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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

A obra reúne perfis de pesquisadoras da UEM que foram fonte de reportagens produzidas pela equipe do C²

Histórias de 14 pesquisadoras e servidoras da Universidade Estadual de Maringá (UEM) compõem o e-book “Perfis”, o segundo da Série Conexão Ciência – C², lançado pela equipe responsável pelo projeto do mesmo nome. A iniciativa, que está sendo retomada essa semana, tem como objetivo desenvolver atividades de divulgação da ciência e da tecnologia, por meio da veiculação de produtos multimidiáticos. Agora, o projeto é uma das ações do NAPI de Divulgação Científica e Educação para a Ciência, que conta com financiamento da Fundação Araucária (FA).

O Projeto Conexão Ciência – C² é o embrião da Rede Paranaense da Popularização da Ciência – Repopar. A iniciativa foi estruturada por duas cientistas, no início de 2021. Por meio de uma parceria com a equipe da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), a Rede começou a ser desenhada em junho daquele ano. A negociação foi feita pela então pró–reitora de Extensão e Cultura da UEM, Débora de Mello Sant’Ana, coordenadora sênior do projeto. Os recursos investidos apoiaram a concessão de bolsas para dois graduados e um graduando da área de Comunicação.

“Assim, foi sendo formada a equipe do C2, que tem como coordenadora executiva a jornalista Ana Paula Machado Velho. O grupo propôs um modelo novo de narrativa para a experiência em DC: a narrativa multimídia. O jornalista Gutembergue Lima Jr. desenvolveu a estrutura digital para o C2. O site foi materializado na plataforma WordPress para abrigar uma produção midiática, em fluxo contínuo”, explica a professora Débora.

Nesta empreitada jornalistas, graduandos e artistas apoiaram a produção textual, de áudio e produtor de vídeo. Essas funções foram assumidas por alunos do curso de Comunicação e Multimídia e Letras da UEM, que foram bolsistas de outros projetos da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, mas encamparam a proposta do C2 de forma voluntária. Os graduandos foram supervisionados pelo orientador do projeto, Tiago Franklin Rodrigues Lucena, professor do curso de Comunicação e Multimeios da UEM. Ele também coordenou a participação de outros alunos de multimeios e artes visuais, que produziram ilustrações e outros materiais gráficos exclusivos, como infografias e quadros, para a abertura das reportagens produzidas para a plataforma.

Toda essa produção vai virar e-books temáticos. “O primeiro foi lançado em novembro do ano passado com a reportagens da área de Ciências Exatas, da Terra e Biológicas. Agora, lançamos o ‘Perfis’. Em breve, outros temas como saúde e comunicação serão disponibilizados”, anunciou Ana Paula Machado Velho.
O e-boof “Perfis” reúne inúmeras histórias. Especialmente, de mulheres que enfrentaram preconceitos para se tornarem cientistas e para atuarem como peças-chave no combate à Covid, em tempos de pandemia. “Essas narrativas são reunidas neste e-book, que lançamos, hoje, para comemorar o Dia da Mulher, 8 de março. Junto com elas, trazemos o perfil do professor Delton Aparecido Felipe, e sua história de “construção de um cientista negro”, que também compõe a obra”, explica Débora Sant’ Ana.

Para acessar o e-book, basta clicar aqui! Boa leitura!

Talk Show: Histórias das transformações no território Paranaense

A atual quarta economia do Brasil, conta com diversas etnias que definem a pluralidade do estado do Paraná. Imigrantes alemães, poloneses, ucranianos, italianos, portugueses, holandeses, espanhóis, árabes, argentinos e japoneses, além dos indígenas que já habitavam o território, formam a miscelânea do povo paranaense.

A ocupação do território que hoje corresponde ao Estado do Paraná data do início do século XVI. A região era ponto de exploração de madeira. No século seguinte, portugueses e paulistas começaram a entrar na chamada Província de São Paulo à procura de índios para o trabalho escravo e ouro.

As transformações surgiram com a emancipação política, em 1854, e o incentivo do governo à colonização com intensa imigração de europeus.

Os fluxos migratórios com destino ao Paraná intensificaram as grandes mudanças econômicas, sociais, climáticas, entre outras, para estabelecer a agropecuária como a principal característica do Estado.

Todo esse patrimônio histórico e cultural está registrado através de pesquisas arqueológicas no Museu Paranaense (MUPA) que guarda a memória das transformações do território paranaense, com base nos achados de populações humanas. 

Entre outros temas, o Museu dos Campos Gerais, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR), também é uma rica fonte de informações sobre o povo do Paraná e revela três pontos indissociáveis dessa trajetória que são a ocupação dos Campos Gerais, o Tropeirismo e a escravidão negra. 

[SNCT 2022] Histórias das Transformações no território Paranaense

Convidados

Cláudia Inês Parellada 

Arqueóloga coordenadora e pesquisadora do Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é doutora em Arqueologia pela Universidade de São Paulo, mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Paraná (1997) e geóloga pela UFPR.

Ilton Cesar Martins  

Graduado em História e especialista em História do Brasil pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar), é mestre e doutor em Ciências Humanas pela Universidade Federal do Paraná e pós-doutor em História da Universidade Estadual de Ponta Grossa, com bolsa da Capes. Foi professor Adjunto na Unespar e atualmente é professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Apresentadora

Vanessa Ishikawa Rasoto

Graduada em Administração pela Faculdade Católica de Administração e Economia, tem mestrado em Administração pela Universidade Federal do Paraná e doutora em Engenharia da produção – Gestão de Negócios pela Universidade Federal de Santa Catarina. É professora titular da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Câmpus Curitiba, professora permanente do mestrado do Programa de Pós-graduação em Planejamento e Governança Pública (mestrado profissional – disciplina: Habitats de inovação). Foi vice-reitora (gestão 2016-2020), assessora para Assuntos Estudantis da Reitoria, diretora da Agência de Inovação e coordenadora do Programa de Empreendedorismo e Inovação da UTFPR.


