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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Abertura do encontro


Muito mais que espaços de preservação da memória, centro de documentação e exposição de acervos, os espaços querem adotar estratégias e inovações para ampliar ensino, pesquisa e extensão

A popularização da ciência passa, necessariamente, pelos museus universitários. Esta é uma das muitas conclusões a que chegaram os participantes do I Encontro Paranaense de Museus Universitários realizado durante o Paraná Faz Ciência 2024. Com o tema ‘Estratégias e Inovações para a Popularização do Conhecimento’, o evento, encerrado nesta sexta-feira (11), promoveu, pela primeira vez na história das instituições estaduais de ensino superior, a integração entre os coordenadores, diretores e gestores dos espaços museais paranaenses.

Os gestores acreditam que os museus universitários têm grande potencial para a divulgação da ciência produzida na academia, com o uso das ferramentas da tecnologia com propostas atrativas, interativas e com inovação na apresentação dos acervos. E mais: podem ser um espaço para a educação não formal para graduandos e pós-graduandos de todas as área do ensino superior. 

Foto geral do público


Para o coordenador do I Encontro, Celso Ivam Conegero, do Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (Mudi/UEM), um dos aspectos positivos foi criar a oportunidade para todos se encontrarem e conhecerem o que existe no estado do Paraná em termos de museus, as particularidades, realidades e desafios que enfrentam em cada região do estado.

“A pandemia foi um raro momento em que nós nos reunimos, remotamente, e começamos a conversar e trocar experiências. A partir deste contato presencial promovido pelo Paraná Faz Ciência, vamos nos fortalecer enquanto uma verdadeira rede de museus, um grupo que fará a diferença daqui pra frente”, enfatizou Conegero.

Durante três dias, responsáveis pelos museus vinculados às universidades estaduais e federais estiveram reunidos na UEM durante o Paraná Faz Ciência 2024, maior evento científico do estado para divulgar o que está sendo produzido em termos de ciência, tecnologia e inovação.

Foram cinco paineis e uma oficina com palestrantes que vivenciam no dia a dia os desafios dos museus universitários, como infraestrutura, captação de recursos e ampliação e valorização dos acervos. Houve ainda a apresentação de museus universitários que compõem a Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup).

Carta de Maringá

Ao final do I Encontro, o grupo decidiu aprovar a elaboração da Carta de Maringá, um documento que será construído coletivamente contemplando as necessidades e propostas para melhorar a inserção dos acervos nas estratégias de popularização da ciência e integração dos espaços para ensino, pesquisa e extensão.

Print do site da UVPR


O texto deve ser finalizado até o final do ano com o objetivo de sensibilizar os gestores públicos e a comunidade em geral. “Com a participação de todos, pudemos nos apresentar à sociedade paranaense, uma vez que as discussões estarão disponíveis no canal da Universidade Virtual do Paraná (UVPR), no Youtube. Assim, quando forem viajar nas férias, todas e todos podem programar uma visita aos museus universitários, indicou Conegero.

A segunda edição do Encontro Paranaense já está definida para acontecer na Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), em Guarapuava, no Paraná Faz Ciência de 2025.

Desafios e propostas

Durante I Encontro, o painel ‘Papel das Associações de Amigos de Museus para a Sustentabilidade’, com Isabel da Silva Chagas, da Associação dos Amigos do Mudi, e Marcelo Seixas de Matos, produtor musical e presidente do Instituto de Apoio a Museus e Patrimônio (IAMP) , debateu as estratégias para o engajamento e financiamento das atividades, com mediação de Claudia Rejane Schavarink Almeida (SETI).

Participantes Painel 1


Outras pautas fundamentais para os gestores foram amplamente discutidas no Painel 2: ‘A Inserção dos Museus nos Programas de Graduação e Pós-graduação’, mediado por Rodrigo Arantes Reis (UFPR). Participaram o coordenador do Museu de Ciências Naturais, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Antonio Liccardo, o coordenador do Museu Campos Gerais, Robson Laverdi, e a professora e coordenadora de Projetos do MUDI, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana. Ao final das exposições, o grupo concordou que os espaços museais também são apropriados para projetos de ensino, pesquisa e a curricularização da extensão. 

Para discutir ‘O papel dos Museus de Ciências na popularização do conhecimento científico’, o painel 3 contou com a participação de Rodrigo Bastos do Museu de Ciências Naturais da Unicentro e Rodrigo Arantes Reis do Museu de Ciências Naturais da  UFPR. A mediadora foi Ana Paula Vidotti, coordenadora do Projeto Mudi Itinerante. Para os palestrantes, o museu tem um papel educativo e formativo em um momento em que a interatividade é cada vez mais desejada pelo público. 

Participantes Painel 2


Diretamente do Rio de Janeiro, a professora, coordenadora do grupo de pesquisa Museus e Centros de Ciências Acessíveis (MCCAC), divulgadora Científica e pesquisadora da Fundação Cecierj, Jéssica Norberto Rocha, encerrou por videoconferência a manhã do segundo dia do evento.

O último painel teve como tema o ‘Papel dos Museus Históricos diante dos avanços da inovação e tecnologia’ com Edméia Aparecida Ribeiro do Museu Histórico da UEL; José Henrique Rollo Gonçalves do Museu da Bacia do Paraná da UEM;  Niltonci Batista Chaves

do Museu Campos Gerais da UEPG; e Jacira Ramos do Museu Regional do Iguaçu. A mediação ficou a cargo de Lucio Tadeu Mota do Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história (LAHI) da UEM.

NAPI Memória e Inovação

O I Encontro Paranaense de Museu Universitários foi uma iniciativa da Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup), com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e as universidades estaduais do Paraná. 

Na ocasião, também houve o lançamento e assinatura do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Conectando Memória e Inovação, que irá se valer de Inteligência Artificial para agilizar a digitalização dos acervos dos museus e centros de documentação e memória.

Lançamento do NAPI Memória e Inovação

Foram muitas as presenças que estiveram no I Encontro, como o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, Aldo Nelson Bona; a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes Pereira; o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o diretor da FA de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa; e o coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos. 

Divulgação científica

Para provar que os museus também são espaços privilegiados para a pesquisa, foram lançados durante encontro dois livros repletos de ciência: o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná” e o livro “Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”.


O Guia é uma obra coletiva, que contou com a organização de Jailson Rodrigo Pacheco, com a participação de Letícia Silva de Oliveira Mato, Ana Paula Machado Velho, Dhiego Cunha da Silva, Débora de Mello Gonçalves Sant’Ana, Rodrigo Arantes Reis e Renê Wagner Ramos. O guia é uma ação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação –  NAPI Paraná Faz Ciência , que está disponível em PDF, no site do PRFC.


Já a obra “Património Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”, de Ronaldo Vasques, é resultado da pesquisa do universo dos vestuários/moda presentes em museus, realizada em Portugal e no Brasil.  O livro nos transporta aos bastidores do Museu Imperial- Rio de Janeiro e Museu de Alberto Sampaio- Guimarães/Portugal e compartilha conosco os detalhes de sua investigação sobre a indumentária/moda do século XIX. 

