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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Um encontro que fortalece a pesquisa do clube no monitoramento do rio Iguaçu e na formação científica dos clubistas

A foto mostra um grande grupo de estudantes e professores posando para uma foto em frente a um prédio institucional chamado "Setor de Ciências Biológicas". O grupo está reunido ao ar livre, em um dia nublado. A fachada do prédio é de cor clara, com janelas de vidro amplas, e ao centro há uma faixa azul vertical com os dizeres “Ciências Biológicas”. No topo da construção, ergue-se uma torre cilíndrica branca. A maioria das pessoas na foto está vestindo jalecos brancos. Muitos dos jalecos possuem o logotipo da instituição, o brasão da escola ou outro emblema no braço. Entre os participantes, há adolescentes, pré-adolescentes e alguns adultos, que são professores. Algumas pessoas estão agachadas à frente para que todos caibam bem na foto. Há uma palmeira visível no canto direito da imagem, e o chão é pavimentado com pequenos blocos claros. O clima parece frio, pois algumas pessoas estão de casaco ou com as mãos nos bolsos. Todos estão sorrindo ou com expressões alegres, transmitindo um sentimento de união e entusiasmo.
Primeira visita técnica dos clubistas à UFPR (Foto/Andressa Glinski Pessotto)

O clube de ciência ‘Desbravadores do Iguaçu’ tem vivido uma jornada de descobertas e compromisso ambiental sob a coordenação da professora Andressa Glinski Pessotto. O clube do Colégio Estadual Costa Viana, em São José dos Pinhais, composto por alunos dos sexto e sétimo anos, está engajado em seu projeto de monitoramento da saúde hídrica do Rio Iguaçu, um importante curso d’água do Paraná que enfrenta os impactos da urbanização. 

Com o objetivo de promover a alfabetização científica e a consciência ambiental, os Desbravadores do Iguaçu realizam experimentos e práticas para compreender as dinâmicas do rio. O projeto prevê o monitoramento das águas da nascente do Rio Iguaçu e seu curso em São José dos Pinhais ao longo de um ano, utilizando parâmetros físicos, químicos e biológicos para identificar diferenças sazonais e constatar os efeitos da poluição urbana, agrícola e industrial.
Um pilar fundamental para o desenvolvimento das atividades do clube são as parcerias, e o projeto Ciência Interativa da UFPR (Universidade Federal do Paraná) tem apoiado os Desbravadores do Iguaçu disponibilizando cartilhas contendo roteiros e atividades. O material pode ser acessado no endereço link: https://cinterativa.ufpr.br/cadernos-de-atividades/

E essa parceria rendeu a primeira visita técnica do clube à UFPR. No dia 2 de junho, os clubistas foram calorosamente recebidos pelas professoras doutoras Maritana Mela Prodocimo, Flávia Santana Rios e Claudia Feijó Ortolani Machado, e por alunos participantes do projeto de extensão Ciência Interativa. A visita começou com uma conversa conduzida pela professora Maritana, que apresentou pesquisas sobre o Rio Iguaçu realizadas no Setor de Ciências Biológicas da universidade, proporcionando aos estudantes uma visão aprofundada sobre o impacto de poluentes nos organismos.

A experiência prática foi um dos grandes destaques. Divididos em grupos, os jovens cientistas participaram de atividades em dois laboratórios. No laboratório de Embriotoxicologia, puderam identificar diferentes estágios do desenvolvimento de embriões de galinha, conectando os estudos com a compreensão da vida aquática. 

Já no laboratório de Toxicologia Celular, os alunos acompanharam a dissecação de moluscos e observaram suas estruturas sob lupa, aprendendo sobre sua crucial importância como bioindicadores ambientais. Além disso, conheceram de perto a rotina e os equipamentos essenciais de um laboratório universitário.

“Essa vivência proporcionou um enriquecedor contato com o universo científico e uma maior compreensão sobre as técnicas e ferramentas utilizadas por pesquisadores,” ressalta a coordenadora do clube, professora Andressa Glinski Pessotto. “Foi uma visita inspiradora que conectou teoria e prática, despertando ainda mais o interesse pela ciência”, completa.

O trabalho dos Desbravadores do Iguaçu é de suma importância para o Rio Iguaçu, que, apesar de sua beleza natural – como visto nas Cataratas – , enfrenta sérios desafios de poluição. O engajamento dos clubistas no monitoramento e na conscientização para práticas sustentáveis é fundamental. Por meio de iniciativas como essa, o clube promove a alfabetização científica dos alunos, desenvolvendo seu pensamento crítico e capacidade de tomar decisões baseadas em evidências. Eles são introduzidos ao método científico, analisam dados e elaboram relatórios, preparando-se para o futuro e sendo protagonistas na ciência e na preservação ambiental.

Os clubes ligados à Unioeste enviaram 41 projetos para participar da Feira

Logo da Ficiências, Feira de Inovação das Ciências e Engenharias.
Registro da edição anterior da Feira, que reuniu 404 projetos apresentados, de todo o Brasil, inclusive representantes do Paraguai e da Argentina (Divulgação/Itaipu Parquetec – FIciências)

Os Clubes de Ciências sob a supervisão da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) estão com a expectativa “lá em cima” para a participação na Ficiências – Feira de Inovação das Ciências e Engenharias, que acontece em setembro, na cidade de Foz do Iguaçu. A participação promete: 41 projetos foram enviados para avaliação. Os projetos dos clubes ligados à Unioeste são exemplos de engajamento e criatividade.

A expectativa entre os participantes é alta. A feira, que reúne iniciativas de inovação científica e tecnológica de toda a região sul do Brasil e países vizinhos, é um espaço privilegiado para divulgação científica, troca de experiências e integração entre estudantes, professores e pesquisadores.

Logo oficial do evento de 2025: a 14ª edição da Feira de Inovação das Ciências e Engenharias – FIciências 2025 (Divulgação/Ficiências – Itaipu Parquetec)

Entre os projetos enviados pelos clubes vinculados à Unioeste, destacam-se:

Essas iniciativas mostram a força do trabalho desenvolvido nos clubes de ciências da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que vão muito além da sala de aula e despertam o interesse dos estudantes pela pesquisa científica e pela preservação ambiental.

Além da exposição dos trabalhos, a Ficiências é também um momento de encontro entre diferentes clubes e instituições, fortalecendo a rede de educação científica no Paraná e contribuindo para a formação de futuros cientistas, professores e profissionais da área de inovação. Segundo a bolsista Eduarda, a participação dos clubistas em feiras de ciências se constitui como um momento único na formação científica destes alunos, pois esta atividade contribui para o desenvolvimento de habilidades que são intrínsecas ao ambiente científico, como a capacidade de comunicação e de análise crítica.

