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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Entre os dias 20 e 30 de outubro, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico reuniu pesquisadores para debater políticas públicas voltadas à popularização da ciência e caminhos para ampliar seu alcance à sociedade

Olival Freire Junior, presidente em exercício do CNPq, recebe das mãos do professor Rodrigo Reis um exemplar da Pesquisa de Percepção Pública da Ciência no Paraná, lançada há pouco mais de um mês, por ocasião do Seminário de Popularização e Divulgação Científica, em Brasília (Foto/ Luara Baggi/ ASCOM/MCTI)

Rodrigo Arantes Reis, um dos articuladores do NAPI (Novo Arranjo de Pesquisa de Inovação) Paraná Faz Ciência, esteve, nesta quinta-feira (30),  pela manhã, no Seminário de Popularização e Divulgação Científica, realizado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), em Brasília. A edição deste ano ficou marcada pela comemoração dos 45 anos do Prêmio José Reis, um reconhecimento a divulgadores científicos que homenageia o médico, pesquisador, jornalista e educador, José Reis, uma figura de renome  internacional. Ele ficou conhecido por explicar a ciência de forma didática, por meio da imprensa. 

Durante a Mesa 3, que debateu a popularização e divulgação científica na agenda dos pesquisadores brasileiros, o professor doutor da UFPR (Universidade Federal do Paraná) Rodrigo Arantes Reis apresentou a estrutura do NAPI Paraná Faz Ciência e os diferentes projetos que já existiam e passaram a compor o Arranjo de pesquisa e inovação, unidos sob a  forma de NAPI e organizados pela Fundação Araucária.

Rodrigo destacou a capilaridade que os projetos já desempenham –  apesar do pouco tempo de concretização do NAPI, formado em 2023 -, especialmente o projeto que leva o diálogo da ciência diretamente às escolas públicas, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. “Esse projeto dos Clubes de Ciências recebeu inscrições de 500 escolas, mas tivemos que selecionar inicialmente apenas 200 para concretizar a implementação. É uma união de esforços das 12 universidades presentes no Paraná, mais pesquisadores, bolsistas e mais a parceria muito importante da SEED [Secretaria de Estado da Educação do Paraná]. Além do recurso de mais de R$ 38 milhões que viabilizou a criação dessa estrutura bem organizada e capilarizada, com a ideia de abranger todo o estado”, explicou.

Nas palavras do professor, a parceria com a SEED é um elo muito importante dessa união de esforços, já que a organização das aulas dos professores é alterada e acrescida de um bônus. A ideia é que os trabalhos dos Clubes de Ciências aconteçam no contraturno escolar e possam levar os estudantes clubistas a preparar projetos que concorram a premiações estaduais, nacionais e até internacionais. Uma oportunidade foi o programa SLI Innovators, iniciativa que levou 5 jovens clubistas de 5 localidades do Paraná a um intercâmbio de 30 dias em Portugal. 

Rodrigo Reis, articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, entrega exemplares de Pesquisa de Percepção Pública da Ciência no Paraná aos demais palestrantes e membros do CNPq no Seminário de Popularização e Divulgação Científica, em Brasília (Foto/Luara Baggi/ ASCOM/MCTI)

A integração com museus científicos, feiras de ciências e as futuras quintas (fazendas) da ciência são outras vertentes desse programa, que conecta essas diferentes redes para fazer a circulação do conhecimento e trazer retroalimentação a esse sistema, além de gerar novas pesquisas por meio desse braço da extensão nas universidades públicas, como também ressaltou o  professor Rodrigo.

O interesse científico pela Rede de Clubes Paraná Faz Ciência fez com que fosse criado, no NAPI, um Comitê Científico que organiza os trabalhos ligados ao tema e acompanha as pesquisas para que não se sobreponham. esse grupo ainda colabora com as divulgações desses resultados, entre outras funções.
A ciência paranaense foi ainda reconhecida em Brasília com o próprio Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica. 2025  foi uma edição especial em 2025 com referência à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). O vencedor foi o pesquisador paranaense Marcos Paulo Belançon, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Pato Branco, com o projeto Lógica Eco. Trata-se de um canal no YouTube, que aborda energia e sustentabilidade de forma qualificada para o grande público.

Licenciandos da UFFS de Realeza conduzem simulação prática de tratamento de água contaminada para apoiar pesquisas locais de estudantes

A imagem mostra um grande grupo de estudantes e professoras reunidos em um espaço ao ar livre. Eles posam para a foto sob uma pérgola de madeira coberta por folhas verdes e flores lilases, que criam sombra no ambiente. A maioria usa uniforme azul e branco escolar, e todos sorriem para a câmera. O chão é de tijolos e, ao fundo, há um muro de pedra e vegetação. A cena transmite acolhimento e espírito de grupo.
Clubistas e professoras do Colégio José de Anchieta (Foto/Cláudia Fioresi)

Em uma iniciativa que une a formação universitária e a pesquisa escolar, licenciandos da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Realeza (PR) ministraram a oficina “Lixo Eletrônico e Metais Pesados”, no Colégio Estadual José de Anchieta, em Dois Vizinhos.

A atividade foi conduzida pelas licenciandas Gabriela Sierota, Giulia Caponi e Kassiane Brandão, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Cláudia Fioresi, e reuniu 35 alunos do 8º e 9º ano, membros do Clube de Ciências do Colégio e do Clube Maker Ceja, coordenados respectivamente pelas professoras Bruna Mara de Lima e Fernanda Meredyk.

A oficina teve como principal finalidade sensibilizar os clubistas sobre os impactos da contaminação por metais pesados no solo e na água, identificando suas fontes, consequências ambientais e para a saúde.

A introdução à temática foi feita através de uma apresentação dialogada que abordou a descrição de metais pesados, suas origens (naturais e antrópicas), conceitos como bioacumulação e biomagnificação. Além disso, foram discutidas possibilidades de mitigação, como logística reversa, fitorremediação, uso de biocarvão e atitudes comunitárias, estimulando a reflexão sobre situações ambientais locais.

O ponto alto foi a atividade prática demonstrativa, que simulou o tratamento de água contaminada por metais pesados, utilizando o cobre como exemplo. Os licenciandos trabalharam com uma solução de íons de cobre, à qual adicionaram cal para elevar o pH (favorecendo a precipitação do metal) e, em seguida, polissulfato de alumínio, que atuou como coagulante.

Os alunos puderam acompanhar as transformações químicas, relacionando-as a conceitos de ácido e base, variação de pH e técnicas de tratamento de efluentes. Dessa forma, a atividade contribuiu para a compreensão prática de como a química pode ser aplicada na redução da contaminação da água.

Ao final da oficina, foi proposto às professoras um plano de ação para a continuidade dos estudos, visando estimular a autonomia docente e a reflexão crítica dos estudantes. Este aprendizado fortalece o protagonismo dos jovens, promove a conscientização e incentiva a busca por soluções ambientais locais, integrando a UFFS à escola na construção da cultura científica.

O conhecimento adquirido é um suporte direto aos projetos de pesquisa em desenvolvimento nos clubes: um deles investiga o descarte de lixo eletrônico e seus impactos ambientais (solo, água, possível contaminação do corpo humano) e trabalha com robótica (Arduino) para soluções sustentáveis, como lixeiras inteligentes; o outro projeto, foca no crescimento de espécies nativas em solo contaminado.