A divulgação científica, também chamada de popularização da ciência, se refere ao processo de comunicar e explicar conceitos, descobertas e avanços científicos ao público em geral de uma forma compreensível e atraente. O objetivo principal é tornar o conhecimento científico acessível e relevante para aqueles que não são especialistas na área.

Captação de recursos

Oficina, dia 11

O I Encontro Paranaense de Museus Universitários terminou na sexta-feira (11) com a Oficina para Oficina para Capacitação em Projetos Culturais de Museus de Ciência. Afinal, os museus científicos também são produtores de cultura, a científica. Foi uma rara oportunidade para gestores e trabalhadores de museus entenderem como elaborar e inscrever, dentro da modelagem de projetos culturais, propostas via Lei Rouanet. 

Sob a coordenação de Marcelo Seixas Matos, produtor cultural do Instituto de Apoio a Museus e Patrimônio, os participantes estão recebendo dicas e conhecendo estratégias sobre financiamento de atividades, eventos, custeio e produtos das instituições. Ao final da oficina, cada participante vai ter um projeto cultural modelado, apto para envio ao PRONAC – Programa Nacional de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

O Paraná Faz Ciência, evento que reúne ciência, tecnologia e inovação, foi palco, também, de um estande do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. De 8 a 11 de outubro, na Universidade Estadual de Maringá (UEM), o estande recebeu alunos e professores da rede básica de ensino, além de cientistas, professores e pesquisadores universitários. Eles ficaram sabendo dos projetos do Arranjo por meio dos membros do NAPI que estiveram presentes no espaço ao longo dos quatro dias de evento. 

A pós-doutoranda Edinalva Oliveira trouxe uma contribuição significativa para o estande: informações sobre o projeto dos Clubes de Ciência, uma iniciativa nova, que  ganhou visibilidade durante o evento. “Estamos engajados e sentimos o impacto positivo, principalmente, quando recebemos professores de diferentes cidades, que percebem como o ensino de ciências precisa ser dinâmico, exigindo movimento e ação”, comentou Edinalva.

A pesquisadora destacou que os Clubes de Ciência promovem a alfabetização científica, incentivam a pesquisa e a popularização do conhecimento, além de engajar os alunos em projetos de ciência cidadã. Essa abordagem busca tornar o estudante um protagonista no processo de aprendizagem. “O aluno não fica apenas recebendo a informação passivamente. Ele participa ativamente, tomando decisões com o professor sobre o que e como aprender, além de refletir sobre como melhorar sua própria comunidade”, comentou Edinalva.

Ela ressaltou que os clubes permitem que os alunos investiguem questões locais, como problemas de saúde, conservação da biodiversidade, queimadas, e poluição do solo e da água. “Os estudantes olham para essas questões e se perguntam: ‘Como posso contribuir?'”, disse Ednalva, destacando o papel transformador dos clubes. 


A bolsista de pós-doutorado do NAPI PRFC, Maria José Pastre, mostrou , na prática, como conversar sobre ciência de forma acessível, especialmente com crianças. Por meio de um experimento, ela  demonstrou a importância de haver espaços com vegetação nas cidades para evitar inundações. “Se tudo for só cimento, a água não escoa. Mas em áreas com grama, folhas ou pedras, a água é filtrada e desce para o solo”, explicou, mostrando material visual para a garotada. 


Além disso, Maria ensinou como determinar o pH de substâncias usando um extrato de repolho roxo. Dependendo da substância misturada, a cor muda, indicando se o pH é ácido ou básico. “Substâncias como detergente e limão, que deixam a solução rosa ou vermelha, são ácidas. Já as que ficam amarelas, verdes ou azuladas são básicas”, esclareceu.

Outro destaque foi a coleta de amostras de rios do Paraná, realizada por Edinalva Oliveira, por meio de um projeto de Ciência Cidadã, feito em parceria com alunos. Segundo ela, os insetos coletados funcionam como bioindicadores da qualidade da água. Dependendo da cor da tampa nos frascos de coleta, é possível saber se a água está limpa ou poluída


A comunicóloga e bolsista técnica do NAPI, Camila Lozeckyi, destaca que foi especialmente gratificante observar o interesse de crianças e adolescentes, desde o ensino básico até o médio, pela ciência. Ela ressaltou que essa interação é essencial para fortalecer a conexão entre a comunidade e o que é desenvolvido dentro da universidade.

 “É fundamental devolver à sociedade o que produzimos, após tanto tempo de dedicação. Trazer o trabalho que realizamos no Conexão Ciência, como a produção de conteúdo e reportagens, para esse ambiente é muito significativo”, afirmou. Camila também destacou a importância das conversas com o público, que permitiram compreender melhor seus interesses e curiosidades. “Tem sido uma experiência muito enriquecedora,” concluiu.

Jailson Pacheco, pesquisador do NAPI PRFC, vem reforçando a importância da divulgação científica e da conexão entre as universidades e a comunidade. Ele destaca como a rede do NAPI une diversas instituições públicas estaduais e federais, fortalecendo a colaboração entre elas e ampliando os resultados dos projetos desenvolvidos. “Como divulgadores científicos, temos a obrigação de estar presentes e atender às necessidades da comunidade, explicando os projetos que as universidades têm ao longo de sua história”, afirmou.

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Pacheco também ressaltou a relevância da rede de Clubes de Ciência, que aproxima as universidades das escolas de educação básica, e a ciência cidadã, onde os indivíduos participam de todas as etapas do processo científico, desde a coleta de dados até a análise. 

“A articulação entre as universidades potencializa os resultados, proporcionando maior reconhecimento público e aumentando a participação da comunidade científica. Desenvolvemos, inclusive, um aplicativo que facilita o entendimento do que fazemos dentro da universidade, disponível para professores e qualquer pessoa interessada”, concluiu o pesquisador, reafirmando o compromisso de aproximar a ciência da sociedade e fomentar o conhecimento científico de forma acessível e participativa.

Dezenas de clubistas, como os do Colégio Lúcia Alves, conheceram, de perto, o que o Estado desenvolve em pesquisa, ciência e tecnologia

Dezenas de integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciências participaram do Paraná Faz Ciência 2024, o maior evento de popularização do conhecimento científico do Estado, que ocorreu até esta sexta-feira (11), na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência tem entre seus objetivos organizar 200 clubes de ciências em escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Paraná. Essa meta se concretizou por meio da criação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

A Rede tem financiamento da Fundação Araucária (FA) em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria de Estado da Educação (SEED). 

Estudantes Colégio Arthur Azevedo

A ideia é a construção de ambientes em que os estudantes possam mergulhar no contexto científico e tecnológico, aproximando a ciência da vida cotidiana.  A proposta quer oferecer a crianças e adolescentes um novo olhar sobre o mundo que os cerca, trazendo-os para o universo da ciência”, explica o articulador do Arranjo, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

O evento Paraná Faz Ciência também tem o objetivo de popularizar o conhecimento produzido nas universidades e centros de pesquisa do Estado. Por isso, equipes de vários Clubes participaram das atividades, na Universidade de Maringá.

