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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

As visitas integram as ações ligadas à 22ª SNCT; a primeira parte do evento ocorreu na Universidade

A imagem mostra uma sala de aula ampla e bem iluminada, com estudantes sentados, atentos a uma apresentação. Na frente, a equipe NAPI/ UEL está em pé atrás de uma mesa, falando e mostrando frascos com líquidos e materiais científicos. Na parede atrás deles, há um cartaz grande com o título “Clube de Ciências” e desenhos relacionados à natureza. O público parece bastante interessado e o ambiente transmite uma sensação de engajamento e troca de conhecimento.
Equipe da UEL durante apresentação para os clubes Lavoisier e Mentes Brilhantes (Foto/Isabella Abrão)

Em maio, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) convidou os clubes articulados pela instituição para o evento “Biomas: dos clubes de ciência à pesquisa e extensão na Universidade”. O encontro ocorreu na própria UEL, integrado à 22ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT), por meio de um projeto aprovado na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Agora, foi a vez da equipe NAPI/UEL se locomover até cidades da região para conhecer as atividades dos clubistas.

As visitas foram realizadas em escolas dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Londrina e Telêmaco Borba. Do primeiro, foi o Colégio Estadual 14 de Dezembro (Clube 14), de Alvorada do Sul, que recebeu a equipe. Já do segundo, foi o Colégio Estadual São Francisco de Assis (Clube Cientistas em Ação), de Telêmaco Borba; Colégio Estadual Manoel Antônio Gomes (Clube Riso), de Reserva; Colégio Estadual Altair Mongruel (Clube Mentes Brilhantes) e Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola (Clube Lavoisier), ambos de Ortigueira.

A imagem mostra um estudante observando atentamente frascos de vidro sobre uma mesa pequena. Os frascos contêm animais preservados em líquido transparente — como peixes, cobras e insetos — usados para estudos científicos. Ao fundo há um banner com logotipos de projetos educacionais e de ciência, incluindo “Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker”, “Meninas Paraná Faz Ciência”, “Fundação Araucária” e “CNPq”.
Alunos do Clube 14 observando amostras do Museu de Zoologia da UEL (Foto/Isabella Abrão)

Segundo a professora Mariana Andrade, coordenadora institucional do NAPI – PRFC pela Universidade, a visita aos clubes tem como objetivo principal promover maior integração entre a Universidade, os professores e os alunos que fazem parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. “É um momento para que os clubistas apresentem seus projetos em desenvolvimento e para a Universidade levar outros temas de pesquisa”, destaca.

Para Gabriela Figliano, bolsista pedagógica (Bolsa Técnico Nível Superior-BTNS – em Pedagogia), a recepção nas escolas não poderia ter sido melhor. Durante os encontros, a equipe da UEL apresentou os biomas do Brasil, levou amostras do Museu de Zoologia e conheceu mais sobre os clubes. Um deles foi o Clube Riso, que trabalha com robótica. “No momento da visita, rolou um bate-papo bem descontraído”, conta. “Os meninos mais tímidos, mas muito habilidosos com a parte mecânica, e as meninas super comunicativas com o trabalho em grupo.”

A imagem mostra alunos reunidos em uma mesa de trabalho, concentrados em montar robôs feitos com materiais simples, como papelão, fios e rodas plásticas amarelas. Dois deles observam e ajustam peças elétricas nos veículos, enquanto outro parece testar uma parte com um fio conectado. O ambiente é uma sala de aula, com paredes cinza e um armário metálico ao fundo.
Alunos do Clube Riso mostraram robôs que estão desenvolvendo (Foto/Isabella Abrão)

A UEL é articuladora de um total de 20 clubes de ciências no Paraná. A Rede de Clubes atua com escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino e os projetos se dividem em Clubes Paraná Faz Ciência, Clubes PRFC Maker e Clubes PRFC Meninas. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Estadual de Educação (SEED), da Fundação Araucária e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, realizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência, ganhou destaque no programa da Record, Balanço Geral, do dia 5 de dezembro de 2025, que apresentou um retrato aprofundado de como os paranaenses enxergam a ciência e seus profissionais. O levantamento ouviu mais de 2.600 pessoas, em 88 municípios, e evidenciou um dado expressivo: a confiança da população aumenta significativamente quando a informação vem de pesquisadores das universidades.

No Paraná, essa confiança atinge 0,93 em um índice que vai de 0 a 1, demonstrando um nível alto de credibilidade atribuída aos cientistas das instituições públicas de ensino superior e aos institutos de pesquisa. Embora os médicos também registrem alta confiança no estado, o resultado chama atenção porque, nacionalmente, essa categoria costuma liderar estudos parecidos. Porém, a pesquisa do NAPI PRFC mostra que os cientistas das universidades ocupam o topo da lista.

Segundo a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e uma das coordenadoras da pesquisa, Débora Sant’Ana, os dados são coletados por representantes das próprias universidades que integram o NAPI. Os questionários incluem temas como áreas de interesse da população, hábitos de informação e relação com a ciência, o que permite um panorama detalhado sobre percepções, expectativas e desafios. Os resultados foram compilados em um livro de mais de 100 páginas, que sintetiza o estudo e suas principais conclusões.

Articuladora do NAPI PRFC Débora Sant’Ana

Um resultado importante da pesquisa é que muitos participantes demonstram preocupação com notícias falsas, especialmente em temas ligados à saúde e à ciência. Esse ponto reforça a relevância de iniciativas como a do NAPI, que trabalha para aproximar a população da produção científica e fortalecer a circulação de informações seguras.

Ciência, na prática

A reportagem também visitou o Laboratório de Imunogenética (Imunogen) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), instituição que integra a rede apoiadora do NAPI. Com 40 anos de atuação, o Imunogen é referência nacional em exames de histocompatibilidade, essenciais para avaliar compatibilidade de células, tecidos e órgãos em transplantes.

No laboratório, professores e pesquisadores explicaram que a confiança no trabalho das universidades é resultado direto do rigor adotado em todas as etapas da pesquisa. “Todo estudo passa por avaliações rigorosas e revisões antes da publicação”, afirmou uma das pesquisadoras. Esse processo garante resultados precisos e fundamentados em evidências, sem espaço para desinformação.

Analista e Gestora de Qualidade Bruna Hirata

O laboratório também presta serviços seguindo padrões nacionais e internacionais de qualidade, o que contribui para consolidar a credibilidade das universidades e reforçar o impacto do trabalho científico no cotidiano dos paranaenses.

Por que os paranaenses confiam tanto?

Uma das razões para esse alto índice de confiança apontado pela pesquisa do NAPI PRFC é a forte presença das universidades no estado. Segundo a articuladora do NAPI Débora Sant’Ana, “o Paraná possui 12 instituições públicas de ensino superior, sete universidades estaduais e cinco federais, muitas delas com campi espalhados por diversas cidades. Essa capilaridade faz com que a ciência faça parte da rotina de grande parte da população”.