Talk Show: Década do Oceano 

A saúde oceânica precisa de ajuda. Desafios e soluções globais para restaurar e conservar a biodiversidade marinha e costeira fazem parte da Agenda 2030 das Organizações das Nações Unidas, que estabelece, entre outras metas, a Década do Oceano.

O arrojado plano mundial da Década exige da ciência oceânica todo conhecimento para reverter o enfraquecimento do sistema marinho e estimular novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável desse enorme ecossistema.

Com participação ativa e bastante colaborativo, o Plano Nacional de Implementação da Década é o principal instrumento de planejamento das ações a serem executadas para atender a necessidade de atuação em prol da saúde oceânica. 

Do local ao global, o Plano é para todas e todos e os processos são construídos com diferentes setores da sociedade, que representam a diversidade sociocultural e ambiental brasileira. Cientistas, institutos de pesquisa, organizações intergovernamentais e não governamentais, nações, indivíduos, profissionais, setor privado, povos indígenas, detentores de conhecimentos tradicionais, educadores, estudantes, esportistas dos mares, artistas e muitos outros, estão todos convocados para as oficinas nacionais em todas as regiões.

Vale lembrar que os oceanos são fonte emissora de oxigênio, responsável pela estabilidade climática, minérios e combustíveis fósseis (como o petróleo e o gás), segurança alimentar por meio da pesca, além de permitir a comunicação entre os países e manter a rica biodiversidade fundamental para a vida no planeta. 

No ambiente costeiro paranaense, os cientistas atuam na geração de conhecimento sobre os mais variados aspectos da biodiversidade e do funcionamento do ambiente marinho. Alinhadas ao Plano Nacional, as iniciativas contam com a tecnologia e a inovação, e estão voltadas para o desenvolvimento da economia sustentável do oceano, como a biotecnologia e maricultura, a disseminação do conhecimento e o auxílio à sociedade, por exemplo, por meio do terceiro setor, promovendo e implementando ações para transformar o mundo marinho em um oceano sustentável.

Para atender as prioridades estabelecidas internacionalmente,  a Universidade Federal do Paraná lançou a Coalizão UFPR pela Década dos Oceanos em parceria com a Unesco.  Nesse processo inicial, o desafio é mapear as ações em colaboração à Década e incluir a universidade como protagonista regional e internacional. A ação começou a partir de uma articulação do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros Oceânicos e direcionada a todos os programas.

[SNCT 2022] Década do Oceano

Convidada

Camila Domit

Graduada em Ciências Biológicas (Licenciatura e Bacharelado) pela Universidade Estadual de Londrina, possui mestrado e doutorado em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). É pesquisadora e responsável pelo Laboratório de Ecologia e Conservação e pelo Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de saúde de fauna marinha da UFPR. 

Apresentadora

Vanessa Ishikawa Rasoto

Graduada em Administração pela Faculdade Católica de Administração e Economia, tem mestrado em Administração pela Universidade Federal do Paraná e doutora em Engenharia da produção – Gestão de Negócios pela Universidade Federal de Santa Catarina. É professora titular da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Câmpus Curitiba, professora permanente do mestrado do Programa de Pós-graduação em Planejamento e Governança Pública (mestrado profissional – disciplina: Habitats de inovação). Foi vice-reitora (gestão 2016-2020), assessora para Assuntos Estudantis da Reitoria, diretora da Agência de Inovação e coordenadora do Programa de Empreendedorismo e Inovação da UTFPR.


Talk show: Conheça projetos de extensão da Universidade Estadual de Maringá, que abordam a produção científica e a divulgação do que é produzido nas universidades do Paraná.

Fazer ciência é absolutamente indispensável. Isso é fato. A influência no nosso cotidiano é tão grande que sequer dá para imaginar como seria o mundo sem a colaboração da ciência ao longo da história da humanidade. É ela a grande responsável pelas enormes transformações tecnológicas e nossa fantástica evolução. 

Vivemos diariamente os impactos da ciência e nem sempre nos damos conta. É preciso produzir conhecimento científico sempre, no entanto, nos últimos anos, a grande questão dos cientistas é como fazer o resultado dessa produção chegar a diversas camadas da sociedade de forma clara e de fácil entendimento. Eis que entra em ação a divulgação científica. 

No Brasil, principalmente no período pandêmico da Covid-19, a divulgação científica foi o grande destaque na tradução dos desdobramentos da ciência e seus impactos na vida da população. 

Comunicadores ou divulgadores científicos foram os responsáveis por tornar conhecidas, pelo grande público leigo, as descobertas da ciência traduzidas em linguagem simples e direta.

A popularização da ciência se fez ainda mais necessária diante da grande disseminação da desinformação sobre a doença, conceitos científicos e tomada de decisões. 

Cientistas e divulgadores paranaenses participam ativamente de todo esse processo e caminham a passos largos com o objetivo de instruir, contribuir para a educação e inspirar pessoas a seguir a carreira científica. 

Entrelaçadas desde seus primórdios, ciência e sociedade não sobrevivem separadas. Essencial e acessível, vivemos cercados de ciência por toda parte. 