Clubistas

Professor Maikon Schmidt


Um dos grupos foi o do professor Maikon Schmidt, do Colégio Vereador José Balan, de Umuarama. Segundo o Schmidt, que desenvolve um projeto de robótica na escola, “os alunos ficaram muito empolgados com a visita, com tudo que viram. O cérebro deles acelerou. Isso é muito bom para o nosso Clube”.

Ederson Moretti, do Colégio Estadual Arthur de Azevedo, de São João do Ivaí, coordena um Clube com foco em compostagem em horta escolar. O professor disse que “é muito importante a parceria entre a escola e a universidade. Alunos não têm consciência sobre pesquisa e essas visitas à universidade podem incentivar novos projeto nos clubes PRFC”.

Ana Beatriz Freire, de 12 anos, aluna de Moretti, anunciou: “estou aqui conhecendo coisas que nunca vi e isso é muito bom pra vida adulta… eu amei a experiência”.

Professor Fernando Rodrigues


O professor Fernando Rodrigues, do Colégio Cristóvão Colombo, da cidade de Jardim Alegre, registrou que os alunos “ficaram super empolgados com a mostra de Museus, as experiências e as oficinas. A gente agradece muito pelo acolhimento, vai ser superimportante para os nossos alunos”.

Ederson Oliveira, professor DO Colégio Monteiro Lobato, de Floresta, trouxe o aluno Miguel para a visitar o Paraná Faz Ciência. Os dois destacaram a importância da experiência para a ajudar os estudantes a escolherem a futura profissão. 

“Eles conhecem de perto as diferentes áreas profissionais aqui”, aponta Oliveira. “Os jovens, geralmente, ficam confusos na hora de decidir o que fazer no futuro e conhecer de perto os profissionais e pesquisadores nos ajuda muito”, acrescentou Miguel.

Miguel, de Floresta


O professor do Colégio Kennedy, de Maringá, Ivanildo Oliveira, disse que iniciativas como o Paraná Faz Ciência precisam se multiplicar. “Nossos alunos gostam muito e esperamos que haja de novo, ano que vem”.

“Foi um grande desafio trazer os Clubes, mas foi muito gratificante. Esperamos estar perto deles sempre que pudermos”, registrou a pós doutoranda e pesquisadora do projeto, Sabrina Sestak.

A articuladora do NAPI PRFC, a professora da UEM, Débora Sant’ Ana, disse que a movimentação do Arranjo para viabilizar a vida dos Clubes ao Paraná Faz Ciência 2024 “foi fundamental para colocar esses Clubes em contato e fortalecer nossa Rede, que começa a se configurar como uma das ações mais efetivas do Estado na área de popularização da ciência”.

Caleidoscópio com espelhos e artefatos exposto pelo Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etnografia (LAEE)


Nesta sexta-feira (11), com o fim do evento Paraná Faz Ciência 2024, chega ao fim também a I Mostra de Museus Universitários do Paraná. O evento contou com a presença e o acervo de 18 museus universitários e científicos de todo o Estado.

Fora a mostra na Tenda de estandes, com acervos abertos à visitação gratuita, tanto da comunidade quanto de grupos escolares dos Ensinos Fundamental e Médio, o público teve também acesso a exposições montadas no Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM). 

Entre os expositores, estiveram presentes oito museus da própria UEM, como o Mudi, o Herbário, o Herbário do Nupélia, a Coleção Ictiológica do Nupélia, o Museu de Geologia e Paleontologia, as Coleções Microbiológicas, o Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etnografia e o Museu da Bacia do Paraná.

Museu Histórico da UEL é um dos expositores de fora de Maringá 


Os museus externos que marcaram presença foram: o Museu Histórico da UEL; o Museu Paranaense de Ciências Forenses; o Museu Campos Gerais; o Museu de Ciências Naturais da UEPG; o Museu de Ciências Naturais da UFPR; o Museu Regional do Iguaçu; o Museu de Ciências Naturais da Unicentro; o Museu Histórico Mário Pereira – Unioeste; o Museu de Arte e Cultura Popular do Norte do Paraná – UENP; e a Tecidoteca da UEM. 

Acervos

Com exposições variadas, cheias de elementos e curiosidades, o Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi) recebeu mais de mil pessoas por dia,  segundo estimativa do coordenador da Mostra, Celso Ivam Conegero. O professor reforçou a importância do trabalho integrado para o evento. “A mostra ter acontecido junto ao PRFC 2024 fez com que o fluxo de pessoas, principalmente aqui no Mudi, fosse muito grande. Para isso, foi necessária uma mobilização de professores, monitores, colaboradores e comunicadores entre todos os museus participantes”. 

Crianças esperam para entrar no Mudi


Bióloga e mestre em ciências farmacêuticas, que faz parte do Mudi desde 2018, Maysa Alvarez, expressou gratidão. “Foi desafiador receber tanta gente, mas ver as crianças visitando, felizes e aprendendo, faz todo o esforço valer a pena”.

A Mostra aconteceu em paralelo ao também primeiro Encontro Paranaense de Museus Universitários. O evento reuniu gestores, pesquisadores, profissionais e estudantes da área para troca de experiências, discussão de desafios comuns e identificação de oportunidades de colaboração. 

A bióloga e residente técnica do Museu de Ciências Naturais da Unicentro, Debora Cristina Pereira, explica que essa foi uma oportunidade de aprender com seus pares. “Ver os outros museus foi muito bom, porque acaba dando ideias para a gente, de como melhorar nosso trabalho. Foi muito legal porque deu para aprender muito, expor nosso material e ainda se divertir bastante no processo.” 

Expositores do Museu de Ciências Naturais da Unicentro 

Sucesso

Para Conegero, é evidente a importância de ambos os eventos para sensibilizar todos sobre a importância dessas instituições no contexto cultural e educacional. “Foi um mecanismo muito importante para colocar os museus universitários à disposição da população, para que possam saber onde estão esses espaços no Paraná, caso queiram visitar os acervos completos, ao viajar, por exemplo. Os eventos trouxeram grande riqueza para todos nós”, ressalta. 

Os espécimes do popular bicho-pau fizeram muito sucesso no Museu de Ciências Naturais da UFPR 


Em síntese, o Encontro e a Mostra compuseram um espaço de diálogo, de aprendizado e de fortalecimento dos espaços museais. Espaços, estes, que desempenham um papel crucial na preservação, pesquisa e divulgação do patrimônio cultural e científico das universidades, além de popularizar o conhecimento científico. 

O evento contou com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), da Secretaria Estadual de Modernização, Transformação e Inovação (Semti), da Secretaria Estadual de Inovação (SEI), da UEM e fomento da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná (FA).

O Grupo de Teatro Científico na Estação Cultura da UEM


Ao longo de toda a terça-feira, (8), o grupo de Teatro Científico, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), parceiro do NAPI PRFC, encenou três de seus espetáculos. As apresentações ocorreram na Estação Cultura UEM, ao lado da tenda principal do evento Paraná Faz Ciência 2024: “Coração em Chagas”; “A que faz”; e “Sete ensaios depois do fim do mundo”.

