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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

A solenidade tem como objetivo divulgar as atividades dos clubistas paranaenses


A comunidade paranaense vai ter a oportunidade de conhecer mais de perto a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. A iniciativa vai ser apresentada em uma cerimônia no Salão de Atos, do Palácio Iguaçu, na manhã desta terça-feira (15). O governador em exercício, Darci Piana, vai receber clubistas e as equipes dos Núcleos Regionais de Educação (NRE) para celebrarem a produção científica que vem sendo desenvolvida nas escolas de ensino básico do Paraná.

A Rede de Clubes é uma ação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência, com recursos e apoio da Fundação Araucária e da Secretaria Estadual de Educação (SEED).

A iniciativa surgiu com o objetivo de implementar atividades que ajudem a desenvolver a pesquisa científica na Educação Básica. A meta é contribuir com a formação pessoal e social dos participantes, ajudando-os a fazerem escolhas e intervenções conscientes e pautadas nos princípios da sustentabilidade e do bem comum. Nessa dinâmica, o protagonismo do estudante é incentivado, assim como há o aprimoramento das práticas docentes.

Atualmente, a Rede conta com 204 Clubes de Ciências, implantados pelo Edital 01/2024, da Fundação Araucária. “Destes, 80 são de Escolas em Tempo Integral, contemplando 1951 estudantes clubistas; além de 120 Escolas em turno parcial, que reúnem 2757 estudantes matriculados. No total, a Rede conta com 4.708 clubistas”, contabiliza a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e coordenadora da Rede, a professora Débora Sant’ Ana, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

O professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis, outro articulador e coordenador do projeto dos Clubes, lembra, ainda, que mais 43 Clubes foram criados, por meio da chamada pública nº 13/2025, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

“Estão sendo incorporados aproximadamente mais mil clubistas. Da mesma forma, estamos em vias de implantação de 40 Clubes de Ciências Meninas da Ciência, por chamada específica, que acrescentará algo em torno de 500 meninas clubistas. Vale salientar que para cada clube implantado há um professor coordenador bolsista envolvido. Há, portanto, 284 professores atuando nessa atividade”, comemora Reis.

A professora Corine Costa com os alunos clubistas, na Semana dos NAPIS


O Clube Geração Científica, do Colégio Estadual Alfredo Parodi, de Curitiba (PR), vai apresentar parte das pesquisas que estão desenvolvendo. O grupo, coordenado pela professora Corine Costa, participou da Semana dos NAPIs, em março, também em Curitiba.

Já confirmaram presença na solenidade, em Curitiba, os chefes dos NRE da Área Metropolitana Norte, Área Metropolitana Sul e Curitiba; técnicos dos NRE que atendem os Clubes; diretores das escolas ligadas aos NRE, que possuem clubes, seus professores e estudantes clubistas; e os representantes da SEED Anderfábio Oliveira dos Santos; Cristiane de Jesus Jakymiu; Maria Cristina Dias Bittencourt , Aline Pinheiro Lourenço e Michela Paula Tomé de Andrade.

Serviço

APRESENTAÇÃO DA REDE DE CLUBES PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Data: 15 de abril

Horário: 9h

Local: Palácio Iguaçu – Salão de Atos

Sete novos protocolos vão se somar aos 16 já aprovados desde o início do projeto, em 2020

Sobre uma mesa branca encontram-se materiais impressos, como apostilas e livros didáticos referentes aos protocolos PICCE. Há também tablets indicando material relativo ao PICCE.
Publicações e materiais dos protocolos PICCE (Foto/ Arquivo Pessoal).


O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) realiza, neste início de ano, uma parceria com a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O acordo visa auxiliar os professores na testagem de sete novos protocolos, que vão das artes cênicas à astronomia.

Segundo Tamara Dias Domiciano, pós-doutoranda integrante do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência e que apoia na gestão do PICCE, “a parceria nasce da necessidade de testar e validar uma nova leva de produção de protocolos de ciência cidadã. O objetivo é que os professores possam analisar a estrutura dos materiais, a linguagem, o conteúdo e se eles fazem sentido para a realidade escolar. A ideia é que o professor consiga não só testar a aplicabilidade, mas também possa opinar na construção do material como um todo”, afirma a pós-doutoranda. 

Para cada um dos protocolos foram criados vídeos tutoriais disponibilizados na plataforma da UFPR Aberta (Universidade Federal do Paraná), explicando como aplicá-los, os objetivos e como funciona o guia de campo. Dessa forma, esse material vai se somar a outros 16 protocolos que já foram aprovados em edital desde a criação do PICCE, em 2020. Ao todo, 40 professores participam do processo atual de testagem por meio da plataforma da Universidade.

O Clube Ecoindor, do CEEP Olegario Macedo, de Castro/PR, testando o protocolo de monitoramento da qualidade do céu. (Foto/ArquivoPessoal)


Para o professor Rodrigo Arantes Reis, um dos articuladores do NAPI – Paraná Faz Ciência, o PICCE funciona como um instrumento de apoio aos professores que estão desenvolvendo projetos de pesquisa por meio dos Clubes de Ciência nas escolas. Embora não haja uma meta definida, Reis acredita que, no futuro, há possibilidade de ampliação dos protocolos. Mas para isso mantém os pés no chão. “Vai depender do processo de consolidação do PICCE. A gente tem um processo orgânico para que ele [PICCE] cresça de maneira consolidada e forte e a partir do momento em que forem surgindo novas demandas, inclusive da própria escola, a gente vai estar aberto e vamos estruturando [o programa]”, avalia o professor. 