A chegada de materiais novos e a interação com a pesquisadora ampliaram a experiência científica do grupo

Um grupo de seis estudantes e uma professora participa de uma atividade em um laboratório escolar. À esquerda, a professora, de colete claro e blusa preta, orienta uma aluna que ajusta o foco de uma lupa binocular branca posicionada sobre a mesa. Ao redor, quatro estudantes observam atentos a cena, vestindo camisetas do uniforme azul e branco com o brasão do Paraná. À direita, uma estudante de camiseta preta acompanha de perto a análise feita no equipamento. Sobre a bancada de granito estão tubos de ensaio transparentes e um frasco azul de plástico. Ao fundo, a parede revestida de azulejos brancos completam o ambiente da atividade científica.
Em campo, integrantes do ‘Little Science’ realizam testes (Foto/ Marilaine Martins)

Conhecer, olhar e analisar bem de perto pode revelar muito mais do que se percebe a olho nu. Foi o que descobriram os integrantes do Clube de Ciência Futuros Cientistas ao observar, no laboratório e com o auxílio das lupas recém-chegadas, animais aquáticos coletados em rios. Detalhes antes invisíveis apareceram diante deles, e cada estudante encontrou sua própria surpresa: as listas nos olhos de um camarão, o porte imponente de um besouro ou os ligamentos arredondados das patas de um escorpião-do-mato. Esses organismos, conhecidos como macroinvertebrados, são de interesse do grupo justamente porque ajudam a indicar a qualidade da água, revelando aspectos das condições ambientais dos rios.

Para os integrantes do clube, formado por alunos do Ensino Fundamental II da Escola Isolda Schimid, ‘olhar de perto’ foi além do uso da lupa. A atividade integrou a palestra O Rio e sua biodiversidade, realizada pela professora e bióloga Edinalva Oliveira, em que cada estudante foi convidado a perceber a ciência também por outra dimensão: a do trabalho de campo. Redes de coleta, recipientes e até a perneira, item de proteção em áreas alagadas, mostraram que a investigação dos rios exige preparo, técnica e cuidado. Nesse contexto, a ciência revelou-se como prática que une observação minuciosa e interação direta com o ambiente.

Esse aprendizado se conecta ao percurso já trilhado pelo grupo em sua pesquisa sobre o rio Belém, vizinho da escola e de grande parte dos alunos. Ou seja, ‘olhar de perto’ aqui, significa também voltar-se para o próprio território, perceber os sinais que a água carrega e compreender que a biodiversidade está intimamente ligada à vida e ao dia a dia da comunidade.

Mais do que uma atividade pontual, a experiência evidenciou o sentido maior da divulgação científica: despertar interesse, provocar perguntas e mostrar que a investigação pode nascer de detalhes. Ao unirem prática, observação e vínculo com o território, os jovens confirmaram que compreender a biodiversidade dos rios é também assumir responsabilidade sobre o espaço em que vivem.

Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência reúne crianças e adolescentes da Educação Básica, pública e privada, de 4 a 6 de novembro, no campus Neoville da UTFPR, em Curitiba

Incentivados a pesquisar a partir do próprio interesse e território, o clube ‘Futuros Cientistas’ desenvolve pesquisa sobre o Rio Belém, vizinho do clube,em Curitiba

Com 1.500 estudantes e professores ligados a clubes de ciências paranaenses expondo trabalhos em 381 estandes, a primeira edição da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI) será realizada de 4 a 6 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Neoville, em Curitiba. São 8 mil metros quadrados de área reservada para o que promete ser um dos maiores eventos anuais realizados pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência.

A FECCI é voltada a estudantes e professores da Educação Básica do Paraná com idades a partir de 6 anos, além de visitantes que gostam de ciência e inovação. O objetivo é potencializar a cultura e a produção do conhecimento científico e tecnológico. As equipes participantes estão divididas em três categorias: FECCI Kids, que abrange os alunos do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental I; FECCI Júnior, para alunos do Fundamental II; e FECCI Jovem, acolhendo alunos do Ensino Médio, Técnico e Ensino de Jovens e Adultos (EJA). 

A Feira está sendo organizada desde julho, quando começaram as inscrições, que passaram de mil. Deste total, 381 trabalhos foram selecionados por uma grande equipe de diferentes instituições e esferas públicas, com o objetivo de unir esforços na divulgação e popularização da ciência no estado. 

Em Almirante Tamandaré, no Lattes Clube, por exemplo, estudantes do Ensino Médio, da Escola Estadual Floripa Teixeira de Faria, desenvolvem pesquisas que vão da produção de bebidas fermentadas no estilo refrigerante à clonagem de plantas. “A gente criou um laço muito grande e quer ver o resultado crescer junto com a gente. Que dê novos clones”, diz Luiza Mariane de Souza, 16 anos, ao falar sobre o cuidado com a planta batizada de Felipe, em homenagem ao professor coordenador do clube.

Pesquisar, testar, cuidar. É assim que a ciência acontece dentro do Lattes Clube, em Almirante Tamandaré. (FOTO – PRFC)

Ciência na escola

A importância da FECCI para a iniciação científica nas escolas do Paraná se reflete no impulso que o evento pretende dar às iniciativas de trabalhos científicos na Educação Básica do Estado. 

“Queremos ter na FECCI algo como temos nos congressos do ensino superior, com apresentação de trabalhos. No nível da Educação Básica temos as feiras de ciências, que são também formas de avaliação desse trabalho desenvolvido na iniciação científica”, afirma a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e membro da coordenação da FECCI, Débora de Mello Sant’Ana.

Integrantes do Clube Agrociência da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) participam da I Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Ana C. Amaral)

Desde a preparação para a Feira, os alunos já começam a aprender inúmeros aspectos da metodologia da pesquisa científica. “Tudo isso aliado à vivência nos dias da Feira em si se transformam num treinamento científico muito importante para formação desses estudantes”, destaca a articuladora.

Rede de Clubes de Ciências

O articulador do NAPI PRFC, Rodrigo Reis, faz questão de enfatizar o movimento de articulação junto às escolas e, especificamente, à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência para ampliar a participação na Feira: “É uma responsabilidade enorme o movimento que a gente está fazendo, trazendo estudantes e professores do Paraná inteiro, principalmente aqueles vinculados aos Clubes de Ciências. Vamos receber no campus da UTFPR quase duas mil pessoas, o que gera uma expectativa gigantesca para que o evento seja o maior sucesso possível”.

Do total de projetos selecionados, 298 correspondem a projetos e trabalhos enviados pelos clubistas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciências, coordenada pelo NAPI Paraná Faz Ciência. A Rede é resultado dos investimentos do governo do Paraná para financiar a participação de alunos e professores e do trabalho da equipe de todas as Instituições de Ensino Superior (IES).  

Com o fomento da Fundação Araucária e apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o evento conta ainda com o apoio da Secretaria de Educação do Paraná, da Prefeitura de Curitiba e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Programa POP Ciência e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A equipe de Arte vinculada à Universidade Estadual de Maringá (UEM), parte da Comunicação do NAPI PRFC, foi responsável por toda a identidade visual da FECCI, proposta pelo comunicólogo Lucas Higashi. Outra integrante do grupo, Any Veronezi, se encarregou da criação das mascotes Luna e Cosmos.

A ilustradora responsável pela criação de Luna e Cosmos é Any Caroliny Veronezi, formada em Artes Visuais pela UEM, sob a coordenação da jornalista Ana Paula Machado Velho, do NAPI PRFC (Ilustração/Conexão Ciência)

A bióloga e coordenadora de Infraestrutura da FECCI, Juliana Ferrari, acredita que o evento será incrível. Ela explica que haverá um grande espaço para os 381 estandes dos projetos das escolas; um segundo com expositores e um palco; um terceiro com mais expositores, uma grande área para o Parque da Ciência Newton Freire Maia e uma área de refeição exclusiva para as crianças que estarão apresentando trabalho; além da Doca, onde estarão estacionados os veículos de ciência móvel: Zikabus, MarBrasil e Carreta da Polícia Científica. O Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM) também participa da FECCI com a exposição Corpo Humano, do projeto Muditinerante.

De acordo com Leilane Schwind, também integrante da comissão organizadora, “a adesão de clubes de ciências de todas as regiões do estado corresponde a essa visão dos professores, alunos e escolas da importância da divulgação dos projetos produzidos pelos alunos como forma de estimular a valorização do conhecimento científico”. 

Os trabalhos apresentados concorrem a prêmios. São produtos apreendidos, que foram doados pela Receita Federal. O professor Rodrigo Reis registra que é um lote de R$ 350 mil, com eletrônicos e outros gadgets que vão ser entregues aos primeiros lugares das categorias participantes da FECCI.