O grupo é fruto do projeto de extensão multidepartamental, criado em 2022. A equipe é coordenada pela professora doutora Leila Inês Follmann Freire, do Departamento de Química. A proposta é produzir e apresentar espetáculos que abordam a ciência como temática central, o chamado teatro científico.

As peças são produzidas coletivamente, relacionam conhecimentos e saberes multidisciplinares e articulam ciência e arte como estratégia de divulgação científica. A cenografia e figurinos das apresentações também são produzidos em conjunto, além de serem sustentáveis, feitos a partir de materiais que seriam descartados.

A trupe científica é constituída por voluntários e bolsistas, estudantes e docentes da UEPG, pessoas da comunidade externa, artistas profissionais e pessoas que veem no teatro uma forma genuína de comunicação e expressão. Já passaram pelo Teatro Científico mais de 60 pessoas. Atualmente, tem um corpo fixo de 30 integrantes.

A coordenadora do projeto, Leila Freire, comentou com satisfação sobre os diferentes públicos atingidos pelo evento e a importância de unir ciência e arte. “Foi muito bacana, porque a gente teve um público muito ativo. Tinha gente da área da ciência, mas também pessoas da arte e do teatro, que foram para apreciar a cultura. E aí é onde o coração bate mais forte, porque o GTC se propõe a levar a ciência para os espaços de arte, onde circulam produtos artísticos. A gente entende que precisa também fazer divulgação científica nesse espaço”.

Elenco da peça “Coração em Chagas”


A primeira peça, “Coração em Chagas”, apresenta, por meio de um olhar histórico, artístico e científico, o cientista Carlos Chagas e suas descobertas. Na trama, a temática da doença de Chagas é apresentada, também, por meio de pesquisas e cientistas mulheres que a investigam na UEPG. O objetivo da peça é possibilitar a conscientização sobre a doença de Chagas e sobre aspectos sociais e culturais que podem desencadear novas doenças.

Elenco da peça “A que faz”


A segunda peça, “A que faz”, propõe uma imersão na saga de mulheres cientistas a partir do ponto de vista de uma menina, de uma mulher e de uma senhora. A história se passa na cidade fictícia de ‘Não é Aqui’, com uma narrativa não linear que conta a trajetória de mulheres e cientistas ao longo de 50 anos. As mulheres cientistas locais são protagonistas deste espetáculo. Não uma mulher, mas um coletivo de mulheres que, em seu tempo, fizeram e fazem ciência.

Elenco da peça “Sete Ensaios Depois do Fim do Mundo”


Já a terceira peça e também a mais recente do GTC, “Sete Ensaios Depois do Fim do Mundo”, se passa em uma sala de universidade parece ser, inexplicavelmente, o último ambiente que restou depois do fim do mundo. O espetáculo é livremente inspirado nas obras de Airton Krenak e reflete sobre temas como as emergências climáticas.

Leila comenta que uma das partes mais interessantes é perceber a aproximação dos temas com o público: “A peça consegue chegar em públicos diferentes de diferentes formas e a perspectiva do público é muito importante para a gente. As pessoas saíram da peça conversando sobre os temas entre eles, sobre a importância do tema em suas vidas e como a discussão que o Teatro Científico trouxe impactam suas vidas. Eles saem também querendo falar ou fazer algo a respeito.”

Você pode conferir o trabalho do GTC através das redes sociais, no Instagram, o grupo tem o usuário @gtc.uepg.

As obras são o Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná e Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus

 I Encontro Paranaense de Museus Universitários conta com o lançamento de dois livros 


Você sabe qual é o espaço de ciência mais próximo de você? Visitar um museu, um parque e, até mesmo, um zoológico são atividades que permitem, ao mesmo tempo, adquirir mais conhecimento científico e aproveitar uma forma de lazer. 

Durante a cerimônia de abertura do I Encontro Paranaense de Museus Universitários, dois livros cheios de ciência foram lançados: o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná” e o livro “Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”. 

Professora Débora apresenta o grupo Abaecatu 


A programação contou com a presença do grupo Abaecatu, Projeto de Extensão Música, Poesia e Cidadania da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que existe desde 2005, vinculado ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI). A professora e articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Debora de Mello Gonçalves Sant’ Ana, apresentou o projeto, que se apresentou logo em seguida. 

Logo após a apresentação do grupo, foram lançados dois livros. O primeiro foi o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Paraná”, de autoria de Jailson Rodrigo Pacheco, Letícia Silva de Oliveira Mato, Ana Paula Machado Velho, Dhiego Cunha da Silva, Débora de Mello Gonçalves Sant’Ana, Rodrigo Arantes Reis e Renê Wagner Ramos. Esta é uma ação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação –  NAPI Paraná Faz Ciência. 

O professor Rodrigo fala sobre o lançamento do Guia de divulgação científica

A divulgação científica, também chamada de popularização da ciência, se refere ao processo de comunicar e explicar conceitos, descobertas e avanços científicos ao público em geral de uma forma compreensível e atraente. O objetivo principal é tornar o conhecimento científico acessível e relevante para aqueles que não são especialistas na área.

Professora Débora fala sobre o lançamento de ambos os livros


O professor Rodrigo Reis, um dos articuladores do Arranjo, contou que o foco principal da equipe é “criar uma Rede que possa fortalecer as ações de divulgação científica no Paraná, unindo museus e outros locais que popularizam a ciência, que precisam ser conhecidos pela população”.

Apresentado no lançamento por Jailson, o autor reforçou o trabalho conjunto para a publicação e que o objetivo do Guia é mostrar que “tem um espaço de ciência perto de você. O Guia foi feito para que todos possam saber onde encontrar a ciência no Paraná”. Em breve, o livro estará disponível em breve, em formato e-book, no site do Paraná Faz Ciência.

Jailson apresenta o livro em nome de todos os autores 


Já a obra “Património Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”, de Ronaldo Vasques, é fruto da pesquisa do universo dos vestuários/moda presentes em museus, realizada em Portugal e no Brasil.  O livro leva aos bastidores do Museu Imperial- Rio de Janeiro e Museu de Alberto Sampaio- Guimarães/Portugal e compartilha conosco os detalhes de sua investigação sobre a indumentária/moda do século XIX. 

Ronaldo Vasques fala sobre o lançamento de seu livro 


A busca perpassa por trajes da Princesa Isabel, Dom Pedro II, Dom João VI e identifica os tecidos, bordados e rendas mais usuais do período. Ronaldo mostra os bastidores das reservas técnicas dos museus, onde é preparado todo o acervo de roupas que vai para exposição diretamente para o público. 

Por fazer parte da vida cotidiana das pessoas, os vestuários são capazes de revelar características históricas e sociais de um período. Neste contexto, Ronaldo Vasques reúne na obra “questões culturais vinculadas à indumentária, mas também às características dos tecidos que marcam a época estudada, destacando diferenças entre Brasil e Portugal”, comenta. 
As apresentações dos livros fecharam a programação da manhã de terça-feira (8), do Encontro. As atividades terminam sexta-feira (11), com uma oficina. Confira a programação no site.