O cronograma de aplicação vai até o dia 20 de abril. Após essa data, os professores vão produzir um relatório e responder a um questionário dando detalhes sobre como foi o processo. Todo esse material será repassado às equipes que elaboraram os materiais para que, se necessário, trabalhem em cima das sugestões dadas pelos profissionais da educação. “O processo de testagem é muito importante para que a gente não crie só um material que vai ficar preso em gavetas ou armário de bibliotecas, mas que possa ser útil no espaço escolar”, reforça a pós-doutoranda e apoiadora no PICCE Tamara Dominiciano. 

Quais são os novos protocolos? 

São sete no total: Vizinhos silvestres; Eficiência energética; Monitoramento da qualidade do céu; Olha o Bicho! Fauna atropelada; Coleta e identificação de minerais; Sesta e, por último, A dinâmica das artes cênicas nas cidades do Paraná.

Saiba mais

Para obter mais informações sobre a Ciência Cidadã na Escola, acesse o site picce.ufpr.br e o Instagram: @piccepr. Também fique por dentro das atividades ligadas aos Clubes de Ciência no @clubesparanafazciencia e no NAPI Paraná Faz Ciência: @paranafazciencia, ambos no Instagram.

Localizados no Norte Pioneiro do Paraná, os clubes de Ciências vinculados a UENP formam uma rede colaborativa diversa

Estudante observa microscópio enquanto professora orienta (Foto/ Arquivo Pessoal)


A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) foi uma das Instituições de Ensino Superior (IES) paranaenses selecionadas para o desenvolvimento da Rede de Clubes de Ciências, projeto que faz parte dos NAPIs (Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação). A coordenação dos Clubes de Ciências pelo NAPI UENP é de responsabilidade do Prof. Dr. Lucken Bueno Lucas, docente e vice-coordenador  do Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEN), coordenador do Planetário da UENP e docente do curso de Ciências Biológicas do Campus de Cornélio Procópio.

Ponte Universidade-Escola

Instrutora apresenta ferramentas para grupo de estudantes atentos(Foto/Arquivo pessoal)


Em conjunto com envolvimento universitário, a Secretaria Estadual de Educação (SEED) é integrante fundamental da Rede de Clubes de Ciência. Sua presença se faz através dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) e dos professores coordenadores dos clubes. A equipe NAPI UENP trabalha em conjunto com 4 NREs e 15 clubes de ciências: NRE Cornélio Procópio (03 clubes); NRE Ibaiti (05 clubes); NRE Jacarezinho (05 clubes) e NRE Wenceslau Braz (02 clubes). 

Os Clubes de Ciências vinculados à UENP possuem grande diversidade em suas respectivas escolas, contando com colégios estaduais na modalidade de Ensino Fundamental e Médio, Escola do Campo, Cívico-Militar, Técnico Integrado e Educação Profissional. 

Também há diferentes modos de frequência dos estudantes ao clube, visto que algumas escolas são de período integral, onde as atividades científicas se adequam aos horários dos clubistas. Nas escolas de meio período, as atividades ocorrem no contraturno. Ainda, é importante pontuar que muitos estudantes residem em meio rural, onde a compreensão e a inclusão desses alunos é essencial para a diversidade nos clubes.

“O contexto da UENP, por ser a IES mais jovem do Estado do Paraná, originada da junção de cinco faculdades de filosofia, a extensão e a pesquisa somaram no pilar do ensino que já existia. A formação de professores é uma tradição da instituição, já que a maior parte dos cursos da instituição é constituída por licenciaturas, caracterizando uma forte relação com a educação básica. Esse cenário, aliado à pesquisa que acontece na Universidade, pode se tornar um elemento muito potente de promoção e suporte às atividades dos Clubes de Ciências”, pontua o professor Lucken sobre o tema.

Norte Pioneiro e as cidades dos clubes de ciências

Estudantes montam cartaz colorido para evento de química (Foto/Arquivo pessoal)


Os clubes estão situados em cidades da região do chamado Norte Pioneiro do Paraná, no Distrito de Congonhas (Cornélio Procópio) e nas cidades de Assaí, Itambaracá, Andirá, Cambará, Barra do Jacaré, Santo Antônio da Platina, Ibaiti, Figueira, Guapirama, Jaguariaíva e Arapoti.

“Pelos clubes da UENP estarem localizados no Norte Pioneiro do Paraná, não há uma grande cidade de referência, mas sim pequenos municípios que acabam formando uma rede colaborativa na região”, lembra o coordenador Lucken Buenos Lucas.

Os municípios dos clubes são considerados pequenos, com menos de 45 mil habitantes, segundo o Censo IBGE 2022. Quanto à média do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) dos municípios, 5,5 é a pontuação ao se tratar dos anos finais do Ensino Fundamental, como aponta o Censo Escolar de 2023. A economia desses municípios é baseada na agricultura, em pequenas indústrias e no comércio varejista. 

Cada clube desenvolve suas atividades baseadas em projetos com temas norteadores, apresentados previamente. Esses temas, além de estarem relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), parte da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), estão intimamente ligados às características fitogeográficas e culturais do Norte Pioneiro. 

Os temas elencados nos clubes abrangem a agricultura sustentável, metodologia de pesquisa científica, manejo e reciclagem de resíduos sólidos, saneamento básico, horta orgânica, conservação de espécies e paisagismo e mais a conservação e educação ambiental. Um dos temas mais marcantes é o resgate da história de exploração do carvão por meio da criação de um museu, além de demonstrar os impactos ambientais vindos da exploração do mineral e a busca de formas alternativas de atividades econômicas no município de Figueira. 