SERVIÇO

FECCI – Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência

De 4 a 6 de novembro de 2025

Horário de funcionamento: 9h às 17h

Local: UTFPR – Campus Neoville – Cidade Industrial de Curitiba (CIC) – Rua Pedro Gusso, 2601, em Curitiba.

Observação: 

Entrada gratuita e aberta à comunidade em geral

Texto com contribuição de Chananda Buss e Mari Martins

Oito clubes da Universidade Estadual de Ponta Grossa apresentarão trabalhos na FECCI, em Curitiba

A foto mostra vários alunos em uma Feira de Ciências, entre estudantes observando e apresentando seus trabalhos. O ambiente é fechado, há uma bandeira com o símbolo das ciências biológicas ao fundo, e banners enfileirados também ao fundo. Em primeiro plano, uma professora conversa com os clubistas do Pilha nas Abelhas, entre eles, uma mesa com materiais expostos, incluindo o Robô Papa Pilhas. Feito de caixas pintadas e placas de led em forma de seta que apontam para sua boca, o robô é um projeto do clube para incentivo do descarte adequado de pilhas e baterias.
Clubistas do Pilha nas Abelhas durante o Ciclo de Eventos da Semana do Biólogo, onde os clubes de União da Vitória encontraram-se pela primeira vez. Durante a FECCI, em Curitiba esses clubes vão poder interagir novamente (Foto/Talula)

Nos dias 4 a 6 de novembro acontece em Curitiba a Feira de Cultura Científica (FECCI), sediada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no campus Neoville. Esta é a primeira edição da feira, que tem como público-alvo estudantes e professores da educação básica do Paraná, promovendo um espaço de integração entre ciência, cultura e inovação. A programação inclui momentos de exposição e avaliação de projetos, oficinas e o concurso “Meu Clube é Show”, que vai premiar propostas científicas voltadas à resolução de problemas coletivos.

Entre os participantes, estarão oito clubes articulados pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) — dois da cidade de Castro e os demais vinculados ao Núcleo Regional de Educação de União da Vitória. A seguir, conheça alguns clubes e pesquisas que representarão a instituição na FECCI.

Núcleo de União da Vitória

Seis clubes do NRE de União da Vitória vão apresentar trabalhos na Feira. O primeiro deles, é do Colégio Estadual Adiles Bordin, de União da Vitória, o Clube Futuros Cientistas irá expor uma análise sobre o estado físico, químico e biológico do rio Vermelho, no município. O rio é de grande importância para a região em que a escola está inserida, inclusive porque análises visuais indicaram a presença de esgoto não-tratado sendo jogado no rio.

O Futuros Cientistas dá continuidade à temática do Rio Vermelho com o trabalho “Análise do conhecimento populacional acerca da dengue na comunidade Cidade Jardim e Bento Munhoz, município de União da Vitória – Paraná”. No trabalho, busca-se entender as percepções de moradores de regiões circunvizinhas ao Colégio e próximas ao Rio Vermelho, acerca da dengue.

Também de União da Vitória, é o clube Mentes Curiosas, do Colégio Giuseppe Bugatti, seus clubistas levarão o trabalho “Irrigador por gotejamento”, no qual compreendem sob a luz de referências bibliográficas, os potenciais benefícios econômicos e sociais de materiais recicláveis e adoção de irrigadores por gotejamento caseiros. O trabalho considera o contexto da chamada agricultura sustentável e os desafios enfrentados por pequenos agricultores.

No primeiro plano da foto vemos uma pessoa com uniforme de colégio inclinando seu corpo de forma a pegar um objeto. Na sua frente, plantas e garrafas de irrigação por gotejamento. A cena ocorre em uma feira, por tanto, há banners ao fundo e muitos alunos ao redor.
Clubistas do Mentes Curiosas em apresentação durante sua mostra em União da Vitória; clube apresentará trabalho com a mesma temática na FECCI (Foto/Talula)

De Paulo Frontin, o clube Pilha nas Abelhas, abordará o tema das abelhas, em dois trabalhos que englobam a importância dos insetos para os ecossistemas, problemas ambientais que sofrem e conscientização ambiental. Suas pesquisas são: O mundo acaba sem abelhas? A importância das abelhas para a vida na terra; e “Robô papa pilha e bateria: uma proposta para mitigar problemas ambientais”. Nesse último, a apresentação deverá vir acompanhada do próprio Robô-Papa-Pilhas, um objeto coletor de pilhas interativo.

Por fim, o 7º Colégio da Polícia Militar do Paraná apresentará sua pesquisa sobre as atividades do clube, que compreendem uma investigação das riquezas naturais e culturais da Região Sul do Paraná.

Núcleo de Ponta Grossa

Da cidade de Castro, dois clubes estão presentes, o primeiro deles, o Cabeceira do Rio Iapó. O clube trabalha com teatro para divulgação de ciência sobre o Rio Iapó, e produziu uma peça sobre o tema. O público alvo inicial eram as crianças da escola municipal vizinha a escola do clube, o Colégio Antônio e Marcos Cavanis.

A foto foi tirada em um ambiente fechado, mas com forte iluminação natural, em primeiro plano e ao centro, um clubista do ecoindoor aponta para o protótipo de estrutura de cultivo indoor. O protótipo é uma grande caixa branca com iluminação rosa característica, em seu interior, um revestimento espelhado e bandejas com brotinhos. Na foto, vemos ainda mais clubistas observando seu colega apresentar e visitantes da feira interessados no trabalho, e banners no fundo
Clubistas do Ecoindoor apresentando seu protótipo durante a 1ª Feira de Ciências dos Clubes de Ciências de Ponta Grossa e Região; o clube foi selecionado para a FECCI em Curitiba e estará presente no evento. (Foto/Talula)

E completando o grupo, o Colégio Estadual Olegário de Macedo apresentará o projeto “Agricultura do Amanhã: Eficiência e Nutrição”, desenvolvido pelo Clube Ecoindoor. A pesquisa investiga o cultivo indoor e suas potencialidades para a produção de alimentos em espaços controlados. A pesquisa conclui que a automatização pode auxiliar em pesquisas relacionadas a comparações de crescimento entre cultivos tradicionais e indoor (ambientes cobertos).

Dez clubes estarão entre os dias 4 e 6 de novembro na FECCI, em Curitiba

Nos dias 4 a 6 de novembro acontece a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI), no campus Neoville da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), em Curitiba. A feira é voltada para estudantes e professores da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e da Educação Básica da região de Curitiba. São 400 vagas para grupos que participarão expondo seus trabalhos, formados por até três estudantes e um professor orientador – e caso houver, também um coorientador. 

O evento se divide em três modalidades, para escolas públicas e privadas. A primeira é a FECCI Kids, destinada a alunos do Ensino Fundamental I, de 4º e 5º anos. A segunda, a FECCI Junior é direcionada aos estudantes do Ensino Fundamental II. E, para os alunos do Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos, a categoria é a FECCI Jovem.

Entre clubes do Núcleo Regional de Educação de Maringá, dez tiveram projetos aceitos. Os trabalhos são dos grupos: Cienteens; Capivara´s Tech; Paulo Sérgio Bretones; Robótica e Sustentabilidade, Solidariedade em Ação; No Ritmo do Conhecimento; História e Mídia; Ciências no Nosso Dia a Dia; Jovens Cientistas Kennedy; Plant Scientist Club e CAPCiência.

NRE MARINGÁ

No Instituto de Educação Estadual de Maringá, o Clube Cienteens levará dois projetos. O primeiro é o ‘Espectro do Saber: A transformação dos Espaços Escolares com Ciência e Arte’, coordenado pela professora Ivanir Diniz Batistela Santa Bárbara. O trabalho busca criar uma estratégia interdisciplinar, em desenvolver fenômenos físicos, biológicos e químicos por meio da luz e da arte. Ele se transformará em intervenções na própria escola, minimizando a poluição visual e otimizando o ambiente de aprendizado no colégio. 