Com o tema Estratégias e Inovações para a Popularização do Conhecimento, começou, nesta terça-feira (8), o I Encontro Paranaense de Museus Universitários. O evento, que ocorre simultaneamente ao Paraná Faz Ciência 2024, entre os dias 8 a 11 de outubro, é uma iniciativa da Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup), com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e as universidades estaduais do Paraná. A cerimônia de abertura contou também com o lançamento e assinatura do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Conectando Memória e Inovação. 

Assinatura do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Conectando Memória e Inovação. 

Estiveram presentes na cerimônia o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, Aldo Nelson Bona; a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes Pereira; o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o diretor da FA de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa; e o coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos. 

Durante a abertura, a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica, do MCTI, Juana Nunes Pereira, reforçou um dos objetivos do encontro: aproximar a sociedade paranaense da ciência através de espaços como os museus. “A Ciência é para todos e precisamos aproximá-la da sociedade, para que tenhamos cada vez mais conhecimento e investimento neste setor […] A ciência e a tecnologia melhoram a nossa vida”. 

Abertura do I Encontro Paranaense de Museus Universitários

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, comentou sobre o papel das Universidades Estaduais na documentação, arquivo, memória e museus de ciência no Estado. “As universidades estaduais são patrimônio da sociedade paranaense”, disse. 

O Novo NAPI Memória e Inovação lançado durante a primeira manhã do Encontro tem como objetivo implantar na Rede de Museus e Centros de Documentações Universitárias uma plataforma de produção e disponibilização de objetos digitais com uso de Inteligência Artificial (IA). O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa, explicou aos participantes o que são os NAPIs e destacou a importância da contribuição que o novo Arranjo vai oferecer à sociedade paranaense.

As demais autoridades presentes também ressaltaram a importância do Encontro para a promoção dos espaços museológicos vinculados às instituições de ensino superior, especialmente, com o apoio do NAPI Memória e Inovação. 

A programação do Encontro de Museus Universitários continua e você pode conferir no site.  

Na sexta-feira, dia 11, todos estarão reunidos no Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI/UEM) para a Oficina para capacitação em projetos culturais de Museus de Ciência. O MUDI, que fica no Bloco O33, em frente a região das tendas do PRFC 2024, estará aberto para visitação com entrada gratuita.

Durante a abertura do evento foi assinado um acordo de cooperação técnica entre MCTI, Seti e Fundação Araucária para investimentos em popularização da ciência produzida na rede de universidades paranaenses

Mais de 35 mil visitantes devem passar pelo campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que este ano é sede do maior evento científico do Estado nos mais de 6 mil metros quadrados preparados para receber as instituições de ensino superior, estaduais, federais e privadas, entre os dias 7 e 11 de outubro. 

É o Paraná Faz Ciência (PRFC), programa do governo do Estado de divulgar para a sociedade o que é produzido em termos de tecnologia e inovação. O tema desta 4ª edição do evento é “Cultura, Diversidade, Saberes, Inovação e Sustentabilidade” e está ligado à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), que abriu as comemorações do mês da Ciência, sempre em outubro de cada ano, desde 2004.


No palco do Teatro Calil Haddad e ao som de música da Orquestra de Câmara da UEM e poesia, o evento começou com uma grande notícia que irá potencializar as ações de popularização da ciência produzida no Paraná, que se iniciaram em 2021, em plena pandemia. A expectativa é que mais de 10 mil alunos do ensino fundamental e médio participem da extensa programação. As atividades previstas são debates, palestras, workshops, visitas técnicas, oficinas práticas, mostra de profissões, exposições de projetos científicos e apresentações culturais. 

Rede Paraná Faz Ciência

Foi firmado um acordo de cooperação técnica entre o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e Fundação Araucária (FA). O objetivo é reunir esforços para a implementação de uma rede de divulgação e popularização científica, também denominada “Rede Paraná faz Ciência”, como um conjunto de ações integradas de projetos interinstitucionais para fortalecer a cultura científica da população do Paraná.

Em seu discurso, Aldo Nelson Bona, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), exaltou a importância da parceria com o governo federal e a relevância do trabalho que tem sido feito nos últimos anos no Estado.
 


“Valorizar a ciência é investir em políticas públicas para potencializar as pesquisas, garantir infraestrutura e divulgar o que está sendo feito para a sociedade. É desta forma que vamos sempre ampliar os investimentos e assegurar que não haverá retrocessos nessa política”, destacou Bona. 

Para Inácio Arruda, Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, que representou a Ministra Luciana Santos, o Paraná é exemplo para o país por sua rede de universidades estaduais, federais e privadas. 

Geração de emprego e renda

“A experiência do Paraná em termos de organização em rede das instituições de ensino superior é um marco e precisa ser replicado. Quando você tem a presença de um conjunto de universidades, amplia-se a capacidade de produção econômica em todas as áreas”, ressaltou Arruda. O secretário ainda completou: “Pop é a ciência. Tudo o que temos está ligado à ciência e precisamos divulgar esse trabalho extraordinário”.

O acordo de cooperação conta ainda com a participação da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do estado do Paraná. Representando o presidente da Fundação, Ramiro Wahrhaftig, esteve presente o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa. 

“O Paraná Faz Ciência é estratégia para devolver à sociedade os investimentos públicos que direcionamos para a produção e desenvolvimento tecnológico com inovação nas universidades estaduais, que gera emprego e renda e promove o crescimento econômico e social”, explicou Spinosa. 

Na sequência, também aconteceu o lançamento do livro do Programa de Residência Técnica em Gestão Pública organizado pela professora Eliane Rauski que também é coordenadora dessa Restec. Por fim, foram anunciados os finalistas do Prime 2024 que receberam o valor de R$200 mil reais cada para investir no desenvolvimento de suas pesquisas.

Também participaram do evento de abertura Juana Nunes, diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Cristina Araripe da Fiocruz, Alex Canziani, Secretário Estadual de Inovação, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana e Rodrigo Reis, professores e articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência pela Fundação Araucária, reitores e vice-reitores, autoridades e comunidade acadêmica.

Grande festa da ciência

“Será uma honra receber estudantes, professores, a população em geral e toda a comunidade científica nesta semana, que será de troca e produção de conhecimento. Sintam-se à vontade para desfrutar de todas as atividades disponibilizadas no Encontro e divulguem as ações expostas para que mais pessoas possam ter a oportunidade de conhecê-las”, convidou o reitor da Universidade Estadual de Maringá, Leandro Vanalli.

Entre as atrações do Paraná Faz Ciência, é possível conhecer o rol de projetos de divulgação científica como a plataforma multimídia Conexão Ciência – C², o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), Rede de Clubes de Ciência, Agência Escola e outras ações para a popularização da ciência. Todos estarão presentes no PRFC 2024, junto com outras atividades.

Para conferir a programação completa, basta acessar o site do evento.

O NAPI Paraná Faz Ciência estará na tenda principal do Paraná Faz Ciência 2024, maior evento científico do Estado, que ocorre na Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre 7 e 11 de outubro. O NAPI vai ocupar o estande 26. A equipe planeja ter um contato mais estreito com a comunidade maringaense e da região, por meio da divulgação dos projetos que desenvolve em parceria com diferentes instituições públicas do Estado.

