Tradicional feira maringaense recebe os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação em sua 51ª edição

Após 50 edições, a tradicional feira maringaense Expoingá chega à sua 51ª edição com o tema “O Agro Conecta”, ressaltando o papel transformador do agronegócio. Neste ano, a feira conta com uma novidade: a participação inédita dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs).
A Expoingá ocorre de 8 a 18 de maio, no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro. Os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) estarão no estande da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que também reúne a Fundação Araucária, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
Localizado entre o Pavilhão de Indústria e Comércio e a Arena de Shows, o estande da UEM é o de número 18, ilha 5 (confira o mapa abaixo).

Os estandes funcionarão das 14h às 22h, de segunda a sexta, e das 12h30 às 22h30, aos sábados e domingos. Durante esses períodos, integrantes dos Arranjos estarão presentes para apresentar os projetos e compartilhar com o público o trabalho desenvolvido ao longo do último ano.
8/05 — tarde — NAPI RESSONÂNCIA MAGNÉTICA FUNCIONAL
8/05 — noite — NAPI EDUCAÇÃO DO FUTURO
9/05 — noite — NAPI BIODIVERSIDADE RESTORE + NAPI BIODIVERSIDADE RECURSOS GENÉTICOS
10/05 — tarde — NAPI TAXONLINE
10/05 — noite — NAPI TAXONLINE
11/05 — noite — NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA
12/05 — noite — NAPI Emergência Climática
13/05 — noite — NAPI Proteínas Alternativas
15/05 — noite — NAPI ÁGUAS
17/05 — noite — NAPI ENERGIA ZERO CARBONO (NAPI MANNA promoverá um evento durante o dia todo, chamado MANNA AGRO)
18/05 — tarde — NAPI SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS (NAPI MANNA promoverá outro evento chamado MANNA TEAM)
18/05 — noite — NAPI SERVIÇOS ECOSSISTÊMICO
Além de marcar presença no estande dos NAPIs, o NAPI Paraná Faz Ciência também integra a programação do Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM (MUDI).
Serão 10 dias de evento com uma programação diversificada para todas as idades, unindo ciência, inovação e conhecimento de forma acessível!
Alunos do 3º ano de Formação de Docentes produzem conteúdo sobre ciência e meio ambiente, aproximando a comunidade escolar da pesquisa científica

A divulgação científica desempenha um papel essencial na aproximação da comunidade escolar com o conhecimento e a pesquisa. No Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, em Matinhos, essa iniciativa ganhou forma por meio do Jornal da Escola, produzido pelos alunos do 2º ano do curso de Formação de Docentes.
Nesta edição, o jornal trouxe como destaque o trabalho do Clube de Ciências EcoCientistas, que realizou uma atividade sobre o tempo de decomposição dos resíduos, alertando para a importância da destinação correta do lixo e o impacto ambiental dos diferentes materiais descartados.
A professora responsável pela atividade, Luciana Martins, explicou como a experiência foi estruturada para despertar a consciência ambiental nos alunos. “Nós fizemos um painel com o tempo de decomposição de cada material: tampinhas, sacolas plásticas, latas. A ideia foi mostrar o quanto esses resíduos permanecem no meio ambiente e a importância do descarte correto”, destacou.

A exposição permitiu que os estudantes visualizassem e comparassem o impacto de diferentes tipos de resíduos no planeta, fortalecendo a educação científica e o pensamento crítico sobre questões ambientais.
Além de estimular o interesse dos alunos pela ciência, a iniciativa reforça o papel da comunicação científica dentro do ambiente escolar. Ao produzirem um jornal voltado para temas de pesquisa e educação, os estudantes se tornam protagonistas na disseminação do conhecimento, contribuindo para a formação de uma comunidade mais informada e consciente.
Propondo esses projetos, como o Jornal da Escola e o Clube de Ciências Sertãozinho, o Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho reafirma seu compromisso com a educação científica, incentivando os alunos a explorarem a ciência de maneira prática e acessível.
A equipe de bolsistas pedagógicos vinculados à UENP tem formação diversa, tanto no âmbito acadêmico como na experiência prática

