Universidades estaduais estão com 1.342 vagas em cursos de mestrado e doutorado
As universidades estaduais do Paraná estão com inscrições abertas para 1.342 vagas gratuitas em 51 cursos de mestrados e 22 doutorados nos câmpus de seis instituições ligadas ao Governo do Estado. A maior parte dos programas oferece bolsa-auxílio para os pesquisadores com recursos dos tesouros estadual e federal. Os interessados devem seguir as orientações dos editais para participar dos processos seletivos.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) tem editais para programas de pós-graduação nos campos de administração; agroecologia; ciências de alimentos; ciências contábeis; ciências fisiológicas; ecologia de ambientes aquáticos continentais; engenharia de alimentos; engenharia mecânica; engenharia de produção; engenharia química; engenharia urbana; ensino de ciências ambientais; física; geografia; gestão, tecnologia e inovação em urgência e emergência; e em sustentabilidade.
Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) são cursos de mestrado e doutorado em áreas como agronomia; ciência e tecnologia de alimentos; ciências sociais aplicadas; computação aplicada; engenharia e ciência de materiais; ensino de ciências e educação matemática; e jornalismo.
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) oferece cursos de mestrados e doutorados nos câmpus de Cascavel, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon e Toledo. As opções são nas áreas de agronomia; biociências e saúde; bioenergia; ciência da computação; conservação e manejo de recursos naturais; contabilidade; desenvolvimento regional e agronegócio; economia; engenharia agrícola; engenharia de energia na agricultura; engenharia química; geografia; história; química; e zootecnia.
Na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) as vagas contemplam as seguintes áreas: administração; bioenergia; ciências florestais; geografia; letra; e química aplicada. A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) oferece 21 vagas no curso de Mestrado em Ciências do Movimento Humano. Já a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) tem vagas nos cursos de mestrado em filosofia; formação docente interdisciplinar; história pública; interdisciplinar sociedade e desenvolvimento; e matemática.
Além destas, a UEPG e a Unicentro oferecem vagas para o curso associado de mestrado e doutorado em ciências farmacêuticas.
AUXÍLIO FINANCEIRO – Os estudantes dos programas de pós-graduação das universidades estaduais têm possibilidade de receber bolsas-auxílio para dedicação total às pesquisas. Os valores variam entre R$ 2.100 (mestrados) e R$ 3.100 (doutorados).
As bolsas são concedidas pela Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, no âmbito estadual; e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), instituições ligadas aos Ministério da Educação (MEC) e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Para receber os benefícios, os estudantes devem acompanhar os editais dos programas para participar das seleções. Cada programa tem regulamento próprio e os bolsistas são orientados a cumprir atividades específicas como requisitos de manutenção dos auxílios.
Confira os programas de pós-graduação das universidades estaduais do Paraná:
UEM
Administração
Vagas: 5 para mestrado e 6 para doutorado
Inscrições: até 4 de março – Editais AQUI
Taxa de inscrição: R$ 180
Agroecologia
Vagas: 25 para mestrado profissional
Inscrições até 31 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 250
Ciência de Alimentos
Vagas: 19 para mestrado e 19 para doutorado
Inscrições até 12 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 150
Ciências Contábeis
Vagas: 25 para mestrado
Inscrições até 29 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 250
Ciências Fisiológicas
Vagas: 12 para mestrado
Inscrições até 26 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 200
Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais
Vagas: 15 para o mestrado e 15 para doutorado
Inscrições até 1º de março – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 150
Engenharia de Alimentos
Vagas: 14
Inscrições até 26 de janeiro – Edital AQUI
Não há custo para a inscrição
Engenharia Mecânica
Vagas: 36 para mestrado
Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI
Não há custo para a inscrição
Engenharia de Produção
Vagas: 20 para mestrado
Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 190
Engenharia Química
Vagas: 53 para o mestrado e 50 para doutorado
Inscrições até 14 de janeiro para Mestrado e 4 de fevereiro Doutorado – Editais AQUI
Não há custo para a inscrição
Engenharia Urbana
Vagas: 23 para mestrado
Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 150
Ensino das Ciências Ambientais
Vagas: 15 para mestrado
Inscrições até 1° de março – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 150
Física
Vagas: 10 para o mestrado e 10 para doutorado
Inscrições até 9 de fevereiro – Edital AQUI
Não há custo para a inscrição
Geografia
Vagas: 23 para o mestrado e 12 para o doutorado
Inscrições até 19 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 200,00
Gestão, Tecnologia e Inovação em Urgência e Emergência
Vagas: 20 para mestrado profissional
Inscrições até 13 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 200,00
Sustentabilidade
Vagas: 34 para mestrado
Inscrições até 13 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 200,00
UEPG
Agronomia
Vagas: 21 para mestrado
Inscrições até 1º de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: gratuita
Ciência e Tecnologia de Alimentos
Vagas: 10 para mestrado e 10 para doutorado
Inscrições até 31 de janeiro Editais AQUI
Taxa de inscrição: gratuita
Ciências Sociais Aplicadas
Vagas: 35 para mestrado e 31 para doutorado
Inscrições até 5 de fevereiro – Editais AQUI
Taxa de inscrição: R$ 150 para o mestrado e R$ 200 para o doutorado
Ciências e Educação Matemática 2023
Vagas: 20
Inscrições até 31 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: gratuita
Computação Aplicada
Vagas: 13 para mestrado
Inscrições até 26 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: gratuita
Engenharia e Ciência de Materiais