NAPI é a sigla para Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, um conjunto de iniciativas que busca promover o avanço da ciência no Paraná. Os Arranjos são agrupados por temas. Um exemplo é o NAI Paraná Faz Ciência (PRFC), que tem como objetivo divulgar e popularizar o conhecimento científico.

O Arranjo atua para criar ambientes onde os paranaenses possam se envolver com a ciência e a tecnologia, aproximando esses temas do cotidiano. A ideia é proporcionar às crianças, adolescentes e adultos uma nova perspectiva sobre o mundo ao seu redor.

Além disso, o NAPI PRFC busca fomentar a extensão, a ciência cidadã e a divulgação do conhecimento científico, ampliando o interesse dos jovens por carreiras científicas e promovendo a inclusão e a diversidade.

Desta forma, participa de inúmeros eventos de divulgação da ciência, um desafio que mobiliza toda a equipe e reúne representantes de centros de ciência, museus, universidades públicas e muito mais.

Em Maringá

O Paraná Faz Ciência é organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná (FA), Secretaria Estadual de Modernização, Transformação e Inovação (Semti), Secretaria Estadual de Inovação (SEI) e a UEM.

Em 2024, o NAPI PRFC vai ter um estande próprio no evento, onde vai reunir representantes de diferentes projetos do Arranjo. Um deles é o Conexão Ciência – C².

O C² é um projeto de extensão, da Universidade Estadual de Maringá, realizado por meio do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e financiamento da Fundação Araucária, agência paranaense de fomento à pesquisa.

“Somos voltados à elaboração de uma tecnologia social de comunicação científica comprometida com a democratização do conhecimento, em especial, aquele desenvolvido por pesquisadores e acadêmicos do Paraná. Ainda temos como como objetivo habilitar novos profissionais na área da disseminação da ciência”, explica a coordenadora-geral do C² e articuladora do NAPI PRFC, a professora da UEM, Débora Sant’ Ana. 

Durante o Paraná Faz Ciência, em Maringá, será possível conhecer a produção da equipe de jornalistas, comunicólogos e artistas do Conexão Ciência – C², que publicam reportagens semanalmente na plataforma multimídia; isto é, o portal reúne vídeos, podcasts e um texto que adapta a linguagem da ciência para o público em geral.

O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) também vai estar no estande do NAPI. Essa iniciativa busca estimular o ensino “mão na massa”, por meio de uma rede auto-organizada com gestão participativa.

As ações do PICCE são pautadas pelos pressupostos da Ciência Cidadã, articulando universidades federais e estaduais, Instituto Federal e a rede de escolas da Secretaria Estadual de Educação.

No PRFC, o grupo vai apresentar um dos 16 protocolos desenvolvidos para nortear práticas necessárias para a investigação científica. Em Maringá, vai ser apresentado o Protocolo de Macroinvertebrados.

Redes

Duas Redes ligadas ao NAPI estarão presentes. A Rede de Museus Paraná Faz Ciência vai exibir parte do acervo dos nove espaços museais que a compõem, na I Mostra de Museus Universitários do Paraná e participar das discussões do I Encontro Paranaense de Museus Universitários.

A outra participação de destaque será a da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Esse projeto está implementando 200 Clubes Paraná Faz Ciência, em todo o Estado, em 2024. 

“Esses ambientes começam a se constituir como novos espaços de trabalho colaborativo, amplificando a cultura científica dos estudantes das escolas da Rede Estadual de Ensino do Paraná e habilitando esses jovens para desenvolver a ampla cidadania”, explica o articulador do NAPI PRFC, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

O estande ainda vai contar com a presença de integrantes da Agência Escola, da UFPR. Bolsistas da AE vão divulgar os objetivos e a produção da equipe que se dedica à prática da divulgação científica a partir dos meios de comunicação em diferentes formatos e linguagens.

“Não nos preocupamos apenas com o processo de produção de conteúdos, mas de incentivo a uma percepção crítica da teoria e da prática de comunicar ciência. O objetivo é aproximar a sociedade do universo científico, revelando as conexões do cotidiano e de nossas vidas com a ciência”, destaca a coordenadora da Agência, a professora da UFPR Regiane Ribeiro.

Outros projetos

Outras iniciativas que fazem parte do NAPI PRFC também estarão no evento da UEM, mas não vão ocupar o espaço do estande. Um deles é o Zikabus. O ônibus ‘carrega’ uma exposição itinerante com material interativo sobre o mosquito Aedes aegypti e as doenças transmitidas por ele. O veículo faz parte do programa de extensão Laboratório Móvel de Educação Científica (LabMóvel) da UFPR, que atua na divulgação e popularização da ciência desde 2008.

O grupo de Teatro Científico, parceiro do NAPI PRFC, vai encenar três espetáculos, no dia 8, terça-feira: “Coração em Chagas”, às 10h30; “A que faz”, 14 horas; e “Sete ensaios depois do fim do mundo”, às 20 horas. As peças do grupo são produzidas coletivamente e articulam ciência e arte, na divulgação científica”, destaca a coordenadora do projeto, a professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UPG), Leila Freira. As apresentações vão ocorrer na Estação Cultura UEM, ao lado da tenda principal do evento.

Além disso, a pesquisadora e pós-doc da UFPR, Edinalva Oliveira, vai oferecer a “Oficina de Trabalho World Café na Ciência Cidadã para a Qualidade das Águas Continentais”. A atividade ocorre na quarta-feira, dia 9, das 8h30 às 11h30. O local é o Bloco C-34, do Departamento de Economia da UEM, sala 102.  

SNCT 

É importante lembrar que o Paraná Faz Ciência é um dos braços da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), o maior evento de popularização da ciência do país,  que ocorre de 14 a 20 de outubro. O movimento é organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). No Paraná, a festa começa um pouco mais cedo como vimos acima. E tem participação ativa do NAPI Paraná Faz Ciência.

A SNCT é um espaço de reflexão e diálogo, que reúne a comunidade científica: professores, pesquisadores, estudantes e o público em geral. A ideia é despertar o interesse sobre esse tema desde a infância. 

Em 2024, o tema da 21ª SNCT é: “Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias sociais”.  A proposta é refletir sobre a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga, o Pantanal e o Pampa, que abrigam uma vasta diversidade de flora, fauna e culturas tradicionais. 

Confira toda a programação do NAPI PRFC no Paraná Faz Ciência e na SNCT, lendo a reportagem do Conexão Ciência – C². A plataforma de divulgação científica está produzindo uma programação especial, também, sobre Biomas,, assim como o Mudi, o museu interdisciplinar da UEM. 

Serviço:

NAPI PRFC

Onde: Tenda Central do Paraná Faz Ciência 2024

Estande: 25

Quando: de 8 a 11 de outubroHorário: das 9 às 17 horas

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, lançou, nesta quarta-feira (2), a nova versão do site do Arranjo. Um conjunto de novas informações vai dar conta de divulgar todos os projetos ligados ao NAPI. A ideia é melhorar a comunicação com a sociedade.