Pesquisadores experientes destacaram o orgulho e a responsabilidade que esses números representam. “A gente brinca que fica aqui ‘atrás dos tubinhos’, mas saber que o público acredita no que fazemos dá um ânimo enorme”, destacou a codiretora do Imunogen Profa Larissa Bahls. Para ela, o trabalho cotidiano nas universidades ajuda a desmistificar desinformações e a mostrar a importância da ciência produzida no estado.

Confira a reportagem completa no Instagram do NAPI PRFC

A pesquisa do clube Desbravadores do Iguaçu falou sobre a qualidade da água do Rio Iguaçu

Três estudantes e uma mulher adulta posam sorrindo em um auditório, segurando certificados dentro de pastas vermelhas abertas. Os estudantes usam camisetas brancas e estão sentados em degraus à frente do palco. Atrás deles há um telão com projeções coloridas e banners de eventos científicos. À direita, há um arranjo de flores brancas próximo a um púlpito de madeira. A cena transmite um momento de celebração e premiação.
Clube Desbravadores do Iguaçu conquista 3º lugar na Feira da PUC-PR (Foto/Giovane de Lima)

O Clube de Ciências Desbravadores do Iguaçu, do Colégio Estadual Costa Viana, em São José dos Pinhais, alcançou o terceiro lugar na 10ª Feira de Ciências Júnior, ocorrida entre 20 e 23 de outubro na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). A premiação do clube foi na categoria Ensino Fundamental II, reconhecendo o projeto “Desbravando o Iguaçu: uma avaliação da qualidade da água em São José dos Pinhais“.

O projeto premiado é fruto da dedicação dos clubistas Thainá Ferreira Carvalho, Guilherme Gonçalves dos Santos e Julia Prestes Fagundes, orientados pela professora e coordenadora do clube, Andressa Glinski Pessotto.

Pesquisa em Campo com Foco Ambiental

O Clube de Ciências Desbravadores do Iguaçu tem como foco o monitoramento das águas da nascente do Rio Iguaçu e acompanha seu percurso pela cidade de São José dos Pinhais. O trabalho é altamente relevante, uma vez que o Rio Iguaçu é um dos mais importantes da região e do estado.

O projeto apresentado na Feira é resultado de um trabalho investigativo aprofundado: os clubistas realizaram coletas e análises físicas, químicas e biológicas para entender de que forma a poluição urbana, agrícola e industrial está afetando o rio. Essa pesquisa prática promoveu um aprendizado ativo e consciente sobre o impacto das ações humanas no meio ambiente local.

Compromisso com Cidades Sustentáveis

A 10ª Feira de Ciências Júnior, que ocorreu em paralelo à 6ª Mostra Paralela de Ciências no Campus Curitiba da PUC-PR, teve como tema central “Cidades Sustentáveis”. O evento tem o propósito de fortalecer o ensino da ciência na Educação Básica, promovendo a cultura indagativa e crítica entre os estudantes.

A cada edição, a Feira propõe um eixo temático alinhado às áreas estratégicas de desenvolvimento e o tema deste ano buscava trabalhos com aderência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O projeto do clube de São José dos Pinhais se destacou por sua clara relação com a ODS 6 (Água Potável e Saneamento), reforçando o incentivo a vocações científicas e a capacidade inventiva e investigativa que contribuem para o desenvolvimento da sociedade.

A premiação do Clube Desbravadores do Iguaçu é um importante reconhecimento do trabalho realizado pelas escolas paranaenses na formação de jovens capazes de identificar problemas locais e buscar soluções baseadas em evidências científicas.

Estudantes de sete cidades do Litoral e a comunidade local puderam aprender mais sobre cultura oceânica

A 14ª edição da Feira de Ciências do Litoral Paranaense ocorreu entre os dias 3 e 5 de dezembro, no Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Matinhos. O evento é promovido anualmente pelo LabMóvel, iniciativa ligada ao Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência.

Participaram estudantes do ensino fundamental e médio de sete cidades da região, que puderam apresentar seus trabalhos nas categorias Divulgação Científica, Desenvolvimento Tecnológico e Iniciação à Pesquisa, e no tema deste ano, que foi “Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”, alinhado à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2025.

Ao longo dos três dias, a programação combinou apresentação de projetos com oficinas e atividades educativas. Na manhã da quarta-feira, dia 3, os estudantes montaram seus estandes e, à tarde, participaram da abertura oficial da Feira, que marcou o início das atividades.

Durante a cerimônia, o prefeito de Morretes, Júnior Brindarolli, destacou a relação entre a economia local e o tema “Planeta Água”. Na sequência, Edilene Dahmer, representante do Setor Litoral da UFPR, celebrou a presença dos alunos como futuros universitários e o compartilhamento de saberes. 

O professor Paulo Penteado, do Núcleo Regional de Educação, reforçou a importância de iniciar a prática científica logo cedo, enquanto Marcos Randi, do setor de concursos da UFPR, incentivou os alunos a conhecerem a universidade pública. O coordenador da Feira e integrante do NAPI, Emerson Joucoski, encerrou a abertura comemorando o alcance da iniciativa.

No dia 3, começaram, também, as atividades voltadas à cultura oceânica, realizadas em parceria com a Coalizão Paraná pela Década do Oceano e o Projeto Mar Maré. Paralelamente, teve início o Curso de Arbitragem de Xadrez Escolar, que reuniu estudantes da rede pública de Matinhos. Além disso, a programação contou com expositores de livros e com a oficina “Tesouros do Mar”, do PET Litoral Social, que apresentou períodos de defesa de espécies marinhas e reforçou a importância da preservação ambiental.

As oficinas e exposições seguiram com grande diversidade de temas. O LabPOPSaúde levou modelos tridimensionais e dinâmicas sobre saúde pública. Já a oficina de Geotintas e Degradação Ambiental atraiu o público com tintas feitas de materiais naturais, como argila, terra, carvão e beterraba. Segundo a professora responsável pela atividade, Daiana Holz, a ação surgiu a partir de obras próximas à escola, que inspiraram reflexões sobre impactos ambientais.

A divulgação científica continuou em diferentes espaços da universidade. O Planetário móvel do Parque da Ciência apresentou sessões de astronomia que encantaram alunos e professores. Na Biblioteca do Setor Litoral, visitantes e escolas acompanharam contação de histórias sobre o tema “Planeta Água” e assistiram a uma peça teatral sobre preservação ambiental. Paralelamente, laboratórios da UFPR Litoral abriram as portas para visitas, incluindo o Rebiflora, que mostrou usos das plantas da Mata Atlântica.

As ações educativas se estenderam para além dos espaços internos. O Museu de Ciências Naturais da UFPR expôs parte de sua coleção didática na quinta-feira, dia 4, com itens interativos, como impressões 3D de crânios humanos. Já o ZikaBus, projeto do LabMóvel, apresentou atividades sobre prevenção de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, problema recorrente no litoral. 

