
O NAPI Paraná Faz Ciência apresentou à Secretaria Estadual de Educação (SEED) o Resumo Executivo da Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, realizada com o objetivo de compreender como estudantes, professores, comunidades escolares e sociedade veem a ciência no cotidiano.
Para o diretor de Educação da SEED, Anderfábio Oliveira dos Santos, a pesquisa representa uma fonte estratégica de informações, essencial para fortalecer as ações desenvolvidas em nível estadual. Segundo ele, a tomada de decisões pelos gestores precisa estar apoiada em indicadores confiáveis, capazes de orientar práticas mais assertivas e alinhadas às necessidades reais das escolas.
Os resultados, para o diretor, permitem planejar estratégias específicas para cada região, escola e núcleo de ensino, contribuindo para o avanço da cultura científica e para a valorização da ciência, da tecnologia e da inovação no Paraná.
A parceria entre o NAPI Paraná Faz Ciência e a Secretaria de Educação tem gerado impactos efetivos. Como, por exemplo, a recente edição da FECCI – Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, que reuniu 381 trabalhos selecionados, demonstrando o grande potencial da rede pública paranaense. Os projetos apresentados demonstram o envolvimento dos estudantes e o papel fundamental dos professores no incentivo à pesquisa e ao pensamento científico.
Segundo Santos, iniciativas como essa fortalecem a rede de ensino e ampliam as oportunidades de aprendizagem, reforçando o compromisso conjunto de promover a ciência como parte essencial da formação dos estudantes.
Além do hotel de insetos, os estudantes instalaram placas de educação ambiental ao longo do percurso

Os alunos do Clube Raízes da Ciência, do Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva, em Irati, instalaram o primeiro hotel de insetos – construído por eles mesmos – na área florestal do colégio, onde estão localizadas as trilhas. A atividade também incluiu a colocação de placas de educação ambiental ao longo do percurso.
Os hotéis de insetos são estruturas criadas para oferecer abrigo a espécies como abelhas solitárias, joaninhas, borboletas e besouros. Neles, os insetos podem formar ninhos, descansar e se proteger. Para a construção, os estudantes utilizaram materiais naturais coletados por eles, como madeira, bambu, pinhas, galhos e folhas secas.
A atividade foi acompanhada pela professora Mariana Mendes Mirkoski, responsável pelo clube Raízes da Ciência. Além do hotel foram instaladas placas educativas ao longo da trilha, como conta a professora. “As placas servem como uma forma de comunicação, transmitindo ideias, informações e até frases de conscientização. Assim, quando os alunos entram na trilha, e se deparam com as placas, isso faz com que eles leiam e reflitam sobre a mensagem que ela está passando. Todas as placas têm como principal objetivo o uso sustentável das florestas”, explicou.

Samara Porfírio da Luz, de 15 anos, integrante do clube de ciências do colégio, destacou que sua parte favorita da atividade foi a preparação das placas de educação ambiental. Para ela, a experiência prática de produzir as decorações foi o mais marcante. Além disso, a atividade trouxe novos aprendizados sobre o papel dos insetos na natureza. “Aprendi que os insetos têm papéis fundamentais, como a polinização, o controle de pragas e a decomposição da matéria orgânica”, contou a estudante.
Segundo Samara, ela espera que, ao visitarem as trilhas do colégio, as pessoas percebam a importância de respeitar e proteger os insetos e a natureza. “As placas e o hotel são formas de ensinar e mostrar que cada ser vivo tem um papel essencial no meio ambiente”, destacou. A professora Mariana também acredita que essa atividade pode contribuir para a preservação ambiental local.” Muitos insetos vivem solitariamente, outros perdem o seu habitat natural. Dessa forma, a instalação de hotéis de insetos faz com que estes invertebrados possam habitar ambientes com características próximas ao seu habitat natural”, explicou.

O projeto dos estudantes, intitulado “Elaboração de Trilhas Ecológicas para Educação Ambiental em Área de Floresta Nativa do CEFEP Presidente Costa e Silva”, inclusive foi um dos seis trabalhos do colégio selecionados para a Feira de Inovação de Ciências e Engenharias (Ficiencias), ocorrida de 21 a 25 de outubro, em Foz do Iguaçu.
A instalação realizada em setembro foi apenas a primeira etapa. Nos próximos meses, a professora e os alunos pretendem ampliar a atividade com a colocação de mais quatro hotéis de insetos e novas placas de educação ambiental ao longo da trilha do colégio.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Tanto na abertura quanto no encerramento do evento houve entrega de homenagem e prêmios

A Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência 2025 encerrou da melhor forma possível: foram mais de 15 mil visitantes e 381 trabalhos apresentados, sendo 298 correspondentes a projetos enviados por integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Ao longo do evento, também ocorreram premiações e quatro clubes articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram destaque neste quesito.
De acordo com a professora Mariana Andrade, articuladora institucional do NAPI pela UEL, essa conquista prova a existência de projetos relevantes. No evento, a instituição marcou presença com 14 clubes de ciências. “Isso é muito positivo para os clubes da UEL, por mostrar o trabalho que já vem sendo feito por essas escolas e, também, para incentivar nossos alunos a buscar inovações nas pesquisas para a participação em outras feiras no ano que vem”, reforça.
A FECCI é promovida pelo NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); as Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e de Educação (SEED); a Fundação Araucária e a Prefeitura de Curitiba. Neste ano, foi realizada entre os dias 04 e 06 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Neoville, em Curitiba.
Os primeiros prêmios vieram logo na abertura do evento, no dia 04. Foi neste momento que foram anunciados os oito vencedores do concurso “Meu Clube é Show”, organizado pela SEED. Dois clubes da UEL produziram vídeos para a disputa e tiraram notas altas nos critérios estabelecidos pelo edital, garantindo o pódio nas categorias as quais se inscreveram.
Na área de Agroecologia, o vídeo premiado foi feito pelo clube Discovery Kennedy’s, do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy, de Rolândia. Já na robótica, a conquista foi do clube Lavoisier, do Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola, de Ortigueira. As equipes receberam um kit multimídia completo para ajudar nas próximas produções.

Segundo a professora Eglaia de Carvalho Cheron, coordenadora do clube Discovery Kennedy’s, o reconhecimento é resultado do empenho dos alunos. Foram os estudantes que editaram o material, utilizando registros que fizeram durante as atividades do clube. “Já abrir o evento recebendo premiação pareceu que deu um gás, que tinham injetado gasolina de avião na gente”, brinca. “Esse equipamento vai fazer toda a diferença nos vídeos daqui em diante. Estou muito feliz!”, garante a docente.