Mais informações sobre a participação da Unioeste na Ficiências serão divulgadas em breve. Acompanhe por aqui ou pelo nosso Instagram (@clubesparanafazciencia) e fique por dentro!

Alunos do Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz participaram de visita guiada e de experimentos de teste de chama e de reação dupla troca

Foto de um grupo grande de estudantes e professores posando ao ar livre, em frente a um prédio com paredes de tijolos aparentes e telhado de cerâmica. Ao fundo, há vegetação e árvores. A maioria dos estudantes veste uniforme azul com detalhes brancos e vermelhos, e alguns usam roupas casuais. O grupo está dividido em duas fileiras: alguns agachados ou sentados na frente e outros em pé atrás. Todos olham para a câmera, muitos sorrindo. A luz do sol ilumina suavemente a cena.
Estudantes do Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz durante visita aos Laboratórios de Química no Campus Cedeteg da Unicentro. (Foto/Mathias Trindade)

No dia 11 de junho, os alunos do Clube de Ciências Tijuco Preto (Olhos nos Óleos), do Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz, em Prudentópolis, fizeram uma visita técnica aos Laboratórios de Química e ao Centro de Ciências Moleculares e Nanotecnologia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

Durante a visita, os estudantes conheceram o prédio do Centro de Ciências Moleculares e Nanotecnologia, no campus Cedeteg, onde visitaram diversos laboratórios e equipamentos da área da Química. No Laboratório Multiusuário de Análise Térmica, observaram o comportamento de materiais submetidos a variações de temperatura. Já no Laboratório Multiusuário de Espectroscopia, conheceram um espaço de pesquisa que oferece equipamentos e infraestrutura para a análise da interação da luz com a matéria.

Os estudantes foram acompanhados pelo professor responsável pelo Clube de Ciências, Carlos Eduardo Basso Christo, e pela diretora do colégio, Carina Rampi. Para o professor, as visitas à universidade são de extrema importância para a formação dos alunos. “A importância é o estímulo à ciência, para que eles busquem quebrar certos tabus, entendendo a importância da ciência dentro de toda essa ideia negacionista que hoje existe dentro da cultura popular”, afirmou.

Alunos clubistas conhecendo o nitrogênio líquido no Laboratório Multiusuário de Análise Térmica. (Foto/Mathias Trindade)

Além da visita guiada, os estudantes participaram de experimentos conduzidos por estagiários e professores do curso de Química. No Laboratório Didático de Química Analítica, acompanharam o teste de chama, experimento usado para identificar a presença de certos elementos químicos em uma amostra, a partir da cor que ela emite ao ser aquecida na chama. Já no Laboratório Didático de Química Orgânica, os alunos realizaram o experimento de reação de dupla troca, no qual dois compostos trocam seus íons, formando novas substâncias.

Alunos realizando o experimento de reação de dupla troca. (Foto/Matthias Trindade)

Izabelly Sophia Chelski, de 16 anos, faz parte do Clube de Ciências Tijuco Preto e, para ela, participar dos experimentos propostos pelos estagiários e professores da universidade foi surpreendente. “Foi muito legal tanto a participação da gente quanto poder fazer o experimento nós mesmos e ver o resultado, que é sempre surpreendente.” Para a colega de Izabelly, Arielly da Silva Antunes de Jesus, de 15 anos, a visita foi diferente por trazer uma experiência fora da rotina dos alunos. “É uma coisa mais inovadora, porque lá [na escola] não teríamos tanto  acesso. É uma oportunidade dos meus colegas conhecerem, entenderem mais e, talvez, buscarem um futuro na universidade, se interessando pelos cursos.”

O Colégio Estadual do Campo Bispo Dom José Martenetz fica na comunidade rural de Tijuco Preto. Segundo a diretora Carina Rampi, por estarem 33 quilômetros afastados da sede do município, muitos alunos acabam não se enxergando fora desse espaço. “Por sermos uma escola de campo e estarmos muito distante da sede, são poucas as oportunidades que os nossos alunos têm de conhecer o mundo. Então a gente instiga o máximo e tenta tirá-los de lá para que possam visualizar que não é só aquele reduto, que o mundo é bem maior e precisa deles.” 

Estudantes do Clube Tijuco Preto (Olhos nos Óleos) realizando o experimento de teste de chama. (Foto/ Mathias Trindade)

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciência pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e aqui pelo site Notícias – NAPI Paraná Faz Ciência!

A Universidade é uma das instituições parceiras do NAPI Paraná Faz Ciência

A imagem mostra vários alunos, com mochilas nas costas, saindo de um ônibus. Os estudantes estavam fazendo uma visita à Universidade Estadual de Londrina. Alguns alunos também estão uniformizados. Os adolescentes atravessam uma rua, para adentrar no Centro de Ciências Biológicas. No canto esquerdo, uma das bolsistas orienta os estudantes a seguirem o caminho certo.
Clubes de Ciência em visita à Universidade Estadual de Londrina (Foto/Mariana Carvalho)

Ninguém faz ciência sozinho. É preciso investigar, debater e, claro, trabalhar em equipe. Por isso, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência é tão importante para o desenvolvimento de jovens cientistas no país — e as Instituições de Ensino Superior (IES) fazem parte desse processo. A Universidade Estadual de Londrina (UEL), por exemplo, articula 20 Clubes de Ciências no estado.

A coordenadora institucional do NAPI PRFC na UEL é a professora Mariana Andrade, docente no Departamento de Biologia Geral da instituição. Para ela, que acumula a função de coordenadora estadual do PRFC Maker, o objetivo da Rede de Clubes é justamente a “formação científica de estudantes da Educação Básica, o desenvolvimento do caráter investigativo sobre as Ciências, a produção de pesquisas para feira e mostras científicas, o contato com pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento e o estímulo do interesse por carreiras universitárias.”

Para que esse trabalho seja possível, existe por trás uma equipe bastante engajada, que contribui com as atividades e com a orientação dos clubes de ciência da região. Junto com a professora Mariana, a UEL conta com bolsistas pedagógicos, administrativos, de comunicação, de Iniciação Científica, de Desenvolvimento Tecnológico Nível 2, de pós-doutorado e de extensão (PIBEX).