O Coletivo Lixo Zero de São José dos Pinhais orientou práticas corretas de descarte de resíduos e o Rebimar promoveu o Desafio Rebimar, que mobilizou estudantes da rede pública a pensar soluções para impactos climáticos. Estudantes dos Clubes de Ciências dos colégios Gabriel de Lara e Professora Abigail dos Santos Corrêa desenvolveram pesquisas sobre “Mudanças Climáticas e o Litoral do Paraná”. Após seis etapas com materiais do Rebimar, apresentaram seus projetos na quinta-feira, dia 4. O clube vencedor, do Colégio Gabriel de Lara, foi premiado com uma visita a um museu em Curitiba.

Na sexta-feira, dia 5, a programação seguiu com a final dos Jogos Escolares de Xadrez das escolas municipais de Matinhos, que premiou 12 estudantes após uma manhã de partidas.

O encerramento da Feira contou com a peça “Pingo: uma gotinha rumo ao mar”, apresentada pelo Grupo de Teatro Científico, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (GTC-UEPG). De acordo com a coordenadora do grupo e integrante do NAPI Paraná Faz Ciência, Leila Freire, a peça trabalha temas como cultura oceânica e contaminação das águas por microplásticos. Em seguida, ocorreu a premiação oficial, que contemplou todos os participantes. A categoria voto popular ultrapassou os 20 mil votos e motivou os alunos até os últimos momentos do evento. As fotos da premiação e dos estandes podem ser acessadas aqui.

Experiência em Belém reuniu estudantes do Brasil, França, Colômbia e Chile em uma semana de intercâmbio científico e produção de propostas climáticas

Um grupo de aproximadamente vinte adolescentes e adultos, em pé, posando juntos em um ambiente interno. Eles estão alinhados, segurando duas grandes bandeiras à frente: uma branca com o logo da Unicentro Paraná em preto e amarelo, e outra que é a bandeira do Paraná (verde, branco e azul). O grupo veste roupas casuais de verão, como shorts e camisetas. A cena é emoldurada por uma grande parede ao fundo, totalmente coberta por um mural ricamente colorido, vibrante e detalhado, que apresenta figuras humanas e padrões que remetem à arte folclórica ou indígena, sob uma iluminação interna suave.
Clubistas reunidos no Museu Emílio Goeldi (Foto/Thiago de Oliveira)

A ciência produzida na Educação Básica do Paraná ganhou alcance internacional durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Entre 10 e 14 de novembro, uma delegação articulada pela Unicentro participou das atividades do Pacto Global de Jovens pelo Clima (GYCP), em Belém, apresentando pesquisas, debatendo soluções locais e contribuindo para a redação do Manifesto de Belém, o documento que reivindica que a educação seja reconhecida como pilar estratégico da agenda climática mundial.

A articuladora da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na Unicentro, Marquiana Gomes, destacou a trajetória que levou os estudantes ao encontro global. “As ações que os jovens têm feito aqui são uma culminância de um trabalho coletivo, que vem sendo desenvolvido há pelo menos dois anos. Eles puderam partilhar essa experiência com outros jovens de várias regiões do Brasil, como Pernambuco e Ceará, e também de outros países”, explica.

Coordenadora nacional do GYCP e professora da Unicentro, Adriana Kataoka reforçou o alcance político e cultural da participação paranaense. “Realmente superou as expectativas. Vimos a riqueza e a diversidade dos trabalhos, como cada cultura e cada região encara e resolve os seus problemas. E isso mostra que preservar a Amazônia passa necessariamente pelo cuidado com os povos originários”, reforça a professora.

Ao centro, Adriana Kataoka e Marquiana de Freiras Vilas Boas Gomes (Foto/Thiago de Oliveira)

Protagonismo paranaense na COP30

Ao todo, onze estudantes articulados pela Unicentro participaram da programação do GYCP, em Belém. Entre eles, oito jovens cientistas de Guarapuava, parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência vivenciaram uma semana de imersão, dialogando com estudantes da França, Colômbia e Chile – incluindo a Ilha de Páscoa -, apresentando pesquisas e contribuindo para a elaboração coletiva da Carta da Terra, que reúne reivindicações e propostas de ação climática para o triênio 2025–2028.

O ponto alto da participação para os clubistas ocorreu no dia 12, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), onde os estudantes defenderam projetos que transformam problemas locais em soluções aplicadas.

Os temas das apresentações incluíram saneamento, monitoramento ambiental, biodiversidade e preservação dos arroios urbanos. Raul Ramos, do Colégio Estadual Padre Chagas, avaliou o que viu. “Cada projeto tem uma ideia muito brilhante, pela necessidade criada dentro da região e pela inovação na resolução dos problemas”.

Bruna Wolf Battistelli, do Colégio Estadual Carneiro Martins, ressaltou a troca com jovens pesquisadores de outros países. “Eram muito mais pessoas e eram jovens que também desenvolvem projetos. É legal compartilhar um pouco do que fazemos na nossa sociedade”, contou a estudante.

A professora de Bruna, Ariane Andrade Bianco, celebrou a participação. “É uma oportunidade ímpar para eles. Tenho certeza de que vão sair daqui outras pessoas, com perspectivas muito mais maduras.”

As alunas Isabelle Burnout e Bruna Wolf Battistelli e a professora Ariane Andrade Bianco, do Colégio Estadual Carneiro Martins, em auditório da UFRA (Foto/Thiago de Oliveira)

Para Tiago Vaz Machado, aluno do Colégio de Ensino Integral Professor Pedro Carli, a experiência ampliou o sentido do engajamento climático.“Não é apenas discutir algumas coisas, é colocar em prática. Acho que conseguimos levar isso para a nossa cidade e desenvolver o projeto lá.”

Intercâmbio cultural e responsabilidade global

A diversidade de realidades trouxe novas camadas ao debate climático. O estudante francês Martin Zdunek refletiu sobre sua própria posição. “Somos nós, os europeus, os Estados Unidos, a China, os países mais ricos, que criamos esses problemas. E as repercussões são muito mais graves aqui no Brasil.”

Da Ilha de Páscoa, a professora Angela Pakarati compartilhou a rotina de impactos ambientais na pequena ilha do Pacífico. “Recebemos todos os dias uma tartaruga com uma rede, um golfinho ferido. Qual é a sua solução para o cuidado do planeta? A minha forma é reciclando.”

Estudantes, professores e pesquisadores no diálogo sobre oceanos. Angela é a primeira pessoa à direita (Foto/Thiago de Oliveira)

Para as estudantes paranaenses, o encontro gerou conexões e aprendizado linguístico. Izadorah Estrella, do Colégio Estadual Padre Chagas, comentou sobre as interações. “Fiz muitas amizades, principalmente com o pessoal de fora. Aproveitamos para treinar inglês e espanhol e refletir em conjunto”, conta.

A professora Crissiane Loyse Luz, do Colégio Estadual Cristo Rei, avaliou o impacto formativo nos alunos. “Eles estão se tornando protagonistas e debatendo a importância das ações de mitigação das mudanças climáticas.”

Nicoli dos Santos Castilho Nuskovski, 13 anos, aluna do Cristo Rei também celebrou os encontros. “Foi muito divertido conhecer novas pessoas e interagir com elas. Acho que todas foram muito bem nas apresentações.”

