O Clube de Ciências “Conectando Saberes” participou de uma visita guiada com demonstrações de experimentos científicos.

No dia 2 de abril, estudantes do Colégio Estadual Vereador Heitor Rocha Kramer visitaram o Museu de Ciências Naturais de Guarapuava. Localizado no Parque das Araucárias, às margens da BR-277, o museu proporcionou uma experiência interativa aos alunos, com demonstrações de experimentos científicos e visita a diversas salas de exposição.
A ação foi organizada pelo Museu com intermediação do Projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, e teve como objetivo aproximar estudantes do ensino fundamental e médio — com idades entre 12 e 17 anos — da ciência e da tecnologia.

Durante a visita, os alunos exploraram dois importantes acervos: o do geólogo João José Bigarella e o do autodidata em entomologia Hipólito Schneider. Eles também conheceram cinco salas de exposição: Malacologia – que estuda moluscos -, Geologia, Paleontologia, Entomologia – insetos – e Física. Nessas salas, estão expostos fósseis marinhos, materiais paleontológicos, rochas sedimentares, metamórficas e ígneas, além de uma variedade de insetos e aracnídeos.
O Museu de Ciências Naturais abriga, inclusive, um dos maiores insetários da América Latina. A coleção doada por Hipólito Schneider reúne milhares de espécies de insetos e aracnídeos — a maioria coletada por ele mesmo — e é um dos grandes atrativos do espaço.
Já o acervo do geólogo João José Bigarella inclui, além das rochas, uma extensa coleção de materiais marinhos e fósseis. Bigarella doou ao museu mais de 15 mil peças de moluscos, 25 mil conchas e minerais, 15 mil insetos e cerca de oito mil fósseis e outros materiais científicos vindos de diversas partes do mundo.
A Sala de Física do Museu de Ciências Naturais apresenta uma variedade de experimentos interativos que abordam conceitos da física clássica e moderna. Os visitantes tiveram a oportunidade de explorar temas como eletromagnetismo, mecânica, radioatividade, raios cósmicos e aceleradores de partículas, despertando o interesse científico por meio de uma abordagem prática e acessível.
Os Clubes de Ciências, uma iniciativa do NAPI Paraná faz Ciência, e o Museu de Ciências Naturais buscam aproximar os estudantes da ciência e da tecnologia por meio de experiências interativas. Com visitas como essa, o projeto cria ambientes que estimulam a curiosidade e o protagonismo dos jovens, incentivando um novo olhar sobre o mundo ao seu redor.Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciência pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Notícias – NAPI Paraná Faz Ciência https://paranafazciencia.uvpr.pr.gov.br/noticias/


A I Escola Paranaense de RMN reuniu cientistas, profissionais e alunos de ensino superior e médio
Com uma série de atividades que forneceram aos participantes uma imersão profunda nas técnicas de Ressonância Magnética Nuclear (RMN), a I Primeira Escola Paranaense de RMN, ocorreu no Centro Integrar e Hall Tecnológico do Campus Uvaranas, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), entre os dias 3 e 6 de setembro.
Alunos do ensino médio, estudantes do Colégio Estadual Professor João Ricardo Von Borell du Vernay, estiveram presentes no evento para conhecer as ferramentas de Ressonância Magnética Nuclear.

No primeiro dia, os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenadores do NAPI RMN, Andersson Barison e Kahlil Salome, conduziram o mini curso focado no preparo de amostras para análises de RMN em solução. Durante a sessão, os participantes puderam compreender os métodos e cuidados necessários para a obtenção de amostras adequadas, crucial para a precisão dos resultados.
Enquanto isso, o professor da UEPG, Ruben Estrada, foi responsável pelo minicurso “RMN de sólidos: a última chance de resolver seu problema”. Ele discutiu os desafios que as amostras sólidas apresentam e como a RMN pode ser utilizada para superar esses obstáculos.
Com a presença de autoridades da UEPG e da Fundação Araucária, a abertura oficial da I Escola aconteceu no segundo dia, seguida por uma palestra que explorou a aplicação da RMN na indústria. O professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Antônio Gilberto Ferreira, destacou as inovações no campo, demonstrando como a RMN tem sido aplicada no desenvolvimento de novos produtos e processos.
Na sequência, Fernando César de Macedo Júnior, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), apresentou uma palestra sobre o monitoramento de interações moleculares, ampliando as perspectivas de como a RMN pode ser aplicada no estudo de biomoléculas.
Ricardo de Oliveira Mascarenhas, químico e agente da Polícia Federal, também entrou em cena com uma palestra sobre a aplicação da RMN na investigação forense. Ele apresentou exemplos de como essa tecnologia tem sido crucial em casos que requerem análise precisa de materiais.
O dia foi encerrado com uma palestra de Andersson Barison e Kahlil Salome, intitulada “RMN: A ferramenta do futuro no diagnóstico de doenças”, em que foram discutidos os avanços na utilização da RMN no campo médico.
Na quinta-feira, 5 de setembro, os minicursos voltaram a ser destaque. Pela manhã, Alan Diego Santos, da UFSM, conduziu uma sessão sobre a aplicação da RMN na investigação forense, um tema que havia sido introduzido no dia anterior, mas que ganhou maior profundidade. À tarde, Antônio Gilberto Ferreira (UFSCar) liderou o encontro que discutiu a aquisição e processamento de espectros de RMN.

A programação foi finalizada na sexta-feira (6), com mais minicursos. Os professores da UFPR, Andersson Barison, Kahlil Salome e Vinicius Melara lideraram uma sessão sobre RMN quantitativa, teoria e prática no ERETIC2. O evento foi finalizado com a participação do pesquisador do Fine Instrument Technology, Daniel Consalter, que ministrou o minicurso “RMN de baixo campo aplicada a alimentos”.
O professor Andersson Barison, coordenador do NAPI RMN, destacou que a RMN é uma ferramenta científica de grande relevância, porém ainda subutilizada na ciência brasileira. “Este evento foi apenas o primeiro de muitos que virão para disseminar o potencial dessa ferramenta e ampliarmos seu uso em pesquisas e no setor industrial”, declarou.

