino básico, Médio e da Educação de Jovens e Adultos. O evento foi retomado em 2024, por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e o NAPI Paraná Faz Ciência, com o objetivo de fortalecer a divulgação científica paranaense.

A bióloga e professora do Departamento de Ensino Fundamental (DEF), que atua na Gerência de Educação Integral, da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, Santina Bordini, contou que toda equipe do DEF, em especial as que trabalham com a educação em ciências e Matemática, e com as práticas de ciência e tecnologia e educação ambiental, contribuíram para o desenvolvimento desse evento.
Entre as atribuições da área está a promoção de projetos científicos. O grupo de Santina levou os estudantes à Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); viabiliza a ida da SBPC à escola; realiza o projeto Cientistas na Escola, que leva professores e pesquisadores das universidades até os alunos. E, agora, preparou a volta da Feira de Tecnologia e Ciência e Tecnologia de Curitiba.
Santina e sua equipe convocaram as escolas e professores, e receberam 300 inscrições de trabalhos. Os grupos foram organizados para apresentar suas experiências nos três dias da feira.

“São 40 trabalhos durante cada período, manhã, tarde e noite. A maior parte das escolas é de ensino integral. Ninguém está concorrendo a nada, é só exposição. Porque a gente quer que eles participem pelo prazer de estar divulgando o trabalho de ciências, aqui, na Feira”, destaca.
A gerente lembrou que tudo foi feito junto com o NAPI Paraná Faz Ciência. Foi promovido um curso de formação de professores, uma espécie de ação preparatória para a Feira. “O fruto disso está aqui, onde esperamos receber mais de 10 mil pessoas. Cerca de 4 mil por dia. Hoje [terça], à noite, vão estar aqui mostrando seus trabalhos os estudantes do EJA, da Educação para Jovens e Adultos”, comemora Santina.
A ideia é que, ano que vem, o espaço seja maior. Em vez de 40 trabalhos, a proposta é que sejam 160, diariamente. Em vez das atividades ocorrerem no Salão de Atos do Parque Barigui, em 2025, será no Centro de Eventos, um lugar bem maior.

“A proposta é que a Feira se comunique com outras atividades de divulgação científica. Isso faz parte do plano de trabalho dos Clubes de Ciências, a participação em feiras. 200 formam, hoje, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, gerida pelo nosso NAPI. Este Arranjo está crescendo nacionalmente e a proposta é dar ainda mais dimensão às nossas ações”, disse o articulador do NAPI, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.
Olimpíada
Nesta terça-feira, também, os participantes da Olimpíada Nacional de Robótica receberam um reconhecimento dos organizadores. A solenidade foi parte da programação da Feira que ocorre no Barigui.

Segundo a professora Luciane Krul, a Olimpíada Brasileira de Robótica acontece na Rede Municipal de Ensino de Curitiba com as crianças dos anos iniciais, na sua modalidade teórica, desde 2017. Em 2018, a coisa cresceu; em 2019, tomou dimensão ainda maior. Mas o evento foi suspenso durante a pandemia de Covid-19 e retomado, apenas, em 2022, quando houve um incremento significativo do número de participantes das escolas. Em 2024, foram 1600 crianças.

“Este ano, com a parceria das universidades e do NAPI Paraná Faz Ciência, optamos em fazer essa homenagem junto com a realização da Feira. A gente faz um trabalho formativo com os professores que trabalham com as crianças, a garotada participa e nós, da Secretaria Municipal de Educação, fazemos certificados para todas”, explicou Luciane, que atua com Alessandra Hendi. A tarefa foi herdada pelas duas da atual gerente, Michelle Faria Feliciano.
A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba termina nesta quinta (14). Tem o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e da Fundação Araucária.