Clubistas e professores no Aeroporto de Belém (Foto/Thiago de Oliveira)

Manifesto de Belém

A participação dos jovens culminou na elaboração do Manifesto de Belém, também chamado de “Carta da Terra”, documento assinado por todos os presentes e pelos 58 mil jovens do Pacto Global de Jovens pelo Clima.

O texto afirma que a crise climática não é apenas ambiental, mas também social, econômica, ética e educativa, e denuncia a lentidão das ações governamentais. O manifesto defende que nenhum acordo climático será efetivo sem uma transformação profunda nos sistemas educacionais.

Entre as principais reivindicações estão:

O documento encerra afirmando que “a educação é clima, economia e justiça” e que não haverá desenvolvimento sustentável enquanto conhecimento e ação seguirem dissociados.

Toda a comitiva do GYCP em Belém (Foto/Thiago de Oliveira)

Legado

Após uma semana intensa, que incluiu atividades em pontos turísticos como o Ver-o-Peso, Forte do Presépio e Museu Emílio Goeldi, os jovens retornam ao Paraná com novas perspectivas, experiências científicas e um compromisso político traduzido na Carta da Terra.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Equipes apresentaram projetos científicos na Feira, em Londrina; um dos clubes vinculados à UEL foi premiado no evento

A imagem mostra várias pessoas circulando entre estandes com pôsteres científicos. Algumas vestem camisetas turquesa da FITEC. No centro da imagem, pode-se destacar a equipe do clube Unidade Polo. Três alunos apresentam o projeto do clube para os visitantes da feira.
Três clubes da UEL participaram do evento (Foto/Arquivo Pessoal)

A Feira de Inovação, Tecnologia e Ciências (FITEC) chegou à sua 24ª edição e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) esteve muito bem representada. Alguns dos clubes articulados pela instituição, parceira do NAPI – Paraná Faz Ciência, estiveram presentes no evento. A FITEC foi realizada entre os dias 5 e 7 de novembro, em Londrina.

As equipes que fizeram parte deste momento e estão vinculadas à UEL pertencem ao Colégio Estadual Unidade Polo Karoline V. A. e Luan A. S. (Clube Unidade Polo), de Ibiporã; Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy (Clube Discovery Kennedy’s), de Rolândia; e Colégio Estadual Machado de Assis (Clube Eco Sapiens), de Londrina.

A imagem mostra uma equipe de quatro pessoas, três alunos e um professor. Todos vestem blusas azul turquesa, próprias do evento. A equipe é do clube Unidade Polo e está posando para a foto, sorrindo, tirando uma selfie. Atrás, há um banner com o projeto apresentado pelo grupo.
Equipe do clube Unidade Polo na FITEC 2025 (Foto/Arquivo Pessoal)

Durante a Feira, alunos e professores expuseram parte dos projetos que estão desenvolvendo ao longo do ano. Além disso, o evento contou com palestras, oficinas e diversas outras atividades, pensadas exclusivamente para o público da FITEC, que são estudantes do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Como de costume no contexto das feiras científicas, também houve a avaliação dos trabalhos apresentados e, em algumas categorias, premiação.

A imagem mostra um grupo de quatro estudantes, pertencentes ao clube Eco Sapiens. Os alunos posam para a foto, vestidos com a blusa do evento, azul turquesa. Um dos estudantes segura um certificado, recebido pelo segundo melhor tempo no escape room, uma das atividades ofertadas na Feira.
Equipe do clube Eco Sapiens na FITEC 2025 (Foto/Arquivo Pessoal)

Este foi o caso do clube Discovery Kennedy’s, que conquistou dois prêmios no evento. O projeto “Serviços ecossistêmicos e arborização urbana no entorno do Lago San Fernando, Rolândia-PR” foi contemplado nas categorias “Destaque – Rigor Metodológico” e “Credencial para Fenecit”. Com este último, a equipe garantiu a classificação para a Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (FENECIT) deste ano.

A imagem mostra um momento importante, em uma premiação. Atrás, há um painel luminoso indicando que é o momento de entregar o credenciamento para outra feira. No palco, há várias estudantes segurando bandeiras das escolas as quais fazem parte. No meio, há o grupo do clube Discovery Kennedy’s, que recebeu dois certificados pelo projeto apresentado no evento.
Equipe do clube Discovery Kennedy’s durante a premiação da FITEC 2025 (Foto/Arquivo Pessoal)

De acordo com o professor Carlos Marcelo Campaner, coorientador do clube e coordenador do projeto premiado, a própria experiência de estar em um evento científico já é gratificante. “Eu gosto muito de participar dessas feiras e tento passar isso para os meus alunos. Essa vontade de participar, de desenvolver a ciência e promover a ciência”, conta. “A ideia é dar continuidade nesse projeto e continuar com outros projetos que não foram classificados, mas que podem ser desenvolvidos ainda mais”, conclui.

Desafio REBIMAR chega à grande final durante a XIV Feira Regional de Ciências do Litoral do Paraná

A UFPR Litoral, em Matinhos, recebe de 3 a 5 de dezembro a XIV Feira Regional de Ciências do Litoral do Paraná e, junto com ela, um momento aguardado por estudantes e educadores da região: a grande final do Desafio REBIMAR. Com o tema “Mudanças Climáticas e o Litoral do Paraná”, a iniciativa envolve Clubes de Ciências da rede pública, em parceria com os clubes da Rede NAPI Paraná Faz Ciência, para transformar perguntas do cotidiano em investigação, troca de saberes e propostas de soluções com base científica, conectadas ao território onde esses jovens vivem.

Ao longo do ano, o Laboratório Móvel de Educação Científica da UFPR (LabMóvel) promove ações voltadas a incentivar a criatividade, a reflexão e o senso crítico entre estudantes da Educação Básica, por meio do desenvolvimento de projetos em diferentes áreas do conhecimento, contribuindo para aproximar e desmistificar a ciência no litoral paranaense. Uma das formas é por meio da Feira Regional de Ciências do Litoral do Paraná.

Este ano a Feira Regional de Ciências do Litoral do Paraná continua sua tradição de manter o mesmo tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que este ano é ‘Planeta Água: Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no Meu Território’. Assim, a Feira deste ano continuará premiando as categorias de Divulgação Científica (DC) e Desenvolvimento Tecnológico e iniciação à pesquisa (DT), mas também premiará o tema da SNCT 2025”, explica o professor Emerson Joucoski, vice-coordenador do LabMóvel UFPR.Contamos com a presença de todos para aproveitarem a Feira e se divertirem com a Ciência!”

Na reta final do Desafio, a ciência saiu da teoria e ganhou chão. Desenvolvida ao longo de três meses, a atividade percorreu seis etapas e envolveu os Clubes de Ciências dos Colégios Estaduais Gabriel de Lara e Professora Abigail dos Santos Corrêa, ambos de Matinhos. Com apoio de materiais didáticos do REBIMAR, seminários, oficinas e aulas de campo, os estudantes realizaram pesquisas no Parque Estadual Rio da Onça e na região do Cabaraquara, além de produzirem materiais de divulgação científica elaborados pelos próprios participantes.