O portal de divulgação científica Conexão Ciência – C² propõe novos ícones para representar os objetivos da ONU
Projeto Conexão Ciência – C², vinculado ao NAPI Paraná Paz Ciência, inova mais uma vez, propondo novo design para os ícones do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A equipe de arte do C² vem publicando essa nova proposta na Plataforma Multimídia do projeto e nos sites dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), financiados pela Fundação Araucária (FA).
Em 2016, a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs um plano de ação em nível global, contando com o apoio dos 193 Estados-membros, com objetivos e metas sustentáveis até 2030. Esse plano de ação engloba 17 objetivos, chamados de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, popularmente conhecidos como ODS.
Os ODS estão ligados a questões das áreas de educação, saúde, erradicação da pobreza, igualdade, sustentabilidade e desenvolvimento das cidades e são focados em proteger o planeta e garantir qualidade de vida para as futuras gerações.
O layout dos ODS da ONU segue um padrão proposto pela Organização, representando cada um dos objetivos.
Pensando em como traduzir os ODS de maneira mais agradável visualmente ao público leitor, o portal de divulgação científica Conexão Ciência – C² desenvolveu novas ilustrações para utilizar nas matérias veiculadas no site.

De acordo com a artista visual e ilustradora Hellen Vieira, responsável pelo desenvolvimento das imagens, foi importante propor algo que gerasse maior identificação com o público e que estivesse alinhado com a visão do C².
“Partindo do pressuposto de trabalho autoral e exclusividade, nós sentimos que era fundamental ter uma reformulação nossa, mostrando esse grande ponto criativo e minucioso que o Conexão Ciência tem.”
A artista Hellen Vieira ainda reforça a missão do Portal em conectar a ciência com a sociedade de uma forma mais envolvente e impactante, “usando uma comunicação clara e de fácil compreensão, por isso a importância de traduzir isso também nos ODS. O sucesso da iniciativa foi tão grande que os novos ícones estão sendo utilizados, também, nas páginas dos sites dos NAPIs, na Plataforma iAraucária”.

As iniciativas envolvem professores, técnicos e alunos vinculados a ações da UEM e da UFPR
Dois projetos ligados ao Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência foram selecionados pelo “Programa de Extensão para Sustentabilidade Territorial”, financiado pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec. Estas duas organizações se juntaram com 16 Instituições de Ensino Superior (IES) e vão executar ações extensionistas voltadas para a sustentabilidade.
Os organizadores do Programa de Extensão Universitária Para Sustentabilidade Territorial receberam 573 propostas, “superando todas as expectativas”, segundo a Itaipu Binacional.
A iniciativa tem como objetivo fomentar projetos alinhados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, abrangendo áreas como biodiversidade, bioeconomia, conservação ambiental, uso responsável dos recursos naturais, energias renováveis, gestão de resíduos, agricultura sustentável, saúde e meio ambiente, políticas públicas, cultura, entre outros.
Foram aprovados 210 projetos, de 16 EIS do Paraná e do Sul do Mato Grosso do Sul. As propostas vão beneficiar as comunidades do entorno dos proponentes, contribuindo para a resolução de problemas reais e urgentes. Estão sendo investidos R$ 24 milhões, parte deste recurso vai viabilizar 1.000 bolsas a serem distribuídas entre alunos e professores.
NAPI
O NAPI Paraná Faz Ciência submeteu duas propostas ao edital do Programa. Um dos projetos contemplados é o Saúde nas Mídias. A iniciativa reúne o Laboratório de Popularização das Ciências da Saúde, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que vai trabalhar com o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) e o projeto Conexão Ciência – C², ambos da UEM, para ampliação da divulgação de ações de popularização da ciência e ciência cidadã no Paraná.

Para a equipe executora, esse financiamento é superimportante, porque possibilita a visibilidade desses projetos e é fundamental para fortalecer a comunicação entre a comunidade científica e a sociedade. O grupo chama atenção para o fato de que a ciência ainda é vista por muitas pessoas como algo distante, o que cria uma barreira para a compreensão e o engajamento para as questões de saúde.
Segundo a coordenadora do projeto, Luciana Schleder, o edital trouxe uma abordagem chamada de Saúde Única, que propõe enxergar o mundo globalizado e altamente interdependente, tanto em relação a nações como os próprios seres vivos. A divulgação científica nessa área contribui, por exemplo, para a conscientização da população sobre a complexidade das doenças que estão emergindo.
“Acredito que esse projeto foi aprovado, porque populariza essa visão integrada, que é cada vez mais importante para preparar a sociedade para os desafios de saúde. Ele vêm surgindo de forma complexa, interconectada em relação a mudanças climáticas, doenças reemergentes, saúde mental, modelos econômicos”, explica Luciana, que é a professora da UFPR.

A coordenadora-geral da plataforma de divulgação científica C² e uma das articuladoras do NAPI PRFC, Débora Sant’ Ana, disse que “o projeto aprovado pela Itaipu fortalece uma parceria entre duas importantes iniciativas de comunicação pública da ciência, o Conexão Ciência e o Saúde nas Mídias, do Laboratório de Popularização das Ciências da Saúde. Certamente, essa parceria vai contribuir muito para que informações fidedignas, em linguagem acessível cheguem até a comunidade em geral”.
Museus
O projeto “O Museu de Ciências Naturais (MCN) do Setor de Ciências Biológicas da UFPR como espaço de fortalecimento da extensão universitária” também foi contemplado com recursos de Itaipu. A ideia da equipe proponente é articular as ações de divulgação científica no MCN para o desenvolvimento da extensão universitária no curso de Ciências Biológicas, da UFPR.

Segundo a proposta, “essas ações são necessárias para promoção da curricularização da extensão, articulando exposições com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e foram pensadas para ter um elevado impacto na formação do estudante com possibilidades de transformação social”.
São previstas quatro exposições temporárias: Mata Atlântica, Cérebro Humano, Água e Saúde Única; a publicação de um e-book com o mapeamento das ações de divulgação científica do Paraná; um curso de formação de professores; e a reestruturação das redes sociais e do site do Museu de Ciência Natural, da UFPR.