O segundo trabalho é o ‘Jardim das Cores: O Uso de Pigmentos Vegetais em Experiências Interdisciplinar de Artes e Ciências’ que busca revitalizar o horto escolar, por meio do cultivo de plantas medicinais, extraindo pigmentos naturais para a produção de tintas ecológicas e as aplicando em oficinas artísticas interdisciplinares. Dessa forma, irão incorporar os conhecimentos das ciências naturais, aos da educação ambiental e das artes visuais.

Já no Capivara´s Tech, do Colégio Estadual Brasílio Itiberê, o projeto selecionado foi ‘Protagonismo estudantil e sustentabilidade: o clube de ciências como ferramenta para o bem-estar na escola de tempo integral’. Conforme a coordenadora, professora Maisa de Carvalho Iwazaki, o trabalho surgiu com a falta de locais para os estudantes descansarem nos intervalos ou mesmo para os professores ministrarem aulas fora da tradicional sala. Os clubistas se envolveram e construíram móveis, que agora estão em um espaço externo na escola. 

O Clube Paulo Sérgio Bretones, do Colégio Estadual Branca da Mota Fernandes, apresentará o trabalho ‘Aprendizagem baseada em projetos e a construção do conhecimento: a dinâmica de foguetes como ferramenta de formação investigativa’. Segundo a professora Telma Augusta Diniz, os clubistas investigam a aplicação das Leis de Newton na propulsão de foguetes, visando fomentar a cultura científica e o interesse por astronomia e astronáutica. O objetivo é analisar como variáveis de design e lançamento impactam o desempenho de protótipos construídos pelos próprios estudantes. Neste caso, irão utilizar as garrafas PETs. 

Em Itambé, os clubistas da Escola Estadual Professor Giampero Monacci realizaram o projeto ‘Robótica e sustentabilidade: ciência, tecnologia e solidariedade em ação’, do Clube Robótica e Sustentabilidade, Solidariedade em Ação. O objetivo principal é transformar garrafas PET em cachecóis, toucas e fios de lã. O processo envolve desde a separação dos materiais até a doação do gorro e cachecol para instituições assistenciais ou grupos menores que realizam este serviço, a exemplo do Lar das Mães Solteiras do município.

O Clube No Ritmo do Conhecimento, do Colégio Estadual Doutor Camargo, da cidade de mesmo nome, teve o projeto aprovado ‘O que diz a letra do rap?’. O objetivo é analisar as letras das músicas de rap selecionadas pelos estudantes, refletindo e comparando as temáticas para entender o impacto dessas obras na vida dos alunos. A professora coordenadora Simone Gonzales Sagrilo, explica que as composições remetem ao hip-hop, que é reconhecido por ser um dos movimentos de conscientização social sobre a sociedade em que vivemos.

No Colégio Estadual Cívico-Militar Tomaz Edison de Andrade Vieira, o Clube de Ciências História e Mídia recebeu a aprovação pelo projeto ‘Mídias digitais: desafios e perspectivas na reconstrução histórica de Maringá’, que tem como objetivo resgatar a formação da cidade de Maringá por meio das fontes em museus e transformar esses conhecimentos históricos em conteúdos para as mídias sociais. Além da construção de um site para a documentação desses estudos.

Em Presidente Castelo Branco, no Colégio Estadual Maria Carmella Neves de Souza, o Clube Ciências no Nosso Dia a Dia vai marcar presença com o trabalho ‘Ciência no nosso dia a dia: investigando como a ciência está presente nas atividades cotidianas – estudando plantas medicinais e aromáticas e seus diversos benefícios’. Os clubistas vão produzir sabonetes artesanais a partir dos extratos de plantas. Conforme a professora, Arleia Figueiredo da Costa, o trabalho é fundamentado nas plantas medicinais, aromáticas e condimentares, “discorrendo sobre sua relevância histórica e os mecanismos pelos quais produzem metabólitos secundários que interagem com o organismo humano para fins terapêuticos”, explica.

O ‘Rebots – robótica educacional para uma botânica sustentável’ é o trabalho do Clube Jovens Cientistas Kennedy. O projeto integra a composteira, a horta escolar e a robótica educacional como estratégias de ensino investigativo. Sob a coordenação do professor Ivanildo Fabricio de Oliveira, foram analisados três canteiros instalados em diferentes condições de luminosidade (sol pleno, meia sombra e sombra total), com a composteira fornecendo adubo natural e o robô autônomo com sensores de umidade do solo e irrigação automatizada, auxiliando no manejo e na coleta de dados. Conforme o coordenador, a produção foi destinada à merenda escolar e os clubistas perceberam que o uso da robótica favoreceu as investigações quantitativas.

Em Sarandi, o Clube Plant Scientist Club irá apresentar o projeto ‘Plant Scientist Club: descobrindo alternativas no combate de plantas daninhas a partir do estudo de bioinsumos’. Do Colégio Estadual Helena Kolody, o objetivo do grupo é investigar o uso de Holocalyx balansae (alecrim do campo) como planta com potencial alelopático – a capacidade de uma planta interferir no desenvolvimento de outras por meio da liberação de substâncias químicas. Para isso, o alecrim foi testado em sementes de plantas cultivadas e está sendo testado em sementes de plantas daninhas.

O Clube CAPCiência, do Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), apresentará quatro trabalhos. O primeiro é ‘Ferramentas e estratégias de manejo integrado de pragas com ênfase na conservação de agentes polinizadores’, com o objetivo de confeccionar colônias artificiais para abelhas-sem-ferrão e de ninhos para aves, utilizando materiais recicláveis, visando à proteção das espécies e ao reaproveitamento de resíduos. A intenção, conforme o coordenador Antonio de Oliveira,  é contribuir para a recuperação de habitats e o fortalecimento da interação entre espécies nativas e sistemas agrícolas. Assim, demonstrar que o uso de agrotóxicos não constitui o único, nem o mais sustentável método de controle de pragas.

O segundo trabalho é ‘A cidade mágica do dinheiro’. Os clubistas propõem a elaboração de um livro infantil destinado a alunos do Ensino Fundamental I, por meio de uma narrativa lúdica e ilustrada, para apresentar a trajetória do dinheiro em diferentes âmbitos urbanos. O material, conforme o professor, pretende abordar os conceitos fundamentais de educação financeira. E o terceiro projeto, ‘Recicla Banner: do acúmulo à reutilização’, tem a intenção de reutilizar banners armazenados em instituições de ensino, atribuindo-lhes novas funções a partir de sua transformação e reaproveitamento para materiais escolares, tais como estojos, ecobags e pastas.

Por fim, o quarto trabalho ‘Abelhas & beleza: uma jornada sustentável da colmeia à pele’, tem o objetivo de desenvolver cosméticos sustentáveis que reduzam os impactos ambientais e demonstrem os benefícios dos produtos apícolas para a saúde humana. Além de promover a sustentabilidade por meio da utilização de corantes naturais obtidos da casca de raízes, resíduos do cotidiano alimentar das residências e da merenda escolar

Em São Pedro do Paraná, o clube da Colégio Estadual Cecília Meireles comemorou com bolo e apresentou os projetos do clube a todos

Uma estudante, vestindo camiseta vermelha com o nome do colégio estampado, sorri enquanto está sentada em frente a um quadro-negro decorado com giz colorido. No quadro, está escrito em letras grandes e artísticas “Eco Historiadores”, rodeado de desenhos de tartarugas, plantas aquáticas, penas, padrões indígenas e molduras ornamentais. Também aparecem frases como “História do Município” e “Povo Originário”. Na parte de baixo, sobre o suporte do quadro, há várias mochilas alinhadas.
Clube Eco Historiadores celebra um ano com ações de impacto e aprendizado entre clubistas e alunos (Foto/Arquivo pessoal)

No dia 12 de setembro de 2025, o Colégio Estadual Cecília Meireles, em São Pedro do Paraná, parou para comemorar um marco especial: o primeiro aniversário do Clube Eco Historiadores. A celebração contou com um bolos, preparados especialmente para todos os alunos, professores e servidores. O momento reuniu a escola em um clima de confraternização, com direito a parabéns e, claro, um pedaço de bolo para cada participante.