Vagas: 13 para mestrado e 16 para doutorado
Inscrições até 5 de fevereiro para o mestrado e fluxo contínuo para o doutorado – Editais AQUI
Taxa de inscrição: gratuita
Jornalismo
Vagas: 15
Inscrições até 5 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: gratuita
UNIOESTE
Agronomia
Vagas: 30 para mestrado e 16 para doutorado
Inscrições até 5 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 200
Biociências e Saúde
Vagas: 18 para mestrado e 20 para doutorado
Inscrições até 31 de janeiro – Editais AQUI
Taxa de inscrição: R$ 250
Bioenergia
Vagas: 8 para mestrado
Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: gratuita
Ciência da Computação
Vagas: 28 para mestrado
Inscrições até 15 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 200
Conservação e Manejo de Recursos Naturais
Vagas: 32 para mestrado
Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$180
Contabilidade
Vagas: 15 para mestrado
Inscrições até 31 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 350
Desenvolvimento Regional e Agronegócio
Vagas: 11 para mestrado e 5 para doutorado
Inscrições até 4 de fevereiro – Editais AQUI
Taxa de inscrição: R$ 190
Economia
Vagas: 12 para mestrado
Inscrições até 23 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 50
Engenharia Agrícola
Vagas: 35 para mestrado e 35 para doutorado
Inscrições até 18 de fevereiro – Editais AQUI
Taxa de inscrição: R$ 200
Engenharia de Energia na Agricultura
Vagas: 30 para mestrado e 20 para doutorado
Inscrições até 6 de fevereiro – Editais AQUI
Taxa de inscrição: R$ 200
Engenharia Química
Vagas: 21 para mestrado e 24 para doutorado
Inscrições até 25 de fevereiro – para mestrado Edital AQUI para doutorado Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 190
Geografia
Vagas: 12 para mestrado e 3 para doutorado
Inscrições até 8 de fevereiro – Editais AQUI
Taxa de inscrição: R$ 100 e R$ 200
História
Vagas: 18 para mestrado e 12 para doutorado
Inscrições até 5 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: gratuita
Química
Vagas: 20 para mestrado
Inscrições até 31 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 100
Zootecnia
Vagas: 28 para mestrado e 22 para doutorado
Inscrições até 2 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 150
UNICENTRO
Administração
Vagas: 5 para mestrado profissional
Inscrições até 5 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 320
Bioenergia
Vagas: 8 para mestrado
Inscrições até 16 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: gratuita
Ciências Florestais
Vagas: 18 para mestrado
Inscrições até 29 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 50
Geografia
Vagas: 24 para mestrado e 12 para doutorado
Inscrições até 19 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: gratuita
Letras
Vagas: 22 para mestrado e 14 para doutorado
Inscrições até 1º de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 150
Química Aplicada
Vagas: 10 para mestrado e 10 para doutorado
Inscrições até 2 de fevereiro para o mestrado e fluxo contínuo para o doutorado – Editais AQUI
Taxa de inscrição: gratuita
UENP
Ciências do Movimento Humano
Vagas: 21 para mestrado
Inscrições até 18 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 200
UNESPAR
Filosofia
Vagas 18 para Mestrado Profissional
Inscrições até 4 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 60
Formação Docente Interdisciplinar
Vagas 20 para mestrado
Inscrições até 18 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 100
História Pública
Vagas 11 para mestrado
Inscrições até 8 de março – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 100
Interdisciplinar Sociedade e Desenvolvimento
Vagas 30 para mestrado
Inscrições até 28 de janeiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 100
Matemática
Vagas 20 para mestrado
Inscrições até 20 de fevereiro – Edital AQUI
Taxa de inscrição: R$ 100
UEPG e UNICENTRO
Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas
Vagas: 28 para mestrado e 27 para doutorado
Inscrições até 31 de janeiro – Editais AQUI
Taxa de inscrição: R$ 150
As universidades estaduais estão promovendo atividades de educação, cultura, esporte, saúde, empreendedorismo e meio ambiente no Verão Maior Paraná, iniciativa do Governo do Estado que reúne uma série de ações recreativas e de lazer para veranistas e moradores dos municípios do Litoral. A programação segue até 4 de fevereiro nas praias e balneários paranaenses, incluindo as prainhas de água doce do Rio Paraná em Porto Rico e em São Pedro do Paraná, na região Noroeste.
Com o apoio da Secretaria estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), professores e estudantes universitários de diferentes áreas do conhecimento ocupam um espaço denominado Projeto Com Ciência na arena esportiva instalada na Praia Brava de Caiobá, no município de Matinhos. Esta edição do Verão Maior Paraná tem, ao todo, seis arenas ao longo da faixa litorânea.
Entre as atrações organizadas pelas instituições de ensino superior está um projeto de reaproveitamento da casca de coco verde para manter as praias limpas, desenvolvido pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Outro projeto na área de tecnologia, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ensina crianças e adolescentes a pilotar drones e possibilita que o público participe de um jogo de futebol entre robôs.
O Projeto Com Ciência também oferece um espaço para a prática de jogos de tabuleiro, onde os visitantes podem passar o tempo estimulando o raciocínio, longe de telas de dispositivos eletrônicos. Para os dias 20 e 21 de janeiro, inclusive, está previsto um campeonato de xadrez com a entrega de medalhas e troféus para os competidores mais bem colocados. No local, são realizados, ainda, testes rápidos para sífilis e hepatite, exames de pele e aferimento de pressão e orientações de prevenção na área da saúde.
A estudante Gabriela da Silva Souza, de 13 anos, que veio de Anápolis, no interior de Goiás, para aproveitar as férias no Litoral do Paraná, destaca os benefícios das ações que combinam jogos e tecnologia. “Achei muito bom esse projeto com jogos que estimulam o raciocínio, pois tanto o xadrez quanto o jogo eletrônico fazem a gente querer aprender mais”, afirma.