Todas essas ações estão conectadas com os NAPIs Paraná Faz Ciência e TaxiOnline, e outros projetos da equipe do PRFC, financiados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), como o PopCiênica.
“O Museu de Ciências Naturais da UFPR é um dos espaços da Rede de Museus do Paraná Faz Ciência. Esse investimento em um equipamento científico e cultural é superimportante para o Estado. Vamos ter ganhos para uma das instituições pioneiras na área de ciências naturais e de História Natural, que é o Museu de Ciências Naturais da UFPR”, conclui o coordenador da proposta da Universidade Federal e articulador do NAPI PRFC, Rodrigo Reis.
O maior desafio dos pesquisadores é encontrar uma estratégia para levar o seu trabalho ao maior número de pessoas. Mas como tornar a ciência atrativa para todos os públicos, inclusive para crianças, sem perder a sua essência?
Para atender essa demanda, a equipe de profissionais e bolsistas do Conexão Ciência – C² produz, há três anos, conteúdo multimídia que traz longos textos explicando pesquisas em detalhes, apresentando os cientistas, vídeos, podcasts, imagens, infográficos e ilustrações autorais. É no C² que ciência e arte se encontram e se complementam.
O objetivo da exposição “Conexão Arte Ciência”, com as ilustrações do Projeto C² – Conexão Ciência é fomentar a integração entre ciência e arte ao longo de 2021, 2022, 2023 e 2024. Todas as ilustrações estão disponíveis na internet, redes sociais, plataformas de vídeo e áudio. É acessível a todos os públicos.

Mais que ilustrar, designers colaboram para produzir obras que não só representam conceitos científicos, mas também provocam reflexões sobre o impacto da ciência na sociedade e no cotidiano. Parte desse material fará parte da exposição que integra a Semana de Artes da UEM (SAU).
A oitava edição da SAU será realizada de 5 a 9 de agosto e acontecerá paralelamente à I Conferência de Cultura da UEM, que discutirá as políticas culturais na Universidade e aprovará o Plano de Cultura da UEM. A ação integra o selo OCUPA UEM – Arte e Cultura.
Abstrato até certo ponto
“A ciência está totalmente conectada com a arte, é totalmente envolvente pensar de maneira interdisciplinar, traduzindo conceitos que muitas vezes são tidos como abstratos para algo mais palpável que faça com que o leitor se sinta motivado a compreender”, explica Hellen Vieira, coordenadora de arte do Conexão Ciência e organizadora da mostra.
A principal tarefa do grupo, que já teve 14 pessoas e hoje é composto por oito bolsistas e três voluntários, é traduzir matérias de cunho científico em formato de ilustração, que sejam acessíveis e atrativas. Para Hellen, coordenar a arte de um projeto que combina ciência e arte me permitiu desenvolver habilidades em ambas as áreas.

“Nosso trabalho é comunicar conceitos científicos de maneira criativa, bem como habilidades práticas em várias formas de expressão artística. Além de enriquecer meu portfólio com diversas ilustrações”, completa.
Ao envolver os jovens em projetos que combinam ciência e arte, o C² os empodera para verem o conhecimento científico como algo acessível e relevante para suas vidas, possibilitando que cada artista encontre sua própria linguagem.
Popularização da Ciência
O C² é o portal de comunicação científica do NAPI Paraná Faz Ciência e é responsável pela divulgação das pesquisas das setes universidades estaduais e instituições federais de ensino superior do Paraná. Como projeto de extensão e uma proposta multimidiática, o C² tem como sede de produção o Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da UEM, e publicou, desde 2021 até julho de 2024, 337 matérias de popularização da ciência e 225 mil visualizações e 365 mil eventos.
No mesmo período, foram disponibilizados 94 vídeos novos e o canal do YouTube, o C² Play, recebeu 114 mil visualizações e acomoda 4,3 mil horas de exibição. Foram 105 temporadas de podcasts com 443 episódios e mais de 29 mil plays. Todos os episódios de podcasts estão gratuitamente disponíveis em todas as plataformas de streaming de áudio.


Artes exclusivas do C² em exposição na BCE (Foto/Conexão Ciência)
Entusiasta da divulgação científica com uma linguagem mais flexível, beirando à literatura, a coordenadora acredita que misturar ciência e arte é o caminho para a popularização da ciência. “Os números de acessos e eventos no site e outras plataformas nos mostram que estamos no caminho certo para ampliar o alcance da ciência de ponta que produzimos no Paraná, comunicando a ciência de forma profissional, inteligível e com o mesmo rigor que o método científico requer”, pondera Ana Paula.

Resgate da arte
A Semana de Artes da UEM (SAU) surgiu em 1995 com o objetivo de acessar a comunidade interna e externa da Universidade Estadual de Maringá (UEM) por meio do compartilhamento das atividades artísticas desenvolvidas dentro da Universidade.
Ao longo das edições, o evento integrou apresentações de vários grupos artísticos de Maringá e ocupou inúmeros espaços culturais da cidade, como o teatro Calil Haddad, o Museu da Bacia do Paraná e o SESC Maringá. Reconhecendo a importância do evento, sua influência na cidade e sua potência histórica, a Diretoria de Cultura da UEM (DCU) propõe o resgate e a atualização do evento em 2024, 20 anos após sua última edição.
Serviço:
Evento: ‘Exposição Conexão Arte e Ciência’ – Criações do Projeto C² Conexão Ciência
Data: 5 a 9 de agosto de 2024
Local: Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Campus Sede.
Endereço: Av. Colombo, 5790 – Zona 7, Maringá – PR
Entrada gratuita
Evento terminou na quinta-feira (1) com o anúncio do plano estratégico da área para os próximos 10 anos
A 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que ocorreu esta semana, em Brasília, termina com saldo positivo. Essa é a impressão da comitiva paranaense que participou do evento. Entre o grupo, estão representantes do NAPI Paraná Faz Ciência e da Fundação Araucária (FA).
Com mais de 5 mil inscritos presenciais e 4 mil de forma on-line, a Conferência proporcionou um debate amplo, que engajou pesquisadores, estudantes, professores e sociedade em geral. O evento começou terça-feira (30) e terminou quinta (1), com uma programação repleta de palestras, eixos de debate, O tema central foi “Para um Brasil justo, sustentável e desenvolvido”

O presidente Luiz Inácio da Silva abriu a 5ª CNCTI, na terça-feira (30), depois da apresentação da Orquestra Alada Trovão da Mata, do Distrito Federal. Em seguida, um grupo de cientistas fez a entrega do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (IA) 2024-2028, que regulamenta o uso de IA no país.
O documento chegou às mãos do presidente Lula, que disse que a inteligência brasileira “precisa ser inteligente para gerar empregos para nossa população e nossos jovens. Esse documento sobre IA feito por cientistas e pesquisadores é revolucionário. O Brasil precisa aprender a voar”.
Programação A programação oficial de debates começou com uma plenária que reuniu o secretário-geral do 5ª CNCTI, Sérgio Machado Rezende, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Ela destacou que “a maioria dos inscritos são mulheres e meninas. Nós estamos aqui [na CNCTI] para fortalecer a ciência”.
Esteve presente também a Embaixadora da Ciência, Jaqueline Góes. A cientista disse que, com a organização da Conferência, “temos a oportunidade de debater sobre as desigualdades no Brasil e sobre as estratégias para a maioria minorizada da população.”