De acordo com o professor Fellype Moraes, a festa, no entanto, foi além da mesa de doces. “Os clubistas organizaram a sala do clube e abriram as portas para todos os alunos. Explicaram como o Eco Historiadores começou, o que já foi feito, os resultados que estão aparecendo e até os planos para o futuro. Quem ainda não participa, pôde conhecer de perto tudo o que acontece no contraturno, e até se animar para entrar nos próximos anos”, contou Fellype.

Um grupo de estudantes observa atentamente uma colega que apresenta uma simulação arqueológica. Em uma caixa grande, preenchida com terra avermelhada, aparecem ossos dispostos como parte de um esqueleto. A estudante gesticula com as mãos enquanto explica, despertando o interesse da turma reunida ao redor. Ao fundo, há um quadro-negro decorado com a palavra “Ecologia” e desenhos feitos com giz colorido, além de armários, livros e um boneco de pelúcia rosa sobre o armário.
Alunos acompanharam de perto uma simulação arqueológica preparada pelo Clube Eco Historiadores e descobriram como funciona o trabalho de pesquisa e escavação (Foto/ Arquivo pessoal)

Um dos destaques trazido pelo professor e auxiliar do clube foi a dedicação da equipe responsável pela cozinha. As estudantes se aventuraram em uma receita de confeitaria inédita, garantindo um bolo que surpreendeu pelo sabor e pela qualidade. O esforço conjunto reforçou o espírito de colaboração que marca a história do clube.

A imagem mostra um grupo alegre de estudantes e professores posando para uma foto em sala de aula. Há cerca de 25 pessoas, entre jovens e adultos, organizadas em três fileiras: alguns estão em pé ao fundo, outros agachados ou sentados no meio, e um grupo está sentado ou deitado na frente, no chão. Todos estão sorrindo e fazendo poses animadas com os dedos apontando para cima, formando corações com as mãos ou apoiando o rosto com as mãos em sinal de carinho e alegria. Há também um quadro ao fundo com uma bela decoração de letras cursivas e desenhos, indicando uma ocasião especial, como uma festa.
Em clima de alegria e gratidão, alunos e professores reuniram-se para registrar a comemoração de um ano do clube Eco Historiadores (Foto/ Arquivo pessoal)

Mais do que uma comemoração, o aniversário do clube se transformou em um momento de integração e valorização do protagonismo estudantil. O evento mostrou a importância do clube no ambiente escolar e celebrou o início de uma trajetória que promete render muitos frutos. O clube Eco Historiadores é orientado pelos professores Adriane Fernandes e Fellype Moraes e está conectado à Unespar (Universidade Estadual do Paraná) campus de  Paranavaí. 

O Arranjo levou atividades de popularização da ciência à Brasília e recebeu milhares de visitantes no estande

O NAPI Paraná Faz Ciência esteve na 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada em Brasília, entre os dias 20 a 26 de outubro. Considerado o maior evento de popularização da ciência do país, a Semana acontece simultaneamente em todas as regiões do Brasil e tem como palco principal a capital federal.

A participação do NAPI teve como objetivo compartilhar experiências sobre divulgação científica e ampliar o diálogo com iniciativas de todo o país. O Arranjo também contou com um estande próprio, que apresentou as atividades desenvolvidas pelos projetos do NAPI e seus parceiros: Conexão Ciência – C², Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, Rede de Museus Paraná Faz Ciência e Laboratório Móvel de Educação Científica da Universidade Federal do Paraná (LabMóvel).

A cerimônia de abertura, na segunda-feira, 20, contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, do secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Inácio Arruda, da diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, a ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, além de representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de outras instituições de fomento.

Em seu discurso, Luciana Santos destacou a relação entre o tema da edição, “Planeta Água: a Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território”, e a 30ª Conferência das Partes (COP 30), ressaltando a importância da preservação dos recursos hídricos no nosso país. A ministra enfatizou ainda o papel da SNCT em despertar vocações e inspirar novas gerações para uma ciência mais diversa. “A ciência é uma ponte entre o que somos e o que podemos ser”, afirmou.

A visitação às tendas da Semana, instaladas na Esplanada dos Ministérios, ao lado do Museu Nacional, teve início na terça-feira, dia 21. Escolas do Distrito Federal e de outras regiões do país, assim como a comunidade em geral, participaram das atividades com muita curiosidade e entusiasmo.

O estande do NAPI PRFC chamou a atenção dos visitantes com uma coleção entomológica, réplicas de crânios em 3D, quebra-cabeças, ilustrações didáticas e carimbos autorais. No mesmo dia, terça, ocorreu o 1º Seminário Internacional de Popularização da Ciência, que reuniu representantes de mais de nove países para trocar experiências sobre estratégias de divulgação científica.

Entre os convidados internacionais, esteve Ana Noronha, diretora do Ciência Viva Portugal, programa que inspira várias ações do NAPI Paraná Faz Ciência. Ela elogiou o trabalho do Arranjo e destacou a importância do intercâmbio de conhecimentos entre Brasil e Portugal.

Durante toda a SNCT, a articuladora do NAPI PRFC, Débora Sant’Ana, distribuiu exemplares do Resumo Executivo de Percepção Pública de Ciência e Tecnologia no Paraná e do Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado, publicações produzidas pelo Arranjo. Autoridades como Luciana Santos, Inácio Arruda, Juana Nunes e Ana Noronha receberam os materiais.

O professor Emerson Jocouski, representante do NAPI, apresentou o Resumo Executivo ao vivo no podcast da SNCT Pará, gravado diretamente no evento. As articuladoras Débora Sant’Ana e Mariana Bologna também participaram, comentando sobre o programa Mais Ciência na Escola e outras ações de popularização da ciência no Paraná.

Os dias seguintes foram marcados por intensa interação no estande do NAPI. Crianças, adultos, pesquisadores e estudantes exploraram as atividades e garantiram seus passaportes carimbados com os oito modelos exclusivos criados pela equipe artística do Arranjo, além dos brindes distribuídos.

Durante o evento, o Grupo de Teatro Científico, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), coordenado pela professora e integrante do NAPI, Leila Freire, também esteve presente e apresentou peças que encantaram o público e ensinaram ciência por meio da arte, no estande do POP Ciência. Segundo Leila, “o teatro permite mostrar que a ciência é feita por todos e deve estar próxima de todos”.

Na sexta-feira, 24, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência foi destaque na fala de Carlos Wagner, coordenador de Popularização da Ciência e Tecnologia do MCTI, durante a abertura do 1º Encontro de Clubes de Ciências. Ele elogiou o investimento e a organização da Rede, apontando o Paraná como referência nacional em iniciativas de popularização científica. O reconhecimento também foi reforçado por Juana Nunes, que sugeriu a realização de um encontro nacional de clubes de ciência.

No penúltimo dia de participação do NAPI, no sábado, 25, a bolsista de pós-doutorado, Edinalva Oliveira, apresentou a Rede de Clubes no 1º Encontro, compartilhando as experiências do Paraná e aprendendo com as mobilizações de clubes de outras regiões do país.

O bolsista técnico do Arranjo, Leonardo Fogaça, conta que participou da SNCT também em 2024 e que, neste ano, reencontrou visitantes que reconheceram o estande do NAPI nesta edição e voltaram para conferir as novidades. Ele destaca a satisfação de poder despertar curiosidade e compartilhar conhecimento com públicos diversos, desde crianças até idosos, incluindo grupos com deficiência visual, que também tiveram a oportunidade de interagir com as peças apresentadas pelo Arranjo, por serem 3D.

A 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia chegou ao fim no dia 26 de outubro, encerrando mais uma edição marcada por trocas de experiências, divulgação científica e o fortalecimento de redes de popularização da ciência em todo o país. 