Para o universitário Luiz Felipe Nogueira de Souza, de 20 anos, de Londrina, no Norte do Paraná, as ações promovidas pelas universidades melhoraram ainda mais a estadia no Litoral. “Foi a primeira vez que vim para Matinhos e o projeto Verão Maior Paraná deu um toque a mais no passeio”, afirma. “Quero voltar outras vezes, principalmente porque gosto de jogar xadrez e passei todas as tardes fazendo isso aqui”, diz, em referência ao espaço organizado pelo projeto Com Ciência.
A médica aposentada Setsuko Fukuda Gomes, de 67 anos, levou os netos, que moram em Curitiba e estão de férias no Litoral, para participar das atividades do Projeto Com Ciência. “Eles descobriram esse espaço de robótica e estão adorando, tanto que queriam vir bem cedo hoje para pilotar os drones”, destaca. Ela ressalta os benefícios em aproximar as crianças das tecnologias, como a pilotagem de drones. “Essa ação é excelente, pois é um treino intelectual e de capacidade motora”, ressalta, sinalizando que “os netos irão aproveitar todos os dias”.
O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, reforça o papel social das universidades. “O verão é uma oportunidade para apresentar para a sociedade e população paranaense que vêm para o Litoral o conhecimento que é produzido nas universidades, que se produz ciência capaz de transformar vidas”, afirma. “Pela extensão universitária, tudo o que é produzido na universidade chega à comunidade para a formação de cidadão e atrair pessoas para a carreira científica que é, sem dúvida, um dos grandes objetivos desse trabalho”.
ARTE E CULTURA – Os veranistas podem participar de uma mostra cinematográfica itinerante com 12 filmes produzidos por professores e profissionais formados pelo curso de Cinema da Unespar. As sessões acontecem de terça-feira a domingo em Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná.
Para os dias 26, 27 e 28 de janeiro, em Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná, estão programados shows com a Big Belas Band, grupo de jazz composto por alunos e professores da Unespar. As apresentações serão nos chamados palcos Sunset, que integram a estrutura desta edição do Verão Maior Paraná.
Nos mesmos locais, entre 30 de janeiro e 1º de fevereiro, a UEM irá exibir o filme Alice no País das Maravilhas, de 1915, obra cinematográfica da época do cinema mudo, adaptada do conto clássico homônimo. As sessões serão no formato de cine concerto, modalidade de exibição caracterizada pela trilha e efeitos sonoros tocados ao vivo por uma orquestra ou banda musical. Confira AQUI a programação completa com as atividades das universidades estaduais no Verão Maior Paraná.
Serviço:
10 a 13 de janeiro
Jogos de tabuleiro e atrações interativas do projeto Manna
Das 9h às 12h e das 15h às 19h
Exposição de artesanato dos projetos Couro de Peixe e Nossa Praia Mais Limpa e Sustentável
Das 15h às 19h
20 e 21 de janeiro
Campeonato de xadrez
Inscrições até dia 19 no espaço Com Ciência, na Praia Brava de Caiobá.
VERÃO MAIOR PARANÁ – O Verão Maior Paraná reúne uma série de ações voltadas aos veranistas e moradores dos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste. São atividades esportivas e de lazer que englobam aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, shows, torneios e competições nacionais e internacionais, programação inclusiva e educação ambiental. A agenda completa pode ser consultada no site www.verao.pr.gov.br.
Chamada pública lançada pela Fundação Araucária prevê bolsas de R$ 1.875 mensais a pesquisadores do Paraná
O governo estadual, por meio da Fundação Araucária (FA), lançou, em dezembro, chamada pública para o Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico.
Serão ofertadas 180 bolsas de R$ 1.875 mensais, com duração de 24 meses, para pesquisadores vinculados a instituições paranaenses. O investimento total é de R$ 8,1 milhões. Interessados devem submeter suas propostas até 23h59 do dia 18 de março, por meio da Plataforma de Operação de Projetos Públicos (Sparkx).
Serão aceitos projetos individuais de pesquisadores que não foram contemplados com bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Segundo o cronograma, o resultado final será divulgado a partir de 15 de julho.
O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (PPG) da UEM, Mauro Ravagnani, destacou o alto potencial produtivo da pesquisa da Universidade. “Para a UEM, o edital é válido e acreditamos que temos muitas chances de ter um grande número de pesquisadores contemplados”, afirmou. “Infelizmente, o número de bolsas não é grande para atender a toda a comunidade científica do estado do Paraná. Mas é uma iniciativa interessante que merece ser elogiada”, completou.
O programa é dividido em duas modalidades: pesquisa e desenvolvimento tecnológico. As áreas prioritárias são Agricultura e Agronegócio; Biotecnologia e Saúde; Energias Inteligentes; Educação, Sociedade e Economia; e Cidades Inteligentes. As áreas transversais envolvem Desenvolvimento Sustentável e Transformação Digital.
Segundo a FA, o intuito da iniciativa é financiar bolsas de produtividade a profissionais de reconhecida liderança junto a redes ou projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de alta relevância para a política estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).
Além disso, a chamada pública objetiva apoiar profissionais com relevante produção científica, tecnológica ou de inovação que apresente sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação da FA (Napis) ou com algum dos ecossistemas de inovação das áreas transversais e prioritárias do Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT/PR).
O edital completo e seus anexos, com mais informações sobre inscrições, prazos, regulamentos e critérios de avaliação, podem ser consultados aqui.
A nova patente é resultado dos estudos do mestrando Antonio Pires Leôncio Junior (centro), orientado pelos professores Márcio Roberto Covacic (direita) e Ruberlei Gaino (Fotos: André Ridão/Agência UEL).