Arte com fundo verde e padrão quadriculado. A imagem mostra oito círculos interligados por fios. Cada círculo representa um grupo que contribui com a equipe NAPI UEL, a qual é o círculo que está no centro. Do lado esquerdo, há mais quatro grupos: PROPPG UEL, Núcleo Regional de Educação de Londrina, professores e bolsistas. Do lado direito, mais três: PROEX, NRE de Telêmaco Borba e pesquisadores.
Arte representando alguns dos pilares que participam da equipe NAPI UEL (Arte/Isabella Abrão)

Além da articulação dos clubes de ciência, a UEL ainda é responsável pela coordenação da parte administrativa dos clubes de ciência Maker, do Comitê de Ética em Pesquisa, dos cursos de formação desenvolvidos pelo PRFC e da compra de material para 100 clubes. A Universidade também participa da meta de articulação entre museus de ciências e tecnologia, com o Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina (MCTL).

Clubes nas escolas

A Secretaria Estadual de Educação (SEED) é outro pilar fundamental na caminhada rumo à popularização da ciência. Dentro do NAPI, essa participação é feita através dos Núcleos Regionais de Educação (NREs), da direção das escolas e dos professores coordenadores dos clubes. No caso da UEL, a atuação é com o NRE de Londrina (15 clubes) e de Telêmaco Borba (04 clubes). Há ainda mais um clube articulado pela Universidade, porém ligado ao Instituto Federal do Paraná (IFPR – Campus Londrina) e à Rede de Clubes PRFC Meninas.

Com relação aos Clubes de Ciências do Núcleo Regional de Educação de Londrina, eles estão espalhados em escolas de cinco municípios: dez em Londrina, dois em Ibiporã, um em Alvorada do Sul, um em Cambé e um em Rolândia. Desses, 12 fazem parte do PRFC, dois do PRFC Maker e um do PRFC Meninas. Os clubes do NRE de Telêmaco Borba, por sua vez, se encontram em três cidades: dois em Ortigueira, um em Telêmaco Borba e um em Reserva — todos do PRFC.

Segundo o professor Leonardo Zanoni, técnico pedagógico do NRE de Londrina, do Setor de Articulação Acadêmica, a iniciativa possibilita que os clubistas aprendam a utilizar a metodologia científica no cotidiano, além de desenvolverem habilidades colaborativas entre eles. “A expectativa é que os professores possam aprimorar suas práticas pedagógicas e os estudantes possam se apropriar da cultura científica em relação à sua realidade”, destaca.
A professora Fabiola Figueiredo, técnica pedagógica do NRE de Telêmaco Borba, concorda com o ponto de vista. De acordo com a profissional, os clubes têm uma importância estratégica e pedagógica significativa. “Os estudantes deixam de ser apenas receptores de conteúdo e passam a atuar como protagonistas da aprendizagem”, explica. “Isso é uma forma eficaz de combater o desinteresse escolar e, consequentemente, reduzir a evasão escolar, melhorar índices de desempenho, estimular talentos em comunidades menos favorecidas, estimular o pensamento crítico e a curiosidade científica.”

A imagem mostra vários estudantes e professores sentados em um anfiteatro da Universidade Estadual de Londrina (UEL). As pessoas estão concentradas, prestando a atenção no que estava sendo dito no palco. Alguns alunos estão uniformizados, enquanto outros foram com roupas do dia a dia. As cadeiras são verdes e as paredes claras.
Palestra de abertura em evento realizado pelo NAPI UEL (Foto/Sabrina Heck)

Em Londrina, participam da Rede de Clubes o Colégio Estadual Cívico Militar Professora Adélia Dionísia Barbosa (ADB Clube de Ciência), C.E. Machado de Assis (Clube Eco Sapiens), C.E. Professora Maria José Balzanelo Aguilera (Clube Maker – Eco Intelectos), C.E. Antônio Moraes de Barros (Clube Exploradores da Ciência), C.E. Dr. Willie Davids (Forno Solar), C.E.C.M. Professor Newton Guimarães (Clube Litterae Ludus), C.E. Nossa Senhora de Lourdes (Clube Lourdes Science Team) e C.E.C.M. Hugo Simas (Clube Mentes Curiosas); além do Instituto Londrinense de Educação de Surdos – ILES (Clube Ciência em Mãos) e do Instituto de Educação Estadual de Londrina – IEEL (Clube Eco Ciências).

Os demais clubes do Núcleo do município são do Colégio Estadual 14 de Dezembro (Clube 14), de Alvorada do Sul; C.E. Cívico Militar Attílio Codato (Clube Meninas – Marie Curie), de Cambé; C.E.C.M. Presidente Kennedy (Clube Discovery Kennedy’s), de Rolândia; C.E. Unidade Polo Ibiporã (Clube Unidade Polo) e C.E. do Jardim San Rafael (Clube Maker – Rafa Makers), ambos de Ibiporã.

Já as escolas participantes do NRE de Telêmaco Borba, são o Colégio Estadual São Francisco de Assis (Clube Cientistas em Ação), de Telêmaco Borba; o Colégio Estadual Manoel Antônio Gomes (Clube Riso), de Reserva; o Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola de Ortigueira (Clube Lavoisier) e o Colégio Estadual Altair Mongruel (Clube Mentes Brilhantes), ambos de Ortigueira.

Evento “Biomas na UEL”

Para fortalecer a integração entre os clubes, a UEL organizou o evento “Biomas na UEL: dos clubes de ciência à pesquisa e extensão na Universidade”. O encontro foi realizado no dia 28 de maio deste ano, como uma das atividades da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia de 2024. A programação seguiu o projeto aprovado na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

O evento começou com uma palestra de abertura, que contou com falas de autoridades e uma apresentação sobre o trabalho que está sendo desenvolvido pela equipe NAPI UEL. Depois, as escolas se dividiram para conhecer algumas das pesquisas do Centro de Ciências Biológicas (CCB), visitar o Museu de Zoologia da UEL e passear pelo Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina (MCTL).

A imagem mostra um pesquisador apontando para um quadro, enquanto alunos prestam a atenção na explicação. O homem está sentado, com os estudantes em pé à sua volta. A turma está em uma sala de laboratório do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina. Ao fundo, é possível ver uma janela grande com cortinas. As paredes são de tijolos e o espaço é iluminado artificialmente.
Os alunos passaram por vários laboratórios no Centro de Ciências Biológicas da UEL (Foto/Sabrina Heck)

A UEL conseguiu reunir aproximadamente 400 pessoas ao longo do dia, entre alunos e professores. A iniciativa foi muito elogiada pelos clubistas, principalmente por esclarecer o funcionamento da pesquisa e extensão no Ensino Superior. Por meio das atividades desenvolvidas no evento, os visitantes puderam entender melhor como funciona o “fazer ciência” na Universidade.