O evento é fruto da parceria entre o NAPI, a Fundação Araucária e a Prefeitura
A abertura da I Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba ocorreu nesta segunda-feira, dia (11). O evento acontece no complexo IMA do Parque Barigui. A ideia é receber mais de 10 mil pessoas.
A solenidade de abertura contou com a presença do atual vice-prefeito e prefeito eleito da capital, Eduardo Pimentel; da Secretária Municipal de Educação, Maria Sílvia Bacila; do diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa; do coordenador do NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis; do coordenador da Secretaria da Ciência e Tecnologia do Paraná, Ivan Carlos Vicentin; e do pró-reitor de Graduação e Educação Profissional da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Julio Gomes.
O professor e coordenador do NAPI PRFC, Rodrigo Reis, abriu as falas da mesa, fazendo questão de cumprimentar as crianças e professores, que lotaram o auditório e responderam a todos os “boa tarde” em uníssono. Só então Reis cumprimentou as autoridades presentes.
O professor agradeceu a presença de todos e se mostrou grato pela parceria com a Fundação Araucária e com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti), que possibilitaram a realização da Feira.

“A gente está muito feliz de poder organizar, depois de tanto tempo, uma nova feira de ciências em Curitiba que vai mostrar que a escola é lugar de produzir ciência. Os trabalhos que a gente vai ver mostram a capacidade dos estudantes e dos professores de produzir ciência para resolver problemas da nossa realidade e achar soluções para a nossa cidade”, disse o coordenador do NAPI.
O professor também reforçou o objetivo do NAPI Paraná Faz Ciência de fortalecer a cultura científica do Paraná e afirmou que, para atingir este objetivo, as ações como promoção de museus, clubes de ciência e feiras de ciência são extremamente necessárias. “Que a nossa primeira feira chegue, se estabeleça e se consolide. E que seja uma das maiores feiras de ciência e tecnologia do Paraná e do Brasil”.
O evento conta com estandes do NAPI Paraná Faz Ciência, da Fiocruz Paraná e de projetos das universidades paranaenses. Mas as protagonistas são as próprias crianças e estudantes com projetos inscritos das Escolas Públicas de Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) do Município de Curitiba, e de Ensino Fundamental (anos finais) e Médio de escolas estaduais, além de Institutos Federais de Curitiba e Região Metropolitana.

A professora e Secretária Municipal de Educação, Maria Sílvia Bacila, ressaltou a importância da Feira, a primeira em vinte anos, e o protagonismo das crianças, afirmando que elas também fazem ciência. “Eu digo isso porque há sempre uma ideia de que esse tipo de conhecimento e produção científica acontece somente nas universidades, mas a gente tem tido um trabalho muito grande para que as nossas crianças, desde a Educação Infantil, estejam produzindo ciência”.
O representante da UFPR, professor Júlio Gomes, brincou com a plateia e pediu um grande “Viva à Ciência”, que foi proferido pelas crianças.
A solenidade de abertura foi encerrada com a fala do prefeito em exercício e prefeito eleito, Eduardo Pimentel, que parabenizou a todos os professores, diretores e servidores pelo trabalho realizado com as crianças. Eduardo pediu à garotada que estude muito, respeite os professores e os pais e garantiu apoio nos próximos quatro anos de seu primeiro mandato como prefeito.

“É uma alegria participar da Primeira Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba, com grandes apoiadores, e já deixo o meu compromisso de fazermos a feira nos próximos quatro anos do meu mandato”. Ele ainda acrescentou que “a integração das instituições de Educação, em todas as suas esferas, é a melhor coisa que pode acontecer para a cidade e eu vou dar todo o apoio político e financeiro, dentro do nosso orçamento municipal, para que as ações de educação sempre aconteçam”.