Mais uma vez, Gilberto Gil traduz nosso anseio quando diz na canção Queremos Saber: Queremos saber / O que vão fazer / Com as novas invenções / Queremos notícia mais séria / Sobre a descoberta da antimatéria / E suas implicações / Na emancipação do homem / Das grandes populações / Homens pobres das cidades /
Das estepes, dos sertões

Divulgação Científica – Como e por quê?

Convidadas

Débora de Mello Gonçales Sant’ana

Graduada em Pedagogia e Farmácia, Mestre e Doutora em Ciências Biológicas (Biologia Celular) pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), é especialista em Bioética Clínica pela Cátedra da UNESCO. Foi laureada com o Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, como Pesquisadora Extensionista em 2016. É professora associada na graduação da UEM no Centro de Ciências Biológicas, na área de Morfologia para cursos de Saúde, na pesquisa em Neurogastroenterologia Experimental e na Extensão Universitária em Divulgação Científica com foco em Neurociências e em ações de Projetos de Extensão vinculados ao Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM (MUDI).

Eliane Papa Ambrosio Albuquerque 

Possui graduação em Ciências Biológicas (Bacharelado/Licenciatura) pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), mestrado e doutorado em Ciências Biológicas (Genética) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho- UNESP; sendo parte do doutorado desenvolvido no Hospital AC Camargo (SP), na área de genética oncológica. Áreas de atuação: Genética Humana e Médica e Biologia Molecular. Participou do projeto de implantação de exames genéticos de auxílio diagnóstico no Laboratório São Camilo – Biotecnologia pelo edital RHAE-CNPq e do projeto de Extensão Citogenética Clínica (2012-2014). Possui pós-doutorado em Imunogenética e atualmente é professora colaboradora na UEM.

Apresentadora

Ana Paula Machado Velho

É pós-doutora em Arte e Tecnologia (LArt) pela Universidade de Brasília (UnB), como bolsista do CNPq, doutora e mestre em Comunicação e Semiótica, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, como bolsista da CAPES. Atuou na Assessoria de Comunicação e Divulgação Científica da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Estadual de Maringá (PEC/UEM) e jornalista da Assessoria de Comunicação Social da UEM. Foi jornalista responsável pela assessoria de comunicação do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), da Universidade Estadual de Maringá.


Talk show: O universo da produção artística na vida cotidiana

Arte e ciência caminham juntas desde sempre. O raciocínio lógico exigido pela ciência e a criatividade e capacidade de reflexão e abstração essenciais na arte fazem muito sentido quando conectados, sendo cada dia mais imprescindível em um mundo cada vez mais complexo.

Estudos comprovam que a arte desenvolve a cognição do indivíduo em várias áreas do conhecimento, desenvolve a capacidade de raciocinar sobre imagens científicas, melhora a capacidade de interpretação de textos e aumenta a qualidade da organização da escrita. De mãos dadas com a arte, o conhecimento científico se permite experimentar linguagens e técnicas diferentes e ampliar as conexões com outros e saberes que impactam nosso dia a dia, firmando uma relação intrínseca. 

Cientistas grandiosos, como Galileu Galilei e Leonardo da Vinci, por exemplo, transitaram livremente pela conexão entre a ciência e a arte, ao promover o conhecimento e comunicar de formas diversas, deixando legados inestimáveis para a humanidade.

Cotidianamente, a arte é capaz de redimensionar a visão de mundo para que a ciência se manifeste diretamente em nossas vidas. O aprofundamento da relação entre arte e ciência em projetos de pesquisa e nas mais diferentes áreas acadêmicas, vem sendo discutida e cada dia mais aplicada na educação. 

Na década de 1990, surgiu nos Estados Unidos o movimento STEM (acrônimo em inglês para science, technology, engineering and mathematic) para identificar ações ou práticas educacionais que envolvessem as disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Com resultados positivos, pesquisadores perceberam que a arte deveria ser integrada às demais áreas, dando origem ao movimento STEM to STEAM que defende uma educação sem barreiras entre as disciplinas e promova a criatividade e a inovação. 

No Brasil, a interação entre arte e ciência ainda é ambígua. Até então, há grande desconhecimento da influência da arte, inclusive no meio acadêmico, além de pouquíssimo investimento por parte das agências de fomento. A maioria das instituições se limita a promover ou incentivar alguns poucos e segregados projetos de extensão.Vivemos cercados de arte e de ciência. E como diz a canção A Ciência em Si, de Gilberto Gil, “se a crença quer se materializar tanto quanto a experiência quer se abstrair, a ciência não avança, a ciência alcança a ciência em si”.

[SNCT 2022] Ciência, Arte e Cotidiano

Convidados

Tiago Franklin Rodrigues Lucena

É mestre e doutor em Artes, na linha de pesquisa Arte e Tecnologia na Universidade de Brasília (UnB), com os temas de mídias móveis, locativas, pervasivas e sencientes. Possui graduação em Arte e Mídia pela Universidade Federal de Campina Grande (PB) e especialista em Docência no Ensino Superior: Tecnologias Educacionais e Inovação, pela UniCesumar. Atualmente é professor do curso de Comunicação e Multimeios na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

André Luis Rosa 

Performer, ator, dançarino, encenador e educador em arte, possui doutorado em Estudos Artísticos pela Universidade de Coimbra. Tem mestrado em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia e licenciatura em Educação Artística (Dança e Teatro) pela Universidade Estadual Paulista.