A equipe de bolsistas pedagógicos selecionada para prestar suporte aos Clubes de Ciência, vinculados à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), é formada por profissionais graduados pela própria UENP. Esses profissionais, com formações em diferentes licenciaturas, atuam no âmbito do Projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência próximos aos professores clubistas.
A equipe dos bolsistas pedagógicos conta com Thiago Ezidio Oliveira, graduado em Ciências Biológicas e artista. Participou de projetos de ensino, como o Programa Residência Pedagógica, Ensino de Educação Ambiental para professores e estudantes.
Já a bolsista Mayara da Silva Almeida é formada em Ciências Biológicas, pela UENP, e Medicina Veterinária, pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), atuando em diversos projetos envolvendo conversação ambiental, educação ambiental e atendimento médico veterinário a animais domésticos e silvestres.
O grupo ainda conta com a bolsista Maria Eduarda Diniz, que possui formação no Ensino Médio Normal (Magistério) e licenciatura em Matemática, também pela UENP. Participou de pesquisas em educação especial, notadamente no ensino para alunos com transtorno do neurodesenvolvimento, atuando para auxiliar na capacitação de professores. Ela destaca que sua experiência ao fazer ensino médio normal foi o primeiro contato com a pesquisa em iniciação científica júnior e dar aulas de fato. “A partir da minha vivência, sei que é muito importante o contato do jovem com a ciência. Agora, estou no mestrado em Ensino, cursando Pedagogia e uma especialização em metodologia de ensino em matemática e física. Espero poder contribuir com os clubes trazendo uma visão um pouco diferente dos meus colegas de área da biologia”, comenta.
Atualmente, todos os bolsistas pedagógicos são alunos regulares no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEN) e auxiliam nas atividades do Planetário da UENP, como o atendimento ao público e a organização interna. A equipe de bolsistas pedagógicos busca a parceria para mesclar as experiências e auxiliar os professores clubistas da melhor forma, unindo a prática à pesquisa em ensino.

Grupo vai criar uma peça teatral e a atividade poderá servir como uma inspiração aos clubistas

No dia primeiro de abril, o clube Cabeceira do Rio Iapó, da cidade de Castro, recebeu uma visita especial do Grupo de Teatro Científico, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (GTC – UEPG). Na ocasião, foram apresentadas duas peças: Coração em Chagas e A Que Faz. A atividade integrou o cronograma do projeto desenvolvido pelo Clube, que tem como proposta explorar o teatro como linguagem para divulgar ciência, refletir sobre o território e dialogar com a comunidade escolar.
O tema central das ações do Clube é o Rio Iapó, que atravessa a cidade e foi escolhido como ponto de partida para a construção de uma peça em de teatro de fantoches. A pesquisa a ser realizada pelos estudantes buscará compreender tanto as características físico-químicas do rio quanto às questões socioeconômicas envolvidas no seu uso. O público-alvo pretendido para a peça são alunos de 5º e 6º ano do ensino fundamental, em especial, os alunos da escola municipal vizinha ao Colégio Cavanis.
A peça Coração em Chagas, apresentada exclusivamente para os integrantes do Clube, aborda a descoberta da doença de Chagas pelo pesquisador brasileiro Carlos Chagas. Por meio da linguagem teatral, o espetáculo expõe os sintomas da doença e sua forma de transmissão, além de provocar reflexões sobre as populações mais afetadas e o papel da ciência frente às desigualdades no acesso à saúde.

Já A Que Faz é uma peça que conta a trajetória de mulheres cientistas sob três perspectivas — de uma menina, de uma mulher e de uma senhora. O espetáculo foi assistido pelos clubistas e por outras turmas na quadra da escola. O enredo menciona pesquisas realizadas por cientistas locais, destaca as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no meio acadêmico e compartilha a esperança e o amor pela ciência, além de compartilhar o que motiva alguém a seguir na pesquisa. A apresentação também teve como objetivo incentivar jovens a ingressar na universidade e seguir a carreira de pesquisadora ou pesquisador.