A XIII Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense promoveu intercâmbio científico e premiou pesquisas sobre os biomas do Brasil
O Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi palco da 13ª edição da Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense, que ocorreu entre os dias 5 e 7 de novembro, em Matinhos. Reunindo cerca de mil visitantes, o evento buscou aproximar a ciência da comunidade litorânea e foi idealizado pelos professores Emerson Joucoski e Rodrigo Arantes Reis, do LabMóvel, e que fazem parte do NAPI Paraná Faz Ciência.
A Feira teve como tema “Biomas do Brasil: Diversidades, Saberes e Tecnologias Sociais”, que se alinha ao definido para a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2024), explorando a importância dos biomas brasileiros e o papel das comunidades tradicionais na preservação ambiental.
A apresentação de pesquisas feitas por alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio de escolas públicas da região foi o grande destaque da Feira. Os trabalhos, que foram criados com base no tema principal, demonstraram a dedicação e o potencial criativo dos estudantes. “É uma experiência muito interessante, pois é aqui onde os alunos conseguem desenvolver suas autonomias e aplicar as metodologias científicas”, relata a professora do Colégio Estadual Gabriel de Lara, Tatiana Kraiczei.
Para a coordenadora do evento, Thais Souza, “é gratificante ver como a Feira proporcionou uma oportunidade única para que estudantes de diversas realidades pudessem divulgar e se envolver com a ciência dentro da universidade. A participação de alunos das ilhas e de comunidades indígenas, trazendo suas próprias experiências e saberes, foi um momento de grande valor, porque mostrou como a ciência pode ser diversa e inclusiva, refletindo a riqueza cultural e ambiental da nossa região.”
Ao longo dos três dias, a programação da Feira também incluiu a participação de projetos de Pesquisa e Extensão da UFPR, como o Rebimar, a Coalizão Paraná pela Década do Oceano e o ZikaBus, a exposição “Deuses que Dançam”, além da oferta de oficinas, minicursos e atividades culturais, que enriqueceram a Feira. Esse conjunto de ações transformou o ambiente em um espaço dinâmico de divulgação científica e integração entre diferentes níveis de ensino.
A professora Liliani Tiepolo, da UFPR, ministrou a oficina de coleções biológicas, ensinando práticas de manutenção e de conservação de espécies para acervos didáticos e científicos. De acordo com ela, a Feira de Ciências é um grande evento onde as crianças, os jovens e os professores podem ter formações continuadas e exporem as ideias que desenvolvem nas suas próprias escolas. “Um momento de troca e, para nós, é sempre uma satisfação receber os estudantes da rede pública aqui na Universidade”, complementa.
No último dia, a peça de teatro “O dia em que o brócolis salvou a terra” arrancou risadas do público, ao mesmo tempo em que promovia reflexões sobre os hábitos alimentares saudáveis e a importância da preservação do planeta Terra. E, na cerimônia de encerramento, os projetos dos alunos mais votados pelo público e melhor avaliados pela comissão avaliadora foram premiados.
Thais reforçou o papel essencial dos professores que orientaram os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes. “Eles não apenas guiaram seus alunos em processos de pesquisa, mas também incentivaram o pensamento crítico e a curiosidade científica. Sem o empenho e dedicação deles, a Feira não teria o impacto que alcançou”, finaliza.

O dia da SNCT ainda contou com a divulgação de mais uma universidade paranaense no + Ciência na Escola
O Encontro Nacional de Popularização da Ciência foi encerrado, nesta quinta-feira, (7), à tarde. A atividade fez parte da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). As estrelas foram os Embaixadores Mirins de divulgação científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o MCTI. Pela manhã, foi anunciado que a Universidade Federal da Integração Latino-Americana foi beneficiada no programa + Ciência na Escola.
A coordenadora-geral de Educação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do MCTI, Cláudia Maya, mediou o painel Ações intersetoriais para educação e ciência A atividade ocorreu no Auditório I, do Museu Nacional, com a presença da articuladora do NAPI PRFC, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana.
O diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do Ministério da Educação (MEC), Alexsandro Santos, discorreu sobre “a importância da política de Escola Integral para o fortalecimento da ciência na escola”.