O NAPI Paraná Faz Ciência tem como objetivo criar ambientes em que os paranaenses possam se envolver com a ciência e a tecnologia, aproximando esses temas do cotidiano. A ideia é proporcionar às crianças, adolescentes e adultos uma nova perspectiva sobre o mundo ao seu redor.

Além disso, o Arranjo busca fomentar a extensão, a ciência cidadã e a divulgação do conhecimento científico, ampliando o interesse dos jovens por carreiras científicas e promovendo a inclusão e a diversidade.

“No novo site, isso fica mais claro”, explica a coordenadora de comunicação do Arranjo, Ana Paula Machado Velho. “Estamos em uma nova fase e precisamos adequar nosso canal de interlocução com o público”, acrescenta a jornalista.


História

O site foi criado, em 2022, para divulgar as atividades realizadas no evento on-line com o mesmo nome, o Paraná Faz Ciência, que ocorre, em 2024, na Universidade Estadual de Maringá (UEM), na próxima semana, entre os dias 7 e 10 de outubro.

O espaço digital foi idealizado pela UEM, quando a Universidade ainda executava um projeto isolado, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Universidade Virtual do Paraná (UVPR). Mas o projeto cresceu, se uniu a todas as instituições de ensino superior públicas do Estado, especialmente com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Tudo com o financiamento da Fundação Araucária.

“Assim, surgiu o NAPI, em 2023. Nos tornamos um Arranjo, que reúne diversos grupos que lidam ao mesmo desafio, a divulgação da ciência”, esclarece um dos articuladores do NAPI, o professor da UFPR, Rodrigo Reis.

Além da história, dos projetos, das Redes e dos documentos do NAPI, o site traz informações sobre onde se faz e se divulga ciência no Paraná, e publica informações quase diárias sobre as ações do Arranjo, que reúne centros de ciência, museus, universidade públicas e muito mais.

“A página também armazena a memória do evento PRFC, que é o braço paranaense da Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação”, acrescenta a outra articuladora do NAPI, a professora da UEM, Débora Sant’ Ana.

O NAPI Paraná Faz Ciência “é um legado do povo de nosso estado. Acesse o site e o conheça melhor”, conclui a coordenadora Ana Paula.

A equipe do Novo Arranjo de pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência lança,
na próxima terça-feira (8), o Guia – Espaços e Divulgação Científica do Estado do
Paraná. Na mesma ocasião, o professor do curso de Moda, da Universidade Estadual
de Maringá (UEM), Ronaldo Vasques, apresenta o mais novo livro escrito por ele,
“Património Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”.

Os lançamentos fazem parte da programação do Paraná Faz Ciência, o maior evento
científico do Paraná, vinculado à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC),
do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O PRFC mobiliza o campus-
sede da UEM, de 7 a 11 de outubro. A apresentação das publicações ocorre na
abertura do I Encontro Paranaense de Museus Universitários, dia 8, às 9h30, no
anfiteatro Ney Marques, da UEM. A atividade faz parte da programação do grande
evento científico.

A equipe do NAPI Paraná Faz Ciência começou a mapear os espaços de divulgação
científica para alimentar o site do Arranjo. Daí, surgiu a proposta de um guia, que
começou a virar realidade no início de 2024.

“O reconhecimento e a divulgação das ações de divulgação científica no Estado é uma
meta importante do NAPI. Assim, bolsistas, pesquisadores e divulgadores científicos
da equipe analisaram as ações e os espaços de divulgação no Paraná”, explica
Jailson Pacheco, um dos organizadores da publicação.

E, por que popularizar a ciência? Segundo o grupo, apresentar temas científicos de
maneira envolvente pode inspirar jovens a seguir carreiras científicas e aumentar a
participação em atividades educacionais e profissionais relacionadas à ciência.

Capa do guia

Com a apresentação do professor Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação
Araucária, e o prefácio do professor Aldo Nelson Bona, secretário de Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior, o Guia inicia com um texto sobre a importância do
turismo científico para a formação da cultura científica. Em seguida, apresenta os
conceitos de museus e centros de ciência e lista os 51 espaços mapeados nas
diferentes regiões do Estado.

O capítulo seguinte trata das ações de itinerância. Essas iniciativas são uma tentativa
de levar à comunidade as ações de extensão na forma de laboratórios móveis. O
terceiro capítulo está focado nos planetários com um texto convidando para conhecer
estes locais. São apresentados os nove espaços mapeados, alguns atuando também
na forma de itinerância.

Com um texto contando a história dos jardins botânicos, o quarto capítulo fala sobre a
importância deles para a divulgação da ciência. Na quinta seção, os herbários são
apresentados como locais para reconhecimento da taxonomia das espécies nativas,
etapa fundamental para conservação da flora local. Já os 44 bosques, parques e
reservas naturais do Paraná estão no sexto capítulo.

O último texto do Guia é dedicado aos zoológicos e aquários do Estado e a
importância destes locais para conservação da vida selvagem, nativa e exótica. São
quatro espaços encontrados no Paraná.

“Enfim, o Guia dos espaços de divulgação científica do estado do Paraná é uma
publicação ilustrada e conta com ícones para uma rápida localização das informações
sobre esses locais”, conclui Pacheco.

Moda e museus
Museus e moda são o foco do outro livro que será lançado durante o PRFC. Ronaldo
Salvador Vasques vai apresentar a obra “Património Têxtil e Vestuário: Um olhar
para os acervos de moda nos Museus”.

Professor doutor no curso de Moda, da UEM, do Campus Regional de Cianorte – CRC,
desde 2004, Ronaldo é líder do Grupo de Pesquisa do CNPq em “Moda, História e
Têxteis (GEMOTEX), desde 2018. Atuou como organizador do livro “Indumentária e
moda: Caminhos Investigativos”, lançado em 2013, e é autor de outro “A Indústria
Têxtil e a Moda Brasileira na Década de 1960”, de 2018.

A obra atual é fruto de uma pesquisa do universo dos vestuários presente em museus.
Foi realizada em Portugal e no Brasil. Passa pelo Museu Imperial do Rio de Janeiro e
pelo Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães, Portugal.

Capa do livro

“O texto apresenta detalhes da moda do século XIX. Perpassa por trajes da Princesa
Isabel, Dom Pedro II, Dom João VI e identifica os tecidos, bordados e rendas mais
usados do período. Como? Mostrando os bastidores das reservas técnicas dos
museus, onde é preparado todo o acervo de roupas que vai para exposição,
diretamente para o público”, destaca Ronaldo.

O professor ainda destaca que salvaguardar os têxteis em museus é oferecer
oportunidade para que futuras gerações possam compreender as transformações da
sociedade, contadas por intermédio da roupa. Por fazer parte da vida cotidiana das
pessoas, o vestuário é capaz de revelar características históricas e sociais de um
período.

“As obras de arte e os objetos que ‘habitam’ os museus fazem parte do patrimônio
histórico e cultural dos povos. Carregados de simbologia, os vestuários
salvaguardados nos possibilitam compreender a identidade, o comportamento,
padrões estéticos e as transformações sociais que ocorreram nos recortes temporais”,
lembra o professor.