O passeio permitiu a troca de conhecimentos entre os integrantes do NAPI PRFC, reforçando o papel científico dos museus universitários

A imagem mostra alguns dos integrantes da equipe do NAPI da Universidade Estadual de Londrina (UEL) ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Quatro pessoas estão de costas, observando um painel expositivo sobre biomas brasileiros. Elas parecem estar atentas às informações e imagens apresentadas. No canto superior direito da imagem, uma televisão exibe um vídeo com uma imagem vibrante de um sapo colorido em um galho. O ambiente está decorado com elementos naturais nas paredes, como folhas secas, galhos e penas. O espaço é iluminado com luz esverdeada.
O MUDI participa da Rede de Museus de Ciência do NAPI (Foto/Isabella Abrão)

Integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência fizeram uma excursão ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), nesta terça-feira (15). A equipe visitante faz parte do núcleo de outra instituição parceira do projeto, a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

O passeio foi realizado durante o período da manhã, em companhia dos alunos da professora Mariana Andrade, docente no Departamento de Biologia Geral da UEL e coordenadora institucional do NAPI PRFC pela Universidade. Os monitores do local apresentaram as exposições e dinâmicas do MUDI, que é o maior museu de ciências do Sul do Brasil.

A imagem mostra parte da equipe do NAPI Paraná Faz Ciência. Os integrantes atuam pelo projeto na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e fizeram uma visita ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Na foto, aparecem sorrindo em frente à uma das exposições do museu.
Integrantes da equipe NAPI UEL que realizaram a visita ao Museu (Foto/Raissa Lewin Montanholi)

De acordo com Andrade, momentos assim são importantes para que haja maior integração entre os participantes do projeto. “Nós temos o Museu de Ciência e Tecnologia na UEL e aqui a gente tem o MUDI. Ao visitar o MUDI, a gente conhece ou revisita outros espaços, com organização diferente, com propostas diferentes do museu que temos”, explica a professora.

A docente também reforçou que o passeio é um meio de potencializar as ações da Rede de Museus de Ciência e da Rede de Clubes de Ciências. Essa troca é benéfica em diversos âmbitos, considerando que um dos principais objetivos do Arranjo é fortalecer frentes de ensino, pesquisa e extensão. Atividades conjuntas, de uma forma geral, mostram a qualidade do trabalho museológico no Paraná e incentivam ainda mais a cultura científica.

A imagem mostra uma das exposições do MUDI. Três pessoas estão de costas, observando um painel multimídia composto por várias telas espelhadas. No centro, há um vídeo educativo. As telas refletem e multiplicam as imagens, criando um efeito visual envolvente e imersivo que chama a atenção dos visitantes.
O MUDI tem exposições com temáticas educativas (Foto/Raissa Lewin Montanholi)

O MUDI é um dos dez museus mais visitados do país, segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Em agosto, o local será sede do V Encontro Nacional da Associação de Centros e Museus de Ciências, realizado pela Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC). O evento é uma parceria do NAPI PRFC e diversas instituições.

Abertura contou com a presença de autoridades e reafirmou o papel da ciência para o desenvolvimento, justiça social e sustentabilidade

Abertura oficial da SBPC também celebrou os 40 anos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) (Foto/Milena Massako/NAPI PRFC)

Na noite deste domingo, 13, foi realizada a solenidade de abertura do maior evento científico do Brasil, a 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC 2025). No momento em que o país está sob ameaça dos EUA de taxação de 50% dos produtos nacionais, o tema central “Progresso é Ciência em Todos os Territórios” é oportuno para assegurar à sociedade que é fundamental continuar a investir em ciência, tecnologia e inovação como estratégia para garantir a autonomia e soberania nacionais diante das ameaças internas e externas.

“Em um mundo 4.0, ciência, tecnologia e inovação são sinônimos de desenvolvimento e de autonomia. Não haverá desenvolvimento sem domínio tecnológico, nem justiça social sem democratização do saber”, afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos. “A gente segue atuando para fazer da ciência um instrumento de desenvolvimento, de inclusão e de libertação já que a solução para os desafios do Brasil virá das mãos e do cérebro de brasileiros e brasileiras”, acrescentou.

Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos (Foto/Milena Massako/NAPI PRFC)

A edição de 2025 da SBPC está sendo realizada de 13 a 19 de julho, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE),  reunindo cientistas, estudantes, professores, gestores públicos e a sociedade em geral para debater o futuro da ciência e da inovação no Brasil. A programação valoriza a ciência em todas as regiões do país e aproxima o conhecimento da população.

O presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro, também abordou a defesa da democracia como valor central da comunidade científica. “A defesa da democracia, da soberania nacional e popular é o primeiro ponto”, alertou referindo-se às ameaças externas ao país. Para ele, “nossa melhor contribuição será enquanto cientistas, pois a ciência que hoje mais se desenvolve é a de produção, seja de bens ou de serviço. Ela também que tem a ideia de melhores estratégias de combate à fome, combate à miséria e à injustiça”.

Presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro (Foto/Milena Massako/NAPI PRFC)

A abertura oficial da SBPC também celebrou os 40 anos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destacando a reconstrução das políticas públicas para o setor e o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento segue até o próximo sábado, com mais de 300 atividades gratuitas, incluindo conferências, debates, oficinas e apresentações culturais.

Também participou da solenidade a vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause, que destacou o papel da ciência como direito fundamental. “Acredito que o nosso povo tem direito ao futuro e que a ciência deve ser um direito de todas e todos, e não um privilégio de poucos”, disse.

Já a reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Maria José de Sena, ressaltou que a realização da reunião da SBPC na UFRPE é um momento histórico. “Para a nossa instituição, para o nosso Estado, para a nossa cidade e, sobretudo, para a ciência brasileira”, disse.

O grupo pernambucano SaGRAMA, de música instrumental e autoral indicado ao Grammy Latino de 2017, fez uma apresentação, acompanhado de dançarinos de frevo e pessoas da plateia (Foto/Milena Massako/NAPI PRFC)

Ao final da solenidade, houve uma homenagem a três renomadas cientistas e pesquisadoras pernambucanas por suas trajetórias e contribuições à ciência, à educação e ao desenvolvimento regional: a professora Lúcia Melo, referência em inovação e políticas científicas; a professora Silke Weber, reconhecida por sua atuação em prol da educação pública de qualidade; e a professora Tânia Bacelar, destacada economista com forte atuação nas áreas de desenvolvimento regional e desigualdades sociais.

O professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Luís Carlos Bassalo Crispino, foi o vencedor do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, na categoria “Pesquisador e Escritor”. A honraria concedida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) reconhece sua trajetória dedicada à popularização da ciência.