Pesquisadores do Laboratório de Controle Avançado, Robótica e Engenharia Biomédica, do curso de Engenharia Elétrica, do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da UEL, conseguiram um novo depósito de patente no Instituto Nacional de Propriedade Intectual (INPI) que representa a terceira de um modelo de cadeira de rodas elétrica indicada para pessoas paraplégicas com diferentes níveis de lesão. O depósito da patente foi realizado em agosto passado e inova por permitir que o cadeirante acione o veículo por meio de um laringofone, ou seja, utilizando ruídos emitidos pela garganta. Essa tecnologia inédita se soma ao modelo que traz, entre outras inovações, a implementação de um algoritmo que, por meio Inteligência Artificial (IA), oferece parâmetros de controle em diversas velocidades. Com isso o equipamento se mantém estável.
O projeto tem a parceria dos pesquisadores da UTFPR de Apucarana Willian Ricardo Bispo Murbak Nunes e Rodrigo da Ponte Caun. A universidade mantém convênio acadêmico com a UEL para o desenvolvimento de Automação e Controle.
Antonio explica que o acionamento ocorre por meio de qualquer vibração emitida pela garganta, possibilitando que um cadeirante com tetraplegia possa ter autonomia na cadeira de rodas. A tecnologia beneficia pessoas que não têm condições de conduzir o veículo por meio de sopro/sucção variável ou pelo sistema joystick, como são os modelos anteriores propostos pelos pesquisadores do Laboratório de Controle Avançado, Robótica e Engenharia Biomédica.
De acordo com o mestrando, que é professor do curso de Engenharia Elétrica no Centro Universitário Uningá, em Maringá, o equipamento desenvolvido pode codificar cinco tipos distintos de som para movimentos diferentes – avançar, retornar, direita, esquerda e parada. O reconhecimento do som emitido pela pessoa é único. De acordo com o professor Ruberlei, um dos orientadores, a voz pode ser comparada ao DNA. Cada indivíduo tem a sua.
Ainda segundo Antonio, outra vantagem do laringofone adaptado ao equipamento é que praticamente não há interferência de outros sons na captação. Dessa forma, o acionamento é seguro, com o equipamento obedecendo apenas ao comando de voz do cadeirante.
A cadeira de rodas elétrica indicada para pessoas paraplégicas com diferentes níveis de lesão chamou a atenção de várias autoridades que participaram, no mês passado, do Paraná Faz Ciência 2023, que reuniu pesquisadores, estudantes e convidados, no Campus da UEL. Na ocasião, o secretário de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, professor Aldo Bona, esteve no CTU, onde conheceu a tecnologia. O secretário estava acompanhado da reitora, Marta Favaro, e do vice-reitor, Airton Petris.

No ano passado, os pesquisadores conseguiram o registro de duas patentes, com motorização trifásica e Inteligência Artificial (IA). A primeira foi com motor trifásico por indução e corrente alternada, diferente dos modelos tradicionais existentes no mercado, que trazem motorização por corrente contínua. A segunda foi com tecnologia desenvolvida em IA, que permite o acionamento por sopro/sucção, com ar expirado ou inspirado, com algum esforço motor. O protótipo está sendo divulgado pelo Escritório de Propriedade Industrial da Agência de Inovação Tecnológica (Aintec) da UEL. A intenção é encontrar parceiros industriais que tenham interesse em produzir o modelo em escala.
Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que mais de 8% da população brasileira têm algum tipo de deficiência. Quase metade dessa parcela (49,4%) é de idosos. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, feita pelo Ministério da Saúde (MS). Para se ter uma dimensão do contingente que necessita de assistência, na faixa etária acima de 60 anos, uma a cada quatro pessoas apresenta algum tipo de deficiência.
Encerra no dia 10 de janeiro o prazo para o envio de propostas para o chamamento público do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) que seleciona parceiros interessados na transferência de tecnologia para a produção de fármacos à base de Cannabis com fins medicinais de uso humano. O edital está disponível AQUI, clicando no menu “Chamamento Público 001/2023”.
O Tecpar já tem acordo de cooperação firmado com três empresas do setor, que foram qualificadas no primeiro edital do segmento, lançado em 2022: a AuraPharma, VerdeMed e PucMed. Agora, o edital vigente visa selecionar novos parceiros para analisar junto ao mercado se houve atualizações tecnológicas no setor.
Atualmente, remédios à base de Cannabis para tratamento de doenças são oferecidos à população a partir da judicialização para obtenção de produtos importados, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não disponibiliza o medicamento.
Como laboratório público oficial, o Tecpar é um centro de referência de tecnologias estratégicas para o SUS e acompanha de perto as evoluções do debate sobre o uso de medicamentos e produtos à base de Cannabis para fins medicinais de uso humano.
Com este edital, o Tecpar busca atualizar as tecnologias disponíveis para que o Instituto esteja preparado para atender essa demanda da sociedade, com medicamentos com menor custo e de qualidade, contribuindo para a sustentabilidade tecnológica do País.
ETAPAS – O edital contempla três frentes, que podem ocorrer de formas simultâneas. Uma delas é a transferência e internalização de tecnologia para fabricação e comercialização de produto à base de Cannabis de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 327/2019 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Esta resolução orienta sobre a concessão da Autorização Sanitária para a fabricação e a importação de produtos de Cannabis para fins medicinais, e estabelece requisitos para a sua comercialização, prescrição, a dispensação, o monitoramento e fiscalização.
A outra frente visa a transferência e internalização de tecnologia para registro de produto à base de Cannabis na Anvisa em nome do Tecpar, com preferência para epilepsia na sua indicação terapêutica.