A coordenadora geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica, do Ministério da Educação (MEC), Ana Fabbro, falou da parceria do MCTI com o MEC na criação de clubes de ciências e com a informatização das escolas. “É preciso não só criar a estrutura, mas oferecer internet de qualidade para os trabalhos pedagógicos”, declarou.
A chefe de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF Brasil, Mônica Dias Pinto, reforçou o compromisso de apoio da Unicef as iniciativas de digitalização das escolas e promoção do conhecimento científico. “Nossas crianças contam conosco e estamos trabalhando para dar o apoio que elas necessitam”, disse Mônica, lembrando que o UNICEF está há 75 anos atuando no Brasil.
A Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, fez um resumo do programa + Ciência na Escola, que vai criar Clubes de Ciências em todos os estados brasileiros. No final da palestra, anunciou que o MCTI “dobrou os recursos a serem investidos no programa: em vez de R$ 100 serão investidos R$ 200 milhões na criação dos clubes”.

À tarde, foi a vez da juventude e da infância. Os jovens presentes bateram um papo com as pessoas presentes, também no Auditório 1, do Museu Nacional, e com a participação do NAPI Paraná Faz Ciência. O tema foi a “Comunicação Pública da Ciência: desafios e participação ativa de meninas e meninos”.
A Portaria MCTI nº 7.834, de 18 de janeiro de 2024, criou o Grupo de Trabalho Embaixadores Mirins da Popularização da Ciência. Eles são um grupo de jovens que participam de ações relevantes, de forma voluntária. As reuniões do grupo são trimestrais.
Participaram na SNCT parte dos embaixadores: as meninas da Duplinha Big Bang, Isabella e Beatriz Toassa, conhecidas como as cientistas mais jovens do país; os irmãos Luna e Theo Guedes; João Vitor Garcia Geiss; Maria Larissa Pereira, a Larittrix; e Mateus Macêdo da Silva Paiva.

Todos com perfis famosos nas redes sociais e são medalhistas em muitas olimpíadas científicas, às vezes, dezenas delas. São craques em astronomia, matemática, informática, entre outros temas.
A garotada falou sobre a experiência que tem já, desde cedo, com a ciência e como eles se envolveram com o universo científico. A mesa foi mediada pela professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisadora do NAPI Paraná Faz Ciência, Regiane Regina Ribeiro.
A mensagem mais recorrente nas falas foi a de que a ciência muda vidas e é preciso não desistir das dificuldades que envolvem se tornar um ou uma ‘ativista’ na área da ciência.

“Não podemos desistir dos nossos sonhos”, disseram as irmãs Toassa. “Nem sempre a gente ganha nas olimpíadas que a gente participa, mas quando dá errado temos que encarar isso como uma força para estudarmos mais”, acrescentou João Vitor. Já Luna e Theo aconselharam a garotada a se integrar a “clubes de ciências”.
A Diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, fechou a sessão prometendo que, brevemente, novos embaixadores serão escolhidos por edital. “Tudo para incentivar que as crianças entrem no universo científico”.

Em seguida, Luana encerrou oficialmente o Encontro de Popularização da Ciência, fazendo um balanço das atividades com os presentes. O consenso é de que a experiência precisa ser repetida e que haja edições regionais e locais.
A professora Débora Sant’ Ana foi uma das pessoas que defenderam a realização dos eventos regionais, mas disse que “se dependemos de recursos federais para investirmos nas nossas ações de popularização, precisamos estar aqui em Brasília, também para termos visibilidade. Quem sabe, conseguimos participar de futuramente de uma sessão no Congresso para mostrarmos o nosso país precisa, na nossa área”, concluiu a articuladora do PRFC.