Presença do Paraná

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência (PRFC) participa da SBPC 2025. Representantes de projetos e da equipe de comunicação do Arranjo estão em Recife. O Conexão Ciência – C² vai “fazer a cobertura jornalística da Reunião e levar um jogo de perguntas sobre curiosidades do mundo da ciência, para mexer com a ‘consciência’ dos visitantes do evento”, explica a coordenadora de comunicação do NAPI PRFC e editora do projeto Conexão Ciência – C², Ana Paula Machado Velho. 

Estão presentes ainda o projeto LabMóvel e o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE). Na programação, painéis informativos e recursos multimídia que contextualizam temas como biodiversidade e ecossistemas; espaço para atividades manuais, como sessões de colorir, que tornam o aprendizado mais envolvente; e kits educativos exclusivos elaborados para professores e estudantes, para promover a ciência cidadã por meio de experiências práticas. Ambos são desenvolvidos na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba.

Espaço do NAPI Paraná Faz Ciência com diversas atividades e divulgação da ciência na SBPC 2025 (Foto/Milena Massako/NAPI PRFC)

E tem mais: dois museus do Estado estão representados em Recife, no Circo da Ciência: o Museu de Ciências Naturais (MCB), da UFPR; e o Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), da UEM.

O MCN-UFPR é sócio fundador da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências e apresenta espécimes de biodiversidade, réplicas de fósseis, peças 3D e jogos interativos, destacando o papel do Museu na divulgação científica. 

O Mudi mergulhar no universo da saúde ocular com atividades interativas. “Quem passar, por lá vai conhecer detalhes das doenças oculares mais comuns; perceber como as mudanças anatômicas podem comprometer a visão, e ainda terão a oportunidade de analisar de perto peças reais como olhos de bois e de cavalos”, promete a professora de Anatomia da UEM e coordenadora de projetos do Museu, Ana Paula Vidotti.

Com a orientação da professora Nahyr Carneiro da Silva, alunos da Escola Estadual Cívico-Militar Professora Abigail dos Santos Corrêa investigaram as Casas de Farinha, em Matinhos e região

Alunos apresentaram o projeto na Feira de Ciências do Litoral Paraense (Foto: Nahyr Silva)

Um projeto desenvolvido em um dos Clubes de Ciências de Matinhos ganhou destaque na Feira de Ciências do Litoral Paraense e foi selecionado para a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Orientados pela professora Nahyr Carneiro da Silva, alunos da Escola Estadual Cívico-Militar Professora Abigail dos Santos Corrêa investigaram se as Casas de Farinha são uma tecnologia social que contribui para a conservação do patrimônio natural e da biodiversidade no litoral do Paraná. 

A premissa da pesquisa foi buscar compreender a dinâmica e a importância das casas de farinha na região de Matinhos, com foco na produção artesanal de farinha de mandioca como uma possível tecnologia social que contribui para a conservação do patrimônio natural da Mata Atlântica. Entre os objetivos do projeto, os alunos buscaram conhecer o saber tradicional da produção de farinha de mandioca, entender as etapas de fabricação e identificar mudanças ao longo do tempo.

A primeira parte do projeto contou com pesquisa online para localizar Casas de Farinha na região do litoral paranaense. Após o contato com responsáveis pelas Casas de Farinhas na região da Cabaraquara (pertencente a Guaratuba) e Guaratuba, os alunos realizaram uma visita, fizeram entrevistas e observaram o processo contínuo de torra da farinha. Fizeram também coleta de dados de maneira informal. 

“Nossa ideia era investigar se a Casa de Farinha tinha, e quais eram, as características para ser considerada uma tecnologia social. A gente conseguiu descobrir sobre algumas Casas de Farinha em Matinhos e região e conseguimos visitar uma”, contou a professora Nahyr. Em um segundo momento, os alunos fizeram a transcrição das entrevistas realizadas e debateram as respostas coletadas.

Professora Nahyr participou de todas as etapas orientando os alunos (Foto: Nahyr Silva)

Entre os resultados obtidos, os alunos observaram indícios de que a produção familiar traz

contribuições para preservação do ecossistema em que está inserido. A indicação foi que as mandiocas colhidas são produzidas sem uso de agrotóxicos, em respeito às águas, e o uso consciente do solo é um apontamento dessa consciência ambiental. 

“Chegamos à conclusão que [a Casa de Farinha visitada] se caracteriza como uma tecnologia social porque ela envolve a comunidade, tem economia social solidária dentro da comunidade e resgata saberes ancestrais, que são uma forma de tecnologia mesmo sendo artesanal. E, principalmente, no nosso olhar, ela traz pontos de preservação ambiental, de uma relação harmônica com o ambiente, devido ao plantio ser orgânico, da lenha utilizada na torra ser de material já em decomposição na região, e o bagaço e os restos gerados na produção já possuem um destino adequado. Além da própria relação dos produtores com o meio ambiente”, complementou a professora-orientadora do projeto. 

Na conclusão da pesquisa, os clubistas apontaram que as casas de farinha em Matinhos não são apenas uma prática cultural resiliente, mas também contribuem para a conservação da Mata Atlântica, além de gerar renda para as famílias e contribuir com a economia solidária da própria comunidade. Os alunos ainda pretendem conhecer as outras produções de farinha para entender se há a mesma compreensão.

A próxima etapa do projeto é a apresentação do trabalho na 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que será realizada de 13 a 19 de julho, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife. 

Com o tema “Progresso é Ciência em Todos os Territórios”, o evento propõe um olhar atento às especificidades de cada região do país, do campo às cidades, promovendo a ciência como ferramenta para enfrentar desigualdades e construir soluções sustentáveis e inclusivas.
As atividades da Escola podem ser acompanhadas no perfil do instagram @escolaabigail assim como outras atividades do projeto Rede de Clubes do NAPI – Paraná Faz Ciência no perfil @clubesparanafazciencia

Aos 17 anos, Lucas Gabriel Vicari Koehler está entre os cinco alunos da rede pública de ensino selecionados para intercâmbio científico

Em vídeo de apresentação, Lucas Koehler fala da sua paixão pela ciência e a saúde (Foto/Reprodução)

De 14 de julho a 8 de agosto, o aluno do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Elias Abrahão, em Curitiba, Lucas Gabriel Vicari Koehler, estará em Portugal para uma experiência que envolve ciência, sustentabilidade e liderança para o futuro. 