Ciência como um caminho de novas perspectivas 

A Rede de Clubes de Ciência busca transformar a educação, proporcionando o contato com conhecimento científico, independente da localização geográfica. Com toda equipe do NAPI UENP empenhada em construir esse novo cenário de transformação e inovação, espera-se que muito em breve, a região se destaque ainda mais pelas suas belezas naturais, gente acolhedora e uma nova geração de professores e pesquisadores egressos dos clubes de ciências.

Equipe do NAPI Paraná Faz Ciência busca fortalecer a cooperação entre instituições e entender os interesses do público

Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (Foto/Reprodução)


A Rede de Museus de Ciências do Paraná segue em expansão, fortalecendo a cooperação entre diversas instituições do estado. Atualmente, a rede conta, formalmente, com o Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Parque da Ciência Newton Freire Maia, o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o Museu de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Além disso, a rede incorporou recentemente o Museu Paranaense de Ciências Forenses e a equipe do NAPI Paraná Faz Ciência avança nos diálogos para incluir o Museu de História Natural Capão da Imbuia, o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e o Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste Alexandre Gustavo Dobruski.

Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná (Foto/José Fernando Ogura)


De forma paralela, os museus integrantes realizam uma pesquisa de público para compreender melhor a percepção dos visitantes sobre as exposições e acervos. A iniciativa tem como objetivo aprimorar a experiência oferecida e também fortalecer o papel educativo desses espaços.

A rede também se destaca pela colaboração entre os espaços, promovendo a troca de conhecimento e experiências. Segundo diretrizes da equipe do PRFC, existe a ideia de intensificar o intercâmbio de exposições temporárias, permitindo que as mostras de um museu circulem por diferentes instituições.

Com essas ações, a Rede de Museus de Ciências do Paraná reforça o compromisso com a popularização da ciência e a valorização do patrimônio cultural e científico do estado.

Evento à luz da lua reuniu estudantes e convidados para refletir sobre a história local e os desafios da conservação

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em uma praia à noite, posando sorridentes sob a luz de um poste que ilumina a cena. O clima é leve e descontraído, com todos vestidos em trajes de verão. Ao fundo, uma palmeira e o céu escuro completam o cenário praiano, enquanto a areia sob os pés reforça a atmosfera de confraternização e alegria.
(Foto/Arquivo pessoal)


O Clube EcoHistoriadores, do Colégio Estadual Cecília Meireles, em Loanda, promoveu seu primeiro luau, um encontro especial marcado por aprendizado, troca de experiências e conexão com a história e a natureza. Sob a coordenação da professora Adriana Renata Fernandes, o evento teve como destaque a presença de Sônia Talarico, que compartilhou suas memórias sobre o distrito de Porto São José, enriquecendo a reflexão dos estudantes sobre as transformações da região ao longo dos anos.

Mais do que um momento de contemplação, o encontro permitiu discutir os impactos do desenvolvimento no município. A relação entre turismo, pesca e infraestrutura foi abordada pelos participantes, que refletiram sobre os avanços trazidos pelo crescimento econômico, mas também sobre os desafios ambientais que surgiram com a chegada de novos visitantes e empreendimentos

Entre os estudantes, Pietro Aparecido da Silva Rosa, da 2ª série do Ensino Médio, destacou a necessidade de conscientização sobre o cuidado com o meio ambiente e o patrimônio local. “Resgatamos memórias antigas, algumas muito diferentes do que vemos hoje. O turismo ajudou a melhorar o acesso a recursos, como luz, água e remédios, mas também trouxe um problema: muitas pessoas que vêm para cá não cuidam do lugar como nós, que vivemos aqui. Precisamos encontrar formas de conscientizar e cobrar mudanças para que a preservação aconteça”, comentou Pietro.

O evento também marcou um novo ciclo para o Clube EcoHistoriadores, que retomou suas atividades com o compromisso de fortalecer o pertencimento dos alunos à história e à cultura local. Os estudantes discutiram os próximos passos do grupo e as iniciativas que podem ser realizadas para incentivar o cuidado com a região.

Pietro reforçou sua expectativa de que o clube continue crescendo e inspirando novas gerações. “Eu talvez não acompanhe o clube até o final, porque o Ensino Médio acaba antes, mas espero que outros continuem, com o mesmo entusiasmo e o mesmo sonho de mudança para melhor. São pessoas sonhadoras que transformam o mundo”, declarou.

A imagem mostra quatro pessoas sentadas sobre cangas e toalhas na areia de uma praia à noite. Elas estão próximas umas das outras, com expressões mais sérias e atentas, como se estivessem ouvindo ou participando de uma conversa importante. Ao fundo, é possível ver duas pessoas na água e algumas cadeiras de praia vazias. A iluminação parece vir de um poste próximo, criando um clima intimista, e o ambiente sugere um momento de reflexão ou troca entre amigos durante um encontro noturno à beira-mar.
(Foto/Arquivo pessoal)


O Luau do Clube EcoHistoriadores demonstrou que aprender sobre o passado é essencial para entender o presente e construir um futuro mais sustentável. O evento não apenas aproximou os alunos da história de Porto São José, mas também reforçou o compromisso do clube com a conscientização ambiental e a preservação da identidade local.

Com encontros como esse, o Clube EcoHistoriadores segue incentivando os jovens a valorizarem sua terra, sua cultura e a buscarem soluções para os desafios ambientais e sociais da região.