A equipe paranaense contou com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; e o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação, Luiz Márcio Spinosa; o diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marco Aurélio Pelegrina; além dos articuladores do NAPI PRFC, Débora Sant’ Ana e Rodrigo Reis.
A comitiva do Governo do Estado na CNCTI 2024 teve ainda os reitores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Marta Regina Favaro; da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Miguel Sanches Neto; e da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Fábio Hernandes. Também integraram o grupo diretores, coordenadores e assessores da Seti e da Fundação Araucária e professores das instituições estaduais de ensino superior. além de pesquisadores de outros NAPIs.
Segundo Bona, a conferência reforçou a confiança no caminho adotado pelo Paraná e proporcionou a oportunidade de conhecer as estratégias elaboradas em outras regiões do país. “Esse evento nos permite ampliar a rede de contatos, fortalecendo a perspectiva de cooperação com outros estados e o governo federal”, salientou.

Temas
Os paranaenses participaram de debates sobre mudanças climáticas, informatização, agronegócios, entre outas questões. O NAPI Paraná Faz Ciência integrou, especialmente, os debates acerca de divulgação e popularização da ciência.
Na tarde de quarta-feira (31), teve esse tema foi destaque. Uma das mesas contou com a fala da diretora da área do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Juana Nunes, e muitos representantes do NAPI Paraná Faz Ciência estavam na plateia como o articulador do Arranjo Rodrigo Reis.
O professor destacou a necessidade de investimentos públicos significativos em divulgação da ciência. “Precisamos que esse grupo se articule para que esses recursos sejam previstos, porque acredito que o presidente Lula e a ministra Luciana Santos concordam com a importância de fortalecer a popularização do conhecimento científico”.

A outra articuladora do NAPI, professora Débora Sant’ Ana reforçou a discussão, dizendo que “formar os cientistas do amanhã e enfrentar os desafios do desenvolvimento depende do que fizermos para popularizar a ciência e fortalecer a cultura científica do nosso país”.
O professor Reis ainda levou essas discussões para a mesa de Educação para a Ciência, da qual ele participou, na tarde de quinta-feira (1). Reis apresentou o NAPI e os projetos do Arranjo como o Conexão Ciência- C², o PICCE e a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, todos focados na popularização da ciência. Ainda destacou que o NAPI “é o primeiro grande projeto aprovado pelo PopCiência, financiado pelo MCTI”.

Contatos
O NAPI Paraná Faz Ciência e a equipe da Fundação Araucária tiveram a oportunidade de trocar muitas experiências com os participantes da 5ª CNCT&I. O grupo dialogou com entidades ligadas às universidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE). A presidente Manuela Mirella comemorou a oportunidade de participar da organização da 5ª CNCTI. Para ela, “esse é um grande avanço para que possamos contribuir para a criação de políticas que garantam o desenvolvimento do país”.
O presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Josué Guimarães, ampliou a perspectiva de Mirella, dizendo que “ocupar esses espaços de discussão e decisão garantem a valorização da ciência no Brasil”. A grande comitiva do Paraná pode, ainda, interagir com representantes da Associação Brasileira de Museus e Centros de Ciências (ABCMC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), duas entidades que apoiam da democratização do conhecimento científico.

De acordo com os paranaenses, a Plenária final da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada na quinta-feira (1), à noite, foi uma celebração. O evento terminou propondo o planejamento estratégico da área para a próxima década. Segundo a professora Débora Sant’ Ana, “acabou, mas vai deixar saudade. É um sentimento de esperança renovada para mudanças acontecerem. É hora de comemorar”, conclui a articuladora do NAPI PRFC.
O MUDI vai representar a Universidade junto com a equipe do NAPI Paraná Faz Ciência
Dia 7 de julho, um domingo, começa a programação oficial da 76ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O Paraná estará presente neste evento, que é considerado o maior na programação científica da América Latina. Centenas de cientistas, estudantes, professores e pessoas da comunidade em geral vão se reunir na Universidade Federal do Pará (UFPA) para a grande festa da ciência. O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência vai participar com diferentes projetos.
Para se ter ideia do que o evento significa é importante saber quem organiza. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou posição político-partidária, voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil.
A escolha da UFPA para sediar a SBPC, em 2024, ocorreu em um encontro do Conselho da SBPC e teve aprovação unânime. A festa nacional da ciência já foi realizada por lá em outras duas ocasiões. A primeira em 1983 e, a última delas, há 16 anos, em 2007, quando as atividades foram concentradas no Hangar Centro de Convenções da Amazônia.

Em 2024, as atividades vão ocorrer no campus-sede da UFPA, em Belém, às margens do Rio Guamá. A programação do evento é de conferências, mesas-redondas, painéis, sessões especiais e mini cursos presenciais e web minicursos. Essa parte é organizada pela SBPC a partir de propostas apresentadas à Comissão Executiva Local e Sociedades e às Associações Científicas afiliadas à SBPC.
Programação Pará – A SBPC Jovem é um evento associado à Reunião Anual da SBPC e acontece desde 1993. As atividades buscam incentivar o contato de estudantes e professores dos ensinos fundamental, médio e técnico com o conhecimento científico, despertando o interesse pela ciência, tecnologia e inovação.
“Esse é um dos espaços mais eficientes de popularização, divulgação e comunicação pública da ciência, atuando ativamente para o Ensino das Ciências. É reconhecidamente uma das mais destacadas agendas nessa área”, diz a coordenadora de projetos do Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM), Débora Sant’ Ana.
Toda essa “agenda” ocorre em duas principais ambiências: a Tenda da SBPC Jovem e a Avenida das Ciências: Ciência Móvel.