A articuladora do NAPI, Débora Sant’Ana, destacou o balanço positivo da participação do Arranjo no evento. “Estou muito contente pela oportunidade de mostrar para milhares de pessoas, estudantes, parceiros e instituições de pesquisa do país todo um pouco do Paraná Faz Ciência. É a ciência paranaense apresentada para todo o Brasil!”, conclui. 

Integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência  exibem projetos de pesquisa na 3º edição de feira que promove a cultura científica em Curitiba e reúne estudantes de todo o estado

O interesse dos estudantes e as demandas das comunidades escolares estão se transformando em pesquisa nos quase trezentos Clubes de Ciência implantados em escolas públicas do Paraná no último ano. Os clubes, que integram a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, iniciativa do NAPI – Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, têm como objetivo popularizar a ciência e aproximar escolas públicas e universidades por meio da investigação científica.

Pesquisar, testar, cuidar. É assim que a ciência acontece dentro do Lattes Clube, em Almirante Tamandaré.

Em Almirante Tamandaré, no Lattes Clube, estudantes do Ensino Médio, da Escola Estadual Floripa Teixeira de Faria desenvolvem pesquisas que vão da produção de bebidas fermentadas no estilo refrigerante à clonagem de plantas. “A gente criou um laço muito grande e quer ver o resultado crescer junto com a gente. Que dê novos clones”, diz Luiza Mariane de Souza, 16 anos, ao falar sobre o cuidado com a planta batizada de Felipe, em homenagem ao professor coordenador do clube.

“Ficamos muito felizes em ver a evolução dela e queremos que no futuro as próximas pessoas que verem essa planta grande possam ver o nosso esforço, o nosso resultado e o nosso carinho em todas as regas e preocupações, porque nós estamos cuidando com muito carinho, para que o projeto possa se desenvolver e para que outras pessoas possam aprender com isso”, conta.

No Colégio Estadual Isolda Schmid, em Curitiba, são os alunos do Ensino Fundamental II que dão vida ao Clube de Ciência ‘Futuro Cientistas’.

Essa dedicação aos experimentos revela o espírito dos clubes: aprender pesquisando, experimentar, cuidar e ver a ciência florescer no cotidiano. Histórias como essa se repetem em várias cidades do Paraná, onde estudantes transformam curiosidade em pesquisa e descobertas em aprendizado coletivo. 

De 4 a 6 de novembro, clubes de ciência de todo o Paraná estarão reunidos no Campus Neoville da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba, para participar da Feira de Ciência, Cultura e Inovação (FECCI 2025). O evento reunirá 1.000 participantes e aproximadamente 400 trabalhos, que serão apresentados por estudantes e professores. As iniciativas mostram como a ciência feita nos Clubes de Ciência e nas escolas tem se tornado uma ponte entre o ensino básico e o meio acadêmico, incentivando a curiosidade científica e o protagonismo dos estudantes.

O clube ‘Ciência Divertida’ de Ponta Grossa apresenta no Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, pesquisa e produto desenvolvidos na busca por evitar a proliferação do mosquito da dengue em torno da escola.

A presença dos Clubes de Ciência do Paraná Faz Ciência na FECCI 2025 reafirma o potencial da educação pública em formar jovens pesquisadores comprometidos com a realidade local e com o futuro da ciência no estado. Além de divulgar resultados das pesquisas, a feira é um espaço de trocas, descobertas e inspiração, fortalecendo o vínculo entre escola pública e universidade.

Serviço – FECCI 2025

Local: Campus Neoville da UTFPR – Curitiba

Período: 4 a 6 de novembro de 2025

Participantes: cerca de 1.000 inscritos e 381 trabalhos apresentados

ENTRADA GRATUITA

Programação:

4 de novembro (terça-feira)

8h às 9h30 – Credenciamento

9h30 às 10h30 – Abertura oficial

10h30 às 11h30 – Montagem dos estandes

14h às 17h – Exposição e avaliação dos projetos

5 de novembro (quarta-feira)

9h às 17h – Exposição e avaliação dos projetos

6 de novembro (quinta-feira)

9h às 11h30 – Exposição e avaliação dos projetos

14h às 17h – Premiação e encerramento

Dividida em quatro módulos, a atividade tratou dos tipos de solo no Paraná e mostrou como o manejo pode ser sustentável

A imagem mostra uma sala de aula com estudantes sentados em carteiras, atentos a uma atividade. A maioria veste calças azuis e casacos, indicando uniforme escolar. Em primeiro plano, algumas alunas observam para frente, enquanto fazem anotações. Ao fundo, há mais estudantes e alguns adultos também acompanhando a atividade. As carteiras são brancas e azuis, e o ambiente é iluminado pela luz natural que entra pelas janelas.
Alunos do Clube EcoCientistas Visionários durante a oficina de solos, ministrada por acadêmicos de Geografia (Foto/ Luis Emanuel Calixto)

No dia 26 de agosto, alunos do Clube de Ciências EcoCientistas Visionários, do Colégio Estadual Padre Chagas, em Guarapuava, participaram de uma atividade prática sobre solos, no campus Cedeteg, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A iniciativa veio de uma parceria entre o Laboratório de Solos da Universidade e o Grupo de Pesquisa e Extensão Educação Geográfica e Cartografia para Escolares (EducartGeo).

A ação foi ministrada por acadêmicos de Geografia e estagiários da mesma área que atuam no Colégio Estadual Padre Chagas. Para oferecê-la, os graduandos passaram por um treinamento, coordenado pela professora Yasmin Tadeu Costa. 

“O nosso treinamento começou antes mesmo de saber que teríamos uma oficina. Foi durante o grupo de estudo de sexta-feiras, quando trabalhávamos artigos e livros didáticos relacionados à pedologia – ciência da morfologia e classificação dos solos. Então, quando começamos a organizar a oficina, já tínhamos o conteúdo estruturado (sobre o que são, as características e propriedades dos solos). O que precisamos fazer foi pensar em como organizar essa oficina”, destacou a professora.

Segundo Yasmin, o trabalho foi estruturado em quatro módulos. O primeiro tratou de explicar o que é o solo; o segundo aborda os principais tipos de solo do Paraná; o terceiro discute como manejar o solo e o quarto, sobre porque devemos conservá-lo. “Todos os módulos foram pensados para responder perguntas, de modo que ficasse muito claro qual seria o assunto e o que a gente falaria em cada módulo. Isso seria útil tanto para os alunos que iam aplicar a oficina, quanto para os que iriam assistir à oficina. O nosso objetivo principal era que o conteúdo fosse o mais didático possível”, explica a docente. Para testar a clareza da didática, a equipe aplicou a oficina no dia 3 de julho para outros acadêmicos de Geografia.

Professora Yasmin Costa durante o teste da oficina, realizado no dia 3 de julho, com acadêmicos de Geografia (Foto/Thiago de Oliveira)

A ideia de realizar a atividade surgiu dentro do grupo de estudos criado pela professora Yasmin, em julho de 2024. Nesse espaço, os alunos se reuniam semanalmente para aprofundar leituras sobre solos. Durante a apresentação dos programas de extensão do Departamento de Geografia, Yasmin compartilhou a proposta, e a professora Marquiana Gomes, coordenadora dos projetos ‘Nós Propomos! Unicentro: Juventude educando-se na/com a cidade’ e da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, na Unicentro, sugeriu a parceria. 

“Na Rede de Clubes existiam alguns grupos que trabalhavam com o tema diretamente relacionado aos solos ou indiretamente, e ela comentou que seria legal se trabalhássemos esse conteúdo com esses alunos. E acabou que foi muito interessante”, contou Yasmin.

Elisa Harmuch, acadêmica do segundo ano de Geografia, foi uma das estudantes que participou do treinamento e depois aplicou a oficina com os clubistas. Para ela, a preparação ajudou a aprofundar o conhecimento. “Participar do treinamento me fez aprender bastante sobre o solo. Quanto mais eu pesquisava para minha apresentação, lendo, revisando, apresentando para as pessoas do grupo, me fez aperfeiçoar e entender mais sobre o que eu estava apresentando”, mencionou.