O professor Weverson S. da Fonseca Junior, coordenador do clube Lavoisier, destaca que a recompensa trouxe muita alegria e orgulho ao grupo. Para ele, o prêmio traduz toda a dedicação do trabalho realizado. “O resultado motivou ainda mais os participantes a continuarem pesquisando e inovando. Para o próximo ano, a expectativa é aprimorar os projetos, explorar novas ideias e fortalecer o espírito de colaboração no clube de ciências”, conta.
Se a abertura da Feira foi emocionante, o encerramento superou as expectativas. Durante os três dias da FECCI, representantes de 220 escolas públicas estaduais do Paraná estiveram em seus estandes apresentando trabalhos. Com o objetivo de estimular cada vez mais a participação dos jovens na ciência, 90 projetos foram premiados com equipamentos eletrônicos e kit multimídia.
Filmadoras de última geração, impressoras 3D, tablets, celulares, fones de ouvido e caixas de som são apenas alguns dos itens entregues, doados pela 9ª Regional da Receita Federal e empresa Slim 3D, parceiras do NAPI PRFC e do evento. Além disso, os classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares de cada uma das áreas também receberam medalhas e troféus.
Ao menos 64 trabalhos desenvolvidos na Rede de Clubes PRFC estão entre os finalistas, sendo dois de clubes articulados pela UEL. Os contemplados foram o clube Ciências em Mãos, do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (ILES), e o clube Litterae Ludus, do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães. Ambos ficam na cidade de Londrina.

O clube Ciências em Mãos conquistou o 3º lugar na categoria Divulgação Científica Jovem, com o trabalho “Mãos na Ciência: um jogo bilíngue em libras para a iniciação científica”. A professora coordenadora, Ilza Alessandra Francisco, acredita que esse é só o começo de um projeto muito importante. “Os surdos precisam muito dessa parte visual, então essas ferramentas [os prêmios] são essenciais para o aprendizado deles”, explica. “Nosso trabalho foi reconhecido não só pela comunidade de Londrina, mas também já ultrapassou os muros da escola. Chegou aos grupos de escolas bilíngues de surdos de todo o país.”

O clube Litterae Ludus, por sua vez, ficou em 3º lugar na categoria Ciências Humanas Junior, com o trabalho “A mente em silêncio: conscientização dos jovens sobre os desafios da convivência com o Alzheimer”. Para a professora Franciela Zamariam, coordenadora do clube, essa é só a ‘ponta do iceberg’. “As alunas compreenderam o processo da pesquisa científica, como desenvolver o seu próprio pensamento científico, que não podem fazer afirmações sem antes pesquisar a respeito”, compartilhou. “Tudo isso será de grande ajuda para toda a vida delas, e culminou parcialmente na premiação.”
Após muito preparo e com mais de 30 projetos, clubes de ciência de Curitiba e região apresentam suas pesquisas na feira de cultura científica do Paraná

A dedicação que movimentou os Clubes de Ciência de Curitiba e região ao longo dos últimos meses ganhou o palco na Feira de Cultura Científica (FECCI 2025), realizada entre 4 e 6 de novembro, no campus Neoville da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Além dos Clubes de Ciência, os Clubes Maker e os Clubes de Meninas na Ciência, que também integram a Rede Paraná Faz Ciência, apresentaram ao público pesquisas que transformaram curiosidade em experimentação científica.
Os projetos nasceram dentro das escolas públicas e refletem o esforço coletivo de professores e estudantes que, desde o início do ano letivo, se dedicam à observação, investigação e criação de soluções para problemas reais. As temáticas variam entre sustentabilidade, saúde, tecnologia, biodiversidade e práticas culturais, sempre com o olhar voltado ao cotidiano das comunidades.
Para muitos clubes, participar da FECCI é o ponto alto do trabalho desenvolvido ao longo do ano. “A preparação para a feira foi um momento que permitiu aos clubistas aprofundar o entendimento da pesquisa, desde o desenho dos objetivos até a elaboração da comunicação dos resultados. Acredito que eles realmente conseguiram contextualizar e colocar em prática o que vínhamos trabalhando em teoria”, afirma Felipe Gonçalves, professor coordenador do Lattes Clube.
Nas semanas que antecederam a feira, o clima foi de intensa preparação nas escolas. No Colégio Estadual Lúcia Bastos, o experimento levado à FECCI foi apresentado durante o recreio do contraturno, reunindo estudantes e professores. No Colégio Estadual Teotônio Vilela, o jogo educativo sobre o descarte adequado de resíduos sólidos foi testado com os professores, que participaram ativamente da atividade. Já no Colégio Estadual Theodoro de Bona, o site e o jogo desenvolvidos sobre macroinvertebrados aquáticos (também levados à feira) foram destaque na Feira do Conhecimento da escola, realizada no dia 13.