Os projetos de Ciência Móvel (carretas, ônibus, trailers) vão formar um grande espetáculo na SBPC Jovem. É a Avenida das Ciências. As exposições totalmente interativas encantam crianças, jovens e adultos. E é aqui que entra a mobilização do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, do qual o Conexão Ciência – C² é parte.
O C² vai mostrar os seus resultados. A coordenadora-executiva do projeto, a jornalista e pesquisadora Ana Paula Machado Velho, preparou um vídeo sobre o Conexão Ciência e vai conversar com o público sobre a importância da divulgação da científica.
O C² e todo o pessoal do Paraná Faz Ciência ainda vai fazer uma homenagem a dois cientistas que estariam completando 100 anos, se estivessem, ainda, entre nós. Um deles é César Lattes (1924/2005), o mais famoso e brilhante físico brasileiro. O centenário será comemorado na SBPC, no dia 11 de julho.
A outra homenagem é para Carolina Martuscelli Bori. “Ela trabalhou pelo reconhecimento da Psicologia como ciência nas universidades e teve um papel muito importante para a consolidação da ciência brasileira. Bori, inclusive, foi presidenta, vice-presidenta e secretária da SBPC. Um exemplo para as cientistas mulheres brasileiras”, destaca Ana Paula.
A jornalista produziu um vídeo falando um pouco da história de Bori e de César Lattes que será exibido no estande do PRFC. O audiovisual ainda conta a história da confecção de um busto de Lattes encomendado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Anatomia – No Circo da Ciência estará o Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM), onde o Conexão Ciência – C² tem sede. Na SBPC, o MUDI vai responder à pergunta: você sabe quais as funções desempenhadas pelos ossos? Esse conteúdo foi escolhido para valorizar a tradição da equipe do MUDI que é expert em anatomia humana. Uma delas é a professora Ana Paula Vidotti.
“Vamos falar de sustentação do organismo, proteção dos órgãos vitais, garantia da movimentação, produção de células sanguíneas e linfáticas e armazenamento de alguns sais minerais, tais como cálcio e fósforo. Tudo isso tem a ver com nossos ossos”, adianta Vidotti, que é coordenadora de projetos do Museu.
Segundo um dos articuladores do NAPI PRFC, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Arantes Reis, toda essa programação vai fazer parte do estande integrado do Paraná Faz Ciência e tem o objetivo de mostrar a grande Rede de Divulgação Científica paranaense, que o NAPI representa.
Reis destaca que essa articulação de iniciativas de popularização da ciência em Rede que o Paraná está promovendo é inédita. Na SBPC, essa interação fica clara com a participação conjunta do MUDI, do LabMóvel da UFPR, do C², entre outros projetos, em um grande espaço compartilhado.
“A SBPC é um evento-chave. A SBPC Jovem, principalmente, é um evento enorme de divulgação científica, que atrai os principais atores da área, e da ciência e tecnologia no Brasil. Então, é uma grande vitrine poder apresentar as estratégias que provam que o Paraná faz ciência, apoia quem faz e leva o conhecimento produzido por ela para as pessoas, de diferentes formas”, resume Reis.
Serviço
76ª SBPC
Quando: 7 e 12 de julho. No dia 13 de julho será o Dia da Família na Ciência, com livre acesso ao público em geral.
Para quem: escolas de ensino fundamental, médio e técnico, públicas e privadas.
Onde: no campus do Centro Guamá da UFPA, em Belém; e virtuais, com transmissão pelo canal da SBPC no YouTube.
O 2º Summit Iguassu Valley Latinoamerica (SIV 2024) marcou a oficialização do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência. O reconhecimento ocorreu na abertura do evento, na quinta-feira (13), em Foz do Iguaçu. A equipe do PRFC ainda apresentou suas ações nos estandes da Fundação Araucária (FA) e detalhou para os participantes a mais nova ação, que beneficia o processo de comunicação de todos os NAPIs.
O lançamento do NAPI Paraná Faz Ciência foi realizado no estande Paraná Mais Ciência. Ali foram assinados, também, uma parceria com o Aqua-Foz e o financiamento do Programa Ambientes Promotores de Inovação para o Oeste, totalizando um investimento de R$ 9 milhões do governo do Estado.
As ações são iniciativas da Seti e da Fundação Araucária. A assinatura das parcerias contaram com o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, e o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, entre outras autoridades do Paraná.

Para o NAPI Paraná Faz Ciência, foram destinados R$ 3 milhões. O NAPI reúne participantes de universidades estaduais e federais. A coordenação é da Universidade Federal do Paraná, por meio do professor Rodrigo Reis, e da Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde atua a outra articuladora do Arranjo, a professora Débora Sant’ Ana.
Os recursos repassados no evento em Foz vão viabilizar a criação da rede de divulgação científica do Paraná que o Arranjo está implantando e tem dimensões significativas. Entre os projetos que fazem parte da grande iniciativa estão: a plataforma de divulgação científica do Paraná, chamada de Conexão Ciência – C²; e o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), que busca implementar um processo formativo pautado em metodologias de ensino e de aprendizagem das Ciências. Em breve, ainda será dado o primeiro passo para a criação de Clubes de Ciência em escolas de todo o Estado.
“Dentre essas ações está, também, a realização de uma pesquisa de percepção pública da ciência no Paraná, que oferecerá dados para criação de indicadores e melhoria de qualidade das ações de educação científica e divulgação da ciência. Outra importante iniciativa envolve a ampliação das atividades de Ciência cidadã em parceria com escolas da Educação Básica”, explicou a articuladora do PRFC e pesquisadora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora Sant’Ana.
NAPI – Outros Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), iniciativa da Fundação Araucária, também fizeram parte da programação do Summit. Dos cerca de 62 implantados ou elaboração, 23 apresentaram suas principais ações.
O Paraná Faz Ciência mostrou a estrutura do NAPI para quem passou pelo estande da FA, no Summit. Além disso, a professora Débora Sant’ Ana mostrou a recente tarefa que está sendo realizada pelo Arranjo.
“Estamos ‘construindo’ páginas de todos os NAPI. Esse conteúdo vai compor o ambiente destinado aos Arranjos, na Plataforma iAraucária, da Fundação, que reúne informações sobre esses grupos e sobre os pesquisadores do Paraná. A ideia é uniformizar a apresentação dos NAPI e oferecer a eles um mínimo de instrumentos de comunicação como vídeos, podcasts, resumo da atuação de cada um, entre outras coisas”, detalhou a articuladora do PRFC.
O evento – O Summit Iguassu Valley aconteceu no Grand Carimã Resort & Convention Center e contou com cerca de 30 expositores. São atores de diversos setores que desenvolvem ações conjuntas para promover um ambiente favorável à inovação e ao desenvolvimento da Região Trinacional e Latino América.