Ele e mais quatro estudantes que integram a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência irão participar do Programa Sustainable Living Innovators, conhecido como SLI, que prevê quatro semanas de muito aprendizado com todas as despesas custeadas por meio de uma bolsa de estudo oferecida pelo governo do Paraná, com recursos da Fundação Araucária e sob a coordenação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC).

Em 2025, a 6ª Edição do SLI propõe o desafio que envolve a relação entre a Lua e a Terra. Os candidatos ao treinamento do SLI devem responder a seguinte pergunta: como é que as tecnologias para a exploração da Lua podem melhorar nossa vida na Terra?

“Quando fiquei sabendo do programa e do tema, logo imaginei como as tecnologias desenvolvidas para missões espaciais, especialmente aquelas usadas para explorar e

analisar a superfície da Lua, desempenham um papel crucial no avanço do diagnóstico médico na Terra”, conta Lucas, que tem a Astronomia como área de interesse.

As lentes e sensores e algoritmos projetados para interpretar imagens lunares complexas

foram adaptados para aprimorar a imagem médica, como tomografias computadorizadas e máquinas de ressonância magnética. “Pensei em usar essas ferramentas para melhorar a clareza e a precisão das imagens médicas, permitindo a detecção precoce de doenças e diagnósticos mais precisos”, enfatiza em vídeo apresentado para a banca. 

Pandemia

Lucas relembra que durante a pandemia teve um grande aprendizado com as aulas online, trabalhos em equipe e organização de apresentações e relatórios. “Para mim, que não era muito de estudar, esse período serviu para direcionar a atenção para os estudos, exercer o senso de liderança e me preparar para cursar Medicina. Desde então, minhas notas melhoraram e tenho me dedicado a ampliar minha formação em todas as áreas”, relembra.

Parque Estadual da Serra da Baitaca, próximo à Curitiba, é espaço de atuação do Clube de Ciências Mbaetaca (Foto/Harvey FS/IAP)

Nesta jornada, Lucas decidiu no início deste ano participar do Clube de Ciências MBaetaca criado no colégio e lá fez vários amigos, além de muito aprendizado. O nome é em referência ao Parque Estadual Serra da Baitaca, localizado entre os municípios de Quatro Barras e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. 

“Fomos diversas vezes e a gente podia escolher fazer um projeto nas áreas de Geologia,  Geomorfologia, Flora, Fauna… A equipe escolheu a Flora e começamos a fazer uma coleção e já temos umas 20 espécies classificadas”, diz. Apesar de precário, Lucas afirma que a ideia é colocar plaquinhas nas árvores com QR Code para todos poderem conhecer as espécies do parque.

Ao se destacar nas atividades do clube, Lucas foi convidado a concorrer à vaga para o intercâmbio científico pela professora Ana Bonatto de Castro. “Além deste intercâmbio, são muitas as oportunidades que o ensino público me trouxe. Consegui participar das Olimpíadas de Matemática e fui medalhista da OMAP, que é a Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas do Paraná, e estou no top 5 % de Matemática daqui do estado”, enfatiza.

O clube do Colégio Prefeito Carlos Massaretto participou de evento para aprofundar conhecimentos e fortalecer projeto com foco em ciência e sustentabilidade

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em um ambiente interno, um auditório. O grupo é composto por estudantes e alguns adultos (professores e o palestrante). Todos parecem estar felizes e engajados, posando para uma foto em grupo. Ao fundo, há uma projeção com o título da campanha educativa: "Mudanças Climáticas – COP30"**, o que indica que o evento está relacionado a conscientização sobre mudanças climáticas e preparação para a COP30. À esquerda, há um banner com o logotipo dos "Núcleos de Cooperação Socioambiental", e o slogan "Juntos pela sustentabilidade". Também aparecem os logotipos da Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec, Ministério do Meio Ambiente e Governo Federal do Brasil, e sinaliza que essa atividade faz parte de um programa oficial de educação ambiental. As roupas das pessoas indicam que o clima está frio, com vários usando casacos, gorros e jaquetas. O ambiente é acolhedor e a atmosfera da imagem transmite união e engajamento com a causa ambiental.
Integrantes do clube de ciência Aventureiros do Conhecimento participam de palestra sobre mudanças climáticas apresentada pelo biólogo, doutor em Microbiologia e divulgador científico Atila Iamarino (Foto/Leandro Vicente Gonçalves)

Apucarana, PR – O Auditório Gralha Azul da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) – Campus de Apucarana recebeu os alunos do Clube de Ciências Aventureiros do Conhecimento, do Colégio Estadual Cívico-Militar Prefeito Carlos Massaretto, para assistirem ao Seminário Mudanças Climáticas e COP30, que contou com a palestra do renomado biólogo e divulgador científico Atila Iamarino. Conhecido nacionalmente por seu trabalho no combate à desinformação sobre meio ambiente e saúde pública, Iamarino trouxe uma perspectiva crucial para os jovens cientistas.

O evento foi uma iniciativa conjunta da Itaipu Binacional e Itaipu Parquetec, por meio dos Núcleos de Cooperação Socioambiental e da UNESPAR. Essa ação se alinha ao Convênio de Governança Participativa para a Sustentabilidade, executado pelo programa Itaipu Mais que Energia, e integra as diretrizes do Governo Federal no enfrentamento à crise climática e no fortalecimento da educação ambiental.

A palestra de Atila Iamarino destacou o papel fundamental da ciência como ferramenta para a transformação social. Ao abordar temas como desmatamento, aquecimento global e a complexidade das políticas públicas que, por vezes, mascaram práticas danosas, o biólogo apresentou dados atualizados e exemplos concretos de iniciativas de sucesso em diversas partes do mundo. Iamarino também enfatizou a importância do engajamento individual, especialmente dos jovens, incentivando-os a questionar informações superficiais e a fortalecer projetos locais que unam preservação e tecnologia aplicada ao meio ambiente.

Para o professor Leandro Vicente Gonçalves, coordenador do Clube Aventureiros do Conhecimento, a palestra de Atila Iamarino foi um divisor de águas. “Após a palestra, os integrantes do clube se mostraram ainda mais engajados nas atividades e pesquisas do clube. Inspirados pelas reflexões de Atila, os clubistas passaram a perceber o projeto da horta não apenas como um espaço de cultivo, mas como um laboratório vivo para práticas agroecológicas, monitoramento climático e educação ambiental. A troca de conhecimentos e a sensação de pertencimento foram essenciais para estimular ideais de inovação”, conclui.