A proposta é mobilizar o trabalho coletivo e o pensamento crítico, fortalecer a relação entre ciência e comunidade, ampliar a compreensão sobre os impactos das mudanças climáticas no litoral e valorizar a biodiversidade e a conservação ambiental. “Queremos inspirar os estudantes a olhar para o território em que vivem e perceber que eles podem ser parte da solução. A emergência climática é global, mas a transformação começa em nível local”, destaca Marjorie Ramos, técnica em Educação Ambiental e coordenadora da iniciativa.

Programação sujeita a alterações. Confira no link oficial do evento: https://labmovel.ufpr.br/feira-de-ciencias/xiv-feira-regional-de-ciencias-do-litoral-do-parana-versao-2025/

O Desafio REBIMAR 2025 é uma ação educativa do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (REBIMAR), desenvolvido pela Associação MarBrasil, com patrocínio do Governo Federal, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e apoio científico de universidades parceiras

Clube de Ciências do Colégio Professora Abigail dos Santos Corrêa. Foto: Rebimar

Clube de Ciências do Colégio Gabriel de Lara. Foto: Rebimar

O Programa Rebimar é um conjunto de ações socioambientais voltadas para a conservação da região litorânea, principalmente no Paraná e na costa sul de São Paulo. A iniciativa faz parte da Associação MarBrasil, tem patrocínio do Governo Federal, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e conta com apoio científico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), do Instituto Federal do Paraná (IFPR), da Universidade Estadual do Parana (UNESPAR) e da Universidade de São Paulo (USP).

Os Clubes UENP levaram para o Norte Pioneiro premiações em inovação, sustentabilidade e divulgação científica

Membros do Clube Inovar se emocionam ao ganhar prêmios
Membros do Clube Inovar emocionados ao ouvir a premiação (Foto/Ana C. Amaral)

Os Clubes de Ciências vinculados à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) tiveram desempenho de grande destaque na edição 2025 da Feira de Ciência, Cultura e Inovação (FECCI). O evento teve sua primeira edição em 2025 durante os dias 4, 5 e 6 de novembro, em Curitiba.

Com projetos que envolveram sustentabilidade, tecnologia e empreendedorismo, os clubistas voltaram ao Norte Pioneiro com premiações em diversas categorias. Conheça mais sobre os trabalhos premiados dos Clubes UENP.

Clube de Ciências Inovar

Clube Inovar em frente ao painel da FECCI (Foto/Ana C. Amaral)

O Clube Inovar, do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, em Andirá, é orientado pelas professoras Karoline de Azevedo Ferreira Rodrigues e Silvia Renata Zanon. Foi um dos grandes destaques da feira. Ao todo, o clube conquistou 6 pódios! O grupo garantiu colocações em diferentes categorias, refletindo o forte engajamento dos estudantes e a qualidade excepcional dos projetos apresentados.

1º lugar – Ciências Exatas (Júnior)

Projeto: NewBit: a nova moeda da escola para reconhecer o esforço e a participação dos alunos

3º lugar – Comunicação (Júnior) e 2º lugar – Empreendedorismo (Júnior)

Projeto: Do Lixo ao Luxo Verde: Compostagem educando para a Sustentabilidade

Clube Inovar recebendo um dos seis prêmios conquistados (Foto/Ana C. Amaral)

2º lugar – Desenvolvimento de Produto (Júnior)

Projeto: BioProtect: Bioplástico biodegradável como alternativa sustentável para a redução de resíduos plásticos

3º lugar – Ciências Exatas (Júnior)

Projeto: Gotas de Consciência: o impacto da captação de água de chuva na horta escolar do Barbosa Ferraz

3º lugar – Ciências Exatas (Jovem)

Projeto: Recicla: App ambiental unindo tecnologia e consciência na luta por um futuro mais limpo

Clube Inovar e equipe UENP mais uma vez no palco recebendo prêmios na FECCI (Foto/Ana C. Amaral)

Clube Exploradores da Ciência

Localizado em Santo Antônio da Platina, o Clube Exploradores da Ciência, do Colégio Estadual Edith de Souza Prado de Oliveira, é orientado pela professora Jessica Christina de Moura. Os clubistas foram premiados por seu trabalho ligado à Dengue. 

1º lugar – Desenvolvimento de Produto (Jovem)

Projeto: Ciência e Sustentabilidade no Combate à Dengue

Clube Exploradores da Ciência recebendo prêmio no palco (Foto/Ana C. Amaral)

Clube de Ciências Hidronautas

Representando o NRE Ibaiti, o Clube Hidronautas, do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Segismundo Antunes Netto, de Siqueira Campos, foi premiado na categoria Robótica. O clube é orientado pelo professor Eduardo Henrique Xavier de Oliveira.

3º lugar – Inovação Tecnológica e Robótica (Jovem)

Projeto: Chocadeira com componentes da Robótica

Clube Hidronautas e a equipe UENP mostram os prêmios recebidos (Foto/Ana C. Amaral)

Clube de Ciências Mundo Verde

O Clube Mundo Verde, do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, em Assaí, e parte do NRE – Cornélio Procópio celebrou o primeiro lugar na categoria mais disputada pela comunidade: a Escolha do Público. Como orientadora, está a professora Aparecida Cândida Duarte.

1º lugar – Escolha do Público, com 17.305 votos

Projeto: “Compostagem e Horta Escolar”

Clube Mundo Verde posa com prêmios no palco (Foto/Ana C. Amaral)

Clube Agrociência

Mostrando a força das iniciativas voltadas à sustentabilidade, o Clube Agrociência, do Colégio Estadual Maria Francisca de Souza, do município de Barra do Jacaré e ligado ao NRE Jacarezinho, foi orientado pela professora Vagna Aparecida da Silva Munhão. Eles conquistaram um primeiro lugar:

1º lugar – Meu Clube é Show (Agroecologia)

Projeto: Chamas do Futuro: Estudantes transformando resíduos em energia e sustentabilidade

Clube Agrociência com o coordenador da equipe UENP, Lucken Bueno Lucas (Foto/Ana C. Amaral)

Clube Exploradores da Ciência

O Clube Exploradores da Ciência, do Colégio Estadual Marcílio Dias, na cidade de Itambaracá (NRE Cornélio Procópio) foi o vencedor na categoria Divulgação Científica. Os orientadores do clube são Ana Paula Vieira e Guilherme César Cordeiro dos Santos.

1º lugar – Divulgação Científica (Júnior)

Projeto: Da Sala de Aula para o Canteiro: uma horta didática com sistema de irrigação controlado por sensores

Clube Exploradores recebendo prêmios no palco da FECCI (Foto/Ana C. Amaral)

Os prêmios são apenas parte de todas as conquistas dos Clubes UENP ao longo do projeto. Ter a possibilidade de conhecer outros lugares, profissionais da área e reencontrar amigos de outras feiras são alguns exemplos das conquistas que já estão no coração e na história de todos os membros da equipe. E que venha 2026, para mais encontros que incentivem a ciência possam acontecer por todo estado!