A professora voluntária do clube, Caroline Moraes Pedroso, destacou a importância da apresentação para os clubistas. “Com o contato com outra peça de teatro, os clubistas passam a compreender mais profundamente o que é o teatro de divulgação científica, quais os elementos usados para transmitir ciência e o que é importante para o que é importante para construir um espetáculo”.
Já a professora clubista Inês Brandão ressaltou a importância da visita para os encaminhamentos pedagógicos e o desenvolvimento do projeto coletivo. “Acredito que, a partir da apresentação de hoje, poderemos extrair ideias e conceitos sobre como integrar o teatro ao trabalho científico com os alunos”.
O espaço do Clube foi apresentado, houve conversa sobre hábitos alimentares saudáveis e orientações para dúvidas

No dia 14 de março, o Clube Ciências “Fazendo Ciência” do Colégio Estadual Padre José Canale, de Apucarana, recebeu a professora Dyana Braga, representante do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, e os coordenadores do projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) campus Apucarana, os professores Ênio Stanzani e Sabrina Klein.
No encontro, a coordenadora do Clube, professora Márcia Oliveira de Britto e os diretores do Colégio Padre José Canale, Robson Desiderá e Dalciana Dzioba, apresentaram o espaço dedicado às atividades do Clube e houve um momento de conversa sobre as expectativas dos alunos participantes quanto às atividades do Clube.
Em seguida, os clubistas responderam a um questionário sobre seus hábitos alimentares, marcando o início de uma discussão sobre a relevância da alimentação saudável e a aplicação da ciência no cotidiano juvenil para a promoção do bem-estar. A visita reforçou o objetivo de engajar toda a comunidade escolar na adoção de práticas saudáveis, para que os jovens incorporem esses hábitos positivos em suas vidas, garantindo um futuro com mais saúde e equilíbrio.

A professora Márcia Oliveira de Britto, coordenadora do Clube, destacou a relevância do tema, afirmando que a alimentação inadequada e hábitos pouco saudáveis contribuem para o aumento de doenças como diabetes e hipertensão arterial, afetando crianças e adolescentes em todo o mundo. “É importante essa visita para debater meios e pensar em como integrar o estudo da ciência com a saúde e o bem-estar físico. É uma forma de auxiliar os alunos a compreenderem os princípios da alimentação saudável e como eles podem promover hábitos que melhorem sua qualidade de vida.”, explicou.

Os resultados esperados com o trabalho desenvolvido no Clube ‘Fazendo Ciência’ são amplos e visam uma transformação significativa na comunidade escolar. Além da compreensão mais profunda sobre o papel da alimentação e dos hábitos saudáveis, espera-se que os alunos se tornem multiplicadores deste conhecimento – compartilhando com colegas, familiares e amigos -, criando um ciclo de bem-estar que se estende para além da escola.
A ação visa sanar dúvidas sobre o fazer científico e inspirar os estudantes em suas próprias pesquisas

No final de março, os Bolsistas Técnicos de Nível Superior Pedagógicos (BTNS – Pedagógicos) da equipe da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), apresentaram seus projetos de pesquisa ao Clube ‘Nutrindo Mentes’, da Escola Estadual Espírito Santo, em Ponta Grossa.
Durante as apresentações, os bolsistas buscaram esclarecer dúvidas comuns sobre como se faz uma pesquisa, desde a formulação de perguntas até a coleta de dados. Também procuraram demonstrar que há diversas possibilidades dentro do mundo das pesquisas científicas, com uma ampla variedade de abordagens e temas. A intenção foi motivar os estudantes a avançarem em seus próprios projetos dentro dos Clubes de Ciência.
A Mestra, Any Caroline Rosa da Silva, e os mestrandos Amanda Loos Vargas e João Guilherme Schimanski Mazepa, do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática (PPGECEM) da UEPG, compartilharam suas pesquisas com os estudantes. Any, qualificada e aprovada em 2022, investigou temas relacionados à formação de professores. Amanda tem uma pesquisa mais voltada para o laboratório, com o desenvolvimento de biossensores para detecção de biomarcadores de Alzheimer.
João Guilherme, por sua vez, investiga a aplicação da metodologia de sala de aula invertida no ensino superior. Durante a visita à Escola Estadual Espírito Santo, ele destacou a importância de envolver os estudantes no processo de investigação científica. “Ao entender como fazer uma pesquisa, esperamos também que os alunos possam se tornar protagonistas dentro dos clubes, compreendendo as ações e tomando decisões em grupo”.
A iniciativa surgiu depois que uma professora comentou que os estudantes de seu clube ainda não tinham compreendido que o fazer científico vai além da reprodução de experimentos no laboratório. “Resolvemos explorar as experiências dos próprios BTNS, pois, apesar de serem formados ou estarem cursando o mesmo programa de mestrado, seus temas de pesquisa são bem distintos”, afirma a professora Leila, orientadora da equipe.
Durante as primeiras visitas às escolas, a equipe percebeu que essas apresentações tinham potencial para sanar diversas dúvidas sobre pesquisas científicas que os clubistas apresentaram. Diante disso, novas palestras foram agendadas para ocorrer em mais clubes. As próximas apresentações já estão programadas para ocorrerem em Clubes do núcleo de Ponta Grossa.