Os materiais vão permitir o avanço de ações dos Clubes de Ciências nas escolas

A imagem mostra uma mesa com alguns materiais utilizados em aulas de ciências, como vidros e cadernos. Ao redor da mesa, há quatro pessoas, simbolizando três estudantes e um professor. O professor estaria explicando a matéria, enquanto o restante realiza a atividade e faz anotações.
Materiais solicitados pelos clubes devem ajudar no desenvolvimento das atividades e necessidades específicas


Com o início do calendário escolar de 2025, os Clubes de Ciências retornaram com as atividades e o desenvolvimento de seus projetos. Para ajudar na execução dessas ações, materiais de consumo começarão a ser pedidos neste mês de abril. A aquisição será realizada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

Cada instituição é responsável por 100 escolas, que receberam uma lista com referências para a escolha dos materiais. Entre os itens disponíveis, estão produtos químicos, esportivos, de papelaria e microeletrônicos. Eles serão custeados com recursos da Fundação Araucária, do Governo do Paraná, e o valor deve ser liberado em duas parcelas. Neste ano, as escolas têm até R$ 10 mil para os pedidos.

Segundo o pesquisador Jailson Rodrigo Pacheco, integrante do NAPI Paraná Faz Ciência pela UFPR, os materiais de consumo contribuem bastante com o andamento dos projetos. “Este investimento é fundamental para atender as necessidades básicas de um clube de ciência, permitindo que os estudantes desenvolvam suas pesquisas e, ao mesmo tempo, produzam seus materiais de divulgação”, explica.

No entanto, ainda não há uma data para a chegada dos materiais, como reforça a professora Mariana Andrade, articuladora institucional do NAPI PRFC pela UEL e coordenadora estadual do Paraná Faz Ciência Maker. “As solicitações vão se iniciar em abril e dependem dos fornecedores conectados pela FAUEL (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UEL) e FUNPAR (Fundação da UFPR).”

Além de materiais de consumo, os professores já preencheram um formulário incluindo pedidos para equipamentos permanentes. Os itens solicitados tinham que estar de acordo com a temática do clube, mostrando a sua necessidade para o encaminhamento das atividades. Neste caso, os recursos são do Fundo Rotativo, no valor de até R$ 20 mil por escola.

Os grilos são o principal objeto de estudo do Clube do Colégio Ceretta

A imagem mostra uma sala de aula equipada como um laboratório, com alunos sentados em cadeiras giratórias ao redor de mesas brancas. A professora, vestida com um jaleco branco, está de costas para a câmera, aparentemente explicando algo para a turma. Os alunos, vestindo uniformes escolares cinza com detalhes vermelhos e pretos, exibem diferentes expressões e posturas – alguns atentos à professora, outros conversando ou olhando para os materiais em suas mesas. Alguns seguram folhas de papel e estojo de materiais escolares. O ambiente tem paredes revestidas com azulejos brancos, prateleiras com caixas e materiais organizados ao fundo, e um ventilador fixado na parede. No primeiro plano, um notebook está aberto, exibindo uma tela com um sistema online. O cenário sugere uma aula prática em um laboratório escolar.
Alunos do Clube de Ciência no Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta, de Ma. Cândido Rondon, no laboratório onde fazem as atividades do Clube (Foto/Arquivo Pessoal)


No Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta, de Marechal Cândido Rondon, centro-oeste do estado, os estudantes estão desbravando o universo dos insetos. Junto da professora Lilian Bortoluzzi, os integrantes do Clube de Ciências têm se dedicado a estudar a entomologia, área da biologia que investiga a vida dos insetos e sua interação com o meio ambiente.

Os insetos são o grupo de animais com o maior número de espécies catalogadas no planeta e desempenham papéis essenciais na natureza, como polinização e decomposição de matéria orgânica.

No clube, uma das atividades é a criação de grilos, atividade que permitiu aos estudantes analisarem aspectos morfológicos, fisiológicos e comportamentais desses animais.

“Foi muito interessante observar como os grilos produzem som, se alimentam e se comportam. Conseguimos diferenciar os (grilos) jovens de adultos, machos de fêmeas, ver as fêmeas realizando a postura dos ovos, acompanhar o nascimento dos filhotes e testemunhar a equidise, que é a troca de exoesqueleto”, relatam os participantes do projeto.

Os estudantes entendem que o estudo dos insetos pode proporcionar alternativas para aproveitá-los ainda mais na conservação da biodiversidade e na sustentabilidade. O Clube de Ciências do Colégio Ceretta faz parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que reúne cerca de 245 clubes em todo o estado. O projeto incentiva o pensamento científico e o protagonismo estudantil. Para saber mais sobre o Projeto, acesse no Instagram ou pelo site

Em 2024, escola de Bento Munhoz da Rocha Neto, de Guarapuava, venceu na categoria Robótica, premiando 4 alunas e o professor responsável

A imagem mostra um grupo de pessoas vestindo camisetas amarelas com crachás, posando para uma foto em frente a um painel decorado com ilustrações de crianças e textos em português. O painel contém a frase "A CIDADE, COLHENDO OPORTUNIDADES" e logotipos de instituições, incluindo o Governo do Paraná e TJPR. Algumas pessoas no grupo estão segurando caixas vermelhas que parecem ser prêmios ou brindes. Há uma criança sendo segurada por uma das mulheres. O ambiente sugere um evento oficial, relacionado à educação ou premiação.
Equipe do núcleo Unicentro com o professor João Manuel de Lima, do Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto, em Guarapuava, e – ajoelhadas- as quatro alunas premiadas na categoria Robótica, Ensino Fundamental II (Foto/ArquivoPessoal)


A jornada rumo ao Agrinho 2025 já começou! Neste ano, os Clubes de Ciência acompanhados pela UNICENTRO serão convidados a participar de um evento que promove atividades multidisciplinares, integrando o meio rural, o meio urbano, a sustentabilidade e a inovação. O programa visa estimular a autonomia e o protagonismo estudantil por meio do desenvolvimento de projetos em diversas áreas do conhecimento, como Desenho, Redação, AgroRobótica, entre outros. O prêmio Agrinho é proposto pelo Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (SENAR-PR).