Clubes e equipe UENP posando para foto com prêmios da FECCI 2025 (Foto/Ana C. Amaral)

Impulsionados pelo sucesso na FECCI, os clubistas da Unespar se preparam para brilhar na Feira do Litoral, em Matinhos

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em um palco, celebrando com muita alegria. Há cerca de dez pessoas, incluindo adultos e jovens, todas sorrindo, levantando os braços e exibindo entusiasmo. No centro, uma pessoa segura um certificado, que see trata de uma premiaçã. Algumas pessoas também seguram sacolas de papel, que são prêmios do evento O fundo apresenta um grande painel com um logotipo colorido e elementos gráficos, indicando que a foto foi tirada em um evento científico, a FECCI.
Clubistas da Unespar premiados na FECCI no começo de novembro (Foto/NAPI PRFC)

A primeira edição da Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência, a FECCI, trouxe um saldo positivo para os clubistas ligados à Unespar. Entre os mais de 30 trabalhos apresentados, 7 subiram ao palco e garantiram prêmios, simbolizando o esforço de alunos, professores e articuladores do NAPI – Paraná Faz Ciência. 

Os trabalhos “Os benefícios do contato com o ambiente marinho para saúde mental” e “Da planilha ao pixel art: a pesca de pequena escala do litoral paranaense” orientados pelas professoras Tatiana Kraiczei e Michele Cristina Nether, respectivamente, foram os grandes vencedores das categorias Ciências da Saúde – Jovem e Ciências Exatas – Jovem. Desenvolvidos nas cidades de Matinhos e Pontal do Paraná, os clubistas também vão apresentar seus trabalhos na Feira do Litoral da UFPR (Universidade Federal do Paraná) entre os dias 3 e 5 de dezembro, em Matinhos. 

Classificados na segunda colocação, os trabalhos “Conhecimento tradicional e práticas medicinais populares”, “A sericicultura em Nova Esperança-PR: história, cultura e tradição do casulo de seda” e “Monitoramento ambiental em caminhão de transporte de leguminosas com arduino” representaram os clubes ligados ao núcleo de Paranavaí da Unespar. Orientados pelos professores Gilvan de Andrade, Eloah Oliveira e Adriana Maldonado, os clubistas abordaram sobre temáticas ligadas ao norte paranaense.

A imagem mostra um estande de feira científica identificado como FECCI– Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, com os números 53 e 54 no topo das estruturas. Dois estudantes, que parecem estar apresentando um projeto. Eles conversam com uma visitante que está de costas, vestindo calça verde e blusa clara. Sobre a mesa há uma maquete ou modelo didático com desenhos de recipientes de água, sugerindo que o projeto aborda algum tema relacionado a recursos hídricos, qualidade da água ou processos científicos. Ao fundo, há um pôster grande com textos, imagens e gráficos explicando o experimento.
Clubistas apresentando seus projetos e fazendo a diferença na FECCI (Foto: Arquivo pessoal)

Entre os clubes do litoral, “Qualidade da água: estudo do PH e fontes de

consumo pelos alunos do colégio Bento em Paranaguá” orientado por Andreia Cristina

Bittencourt Petruy também garantiu a segunda colocação na categoria Ciências Biológicas – Júnior. Já o trabalho “A captação de água da chuva por cisternas como alternativa sustentável”, orientado pelo professor Jean Carlos Alves, ficou em terceiro lugar na categoria Década dos Oceanos – SNCT (Semana Nacional de Ciência e Tecnologia) – Júnior. 

Para o pró-reitor Antonio Marcos Dorigão, a Feira de Cultura Científica do Paraná é um evento muito importante, que reúne professores da rede pública de ensino para apresentar o desenvolvimento desses projetos dos Clubes de Ciências. “O momento é muito importante porque os clubes podem ver o que os outros clubes do Paraná estão desenvolvendo e também apresentar o seu trabalho. Especialmente importante porque isso resulta do protagonismo dos nossos estudantes e dos nossos professores no atendimento aos clubes de ciências nas regiões do Paranaguá e Paranavaí”, comentou.

A foto mostra um grupo de treze pessoas posando juntas em um palco. Na frente, três crianças estão sentadas ou agachadas, segurando sacolas de papel e um certificado.Ao lado delas, duas mulheres adultas também estão agachadas, aproximando-se do grupo infantil com expressão alegre. Atrás, há oito adultos em pé, alinhados, todos sorrindo. O fundo é um painel grande e iluminado, exibindo um logotipo colorido e abstrato.
Equipe da Unespar reunida em clima de celebração após a apresentação na FECCI (Foto/NAPI PRFC)

As equipes que conquistaram primeiro, segundo e terceiro lugares foram premiadas com equipamentos eletrônicos e kits multimídia, doados pela 9ª Regional da Receita Federal, e pela empresa Slim 3D, ambas parceiras do NAPI e do evento. Além das premiações, todos os participantes receberam medalhas e troféus em reconhecimento ao trabalho desenvolvido.

O próximo compromisso dos clubistas é a XIV Feira Regional de Ciências do Litoral Paranaense, em Matinhos. Catorze trabalhos ligados aos Clubes de Ciências da Unespar estão entre os 50 trabalhos aprovados na mostra científica. Orientados pelos professores Nayhr Carneiro, Tatiana, Jean Carlos Alves, Andreia Cristina Petruy e Michele Nether, os clubistas também contaram com o apoio das bolsistas pedagógicas Michele Mendes, Karoline Bonardo e Tânia Zaleski.

Os dois clubes premiados na FECCI participavam pela primeira vez de uma feira competitiva

A foto mostra um grupo de pessoas reunido no palco da FECCI, entre clubistas, professores e autoridade, todos posicionadas lado a lado e olhando para a câmera. Ao centro, a professora do clube Arquitetos da Natureza segura o certificado do prêmio, enquanto os alunos do clube usam medalhas penduradas no pescoço. Algumas pessoas vestem camisetas com logos do evento ou da escola, e outras usam roupas casuais. No fundo, há um telão iluminado com elementos gráficos coloridos. A iluminação do palco deixa reflexos roxos no chão. O clima geral é de celebração e premiação.
Clubistas do Arquitetos da Natureza durante a premiação da FECCI; o clube recebeu o primeiro lugar na categoria Ciências Agrárias Júnior (Foto/Divulgação)

Entre os dias 3 e 5 de Novembro, quatro clubes articulados pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR) campus Palmas participaram da Feira de Cultura Científica (FECCI), em Curitiba, no campus da UTFPR Neoville. Esta foi a primeira edição da Feira, que envolveu alunos do Ensino Fundamental I ao Ensino Médio, Técnico e EJA (Educação de Jovens e Adultos). A programação, além de contar com exposição e avaliação dos projetos, também contou com apresentações culturais, oficinas, estandes de instituições parceiras, entre outros.