A programação é organizada pelo ecossistema de inovação da região, o Iguassu Valley, e tem o apoio e ativa participação do Governo do Estado, por meio das secretarias de Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) Planejamento (SEPL), Fundação Araucária, Fomento Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR – Paraná), Celepar e Copel.
O fim da tarde desta última quinta-feira (4) selou as discussões propostas pela 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná (CECTI). 600 pessoas se inscreveram para participar do evento, que ocorreu no auditório do câmpus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba.
A programação foi realizada na quarta e quinta-feira (3 e 4) e contou com palestras e Grupos de Trabalho, que apontaram contribuições para a criação de políticas públicas e outras ações que possam fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação, no Estado. O NAPI Paraná Faz Ciência e o Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (Mudi/UEM) estavam por lá.
As atividades do último dia começaram com a palestra sobre ‘Oportunidades de Cooperação com a União Europeia nos Temas da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação’. A apresentação foi feita pelo Oficial de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação da União Europeia para o Brasil, Dhallys Mota Nunes.
Em seguida, estudantes, professores, pesquisadores, empresários e representantes da sociedade civil organizada deram continuidade a reflexões sobre a área de C,T & I paranaense, inspirados no tema da Conferência: Justiça, Sustentabilidade e Desenvolvimento.

GTS – Divididos em sete Grupos de Trabalho (GTs), formados na tarde de terça-feira, dia 3, os participantes apontaram e sistematizaram a apresentação de dezenas de soluções. Representantes do Mudi e do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência participaram efetivamente de três GTs. O GT 5, intitulado ‘Defesa, Valorização e Difusão da Ciência, Tecnologia e Inovação’, foi moderado pelos professores Rodrigo Reis e Regiane Regina Ribeiro (à mesa, na foto acima), ambos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membros do NAPI PRFC. As ações e estratégias apontadas pelos participantes do GT giraram em torno, principalmente, da importância da atuação diretamente na Educação Básica, a alfabetização científica e midiática, aproximação da comunidade científica com a população e a organização em rede dos projetos de divulgação científica.
O GT6 focou a ‘Intersecção entre Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social e Inclusão’. Com mediação dos Silvia Márcia Ferreira Meletti, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o grupo apontou a necessidade de ações para a redução da desigualdade, garantia da segurança alimentar, combate à violência, acesso à saúde e educação de qualidade, além da elaboração e implementação de políticas públicas sustentáveis para promover a inclusão social e o desenvolvimento coletivo.
O Grupo de Trabalho (GT) 7 se propôs a discutir ações para atrair, formar e fixar os jovens no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Moderada por Guilherme Rosso, diretor de inovação do Hospital Pequeno Príncipe, a equipe teve como relatora Mayara Elita Braz Carneiro, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Participaram da elaboração das propostas diversos estudantes, inclusive membros da União Paranaense dos Estudantes, e professores do Ensino Superior e da Educação Básica pública. Entre as sugestões do GT estavam: a valorização e apoio a populações historicamente sub-representadas no Sistema Nacional de Ciência e Inovação; além da garantia de Acesso, permanência e conclusão no ensino superior para população LGBTQIA+ e PCD.

Plenária – As propostas de todos os GTs foram encaminhadas para serem sistematizadas em uma plenária final. Os relatores dos Grupos de Trabalho enumeraram as sugestões. Outros quatro temas foram foco de quatro diferentes GTs: ‘Financiamento e a gestão da pesquisa e inovação’; ‘Juventude e formação de recursos humanos qualificados’; ‘Reindustrialização e incentivo para inovação nas empresas’; ‘Programas e projetos estratégicos’.
Houve, inda a possibilidade de inclusão e exclusão total de partes dos textos, que foram votados e farão parte da proposta paranaense a ser apresentada na Conferência Regional Sul, que ocorre nos dias 25 e 26 de abril, também na capital paranaense. Nesta ocasião, um documento com as discussões do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul será redigido. O objetivo é que ele seja encaminhado à 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que ocorre, em junho, proposta pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em
Brasília (DF).
Sucesso – No Paraná, a Conferência foi organizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com apoio da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), da Fundação Araucária e da UTFPR. O
evento contou, ainda, com a parceria das demais instituições de ensino superior públicas e privadas paranaenses, como a UEM.
Entre as pessoas de destaque na organização estava a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UTFPR, Claudia Xavier (foto acima com o diretor da FA Marcio Spinosa), responsável institucional pelo evento. Ela encerrou as atividades lembrando que “foi um presente e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade enorme organizar as propostas que vão compor a política de C,T & I do Paraná, da região Sul e do Brasil. Tivemos quase 600 inscrições e a participação de 430 pessoas nos Grupos de Trabalho”.

Débora Sant’ Ana com a equipe do NAPI, o professor Ramiro Wahrafitig, de branco, e à direita, o diretor da FA, Marcio Spinosa
A professora Débora Sant’ Ana, assessora da Fundação Araucária e professora da UEM, além de uma das coordenadoras do NAPI Paraná Faz Ciência, foi o segundo nome citado entre os responsáveis pelo sucesso do evento, Segundo o diretor da Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, as “mulheres têm se destacado na resolução dos desafios da Fundação e do Paraná para o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado”, e foi aplaudido pelos presentes.
Débora Sant’ Ana considera que a iniciativa foi uma oportunidade importante para os setores acadêmico, produtivo e para a comunidade em geral. Afinal, foi possível discutir a atual situação e o que se espera para os próximos 10 anos, quando se fala em C, T & I. “Foi também um momento democrático para garantir propostas representativas sobre o que nosso Estado pensa e sugere para a Estratégia Nacional de ciência e Tecnologia, que vai ser desenhada para a próxima década, durante a Conferência Nacional, que vai ocorrer em Brasília, em junho”.
O presidente da FA, Ramiro Wahrhaftig, lembrou que a participação democrática na CECTI contou com um grupo importante, que são os jovens. “Temos que incentivar a presença dos estudantes nestas discussões porque eles são o futuro da C, T & I. Fazemos isso nestes encontros e por meio de bolsas e outros incentivos de iniciação científica e tecnológica”.