Mas como preservar os trajes adequadamente? Quais informações são importantes
registrar? Como construir uma catalogação que envolva dados técnicos e históricos?
No livro, ele compartilha sua vivência nos museus e aponta algumas das respostas às
questões acima.

É possível ainda encontrar nas páginas da obra de Ronaldo o caminho para
uma documentação teórico-metodológica completa, que envolve não apenas as
características do vestuário, mas propõe uma investigação aprofundada dos materiais
têxteis e do design de superfície têxtil. E mais: o autor descreve o método de construção do bordado de Guimarães, um rico patrimônio histórico e cultural.

Serviço
Lançamentos:


Guia – Espaços e Divulgação Científica do Estado do Paraná


19 Autores:
Jailson Rodrigo Pacheco;
Letícia Silva Oliveira Matos;
Ana Paula Machado Velho;
Dhiego Cunha da Silva;
Débora de Mello Gonçales Sant’Ana;
Rodrigo Arantes Reis;
Rosislene de Fatima Fontana;
Marcelo Valério;
Ana Paula Vidotti;
Emerson Joucoski;
Lucken Bueno Lucas;
Priscila Caroza Frasson Costa;
Rodrigo de Souza Poletto;
Lívia Godinho Temponi;
Mariana Aparecida Bologna Soares de Andrade; ,
Fernanda Aparecida Meglhioratti;
Giselle Christina Corrêa;
Edinalva Oliveira;
Renê Wagner Ramos

Prefácio: Aldo Nelson Bona
Apresentação: Ramiro Wahrhaftig
Ilustrador: Guille Cordeiro
Diagramador: Pedro Curcel

Património Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus –
Autor: Ronaldo Vasques, professor do curso de Moda, da Universidade Estadual de Maringá
(UEM)
Dia: 8 de outubro – terça-feira
Horário: 9h30
Local: Auditório Ney Marques – UEM

Será a primeira vez que a rede de museus das universidades paranaenses se reúne num evento científico e mostra ao público a diversidade dos acervos

Quem nunca visitou um museu quando viaja para fora da nossa cidade ou país? É, com certeza, uma das atividades obrigatórias para conhecer um pouco da história de cada local. O que pouca gente se dá conta é que perto de cada cidade há um museu, seja um centro de ciência ou de memória à espera de uma visita.

No Paraná, as sete universidades estaduais possuem espaços museais, que junto com as instituições federais de ensino superior, oferecem à população uma gama de conhecimento e acervos dos mais variados campos da ciência. São dois eventos: I Encontro Paranaense de Museus Universitários e a I Mostra de Museus Universitários do Paraná.

Durante o Paraná Faz Ciência (PRFC) 2024, os museus universitários estarão apresentando parte dos acervos em estandes, ofertando um circuito para os visitantes e curiosos que estiverem de 7 a 11 de outubro no campus-sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O PRFC é o maior evento científico do Paraná, vinculado à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

I Encontro de Museus

Além dos estandes com exposição de acervos no PRFC 2024, acontece ainda o I Encontro Paranaense de Museus Universitários, de 8 a 10 de outubro, que terá como tema “Estratégias e Inovações para a Popularização do Conhecimento nos Museus Universitários”. O evento irá mobilizar gestores, pesquisadores, profissionais e estudantes ligados aos museus universitários do Estado em um espaço de troca de experiências, discussão de desafios comuns e identificação de oportunidades de colaboração.

No dia 11, todos estarão reunidos no Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI/UEM) para a Oficina para capacitação em projetos culturais de Museus de Ciência. O MUDI, que fica no Bloco O33, em frente a região das tendas do PRFC 2024, estará aberto para visitação com entrada gratuita.

Confira a programação e os museus participantes no site do evento

“Nosso encontro de museus universitários, o primeiro a ser realizado dentro do evento Paraná Faz Ciência, faz parte de um convite feito pela organização e que tem por finalidade apresentar a sociedade paranaense e brasileira o trabalho realizado pelos nossos museus, que é excepcional”, afirma o coordenador do encontro, professor Renê Wagner Ramos, da Universidade estadual de Ponta Grossa (UEPG), e assessor da Coordenadoria de Ensino Superior, Pesquisa e Extensão da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti).

Ramos enfatiza que o museu é um lugar privilegiado de divulgação científica e, principalmente, de guarda de um material riquíssimo, onde se desenvolve muita pesquisa. “Há muitas que são desenvolvidas nos acervos dos nossos museus, tanto nos museus de ciências naturais, de história, de arte, de ciência e tecnologia, pesquisas que são fundamentais para o desenvolvimento da ciência brasileira e da ciência aqui no nosso estado Paraná”.

A cada ano, os museus universitários recebem milhares de estudantes e pessoas de fora do sistema educacional, estas em menor número. O desafio é atrair novos públicos e, ao mesmo tempo, mostrar para a sociedade onde o seu dinheiro é colocado e apresentar no que professores e pesquisadores estão trabalhando. “Para nossos colegas que trabalham de maneira magnífica nos nossos mais variados museus, é um momento único e especial. Por isso, desejamos receber muitas visitas”, reforça Ramos.

Espaço dinâmico e criativo

Paralelo ao I Encontro Paranaense de Museus Universitário, o público poderá conhecer um pouco do acervo de cada um desses espaços, por exemplo, de Arqueologia, da Geologia, do Herbário do Departamento de Biologia, as coleções microbiológicas da UEM, que apresenta o inúmeros tipos de fungos, do Museu da Bacia do Paraná, entre outros.

É a I Mostra de Museus Universitários do Paraná que reúne, no total, dez museus, sendo nove de fora da UEM e o MUDI, nos dias 8 a 10 de outubro.

Para o coordenador da I Mostra, professor Celso Ivam Conegero, “será um grande momento para os historiadores, pesquisadores e para os Museus de um modo geral, que ganham o seu devido reconhecimento na pesquisa, na extensão, e por despertar curiosidades”.

“Nós, do MUDI, estamos nos reestruturando durante esse Paraná Faz Ciência. Vamos inaugurar espaços novos aqui e receber alguns acervos e mostrar como os museus podem ser um importante instrumento nas áreas de ensino, pesquisa e extensão”, ressalta Conegero.

O coordenador lembra que, com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e fomento da Fundação Araucária, os projetos de museus e centros de memória foram inseridos nos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, originando o NAPI Memória e Inovação. “Assim, está se criando a rede de museus e promovendo uma maior integração, culminando em eventos que nos estimulam a fortalecer ainda mais esse movimento em prol da ciência”, finaliza Conegero.

A entrada para visitar os estandes dos museus universitários é gratuita, sem necessidade de inscrição, exceto para as escolas que precisam agendar para facilitar a logística de atendimento.

Serviço:

I Encontro Paranaense de Museus Universitário – 8 a 10 de Outubro de 2024

I Mostra de Museus Universitários do Paraná – 8 a 11 de Outubro de 2024

Local – Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Av. Colombo, 5790 – Zona 7, Maringá – PR

Site dos eventos: https://www.paranafazciencia.org/encontrodemuseus/

Entrada gratuita