O Agrinho promove desde 1995 a pesquisa e a interdisciplinaridade nas escolas públicas, envolvendo anualmente cerca de 800 mil alunos e 50 mil professores, com a oferta também de material didático exclusivo, abordando temas como sustentabilidade, saúde e segurança. Em 2024, o projeto da Escola Estadual Bento Munhoz da Rocha, em Pinhão, região centro-sul do estado, garantiu o primeiro lugar na categoria Robótica para Ensino Fundamental II, premiando as alunas Anari Cardoso da Costa, Beatriz Dourados de Souza, Gabrieli Proença Nestor e Maria Clara Cardoso Storl, além do professor João Manuel de Lima. 

Para falar do Agrinho 2025, a equipe da UNICENTRO esteve em reunião com a Márcia Volani, representante do Núcleo Regional de Educação de Guarapuava, e pôde conhecer melhor detalhes do programa. Durante o encontro, foram apresentados o histórico do programa, os editais em aberto, os cronogramas previstos e o tema preliminar para 2025: “Festejando a conexão campo-cidade”. O Agrinho 2025 oferece inscrições em mais de dez categorias, para incentivar alunos e professores a desenvolverem projetos que possam concorrer a premiações em um evento centralizado, a ser realizado no final de outubro, em Curitiba.

Registro da reunião virtual entre professores dos clubes ligados à UNICENTRO e a representante do Núcleo Regional de Educação de Guarapuava, Márcia Volani (Foto/Captura de tela)


O programa oferece também a oportunidade para que estudantes participem de outros eventos de grande impacto, incluindo feiras internacionais, como a Feira Internacional de Inovação das Ciências e das Engenharias (FICIÊNCIAS). Para 2025, o núcleo da UNICENTRO tem como objetivo incentivar os Clubes de Ciência da região a se engajarem no concurso, promovendo projetos inovadores que estimulem a criatividade, o pensamento crítico e a cultura científica nas escolas. “Iniciativas como essa tem alto potencial de gerar soluções práticas, inovadoras e viáveis”, confirma uma das professoras participantes, com ações que aproximam os desafios do campo e da cidade.

Nos próximos meses, acompanharemos de perto as atividades dos Clubes de Ciência interessados na elaboração de projetos para o Agrinho 2025. 

Mais informações serão divulgadas pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e pelo site Notícias – NAPI Paraná Faz Ciência  .Acompanhe e apoie nossos clubistas nessa jornada!

Os 8 clubes de ciências do núcleo trabalham com temas diversos, contemplando ciências exatas, biológicas e humanas

A foto mostra o grupo de estudantes em uma sala de aula. A maioria dos alunos veste uniformes escolares, alguns usando roupas azuis e outros, brancas. Eles estão juntos para uma foto em grupo, com sorrisos e poses descontraídas. O ambiente é uma sala de aula comum, com cadeiras e mesas organizadas, e há um ar condicionado no canto superior direito. O teto possui luminárias retangulares, e na parte superior esquerda há um projetor suspenso. O chão é de madeira.
Visita ao clube Raízes da Terra, do Colégio Estadual Armim Matte, de Chopinzinho (Foto/Arquivo pessoal)


Entre os dias 19 e 24 de fevereiro, a orientadora e professora Sandra Angnes e a coordenadora pedagógica Gricel de Oliveira, representantes do Instituto Federal do Paraná (IFPR) Campus Palmas, responsáveis pelo acompanhamento das escolas do Núcleo Regional de Educação de Pato Branco, visitaram as oito escolas contempladas pela Rede de Clubes do NAPI Paraná́ Faz Ciências. Essa iniciativa teve como objetivo levantar as demandas dos Clubes de Ciência e incentivar a produção científica e a inovação no ambiente escolar, promovendo a integração entre alunos, professores e gestores.