SETI – Fechando a cerimônia, o coordenador de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, da Seti, Marcos Pelegrina, voltou a agradecer à equipe de organização do evento, citando diferentes setores, como o de comunicação, lembrando que “ainda há a etapa regional a ser cumprida, no final deste mês”.
A equipe do NAPI PR Faz Ciência fez um pequeno balanço do evento. Oito alunos bolsistas presentes – Milena Ito, Luiza Costa, Camila Lozeckyi, Hellen Vieira, Maysa Ribeiro, Lucas Higashi, Guilherme de Souza -, e a coordenadora do Conexão Ciência – C² e assessora de comunicação do Mudi, Ana Paula Machado Velho, selecionaram alguns destaques.

O primeiro foi a inovação trazida por Gabi Emmerich e Cris Ramos (foto acima), da Ilustraria Desenho Criativo. A dupla realizou o processo de facilitação gráfica, criando esquemas visuais de resumo do que estava sendo dito pelos oradores do evento. “É sempre bacana porque oferecemos o serviço, mas também aprendemos muito. Neste caso, sobre o que o Estado vem fazendo para desenvolver a ciência no Paraná”, disse Gabi.
Desafiamos a ilustradora do C², Hellen Vieira, a resumir o evento com uma imagem e ela produziu essa abaixo. A ideia foi mostrar que os fatores principais que não podem ser esquecidos quando se fala em desenvolvimento científico e tecnológico são: a atenção aos recursos humanos e direcionamento adequado e eficientes dos recursos financeiros. Para a equipe do NAPI, esses são os pontos focais que, se valorizados, podem ser a base para o desenvolvimento científico e tecnológico sustentável.

Evento é uma prévia para as discussões da Conferência Regional de C&T, que ocorre no final do mês com participantes de SC e RS
O Governo do Estado promove a 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná, neste mês de abril. As inscrições estão abertas até esta quarta-feira, dia 3, quando tem início a programação, no câmpus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba. O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência vai participar das atividades com representantes de diferentes projetos.
A Conferência prevê a participação cidadã. A expectativa é de 400 pessoas, entre estudantes, professores, pesquisadores, empresários e representantes da sociedade civil organizada. Com o tema Justiça, Sustentabilidade e Desenvolvimento, o objetivo do evento é debater as prioridades para a ciência, tecnologia e inovação, a fim de impulsionar o desenvolvimento social e econômico sustentável com base no conhecimento. Do NAPI Paraná Faz Ciência, participam representantes do Conexão Ciência – C² e do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE).
O resultado das discussões em âmbito estadual será utilizado para subsidiar a Conferência Regional Sul, que ocorre em 25 e 26 de abril, também na capital paranaense. A programação regional envolve participantes de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Estadual – No Paraná, a iniciativa é do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com apoio da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), da Fundação Araucária e da UTFPR. O evento conta, ainda, com a parceria das demais instituições de ensino superior públicas e privadas paranaenses, como a UEM.
No ato da inscrição, os inscritos devem escolher um dos sete grupos de trabalho para participarem da discussão de temas específicos. Os conteúdos abrangem diferentes eixos temáticos: financiamento e a gestão da pesquisa e inovação; juventude, formação de recursos humanos qualificados; reindustrialização e incentivo para inovação nas empresas; programas e projetos estratégicos; defesa, valorização e difusão científica e tecnológica; e desenvolvimento social e inclusão.
O diretor da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, Luiz Marcio Spinosa, destaca a importância do debate participativo para o fortalecimento de políticas públicas na área de ciência, tecnologia e inovação. “Os dois encontros vão permitir que a sociedade defina as demandas para o futuro da ciência, tecnologia e inovação, contribuindo com a comunidade cientifica para coletar o máximo de ideias e sugestões”, afirma.
Preparação – Em todo o território brasileiro, os eventos estaduais e regionais precedem a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que será realizada em junho, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília (DF). Os documentos compilados nos eventos regionais vão contribuir para a elaboração da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024-2030.
Serviço
5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná
Data: 3 e 4 de abril
Local: Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Curitiba
Mesmo ligadas a dermatite e alergias, fragrâncias estão em mais de 70% dos quase 400 itens para crianças no mercado brasileiro levantados em estudo de Pediatria da UFPR. Pesquisadoras defendem mudanças na regulamentação, além de conscientização da população e dos profissionais de saúde
Estudos científicos já comprovaram que o cheirinho de bebês recém-nascidos produz grande quantidade do hormônio dopamina, causando o mesmo efeito de recompensa e satisfação que ocorre com a comida, tabaco ou drogas, no caso de pessoas viciadas nas substâncias. Mas se esse aroma é tão bom, por qual razão as empresas de cosméticos e de artigos de higiene insistem em desenvolver produtos com fragrância destinados a esse público?
A resposta está na questão cultural que, principalmente no Brasil, tem relação muito forte com a utilização de perfumes. Mas, ao fomentar essa tradição, os pais podem acabar expondo desnecessariamente os filhos a elementos causadores de efeitos colaterais como alergias e dermatites, entre outras consequências nocivas para a saúde.
Um estudo desenvolvido por pesquisadoras do Departamento de Pediatria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) analisou 398 rótulos de cosméticos infantis do mercado brasileiro buscando a presença de perfume ou fragrância entre os ingredientes. A conclusão, publicada em artigo no Jornal de Pediatria, mostra que mais de 70% dos rótulos apresentavam as substâncias, que apareceram em 90% dos xampus e em 79% dos lenços umedecidos.
Além desses produtos, foram analisadas embalagens de sabonetes líquidos, sabonetes em barra, condicionadores, hidratantes, cremes para prevenção de assaduras, protetores solares e repelentes, todos indicados para uso infantil.
O perfume, na maioria das vezes descrito como “parfum”, é uma mistura de substâncias não reveladas pelo fabricante — pois esta não é uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) —, que pode conter ingredientes com potencial para ocasionar danos a quem o utiliza.