Três grupos expuseram suas pesquisas para definir formas de avaliar ações de divulgação da ciência e investimentos em inovação e tecnologia

O II Encontro de Grupos de Estudo e Pesquisa em Políticas Públicas e Indicadores de CT&I no Paraná ocorreu, nesta quarta-feira (30), de forma remota. O evento marcou as discussões da criação de indicadores que possam medir a força da valorização da ciência e da cultura científica do nosso Estado. Participaram membros de diferentes Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) e projetos financiados pela Fundação Araucária.
Vinte seis pessoas estiveram no ambiente on-line, que foi aberto para as apresentações dos pesquisadores e professores presentes. As primeiras palavras foram do professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis, também articulador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência. Ele agradeceu a participação de todos e aos organizadores, na pessoa da Cibeli De Biasi, pós doutoranda da UFPR. Falou da importância de discutir as ações de CT&I paranaenses e seus resultados, e convidou a primeira palestrante a professora Marília de Souza.
Marília apresentou o projeto que ela coordena como pesquisadora vinculada à Fundação Araucária: Research Design – Análise de Políticas Regionais e Nacionais de CT&I Associadas a Estudos de Futuro e Planejamento Prospectivo. A equipe de Marília desenvolveu um modelo conceitual de análise de políticas públicas na área de ciência e tecnologia, analisando artigos e políticas nacionais e internacionais, em parceria com o Canadá.

“Esse trabalho é importante, porque nós precisamos ter políticas de perspectiva de longo prazo e com disrupções. Não podemos investir equivocadamente nas ações desta área, que demoram para serem implementadas e demandam muitos recursos. Além disso, elas precisam estar alinhadas ao que está acontecendo no mundo”, destacou a professora.
Os resultados da pesquisa do NAPI serão apresentados em Seminários, que serão realizados entre 16 e 23 de maio. A organização é do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Tecnologia, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). “A ideia é que nosso instrumento possa ajudar os processos de elaboração de políticas de CT&I do Estado. Vamos disponibilizar para os desenvolvedores destas políticas”, completa Marília.
Cibele De Biasi, em seguida, apresentou o trabalho que vem desenvolvendo no pós-doutorado, que tem como tema Indicadores de Avaliação do NAPI PRFC. Segundo ela, a avaliação em andamento contribui para o desenvolvimento de políticas que respondam às necessidades dos cidadãos.
“Também atende à Emenda Constitucional 108, de 2021, que exige a avaliação de políticas em todos os estados com a divulgação de resultados, já que os indicadores representam e quantificam o desempenho, os resultados destas políticas”, destacou De Biasi.
A pesquisadora esclareceu que está avaliando a eficiência, a eficácia e a efetividade das ações do NAPI PRFC em geral e parte de seus projetos: os Clubes de Ciências, as Feiras de Ciências e os Museus de Ciências vinculados ao Arranjo.

Cibele explicou, enfim, a metodologia do trabalho de levantamento de indicadores quantitativos e qualitativos do NAPI PRFC, que tem como núcleo duro a divulgação científica. Os resultados também serão foco de outro evento, a ser organizado em breve, assim como dados gerados por outros projetos incluídos na investigação de Cibele como a Pesquisa de Percepção de CT&I, que está sendo realizada pelo PRFC e é tema da investigação de pós-doutorado de Tamara Domiciano, na UFPR.
Deborah Bernett abriu a apresentação do NAPI Gestão e Difusão de CT&I. Resumindo, disse que a equipe traria a descrição da metodologia adotada pelo projeto que vem sendo implementado para o levantamento de dados sobre os NAPIs, um dos objetivos do Arranjo, coordenado pela professora Deborah.
Em seguida, o professor da UFPR, Armando Heilmann, contou a história da metodologia adotada pelo NAPI, que é baseada em uma proposta da Nasa, dos anos 70, quando a Agência precisava medir o nível de maturidade tecnológica dos seus projetos. Esse instrumento foi ampliado pela Suécia sob uma perspectiva sócio tecnológica. Surgiu o instrumento KTH (sigla sueca).
“O NAPI então criou um framework baseado no KTH para dar conta de um dos objetivos da equipe, que é avaliar os indicadores dos Arranjos que já estão em execução. Essa tecnologia vai nos permitir entender a perspectiva atual e projeção futura de cada NAPI”, resume o professor Armando.
Caroline Coradassi, no entanto, explicou que também vem sendo necessário um trabalho para determinar, definitivamente, os indicadores que serão inseridos no framework, que ainda está em fase de ajustes.
“Fizemos levantamento bibliográfico focando abordagens multicritérios para definir os indicadores que podem gerar dados qualitativos e quantitativos. Hoje, temos uma lista de 88 indicadores e vamos aplicar uma fórmula para selecionar aqueles com os quais vamos definitivamente trabalhar”, detalhou Caroline.