Com o tema “Biomas do Brasil: Diversidades, Saberes e Tecnologias Sociais”, evento reúne projetos de diferentes níveis de ensino
A XIII Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense vai movimentar Matinhos, entre os dias 5 e 7 de novembro. As atividades serão realizadas no Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR), sob a organização do Programa de Extensão LabMóvel. A idealização do evento é dos professores Emerson Joucoski e Rodrigo Arantes Reis, que fazem parte do NAPI Paraná Faz Ciência. O objetivo é aproximar a ciência da comunidade da região litorânea.
O tema desta edição, “Biomas do Brasil: Diversidades, Saberes e Tecnologias Sociais”, alinha-se ao definido para a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2024), explorando a importância dos biomas brasileiros e o papel das comunidades tradicionais na preservação ambiental.
“Esse tema tem uma relação muito interessante com o Litoral do Paraná, considerando que estamos na maior área contínua preservada de mata atlântica do país, em uma região que tem influência direta da cultura indígena, caiçara e quilombola. Estamos ansiosos para ver o impacto positivo que o evento terá na comunidade e ver a reflexão e a criticidade dos estudantes da Educação Básica através do desenvolvimento de projetos nas diferentes áreas da ciência, que buscam aproximar e de desmistificar a ciência na região litorânea” destaca uma das coordenadoras do evento, Thais Souza

A Feira conta com a exposição de trabalhos feitos por alunos do Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), e projetos de Pesquisa e Extensão da UFPR, em um ambiente dedicado à divulgação científica e integração entre os diferentes níveis de ensino. De acordo com Thais, o público também poderá participar de atividades culturais e interativas, como teatro, oficinas e minicursos.
Veja mais detalhes sobre os projetos envolvidos e atividades programadas:
Programa Rebimar – Promove a educação ambiental e a conservação marinha, engajando comunidades pesqueiras para uma participação ativa na proteção dos oceanos.
Coalizão Paraná pela Década do Oceano – Rede de ciência oceânica que fortalece a conexão entre ciência, sociedade e gestão, valorizando o oceano para o desenvolvimento sustentável.
Zikabus – Mobiliza a sociedade no combate das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
Exposição Deuses que Dançam – Apresenta o Candomblé e seus Orixás por meio de manequins vestidos com trajes rituais desenhados pela iyalorixá Milah D’Oxum.
Donas e Donos de Si – Projeto de educação sexual que busca conscientizar sobre o autoconhecimento.
Yoga na escola: promoção da saúde física e mental – Projeto que traz temas como alongamentos, exercícios respiratórios e centramento.
Ecossistemas costeiros: proteger para preservar – Atividade imersiva em que os visitantes poderão interagir com informações sobre os ecossistemas costeiros do Paraná por meio de um jogo de tabuleiro.
Minicurso Saúde Única – Vai explorar a relação entre saúde humana, animal e ambiental, destacando a importância de uma abordagem integrada para enfrentar desafios globais.
Oficina de coleções biológicas: práticas de manutenção para acervos didáticos e científicos – Vai ensinar práticas de manutenção de acervos biológicos, incluindo o manuseio e conservação de espécies.
Oficina de agroecologia – A ideia é discutir agroecologia e meio ambiente, utilizando práticas artísticas e musicais.
Oficina de produção e distribuição de repelentes de base natural – Vai possibilitar a produção e a distribuição de repelentes naturais, abordando a extração de óleos essenciais, técnicas de produção de repelentes naturais, benefícios dos repelentes ecológicos e conscientização sobre a dengue.
Oficina biomas do Paraná: iniciativas e metodologias para o ensino – Vai oferecer metodologias para que professores abordem biodiversidade e sustentabilidade no currículo escolar.
Oficina Câmara Mirim de Matinhos – Tem o objetivo de apresentar a estrutura e o funcionamento do Legislativo Municipal, com exposição e simulação da Câmara Mirim de Matinhos e dados de 2024.
A programação geral pode ser conferida na imagem abaixo:

Serviço:
Data: 5 a 7 de novembro de 2024, das 8h às 17h
Local: UFPR Setor Litoral, Rua Jaguariaíva, 512, Caiobá, Matinhos – Paraná