A foto mostra o grupo de estudantes em uma sala de aula. A maioria dos alunos veste uniformes escolares, alguns usando roupas azuis e outros, brancas. Eles estão juntos para uma foto em grupo, com sorrisos e poses descontraídas. O ambiente é uma sala de aula comum, com cadeiras e mesas organizadas, e há um ar condicionado no canto superior direito. O teto possui luminárias retangulares, e na parte superior esquerda há um projetor suspenso. O chão é de madeira.
Visita ao clube Raízes da Terra, do Colégio Estadual Armim Matte, de Chopinzinho (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra quatro pessoas posando para uma foto em um ambiente interno bem iluminado. Todos estão sorrindo e de pé lado a lado. A pessoa à esquerda tem cabelos cacheados loiros e está vestindo uma camiseta branca e saia preta com tênis branco. A segunda pessoa, da esquerda para a direita, tem cabelos lisos e usa uma camiseta verde escura e calça azul marinho, com sandálias. A terceira pessoa veste um conjunto cinza, com blusa e calça largas, e usa um relógio no pulso esquerdo. A pessoa à direita tem cabelos presos, veste um vestido azul escuro e sandálias claras. Ao fundo, há uma porta vermelha e uma janela, além de uma placa de saída de emergência verde acima da porta. O ambiente parece ser um espaço formal, com piso claro e paredes brancas.
Registro da visita ao clube Inspirar: Trilhando caminhos para a sustentabilidade, do Colégio Estadual do Campo Núcleo Santa Lúcia, no município de Coronel Vivida (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra três pessoas sentadas em um banco de madeira suspenso por correntes, estilo balanço, sob uma estrutura de madeira. Acima delas, há uma placa que diz "Projeto Pomar na Escola Rumo à Sustentabilidade" com o período letivo 2023-2024. A pessoa à esquerda tem cabelos cacheados loiros, veste uma camiseta branca, saia preta e tênis branco. A pessoa no centro usa óculos, uma camiseta vermelha e calça preta, e está sorrindo. A pessoa à direita veste um conjunto cinza de blusa e calça e também está sorrindo. É um ambiente escolar, com paredes pintadas em verde, vermelho e branco, e o chão de cimento ou tijolos rústicos. Ao fundo, há uma entrada com uma porta aberta.
Registro da visita ao clube Meu Mundo Melhor, do Colégio Estadual do Campo Santa Inês, no município de Chopinzinho (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra o grupo de pessoas reunidas em frente a uma estrutura de madeira com uma placa grande que contém os dizeres "CURSO DA VIDA" e "Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana - EEM". A maioria das pessoas está vestindo camisetas verdes com uma faixa preta contendo texto. Algumas pessoas estão em pé, enquanto outras estão agachadas ou sentadas à frente da placa. O ambiente parece ser uma área externa, com um prédio ao fundo pintado de verde e branco, e há vegetação ao redor. Todos estão posando para a foto, demonstrando expressões amigáveis.
Registro da visita ao clube Somos Fãs do Lavoisier, do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, no município de Chopinzinho (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra um grupo de pessoas reunidas ao redor de uma mesa coberta com uma toalha decorada com temas natalinos. Sobre a mesa, há um bolo decorado com frutas e uma jarra de suco amarelo. Algumas pessoas estão sentadas, enquanto outras estão de pé atrás delas. Algumas vestem uniformes escolares com camisetas azuis com detalhes brancos, enquanto outras usam roupas casuais. O ambiente é um espaço fechado, com paredes brancas, azulejos e plantas penduradas e também no chão. As expressões variam entre sorrisos e neutralidade.
Registro da visita ao clube Arquitetos da Natureza, do Colégio Estadual Dom Carlos, no município de Palmas (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra um grupo de pessoas posando para uma foto em um ambiente que parece ser uma sala de aula ou laboratório escolar. Algumas pessoas estão vestindo camisetas vermelhas com um pequeno logotipo, enquanto outras usam roupas casuais. No primeiro plano, há um painel circular com o nome "Raízes D'Água" e a inscrição "Col. Est. do Campo São Roque". O ambiente contém armários brancos, computadores e um terrário sobre uma mesa. No fundo, há uma bancada com tubulações e equipamentos, além de um manequim vestido com roupas típicas. Também é possível ver um modelo de avião branco fixado na parede, e janelas grandes permitem a entrada de luz natural. O grupo está sorrindo.
Registro da visita ao clube Raízes d’água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, no município de Pato Branco (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra três pessoas sorrindo para uma selfie tirada em um ambiente interno. O local parece ser uma sala de laboratório ou de ensino, com paredes verdes, prateleiras com frascos e materiais, além de bancadas e utensílios pendurados na parede. Há uma cortina azul cobrindo parcialmente as janelas, e luminárias no teto iluminam o ambiente. As pessoas na foto vestem roupas casuais e sociais, demonstrando expressões amigáveis e descontraídas.
Registro da visita ao clube ODS em Ação, do Colégio Estadual São João, no município de Pato Branco (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra três pessoas sorrindo para uma selfie em um ambiente interno, possivelmente uma sala de aula ou escritório. No fundo, há armários metálicos, caixas plásticas e um recipiente grande sobre um dos móveis. O piso é de madeira e as cortinas estão fechadas, filtrando a luz que entra pela janela. As pessoas na foto demonstram expressões alegres e estão vestindo roupas casuais. Uma delas veste uma blusa listrada, outra usa uma camiseta vermelha com um símbolo circular, e a terceira usa uma blusa rosa.
Registro da visita ao clube Área XXIII, do Colégio Estadual João XXIII, no município de Clevelândia (Foto/Arquivo pessoal)


Durante as visitas, Sandra e Gricel tiveram a oportunidade de dialogar diretamente com os alunos, professores responsáveis pelos projetos e a direção das escolas. O encontro possibilitou intercâmbio de ideias, além de serem apresentados os avanços das pesquisas desenvolvidas e os desafios enfrentados na execução dos projetos. 

Os projetos contemplados abordam temas transversais de diversas áreas do conhecimento, das ciências exatas até ciências humanas e biológicas, evidenciando a pluralidade do pensamento científico no estado do Paraná. As iniciativas apresentadas demonstraram o comprometimento dos estudantes e educadores com a construção de soluções para problemas cotidianos, bem como a ampliação do conhecimento acadêmico. 

O NAPI Paraná Faz Ciência se firma como uma ferramenta essencial na formação de jovens cientistas, estimulando a curiosidade, a criatividade e o pensamento crítico. O incentivo à pesquisa e à experimentação permite que os estudantes desenvolvam habilidades para o futuro acadêmico e profissional, além de fortalecer a cultura científica nas escolas. 