“A ideia é que esse framework seja oferecido aos NAPIs para que possam avaliar seus processos e resultados. Um instrumento de gestão para os Arranjos”, acrescentou o professor Armando.
Encerrando as atividades, Rodrigo Reis salientou a importância do evento, destacando que abrange um universo importante do cenário da C&T no Paraná. Segundo ele, a programação trouxe considerações que abarcam desde a avaliação de políticas da área no Estado, conteúdo apresentado pela professora Marília; passou pelo levantamento de indicadores com foco nos NAPIs, por meio da participação da Cibele e da equipe da professora Deborah; e ainda foi dado espaço para a temática de um NAPI em especial, o PRFC, procurando ver como as ações e as análises sobre ele podem ser construídas e avaliadas.
“Queria destacar a importância desse nosso trabalho em sinergia e deixar isso como uma agenda para que possamos realmente criar oportunidades de interagir; isto é, para que possamos trabalhar em conjunto mais de perto para oferecer instrumentos e informação para o governo do Estado e até para o Ministério [Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação – MCTI]”, sugeriu Reis.
A articuladora do NAPI PRFC, Débora Sant’ Ana, lembrou aos colegas do Arranjo que, em breve, será possível utilizar muitas informações que foram levantadas durante o workshop. Está agendado para 13 de junho, um evento similar interno.
“Os líderes de grupo dos nossos projetos podem se preparar pensando nos indicadores que foram discutidos aqui. Não podemos perder essas informações relevantes que foram apresentadas. Vamos aproveitar essas sugestões muito importantes para discutirmos as formas de avaliar o nosso NAPI”, concluiu a professora Débora Sant’ Ana.
Por fim, a convidada do evento, a professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) e um nome importante do cenário da divulgação científica do país, Maria Ataíde Malcher, pediu a palavra. Segundo ela, o PRFC é uma experiência inédita no Brasil que precisa dar certo.
“Temos que fazer e vou ajudar em tudo para esse projeto dar certo. O exemplo de vocês aponta direções e nos dá força para caminharmos em temas muito importantes. Falei isso numa reunião do CNPq. Importância de replicar essa experiência do PRFC em outras regiões do Brasil. Mas isso só vai dar certo se a gente consegui se integrar. Entender que o conhecimento só vai avançar se a gente trabalhar junto. Estou falando com vocês daqui da Amazônia, está complicado criar laços com outras localidades. E eu entendo que esse processo de vocês é um aceno de esperança para várias questões. Esse evento é um exemplo de sinergia e integração que vocês promovem. Agradeço por ter participado desta conversa. Vocês são uma grande injeção de ânimo para o trabalho da gente”, concluiu Ataíde.
Maior evento de ciências do Estado ocorre de 29 de setembro a 3 de outubro, em Guarapuava

A pouco menos de cinco meses para a 5ª edição do Paraná Faz Ciência (PRFC), os organizadores de um dos maiores eventos de ciências do Brasil já estão com o projeto geral definido e com várias programações previstas. Neste ano, o PRFC acompanha a temática da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), que destaca a Cultura Oceânica, e promete muitas novidades.
É o que garante a professora da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, responsável pela coordenação geral do evento e que, desde o final da edição de 2024, quando foi anunciada a próxima sede, já está mobilizando a comunidade acadêmica.
“Vamos articular nossa programação em sintonia com as questões da Semana Nacional, com foco nas mudanças climáticas em relação à inovação, ciência e tecnologia, buscando uma articulação com o território nas diferentes escalas, particularmente problematizar os impactos das emergências climáticas no Estado Paraná, bem como elaborar ações propositivas para o tema”, explica Marquiana.