Professora Yasmin: “a gente espera que com essa oficina, os alunos tenham contato com as pesquisas atuais sobre solo que estamos conduzindo tanto aqui na Unicentro, quanto temas de pesquisa de outras universidades, além deles terem se aprofundado no assunto dos solos” (Foto/Thiago de Oliveira)

Nicolli Rech Colaço, de 14 anos, integrante do Clube de Ciências EcoCientistas Visionários, participou da oficina e relatou os aprendizados. Ela conta que descobriu, por exemplo, que o processo de formação do solo é lento, além de aprender termos como lixiviação, entendendo como ela ajuda na distribuição dos minerais e materiais orgânicos e também sobre os diferentes tipos de solo do Paraná. 

Para Nicolli, esse conhecimento é importante para saber como lidar com cada tipo de solo nos experimentos do Clube. “Agora, o que pra mim foi o maior aprendizado: falamos sobre o manejo do solo e sua degradação. Aprendemos sobre a infiltração e que, se ela não ocorrer, pode acontecer a erosão, e que, para acontecer essa infiltração, precisamos de um solo com uma boa estrutura. Nisso, também aprendemos sobre o manejo conservacionista e o manejo convencional, sendo o manejo conservacionista o processo de cobertura do solo e no manejo convencional, um solo exposto. Isso foi muito importante, já que eu e o meu grupo estamos falando sobre hortas urbanas e criando ideias para uma horta urbana no nosso colégio”, contou a clubista.

A oficina foi realizada no miniauditório do Centro de Pesquisas Avançadas Ambientais, Bioenergéticas e Biotecnológicas (Ambiotec), localizado no Campus Cedeteg da Unicentro, em Guarapuava (Foto/Luis Emanuel Calixto)

Para a estudante, a oficina foi didática e possibilitou compreender muitos conceitos que ainda não estavam completamente claros para ela. “Na sala de aula, ouvimos muitos termos técnicos que, muitas vezes, não entendemos, e ir para o CEDETEG foi uma experiência muito agregante para nós estudantes, pois lá entendemos e observamos muito daquilo que às vezes não conseguimos compreender claramente apenas com o aprendizado no colégio”, comentou.

Acadêmica de Geografia Adeliziani Ribas explicando aos clubistas como o manejo de solos pode levar a sua degradação (Foto/ Luis Emanuel Calixto)

Essa também foi uma das preocupações de Adeliziani Ribas, acadêmica de Geografia que ministrou a oficina. Ela acredita, porém, que conseguiu se preparar para esse desafio. 

“É sempre difícil encontrar uma linguagem didática para os adolescentes, mas acredito que a vida acadêmica nos prepara bem para situações como essa.” Além disso, Adeliziani destacou que se surpreendeu com o interesse dos alunos durante a atividade. “É muito gratificante ver o interesse deles, até no fato de anotar o que estávamos falando e questionar quando tinham dúvidas”.

Atividades como a oficina de solos têm o poder de aproximar os acadêmicos dos alunos e dos professores da educação básica, construindo um caminho de troca de conhecimento. Para a professora Yasmin, o estudo de solos pode contribuir para despertar nos estudantes um maior interesse pelo meio ambiente e pela ciência. 

“A partir dessa apresentação didática e dessa conversa mais planejada do que é o solo, os alunos podem ter consciência de como as pesquisas podem ser realizadas sobre o tema e como elas podem contribuir para o desenvolvimento mais sustentável da humanidade e o uso mais sustentável dos solos”.

Acadêmica de Geografia explicando aos alunos do Colégio Estadual Padre Chagas os diferentes tipos de solo do Paraná (Foto/ Luis Emanuel Calixto)

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência ( @clubesparanafazciencia ) e aqui pelo site do NAPI Paraná Faz Ciência.

Os clubistas apresentaram seus projetos focados na sustentabilidade na I Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, em Guarapuava

Clubistas Lucas S. Santos explica projeto de energia sustentável para estudantes (Foto/Ana C. Amaral)

No dia 2 de outubro de 2025 ocorreu a I Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, no Centro Eventos Cidade dos Lagos. Os clubes vinculados à UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) estiveram presentes: Clube de Ciências Inovar, Clube de Ciências Mundo Verde, Clube Agrociência, Curie Club e Clube de Ciências CEAD Recicla. Vamos conhecer mais sobre seus trabalhos? 

Clube de Ciências Inovar

Clubistas e professora Karoline Rodrigues, coordenadora do Clube de Ciência Inovar (Foto/Ana C. Amaral)

Sob a coordenação da professora Karoline Rodrigues, o objetivo do clube é promover entusiasmo pela ciência por meio de atividades investigativas baseadas em projetos, incentivando criatividade, inovação, protagonismo e autonomia. Os estudantes têm a oportunidade de aplicar o método científico em experimentos, elaborar hipóteses, realizar pesquisas e participar de feiras científicas, divulgando seus resultados. O Clube de Ciências Inovar faz parte do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, situado em Andirá e ligado ao Núcleo Regional de Educação (NRE) Jacarezinho.

Clube Inovar, bolsista pedagógica e membro da reitoria da UENP em foto com o bioplástico produzido pelo clube (Foto/Ana C. Amaral)

No evento, os clubistas Laritiely Ribeiro da Silva, Kauan Vinicius Jurado Azevedo e Maria Clara Francisco Rodrigues apresentaram todos os projetos desenvolvidos pelo clube e também levaram amostras dos produtos que já desenvolvem, a exemplo do bioplástico, feito a partir de amido de milho que seria descartado, usado então para produzir uma capa usada em salão de beleza, o “Bioprotect”. 

Clube de Ciências Mundo Verde

Clubistas Fernando, Felipe e Daniel na I Mostra dos Clubes (Foto/Ana C. Amaral)

Localizado em Assaí, o Clube de Ciências Mundo Verde tem como objetivo o reaproveitamento de resíduos orgânicos produzidos na escola e nas residências dos estudantes, por meio da compostagem. A iniciativa busca despertar a consciência ambiental e promover o protagonismo dos clubistas, incentivando práticas sustentáveis que ultrapassem os muros escolares e alcancem a comunidade. O clube é coordenado pela professora Aparecida Duarte, e parte do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, NRE Cornélio Procópio.

Clubistas do Mundo Verde e do CEAD Recicla interagindo (Foto/Ana C. Amaral)

Para apresentação, os clubistas Daniel Yugo Tatewaki Flores, Fernando Gabriel Souza Cardoso e Felipe Tomaz Roccha mostraram todas as atividades na construção da horta escolar e da compostagem, reaproveitando as sobras da merenda, além do estudo mais detalhado do funcionamento do solo.

Curie Club

Clubistas e professora coordenadora do Curie Club sorrindo para foto (Foto/Ana C. Amaral)

O clube de ciências Curie Club busca em suas atividades promover a iniciação científica voltada para problemas ambientais locais, unindo teoria e prática por meio do ensino investigativo. Diante do impacto da agricultura intensiva, da silvicultura e das fábricas de papel, atividades predominantes na região, o clube desenvolve os projetos abordando conservação do solo e da água, mudanças climáticas, produção de papéis sustentáveis, biojóias e sabonetes com ingredientes vindos da horta da escola. Ele é coordenado pela professora Camila de Paiva, inserido no Colégio Estadual Rui Barbosa, na cidade de Arapoti e ligado ao NRE- Wenceslau Braz.

Biojóias, sabonetes e pirulitos aromáticos e corantes naturais sobre a mesa (Foto/Ana C. Amaral)

Os clubistas presentes no evento foram Giovana Maria Gonçalves, Guilherme  Teles da Silva e Melissa dos Santos Faria, e apresentaram as atividades do clube e mostraram os produtos aromáticos (sabonetes e pirulitos) e as biojóias que eles produziram. 