Apresentadora

Ana Paula Machado Velho

É pós-doutora em Arte e Tecnologia (LArt) pela Universidade de Brasília (UnB), como bolsista do CNPq, doutora e mestre em Comunicação e Semiótica, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, como bolsista da CAPES. Atuou na Assessoria de Comunicação e Divulgação Científica da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Estadual de Maringá (PEC/UEM) e jornalista da Assessoria de Comunicação Social da UEM. Foi jornalista responsável pela assessoria de comunicação do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), da Universidade Estadual de Maringá.


Talk show: A Descoberta do pré-sal e os avanços da ciência na área geológica

Sem inovação tecnológica, o Brasil não teria o cobiçado ouro preto. A enorme reserva de petróleo e de gás natural encontrada em profundas águas brasileiras foi descoberta com o avanço das geociências, das engenharias e o desenvolvimento de tecnologias próprias. 

As universidades e os centros de pesquisa tiveram papel inestimável em todo processo operacional desde a descoberta até a exploração e produção do óleo encontrado a mais de seis mil metros abaixo do nível do mar, sob uma larga e espessa camada de sal que pode chegar a dois mil metros.

Localizado na faixa litorânea brasileira entre Espírito Santo e Santa Catarina, o petróleo encontrado nessa região é de excelente qualidade, tem alto valor comercial e nos coloca numa posição estratégica, principalmente ao se falar da grande demanda de energia mundial.

O Paraná, desde o período imperial, chama a atenção pelos seus recursos geológicos e foi um dos primeiros estados brasileiros a ter o curso de Geologia. Nesse sentido, pesquisadores paranaenses participaram e ainda participam ativamente dos trabalhos do pré-sal, com excelente gestão de resultados na fronteira petrolífera do país. 

De volta à geologia e com o intuito de resguardar esse patrimônio natural, entra em cena o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa UEPG/PR), que conta com um importante e raro acervo com muitos anos de história. 

O museu universitário é palco para a integração entre pesquisa, ensino e extensão das ciências da natureza e para a popularização do conhecimento da biodiversidade e da geodiversidade tão importantes para a evolução humana.

Convidados

Anelize Bahniuk Rumbelsperger

Graduada em Geologia pela Universidade Federal do Paraná (2004), possui mestrado em Geologia Exploratória pela Universidade Federal do Paraná (2007) e doutorado em Ciências Naturais pelo Swiss Federal Institute of Technology em Zurique, Suíça (ETHZ). É pesquisadora convidada para o Curso Geoquímica Isotópica em CALTECH (USA) e participante do Curso de Geobiologia promovido pela NASA e Agouron Instituto.

Antonio Liccardo 

Graduado em Geologia pela Universidade Federal do Paraná, tem mestrado em Evolução Crustal e Recursos Naturais e doutor em Ciências Naturais pela Universidade Federal de Ouro Preto. É professor associado no departamento de Geociências da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR). Experiência na área de Geociências, com ênfase em Mineralogia, Gemologia, História da Mineração e Geopatrimônio, Geoturismo e Geoconservação.

Apresentadora

Vanessa Ishikawa Rasoto

Graduada em Administração pela Faculdade Católica de Administração e Economia, tem mestrado em Administração pela Universidade Federal do Paraná e doutora em Engenharia da produção – Gestão de Negócios pela Universidade Federal de Santa Catarina. É professora titular da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Câmpus Curitiba, professora permanente do mestrado do Programa de Pós-graduação em Planejamento e Governança Pública (mestrado profissional – disciplina: Habitats de inovação). Foi vice-reitora (gestão 2016-2020), assessora para Assuntos Estudantis da Reitoria, diretora da Agência de Inovação e coordenadora do Programa de Empreendedorismo e Inovação da UTFPR.


Abertura: A Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação começou com boas novas

No ar o Paraná Faz Ciência 2022. Em comemoração aos dois séculos de soberania do Brasil, a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) e a Fundação Araucária (FA), professores e técnicos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), promoveram a edição paranaense da 19ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCT&I), sob o tema “Bicentenário da Independência: 200 anos de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil”. 

O evento aconteceu entre 29 de novembro e 1º de dezembro de 2022, com toda programação exibida pela Universidade Virtual do Paraná (UVPR). Com a participação de diversos especialistas, os talks shows foram gravados na Biblioteca Pública do Paraná. 

Transmitida ao vivo, a abertura do evento contou com a presença de diversas autoridades que aproveitaram o momento de celebração para anunciar as novidades na área de ciência, tecnologia e inovação no estado. 

O coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Pelegrina, abriu o evento falando da alegria em poder contar com a parceria da UEM e com o apoio da Fundação Araucária para viabilizar a divulgação da produção científica das sete universidades estaduais.

Renê Wagner Ramos, assessor de Assuntos Culturais, da coordenadoria de Ensino Superior da Seti, ressaltou a importância de cientistas e pesquisadores para a sociedade.

A professora doutora da UEM, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, uma das coordenadoras da SNCT&I e coordenadora do Paraná Faz Ciência (PRFC), fez o lançamento oficial da plataforma que reúne as informações sobre todo o cenário de ciência, tecnologia e inovação do Estado. A professora lançou também o ebook Memórias do C2 que resgata várias reportagens do Conexão Ciência que integra, a partir de 2023, o PrFC.

Representando o presidente da Fundação Araucária (FA) Ramiro Wahrhaftig, o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da FA, Luiz Marcio Spinosa, apresentou as principais ações na área de CT&I que colocarão o estado do Paraná no patamar de maior valorização da ciência, criando riqueza, qualidade de vida para a população e tornando o Paraná mais competitivo e sustentável. Fechando com chave de ouro, o superintendente da Seti, Aldo Nelson Bona, anunciou que já está em andamento o projeto que disponibiliza toda essa gama de informações do PrFC para a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED), dentro do museu interdisciplinar Parque da Ciência.