A professora Lucimary Steinke Deconto Pesaroglo, coordenadora do Bio Clube do Colégio Estadual Lúcia Bastos, destacou o envolvimento dos estudantes em todo o processo. “A gente veio mostrar trabalhos de mais de um ano de clube. Teve toda uma preparação para entender o método científico, aprender a buscar referências, reconhecer material científico de qualidade e colocar a mão na massa. Foram muitos encontros de produção, teste e troca. Para a FECCI, até os novos integrantes ajudaram a preparar tudo”, conta.
Entre os clubes vinculados à Universidade Federal do Paraná (UFPR), destacaram-se iniciativas que uniram criatividade e compromisso social, como os projetos apresentados pelo clube Zardo Faz Ciência, do Colégio Estadual Professor Francisco Zardo. Anunciado como um dos vencedores do prêmio “Meu Clube é Show”, promovido pela Secretaria de Educação do Paraná (SEED), já na abertura do evento, o clube também se destacou na categoria Ciências Aplicadas e recebeu o primeiro e o segundo lugar. Os projetos desenvolvidos pelo grupo estudam o comportamento de adolescentes em relação ao uso do celular e materiais pedagógicos que possam trabalhar na conscientização da temática.
“Os prêmios são frutos do trabalho de estudantes clubistas, estagiários, coordenadora, C.E. Prof. Francisco Zardo, SEED, Paraná Faz Ciência e UFPR”, conta a professora Izabela Paulini de Jesus. “Apesar dos obstáculos, conseguimos desenvolver uma ótima pesquisa e a premiação é um grande reconhecimento. Nos motiva a continuar pesquisando e ampliando a divulgação dos resultados em outros meios e eventos científicos”, comemora.
A emoção também foi compartilhada pelos estudantes. “Eu me sinto muito feliz pela pesquisa estar sendo reconhecida e pelas pessoas se interessarem por ela. Eu me sinto muito feliz e muito grata por ter ganhado o primeiro lugar, o que eu não achei que ia acontecer. Então me surpreendeu. Eu me sinto orgulhosa e contente pela pesquisa ter dado resultado”, conta Maria Carolina Porate, integrante do clube Zardo Faz Ciência.
Outro destaque entre os clubes vinculados à UFPR foi o Friends of Science, da Escola Estadual Euzébio da Mota, premiado com o segundo lugar Junior na categoria Década dos Oceanos, com um projeto de protótipo de seguidor solar com arduino, em sua primeira vez participando de uma feira. “Participar da FECCI 2025 foi uma experiência e tanto! Essa foi a primeira vez do Clube de Ciências Friends of Science em uma feira de ciências e eu tenho certeza que foi um momento de muito aprendizado para as meninas. O prêmio representa uma valorização a todo esforço, curiosidade e comprometimento dos clubistas ao longo do ano, além de inspirá-los a acreditar em si e na ciência!”, relata a coordenadora do clube, Gabriele Cristine da Silva.
Para a clubista Hasly Aviles, a experiência foi especial. “Ver as pessoas se interessando, perguntando e elogiando fez a gente perceber que todo o trabalho valeu a pena. Receber o prêmio foi uma sensação de orgulho enorme, não só pelo reconhecimento, mas porque mostrou que, mesmo com dificuldades, quando a gente acredita no projeto e trabalha em equipe, dá certo. Foi um momento que marcou muito a gente”.
Além deles, outros clubes da Rede Paraná Faz Ciência vinculados à UFPR também foram premiados em diferentes categorias da FECCI 2025, evidenciando a diversidade temática e a qualidade das pesquisas desenvolvidas nas escolas públicas.
1º Lugar Junior categoria Ciências Aplicadas
COMPORTAMENTO DE ADOLESCENTES EM RELAÇÃO AO USO DO CELULAR
Clube Zardo Faz Ciência (Colégio Estadual Professor Francisco Zardo)
Coordenadora: Izabela Paulini de Jesus
2° Lugar Junior categoria Divulgação Científica
Além de robôs: contribuições das competições de robótica para a cultura STEAM –
Acrux Robocep (Colégio Estadual do Paraná)
Coordenador: Tony Marcio Groch
2° Lugar Junior categoria Desenvolvimento de Produto
Sabão sustentável: conservação ambiental e geração de renda –
Bio Clube (Colégio Estadual Lúcia Bastos)
Coordenadora: Lucimary Steinke Deconto Pesarolgo
2º Lugar Junior categoria Ciências Aplicadas
MATERIAIS PEDAGÓGICOS PROBLEMATIZADORES SOBRE O USO
CONSCIENTE DO CELULAR
Clube Zardo Faz Ciência (Colégio Estadual Professor Francisco Zardo)
Coordenadora: Izabela Paulini de Jesus
2° Lugar Junior categoria Década dos Oceanos
PROTÓTIPO DE SEGUIDOR SOLAR COM ARDUINO
Clube Friends of Science (Colégio Estadual Euzébio da Mota)
Coordenadora: Gabriele Cristine da Silva
3º Lugar Jovem Total categoria Ciências Biológicas
Comunidade de macroinvertebrados aquáticos como ferramenta de avaliação da qualidade da água do Parque Ambiental Aníbal Khury – Almirante Tamandaré
Clube Bona (Colégio Estadual Theodoro de Bona)
Coordenadora: Vânia Eloiza Cerutti
3º Lugar Junior categoria Ciências da Saúde
Compreendendo a composição dos refrigerantes e os efeitos na saúde e no meio ambiente – Clube Exploradores da Ciência (Colégio Estadual Profª Maria Aguiar Teixeira)
Coordenador: Jeremias Ferreira da Costa
3° Lugar Junior categoria Ciências Agrárias
Agroecologia no espaço escolar: potencialidades para a educação ambiental crítica – Clube de Ciência Máximo (Colégio Estadual Professor Máximo Atílio Asinelli)
Coordenadora: Simone de Fátima Campagnoli de Oliveira
Essas conquistas reforçam o compromisso dos clubes de ciência com a educação pública, a sustentabilidade e a formação de jovens pesquisadores engajados com suas comunidades.
Primeira edição da Feira de Cultura Científica foi palco para projetos de jovens cientistas do Paraná todo

Os projetos de pesquisa dos clubes de ciências vinculados à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) estão entre os trabalhos selecionados para a Feira de Cultura Científica (FECCI) 2025. A Feira integra o programa do NAPI – Paraná Faz Ciência e teve sua primeira edição realizada em Curitiba, no Campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR – Sede Neoville), entre 4 e 6 de novembro.
O evento traz grande relevância à Iniciação Científica produzida na Educação Básica e a aprovação dos projetos de Clubes de Ciências articulados pela UFFS é um importante reconhecimento das investigações realizadas nas escolas e das parcerias com professores e pesquisadores da Universidade. A Feira proporciona um espaço de aprendizado e visibilidade para o trabalho de campo e de laboratório desenvolvidos pelos clubistas. Além de o evento em si ser uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento pessoal dos participantes.
A seguir, confira os cinco clubes de ciências ligados à UFFS e os títulos dos nove projetos de pesquisa selecionados para a Feira de Cultura Científica (FECCI) 2025:

O Clube de Ciências Heróis da Sustentabilidade, coordenado por Jeferson da Silva, do Colégio Estadual Presidente Vargas, em Pinhal de São Bento, teve 2 projetos aprovados:

De Nova Prata do Iguaçu, o projeto “Captação e reúso de água da chuva no Colégio Estadual José de Alencar’, do Clube de Ciências NPI, coordenado por Juraci de Maria Morais, no Colégio Estadual José de Alencar, foi premiado com o 1º lugar na categoria Década dos Oceanos – SNCT (Semana Nacional de Ciência e Tecnologia) – JOVEM, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) entre os dias 21 e 26 de outubro.
O Clube de Ciências Aquavida, coordenado por Denice Beal, do Colégio Estadual Arnaldo Busato, em Verê, teve 3 projetos aprovados, são eles:

Projeto ‘Quesc – Queijo Artesanal São Cristóvão’, do Clube de Ciências QUESC, coordenado por Maria Aparecida de Almeida Zanlucchi, do Colégio Estadual São Cristóvão, em Manfrinópolis;
O Clube de Ciências Jovens Cientistas, coordenado por Claudia Gonçalves Machado, do Colégio Estadual Dr. Eduardo Virmond Suplicy, em Francisco Beltrão, teve 2 projetos aprovados:
A FECCI dá uma importante oportunidade de os clubistas submetam seus trabalhos ao crivo científico de uma banca avaliadora, como também os desafia a aprimorar suas habilidades de comunicação científica, explicando métodos e resultados para públicos diversos. O evento consolida o papel do clube de ciências como um motor no desenvolvimento da autonomia investigativa dos jovens e no fortalecimento da articulação entre as universidades e a educação básica do Paraná.
Parabenizamos todos os clubistas e seus professores pela dedicação e pelo excelente trabalho nos projetos!
Nove clubes se destacaram em categorias diferentes durante a FECCI

Ao todo, dez projetos de nove clubes ligados à Universidade Estadual de Maringá (UEM) foram premiados durante a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI) de 2025, no campus Neoville da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), em Curitiba.
O evento, dividido em três modalidades, para escolas públicas e privadas, contou com a FECCI Kids, destinada a alunos do Ensino Fundamental I, de 4º e 5º anos. Além da FECCI Jr. direcionada aos estudantes do Ensino Fundamental II e para os alunos do Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos, a categoria foi a FECCI Jovem.
Entre os grupos que se destacaram estão: CAPCiência; Capivara´s Tech; Robótica e Sustentabilidade, Solidariedade em Ação; Tenda Cultura Viva; Dengue Bot; Green Lab; Show da Química e Entre o Passado e o Presente o que Fica é a Memória da Gente.
Em Itambé, da Escola Estadual Professor Giampero Monacci, o Clube Robótica e Sustentabilidade, Solidariedade em Ação ficou em primeiro lugar na categoria Empreendedorismo Júnior com o trabalho ‘Robótica e Sustentabilidade: Ciência, Tecnologia e Solidariedade em Ação’. Os clubistas buscam transformar garrafas PET em cachecóis, toucas e fios de lã. O processo envolve desde a separação dos materiais até a doação do gorro e cachecol para instituições assistenciais ou grupos menores que realizam este serviço na cidade.
Na categoria Ciências Humanas Júnior o grande vencedor foi o Clube Capivara’s Tech, do Colégio Estadual Brasílio Itiberê, de Maringá, com o trabalho ‘Protagonismo estudantil è sustentabilidade: o clube de Ciências como ferramenta para o bem-estar na escola em tempo integral’. A intenção do projeto é orientar os estudantes a desenvolverem e construírem móveis, que ficarão em um espaço externo na escola.
Enquanto isso, no Colégio de Aplicação Pedagógica da UEM, o Clube CAPCiência ficou em segundo lugar na categoria Ciências Biológicas Jovem Total. O projeto nomeado ‘Recicla Banner: do acúmulo à reutilização’ tem como objetivo principal reutilizar banners armazenados em instituições de ensino, atribuindo-lhes novas funções a partir de sua transformação em materiais escolares, como estojos, ecobags e pastas.
Por Escolha do Público – Jovem o grande vencedor foi o Clube Tenda Cultura Viva, de Umuarama. Os estudantes do Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal levaram o trabalho ‘Tenda Cultura Viva – Segredos Escondidos’ que tem o propósito de aprofundar conhecimentos sobre os povos indígenas e africanos, a partir da análise de adornos e objetos ligados a essas culturas.
O Clube Dengue Bot foi premiado em duas categorias diferentes. Recebeu o primeiro lugar em Ciências Biológicas Júnior com o protótipo que auxilia no combate à dengue, o ‘Robô Autônomo para auxílio no Combate ao Aedes aegypti em Ambiente Escolar: Otimização de Repelente Natural com Citronela’.
Já com o trabalho ‘Análise Comparativa: Eficiência de Painéis Solares Fixos vs. Rastreadores Solares Automatizados’, os estudantes do Colégio Estadual Vereador José Balan ficaram em segundo lugar em Inovação, Tecnológica & Robótica Júnior. Neste trabalho o objetivo é investigar o uso de sistemas de rastreamento solar para otimizar a captação de energia em comparação com painéis estáticos.
Nesta mesma categoria (Inovação, Tecnológica & Robótica Júnior), o primeiro lugar foi ocupado pelo Clube Paisagismo Sustentável da Escola Estadual Manuel Bandeira. O grupo de Alto Piquiri busca revitalizar espaços escolares por meio do reaproveitamento de materiais recicláveis, o uso de materiais alternativos e a aplicação de tecnologias sustentáveis.
Enquanto o Clube Green Lab, de Cruzeiro do Oeste, venceu na categoria Empreendedorismo Jovem. Com o projeto ‘Transformando o Óleo Residual em sabão Sustentável’, os estudantes do Colégio Estadual Almirante Tamandaré promoveram a educação científica por meio de práticas sustentáveis, especialmente a reutilização do óleo de cozinha usado. Além de possibilitar a conscientização ambiental da comunidade escolar e o empreendedorismo entre os estudantes.
Em Jardim Alegre, o Clube Show da Química foi premiado em segundo lugar na categoria Ciências Exatas Júnior, com o trabalho ‘Por meio do teatro como possibilidade de ensino de ciências – Apresentação da peça Família Periódica pelos alunos do Clube de Ciências Show da Química do Colégio Estadual Cristóvão Colombo de Jardim Alegre’. O grupo apresentou a experiência da montagem da primeira peça pelos estudantes e as aprendizagens em torno das ciências.
O Clube Entre o Passado e o Presente o Que Fica é a Memória da Gente também garantiu o segundo lugar, mas na categoria Ciências Humanas Júnior. Os clubistas do Colégio Estadual Campo D. Pedro desenvolveram um projeto a respeito da formação do município de Lidianópolis. Para isso, os estudantes coletaram por meio de entrevistas as memórias dos pioneiros da cidade.
Eloah de Oliveira foi uma das aprovadas no programa Ganhando o Mundo Professor, voltado para os servidores da educação da rede estadual do Paraná