Descrição de imagem: A imagem mostra dois jovens estudantes envolvidos em uma atividade prática de eletrônica ou robótica. Eles estão sentados lado a lado, concentrados em montar ou programar uma placa eletrônica, que está conectada a fios e sensores. Sobre a mesa há uma variedade de materiais, incluindo: um notebook aberto; uma caixa plástica com rodas, fitas adesivas, componentes eletrônicos e peças diversas de robótica; um celular e sacos com fios e pequenos componentes. Ao fundo, é possível ver várias cadeiras verdes ocupadas por outros estudantes. A cena transmite um clima de aprendizado colaborativo e incentivo à tecnologia e inovação
Estudantes exploram a eletrônica e a programação em atividade prática do Clube Aventureiros do Conhecimento, projetando um sistema autônomo para a proposta da Horta Comunitária Sustentável e Tecnológica do clube. (Foto/Leandro Vicente Gonçalves)

O professor Gonçalves ressaltou também o impacto duradouro do seminário. “A experiência no seminário ‘Mudanças Climáticas e COP30’ se configurou como um ponto de inflexão para nosso projeto de horta. Reforçou a convicção de que um empreendimento sustentável só se mantém vivo quando respaldado pelo conhecimento científico e pela cooperação entre escola, comunidade e instituições parceiras. Saímos daquela palestra carregados de inspiração e decididos a transformar ideias em ações. O próximo passo será integrar, no cotidiano da horta, projetos de pesquisa sobre sequestro de carbono e monitoramento de poluentes atmosféricos, tudo isso com base no entusiasmo e na consciência ambiental despertados por Atila Iamarino!”, completou.

O evento não apenas proporcionou uma visão aprofundada sobre a crise climática e suas soluções, mas também reforçou o protagonismo dos clubes de ciência como polos de inovação e engajamento ambiental nas escolas paranaenses, preparando os jovens para serem agentes de mudança em suas comunidades e no cenário global.

Laura Mattos Stein, do Clube de Ciências do Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto, vai participar de intercâmbio científico com foco em tecnologias sustentáveis

A imagem mostra uma jovem de cabelo preto, liso e longo, usando óculos de grau e sorrindo levemente para a câmera. Ela está de pé, atrás você percebe a natureza com muitas árvores. Ela veste uma jaqueta preta, uma camiseta azul com a logo representando a escola em que estuda CEEP (Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto). O fundo da imagem é um ambiente de natureza com árvores de diversos tipos.
Laura Mattos Stein, aluna do Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto – CEEP, de Cascavel. (Foto/Arquivo Pessoal).

Laura Mattos Stein, aluna e clubista pelo Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto, de Cascavel, foi uma dentre os cinco alunos clubistas paranaenses selecionados para participar do programa internacional SLI – Sustainable Living Innovators, em Portugal, por meio de uma parceria da Fundação Araucária e o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA). 

O SLI é um programa que tem como objetivo formar futuros líderes tecnológicos com foco na sustentabilidade do planeta. Trata-se de um programa voltado para estudantes do Ensino Médio e do Ensino Superior de diversas áreas. A seleção dos alunos tem como base critérios como desempenho acadêmico, engajamento em projetos sustentáveis e liderança. 

O projeto que levou Laura a ser escolhida

No CEEP, Laura é aluna do curso técnico em Meio Ambiente, e na etapa de seleção discorreu sobre o tema da utilização da larva do besouro Tenebrio molitor, mais conhecido como larva da farinha. Com auxílio da professora Gilmara Raquel Trombetta, a aluna estudou possibilidades de utilização  do Tenébrio com o objetivo de fabricar farinha para posteriormente se fazer barrinhas de proteína. Foi a partir deste trabalho que a ideia de se inscrever para o SLI surgiu.

A larva de Tenebrio molitor é considerada o primeiro inseto seguro para consumo humano pela Autoridade Europeia da Segurança Alimentar, e portanto, seu consumo é permitido, como também é indicado, dada sua alta concentração de proteína e o baixo teor de gordura.

Laura, que embarca para Portugal já no dia 10 de julho, não esconde a felicidade com a oportunidade única conquistada. “Estou muito feliz e ansiosa para essa viagem, ir para Portugal com certeza será uma grande oportunidade de aprendizado e de crescimento pessoal para mim”, afirma a clubista.
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Rafaela Zerbielli, do Clube de Ciências do Colégio Estadual Padre Chagas, vai participar de intercâmbio científico com foco em tecnologias sustentáveis

A imagem mostra uma jovem de cabelos castanhos, lisos e longos, usando óculos de grau e sorrindo levemente para a câmera. Ela está de pé, em frente a um mural decorado com flores de papel nas cores branca, rosa, vermelha, roxa e laranja, além de letras grandes em feltro que compõem palavras parcialmente visíveis. Ela veste uma jaqueta preta com forro de pelúcia claro nos punhos, uma camiseta branca com estampa colorida por baixo e calça azul. Nas mãos, segura um certificado impresso com o título "Certificado de aluno(a) destaque", que reconhece sua dedicação e esforço no primeiro trimestre de 2025. O fundo da imagem é uma parede azul e bege, reforçando o ambiente escolar.
Rafaela Zerbielli, aluna do Clube de Ciências Ecocientistas Visionários, do Colégio Estadual Padre Chagas, em Guarapuava. (Foto/Arquivo Pessoal)

Rafaela Zerbielli, de 16 anos, é estudante do Colégio Estadual Padre Chagas, em Guarapuava. Integrante do Clube de Ciências do colégio, “EcoCientistas Visionários”, iniciativa vinculada à Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), ela foi uma dos cinco alunos paranaenses selecionados para participar do programa internacional SLI (Sustainable Living Innovators), em Portugal. A oportunidade foi oferecida por meio de uma parceria entre a Fundação Araucária e o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA). O programa é voltado para estudantes dos segundos e terceiros anos do ensino médio que fazem parte dos Clubes de Ciência da Rede de Clubes Paraná faz Ciência, além de outros cinco universitários que estejam nos dois anos iniciais da graduação e que participem de iniciação científica.

Com o tema, “Da Lua para a Terra — Como é que as tecnologias de exploração lunar podem melhorar a vida na Terra?”, o programa contou com um processo seletivo de duas etapas. Na primeira, Rafaela precisou gravar um vídeo abordando o tema e respondendo à pergunta proposta, além de escrever uma carta de motivação. Na segunda fase, 14 estudantes foram selecionados para entrevistas via Google Meet, das quais apenas cinco conquistaram a vaga. Para Rafaela, o processo seletivo foi desafiador. “Eu me esforcei muito durante todo o processo seletivo, foi um processo árduo, uma experiência meio pesada, porque tudo era muito exigente. Os critérios deles, pelo que eu estava vendo pelo site. E eu estava com uma pulguinha atrás da orelha falando ‘Será que eu vou conseguir atender esses critérios?’, mas aparentemente, eu consegui atender sim”, comemora.