Com a conclusão da rodada de visitas, Sandra e Gricel ressaltaram a importância de continuar investindo em projetos educacionais que despertem o interesse dos jovens pela ciência e tecnologia. As expectativas são de que as escolas sigam ampliando suas iniciativas e buscando novos caminhos para o desenvolvimento da educação científica no estado. O compromisso com a educação de qualidade e com a ciência se reflete diretamente no crescimento intelectual e profissional dos estudantes, reforçando o papel fundamental da Rede na formação de futuros pesquisadores e cidadãos conscientes.

A professora Elaine Correa e seu projeto de Clube foram selecionados para uma das 50 vagas de bolsa de auxílio viagem e estadia

Evento Manna no Museu, no auditório Poty Lazzarotto do Museu Oscar Niemeyer (MON) (Foto/ElaineSoares)


A segunda edição do Manna no Museu reuniu cerca de 600 alunos nos dias 14, 15 e 16 de março, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. O evento, que celebrou a ciência, tecnologia e inovação, teve como tema central a Quântica, em consonância com a definição do ano de 2025 como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica (IYQ), pela Organização das Nações Unidas (ONU). Professores de escolas públicas, docentes universitários, graduandos e pós-graduandos de todo o Brasil estiveram presentes. 

O foco do evento é explorar temas de inovações científicas, como a Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), Internet dos Drones (IoD), jogos e Metaverso no ambiente da educação. O Manna no Museu é uma das várias iniciativas do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Manna Academy (NAPI Manna Academy), destinado a popularizar atividades científicas e levar experiências práticas a escolas públicas, praças, museus, feiras agropecuárias, penitenciárias, territórios indígenas e a muitas outras localidades. O Manna Team, que corresponde à comunidade envolvida com a ideia do Manna Academy, já conta com 3 mil participantes, entre estudantes, professores, mestres, doutores e pesquisadores, de diversas regiões do país.

Entre os educadores presentes no evento estava a professora Elaine Correa Soares, coordenadora do Clube Conexão Ciência, no Colégio Estadual João Paulo I, de Bom Sucesso, região norte do Paraná. Ela viajou para o evento em Curitiba com mais dois alunos do Clube para participarem do Manna Experiences, uma parte do evento destinada aos estudantes, com acesso a artefatos pedagógicos ligados à temática de Inteligência Artificial, tecnologia quântica e outras ferramentas de aprendizado hoje disponíveis para a Educação 5.0.

A professora Elaine Soares na área externa do MON com os participantes do Manna 2025 (Foto/ElaineSoares)


Para participar do Manna no Museu 2025 em Curitiba, a professora Elaine e seu projeto do ‘Conexão Ciência’ concorreram com outros participantes para receber bolsa de auxílio para o transporte e para a estadia. Para a professora foi uma grande surpresa ter sido chamada. “O Manna no Museu é o maior evento ligado à área de Quântica e Educação 5.0 do Brasil, com apenas 50 professores da educação básica e universitária selecionados para receber a bolsa. Eu fiquei muito surpresa de estar entre os selecionados.”

O clube ‘Conexão Ciência’ busca usar tecnologias inovadoras para alcançar a sustentabilidade. O principal trabalho em desenvolvimento é o uso de estufas automatizadas. “Essas estufas têm como função utilizar o cultivo de plantas de maneira sustentável”, explica Soares. Na construção das estufas, os alunos utilizam sensores, técnicas de automação e controlam o clima interno para maximizar a produção e reduzir os impactos ambientais. “Além de que, todo esse processo, para os alunos é uma oportunidade de pensar e desenvolver vários outros projetos científicos”, complementa a professora.

A imagem é uma montagem composta por três fotos relacionadas ao projeto da automação de estufa. A primeira imagem à esquerda mostra uma estrutura de estufa coberta com tela de sombreamento. Dentro dela, há um sistema feito com tubos de PVC onde foram plantadas mudas ou hortaliças de folhas. Algumas lâmpadas estão penduradas na estrutura para controle de luz ou temperatura. A segunda imagem (centro) exibe uma bancada com um laptop rodando um código de programação e uma série de circuitos eletrônicos conectados a sensores e microcontroladores. Há fios coloridos e módulos eletrônicos como relés e sensores de umidade do solo, temperatura e umidade do ar. Esse sistema parece ser a central de controle automatizado da estufa. A terceira imagem (à direita) mostra um laptop exibindo um painel de monitoramento com gráficos e dados sobre a estufa. No fundo, a estufa pode ser vista novamente, indicando que a automação está funcionando para coletar e exibir informações em tempo real. As imagens sugerem um projeto tecnológico de monitoramento e controle de uma estufa automatizada, utilizando sensores e um sistema programável para otimizar o cultivo.
Detalhes da estufa construída pelo Clube de Ciências ‘Conexão Ciência’, coordenado pela professora Elaine Correa (Foto/ElaineSoares)


A experiência do Manna no Museu 2025 trouxe também uma perspectiva diferente para ser abordada
com os alunos, ressaltou a professora participante. “Um dos grandes impactos que o Manna trouxe foi a necessidade de desenvolver as habilidades socioemocionais e cognitivas dos nossos alunos, as soft skills. Porque todo o trabalho científico vem por meio do trabalho em equipe, da resolução dos desafios e da necessidade de persistir diante das dificuldades que vão surgindo ao longo da nossa pesquisa. Além de tudo isso, o contato com a tecnologia amplia o interesse dos alunos e isso é bem legal”, adiciona a docente.