A terceira oportunidade está na atuação conjunta em projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), com detalhamento da concepção do projeto até as fases finais de produto e produção envolvendo o tema Cannabis para fins medicinais de uso humano.
Universidade será responsável pelo acompanhamento e pela formação dos médicos participantes do programa em 35 municípios do Oeste do Paraná
A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) foi selecionada, por meio de um edital do Ministério da Educação, para ser uma instituição de supervisão acadêmica na educação em saúde do Programa Mais Médicos. Com essa decisão, a UNILA será responsável pelo acompanhamento e pela formação dos médicos participantes do Programa na 9ª e 10ª Regionais de Saúde. Juntas, as duas regiões abrangem 35 municípios do Oeste do Paraná.
O pró-reitor de Graduação, Antonio Machado Felisberto Junior, informou que as atividades da UNILA no Mais Médicos devem ter início em 2024. “É um marco importante no ano em que se comemoram os 10 anos do curso de Medicina da UNILA, cuja implantação também fez parte da primeira etapa do Mais Médicos. Ao entrar na supervisão desse Programa, a UNILA abraça sua missão de se expandir e de atuar em prol da região onde está inserida”, salientou.
Além da supervisão, a UNILA irá oferecer atividades de pesquisa, ensino e extensão aos médicos e apoiar na avaliação dos profissionais. Também atuarão na supervisão acadêmica do Programa o Ministério da Educação, os gestores municipais e representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena. A rede atuará por meio de encontros com frequência determinada em portaria, de forma presencial ou remota.
O Programa Mais Médicos é parte de um amplo esforço do Governo Federal, com apoio de estados e municípios para a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de levar médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, o Programa prevê a reorganização da oferta de novas vagas de graduação e residência médica, para qualificar a formação de profissionais médicos.
Seu principal objetivo é resolver questões emergenciais do atendimento básico ao cidadão, mas também criar condições para continuar a garantir um atendimento qualificado no futuro para aqueles que acessam cotidianamente o SUS.
Com informações da Agência Brasil.
As universidades estaduais do Paraná iniciam o recesso das aulas nesta quarta-feira (20), com previsão de retorno das atividades acadêmicas em janeiro de 2024. Desde 2021, as instituições estaduais de ensino superior atuam para alinhar os calendários acadêmicos, afetados em razão da pandemia do novo coronavírus.
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) adequou o dela ao longo deste ano e as demais instituições planejam regularizar os períodos acadêmicos no decorrer 2024. A expectativa é que todas estejam com os calendários das atividades de ensino regulares a partir de 2025.
Na UEPG, os estudantes retornarão às atividades em 19 de fevereiro, com início do ano letivo de 2024.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) retoma as atividades em 8 janeiro, dando continuidade ao segundo semestre letivo de 2023. Assim também será nas demais. As universidades estaduais de Londrina (UEL) e do Centro-Oeste (Unicentro) voltam no dia 22 de janeiro (concluindo calendário 2023). Na sequência, em 1º de fevereiro, começam as aulas das universidades estaduais do Oeste do Paraná (Unioeste), do Norte do Paraná (UENP) e do Paraná (Unespar).
Atualmente, a UEM, a Unicentro e a UENP estão tramitando nos conselhos superiores as propostas para os respectivos calendários acadêmicos referentes ao ano letivo de 2024.
Confira as datas de retorno das atividades nas universidades estaduais:
UEL – 22 de janeiro
UEM – 8 de janeiro
UEPG – 19 de janeiro
Unioeste – 1º de fevereiro
Unicentro – 22 de janeiro
UENP – 1º de fevereiro
Unespar – 1º de fevereiro
Entre os dias 12 e 13 de dezembro foi realizado o Encontro Nacional de Popularização da Ciência, em Brasília (DF). O evento contou com a participação de representantes das Unidades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), cientistas, divulgadores da ciência, professores, alunos, gestores, membros das equipes de comunicação dos institutos e unidades vinculadas, universidades e institutos federais de educação. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes entre elas as integrantes do NAPI Paraná Faz Ciência Débora Sant´Ana, Regiane Ribeiro e Camila Silveira.
A programação debateu o Pop Ciência – Programa Nacional de Popularização da Ciência – DECRETO No 11.754, DE 25 DE OUTUBRO DE 2023, que foi lançado no mês de outubro pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com a finalidade de “desenvolver a cultura científica no país e estimular a utilização da ciência, tecnologia e inovação como ferramentas para inclusão e redução das desigualdades”.
“Foi muito importante conhecer de forma detalhada o planejamento desta área do MCTI, fortalecer as redes de contatos e contribuir com sugestões para os próximos editais. Também importante relatar o avanço desta área no estado do Paraná e reforçar a parceria já estabelecida entre a Fundação Araucária e o MCTI”, comenta a professora Débora Sant´Ana.
Foram realizadas ações em grupos de trabalhos, rodas de conversas, mesas e reuniões sobre: A importância da popularização da ciência e seus impactos no desenvolvimento social brasileiro e apresentação do Decreto 11.754/2023; Panorama nacional: as atividades de popularização da ciência nas 27 Unidades da Federação; Chamadas públicas de popularização da ciência 2022 e 2023: dados consolidados do CNPq; Rodas de conversa sobre as ações estruturantes do Pop Ciência (GTs); Rodas de conversa sobre Olimpíadas Científicas; Feiras e Mostras e Centros e Museus de Ciências (GTs); Participação social e articulações nos território; Painel Interministerial: a intersetorialidade das Políticas Públicas de Popularização da Ciência; Rodas de conversa sobre a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia; 5ª CNCTI: Diretrizes, estratégias e mobilização; 5ª CNCTI: Reunião preparatória para a construção da Conferência Livre de Popularização da Ciência (plenária) e apresentação dos Relatórios dos GTs e plenária final.