[SNCT 2022] Abertura do Paraná faz Ciência

Cada vez que um pesquisador atualiza seu currículo na Plataforma Lattes, mesmo que inconscientemente, está rendendo uma homenagem a César Lattes (1924/2005), um dos mais famosos e brilhantes cientistas brasileiros de todos os tempos e que revolucionou o estudo da Física no país. Nós aqui do Paraná Faz Ciência também celebramos a vida e a obra de Lattes, ainda mais por um detalhe que nos enche de orgulho e alegria que é o fato de Cesare Mansueto Giulio Lattes ter nascido em Curitiba, no dia 11 de julho de 1924. 

Caso tivesse vivido em nossa época, Lattes não teria deixado o Paraná para buscar seu primeiro diploma, aos 19 anos, no departamento de Física da Faculdade de Filosofia e Ciências e Letras, da Universidade de São Paulo (USP). O brilhantismo e dinamismo do jovem apaixonado pela física e matemática encantaram professores e pesquisadores da época, que o encaminharam para Londres, sem mestrado ou doutorado, para a carreira promissora e inovadora que, hoje, conhecemos e reverenciamos. 

Foi a partir da graduação que se revelou a resiliência, a determinação e o espírito inquieto e curioso que todo cientista carece para inscrever seu nome na história da ciência. Aos 23 anos, já morava e trabalhava em Londres integrando a equipe do Laboratório H. H. Wills, Universidade de Bristol, que era comandado pelo físico Cecil Powell (1903/1969). No final dos anos 1940, César idealizou, em La Paz, na Bolívia, um laboratório de Física Cósmica, onde estudou os raios cósmicos. Em pouco tempo, o espaço se transformou em centro científico internacional, abrigando pesquisadores de quase todos os continentes. 

César Lattes, do CBPF, um dos principais físicos brasileiros, dando uma palestra no Instituto de Física, da PUC-Rio.
Fonte: Núcleo de Memória da PUC-Rio / Acervo Prof. Paulo Novaes. Disponível aqui
César Lattes em Chacaltaya, Bolívia.
Fonte: Homenaje a Cesar Lattes. Universidade Mayor de San Andrés. Facultad de Ciencias Puras y Naturales. Disponível aqui
Em Princeton, 1949: César Lattes, Hideki Yukawa e Walter Schutzer (em pé, a partir da esquerda); Hervásio de Carvalho, José Leite Lopes e Jayme Tiomno (abaixados). Arquivo Jayme Tiomno Fonte: Pesquisa Fapesp. Disponível aqui

Ali, em Chacaltaya, o paranaense testou a hipótese de suas pesquisas e identificou a partícula responsável pelo comportamento das forças nucleares, batizada méson pi (ou píon). Mesmo sendo autor do primeiro artigo sobre a descoberta, na revista científica Nature, o Prêmio Nobel de Física de 1950 foi concedido a Powell, líder do estudo, segundo regras da época da Academia Sueca de Ciências, Fisiologia e Medicina. Em 1946 e 1948, pesquisas em que Lattes participou também já tinham batido na trave no Nobel. Ao todo, foram sete indicações. 

Mesmo sem o prêmio, a comunidade científica internacional reconheceu o feito de Lattes, que não desanimou. Dando prosseguimento aos estudos, ele calculou a massa do méson pi e foi trabalhar em Berkeley, na Califórnia. Nos Estados Unidos, ao lado do seu colega norte-americano Eugene Gardner (1913/1950), Lattes identificou as trajetórias dos píons produzidos no acelerador de partículas da Universidade da Califórnia. 

Construtor da ciência

Casado com a matemática pernambucana Martha Siqueira Neto, com quem passou 57 anos e teve quatro filhas, César Lattes decidiu, em 1949, rejeitar um convite para se professor de Física, em Harvard, nos Estados Unidos, e fixou residência no Brasil, alternando sua atuação entre Campinas e Rio de Janeiro. Liderando um renomado grupo de cientistas, seu objetivo era ajudar a recuperar o atraso do país na área da Física, já que não havia grandes institutos de ensino, pesquisa e fomento.

Encontro da família no Natal de 1993: César Lattes com a mulher Martha Siqueira e os netos. Foto: BPF/Arquivo. Disponível aqui

Ainda em 1949, Lattes escreveu em uma carta ao colega José Leite Lopes (1918-2006): “Prefiro ajudar a construir a ciência no Brasil do que ganhar um Nobel”. Nessa época, além de fundar o Centro Brasileiro Pesquisas (CNPq) e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Lattes chamou Hideki Yukawa para a colaboração Brasil-Japão de Raios Cósmicos (CBJ). O físico japonês foi o vencedor do Nobel de Física, em 1949, pela sua previsão teórica. Assim, Lattes começava a carreira do professor e pesquisador em solo brasileiro. 

Para quem deseja conhecer mais detalhes da personalidade e das façanhas deste paranaense, a trajetória de César Lattes está contada em livros, documentários e vídeos, que marcam a relevância dele para o desenvolvimento da ciência no Brasil. De todos os materiais disponíveis na internet, um vídeo publicado no canal do CBPF traz um raro registro de uma palestra de Lattes, no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) com o amigo e pesquisador José Leite Lopes, realizada em 1995. 