Para trabalhar essas habilidades emocionais, o Clube já se reuniu após o retorno do  Manna e a professora promoveu uma roda de conversa para falar sobre os desafios que surgem ligados ao projeto, mas também sobre sonhos e sobre como se comunicar de forma eficaz. “Os alunos se abriram, foi uma aula muito emocionante. É muito importante a gente trabalhar isso pela (via da) comunicação, pelo trabalho em equipe, a gente desenvolve resiliência, pensamento crítico. Eu volto do Manna com essa carga de despertar sonhos, de mostrar que nossos alunos são capazes, que eles podem sonhar e podem interferir na comunidade de uma forma positiva”, finaliza a professora.

As atividades do clube Conexão Ciência podem ser vistas no perfil de Instagram @clube_conexao_ciencia_jp ou no perfil do Colégio Estadual João Paulo I @colegio.joaopaulo.

A imagem mostra uma sala de aula com estudantes reunidos em um círculo, participando de uma discussão ou apresentação. A maioria dos alunos está vestindo camisetas azuis com um logotipo, uniformes escolares. Uma jovem de pé parece estar conduzindo a conversa, enquanto os demais alunos estão sentados em carteiras organizadas em um formato semiaberto. No fundo, há uma lousa, uma estante com livros e uma tela exibindo um texto projetado. A sala tem grandes janelas com cortinas azuis, permitindo a entrada de luz natural. O ambiente sugere um momento de aprendizado colaborativo na reunião do clube.
Reunião do Clube de Ciências ‘Conexão Ciência’. (Foto/Arquivo Pessoal)


A iniciativa busca entender como as atividades influenciam a cultura científica de estudantes e professores

A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência proporciona a popularização do conhecimento científico no Estado e a integração entre escolas de Educação Básica e Instituições de Ensino Superior. Por isso, pesquisadores vão investigar os impactos das ações desenvolvidas nos Clubes. Professores, estudantes e pais ou responsáveis estão sendo orientados sobre o assunto.

A coleta de dados deve ser realizada com diferentes tipos de abordagem. Entrevistas, questionários, diários de campo e registros em foto, áudio ou vídeo são alguns dos instrumentos que serão utilizados. Tratam-se de pesquisas voluntárias e de caráter acadêmico, com os participantes podendo encerrar sua contribuição a qualquer momento.

Segundo a professora Mariana Andrade, integrante do NAPI Paraná Faz Ciência, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), e coordenadora estadual do Paraná Faz Ciência Maker, a iniciativa já foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos. “A participação é voluntária, mas muito importante para que a gente possa compreender como os clubes estão sendo desenvolvidos e como melhorá-los”, explica.

Estudantes da Educação Básica paranaense e professores envolvidos na Rede de Clubes de Ciências foram convidados para contribuir com os estudos. Para participar é necessário o aceite, ou seja, a assinatura dos Termos de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE) e Termos de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). 

Os documentos apresentam a descrição das pesquisas e seus benefícios aos estudantes e à sociedade, além de informar sobre a responsabilidade dos pesquisadores para minimizar possíveis desconfortos. Se concordarem em participar, os alunos devem assinar o TALE e os professores o TCLE. Pais ou responsáveis dos estudantes também assinam o TCLE. 

Em caso de dúvidas, os participantes podem entrar em contato com o Comitê de Ética da UEL. O telefone é (43) 3371-5455 e o e-mail cep268@uel.br. 


Esse foi o primeiro encontro da gestão com a equipe pedagógica da região de Curitiba

A equipe da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência da Universidade Federal do Paraná, realizou sua primeira reunião oficial de trabalho na modalidade on-line. Participaram pós-doutorandos, bolsistas BTNS e o professor Marcelo Valério, do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e em Matemática (PPGECM), que orienta um conjunto de clubes. O encontro ocorreu na manhã de quinta-feira, 13 de março.

Na pauta, foram feitas as divisões das tarefas entre as cinco bolsistas selecionadas, via edital, para atuarem na Rede. As bolsistas irão acompanhar os projetos a serem desenvolvidos pelos clubes de ciências nas escolas, oferecendo orientações pedagógicas e metodológicas. Também se abordou questões administrativas e burocráticas, além de se discutir sobre as melhores práticas para otimizar o fluxo de informação entre a equipe e os professores que coordenam os clubes.

A gestora pedagógica da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência de Curitiba, Giselle Corrêa, ressaltou a importância de se concretizar os projetos que foram aprovados por cada clube, por isso a necessidade de acompanhá-los de perto. Quanto à reunião, Corrêa avaliou como positiva. “Foi agradável, colaborativa e de muita vontade de fazer acontecer. De nos unirmos em prol do sucesso da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência”, disse. 

O professor Marcelo Valério reforçou o quanto é importante o contato direto entre os bolsistas com as escolas e os clubistas: “Aquilo que antes foi sonho vai se materializando, na medida em que a equipe cresce e os procedimentos vão se esclarecendo na relação entre as IES, as escolas e as secretarias envolvidas”, argumenta. 

Ao todo, são 25 Clubes que compõem a rede dos Núcleos Regionais de Curitiba e da Área Metropolitana Norte, vinculados à Secretaria de Estado da Educação. A próxima reunião para apresentar o andamento dos trabalhos ficou marcada para o dia 4 de abril. Há muitas novidades a serem lançadas ao longo do ano, incluindo cursos e e-books voltados para o fortalecimento e a popularização da ciência paranaense.