O MCTI promoverá diversos encontros e reuniões para debater a organização da 21ª. SNCT e a 5ª. CNCTI.
Atividades giram em torno de oficinas cidadãs e produção de livros a partir do papelão, material presente no trabalho diário dessas mulheres
Aparecida de Souza traz no rosto as marcas de uma vida sofrida. Entra na sala de descanso para buscar algo para comer. Tem pressa. Precisa voltar à esteira onde faz a separação de lixo na Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR), no Porto Meira. “Tem muito trabalho e pouca gente”, justifica. É preciso garantir um bom volume de material para venda e o trabalho de todos é importante para isso: as UVRs do município trabalham em regime de cooperativa. Em alguns dias, a jornada é exaustiva. Apesar do cansaço, Cidinha, como é carinhosamente chamada, é uma das mais ativas participantes das discussões conduzidas pelo projeto de extensão “Mulheres catadoras: pedagogia cartonera para o empoderamento”, desenvolvido pela UNILA em cinco das sete UVRs de Foz do Iguaçu.
O objetivo do projeto é o empoderamento das mulheres catadoras, buscando, através de diferentes atividades, gerar consciência sobre as desigualdades de gênero. Uma das primeiras ações desenvolvidas foi a realização de oficinas de formação cidadã nas UVR da cidade. Também houve formação para elas em temáticas sobre gênero, economia solidária, relações do trabalho, entre outros. Participam do projeto docentes, servidora técnico-administrativa e discentes da UNILA, que se dividem nas tarefas em cada UVR. As oficinas foram distribuídas ao longo de 2023 e, no ano que vem, as mulheres catadoras irão escrever suas histórias ou histórias que podem ou não ter relação com suas vidas e transformá-las em livros a partir de materiais com os quais trabalham.
A pedagogia dos livros cartoneros envolve a criação, editoração e produção de histórias de modo artesanal. As editoras cartoneras passaram a ganhar destaque na América Latina no início do século, com a produção de livros feitos com cartóns (papelão), comprados de cartoneros (catadores), e que trazem textos literários cedidos por autores. Hoje, os livros cartoneros têm vários enfoques, não só o de ampliar o acesso à literatura, mas também são usados para inspirar estudantes e transformar realidades.
“Quando iniciamos o projeto, pensamos que seria interessante que essas mulheres pudessem ver que podem transformar o material que reciclam em livro, em um instrumento de leitura”, comenta Jorgelina Tallei, coordenadora do projeto. O conteúdo das publicações vai nascer das experiências pessoais de cada uma dessas mulheres, após as discussões e rodas de conversa realizadas ao longo do ano. “É uma forma também de fazer com que elas sejam acolhidas por elas mesmas porque conheceram histórias a partir dos relatos que talvez não conhecessem no dia a dia do trabalho”, conta.
Com os livros cartoneros, Jorgelina espera também que a sociedade possa valorizar mais o trabalho e os trabalhadores da coleta seletiva. “[Espero que isso possa] conscientizar as pessoas de que se pode criar um livro a partir do material reciclável. Elas podem contar a sua própria história ou a história que quiserem e elas têm muito para falar, sim.”
Cidinha (esq) e Everaldina (dir) em momento de escuta em uma das oficinas
Contar sua vida, dificuldades e alegrias, para essas mulheres, representou momentos de libertação. “Eu gostei de ouvir tudo e ajudou porque eu pensava demais na morte de minha filha. A conversa que elas trouxeram me ajudou um monte”, conta Cidinha. A filha foi morta pelo companheiro há quatro anos e ela quem cuida da neta de 9 anos. Ela e a neta serão as personagens principais do seu livro cartonero. “Nós duas, né?”, repete para que não restem dúvidas. As duas vivem com o dinheiro da reciclagem, trabalho de Cidinha já há 20 anos. Antes, na rua, empurrando o carrinho, enfrentando sol, chuva e frio, com pouca ou nenhuma proteção. Agora, tem o INSS pago, cesta básica e um salário que varia mês a mês, mas fica próximo de R$ 1.200.
Para Everaldina Flores, que trabalha na cooperativa há um ano, a participação no projeto foi uma via de mão dupla. Assim como Cidinha, ela foi uma das mulheres que mais participou das reuniões e expôs suas ideias. “Elas [professoras e alunas da UNILA] ensinaram algumas coisas que a gente não sabia. E nós ensinamos algumas coisas que elas não sabiam. Uma troca, né?”, diz. O espaço de fala também foi libertador para Everaldina. “Elas perguntaram como era nossa vida, nossa rotina. Aí a gente foi falando, foi falando e teve coisas que eu falei que estavam aqui dentro, de pessoas que já se foram, e foi até um alívio”, revela. O empoderamento, lembra Jorgelina, também está “na compreensão de si mesmo”. “A gente [precisa] entender a nós mesmos primeiro para depois dizer ‘já passei por cima de tudo isso, vamos em frente’.”
Simpática e escondendo a timidez, Everaldina diz que a história de sua vida “dá um livro inteiro”, mas que ainda está pensando no que vai escrever. “Tem pedaço bom, têm pedaços médios e pedaços péssimos”, diz sem expressar tristeza, mas de forma calma, como quem já não olha tanto para trás.