Dos quatro clubes do IFPR presentes no evento, o Arquitetos da Natureza, da cidade de Palmas, e o HF Maker, de Mangueirinha, receberam os primeiros prêmios nas categorias Ciências Agrárias Júnior e Ciências Biológicas Jovem Total, respectivamente. Para ambos os clubes foi a primeira experiência em uma feira competitiva. Conheça a seguir cada um dos projetos vencedores:

Esse projeto investiga formas mais sustentáveis de produzir hortaliças. A pesquisa comparou o cultivo de alface e rabanete juntos, com e sem cobertura morta — uma camada de material orgânico colocada sobre o solo para conservar a umidade, reduzir a temperatura e dificultar o crescimento de plantas daninhas. Os resultados parciais mostraram que a cobertura morta ajudou no desenvolvimento das plantas e que o cultivo conjunto das duas hortaliças aproveita melhor o espaço do que o plantio separado. 

O projeto foi desenvolvido na horta da escola, com apoio da professora de Agronomia e de acadêmicos do IFPR – Campus Palmas, integrando ainda discussões sobre sustentabilidade e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Na Feira, o clube apresntou também o trabalho “Ciência que dá gosto – vinagre artesanal”.

Voltado à produção de cosméticos com pigmentos e óleos extraídos de plantas como hortelã, lavanda, beterraba, urucum, amora e pinhão. Os estudantes realizaram todas as etapas do processo, desde a extração dos ingredientes até a formulação de batons e hidratantes labiais, utilizando materiais encontrados na escola ou de fácil acesso.

Na foto, um grupo grande de pessoas está reunido no palco da FECCi, formando duas fileiras: algumas agachadas à frente e outras em pé atrás. Todas estão sorrindo e posando para a câmera. Várias pessoas seguram sacolas de papel e crachás do evento, e a professora do clube exibe um pequeno troféu. O fundo é iluminado por um telão com elementos gráficos coloridos, criando um clima festivo. O ambiente sugere um momento de celebração e reconhecimento
Clubistas do HF Maker durante a premiação da FECCI, já na primeira participação venceram na categoria Ciências Biológicas Jovem Total (Foto/Divulgação)

O trabalho também incluiu uma etapa de avaliação sensorial com mulheres da comunidade escolar, que testaram os produtos e responderam a um questionário sobre aplicação, hidratação, aparência e aroma. Os alunos ainda organizaram um minicurso sobre cosméticos naturais, apresentando o processo de produção e discutindo o uso de ingredientes de origem vegetal.

Ana Clara, clubista do HF Maker é uma das estudantes que apresentaram o projeto no evento, ela afirma que ficou muito feliz com a premiação. “Eu sempre confiei na pesquisa, mesmo diante do receio de não ganhar o primeiro lugar”, conta. Enquanto a professora Flávia de Mello destacou os planos para o futuro. “Pretendemos ampliar o trabalho, realizando novos testes e desenvolvendo outras fórmulas e produtos: maquiagens, como blush e sombra, até itens de higiene pessoal e jóias botânicas produzidas com flores, folhas e sementes”, enumera a professora.

Com trinta estudantes, o Clube Tenda Cultura Viva produz colares e pulseiras que remetem às culturas estudadas

A foto é do Clube de Ciências ‘Tenda Cultura Viva” do Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal de Umuarama. A imagem mostra um grupo grande de estudantes reunidos em uma sala de aula. São cerca de trinta pessoas, entre adolescentes e uma mulher adulta, que está no centro do grupo. Todos posam sorridentes para a foto. O ambiente é iluminado e decorado com alguns painéis e quadros ao fundo. Há também flores e uma mesa vermelha com enfeites à esquerda.

Um clube que produz pulseira? Isso é apenas uma parte de todo o estudo que exige o Clube Tenda Cultura Viva do Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal, de Umuarama. Conforme a professora Oslaine Barrim Batista, o nome foi escolhido para aceitar todos, “a tenda tem como significado abertura e cultura viva é o nosso objetivo, por resgatar as culturas e trazer o significado para melhorar o conhecimento e retirar os estereótipos”, diz.

O principal propósito do grupo é fazer um resgate das culturas africana e indigena por meio dos adornos. Assim, compreendendo os significados desses itens para os antepassados, principalmente quanto ao uso de colares. Conforme a professora, hoje em dia muitos objetos ficaram como adornos decorativos, mas tudo tem um porquê e o grupo irá descobrir e depois trazer a informação para a comunidade.

Com trinta alunos do sexto ano do Ensino Fundamental até o primeiro ano do Ensino Médio, os estudantes estudaram até o momento, de forma mais aprofundada, a cultura africana. “O próximo passo é a cultura indígena. Novos acessórios serão confeccionados e será ainda mais divertido para eles”, afirma Oslaine.

A ideia de estudar a cultura indigena não é de hoje. A educadora trabalhou como professora em Campo Novo do Parecis, com os povos Parecis. O conhecimento adquirido durante os anos de dedicação no Mato Grosso foi essencial para que ela optasse por esta temática. “Isso é interessante e importante. Mais pessoas precisam conhecer”, expõe. 

Entre a importância e o dia a dia

A imagem mostra uma mulher de cabelos longos e escuros, vista de costas, falando para um grupo de pessoas em uma sala de aula. Ela veste uma blusa clara listrada e calça jeans azul. À frente dela, várias pessoas estão sentadas em cadeiras, prestando atenção. O ambiente é simples, com cortinas brancas cobrindo as janelas, ventiladores de teto e um projetor suspenso. O chão é de piso frio e há um tapete claro no centro, onde a mulher está posicionada. À esquerda e à direita da imagem, mesas cobertas com tecidos vermelhos e verdes completam a decoração.
Estudantes do clube ‘Tenda Cultura Viva’ (Foto/ Ana Carolina Arenso Barbosa)

O cotidiano do clube é dividido em teoria e prática. Oslaine explica que cada aluno tem uma pasta na ferramenta do Google – Classroom –  e um portfólio para ser alimentado. Todos são orientados a pesquisar dentro de uma temática geral, mas cada um analisa determinado segmento. A professora orienta que os estudantes busquem sempre informações em artigos, projetos e depois levem essas informações para os colegas, amigos e familiares.

Para além das pesquisas, os clubistas fazem uma parte prática. Eles utilizam a natureza, como sementes e pedras para formar colares e pulseiras. “Tudo da natureza que a gente pode mostrar e transformar. Além de ensinar os alunos a valorizarem o que eles têm, evitando o consumismo”, afirma a educadora.

Para a criação de peças de colares e pulseiras foi utilizado uma furadeira improvisada com um motor de uma máquina de lavar roupa e uma parte de broca soldada. A máquina foi desenvolvida quando a professora ainda estava no Mato Grosso, ou seja, já faz dez anos.

Mesmo com desafios, a maior importância do clube para os alunos é a informação. Conforme Oslaine, é muito interessante saber que os estudantes têm conhecimento da temática, e que o clube é capaz de alterar a perspectiva e os preconceitos que eles eventualmente tenham.

“A gente trabalha uma abordagem nas aulas que quando há uma forma de preconceito, muitas vezes pode ser por falta de conhecimento. Mas é possível mudar isso, a partir do momento que conhecemos melhor o tema. Lá na frente, para diminuir o preconceito, temos que conseguir arrumar a base, para que os jovens cresçam e tenham uma comunidade melhor”, afirma a professora.