Rafaela contou que soube do programa pelo professor Emerson Souza Gomes, responsável pelo Clube de Ciências da escola. Ele acompanhou de perto todo o processo seletivo da aluna e comemora a conquista, destacando seu potencial de inspirar outros estudantes. “Esta conquista da Rafaela, assim como a de outros colegas dela pelo Paraná que terão essa oportunidade, pode motivar ainda mais a participação dos alunos que já estão engajados nos Clubes de Ciências a darem continuidade, além de atrair outros alunos, que ainda não conhecem ou não entenderam a importância de projetos como esse dentro das escolas”, afirmou o professor.

A clubista não esconde a alegria de poder viver esse sonho, porém já pensa na volta à Guarapuava e em como colocar tudo o que aprenderá em Portugal em prática. “Eu espero voltar com ideias de projetos que consigam impactar, não apenas a escola, mas a comunidade em geral. Pretendo voltar com uma melhor comunicação para que eu consiga disseminar as ideias que eu irei aprender lá, e que os projetos que eu irei desenvolver lá, eu consiga desenvolver aqui, em Guarapuava, também”, afirma.

O objetivo do programa SLI é formar líderes na área de tecnologia e sustentabilidade. Em sua sexta edição, o intercâmbio acontecerá na cidade de Matosinhos, em Portugal, durante os dias 14 de julho e 8 de agosto. A imersão científica tem duração de duas semanas para estudantes do ensino médio, com a opção de estender para quatro semanas. Já os alunos de ensino superior participarão ao longo das quatro semanas. A iniciativa é uma forma de desenvolver cientificamente jovens comprometidos com a construção de um futuro mais próspero e sustentável.

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O projeto Luna Web, pretende criar dispositivos que utilizam tecnologias lunares para desenvolver uma malha de monitoramento nas florestas

A foto é do aluno Davi Angelo Rezende, do Clube Cienteens, no Colégio Instituto de Educação Estadual de Maringá. A imagem mostra um jovem de cabelos escuros e ondulados, usando óculos redondos e uma camisa preta de manga longa com capuz cinza por baixo. Ele está sorrindo levemente e com as mãos unidas à frente do corpo, em um gesto simpático e acolhedor. A camisa tem estampado o texto "ALTAS HABILIDADES" no lado esquerdo do peito. No braço direito da camisa há também um emblema. Ao fundo, vê-se uma parede clara com uma rede protetora e parte de uma pintura colorida com tons de laranja e amarelo. Há também um vaso com planta no canto inferior esquerdo da imagem. A iluminação é suave e natural.
Davi Angelo Rezende, do Clube Cienteens, no Colégio Instituto de Educação Estadual de Maringá explica sobre seu projeto para o SLI (Foto/ Ana C. Arenso)

Em Maringá, o aluno do Colégio Instituto de Educação Estadual de Maringá e do clube Cienteens, Davi Angelo Rezende, de 17 anos, foi um dos selecionados para participar do Programa Sustainable Living Innovators – SLI, promovido pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento – CEiiA, parceiro da Fundação Araucária. Essa iniciativa está financiando bolsas de estudos para cinco alunos de ensino médio que participam de Clubes de Ciências da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Além de outros cinco universitários que participam da iniciação científica e estejam no primeiro ou segundo ano da graduação.

Os candidatos, no ato de inscrição, além de outros requisitos, responderam à pergunta: “Como é que as tecnologias para a exploração da Lua podem melhorar nossa vida na Terra?” Para Davi, as tecnologias da Lua são mais resistentes, suportando altas e baixas temperaturas, de modo a prolongar a vida útil de dispositivos que ele deseja criar na Terra, não precisando de intervenção humana tão frequentemente. A situação seria diferente sem esse recurso lunar, já que exigiria recorrente troca de baterias e reparos. Assim, é por meio dessa tecnologia lunar que será possível criar sensores para desenvolver uma malha de monitoramento e alertar possíveis ameaças às florestas, em tempo real. 

Segundo o estudante, quem apresentou o SLI foi a professora coordenadora do clube, Ivanir Diniz Batistela Santa Bárbara. Assim que viu o edital, ele se interessou e desenvolveu um projeto único para este programa. O objetivo de Davi com a LUNAWEB é conseguir monitorar as florestas brasileiras, algo que pode ser estendido a outras áreas internacionalmente. Os dispositivos desenvolvidos com as tecnologias lunares terão uma Inteligência Artificial (IA) embarcada e serão responsáveis por identificar queimadas, por meio de gases, e o desmatamento ilegal, por meio de vibrações.

Assim que estes dispositivos identificam algum risco para o meio ambiente, eles se comunicam com o satélite via LoRaWAN (LPWAN de longo alcance) – esse é um protocolo de rede de longa distância e baixa potência – e o satélite devolve o comunicado para a Terra no posto responsável, como os bombeiros, a guarda costeira ou a polícia. Além disso, com essa IA, o dispositivo consegue ficar em “standby” (modo espera, em tradução aproximada). É uma forma de prolongar a vida útil deste instrumento.

Outro ponto interessante do projeto de Davi é que eles são autorreparáveis. Logo, se algum dispositivo parar de funcionar, o monitoramento não será interrompido por completo. Conforme o aluno, a forma como vigiamos as florestas, por meio de drones e satélites, não é contínua. “Além de terem uma eficácia menor, principalmente, porque quando detectam um incêndio ele já está em um estado muito avançado e se alastra por toda a floresta”, diz o estudante.

Rezende não contém a alegria e a ansiedade para a viagem. “Eu estou muito animado com essa experiência, muito grato também por ter passado. Vou ter a oportunidade de conhecer outros líderes, poder fazer um network e adquirir novos conhecimentos”, comenta. Um dos planos futuros é poder compartilhar as vivências com todo o colégio. “Pretendo dividir esses aprendizados na sala de altas habilidades, no clube de ciências e até mesmo nas demais salas de aulas, conversando com os alunos”.

A 6ª edição do SLI acontecerá na cidade de Matosinhos, em Portugal, durante os dias 14 de julho e 8 de agosto. Os alunos do ensino médio deverão ficar duas semanas no programa, e caso queiram, poderão prolongar a estada por mais duas semanas. O programa tem o intuito de desenvolver nos jovens aprendizados ao pensarem e realizarem um conceito de produto ou serviço que utilize tecnologias lunares e envolva critérios de sustentabilidade, considerando o bem-estar da sociedade.