A dermatite de contato é uma das doenças que pode ser causada pelo uso dessas substâncias. “Os ingredientes que compõem os perfumes são muito variados, mas muitos deles estão evidentemente associados à dermatite de contato na criança e no adulto e esta é uma doença que tende a ser pior quanto mais precoce for o contato”, revela Marjorie Uber, primeira autora do artigo, à Ciência UFPR.
A professora Vânia Oliveira de Carvalho, que também coordena o curso de especialização em dermatologia pediátrica da UFPR, explica que as crianças têm uma pele mais fina e com uma barreira cutânea menos efetiva, o que facilita a penetração de substâncias que causam sensibilização.
“Por este motivo, crianças devem ter menos contato com substâncias com potencial sensibilizante”.
Estatísticas mostram que os casos de dermatite de contato alérgica, antigamente raros em crianças, aumentaram em número de diagnósticos nas últimas décadas e que a sensibilização está ocorrendo principalmente ao longo dos três primeiros anos de vida.
Por isso, a recomendação das especialistas é evitar cosméticos com fragrância sintética como uma atitude que deve perdurar por toda a vida, não apenas na infância.
“Não existe uma idade em que eles se tornem mais seguros, sobretudo pelo fato de o seu uso ser frequente, por anos, e os efeitos nocivos podem ocorrer após anos de absorção cutânea destes ingredientes”, afirma Marjorie.
Dessa forma, os responsáveis por crianças devem usar o bom senso para escolher os produtos de higiene, seguindo a recomendação de não deixar de lado produtos importantes à saúde, como repelentes (que podem ser usados a partir dos três meses de vida) e protetores solares (a partir dos seis meses).
“A questão é que assim: dentre um pool de lenços umedecidos, por exemplo, há produtos sem fragrância com mesmo valor de outros com. Mas as pessoas simplesmente não se atentam a isso”, avalia Marjorie.
Outra importante orientação é ler os rótulos dos produtos antes de adquiri-los e evitar artigos que apresentem “parfum” na descrição, pois não é possível saber quais substâncias de fato estão na fórmula.
“Alguns ingredientes de fragrância, como ‘Linalool’ e ‘Limonene’, são adicionados às formulações para conferir cheiro agradável. Isso pode enganar o consumidor, pois são ingredientes específicos e, nestes casos, eles estarão descritos deste modo e não como ‘parfum’”, acrescenta a pesquisadora.
Cosméticos descritos como sendo de origem natural ou contendo óleos essenciais também devem ser analisados criticamente. “Podem apresentar os mesmos riscos para a saúde do que produtos sintéticos”, aconselha Kerstin Taniguchi Abagge, também professora de Pediatria na UFPR.
Ela ressalta que buscar informações de fontes confiáveis é a principal forma de se resguardar.
“Sites como o da Sociedade Brasileira de Pediatria trazem vários documentos científicos para os profissionais da saúde e para os pais. Mas, obviamente, as indústrias estão atentas a isso, mudando a formulação dos seus produtos, utilizando menos corantes, surfactantes menos agressivos, menos perfumes e menor quantidade de substâncias irritantes”.
As pesquisadoras reivindicam a obrigatoriedade da descrição de todos os ingredientes e concentrações que compõem o termo “parfum”, além de uma regulamentação mais rígida, exigindo estudos que provem a ausência de risco carcinogênico ou efeito hormonal antes da liberação de um ingrediente cosmético para uso infantil.
Avaliam que as regulamentações sobre cosméticos infantis costumam diferir das regulamentações para adultos e, apesar de serem baseadas em conhecimentos científicos atuais, esses estudos ainda são limitados no que diz respeito aos efeitos dos ingredientes cosméticos.
“São necessários estudos que demonstrem, de forma categórica, quais são os efeitos efetivos dessas substâncias na saúde do ser humano, especificamente das crianças. Respostas a perguntas que envolvam quais concentrações, qual o tempo de exposição preciso para que esses efeitos aconteçam, se a exposição a longo prazo é prejudicial e quais seriam os efeitos cumulativos são importantes para a regulamentação desses produtos”, avalia Kerstin, que também enxerga como primordial a conscientização da população em relação ao uso indiscriminado de produtos de higiene e cosméticos nessa faixa etária.
O Paraná está entre os estados com maior oferta de vagas e cursos no ensino superior público do Brasil pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), plataforma digital do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para graduação pelo desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ao todo, são 9.246 vagas em 634 cursos de bacharelado, licenciatura e de tecnologia em instituições estaduais e federais, distribuídos pelo território paranaense. As inscrições seguem até amanhã, quinta-feira (25).
As oportunidades abrangem todas as áreas do conhecimento e contam com políticas afirmativas para o ingresso de estudantes pelo sistema de cotas raciais e sociais.
As universidades estaduais representam mais da metade das vagas. Juntas, as universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Oeste do Paraná (Unioeste), Centro-Oeste (Unicentro), Norte do Paraná (UENP) e Paraná (Unespar) somam 4.706 vagas em 353 cursos de diferentes modalidades.
As demais instituições de ensino superior paranaenses ofertam, no total, 4.539 vagas pela plataforma do MEC. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) está com 1.710 vagas disponíveis em 114 cursos, seguida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) com 1.287 vagas para 120 cursos; a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) com 841 vagas para 28 cursos; e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) com 615 vagas para 16 cursos. A Faculdade Municipal de Educação e Meio Ambiente (Fama) oferece 86 vagas em três cursos.
Podem concorrer às vagas disponibilizadas pelo Sisu todos os estudantes que participaram do Enem de 2023 e obtiveram nota na prova de redação maior do que zero. O acesso ao sistema de inscrição é realizado com login e senha da plataforma acesso.gov.br de serviços digitais do governo federal. A plataforma recupera, automaticamente, as notas obtidas na edição anterior do Enem. É preciso preencher um questionário socioeconômico do perfil para Lei de Cotas e escolher até duas opções de curso entre as ofertadas.
Durante todo o período de inscrições, os estudantes podem alterar as opções de curso. Os candidatos que não foram selecionados em nenhuma das duas opções de curso indicadas na inscrição poderão, ainda, disputar uma vaga no ensino superior em uma lista de espera do Sisu.
Serviço
Processo seletivo do Sisu 2024
Consulte as vagas AQUI
Inscrição: 22 a 25 de janeiro – AQUI
Resultado: 30 de janeiro
Matrícula da chamada regular: 1º a 7 de fevereiro
Prazo para participar da lista de espera: 30 de janeiro a 7 de fevereiro
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Cursos: 48
Vagas: 589
Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Cursos: 80
Vagas: 661
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)
Cursos: 65
Vagas: 1.238
Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro)
Cursos: 52
Vagas: 733
Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)
Cursos: 30
Vagas: 368
Universidade Estadual do Paraná (Unespar)
Cursos: 78
Vagas: 1.117