“É preciso valorizar essas mulheres – de forma geral, todos os trabalhadores da reciclagem – que enfrentam ainda muito preconceito da sociedade”, comenta Renata Aparecida de Souza, administradora da UVR Geraldo Sálvio de Paula, no Porto Meira, onde Cidinha e Everaldina são cooperadas. “Eles ganharam autonomia, que ainda parece muito pouco para quem olha de fora, mas comparado à realidade de antigamente é uma conquista muito grande”, pondera. A UVR do Porto Meira, considerada uma unidade de pequeno porte, consegue destinar 30 toneladas de recicláveis por mês. No local, trabalham pouco mais de 20 pessoas. A maioria, mulheres.
Conversa com mulheres catadoras da UVR Rosana Lemos Turmina, no Jardim Europa
Exemplos de livros cartoneros
A pressa diária que acompanha Cidinha se estende a todas as trabalhadoras da UVR, que nem sempre conseguiram meia hora por mês para ouvir e falar. “Foi um pouco difícil, porque a gente chegou aqui e mesmo que você estude e conheça a realidade, você não forma parte da realidade”, reflete Jorgelina. Para reduzir essa dificuldade, o incentivo de Renata foi relevante. “Disse a elas que aprender outras coisas também é importante”, diz, mas acompanha o raciocínio de Jorgelina. “Por mais que a gente conheça essas mulheres, não vivemos o que elas viveram.”
A realidade encontrada nesta UVR fez com que o planejamento das ações fosse alterado. “A gente percebeu que não pode chegar aqui impondo, mas que também tem que ter coisas que elas querem. Elas não têm esse tempo. Elas param o trabalho. Isso é muito difícil. Mas, mesmo assim, elas sempre participaram, de uma forma ou outra, sempre estiveram presentes”, destaca Jorgelina.
O projeto, que é financiado pela Fundação Araucária, está pensado para ir além da produção dos livros cartoneros pelos grupos de mulheres das cinco UVRs da cidade. “A ideia é poder criar, talvez, uma editora cartonera que empodere essas mulheres ainda mais e que possa garantir uma pequena geração de renda. Imagine elas, por exemplo, expondo na feirinha da JK ou na Feira do Livro. Isso as dignifica desde outro lugar que é o lugar da cultura ou da escrita.”
Equipe multidisciplinar avaliou o potencial de biodegradação de um material alternativo ao plástico convencional, produzido a partir de subprodutos como bagaço de malte
Você já imaginou utilizar sacolas feitas de bagaço de malte? Essa foi uma das 22 pesquisas vencedoras do Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica (Sicite), realizado em novembro no Campus Ponta Grossa. O projeto “Compostabilidade de biopolímeros” analisou diferentes filmes biodegradáveis feitos de bagaço de malte em processo de compostagem e foi desenvolvido pelas alunas de Engenharia Ambiental e Sanitária do Campus Londrina, Ane Louise Dionizio Mendes e Caroline Arisa Goto, sob orientação da professora Tatiane Cristina Dal Bosco.
As pesquisas passaram a contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar, na qual, o desenvolvimento dos filmes foi feito por pesquisadores coordenados pela docente Marianne Ayumi Shirai e o monitoramento do processo de compostagem de modo automatizado, com dados de temperatura obtidos a cada 15 minutos, a partir de uma parceria com o projeto do professor de Engenharia Mecânica, Roger Nabeyama Michels.
Segundo a professora Marianne, esses filmes podem ser utilizados, por exemplo, para produção de sacolas visando transportar objetos não perfurantes. “A vantagem com relação aos filmes sintéticos tradicionais é que está utilizando subprodutos da indústria de alimentos como o bagaço de malte, coletado de uma cervejaria, e a farinha de trigo, extraída de trigo fora de padrão desejado pela indústria de panificação e de descarte. Somado a este fato, conseguimos produzir esses filmes biodegradáveis em equipamentos (extrusoras) geralmente empregada na produção de filmes convencionais, mostrando-se como uma alternativa sustentável”, completa.
A idealização do projeto começou com o trabalho de conclusão de curso da estudante do curso de Tecnologia em Alimentos. Isabella Cristina Santos Silva, com a orientação da professora Marianne. Ele ainda contou com a parceria do grupo de pesquisa sobre materiais biodegradáveis (Polibiotec) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a sua compostabilidade foi testada pela equipe de Engenharia Ambiental e Sanitária coordenados pela professora Tatiane.
De acordo com Tatiane Dal Bosco, foi observada uma boa descaracterização dos biopolímeros feitos com bagaço de malte, apresentando-se com aspecto mais fino e quebradiço e reduções de massa superiores a 50%, ao final do experimento. Em relação ao desempenho da compostagem, houve boa redução de volume, superando os 40%. “Assim, mostra-se que o processo de compostagem pode ser uma solução para a problemática do descarte inadequado dos resíduos sólidos orgânicos e dos biopolímeros, em substituição aos plásticos convencionais”, finaliza.
Com o objetivo de apoiar as editoras mantidas pelas instituições científicas, tecnológicas e de inovação do Paraná, o Governo do Estado por meio da Fundação Araucária, vai investir R$ 2 milhões no Programa de Apoio às Publicações Científicas – Fortalecimento de Editoras.
As propostas podem ser submetidas até o dia 29 de janeiro de 2024. Poderão ser submetidos projetos, no limite de até R$ 150 mil. Os recursos serão destinados ao financiamento de itens de custeio e capital para produção de material didático-instrucional e publicação de artigos científicos.
O resultado das propostas aprovadas deve ser divulgado a partir do dia 15 de março. O edital com todas as informações está disponível no site www.fappr.pr.gov.br em Programas/Programas Abertos.
A H2Todos é fruto de pesquisa relacionada à fonte da energia renovável que é considerada de grande potencial no Paraná
O quanto você já ouviu falar de hidrogênio como fonte de energia renovável? Pode não ter sido tanto se comparado a outras fontes, como a energia solar, a eólica, a hídrica e outras com as quais já estamos familiarizados. Mas o hidrogênio tem se consolidado como um importante nicho de pesquisa e de potencial mercado frente a outras possibilidades. Com foco na pesquisa desse insumo, três estudantes ligadas ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Energia e Sustentabilidade (PPGIES) estão trabalhando em projeto que se transformou numa startup – a H2Todos – após um período de incubação no Parque Tecnológico Itaipu (PTI).
Equipe atual do H2Todos: Alef Cristini, Julia Safranski, Icoana Martins e Thiago Félix
Egressa do PPGIES, Icoana Martins é líder da startup que tem como principal objetivo promover o desenvolvimento Equipe atual do H2Todos: Alef Cristini, Julia Safranski, Icoana Martins e Thiago Félixconhecimento técnico e profissional relacionado ao hidrogênio verde. Através de ferramentas como capacitações, cursos, palestras, seminários e produção de conteúdo digital, a startup busca atender à crescente demanda por mão-de-obra qualificada na indústria do hidrogênio verde e democratizar o acesso a conteúdos relacionados à transição energética e práticas sustentáveis. Também participam dessa iniciativa outras duas estudantes de mestrado do mesmo Programa, Julia Safranski e Alef de Oliveira, ao lado do graduando de Engenharia de Software Thiago Félix, de outra instituição.
Essa equipe participou ativamente de um evento internacional promovido pelo Programa iHACK2Green – Inovação em Hidrogênio Verde, que foi realizado pelo iH2Brasil – Aliança Brasil-Alemanha. Durante o encontro, realizado no mês de agosto, 15 mulheres especialistas de diversos âmbitos do hidrogênio verde foram as chamadas “âncoras” do evento, sendo a Icoana Martins uma delas. Ainda neste ano, ela também foi selecionada para representar o Brasil pelo Observatório da Geopolítica Energética da UNILA nos BRICS Youth Energy Summit. “Fui convidada para ser palestrante no evento, falando como programa de mentoria voltado para mulheres, o que contribuiu no fortalecimento da startup H2Todos para as parcerias que fizemos com outros países”, enfatiza.
Icoana diz que quando iniciou o mestrado Interdisciplinar em Energia e Sustentabilidade, em 2021, não esperava que hoje estaria com uma startup voltada para área de educação. E conta que o tema de pesquisa partiu do contato com os docentes Marcio de Sousa Goes e Janine Padilha Botton: “Ao me matricular em uma disciplina específica relacionada ao tema, abriu-se o horizonte para o universo do hidrogênio e para a minha dissertação. Como forma de aperfeiçoar melhor o conhecimento que estava adquirindo no mestrado, me inscrevi em um programa de mentoria da Women in Green Hydrogen, e a junção dessas duas iniciativas despertou em mim o interesse em participar da hackathon do hidrogênio, que foi promovida pela Câmara de Comércio Brasil Alemanha”, conta ela.
Atualmente, a equipe está empenhada nas atividades da H2Todos e também na monitoria do Programa da Women in Green Hydrogen para o ciclo de 2023/2024. E estão difundindo o conhecimento na área do hidrogênio com produção de conteúdos no Instagram, YouTube, palestras em eventos e promoção de webinars com especialistas que já atuam na área.
Júlia Safranski diz que o mestrado a ajudou nesse processo, tendo em vista que ela já trabalhava com materiais para energia, mas queria encontrar uma aplicação que realmente estivesse alinhada com um futuro melhor. “Entrei no PPGIES com um projeto sobre hidrogênio pelo potencial que ele tem, mas estando ali, eu consegui entender toda a dimensão do setor energético dentro de várias áreas: social, ambiental, tecnológica”, diz a pós-graduanda. Ela conta que as disciplinas fundamentaram seu conhecimento no mercado de energia e deram suporte para que pudesse se desenvolver como profissional no mercado de hidrogênio, tanta na parte teórica quanto prática.
Outra entusiasta na pesquisa com o hidrogênio é Alef de Oliveira, que diz que foi a partir do mestrado que começou a perceber que sua pesquisa podia impactar avanços tecnológico e da indústria, mas também contribuir para a vida da sociedade de forma mais justa e eficiente. “Estar cursando o mestrado no PPGIES me abriu novos horizontes. Já estava envolvida com a pesquisa de materiais para armazenamento de energia desde 2017, mas só tinha a dimensão da pesquisa, do que eu fazia. Depois de entrar no Programa, tive uma visão muito mais abrangente das reais dimensões de uma pesquisa e do setor de energia em si”, diz Alef.
Na onda promissora da pesquisa, o Governo do Paraná recentemente expressou seu compromisso em mapear o cenário do hidrogênio renovável, destacando a importância desse setor em crescimento. Dentro desse contexto, Icoana diz que a startup H2Todos foi reconhecida como um projeto inovador com potencial significativo para contribuir não apenas para o mapeamento, mas também para impulsionar o avanço do setor no Estado.
O hidrogênio verde é considerado peça-chave na redução da emissão de gás de efeito estufa. Por este recurso ser 100% produzido a partir de fontes renováveis e livre de emissões de CO2, seu uso pode contribuir para a descarbonização da indústria e da economia brasileira. O excedente pode ser ainda armazenado e utilizado em período de baixa capacidade de geração de energia por meio do vento e do sol. Considerado uma nova e promissora matriz energética para todo o planeta, o hidrogênio renovável tem tido especial atenção no Paraná, que tem 97% da energia produzida por matrizes renováveis, de acordo com dados do governo do Estado.