Além de pesquisadores de todas as universidades paranaenses, as escolas e população, a proposta deste ano é atrair para o evento representantes dos municípios, do poder público local, regional, até mesmo nacional, para debater temas de interesse social, econômico e ambiental.
A quarta edição do Paraná Faz Ciência 2024 foi realizada na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e teve um público de aproximadamente 38 mil pessoas, que passaram pelo campus sede. A estimativa para este ano é de um público maior, já que os organizadores apostam no crescente interesse da comunidade científica e da população.
A Semana do PRFC é promovida pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com fomento da Fundação Araucária (FA) e, em 2025, tem a organização da Unicentro. O evento tem o apoio do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI com o mesmo nome, Paraná Faz Ciência, que busca fomentar a extensão, a ciência cidadã e a divulgação do conhecimento científico, ampliando o interesse dos jovens por carreiras científicas e promovendo a inclusão e a diversidade.
De acordo com Marquiana, “o evento tem como objetivo primordial a popularização da ciência, para que a sociedade conheça o que de melhor as universidades, as instituições de ensino superior do estado do Paraná, possuem de ciência, tecnologia e inovação”.

Desde a primeira edição, em 2021, em plena pandemia, o Paraná Faz Ciência já mostrou sua relevância e abrangência ao reunir, com o propósito de divulgar a ciência produzida nas universidades e centros de pesquisas do estado. Nesta 5ª edição, deve reunir mais uma vez cientistas, acadêmicos de todos os níveis de ensino, tanto da graduação quanto da pós-graduação.
“Porém, o mais importante é que é um evento de ciência voltado para um público maior, como crianças e jovens da educação básica e também a população”, reforça Marquiana. Na programação que está sendo construída, serão organizadas mostras científicas interativas, fóruns, encontros para debates de temas socioambientais.
A coordenadora salienta outras atividades que estão sendo preparadas, como mostra de museus, feiras de ciência, feiras de profissões, palestras, conferências, apresentações artísticas e culturais, inclusive, com a possibilidade de uma mostra que traga a interação entre ciência e arte.
“Estamos trabalhando com alegria, otimismo e com o objetivo de apresentar para a sociedade uma ciência, uma tecnologia, uma inovação que possa transformar o mundo em um lugar melhor, mais justo, mais sustentável, mais equitativo”, finaliza Marquiana.
Estudantes tiveram contato com alguns dos projetos e inovações tecnológicas desenvolvidas na região

Uma das atividades que mais fortalecem a formação pessoal, intelectual e até profissional dos estudantes são as excursões. Pensando nisso, muitas escolas foram à 63ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina 2025), que ocorreu do dia 04 a 13 de abril. Entre o público, estiveram dois Clubes de Ciências do município: Clube Eco Sapiens e o Clube Litterae Ludus.
Articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) no NAPI-Paraná Faz Ciência, os clubes fazem parte do Colégio Estadual Machado de Assis e Colégio Estadual Cívico Militar Professor Newton Guimarães, respectivamente. Os alunos tiveram maior contato com a Via Rural Smart Farm, visitando exposições que destacaram inovações tecnológicas e o potencial turístico da área rural.
No clube Eco Sapiens, o objetivo é justamente estudar sobre tecnologias, desenvolvimento sustentável e educação ambiental. De acordo com o professor Leandro Niehues, coordenador do clube, a visita foi importante para ampliar esse aprendizado. “É interessante para eles verem os projetos que existem, para terem conhecimentos que vão ajudar na pesquisa de cada um e tirarem dúvidas”, destaca.

O clube Litterae Ludus, por sua vez, busca desenvolver o pensamento científico analisando a relação entre os jogos de RPG e a formação do leitor literário. Segundo a professora coordenadora, Franciela Zamariam, a visita foi uma forma dinâmica de apresentar a metodologia científica. “A minha preocupação é que os estudantes tenham sempre clareza a respeito dos elementos que compõem a pesquisa científica”, explica. “Lá na Exposição a gente conseguiu demonstrar de maneira mais prática para eles.”