Ao ouvir e ver como pensava, podemos ter a certeza da importância que fez o CNPq e seus pares ao nomearem, em 1999, de Plataforma Lattes a ferramenta virtual que transformou completamente as atividades de fomento, gestão, planejamento e avaliação do fazer científico no Brasil. Atualmente, o site reúne cerca de sete milhões de currículos e informações de aproximandamente 40 mil grupos de pesquisa

Hoje, é possível encontrar o nome de César Lattes em bibliotecas, laboratórios e até em ruas, como em Campinas e Rio de Janeiro. No Paraná, Curitiba e Maringá também já o homenagearam. Mesmo sem Nobel, com certeza, Lattes fez muito pela ciência no Brasil, servindo de inspiração para tantos pesquisadores, agora e para sempre.

De tudo, fica apenas a fina ironia do destino: César Lattes morreu em 2005 sem ter montado o próprio ‘Lattes’. 

Capa da revista Science News Letters destacando o físico brasileiro César Lattes e o norte-americano Eugene Gardner, no sincrocíclotron de 184”. Fonte: Sciece News Letters. Disponível aqui
Registros nos diagramas de alvo das coordenadas dos traços dos mésons negativos encontrados na emulsão tipo C2, em 21 de fevereiro de 1948, por César Lattes. Disponível aqui
Arranjo para captura de mésons positivos que apresentou os melhores resultados. Detalhe nas iniciais do nome de quem sugeriu o arranjo. CMGL correspondem a Cesare Mansueto Giulio Lattes. Em 3 de abril de 1948. Disponível aqui

Plantas e bichos são sua praia, então… considere as Agrárias

Fala aí. Se você gosta do campo, se liga na natureza e curte os animais, as Ciências Agrárias têm tudo a ver com seu jeito de ser. A área envolve tudo sobre exploração da terra, criação de animais e cultivo de vegetais. 

Agronomia, Medicina Veterinária, Agroecologia, Zootecnia e Agronegócio, além das engenharias Florestal, de Alimentos, de Recursos Hídricos e de Pesca, são alguns ramos das Agrárias, que também usa os conhecimentos em Ecologia, Climatologia, Tecnologia da Informação e Engenharia Genética para aprimorar seus métodos. É muita coisa mesmo. 

E quanto ao planeta, preocupado? Sente o drama. Atualmente, alguns dos maiores desafios desta atividade é aumentar a produção alimentar, utilizando os recursos naturais com responsabilidade e aprimorar as tecnologias preservando o meio ambiente. Isso é top.

Eae. Já parou pra pensar se essa ciência que alimenta o mundo faz todo o sentido para você? Então dá uma olhada no que o professor Júlio Damasceno, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), conta no vídeo Hora Ciência, do Conexão Ciência.

Num papo reto, o professor e atual reitor da UEM fala da longa jornada para chegar onde está, da paixão pela vida de pesquisador e como é fantástico mergulhar e se envolver com a ciência. Ele explica as várias formas de atuação nas Agrárias, dá dicas valiosas e te convida a fazer parte desse mundo mágico de cientistas. O reitor também declara seu amor pela Universidade, conta da sua ligação, expõe o ranking que ela ocupa atualmente e fala da importância da UEM para nossa região, Estado e sociedade. 

Para esclarecer um pouco mais, o conexão Ciência, ou C², é um projeto da UEM que desvenda o que os cientistas estão fazendo por lá. 

A série de lives Hora da Ciência, foi produzida pelo C², para crianças e jovens curiosos entenderem como é bacana saber sempre mais e quem sabe se tornarem cientistas.

Mais uma coisa legal é saber que, todo mês de outubro, o Paraná comemora a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia. Na última edição, em 2021, o Hora da Ciência apresentou lives fáceis de entender sobre várias áreas. Liga o radar que esse ano tem mais. 

Depois de conferir o papo do professor Júlio é só stalkear o C², o Hora da Ciência e correr pra contar pra galera. Bora lá!

Confira aqui o vídeo do Hora da Ciência e saiba mais sobre as ciências agrárias

Papo sério sobre o professor

Formado em Zootecnia, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), é mestre em Zootecnia, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e doutor em Agronomia (Energia na Agricultura), pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp/Botucatu). Fez dois pós-doutorados, na área de sistemas de produção de leite, no Institute Nationale de la Recherche Agronomique (INRA/França). É professor do departamento de Zootecnia da UEM e membro fundador da International Association of Work in Agriculture.


Painel 11 – Inovação tecnológica nas visitas aos museus universitários

Para quem pensa que museu é um espaço que preserva objetos, documentos e memórias do passado, temos uma boa notícia: é isso mesmo! Mas por trás dessa ideia de guardião do passado, saibam que os museus se valem do que há de mais atual em ciência, tecnologia e inovações para organizar, documentar e preservar os acervos. E quando o assunto é museus em espaços universitários, vemos que todas as potencialidades em termos de produção e divulgação científica, além de formação, são amplamente exploradas.

Mesmo antes da pandemia, os frequentadores com olhos mais atentos dos espaços museais nas universidades estaduais e federais do Paraná já percebiam um movimento de transformação voltado para a inclusão da tecnologia nos processos de tratamento dos objetos, bem como a melhora na própria infraestrutura que os abriga. Cada vez mais, os museus se tornaram um espaço de aprendizagem e conhecimento, abusando da criatividade e interatividade propiciadas pelas tecnologias, especialmente as digitais. 

Porém, esse processo de atualização e interação com público ganhou corpo na pandemia, quando os museus se viram impedidos de sua finalidade primordial: trazer o público para conhecer e viver experiências com a história. Foi aí que se deu um grande salto, invertendo essa lógica. A ideia agora era levar o museu até às pessoas através da internet e das redes sociais. E isso acontece no mundo todo, com o Paraná incluído. 

