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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

O ensino superior do Paraná foi reconhecido nesta semana entre os mais sustentáveis do mundo em dois rankings internacionais. Os resultados do UI GreenMetric World University Ranking 2023 e do QS Sustainability University Ranking 2024 destacam a Universidade Estadual de Maringá (UEM) em primeiro lugar no Estado no desenvolvimento de ações para a sustentabilidade ambiental e pesquisas relacionadas ao tema. Os rankings também destacam as universidades estaduais do Norte do Paraná (UENP) e de Londrina (UEL), respectivamente.

Promovido pela Universidade da Indonésia (UI), o GreenMetric 2023 foi divulgado na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), que acontece até esta terça-feira (12), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Essa avaliação universitária considera 39 indicadores e seis critérios: ambiente e infraestrutura, energia e mudanças climáticas, resíduos, água, transporte e educação.

A UEM e a UENP figuram em 16º e 30º lugar nacional do ranking entre 43 universidades do Brasil avaliadas. No mundo, as duas estaduais paranaenses estão nas posições 399 e 762, entre 1.183 instituições de 85 países.

A Quacquarelli Symonds (QS), consultoria britânica especializada em análises universitárias mundiais, é a responsável pelo QS Sustainability 2024. Esse levantamento avalia o desempenho institucional em três grupos de indicadores: impacto ambiental, impacto social e governança. Os critérios consideram empregabilidade de estudantes, igualdade social e de gênero, transferência de conhecimento, inserção de temas sobre sustentabilidade no ensino, comprometimento ambiental da instituição e pesquisas no campo da sustentabilidade.

Nessa classificação, que está na segunda edição, o Paraná é segundo estado com o ensino superior mais sustentável do Brasil, atrás somente de São Paulo e empatado com Minas Gerais. A UEM e a UEL aparecem em 13º e 17º lugar nacional das 34 universidades brasileiras avaliadas. Na América Latina, as instituições figuram como 36ª e 43ª mais bem avaliadas entre 101 universidades. No mundo, as duas instituições ligadas ao Governo do Paraná estão nas faixas 801-820 e 961-980 num grupo de 1.403 universidades.

Entre 2020 e 2023, pesquisadores da UEM publicaram 2.520 artigos científicos relacionados à sustentabilidade, resultado que contribui diretamente para elevar a vantagem da estadual paranaense perante outras universidades públicas e privadas de todo o Brasil.

O reitor da UEM, professor Leandro Vanalli, destaca o papel das universidades na promoção da sustentabilidade. “A conscientização sobre a importância da sustentabilidade no meio acadêmico é essencial, pois quando as pessoas compreendem a importância de proteger o meio ambiente se tornam mais propensas às mudanças de comportamento”, afirma. “Esse reconhecimento nos rankings internacionais reflete o compromisso institucional da UEM com medidas e práticas de sustentabilidade que contribuem para a preservação ambiental e para um futuro mais sustentável para todos”.

AÇÕES – As universidades estaduais do Paraná desenvolvem uma série de iniciativas no campo da sustentabilidade que contribuem para os resultados alcançados nos rankings internacionais. As instituições contam com programas para a redução da emissão dos gases de efeito estufa, a partir da produção de energia renovável, do tratamento de resíduos orgânicos, da coleta seletiva e do incentivo à utilização de meios de transporte não poluentes.

Na UEM, os 70 cursos de graduação incluem sustentabilidade nos conteúdos de ensino, sendo Engenharia Ambiental e Tecnologia em Meio Ambiente específicos da área, além de um curso de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade. A instituição também incentiva a gestão de resíduos, separação de materiais recicláveis, descarte correto de pilhas e baterias, tratamento de materiais orgânicos e destinação correta de produtos químicos.

O programa UEM Recicla promove orientação para cidadãos e comunidade universitária sobre responsabilidade ambiental, como separação de resíduos, substituição de copos descartáveis e economia de papel em atividades administrativas. Atualmente, 95% das instalações do câmpus-sede são equipadas com lâmpadas eficientes e as máquinas de ar-condicionado estão sendo substituídas pelo tipo inverter, uma tecnologia que reduz o consumo energético.

A UENP conta com um assessoria de gestão de políticas de sustentabilidade vinculada à Pró-Reitoria de Planejamento e Avaliação. Um dos projetos, denominado UENP Sustentável, atua para reduzir o impacto ambiental e preservar os recursos naturais. Entre as ações propostas, estão o fim do uso de copos descartáveis e coleta seletiva solidária, que destina material coletado nos campus para cooperativas e associações de catadores de resíduos recicláveis.

ENERGIA SOLAR – Entre 2019 e 2020, a UEL e a UEM foram as primeiras universidades da rede estadual a implantar usinas fotovoltaicas nos câmpus universitários. Juntas, as duas instituições somam uma estrutura de 2.460 módulos de placas solares instalados em uma área de 4,8 mil metros quadrados.

Na UEL, o sistema de captação de incidência solar assegura uma produção de 489,6 megawatt-hora, com capacidade para gerar energia suficiente para manter aproximadamente 250 residências médias pelo período de um ano.

Na UEM, o sistema representa até 10% do consumo anual do câmpus-sede, o que equivale a uma economia de R$ 200 mil. Essa produção poderia abastecer cerca de 300 residências com consumo médio de 200 quilowatt-hora por mês, ao longo de 12 meses. Essa energia gerada pelos painéis solares é distribuída e consumida entre nove blocos acadêmicos.

Confira o desempenho das universidades estaduais no UI GreenMetric 2023 e no QS Sustainability 2024:

Rankings destacam universidades do Paraná entre as mais sustentáveis do mundo
Rankings destacam universidades do Paraná entre as mais sustentáveis do mundo

Uma maior cobertura florestal é capaz de capturar e armazenar uma quantidade superior de carbono, colaborando com a redução de impactos sociais causados pelo “efeito estufa” e promovendo uma economia de até 21 milhões de dólares para o país

A Floresta Amazônica pode aumentar em mais de 15 mil hectares no Brasil, até 2050, caso a execução de programas para controle do desmatamento e combate a queimadas, aliada a uma intensa fiscalização governamental, continue. Os avanços com a conservação do bioma florestal têm o potencial de gerar benefícios sociais de mais de 21 milhões de dólares, considerando a captura e a estocagem de carbono realizadas pela vegetação e as estimativas do custo social do carbono. 

Os dados foram levantados por pesquisadores que se basearam na dinâmica de uso e ocupação do solo na Floresta Amazônica, no estado do Tocantins, entre 2000 e 2020, e, por meio da metodologia de avaliação biofísica e econômica da dinâmica do carbono, simularam o estoque de carbono em 2050. Os resultados estão publicados no periódico Sustainable Production and Consumption, da Science Direct

O estoque de carbono representa a quantidade do elemento químico retirada da atmosfera e mantida em florestas e oceanos, principalmente na biomassa dos vegetais e no solo. Esse processo faz parte do ciclo do carbono, permitindo sua reciclagem e mantendo-o em circulação entre os seres vivos. Contudo, quando há um desequilíbrio no ciclo do carbono, com emissões maiores do que a capacidade de captura pelos reservatórios, por exemplo, ocorre um aumento da sua concentração na atmosfera.  

Leia a matéria completa no site da Ciência UFPR

Um grupo que conta com professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) mapeou de maneira inédita pinturas rupestres de 52 sítios arqueológicos da Escarpa Devoniana. O estudo, realizado ao longo de três anos, resultou em 277 painéis, o que totalizou no registro de 1212 figuras pintadas por povos originários que habitaram a região há centenas de anos. O trabalho também descobriu 27 novos sítios arqueológicos e 12 oficinas líticas, que são locais onde as populações fabricavam artefatos.

A descoberta foi feita pelo Grupo Universitário de Pesquisa Espeleológicas (Gupe), no âmbito do projeto PGRupestre – sítios arqueológicos da Área de Proteção Ambiental (APA), em que os pesquisadores realizaram mapeamentos de cavidades subterrâneas e levantamentos fotogramétricos de painéis com pinturas rupestres. Para registrar os vestígios arqueológicos, a equipe fez 14 mil fotografias em alta resolução. “Trata-se de um inventário de alto nível de detalhamento, nunca antes realizado nos sítios arqueológicos de Ponta Grossa. Esse trabalho é único, inclusive, para a região dos Campos Gerais”, comenta Laís Luana Massuqueto, coordenadora substituta do projeto e professora do Departamento de Geociências da UEPG.

Com o inventário, foi possível produzir um índice estatístico preciso sobre o grafismo rupestre da Escarpa Devoniana em Ponta Grossa. “Com esse produto, é possível identificar quais os tipos de grafismos existentes em cada um dos 277 painéis distribuídos, nos 52 sítios arqueológicos inventariados”, explica Laís. Os resultados servirão de base para o desenvolvimento de pesquisas mais detalhadas. “Caso algum pesquisador ou pesquisadora for trabalhar, por exemplo, apenas com algum tipo de representação rupestre, terá uma referência que orientará com precisão quais sítios arqueológicos deverá investigar”, complementa a professora.

Resultados

Os estudos realizados pelos pesquisadores do projeto PGRupestre mostraram que os tipos de figuras mais representadas são as incompletas ou manchas (44,88%). Segundo Laís, “isso evidencia uma realidade comum nos sítios da região: a degradação natural das rochas por conta das condições climáticas e da ação de organismos vivos, como plantas, musgos e liquens, que destroem a superfície rochosa”. As figuras do tipo geométricas ocupam a segunda posição, com 30,69% das representações; pinturas de animais (zoomórficas) vêm em seguida, que constituem 21,86% do total –  os cervídeos são os mais presentes, seguidos dos aviformes. O restante (2,57%) inclui representações fitomórficas (plantas), antropomórficas (figuras humanas) e marcas de mãos (produzidas com o método de carimbo).

“Conhecer e inventariar esses achados é de fundamental importância para garantir a proteção desse patrimônio cultural, pois não se preserva aquilo que não se conhece”, salienta a docente. Os resultados obtidos com o projeto PGRupestre permitiram conhecer um pouco mais sobre a história dos povos indígenas que habitaram a região, segundo ela. “É um marco para a ciência regional. Conhecer esse passado é preservar a nossa história mais primitiva, as raízes da ocupação humana em Ponta Grossa e região, a história dos primeiros povos que por aqui caminharam, viveram e se desenvolveram”, finaliza.

O relatório final e a publicação de materiais científicos com os resultados serão divulgados em breve. O inventário será disponibilizado para órgãos públicos de gestão e fiscalização do patrimônio arqueológico, como a Secretaria Municipal de Cultural de Ponta Grossa, a Coordenação do Patrimônio Cultural (CPC) da Secretaria de Cultura do Estado do Paraná e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O projeto PGRupestre contou com o incentivo do Programa Municipal de Incentivo Fiscal à Cultura da Prefeitura de Ponta Grossa, Secretaria Municipal de Cultura e Conselho Municipal de Política Cultural, além do incentivo financeiro das empresas AP Winner e Águia Florestal.

Pesquisadores do Campus Toledo desenvolveram uma solução em matriz vítrea que pode ser usada contra a bactéria 

Uma solução inédita pode acabar com o problema da contaminação da bactéria Salmonella spp em aviários. Pesquisadores do Campus Toledo desenvolveram uma solução em matriz vítrea que pode ser usada em aplicação úmida (aspersão/borrifação) ou mesmo em pó para sanitização da cama de aviários. A Salmonella é encontrada na flora normal das aves e, além de representar um risco considerável para os consumidores, é um obstáculo significativo para as exportações desta carne.

A inovação foi desenvolvida pelo Grupo de Polímeros e Nanoestruturas e não é direcionada apenas para a Salmonella, mas, também, para outras bactérias e fungos: Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus, E. coli O157:H7, Listeria monocytogenes, Salmonella typhimurium, Salmonella enteritidis, Salmonella derby, Salmonella senftenberg, Salmonella choleraesuis, Salmonella Heidelberg, bem como os fungos Macrophomina phaseolina, Aspergillus niger e Sclerotinia sclerotiorum.

O projeto que estuda a síntese de vidros em prata começou a ser estudado pela equipe em 2017, uma abordagem clássica de usar metais para ação antimicrobiana. Atualmente, neste estudo que identifica o material vítreo para ser usado como ação biocida e sem adição de metais, estão envolvidos o professor Ricardo Schneider e a pós-doutoranda Gabrielle Peiter.

Segundo a pesquisadora Gabrielle, a aplicação de vidros como agentes antimicrobianos é um tópico inexplorado. Além disso, a síntese de vidros borofosfatos solúveis em água a baixa temperatura (<400 °C) permite a obtenção dos materiais em condições brandas em relação às condições usualmente empregadas (> 1000 °C). Desta forma, o material vítreo solúvel em água com ação antimicrobiana e amplo espectro de aplicação é inovador, pois não possui metais caracteristicamente aplicados (Ag, Cu e/ou Zn). “A capacidade de dissolução em água permite, por exemplo, a obtenção de géis com ação antimicrobiana com desempenho superior ao álcool em gel”, complementa.

O professor Ricardo Schneider destaca que a matriz desenvolvida pode ser obtida em temperaturas significativamente mais baixas do que as usadas na síntese de vidros convencionais. “Isso não apenas viabiliza a ampliação da escala de produção, mas, também, reduz o consumo energético do processo de síntese’’.

O Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou uma Instrução Normativa nº 78 de 2003, a qual determina que toda granja de reprodutoras de aves deve ser sorológica e bacteriologicamente monitorada para detecção de Salmonella.

Atualmente, segundo pesquisa da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é o segundo maior produtor mundial e líder na exportação de carne de frango para mais de 150 países. O Paraná se destaca, contribuindo com cerca de um terço da produção de carne de frango do Brasil.

A iniciativa é da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior com objetivo de fazer uma triagem de demandas de organizações públicas e privadas que precisam desenvolver métodos de análises ou gerar dados científicos em diferentes de segmentos produtivos e áreas do conhecimento.

O Governo do Estado disponibilizou o formulário online para solicitações de serviços tecnológicos especializados nos laboratórios das universidades estaduais e do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), nesta última quinta-feira (30). A iniciativa é da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e tem como objetivo fazer uma triagem de demandas de organizações públicas e privadas que precisam desenvolver métodos de análises ou gerar dados científicos em diferentes segmentos produtivos e áreas do conhecimento.

Ao todo, são 96 laboratórios multiusuários localizados em Curitiba e mais de 30 cidades do interior paranaense. Depois de registradas as solicitações no formulário online simplificado, as equipes das instituições que dispõem das estruturas necessárias para atender as demandas irão informar aos solicitantes os valores dos serviços tecnológicos ofertados.

Em junho deste ano, o Estado anunciou investimento da ordem de R$ 4,4 milhões para fortalecer a Rede de Infraestrutura Multiusuária de Pesquisa do Paraná (RMIPP), que reúne laboratórios para pesquisas científicas e tecnológicas das instituições estaduais de ensino superior e do Tecpar. Os recursos são do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico e serão aplicados na modernização dos espaços físicos e equipamentos.

A rede de laboratórios multiusuários atende diretrizes previstas no Programa Paraná Mais Ciência, no âmbito do Plano Plurianual (PPA) 2020-2023, que prevê a implantação de ambientes para promover soluções científicas e tecnológicas, com foco no desenvolvimento econômico e social paranaense. O intuito é proporcionar um suporte especializado para estudos científicos e facilitar a utilização e o compartilhamento dos laboratórios de forma interinstitucional e integrada, ampliando as atividades de pesquisa nas instituições envolvidas.

O diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, destaca a infraestrutura de pesquisa científica paranaense. Segundo ele, o Paraná conta com uma rede de laboratórios bem distribuída por todo o território estadual, com equipamentos modernos para estudos, ensaios, experimentos e validação de metodologias, assim como emissão de laudos técnicos.

“Esses espaços estão disponíveis para utilização de agentes produtivos de diversos portes e segmentos, para estimular a economia local e regional com base no conhecimento”, afirma.

REDE – A rede envolve as universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro Oeste (Unicentro), do Norte do Paraná (Uenp) e do Paraná (Unespar), além dos espaços de pesquisa localizados no Tecpar.

Serviço:

Prestação de serviços tecnológicos em laboratórios

Formulário: Solicitação de serviços tecnológicos

Descoberta ocorreu durante projeto de pesquisa em Palmas (PR) e revelou espécie em risco de extinção. Primeira e única descrição da espécie Histiotus alienus era de 1916, feita por um naturalista inglês. Além de ilustrar a biodiversidade brasileira, teria essa história relação com o colonialismo científico?

Fotos: Vinícius C. Cláudio/Fiocruz/Promasto

É um morcego pequeno, de cerca de 12 centímetros da cabeça aos pés, mas até a sua presença ser registrada em uma área de transição entre campos naturais e florestas de araucárias do Paraná há uma longa história a ser contada. O morcego da espécie Histiotus alienus havia sido documentado pela primeira e única vez por um naturalista inglês em 1916, depois de ser capturado em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Assim, teve seu corpo catalogado entre as espécies da biodiversidade da América do Sul no Museu de História Natural de Londres.

Mais de um século depois, o encontro de pesquisadores brasileiros com a espécie, que teve o registro publicado em setembro no periódico ZooKeys, fez avançar o conhecimento sobre esse mamífero voador da Mata Atlântica.

A captura do morcego ocorreu em 2018, durante o trabalho dos pesquisadores do projeto “Mamíferos do Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas e do Parque Nacional dos Campos Gerais”, o Promasto. Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto tem o objetivo de documentar os mamíferos dessas duas unidades de conservação paranaenses e já investigou o impacto da descontinuidade das unidades de conservação na vida deles.

O morcego, um macho, foi interceptado por equipamentos para captura chamado rede de neblina, uma rede de malha de náilon instalada em pontos estratégicos do refúgio, que fica em Palmas, cidade de 52 mil habitantes no Sudoeste do Paraná. A unidade de conservação é federal, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Leia a matéria completa no site da Ciência UFPR

A Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná fechou os primeiros balanços com resultados positivos, consagrando a premissa do evento: divulgar os avanços tecnológicos das diferentes áreas de conhecimentos produzidos pelo sistema superior de ensino do estado. 

O Paraná Faz Ciência 2023 ocorreu entre os dias 6 e 10 de novembro, no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), reunindo mais de 20 mil visitantes presenciais. O evento contou com 1500 expositores, 300 oficineiros, 20 palestrantes e 397 monitores e guias. 

Entre as diversas atividades simultâneas, a Mostra Interativa de Projetos, proporcionou a 12 mil estudantes da rede básica de ensino ações experimentais das universidades, além da exposição de 240 de projetos por 650 expositores, totalizando 500 horas de atividade. 

Fonte: ASC-UEM

Já as Visitas Técnicas receberam cerca de 1400 visitantes em ambientes especializados da UEL, correspondendo a 360 horas de operação. 

Os eventos acadêmicos como o Por Extenso, Encontro Anual de Iniciação Científica (EAIC), de Iniciação Científica Jr (EAIC Jr) e o Pró-Ensino tiveram 2225 trabalhos apresentados. 

NAPIs

Abertura da II Semana Geral dos NAPIs

Além disso, durante a semana foram apresentados 38 dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação na II Semana Geral dos NAPIs. Segundo o diretor da Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, o evento superou as expectativas. “Os resultados que os NAPIs estão entregando contribuem para os avanços de ciência e tecnologia do Estado. Isso nos leva a reforçar a estratégia de apoio, ampliando os recursos que podemos obter. Estamos em um momento de celebração”. 

Diretor da Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.

Entre os apoiadores da Semana de Ciência e Tecnologia estão as universidades estaduais de Ponta Grossa (UEPG), do Centro-Oeste (Unicentro), de Maringá (UEM), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Norte do Paraná (Uenp) e estadual do Paraná (Unespar); das universidades Federal do Paraná (UFPR), Federal da Integração Latino-Americana (Unila), da Fronteira Sul, Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC). Também participaram como apoiadores as secretarias da Educação do Estado e de Londrina, além do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel).

O Paraná Faz Ciência é uma parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a Agência Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná (Fundação Araucária), a Secretaria Estadual de Modernização, Transformação e Inovação (SEI). A próxima edição do evento já tem local marcado, sendo sediado na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Mais de 30 mil visitantes participarão do maior evento científico do Estado, que será realizado entre os dias 6 a 10 de novembro na Universidade Estadual de Londrina. Durante a Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná – Paraná Faz Ciência 2023, diversos serviços estarão disponíveis à comunidade, que vai poder conferir o que é produzido no campo de ciência e tecnologia nas universidades. As inscrições para o evento se encerram nesta terça-feira (31) e são gratuitas.

Aqui está um guia prático sobre onde comer, como chegar, como se locomover com transporte particular ou público e até o que fazer em caso de alguma emergência de saúde no maior evento científico do estado. A UEL está preparando uma grande estrutura para acolher a toda a comunidade externa que deseja conferir de perto todas as inovações produzidas pelo sistema de ciência e tecnologia do Paraná.

Mapa do Paraná Faz Ciência 2023 (Divulgação).

Como chegar

Todos os acessos à UEL estarão liberados para facilitar o trânsito nos dias do evento. Para os que pretendem vir de ônibus, a Transportes Coletivo Grande Londrina (TCGL) oferece, entre outras, sete linhas urbanas e duas metropolitanas com paradas em diferentes pontos da UEL. Com saída do Terminal Central, as linhas 305, 307 e 315 ligam o centro da cidade ao Campus. Além disso, saindo dos terminais Acapulco e Vivi Xavier, a linha 904 faz o trajeto Conjunto São Lourenço/ Jardim Sabará (interbairros da Zona Sul). Já a linha 913 sai do Terminal Shopping Catuaí em direção à UEL.

A linha 835 realiza o percurso do Terminal Milton Gavetti rumo ao Centro de Educação Física e Esportes (Cefe) da Universidade. Por fim, a linha 932, passando com menor frequência pelo Campus, liga o Terminal Vivi Xavier ao Terminal Oeste. No sentido metropolitano, entretanto, existem as linhas 1907, que sai do centro de Cambé rumo ao Shopping Catuaí, e 1920, que sai do Terminal Ibiporã até ao Terminal Shopping Catuaí.

Da rodoviária, há a opção de pegar a linha 109 para o Terminal Central. Já do Aeroporto, há a linha 108, no sentido Jardim Albatroz. Em ambas as situações, o visitante chegará ao centro de Londrina, onde poderá recorrer às linhas 305, 307 e 315 para vir à Universidade. O preço da tarifa é de R$ 4,80 para o público em geral e de R$ 2,40 para estudantes.

Já para os que vão ao Campus com veículo privado, como carro e moto, as principais vias de acesso são pela Rua Constantino Pialarissi, Avenida das Peróbas e Rua Ipê Branco (Guarita da UEL). Para estacionar, os participantes poderão utilizar o espaço da Usina Fotovoltaica, que fica ao lado da Clínica Odontológica Universitária (COU). Nos oito centros de estudos, há ainda outras opções de estacionamento gratuito – haverá um local próprio para a instalação do Centro de Ciências da Saúde (CCS) no Campus, ao lado do prédio do Cefe.

Mais informações sobre linhas de ônibus podem ser consultadas no site da TCGL.

Onde comer

Durante o Paraná Faz Ciência, diversos locais de alimentação no Campus funcionarão normalmente. Na Rua Manacá, dentro da UEL, o Restaurante Universitário (RU) abre as portas aos visitantes das 11h às 14h e das 17h30 às 19h30. O cardápio é publicado na página @rudauel diariamente. Para evitar filas, a aquisição de créditos deve ser realizada nos terminais de autoatendimento, situados do lado de fora do ambiente, ou de forma online, através dos portais do Estudante e Servidor. É proibido o uso de garrafinhas no recinto para o consumo do refresco, mas o público pode levar copos e canecas. O RU não fornece copos descartáveis nem canecas para uso pessoal.

Os preços variam de acordo com o cliente. É necessário apresentar carteirinha física ou digital para a liberação nas catracas. Para estudantes de pós-graduação, graduação e cursinho, o valor fixo é de R$ 4,70; para beneficiários da moradia estudantil ou de outro subsídio ampliado, R$ 1,00; e para alunos indígenas, R$ 2,70. Já para os visitantes, a refeição sai por R$ 15. Os interessados devem apresentar o número do CPF e um cartão bancário de débito ou crédito nos terminais de autoatendimento do RU. Por fim, crianças entre 5 e 14 anos pagam R$ 8,30, enquanto adolescentes, aprendizes e estudantes do colégio de aplicação pagam R$ 2,70.

Quiosque da Tia Alair, no Ceca. Salgados custam partir de R$ 7.

Além do RU, atualmente, existem na UEL sete pontos de alimentação. São quatro cantinas: na praça próxima ao Centro de Ciências Biológicas (CCB), no Centro de Educação Física e Esportes (Cefe) e outras duas no Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca) e no Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa). Além disso, há três quiosques: um no Calçadão, entre a Biblioteca Central (BC) e o Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU), outro no Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH) e, por fim, um no Ceca.

Serviços de saúde

Como em qualquer evento de grande porte, o suporte de ambulâncias e brigadistas, exigido por lei, estará à disposição para toda a comunidade no evento. No entanto, a UEL disponibiliza aos estudantes, servidores e professores serviços gratuitos na área de saúde. Para cuidados primários, a comunidade universitária deve recorrer à Divisão de Assistência à Saúde da Comunidade (Dasc), que fica no Ambulatório de Especialidades do Hospital Universitário (AEHU), no Campus.

Outras dúvidas

Durante o evento, os seguranças da UEL estão orientados a tirar as dúvidas dos presentes. Espalhadas pelo Campus, placas de sinalização ajudarão os visitantes a se localizar.

Paraná Faz Ciência 2023

O Paraná Faz Ciência 2023 é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em parceria com a Araucária, a Secretaria Estadual de Modernização, Transformação e Inovação (SEI) e a Universidade Estadual de Londrina.

Os eventos acadêmicos da Semana Estadual de Ciência e Tecnologia – Paraná Faz Ciência 2023 vão receber centenas de estudantes e pesquisadores para mostrar resultados obtidos nos projetos desenvolvidos pela UEL, no âmbito do Ensino, Pesquisa e Extensão. De 7 a 10 de novembro, de forma simultânea, diversas propostas relacionadas ao Eixo 6 do programa pretendem movimentar o Campus da UEL: o 32º Encontro Anual de Iniciação Científica (EAIC 2023) e 4º Encontro Anual de Iniciação Científica Júnior (EAICjr); o 6º Encontro Anual de Extensão Universitária e 12º Simpósio de Extensão (Por Extenso); a 5º Mostra Anual de Atividades de Ensino (Pró-Ensino 2023); o 1º Encontro de Comitês de Suporte à Pesquisa do Paraná; o 1º Encontro de Editores e Jornalistas Científicos do Estado; e o Encontro de Docentes e Coordenadores de Programas de Pós-Graduação das Universidades Paranaenses.

Com programação própria a cada evento, os interessados em participar deverão se inscrever na página da programação do Eixo 6. De acordo com a professora Silvia Meletti, pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (ProPPG) da UEL, será uma oportunidade única para a comunidade conhecer tudo o que a vida universitária oferece. “Você vai se surpreender”, garante.

A seguir, detalhes acerca dos projetos em exposição. O Paraná Faz Ciência 2023, maior evento científico do estado, será realizado na UEL entre os dias 6 e 10 de novembro e deve reunir cerca de 30 mil pessoas durante uma semana.

EAIC e EAICjr 2023

32º Encontro Anual de Iniciação Científica (EAIC) e 4º Encontro Anual de Iniciação Científica Júnior (EAICjr) serão realizados de 7 a 9 de novembro. Sob coordenação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (ProPPG) da UEL, eles têm como objetivo disseminar os avanços nas diferentes áreas de conhecimento, através da troca de experiências entre estudantes, docentes e pós-graduandos. Neste ano, a expectativa é que a celebração ultrapasse a marca de 1000 participantes, segundo professor Claudemir Zucareli, coordenador-geral do EAIC.

Podendo concorrer à menção honrosa por mérito científico, as análises abrangem oito grandes temas: Ciências Agrárias; Ciências Biológicas; Ciências da Saúde; Ciências Humanas; Ciências Exatas e da Terra; Ciências Sociais e Aplicadas; Engenharias; e Linguística, Letras e Artes. A edição atual conta com apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Agência Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná.

Por Extenso 2023

Por Extenso 2023, representado pelo 6º Encontro Anual de Extensão Universitária e 12º Simpósio de Extensão, é de realização da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Sociedade (Proex) da UEL, em parceria com a Agência Araucária. De 6 a 10 de novembro, as ações do programa têm como foco a integração da comunidade acadêmica com a sociedade, por meio da apresentação de pesquisas e mesas-redondas.

A estimativa é que, ao menos, 250 trabalhos se classifiquem para essa etapa, segundo diretora de Eventos, Cultura e Relações com a Sociedade da Proex, professora Ana Luisa Boavista.

Pró-Ensino 2023

Pró-Ensino: 5º Mostra Anual de Atividades de Ensino será realizado no dia 10 de novembro, com apresentações dos trabalhos no período matutino e vespertino, nas salas do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa) da UEL. O evento, promovido pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), visa à divulgação de projetos de Pesquisa em Ensino, Programas de Formação Complementar (PFC), Residências Pedagógicas, Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), Programas de Educação Tutorial (PETs), Empresas Juniores e Núcleo de Acessibilidade da UEL. Também objetiva promover atividades de ensino vinculadas a outras universidades paranaenses.

O prazo de inscrição e submissão de pesquisas termina às 23h59 do dia 27 de outubro. Com taxa única de R$40, os interessados devem escolher entre quatro modalidades: apresentador (a) de trabalho – estudante ou docente da UEL; apresentador de trabalho (a) – estudante ou docente de outras instituições do Estado; orientador (a); e participante – sem apresentação de trabalho. O certificado confere carga horária total de 12h.

1º Encontro de Comitês de Suporte à Pesquisa do Paraná

Do dia 9 a 10 de novembro, reúnem-se no Campus da UEL a Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA), Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos (CEP), Comitê de Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (CPGEN) e Comissões Internas de Biossegurança (CIBio).

As discussões dos grupos giram em torno de quatro palestras: “Princípios éticos nas pesquisas envolvendo animais e legislação atual” (CEUA); “Experiências e vivências no sistema CEP/CONEP e Plataforma Brasil no período Covid-19” (CEP); “Biossegurança laboratorial e as pesquisas em alta contenção biológica” (CIBio); e “SISGEN e a Lei da Biodiversidade Brasileira” (CPGEN).

De acordo com a professora Adriana Lourenço Soares Russo, coordenadora do CEP na UEL, o principal papel da instituição é proteger o participante da pesquisa e respaldar o pesquisador em relação a projetos que envolvam seres humanos direta ou indiretamente. Além disso, por ser um dos maiores e mais antigos da região, o Comitê também capacita outros que estão em fase de formação, com credenciamento junto à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Segundo ela, a expectativa do evento é permitir a troca de vivências, por meio de dilemas que propiciam crescimento mútuo.

Encontro de Docentes e Coordenadores de Programas de Pós-Graduação das Universidades Paranaenses

No dia 9, os pesquisadores também poderão participar do Encontro de Docentes e Coordenadores de Programas de Pós-Graduação das Universidades Paranaenses. Entre às 14h e 16h, os envolvidos conferem a mesa-redonda “Pós-graduação no Paraná: desafios e perspectivas”, com os professores Giovani Marino Favero (UEPG) e Silvia Meletti (UEL).

1º Encontro de Editores e Jornalistas Científicos do Estado

Professor André Fonseca, um dos convidados para palestrar sobre o jornalismo especializado no meio digital e os desafios da divulgação científica (Arquivo).

Voltado a debater a importância da divulgação científica, o 1º Encontro de Editores e Jornalistas científicos do Estado do Paraná apresenta à sociedade o impacto da ciência que é produzida na esfera acadêmica. A partir das 8h30, no dia 10 de novembro, o Campus da UEL se torna um espaço de diálogo entre pesquisadores, profissionais da comunicação, estudantes e o público em geral. A iniciativa é de realização da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (ProPPG) da UEL em parceria com a Coordenadoria de Comunicação Social (COM).

De acordo com a coordenadora de Comunicação Social, Beatriz Botelho, da comissão organizativa, é a primeira vez que o jornalismo científico ganha terreno em uma programação mais ampla que envolve outras instituições de ensino. “Ouvir as experiências de alguns em nível nacional, como é o caso do pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Jorge Duarte Menna) , ouvir as próprias experiências que os nossos pesquisadores do Paraná têm ou de ações de divulgação científica que eles já fazem. Isso tudo é muito rico, é um espaço em que a gente pode debater, pode ouvir essas outras experiências e, também, enriquecer nosso próprio conhecimento”, ela afirma.

Para os relatos de experiência, o professor André Azevedo da Fonseca, do Departamento de Comunicação (Ceca) da UEL, em conjunto com a docente Ana Paula Machado, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), articula um panorama do jornalismo especializado no meio digital. Com intuito de demonstrar os desafios da divulgação científica nesse âmbito, ele relembra outras alternativas offline que considera mais eficazes.

O youtuber, que conta com um canal de mais de 100 mil inscritos reconhecido pela comunidade do Science Vlog em produção científica de alta qualidade, declara que “as redes sociais não são espaços adequados para esse tipo de atividade (divulgação científica) e têm efeitos limitados, e, às vezes, superestimados pelas instituições de pesquisa”. “As universidades foram convencidas de que era inevitável levar os saberes acadêmicos às redes sociais para atrair a atenção dos jovens. Mas, hoje, não tenho dúvidas de que foi uma armadilha, fruto de uma propaganda intensa promovida pelas empresas que desenvolvem as plataformas”, completa o professor.

“Redes sociais são espaços saturados de ruídos que intensificam a ansiedade e prejudicam gravemente a capacidade de concentração. Os usuários são induzidos ao consumo recorrente e insistente de dados aleatórios e desconexos, que sobrecarregam a atenção e inviabilizam a aprendizagem. Ao meu ver, um dos papeis essenciais da divulgação científica hoje é precisamente retirar os jovens das redes sociais e atraí-los para a universidade.”Professor André Fonseca, do Departamento de Comunicação (Ceca).

As inscrições para as rodas de conversa são gratuitas e já estão disponíveis no link.

Quem for à UEL entre os dias 7 e 9 de novembro terá contato com diferentes práticas laboratoriais, protótipos e experimentos técnicos elaborados por 24 instituições parceiras da Semana Estadual de CiênciaTecnologia e Ensino Superior do Paraná – Paraná Faz Ciência 2023. Das 8h às 18h, ocorrerá, de forma simultânea, nos centros de estudo, atividades da Mostra Interativa de Ciência, Tecnologia e Inovação. A mostra integra o Eixo 2 do evento e promete levar o visitante a jornadas imersivas pelo mundo acadêmico, através da exposição de projetos, startups e Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (Napis). O Paraná Faz Ciência 2023, maior evento científico do estado, será realizado na UEL entre os dias 6 e 10 de novembro.

Durante os três dias, uma grande estrutura será montada no estacionamento do Centro de Ciências Biológicas (CCB). No local, serão instalados os estandes das instituições parceiras, que vão mostrar seus projetos e pesquisas à comunidade. Já os projetos da UEL serão expostos em todo o Campus Universitário, nos centros de estudo.

lista de projetos escolhidos pelas comissões científicas contempla mais de cem nomes e pode ser consultada online. Entre os projetos, estão a Empresa Junior do curso de Agronomia da UEL (Consoagro), que oferece consultoria a pequenos e médios produtores de Londrina e região, e o Hora Americana, projeto de Extensão da História em formato de podcast que narra a história e a cultura dos países do continente americano.

Startups

De acordo com Giovanna Okino, sócia da startup londrinense Gral Bioativos, a feira será uma ótima oportunidade para divulgar seu principal produto, a Nanoverde Ag, e apresentar soluções menos poluentes para a bioagricultura. Em razão de sua “excelente atividade antimicrobiana”, as partículas de prata pode substituir artefatos químicos tóxicos nas áreas agrárias, cosméticas e sanitárias. Tudo sobre esse valioso recurso será explicado por Okino e Marcelly Chue, mestre em Microbiologia pela UEL, no dia da exposição.

Outra iniciativa no ramo das startups vem da maringaense MS Bioscience. A companhia tem como missão promover a pesquisa e o desenvolvimento agrícola, por meio de análises químicas especializadas. Vencedora do prêmio “Mulheres Inovadoras 2022”, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a instituição dividirá seus frutos com a comunidade em geral em estande próprio na UEL.

Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação

Já na Mostra do Napis, 17 projetos vinculados à Agência Araucária serão apresentados à comunidade. Com o objetivo de construir o primeiro observatório terrestre aberto de raios gama do mundo, o Napi Fenômenos Extremos do Universo recebeu do Governo do Paraná mais de R$ 1 milhão. Além disso, os avanços do projeto na inclusão de meninas em projetos de astrofísica e astronomia nas escolas devem ocupar papel de destaque na exposição. O Napi estará no Balcão 3, no dia 7, entre às 8h e 12h.

Outro projeto em exposição será o Centro de Inteligência Artificial no Agro (CIA-Agro). Feito em parceria com a UEL, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação ABC, o arranjo de pesquisa busca soluções para o uso da Inteligência Artificial (IA) na agropecuária, principalmente no Paraná. O estande do CIA-Agro ficará exposto no Balcão 2, no período da manhã.

Compreender o papel das tecnologias advindas do contexto pandêmico no futuro do ensino superior. Esse é o objetivo de uma série de debates que ocorrerão entre os dias 7 e 9 de novembro na Semana Estadual de CiênciaTecnologia e Ensino Superior do Paraná – Paraná faz Ciência 2023. Nos três dias, das 19h às 22h, professores e alunos poderão acompanhar as discussões trilhadas por 11 professores convidados no Anfiteatro Cyro Grossi, no Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEL. As inscrições para o Eixo 1 – Ensino Superior do Futuro são gratuitas e estarão disponíveis no site oficial do evento.

Na terça-feira (7), o Eixo 1 começa com a mesa-redonda “O Primeiro Ano da Inserção da Extensão nos Currículos – desafios práticos”. Na coordenação da mesa, estão a pró-reitora de Extensão, Cultura e Sociedade (Proex) da UEL, professora Zilda Andrade, e a professora Rosimeiri Darc Cardoso, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Participam como convidados os professores Daniel Pansarelli, da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Edina Schi, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Segundo a Resolução nº7 de 18 de dezembro de 2018, do Conselho Nacional de Educação (CNE), as atividades de extensão devem compor, no mínimo, 10% do total da carga horária curricular dos cursos de graduação, normativa que passou a valer no último ano nas instituições de ensino superior.

Continuando os ensaios, na quarta-feira (8) é a vez da professora Maria Knuppel, da Universidade Virtual do Paraná (UVPR), e Fabiano Costa, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), presidirem a mesa. O enfoque da noite é argumentar a respeito das “Competências e Formação Docente para o Novo Paradigma de Educação Digital”. Com eles, estarão os professores palestrantes Ig Ibert Bittencourt Santana Pinto, da Universidade Federal do Alagoas (UFAL), que participa remotamente, e Antônio Moreira, da Universidade Aberta (UAb) de Portugal.

Por fim, na quinta-feira (9), o Anfiteatro Cyro Grossi vai receber o professor Paulo Azevedo, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), que vai falar sobre “Evasão no Ensino Superior – O que muda no cenário pós-pandêmico?”. A atividade será mediada pela pró-reitora de Graduação (Prograd) da UEL, Ana Márcia Tucci de Carvalho, e o Osmar Ambrósio de Souza, da Seti. Os certificados devem ser expedidos pela Proex.

Paraná Faz Ciência 2023

Como parte integrante da 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2023), o Paraná Faz Ciência 2023 busca reunir, entre os dias 6 e 10 de novembro, toda a comunidade paranaense em torno da atividade científica. O evento é uma parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a Agência Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná (Fundação Araucária), a Secretaria Estadual de Modernização, Transformação e Inovação (SEI) e a UEL.

As Visitas Técnicas da Semana Estadual de CiênciaTecnologia e Ensino Superior do Paraná – Paraná Faz Ciência 2023 já estão com inscrições abertas para interessados percorrem 65 ambientes de desenvolvimento tecnológico e científico em Londrina. De 7 a 9 de novembro, o público poderá vivenciar experiências imersivas em locais pertencentes à Universidade Estadual de Londrina, como o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), localizado no Hospital Universitário (HU), através do agendamento online. As visitas integram o Paraná Faz Ciência 2023, que será realizada na UEL, entre os dias 6 e 10 de novembro, e deve celebrar a ciência produzida nas instituições do Paraná.

As inscrições para as Visitas Técnicas, destinadas a colégios e grupos grandes, vão até 31 de outubro, são gratuitas e podem ser feitas na programação do Eixo 3 do site do Paraná Faz Ciência. Os visitantes devem selecionar reservas individuais ou em grupo para os passeios descritos no site, respeitando o limite de vagas de cada período. O preenchimento da ficha técnica com dados do responsável necessita ser efetivado em até 15 minutos.

Segundo Leandro Martins, coordenador do projeto Museu Didático de Anatomia Professor Carlos da Costa Branco, do Departamento de Anatomia do Centro de Ciências Biológicas (CCB), quem participar do tour guiado no museu perceberá diversas melhorias no acervo. Entre elas, destaca a inclusão de QR Code nas peças, nova iluminação com lâmpadas LED e reconstrução 3D. Os monitores do espaço também abordaram as principais anomalias em animais e humanos, bem como a história por trás dos elementos em exposição.

Um dos locais abertos para visitação, o Museu de Anatomia recebe inscrições da comunidade para visitas até dia 31 de outubro (Reprodução).

Já para os amantes da comunicação, a Rádio UEL FM, do Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca), abrirá suas portas entre os dias 7 e 9 de novembro. A programação é restrita à entrada de até dez indivíduos por passeio e inclui a ida aos três estúdios, à discoteca e ao mini museu. Joabe Viera da Costa, funcionário do setor, deve auxiliar nas visitas, que devem durar em média 15 minutos.

No caso do Laboratório de Tratamento de Água e Resíduos – Labtar, do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU), a docente Emília Kuroda explica que a mostra prevê uma apresentação dos estudos em andamento pelo grupo vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil. Com limite de 15 pessoas por equipe, o espaço receberá excursões sequenciais guiadas das 9h às 12h, no dia 8 de
novembro.

As Visitas Técnicas são uma realização da UEL em parceria com Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Agência Araucária e Secretaria de Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI). Para mais informações sobre o Paraná Faz Ciência 2023, acesse os eixos temáticos do evento.