A professora Eloah Francisco de Oliveira foi uma das selecionadas para o programa de formação continuada no exterior “Ganhando o Mundo Professor”, de iniciativa do Governo do Paraná para servidores da rede estadual de educação. Na categoria intercâmbio internacional, o programa oferece aos docentes a oportunidade de ampliar suas competências profissionais e aperfeiçoar suas práticas pedagógicas.
Atualmente em sua 2ª edição, o programa já levou 75 professores ao Canadá e 24 à Finlândia, em 2023, visando à valorização e à formação internacional dos educadores. Eloah integra o corpo docente do Colégio Estadual Duque de Caxias, pertencente ao Núcleo Regional de Educação de Paranavaí, na cidade de Santo Antônio do Caiuá, e é também responsável pelo Clube de Ciências Bioessence.
“Realizar um intercâmbio no Canadá representa uma oportunidade valiosa, tanto profissional quanto pessoal. Como professora, essa vivência permitirá aprimorar meus conhecimentos, conhecer novas metodologias e ideologias de ensino, enriquecendo minha prática pedagógica com novas perspectivas”, destaca Eloá.
No campo pessoal, a docente acredita que o intercâmbio contribuirá para seu crescimento humano e cultural. “Essa experiência vai fortalecer minha autonomia e minha capacidade de adaptação a novos contextos e culturas. Ao vivenciar uma realidade diferente, convivendo com pessoas de diversas origens e superando desafios cotidianos, espero ampliar meus horizontes e fortalecer valores como o respeito e a resiliência”, afirma.

Segundo Eloah, sua seleção para o programa foi resultado da participação em formações e da elaboração de um plano de ação, submetido ao edital do programa. O tema proposto por ela aborda como as metodologias ativas, baseadas em projetos, podem contribuir para a aprendizagem significativa.
Com a experiência como orientadora de um Clube de Ciências, a professora pretende ampliar seu repertório de práticas pedagógicas, contribuir para a melhoria da qualidade do ensino na rede estadual e ainda compartilhar os aprendizados adquiridos com outros educadores e clubes de ciências, fortalecendo assim a rede de ensino público paranaense por meio da troca internacional de experiências.
Dos oito prêmios conquistados, seis foram na premiação da própria feira e dois no concurso promovido pela Seed, Meu Clube é Show

Na última semana, entre os dias 4 e 6 de novembro, aconteceu em Curitiba a primeira Feira de Cultura Científica do Paraná (Fecci). O evento reuniu pesquisadores, cientistas, professores e estudantes de todo o estado. A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) marcou presença com 37 projetos aprovados, representando 21 clubes de ciências diferentes.
Durante a cerimônia de premiação, a universidade se destacou ao conquistar oito prêmios, em categorias como Comunicação Júnior, Público Júnior, Ciências Humanas Jovem Total, Ciências Sociais Aplicadas Jovem Total, Inovação Tecnológica e Robótica Jovem Total. Além desses reconhecimentos, a Unicentro também foi premiada no concurso promovido pela Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná (SEED/PR), o “Meu Clube é Show”.
O prêmio da Fecci 2025 consistiu em um smartphone, um tablet e uma caixa acústica Amazon Echo. Entre os clubes premiados está o Puma Science Club, do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto, do município de Pinhão. O grupo conquistou o primeiro lugar na categoria Inovação Tecnológica e Robótica Jovem Total com o projeto “Detecta cio – protótipo para monitoramento e detecção de vacas em período fértil”. O projeto consiste em um protótipo de baixo custo para detecção de cio em vacas, desenvolvido com sensores de movimento e GPS acoplados a um microcontrolador ESP32. Os dados são transmitidos via LoRa, tecnologia de rádio de longo alcance, para uma base receptora, permitindo o monitoramento remoto por meio de um aplicativo.
De acordo com os estudantes, os testes comprovaram a eficiência do protótipo, que conseguiu detectar um aumento significativo na atividade física das vacas em período fértil, validando o uso da tecnologia como uma ferramenta para otimizar o manejo reprodutivo na pecuária e aumentar as chances de reprodução com inseminação artificial.
As clubistas Giselly Camargo de Macedo e Josiane Antunes de Almeida foram orientadas pelo professor João Manuel de Lima, responsável pelo clube. Segundo o docente, vencer o prêmio foi uma surpresa.“Sempre é uma surpresa, ainda mais concorrendo com tantos projetos bons. Mas tínhamos confiança, porque o projeto já havia sido premiado em outras feiras e competições”, afirmou o professor. O projeto Detecta cio já havia conquistado o primeiro lugar na categoria Robótica no Agrinho 2025, o segundo lugar geral na Jornada Educatech, e ficou entre os seis melhores do Paraná no Desafio Liga Jovem do Sebrae.

O Clube de Ciências Ecocientistas Ambientais, do Colégio Estadual Nossa Senhora das Graças, de Irati, garantiu o segundo lugar na categoria Comunicação Júnior e também conquistou premiação na Fecci 2025. O projeto apresentado, intitulado “Futuro Seguro: Desvendando a Purificação do Ar no Enfrentamento da Emergência Climática”, tem como objetivo fortalecer o papel da ciência e da educação na busca por soluções para problemas socioambientais, promovendo ações voltadas à preservação da água e à melhoria da qualidade de vida.
A professora Elaine Pacheco Costa, coordenadora do clube no colégio, contou que o momento da premiação foi marcado por emoção e orgulho compartilhados com as alunas Júlia Kurzydlowski, Alicia Antonio Cruz e Maria Luiza Daemme, responsáveis pelo desenvolvimento do trabalho. “Foi um momento de pura celebração e compartilhamento de conquistas. Os clubistas estavam empolgados com o trabalho que desenvolveram, e isso foi incrível de ver. Eu, como professora coordenadora do Clube de Ciências Ecocientistas Ambientais, senti um misto de alegria e concretização em nome do ensino de ciências. Sabia o quanto elas haviam se dedicado para chegar até aqui, e ver o resultado desse esforço foi incrivelmente gratificante”, relatou.

Já, o Clube Climatize–se, coordenado pela professora Katiane dos Santos, do Colégio de Educação Integral Professor Pedro Carli, de Guarapuava, ficou em segundo lugar na categoria escolhida pelo público e também garantiu o prêmio. O projeto escolhido pelos visitantes da feira foi o “Desenvolvimento, produção e qualidade do mel de abelhas Mandaçaia em diferentes ambientes”, co-orientado pela professora Jacieli Fátima Lyra e desenvolvido pelos clubistas Gustavo Leandro Almeida Rocha, Andra Eduarda Kriiguer e Paula Fernanda Guimarães dos Santos.
O projeto premiado consiste em análises físico–químicas do mel produzido por diferentes colmeias de abelhas sem ferrão da espécie Mandaçaia, avaliando parâmetros como pH, temperatura e teor de açúcares. A pesquisa também enfatiza a importância das abelhas como polinizadores para o equilíbrio ambiental e segurança alimentar. Para a professora Katiane, a experiência da FECCI, como um todo, foi transformadora.”Foram três dias intensos de trocas, descobertas e aprendizado. Os alunos puderam apresentar seus projetos, dialogar com outros jovens cientistas e perceber o potencial que a ciência tem de transformar a realidade. Saímos da feira com a certeza de que estamos no caminho certo formando estudantes mais críticos, criativos e conscientes do seu papel diante das mudanças climáticas”.