Além da preservação da memória, os museus universitários se transformaram em espaços híbridos, com uma variedade de atividades que vão além da passiva contemplação do acervo. Para isso acontecer, vemos que toda a comunidade acadêmica, gestores, docentes e discentes estão de várias forma envolvidos na consolidação de uma nova dinâmica, que, no final das contas, tem trabalhado para a divulgação dos projetos científicos desenvolvidos nas instituições de ensino superior.

O desafio, agora, em um cenário pós-pandêmico, é continuar no mesmo ritmo, produzindo conteúdo para as redes sociais, levar os museus universitários paranaenses para além das nossas fronteiras e buscar novos públicos e parcerias. Para isso, é cada vez mais emergente a criação de uma rede estadual de museus para que sejam aportados investimentos e designados recursos humanos para a gestão dos espaços museais universitários. 

Saiba mais sobre o tema, no painel disponível abaixo, em vídeo e no nosso podcast.

Intérprete de LIBRAS: Roseli Capelário (Unicentro)

Painel 11: Inovação tecnológica nas visitas aos museus universitários
Intérprete de Libras: Roseli Capelário (Unicentro)

Saiba Mais

Painelistas

Edméia Aparecida Ribeiro

UEL

Possui graduação em História, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), mestrado e doutorado em História, pela Faculdade de Ciências e Letras de Assis (Unesp). Pós-doutorado em Ideologia de gênero, analisando a produção e divulgação do discurso antigênero no México. Atualmente, é professora associada da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e coordena o projeto de extensão Museu Histórico de Londrina como múltiplo espaço na era digital: da extensão à ação cultural e educativa.

Niltonci Batista Chaves

UEPG

Licenciado em História e especialista em Políticas Sociais, pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). É mestre em História e Sociedade, pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, câmpus de Assis (Unesp); doutor em Educação – História e Historiografia da Educação, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), e livre-docente pela UEPG. Em 2018, assumiu a função de diretor do Museu Campos Gerais, vinculado à UEPG. Em 2020, tornou-se presidente da Associação dos Museus da Região dos Campos Gerais. 

Mayara Elita Braz Carneiro

UFPR

Possui graduação em Engenharia Industrial Madeireira, mestrado e doutorado em Engenharia Florestal, todos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). É professora da UFPR na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal, com ênfase em Anatomia e Identificação de Produtos Florestais, atuando principalmente nos temas: infravermelho próximo, calibração multivariada, modificação de madeira, nanopartículas de sílica, lignina e celulose.

Alisson Svaigen

UEM

É graduado e mestre em Ciência da Computação, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Doutorando em Ciências da Computação, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela University of Ottawa, no Canadá. Técnico integrado em Informática, pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR/Campo Mourão), membro do Grupo Manna de Pesquisa e Desenvolvimento de Engenharia de Computação Invisível (UEM) e do WiseMap (UFMG). Tem interesse em Redes de Computadores, Internet dos Drones e Segurança e Privacidade.

Mediador

Tiago Franklin Rodrigues Lucena

UEM

Graduado em Arte e Mídia, pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e possui especialização em Docência no Ensino Superior: Tecnologias Educacionais e Inovação, pela UniCesumar. É doutor e mestre em artes, na linha de pesquisa Arte e Tecnologia, pela Universidade de Brasília (UnB), trabalhando com os temas de mídias móveis, locativas, pervasivas e sencientes, no exercício da docência no curso de Comunicação e Multimeios, na Universidade Estadual de Maringá (UEM).


O que será que uma tem a ver com a outra? Bora descobrir!

O ano era 1886. Um farmacêutico americano inventou uma mistura líquida de cor caramelo e água com gás, e vendia o remédio como “tônico para o cérebro” indicado, na época, para curar dor de cabeça. 

A história do refri super famoso tem mais babado, mas o foco aqui é falar sobre a profissão de farmacêutico, que muita gente acha que é só para vender remédio.

Se você gosta de ajudar as pessoas a ficarem bem e não desmaia ao ver sangue, considere essa diversificada área da saúde, que tem muita coisa bacana para se fazer, inclusive ser um CSI. Isso mesmo, com o curso de Farmácia na mão, você pode até ser um perito criminal. Sabia?

Pois é. E para conhecer o que mais se pode fazer, escuta o que a “profe” Patrícia Bonfim, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), fala no Hora da Ciência . Ela conta em detalhes o que é, o que executa e como se faz para ser “profissa” desse território gigante chamado Farmácia. 

Quer um spoiler de atuação na área? Indústria alimentícia, análises clínicas, análises ambientais, análises toxicológicas, perícia criminal, atendimento hospitalar, farmácia industrial (cosmética, higiene, fármacos entre outros). A lista tem fim, mas é grande pra caramba. Confere no Hora da Ciência, do Conexão Ciência.

Se gosta de surpresa pule esse parágrafo! Mas… no final da apresentação, a “profe” faz um convite muito legal. Para quem curte essa vibe, ela convida a fazer parte do grupo de pesquisa de fungos que ela coordena. Entra lá pra conhecer o Micotec.

Explicando melhor o que é o Conexão Ciência, ou C², saiba que é um projeto de extensão da UEM, que mostra tudo o que os cientistas de lá estão fazendo.

O Hora da Ciência é uma série de lives que foram gravadas, bem legais, fáceis de entender, produzidas pelo C², para crianças e jovens curiosos em descobrir como a ciência é bacana e como o cientista é importante para a vida das pessoas.