A Via Rural Smart Farm foi o principal foco das visitas escolares, trazendo diferentes temáticas que conectam o campo com a sociedade. O espaço foi promovido pelo Governo do Estado do Paraná, através do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB); da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e da UEL, em parceria com a Sociedade Rural do Paraná (SRP).
Alguns estudantes também aproveitaram para passear pelo Museu da SRP e pelo novo Aquário de Londrina. As atrações ficam próximas à entrada principal do Parque Ney Braga Eventos, onde ocorreu a Exposição.

Evento será em agosto, mas as Inscrições para apresentação de trabalhos científicos acontecem entre 5 de maio a 2 de junho

Uma parceria entre o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC) e o Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (MUDI/UEM) está viabilizando o V Encontro Nacional da Associação de Centros e Museus de Ciências, realizado anualmente pela Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC). É a primeira vez que o evento acontece numa cidade do interior do Brasil, e será em Maringá, Noroeste do Paraná. Além do NAPI PRFC e o MUDI, o evento conta com a parceria e apoio de diversas instituições.
Este ano, o tema central do V Encontro Nacional será “O papel dos Centros e Museus de Ciências na consolidação da interiorização da divulgação e popularização científica” e traz oportunidade de reflexões, debates e ações inovadoras no campo da popularização da ciência em sua interface com os museus de ciências. A expectativa é reunir gestores, profissionais e colaboradores de centros e museus de ciências, professores, pesquisadores, estudantes, formuladores de políticas públicas e todas as pessoas interessadas em aprimorar sua formação e atuação na popularização e divulgação científica a partir dos centros e museus de ciência.
“O V Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências é uma oportunidade muito especial para que a área de Centros e Museus de Ciências do Paraná seja representada e apresentada a todo o país, para que as pessoas possam conhecer mais a nossa força, organização e os belos espaços que temos por aqui”, enfatiza a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e professora da UEM, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana.
Outro aspecto destacado pela articuladora é a troca de experiências que estes eventos proporcionam: “É muito importante que a gente conheça experiências de parceiros de outros locais e que possamos funcionar, cada vez mais integrados, como uma rede, objetivo maior que a associação se propõe. O evento terá temas muito relevantes para a área e tenho certeza que será um sucesso a realização aqui Maringá”.
As inscrições para submeter trabalhos começam no próximo dia 5 de maio e vão até 2 de junho de 2025. Serão aceitos trabalhos em duas modalidades: Resumos Simples, destinados à apresentação na forma de banners, e Resumos Expandidos, para apresentação oral. Segundo o cronograma, a divulgação dos aceites está prevista para acontecer até 30 de junho de 2025. Maiores detalhes podem ser conferidos no site da ABCMC.

Para o coordenador do MUDI, professor da UEM, Celso Ivam Conegero, a temática do V Encontro Nacional já explicita o objetivo dos organizadores. “Levar o conhecimento científico para as mais diferentes e longínquas regiões do nosso país é um caminho sem volta para a popularização da ciência”, enfatiza.
Segundo Conegero, esta é uma valiosa oportunidade: “Para nós do MUDI, enquanto museu universitário e espaço de ensino, pesquisa e inovação localizado no interior do estado, essa parceria nos proporciona um sentimento muito grande de pertencimento a este sistema”.
Os preparativos para o V Encontro Nacional já estão avançados, segundo a diretora do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEM e coordenadora do Teatro Anatômico, Ana Paula Vidotti, está na comissão organizadora. “É a primeira vez que uma cidade do interior sedia um evento desta magnitude da ABCMC e as expectativas são muito positivas! Acredito que será uma oportunidade fantástica para o MUDI/UEM se consolidar ainda mais como um importante centro de divulgação científica em nível nacional”, ressalta.
Vidotti está na coordenação do projeto Muditinerante, iniciativa que leva o universo da ciência para grandes eventos como a Expoingá, a Expo Ivaiporã, a Expo Umuarama, além de feiras de ciências, tudo para compartilhar partes do acervo com pessoas que não podem ir à sede, localizada na UEM.
Para ela, haverá produtivas trocas de experiência, o fortalecimento de parcerias com outras instituições e a visibilidade de projetos e ações desenvolvidas no MUDI para um público especializado e engajado. “Tenho certeza de que receberemos muitos colegas de todo o Brasil e poderemos mostrar o potencial do nosso museu universitário e da nossa região”, conclui.