De Irati, o Clube Raízes da Ciência, do Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva, levou o prêmio na categoria Ciências Sociais Aplicadas Jovem Total com o projeto “Análise Químico-Físico e Ambiental da Bacia do Rio das Antas no Município de Irati-PR”. O trabalho foi orientado pela professora coordenadora do clube, Mariana Mendes Mirkoski, co-orientado pela professora Sílvia Vozniak e desenvolvido pelos estudantes Juan Pablo Camargo dos Santos, Leonardo Henrique Magaldi e Fernanda Natanielli Pereira.
O Rio das Antas é o principal curso d’água que atravessa o município de Irati, e o projeto teve como objetivo analisar a questão ambiental da bacia hidrográfica, observando pontos como a preservação da mata ciliar, a vegetação, a situação das nascentes, o cumprimento do Código Florestal, além da coloração da água e a presença de vida aquática.
Para a professora Mariana Mendes, conquistar o prêmio foi uma grande surpresa, principalmente pelo histórico do projeto em outras feiras.“Quando a gente escutou o nome da professora Marquiana e o município de Irati, ficamos naquela expectativa para saber qual dos dois projetos voltados à área de ciências sociais iria ganhar. E quando veio a notícia de que era o projeto relacionado ao Rio das Antas, foi uma alegria enorme. Os meninos sempre se mantiveram firmes nesse trabalho. Participamos da FIEG, do FICIÊNCIAS, da Feira do Colégio Bom Jesus e agora da FECCI, mas ainda não tínhamos conquistado uma premiação. Então, foi realmente muito especial”, contou a professora.

Os clubistas do Clube EcoCientistas Visionários, do Colégio Estadual Padre Chagas, levaram dois prêmios para Guarapuava na categoria Ciências Humanas Jovem Total. Os projetos premiados foram “Saneamento Básico e Saúde: Educação Ambiental e Protagonismo Estudantil no Entorno do Córrego Barro Preto”, apresentado pela aluna Izadora Estrela de Paula, e “Jovens Cientistas em Ação: Diagnóstico e Soluções para os Impactos das Inundações em Busca de uma Justiça Climática na Foz do Córrego Barro Preto”, desenvolvido pelos estudantes Marco Antônio Bruno Ferreira, Clara dos Santos de Cristo e Fernanda Coutinho Huchak.
O projeto do clube busca compreender as causas das inundações em Guarapuava, especialmente na região próxima à foz do córrego Barro Preto, um dos afluentes do Rio Cascavel. Os clubistas investigaram diversos fatores como, o descarte incorreto de lixo, a falta de saneamento básico e como isso afeta principalmente famílias de baixa renda. O trabalho também busca propor soluções para reduzir os impactos das enchentes e melhorar a qualidade de vida da população.
Para o professor orientador e coordenador do clube no colégio, Emerson de Souza, a premiação foi um indicativo de que os alunos estão no caminho certo e prontos para desenvolver ainda mais esses projetos.“Confesso que guardávamos uma expectativa de sermos premiados, pois a conquista de ter sido o projeto escolhido pelos jovens para representar o Paraná na VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente nos deu uma esperança. Ao mesmo tempo, visitei vários estandes e pude ver projetos excelentes sendo apresentados e vi que o nível de concorrência estava muito elevado. Então, não alimentamos muitas expectativas, e o fato de ter tido duas premiações na mesma categoria, aí sim, isso foi uma enorme e grata surpresa.”

Os clubes da Unicentro também foram premiados com dois prêmios no concurso “Meu Clube é Show”, promovido pela Secretaria da Educação do Paraná (Seed). A iniciativa seleciona e reconhece projetos de clubes de ciências da rede pública estadual, avaliando critérios como criatividade, relevância social e metodologia científica. Para participar, os clubistas gravaram vídeos explicando seus projetos, destacando as etapas de pesquisa, os resultados alcançados e a importância das ações dentro da escola e da comunidade. O prêmio dado aos vencedores foi um kit de mídia, que incluía um tablet, uma câmera GoPro, um kit de microfones de lapela e um tripé com luz de gravação.
Na categoria Produção Industrial, o Clube Sciences, do Colégio Estadual de Segredo, em Foz do Jordão, foi o vencedor. A professora Sandra Rozanski, responsável pelo clube, contou que o tema escolhido, a coleta de óleo reciclado, partiu dos próprios alunos, que foram protagonistas em todo o processo.“Esse concurso, na verdade, foi um grande desafio para nós, diante da tecnologia disponível que tínhamos. Foi tudo feito de forma simples, com o celular mesmo, mas foi um desafio e tanto. Eu propus para eles e instiguei: vamos fazer, por nós e pelo nosso clube. E aí um grupo de alunos aceitou o desafio. Eles montaram o projeto, criaram o roteiro e, como verdadeiros protagonistas, colocaram a ideia em prática”, contou a professora.

Na categoria Comunicação, os vencedores foram os clubistas do Adonis com Ciência do Colégio Estadual Adonis Morski, de Boa Ventura de São Roque. Com a orientação da professora responsável pelo clube, Juliana Aparecida Ghiotto, os estudantes gravaram um vídeo falando sobre o impacto da coleta seletiva, tanto para o município quanto para os trabalhadores do Centro de Triagem de Recicláveis. Durante o vídeo, os alunos explicaram como aplicaram a metodologia científica no projeto e destacaram as melhorias que o clube trouxe para a escola e para a comunidade local.
Para a professora Juliana, a vitória na categoria foi uma grata surpresa. “Foi uma correria para produzir o vídeo, tivemos pouco tempo, então os alunos se dedicaram demais. Preparamos o roteiro, eles deram várias ideias legais e conseguimos fazer o vídeo e enviar. A gente ficou muito orgulhoso e feliz com esse reconhecimento, é um incentivo pra gente continuar firme nos nossos projetos e seguir divulgando o que fazemos”, afirmou.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
O papel dos clubes na popularização da ciência e na formação de jovens pesquisadores foi destaque no XI EREBio Sul