Outra coisa legal é saber que todo mês de outubro o Paraná comemora a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia. Na última edição, em 2021, o Hora da Ciência apresentou essas lives sobre várias áreas. Se esperta que esse ano tem mais. 

Confere o vídeo da professora e dá uma espiada no insta prof.dra.patríciabonfim que tem dicas super legais e é aberto a perguntas. Veja como é show e grita pra galera. Não sem antes stalkear o C², o Hora da Ciência. Simples assim.

Confira aqui o vídeo do Hora da Ciência e saiba mais sobre o mundo farmacêutico

Papo sério sobre a “profe”

Analista clínica, mestre e doutora em Ciências da Saúde, pós-doutora em Biociências e Fisiopatologia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) . Docente da UEM, no Ddepartamento de Análises Clínicas e Biomedicina, é pesquisadora no grupo de Micologia Médica – Grupo de Pesquisas em Tecnologias Aplicadas às Infecções Fúngicas (Micotec). Atua, ainda, em terapia fotodinâmica como alternativa para terapia antifúngica. É coordenadora do Grupo de Pesquisa em Evidências Científicas sobre Covid-19, da UEM, e divulgadora científica. 


Painel 10 – Mudanças climáticas: o que a ciência tem a dizer?

Desde a década de 1960, os cientistas do clima e organizações internacionais estão fazendo reiterados alertas para os impactos devastadores à saúde humana e ambiental das contínuas emissões de dióxido de carbono (CO²) e outros gases de efeito estufa. E mais: com o aquecimento global, a acidificação dos oceanos, os eventos extremos do clima e a devastação das florestas farão da terra um lugar inóspito para todos os seres vivos. Isso graças à ação humana na exploração e queima dos combustíveis fósseis como petróleo, carvão e gás.

Em outras palavras, os modelos climáticos do futuro são aterrorizantes. E os cientistas paranaenses que se dedicam à pesquisa dos impactos das mudanças climáticas para a produção de alimentos, a conservação da biodiversidade e a sobrevivência humana e de outros seres vivos fazem coro aos alertas emitidos por cientistas do mundo inteiro. Nosso tempo está acabando!

Estamos vivenciando sucessivas crises hídricas e de geração de energia, que estão na rasteira da emergência climática. Isto porque a face mais perversa do caos climático é o fato de que aqueles que menos contribuem para o aquecimento do planeta serão os primeiros e maiores afetados por seus impactos. Ou seja, estamos falando das populações mais vulneráveis no campo e nas cidades, que vivem em situação de extrema pobreza e insegurança alimentar, moram em áreas de risco suscetíveis a enchentes e desmoronamentos e não têm alternativa para se proteger.

O que mais a ciência deve fazer para provar às pessoas que a emergência climática é uma realidade e o ponto de não retorno está mais próximo do que nós, leigos, podemos supor? Como cada humano neste planeta pode contribuir para termos efetivamente uma política de transição para uma economia sustentável, com respeito ao meio ambiente e preservação da biodiversidade? Para essas e outras questões, a ciência já deu as respostas. Em vez de negá-la, temos que ouvir a voz da razão e tomar consciência. E tudo pra anteontem. É isso que podemos assistir no painel que discutiu esse tema, no Paraná Faz Ciência de 2021. Acesse abaixo!

Intérprete de LIBRAS: Jaqueline Araújo (Unespar)

Painel 10: Mudanças climáticas: o que a ciência tem a dizer?
Intérprete de Libras: Jaqueline Araújo (Unespar)

Saiba Mais

Painelistas

Dayani Bailly

UEM

Possui graduação em Ciências Biológicas, mestrado e doutorado em Ciências Ambientais, pelo Curso de Pós-graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais, todos da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Pós-doutorado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e UEM, onde é professora do Departamento de Biologia (DBI) e integra o Programa em Ecologia de Ambientes Aquáticos e Continentais (PEA).

Irene Carniatto

Unioeste

Graduada em Ciências com habilitação em Matemática, pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); mestrado em Educação em Ciências, pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep); doutorado em Engenharia Florestal, pela Universidade Federal do Paraná; e pós-doutorado em Ciências Biológicas, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). É pesquisadora e docente da Unioeste e coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Bacia Hidrográfica e Educação Ambiental.

Carlos Roberto Sanquetta

UFPR

Graduado em Engenharia Florestal e com dois mestrados: em Manejo Florestal, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), e em Silvicultura e Ecologia, pela Ehime University, no Japão. Doutorado em Ecologia e Manejo de Recursos Florestais, pela United Graduate School of Agricultural Sciences; pós-doutorado pela Japan Society for the Promotion of Science, os dois no Japão; e pós-doutorado em Manejo de Ecossistemas e Manejo Florestal e Mudanças Climáticas, na Universidade de Lisboa, Portugal.

Halley Caixeta

UEL

Possui graduação em Ciências Biológicas, doutorado em Biologia Funcional e Molecular, e pós-doutorado em Fisiologia Vegetal, todos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Trabalha como professor na Universidade Estadual de Londrina (UEL), orientando nos programas de Pós-Graduação em Ciências Biológicas e em Agronomia.

Mediador

Francisco de Assis Mendonça

UFPR

Graduado em Geografia, pela Universidade Federal de Goiás (UFG); mestrado em Geografia Física/Meio ambiente; e doutorado em Clima e Planejamento Urbano, pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorado em Epistemologia da Geografia, pela Université Sorbonne/Paris I, na França, e Estudo do Ambiente Urbano, pela Universidad de Chile, todos em Geografia. É docente da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Geografia, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).