Clubistas do ensino médio podem concorrer a bolsa para capacitação em agente de transformação do mundo
A Fundação Araucária vai financiar treinamento para os matriculados no segundo e terceiro anos do Ensino Médio, que integram a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. A capacitação ocorre em Portugal e é uma oportunidade imperdível para aqueles que atuam nos clubes de ciências recém-criados pelo governo do Estado, sob a coordenação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência (PRFC).
“O NAPI está divulgando as informações sobre essa seleção. Na verdade, é um convite aos clubistas para concorrerem a uma vaga em um programa avançado de capacitação de novas gerações em agentes de transformação do mundo”, explica a articuladora do NAPI PRFC e coordenadora da Rede de Clubes, Débora Sant’ Ana.
Trata-se do Programa Sustainable Living Innovators, conhecido como SLI, que acontecerá na cidade de Matosinhos, em Portugal, no período de 14 de julho a 8 de agosto. Serão quatro semanas de muito aprendizado e todas as despesas serão custeadas por meio de uma bolsa de estudo oferecida pelo governo do Paraná, com recursos da Fundação Araucária.
Em 2025, o desafio envolve a relação entre a Lua e a Terra. Os candidatos ao treinamento do SLI devem responder a seguinte pergunta: como é que as tecnologias para a exploração da Lua podem melhorar nossa vida na Terra?

Para se inscrever é necessário acessar o site do Programa: ceiia.tech/sli. Será preciso anexar uma declaração da escola que confirme que o estudante é clubista da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Também será pedido que o candidato descreva atividades extracurriculares que tenha feito, comprove o desempenho escolar e o domínio do inglês.
Além disso, os organizadores solicitam a entrega de uma carta de motivação contando quais as razões que levaram o clubista a se candidatar ao Programa, bem como de que forma ele ou ela consideram que podem contribuir e acrescentar valor ao SLI.
E, é claro, que, por fim, o estudante precisará responder à pergunta central, levando em consideração uma das dimensões: construção, mobilidade, energia, saúde e bem-estar. Esta resposta poderá ser feita por meio de um texto de uma página no word, uma apresentação de até cinco slides ou um vídeo de até três minutos.
“Ficou interessado? Excelente, mas é preciso se agilizar. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas até dia 18 de maio diretamente no site do SLI. Esperamos a participação dos clubistas da nossa Rede. São cinco vagas para alunos do Ensino Médio”, esclarece a professora Débora.
O objetivo é reunir dados dos projetos para auxiliar a definição das políticas de divulgação científica e popularização da ciência

Nesta quarta-feira, dia 30, a partir das 8h30, ocorre, de forma remota, o II Encontro de Grupos de Estudo e Pesquisa em Políticas Públicas e Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação no Paraná, com coordenadores e representantes dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) Paraná Faz Ciência (PRFC) e Gestão e Difusão de Ciência e Tecnologia.
Em agosto do ano passado, por iniciativa do NAPI PRFC, a primeira reunião do grupo propôs a discussão sobre a importância de haver uma sistematização dos dados para a criação de indicadores que possam medir a força da valorização da ciência e da cultura científica do nosso Estado.
Na oportunidade, o encontro revelou a importância de se manter um espaço contínuo de diálogo e colaboração entre os distintos NAPIs. Agora, a proposta é avaliar as informações que devem embasar o Índice Geral de CT&I do Paraná, a partir do cruzamento de diferentes indicadores.
Para a abertura da reunião está prevista a participação do professor do Departamento de Economia, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marco Cavalieri, que irá apresentar um panorama geral sobre políticas públicas. Em seguida, falará a pesquisadora Marília de Souza, do projeto Research Design sobre Políticas Regionais e Nacionais de C,T&I associadas a Estudos de Futuro e Planejamentos Prospectivos, coordenado por ela, que vem sendo colocado em prática em parceria com o Canadá.
Na parte final, discorrem os representantes do NAPI Paraná Faz Ciência e NAPI Gestão e Difusão de CT&I. A dinâmica sugerida para a conversa prevê que cada um faça uma apresentação que terá duração de aproximadamente 45 minutos, sendo cerca de 30 a 35 minutos para exposição e 10 a 15 minutos para debate com os participantes.
Com fomento da Fundação Araucária e apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), os Novos Arranjos são redes colaborativas e interdisciplinares que reúnem universidades, centros de pesquisa, empresas e outras instituições para promover a pesquisa científica e a inovação tecnológica no Paraná, além de investir em divulgação científica e cultura cidadã.