Realizado em Curitiba, entre os dias 12 e 14 de outubro, o XI Encontro Regional Sul do Ensino de Biologia (EREBio Sul) reuniu educadores, pesquisadores e estudantes dos três estados do Sul do país para debater práticas e desafios contemporâneos no ensino de Ciências e Biologia. A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, vinculada ao NAPI (Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação) – Paraná Faz Ciência, esteve presente com uma série de participações que evidenciaram o papel dos clubes como espaços de aprendizagem, pesquisa e divulgação científica em contextos não formais de educação.
Na mesa-redonda “Educação se faz em coro: as vozes da educação em ciências e a Biologia em espaços e práticas não escolares”, a professora doutora Giselle Corrêa apresentou a trajetória da Rede e os resultados alcançados durante o primeiro ano de atuação. Sua fala destacou a relevância dos clubes de ciência para o estímulo à curiosidade científica, à interdisciplinaridade e à aproximação entre escolas, universidades e comunidades locais, reforçando a importância da cooperação entre diferentes instituições para a promoção da cultura científica.
A participação da Rede também se estendeu a grupos de discussão, apresentações de trabalhos acadêmicos e relatos de experiência, tanto tendo os clubes como objeto de análise – como os trabalhos apresentados pela professora doutora Edinalva Oliveira -, quanto como por clubistas da Rede de Clubes Meninas Paraná Faz Ciência apresentando pesquisas desenvolvidas em seus grupos. As produções abordaram temas diversos, desde investigações ambientais e tecnológicas até experiências de ensino baseadas na experimentação e na troca de saberes.
Entre as atividades do evento, destacou-se ainda o minicurso “Epistemólogas feministas da ciência? Olhares para as pesquisas e o ensino de Biologia”, ministrado pela professora doutora Bettina Heerdt, coordenadora da Rede de Clubes Meninas Paraná Faz Ciência. A atividade promoveu uma reflexão sobre os aportes teóricos de mulheres na construção do conhecimento científico e suas implicações para o ensino de Biologia, dialogando diretamente com as práticas desenvolvidas pelos clubes e com a valorização da presença feminina na ciência.
Outro momento marcante foi a participação do clube formado por meninas, que além de apresentar dois trabalhos científicos, integrou a Arena Lúdica do evento. No espaço, o grupo realizou demonstrações sobre o funcionamento de foguetes e despertando o interesse do público pela criatividade das propostas e pela valorização do protagonismo feminino na ciência.
A presença da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência no XI EREBio Sul reafirmou o compromisso do NAPI e da Rede com a formação de jovens pesquisadores e com a popularização da ciência. O evento também evidenciou a força das ações colaborativas entre escolas e instituições de ensino superior, que têm ampliado o alcance da cultura científica e fortalecido a integração entre ensino, pesquisa e comunidade.
Com onze projetos apresentados, os clubes conquistaram três premiações nas categorias Ciências Humanas, Comunicação e Saúde, destacando o talento e a dedicação dos jovens pesquisadores

Entre os dias 4 e 6 de novembro, os Clubes de Ciências vinculados à Unioeste participaram da FECCI – Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, realizada em Curitiba. O evento reuniu estudantes e professores da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e da Educação Básica de todo o estado, promovendo o compartilhamento de experiências e o reconhecimento de projetos científicos desenvolvidos nas escolas.
A Unioeste foi representada por três instituições: o Centro de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto e o Colégio Estadual Pacaembu, ambos de Cascavel, e o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, de Toledo. Juntas, elas levaram onze projetos que exploraram temas variados, como meio ambiente, saúde, comportamento e ciências humanas.
Durante o evento, os clubes se destacaram e conquistaram importantes premiações:
3º lugar na categoria Saúde com o trabalho “Alimento seleto – panquecas nutritivas para crianças e adolescentes com seletividade alimentar” (Clube Ceepiências – Centro de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto, em Cascavel).

Além desses, outros projetos foram expostos nas categorias de meio ambiente, educação e tecnologia, como “Papel semente”, “Gestão de resíduos sólidos na escola” e “Macroinvertebrados bentônicos como bioindicadores da qualidade da água do Lago Municipal de Cascavel”.
Para a orientadora pedagógica Eduarda Rodrigues, da UNIOESTE, a participação neste evento foi de grande importância para todos, inclusive para a formação científica dos clubistas, que puderam interagir com visitantes, avaliadores e outros expositores. A premiação conquistada por esses clubes trouxe, além de reconhecimento e de muita alegria, visibilidade aos projetos que estão sendo desenvolvidos.
As conquistas dos clubes reforçam o papel da Unioeste no incentivo à iniciação científica e na formação de jovens pesquisadores comprometidos com a transformação social, com o pensamento crítico e com a construção do conhecimento de forma colaborativa e inovadora.
O projeto apresentado pela estudante do Colégio Estadual Padre Chagas traz os impactos de inundações a partir de córrego da cidade

Durante os dias 6 a 11 de outubro, foi realizada, em Luziânia (GO), a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). O Paraná foi representado pela estudante Pyetra Heller Pereira, de 14 anos, do Colégio Estadual Padre Chagas, em Guarapuava. Integrante do Clube de Ciências Ecocientistas Visionários, Pyetra apresentou o trabalho “Jovens Cientistas em Ação: Diagnóstico e Soluções para os Impactos das Inundações em busca de uma justiça climática na foz do Córrego Barro Preto em Guarapuava, Paraná”.
O evento foi sediado no Centro Técnico Educacional da CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria – Instituto de Educação e Trabalho José Calixto Ramos) e reuniu estudantes, professores, pesquisadores e autoridades de todo o Brasil. A conferência teve como tema “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática” e promoveu debates e trocas de experiências sobre projetos voltados à sustentabilidade e à ação climática.

A participação de Pyetra foi conquistada após destaque na etapa estadual, realizada nos dias 11 e 12 de agosto, em Foz do Iguaçu. A estudante apresentou as ações desenvolvidas pelo grupo, que abordam temas como saneamento básico, resíduos sólidos, drenagem, inundações e insegurança alimentar, sendo escolhida para representar o Paraná.
O projeto “Jovens Cientistas em Ação: Diagnóstico e Soluções para os Impactos das Inundações em busca de uma justiça climática na foz do Córrego Barro Preto em Guarapuava, Paraná” tem como objetivo propor medidas para reduzir os impactos de desastres naturais, como as inundações, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das comunidades, principalmente de pessoas que vivem em áreas de risco. Segundo Pyetra, a proposta é levar as ações e soluções sugeridas pelos estudantes ao poder público, estimulando uma atuação mais eficaz em políticas de saneamento e prevenção ambiental. “Minhas expectativas são de conseguir levar o nosso projeto para alcançar mais pessoas, além de obter mais conhecimento com os outros alunos”, explicou a estudante.