Clube de Ciências Agrociência 

Clubistas, a professora coordenadora do Clube Agrociência e o Coordenador da Rede de Clubes pela UENP, Lucken Bueno Lucas (Foto/Ana C. Amaral)

Coordenado pela professora Vagna Munhão, o Clube de Ciências Agrociência tem como objetivo central aproximar os estudantes da pesquisa científica e do pensamento crítico, promovendo práticas educativas que unam conhecimento, sustentabilidade e valorização da realidade local. O trabalho prioriza as demandas socioambientais da comunidade, incentivando a construção de soluções para os desafios da agricultura e da avicultura, atividades predominantes no Norte Pioneiro do Paraná. O clube faz parte do Colégio Estadual Maria Francisca de Souza, localizado no município da Barra do Jacaré, ligado ao NRE de Jacarezinho.

Clubistas Maria Eloisa, Lucas e Lara na I Mostra (Foto/Ana C. Amaral)

Como destaque na I Mostra de Clubes de Ciências, o clube expôs suas atividades envolvendo o biogás, feito a partir de materiais orgânicos que seriam descartados da produção de aves e fontes alternativas de energia sustentável. A ideia é que o ciclo se encerre dentro da própria granja, usando biogás para aquecer as aves. Os clubistas presentes no evento foram Lorrainy Leandra Oliveira, Maria Laura Tironi, Otávio Miguel Munhão, Lucas de Souza Santos, Lara Freitas e Maria Eloisa Malta Muchagata.

Clube de Ciências Movimento CEAD Recicla

Clubistas, professora coordenadora do Clube de Ciências CEAD Recicla e membros da UENP conversam (Foto/Ana C. Amaral)

O Clube de Ciências Movimento CEAD Recicla tem como finalidade promover a educação ambiental a partir da prática da coleta seletiva e da compostagem, incentivando mudanças de atitude em relação ao consumo e à destinação correta dos resíduos. O projeto surge da necessidade de sensibilizar a comunidade escolar sobre os impactos do manejo mal planejado dos resíduos sólidos e estimular alternativas sustentáveis para esse fim. O clube é coordenado pela professora Erika Gelinski e faz parte do Colégio Estadual Aldo Dallago, localizado em Ibaiti, do NRE Ibaiti. 

Clubistas Emanuele e Rebeca na I Mostra, em Guarapuava (Foto/Ana C. Amaral)

Na I Mostra de Clubes de Ciências estavam presentes também os clubistas Ryan Carlos dos Santos Reis, Emanuele Godoi Budel e Rebeca Cristina da Silva, que apresentaram as atividades do clube, de como eram realizadas as campanhas de incentivo e organizações dos pontos de coleta dos resíduos. 

Clubista Melissa apresenta os diferentes sabonetes aromáticos (Foto/Ana C. Amaral)

A I Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência demonstrou o impacto positivo que os Clubes de Ciências exercem na formação de estudantes pesquisadores, estimulando a curiosidade, o trabalho em equipe e a responsabilidade socioambiental. Além disso, poder ter a equipe reunida e podendo trocar experiências pessoalmente, já deixa todo mundo ansioso para a próxima feira!

Os estudantes do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieira visitam museus para contribuir com os estudos

A foto é do clube de ciências ‘História e Mídia’ do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieira de Maringá. A imagem mostra um grupo de estudantes posando para uma foto dentro de uma sala de aula. O grupo é formado por 14 alunos e uma adulta, a professora. Eles estão dispostos em duas fileiras: a primeira sentada e a segunda em pé. Atrás deles há um mural com cartazes e trabalhos escolares expostos na parede. O ambiente é uma sala de aula com carteiras azuis, paredes, piso de madeira e iluminação de teto fluorescente.
Clubistas e a professora coordenadora do clube na sala de aula (Foto/ Ana Carolina Arenso Barbosa)

Resgatar a formação da cidade de Maringá por meio das fontes de museus e transformar esses conhecimentos históricos em conteúdos para as mídias sociais é o objetivo do Clube de Ciências História e Mídia. A ideia, segundo a professora coordenadora Sandra Maria Castanho, também é criar um site profissional ainda este ano para compartilhar os estudos e as experiências das visitas dos clubistas aos museus. 

Composto por 30 alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º e 2º ano do Ensino Médio, os estudantes buscam estudar a teoria sobre o início da cidade de Maringá e discutir as fontes por imagens de museus. No clube do Colégio Estadual Cívico-Militar Tomaz Edison de Andrade Vieira, o grupo também descreve a importância da pesquisa prática para compreender a formação do município.

A dinâmica do clube varia entre a teoria e a prática. As aulas teóricas são realizadas com vídeos e explicações. “E durante a semana eles fazem alguma ação relacionada à tarefa, como agora, eles estão entrevistando, por áudio, os pioneiros da família, vizinhos ou amigos, para entender melhor o início da cidade”, explica a professora Sandra. 

Os clubistas estão realizando um resgate histórico para compreenderem a construção do município, “ainda está em processo, mas isso servirá de material para o site que será feito!”. Conforme Sandra, uma empresa criará o site, mas os alunos serão os responsáveis por alimentá-lo. “O intuito é que todos contribuam com as pesquisas”, afirma.

Entre os momentos marcantes que o clube vivenciou, alguns são destacados pelos estudantes e pela educadora. A visita ao museu da Unicesumar é um deles. Segundo a coordenadora, quando os alunos entraram em contato com a fonte, o interesse pelo clube aumentou. “Os estudantes tiveram contato com móveis e cartas antigas, jornais, telefones, as vitrolas e muitos outros objetos. Ou seja, havia todo um contexto que eles não conheciam”.

O Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), também foi um espaço interessante para os clubistas aprenderem. No mês de agosto, o local foi visitado pelo clube e, inclusive, se tornou ambiente para gravação de conteúdos para as mídias sociais do grupo e para o futuro site. 

O espaço escolhido por eles para filmagem, dentre os ambientes temáticos, foi ‘Os Povos Originários no Paraná’, que é uma exposição temporária sobre a origem e distribuição dos povos indígenas no território paranaense. O ambiente da exposição também é parceiro do Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-História (LAEE), da UEM, coordenado pelo professor Lúcio Tadeu Mota.  

Conforme a coordenadora do clube, os estudantes também gravaram vídeos na visita à Unicesumar. O grupo pretende realizar essas filmagens com maior frequência e em outros ambientes – até mesmo na escola -, mas com qualidade superior. “Nós solicitamos câmera e instrumentos adequados para conseguir desenvolver produtos comunicacionais mais interessantes”, afirma a docente. 

A ideia do clube também é visitar mais museus da cidade com objetivo de conhecê-los pessoalmente e ter maior contato com a história. “O próximo local que queremos ir é o Memorial Kimura, em Floriano (PR)! ”, expõe a coordenadora.

Para Sandra é emocionante trabalhar com pesquisa no colégio. “Como pesquisadora, trazer esse resgate da investigação científica é fundamental para os alunos e tem um grande diferencial por ser um colégio público”. 

O interesse dos estudantes pelo clube surge por ser um local diferente do dia a dia da sala de aula. “Geralmente é estudado de forma muito superficial sobre o assunto. Então aqui, eles acabam se envolvendo socialmente com os amigos, conversando e trocando ideias. Os clubistas perdem a timidez, explicam e realizam entrevistas. É muito bom e eles amam!”

A principal dificuldade do clube é a estrutura, algo que deve ser sanado com a chegada dos materiais para uso do grupo. “Por exemplo, nós não temos computador que funciona com projeção de tela (datashow). Inclusive, a gente solicitou esse amparo tecnológico na lista de itens”. De forma geral, os alunos estão muito animados e querem transmitir os conhecimentos que estão aprendendo para as outras pessoas. 

Entre os planos futuros, está implementar o site com o desenvolvimento de muitos conteúdos e estudos pelo grupo, além de divulgar o site para a escola e para a comunidade externa – ou quem se interessar pelo tema. Os clubistas também estão animados para apresentar os resultados do projeto em feiras de ciências e continuar com as visitas aos museus.