O clube não mudou a vida apenas dos alunos, mas foi uma grande alegria para a professora. “As coisas nunca acontecem por acaso. Mesmo com medo, quando aparece a oportunidade a gente não pode perder. A minha proposta é estudar e aprender. Eu preciso melhorar muito, mas os cursos da UEM são maravilhosos”, afirma. A gratidão é outro sentimento exposto por Oslaine. “Tem fila de espera para novos alunos fazerem parte do clube!”, comemora.

Momento marcante

Uma das aventuras do clube foi conhecer e participar dos Jogos Indígenas, com modalidades específicas da cultura e tradição local, em São Miguel do Iguaçu, região oeste do Paraná. Os estudantes foram até o Colégio Estadual Indígena Teko Nemoingo e conheceram de perto os esportes destes povos.

Neste dia, os alunos participaram da oficina de pintura de pele e observaram adereços feitos com a técnica do macramê. Eles conseguiram medalhas nas competições, e inclusive um dos alunos, conquistou a medalha de ouro na modalidade arco e flecha. A professora conclui que para os estudantes, a visita foi uma aula viva sobre a cultura indígena e a importância da preservação ambiental.

Entre os planos futuros, está a expectativa de ampliar e aprofundar o conhecimento. O objetivo é finalizar o ciclo de pesquisa e escrever um documento com todas as informações que os estudantes pesquisaram e atividades que realizaram. Algumas questões ainda precisam ser decididas em relação ao formato do documento e à divulgação.

As equipes conquistaram os primeiros lugares nas categorias em que estavam inscritas

A imagem mostra uma plateia, atenta ao que ocorre no palco. No palco, há pessoas reunidas e um painel luminoso, sugerindo a realização de um evento. Trata-se da premiação da Fecci. O momento foi registrado dentro de uma sala ampla, com teto e paredes brancas. A plateia está sentada.
A premiação ocorreu no último dia de evento (Foto/Silvia Calciolari)

Mais de 15 mil visitantes, 381 trabalhos apresentados e 90 prêmios entregues na Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência 2025. A 1ª edição da FECCI já começou com saldo positivo e as escolas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência tiveram motivos de sobra para comemorar, com 64 trabalhos entre os finalistas. A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), por exemplo, teve quatro clubes premiados.

Segundo o professor Ronaldo A. R. da Silva, articulador institucional do NAPI pela UNILA, a participação no evento por si só já é uma vitória. Ainda assim, ver tantos clubes homenageados também foi motivo de muita alegria. “Dos nossos cinco clubes presentes, quatro foram premiados. Então, a gente ficou muito feliz com essa premiação, isso mostra a dedicação dos nossos alunos e professores clubistas”, declara o docente.

Na categoria Década dos Oceanos SNCT – Junior, o clube Sustentec conquistou o 1º lugar com o trabalho “Utilização eficiente de recursos naturais e resíduos orgânicos”. A equipe é do Colégio Estadual José de Anchieta, de Planalto. Para Noemi Zaro, professora coordenadora, a experiência foi ótima. “Ver o empenho e a dedicação dos meus alunos sendo reconhecido foi, sem dúvidas, o maior presente”, conta. “Essa conquista reforça a importância do trabalho em equipe e da valorização da pesquisa científica na escola.”

A imagem mostra a equipe do clube Sustentec reunida no palco, durante a premiação da Fecci. Ao lado dos integrantes, há autoridades e membros do NAPI - Paraná Faz Ciência. Atrás, há um painel luminoso. O grupo segura escolas com os prêmios. Todos posam sorridentes para a foto.
Entrega do prêmio ao clube Sustentec (Foto/NAPI PRFC)

Em Escolha do Público – Jovem, o clube EPM ficou com o 2º lugar ao apresentar o trabalho “O Encanto das Plantas Medicinais”. O grupo é do Colégio Estadual Pioneiros, de Foz do Iguaçu, e coordenado pela professora Nair Dias. “Eu nunca tinha participado, nunca tinha coordenado um clube de ciências, então está sendo uma experiência enriquecedora […]. Espero que, no ano que vem, nosso próximo trabalho seja escolhido e que a gente vá para a segunda edição da FECCI novamente”, compartilha a docente.

A imagem mostra a equipe do clube EPM reunida no palco, durante a premiação da Fecci. Ao lado dos integrantes, há autoridades e membros do NAPI - Paraná Faz Ciência. Atrás, há um painel luminoso. O grupo segura escolas com os prêmios. Todos posam sorridentes para a foto.
Entrega do prêmio ao clube EPM – Estudo das Plantas Medicinais (Foto/NAPI PRFC)

Já em Divulgação Científica – Jovem, o 1º lugar é do clube CCM Bee, com o “Monitoramento ecológico de Aedes aegypti com armadilhas sustentáveis e preservação das abelhas sem ferrão”. Neste, a equipe é de São Miguel do Iguaçu, do Colégio Cívico-Militar Nestor Victor dos Santos. “Ganhar o prêmio na FECCI foi uma vitória inesperada. Para o ano que vem, tentaremos melhorar os pontos de atenção e fazer com que possamos levar mais adiante os nossos trabalhos e nossas ideias”, declara a professora coordenadora, Jocimara Monsani.

A imagem mostra a equipe do clube CCM Bee reunida no palco, durante a premiação da Fecci. Ao lado dos integrantes, há autoridades e membros do NAPI - Paraná Faz Ciência. Atrás, há um painel luminoso. O grupo segura escolas com os prêmios. Todos posam sorridentes para a foto.
Entrega do prêmio ao clube CCM Bee (Foto/NAPI PRFC)

Por fim, em Comunicação – Jovem, foi o trabalho “Eco Rota – caminho digital para um futuro sustentável”, do clube Exploradores da Ciência, que chegou ao topo do pódio. O grupo é do Colégio Estadual do Campo Castelo Branco, de Pérola D’Oeste. Segundo a professora coordenadora, Silvana Gindri, foi um evento desafiador e gratificante. “A troca de experiências, o conhecimento adquirido durante o acompanhamento de outros trabalhos, […] isso acredito que é maior que qualquer premiação. Mas estar com a premiação, também, fez diferença”, comenta.

A imagem mostra a equipe do clube Exploradores da Ciência reunida no palco, durante a premiação da Fecci. Ao lado dos integrantes, há autoridades e membros do NAPI - Paraná Faz Ciência. Atrás, há um painel luminoso. O grupo segura escolas com os prêmios. Todos posam sorridentes para a foto.
Entrega do prêmio ao clube Exploradores da Ciência (Foto/NAPI PRFC)

A FECCI é promovida pelo NAPI Paraná Faz Ciência, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); as Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e de Educação (SEED); a Fundação Araucária e a Prefeitura de Curitiba. Neste ano, o evento foi realizado entre 04 e 06 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Neoville, em Curitiba.

As equipes com projetos classificados em primeiro, segundo e terceiro lugar ganharam equipamentos eletrônicos e kit multimídia. Os itens foram doados pela 9ª Regional da Receita Federal e pela empresa Slim 3D, parceiras do NAPI PRFC e do evento. Além disso, todos receberam medalhas e troféus.