Acompanhando Pyetra, esteve o professor Emerson de Souza, responsável pelo Clube de Ciências do Colégio Padre Chagas. Para ele, a metodologia aplicada na Conferência, em todas as suas etapas, foi pautada no princípio de que os jovens também aprendem com outros jovens.“Observo que tanto a Pyetra como outros jovens do Paraná e das demais unidades da federação que participaram do evento se tornaram mais empoderados de si mesmos. Isso os coloca em uma excelente condição de autoconfiança, fundamental para desenvolverem o senso de protagonismo e responsabilidade ambiental e social”, destacou o professor Emerson.
A programação do evento contou com rodas de conversa, apresentações culturais e a Feira de Projetos, onde estudantes de várias regiões do país apresentaram seus projetos. No terceiro dia de Conferência, os estudantes entregaram ao presidente Lula e o ministro da educação, Camilo Santana uma carta-compromisso com propostas ambientais voltadas à construção de um Brasil mais sustentável, que será levada à Cúpula de Líderes da COP30. Já, no último dia, os participantes visitaram Brasília e a Praça dos Três Poderes.

Para o professor Emerson, o ponto mais marcante da experiência foi a troca de vivências e saberes entre os docentes e estudantes de diferentes partes do país.“Mais marcante foram as trocas de experiências entre diferentes professores das regiões brasileiras, e a convivência diária com jovens das mais diversas etnias e culturas: afrodescendentes, povos originários, do norte, nordeste, sudeste, sul e centro-oeste, em que cada uma destas crianças pode me mostrar o quão rico e diverso é o nosso país em termos culturais. O que ouvimos, lemos em vários materiais de estudo, mas, ao vivenciar com toda essa riqueza de maneira pessoal, foi para mim, uma experiência incrível! ”, contou.
A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente é uma iniciativa do Ministério da Educação e do Ministério do Meio Ambiente voltada a estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Em Guarapuava, o projeto contou com o apoio da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e dos projetos internacionais ‘Nós Propomos! Unicentro: Juventude educando-se na/com a cidade’ e ‘Pacto Global dos Jovens pelo Clima’, coordenados pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

De volta a Guarapuava, Pyetra e o professor Emerson se preparam para dividir suas experiências com os colegas de clube. “Agora, voltando para nossos encontros semanais, eu e a Pyetra iremos socializar com o grupo do clube a experiência e o aprendizado, bem como alguns materiais que trouxemos de lá”, contou o professor.
Um dos resultados da Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente é a entrega de uma Carta Compromisso das Crianças e Jovens pelo Futuro do Planeta, pelos representantes dos estudantes de todo o Brasil, ao governo brasileiro para que seja endereçada à COP30 [Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima], durante essa semana – a partir de 10 de novembro, em Belém, no Pará. Será uma forma de reconhecer o protagonismo dos jovens na conscientização e no enfrentamento às mudanças climáticas.
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Estudantes e professores de quatro Clubes de Ciências estão em Belém para dialogar e apresentar seus projetos desenvolvidos nos Clubes de Ciências da Rede Paraná Faz Ciência

Clubistas de Guarapuava estão em Belém essa semana para representar o Paraná, na COP30 — a Conferência das Partes – sobre mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU). A delegação de estudantes e professores da rede estadual guarapuavana viajou à capital paraense para participar de atividades, diálogos com cientistas, visitas guiadas e, principalmente, poderão contribuir para a construção da “Carta da Terra”, um documento endereçado aos chefes de Estado presentes na COP30 reivindicando ações para conter a crise climática.
Os clubes de ciências, parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, estão representados por quatro grupos de clubistas: o Climatize-se, do Colégio Estadual Pedro Carli; o Clube Ecocientistas Visionários, parte do Colégio Estadual Padre Chagas; o EcoAction Club, no Colégio Estadual Francisco Carneiro Martins; e o Clube Velozes e Curiosos, do Colégio Estadual Cristo Rei.

Os projetos desenvolvidos por esses clubes articulados pela Unicentro têm em comum atividades que unem o exercício da cidadania com ações ligadas ao meio ambiente, a partir de práticas sustentáveis e propostas de combate às mudanças climáticas. Alguns dos temas já apresentados pelos clubes tem a ver com composteiras na escola, estudo sobre plantas alimentícias não convencionais (PANCs), o reaproveitamento de óleo de cozinha para produzir sabão, minhocários e meliponários com abelhas sem-ferrão na escola.
Para a articuladora da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na Unicentro, Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, a oportunidade de ir até a COP30 é algo único. “Para enfrentar as mudanças climáticas, um processo contínuo de educação será necessário […], e isso se faz com compromisso científico e justiça social, propósitos que nossa equipe de professores e estudantes têm buscado desenvolver”, afirma.

O grupo da Unicentro terá acesso à Zona Verde da COP30, onde estão estandes de outros países e de outras regiões do Brasil. A programação inicia oficialmente nesta terça-feira (11), quando se dará a abertura oficial, com a presença de autoridades como a Ministra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil (MMA), Marina Silva, e a presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana.
Após a abertura, a delegação de Guarapuava participará de diálogos com cientistas sobre temas como ‘Saberes transversais’ e ‘Oceanos e futuras gerações’. Nos demais dias desta semana, os alunos apresentarão seus projetos ligados à sustentabilidade, incluindo a mostra de banners e detalhes dos projetos, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), na quarta-feira (12).

Os clubistas ainda vão fazer uma visita técnica ao famoso Mercado e Complexo do Ver-o-Peso, na quinta-feira (13) e estarão, também, no encontro Diálogo IV, que trata sobre os desafios de Belém para realizar a COP30. Esse encontro é uma proposta do projeto de extensão da Unicentro, o “Nós Propomos!”, liderado pela também coordenadorapor Marquiana Vilas Boas Gomes, que acumula a gestão da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, na Unicentro.
Fechando a participação na COP30 e a semana em Belém, os estudantes se reúnem, na sexta-feira (14), para pensar estratégias de ação contra a crise climática em um horizonte de 2025 a 2028. É de onde sairá a “Carta da Terra”, um documento reunindo as propostas dos jovens que deverá ser entregue às autoridades e representantes de governos para a construção de um futuro mais sustentável no planeta.

Acompanhe essa viagem e os passos dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
Os clubes de ciências que estão em Belém também têm perfis de Instagram para divulgarem suas atividades, aqui: