Rita de Cássia dos Anjos, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no Setor Palotina, foi anunciada, nesta quinta-feira (6), como a vencedora da primeira edição do Prêmio Anselmo Salles Paschoa, criado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) para homenagear pesquisadores negros da área de Física, em início de carreira, cujo trabalho de pesquisa tenha contribuído de forma significativa para o avanço da Física ou do ensino da disciplina no Brasil. O prêmio será celebrado em reunião on-line da Assembleia Geral Ordinária da SBF, a ser realizada no dia 19 de julho, às 9 horas.
Com graduação em Física Biológica, mestrado e doutorado em Física e pós-doutorado em Astrofísica na Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, Rita de Cássia é uma astrofísica especialista em raios cósmicos e raios gama. Ela tem atuação marcante em projetos internacionais como o do Observatório Pierre Auger, na Argentina, e o Cherenkov Telescope Array (CTA), telescópios que estão sendo construídos no Chile e nas Ilhas Canárias, na Espanha, que estudarão os raios gama que chegam até a Terra para analisar eventos extremos do universo. Além de ser uma importante cientista mulher, Rita é uma cientista negra que ganhou destaque na ciência apesar do racismo estrutural no Brasil.

Em sua carta ao comitê avaliador do prêmio, a professora destaca que suas contribuições científicas revelam seu empenho desde a graduação. “Sinto-me uma negra especial diante de todas as oportunidades que tive na minha carreira científica. Que mais negros e negras sejam reconhecidos em nosso país e as assimetrias e desigualdades possam diminuir. Com meu trabalho como docente, pesquisadora e orientadora, espero tornar o futuro de nossos pequenos negros e negras um pouco mais esperançoso e mais leve”.
Ela afirma que o prêmio mostra a importância da diversidade racial na ciência brasileira. “Ainda somos poucos em muitos espaços e as iniciativas à diversidade emergem como possibilidade de muitos negros e negras desenvolverem-se no Brasil. Para mim, foi uma grande alegria e conquista ter ganhado o prêmio nesta primeira edição. Hoje tenho a possibilidade de fazer pesquisa em centros de excelência e espero que em um futuro próximo esta realidade seja de muitos jovens negros”.
Em 2020, a pesquisadora venceu o prêmio Programa para Mulheres na Ciência, promovido pela L’Oréal Brasil, Unesco Brasil e Academia Brasileira de Ciências e, em 2021, tornou-se membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências. A grande inspiração de Rita foi a mãe, Antonia, que fez questão de insistir na importância de descobrir como o mundo funciona. Leia mais sobre a trajetória da astrofísica aqui.
Prêmio Anselmo Salles Paschoa
O prêmio é uma homenagem ao professor a Anselmo Salles Paschoa, que se graduou em Física pela antiga Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com Mestrado em Radiological Health e PhD em Nuclear Sciences and Engineering pela New York University.
Ele atuou como professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, foi professor visitante da University of Utah e cientista convidado no Brookhaven National Laboratory, na década 80. Paschoa ainda foi diretor de Radioproteção, Segurança Nuclear e Salvaguardas da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Foi governador alternativo do Brasil na Junta de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), vice-presidente da International Radiation Physics Society e diretor da Natural Radiation Environment Association.
O cientista publicou dezenas de artigos, livros e capítulos de livros. Orientou teses de doutorado e dissertações de mestrado. Faleceu em 2011, após uma crise cardíaca durante uma reunião da Comissão de Acompanhamento do Programa Nuclear Brasileiro, na sede da SBF.
Estudo da UEL aponta que adolescentes sedentários têm mais dificuldades pós-Covid-19
Estudo inédito assinado por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) conseguiu mensurar a importância da atividade física para a saúde e bem-estar e fortalecer a ideia de que o exercício físico funciona como um antídoto, capaz de reduzir os impactos de doenças graves. A pesquisa considerou um grupo de 312 adolescentes que tiveram diagnóstico de Covid-19 e concluiu que indivíduos sedentários apresentavam quatro vezes mais chances de manter sintomas após a doença, como fadiga, perda de olfato, dores de cabeça, tosse e indisposição.
A pesquisa foi conduzida pelo Grupo de Estudos em Atividade Física, Psicologia e Saúde, do Centro de Educação Física e Esporte (Cefe) da Universidade.
A prática corriqueira da atividade física pode reduzir em até quatro vezes as chances de sintomas pós-Covi-19, demonstrou a pesquisa. Também foi constatado que meninas adolescentes apresentaram mais sintomas do que os meninos. O estudo, de natureza quantitativa, considerou a amostragem oficial da plataforma pacientes da secretaria estadual de Saúde do Paraná (Notifica-Covid).
Adolescentes que não tiveram sintomas posteriores narraram praticar, em média, 215 minutos de atividade física semanalmente. O grupo que apresentou um quadro prolongado da infecção informou fazer, em média, 140 minutos de atividade física semanal, tempo menor do que o recomendável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – de 60 minutos/dia de atividade física vigorosa ou moderada, pelo menos três vezes por semana.
Dos 312 adolescentes analisados, 51,9% eram do sexo feminino e 48,1% do sexo masculino, com idade entre 11 e 17 anos, que apresentaram diagnóstico confirmado da doença, em Londrina, entre agosto e dezembro de 2021.
O trabalhou foi a dissertação de mestrado do estudante Gustavo Baroni, orientado pelo professor do Departamento de Ciência do Esporte da UEL, Helio Serassuelo Junior, dentro do programa de Pós-Graduação em Educação Física Associado da Universidade Estadual de Maringá e a UEL. Segundo o estudante, entre agosto e dezembro de 2021, Londrina registrou 6 mil casos de Covid-19 entre adolescentes. “A proposta de estudar este grupo populacional se baseou no fato de que quase não existe pesquisa considerando este perfil”, explicou.
Para investigar a prevalência da síndrome utilizou-se o questionário “Manifestações clínicas de quadro prolongado – Síndrome Pós-Covid”, da secretaria estadual de Saúde, que mede condições físicas da infecção após a fase aguda da doença. Posteriormente, foi aplicado outro questionário que comprovou os hábitos e o comportamento dos adolescentes quanto à atividade física rotineira.
O estudo foi desenvolvido com dados parciais do projeto de pesquisa “Avaliação clínica funcional e qualidade de vida de pacientes após 1, 2, 6 e 12 meses do diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2 no município de Londrina-PR”, coordenado pela professora Celita Salmaso Trelha, do Departamento de Fisioterapia, do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UEL. Também participou do estudo a professora Michele Moreira Abujamra Fillis, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), co-orientadora do trabalho.
ANTÍDOTO – Para o professor Helio Serassuelo Junior, os dados surpreenderam pela grande diferença comprovada entre os grupos dos que praticam exercício físico e o dos que não atingem a média recomendada pela OMS. “Podemos afirmar que o exercício físico representa um remédio de proteção da saúde do indivíduo”, disse ele. Para o professor, os dados do estudo são importantes na medida em que jogam luz sobre um universo ainda pouco pesquisado: adolescentes e a Covid-19.
De acordo com o estudo, a média da percepção de bem-estar global dos adolescentes infectados diminui à medida em que a idade avança em ambos os sexos, evidenciando maiores escores entre 15 e 17 anos. Já em relação à variável sexo, verifica-se que em todas as faixas etárias o sexo feminino apresentou uma menor percepção de bem-estar.
Outro dado é que o sexo feminino apresentou maior exposição aos agravos da Covid-19 em todas as idades. Elas tiveram mais sintomas na fase aguda e a longo prazo quando comparado ao sexo masculino, sendo o quadro de síndrome pós-covid-19 duas vezes mais comum nesse grupo.
O pesquisador conclui que as diferenças estão relacionadas à função do sistema fisiológico e imunológico do sexo feminino. Em todas as categorias as mulheres estiveram significativamente mais expostas às sequelas da infecção, comprovando maiores chances de apresentar pelo menos um sintoma crônico da síndrome pós-Covid-19.
Estudos de pesquisadores da UTFPR e Embrapa realizam o primeiro inventário do leite bovino in natura do País
Estudos com participação de pesquisadores do Campus Ponta Grossa da UTFPR resultaram na criação do primeiro Inventário do Ciclo de Vida (ICV) do leite bovino in natura produzido no Brasil. Os trabalhos foram realizados em parceria com a Embrapa Gado e Leite e abrangeram três sistemas de produção de leite do Paraná e de Minas Gerais: dois são de produção em semiconfinamento (no qual as vacas vão ao pasto, mas também são alimentadas no cocho) e um em sistema de confinamento (em que a alimentação do rebanho se dá apenas no cocho).
A seleção dos sistemas, segundo os pesquisadores, se deu em função das suas participações no volume total da produção brasileira de leite, representando mais de 50% da produção nacional.
O objetivo do ICV é conhecer os processos de produção desde sua origem, com as matérias-primas utilizadas na produção, o consumo de energia, água e demais recursos, além da geração de resíduos e emissões ao longo do ciclo de vida do produto, identificando os seus impactos ambientais.
“Com a identificação dos pontos críticos, novas soluções poderão ser encontradas para a melhoria dos sistemas, objetivando a redução da pegada de carbono do leite”, explicam os pesquisadores.
A pegada de carbono de um produto representa a quantidade, em quilograma de dióxido de carbono equivalente (CO2 e), de emissões de gases de efeito estufa gerados no ciclo de vida de um produto.
O Inventário teve início em 2019 e foi realizado no Laboratório de Estudos de Sistemas Produtivos Sustentáveis do Campus Ponta Grossa e projeto recebeu apoio, além da Embrapa, de recursos financeiros do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Inventário do Ciclo de Vida
Uma das etapas da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) de um produto ou serviços é o Inventário do Ciclo de Vida (ICV). A ACV é uma abordagem metodológica utilizada para mensurar os impactos deles, desde a extração de matérias-primas até a disposição final no meio ambiente.
Os ICVs contribuem para uma gestão mais eficiente de recursos naturais, alcance dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), estímulo e mensuração de ganhos da bioeconomia, conhecimento aprofundado sobre sistemas de produtos nacionais relevantes, promoção de estudos de avaliação de ciclo de vida que utilizem os inventários construídos, e fortalecimento do Programa Brasileiro de Ciclo de Vida (PBACV).
Pela UTFPR participam: o coordenador do projeto, Cassiano Moro Piekarski, além dos pesquisadores Antonio Carlos de Francisco, Rodrigo Salvador, Daniel Poletto Tesser, Diogo Aparecido Lopes Silva, Murillo Vetroni Barros, Fabio Neves Puglieri, Eduardo Bittencourt Sydney, Alessandra Cristine Novak Sydney, Marcelo Henrique Otenio, Vanessa Romário de Paula, Alyne Martins Maciel, Nathan de Oliveira Barros, Juliana Gaio Somer, Mariane Bigarelli Ferreira, Jéssica Yuki de Lima Mito, Karina Cerqueira Navarro, Daiane Vitória da Silva e Karen Godoi Van Mierlo.
O Instituto Água e Terra (IAT) e a Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná (Unicentro), de Guarapuava, renovaram o convênio que permite a continuidade do funcionamento do Centro de Atendimento à Fauna Silvestre (CAFS) dentro do campus da instituição. A renovação tem validade até maio de 2024. A parceria em prol dos cuidados com os animais silvestres entre os órgãos estaduais teve início em 2020.
Atualmente, existem quatro CAFS em funcionamento no Estado. Além de Guarapuava, há unidades em Londrina, Maringá e Cascavel. Os centros são responsáveis pelo atendimento médico-veterinário à fauna silvestre nativa e exótica resgatada no Paraná, vítimas de acidentes ou maus-tratos, com o objetivo de devolver os animais com saúde para a natureza.
A unidade de Guarapuava, por exemplo, atende cidades da região central, o Centro-Sul, Litoral, Sudoeste, Noroeste e Metropolitana de Curitiba. É o segundo do Estado, entre os CAFS conveniados pelo IAT, que mais ajudou na reabilitação da fauna paranaense. Foram atendidos 762 animais entre outubro de 2020 e maio de 2023. Fica atrás apenas do centro instalado em Londrina, no Centro Universitário Filadélfia (Unifil), que registou a entrada de 1.904 animais apenas em 2022.
“Os Centros de Atendimento à Fauna Silvestre têm dado uma segunda chance para os animais que entram machucados, passam por tratamento e reabilitação, e ganham uma nova possibilidade de serem soltos novamente na natureza. É algo essencial para a fauna do Paraná”, afirmou a veterinária do IAT, Fabiana Baggio.
ESTRUTURA – O Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS) é um local preparado para receber, identificar, marcar, triar, avaliar, e estabelecer tratamento veterinário para animais acolhidos por órgão ambiental em ações de fiscalização, resgates ou entrega voluntária por particulares.
A permanência dos animais depende do tempo necessário para sua recuperação. O destino pode ser a soltura no habitat natural ou, quando é um risco devolvê-lo para a natureza, são encaminhados a criadouros habilitados pelo IAT, ou mantenedores individuais, igualmente habilitados.
Por meio da união do Instituto Água e Terra e universidades paranaenses com clínica-escola veterinária, garantem esse atendimento nas quatro unidades do Estado, resultados de parcerias com o Centro Universitário Filadélfia (Unifil), de Londrina; Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), de Guarapuava; Centro Universitário de Cascavel (Univel) e Unicesumar, de Maringá.
CONTATO – Ao avistar algum animal silvestre ferido ou para denúncias de atividades ilegais contra animais, entre em contato pela Ouvidoria do Instituto Água e Terra ou com o Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde, da Polícia Militar do Paraná.
Se preferir, ligue para o Disque Denúncia 181. Informe de forma objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento.
É possível ter pinhão no mercado o ano inteiro e não limitar a venda apenas aos cinco meses de colheita, entre abril e agosto. Para isso, é preciso beneficiar a semente da araucária. A importância desse processamento será mostrada na próxima quarta-feira (5), das 8h30 às 17h, para produtores e empresários da Região Sul do Estado na 2ª Oficina do Pinhão do programa Vocações Regionais Sustentáveis (VRS), da Invest Paraná, agência de negócios do Governo vinculada à Secretaria Estadual de Indústria, Comércio e Serviços (Seic).
O evento será na cidade de Inácio Martins, no Centro de Eventos Silvino Pasqualin. As inscrições são gratuitas pelo site do VRS. A oficina tem apoio da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Embrapa e Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR).
“Capacitar os pequenos produtores e empreendedores é uma diretriz do governo estadual. Com capacitação é possível agregar valor à produção, nesse caso o pinhão, e, assim, gerar mais renda e empregos no Estado”, destaca o secretário da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros.
O pinhão é uma das quatro cadeias do VRS, programa voltado a pequenos produtores que valoriza as vocações econômicas de cada região, inserindo valor comercial aos produtos, sem deixar de lado processos tradicionais na produção. Entre as ações, estão a criação de marcas regionais, ressaltando questões como sustentabilidade, o que agrega valor aos produtos.
Atualmente, o programa atua em quatro regiões: no Litoral, com produtos de banana, palmito pupunha, açaí juçara, frutas sazonais e turismo; na região Centro-Sul, com erva-mate e pinhão; e no entorno da futura Represa do Miringuava, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, na produção agrícola local. O VRS também está em fase de implantação no Vale do Ribeira, área que é grande produtora de tangerina e com grande potencial turístico.
A oficina vai apresentar dados da pesquisa de aproximadamente um ano com 600 propriedades rurais onde há araucárias na região Centro-Sul. O levantamento aponta que o pinhão tem potencial, mas ainda é um comércio muito informal justamente porque a semente não é beneficiada para ter valor agregado.
“Dá para ter pinhão o ano inteiro no mercado. Se o pinhão for pré-cozido e embalado à vácuo ou mesmo transformado em farinha e outros produtos, há potencial. O que precisa é consolidar e transformar o pinhão em produto para o mercado, que é o papel da Invest Paraná dentro do programa VRS”, destaca o gerente de Desenvolvimento Econômico da Invest Paraná, Bruno Banzato. “O primeiro passo nesse processo é fazer o rastreamento da produção, uma catalogação com selo e depois evoluir para os produtos”.
UNIDADE DE PROCESSAMENTO – Uma das principais ações nesse sentido será a instalação de uma unidade de processamento de pinhão em Inácio Martins. A agroindústria é uma iniciativa do Consórcio Intermunicipal para Desenvolvimento Regional (Conder) que representa as dez cidades da Associação dos Municípios do Centro-Sul do Paraná (Amcespar): Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Imbituva, Inácio Martins, Irati, Mallet, Prudentópolis, Rebouças, Rio Azul e Teixeira Soares. A iniciativa tem apoio do Governo do Estado e do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Quando estiver instalada, a unidade de processamento vai produzir pinhão pré-cozido embalado à vácuo e farinha, que pode ser usada na elaboração de diversos alimentos, como bolos, tortas e salgados, podendo, inclusive, substituir o trigo, com a vantagem de não conter glúten.
“O pinhão é muito perecível em sua forma natural, como consumimos hoje. Estraga em uma semana, aproximadamente. Mas se for processado, pode ir para as prateleiras dos supermercados, com duração de cerca de um mês”, explica o secretário municipal de Meio Ambiente de Inácio Martins e um dos representantes do Conder na instalação da unidade de processamento, Éder Lopes, que vai palestrar na oficina do VRS.
Na missão em maio à Sial Foods, a maior feira de alimentos do Canadá, a Invest Paraná levou farinha de pinhão que foi usada na elaboração de diversos alimentos, como tapioca.
Maior produtora de pinhão do Paraná, Inácio Martins colheu 700 toneladas da semente em 2021. Quantidade que, segundo Lopes, poderia ser ainda maior se houvesse um mercado consolidado com o pinhão processado.
“Boa parte do pinhão se perde na própria propriedade rural, já que o pessoal não colhe porque a maior parte da produção fica nas mãos de atravessadores. A ideia dessa unidade de processamento é comprar o pinhão dos pequenos produtores por um valor maior do que é pago pelos atravessadores, gerando renda a esses produtores que têm que preservar as araucárias em suas propriedades”, aponta o secretário municipal.
RENDA DO PINHÃO – A engenheira florestal Daniele Ukan, professora e pesquisadora da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), aponta que o fato de nenhuma das propriedades visitadas na pesquisa se considerar produtora de pinhão mostra a necessidade de se consolidar esse mercado.
“Há muitos produtores com araucárias em suas propriedades, mas poucos coletam para venda. Colhem apenas para consumo próprio, familiar. Tanto que nenhum deles se identificou como produtor de pinhão porque não há esse senso de pertencimento com a cultura, que é o que o programa pretende alterar”, ressalta a pesquisadora que também vai palestra na oficina. “Esses produtores precisam entender que o pinhão pode gerar renda, não deve se limitar à venda na beira da estrada”, complementa.
Essa capacitação da produção, aponta a pesquisadora, vai colaborar para a conservação da floresta de araucárias. Até pela possibilidade de o pinhão ser cultivado junto com a erva-mate, que ganha valores nutricionais e um sabor diferenciado quando cultivado à sombra das araucárias.
“Hoje o pinhão é visto como uma renda extra, mas pode ser a renda principal dos produtores. A araucária é o símbolo do Paraná e o pinhão tem valor nutritivo, por isso tem que ser valorizado. Quem tem araucária na propriedade está perdendo dinheiro por não beneficiar o produto”, conclui.
Iniciativa reúne UEM e instituições para promover desenvolvimento sustentável e o uso racional de energia
O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Energia Zero-Carbono (NAPI EZC) aprovado no início deste trimestre pelo Governo do Paraná, por meio da Fundação Araucária (FA), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e, publicado no Diário Oficial do Estado, terá um orçamento total de R$2,3 milhões para o financiamento do projeto, que reúne a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e outras instituições públicas paranaenses (UEL, Unicentro, UFPR, UTFPR e IFPR/Paranavaí), além de incubadoras de empresas, Parques Tecnológicos Industriais e empresas de base tecnológicas, com a finalidade de promover o desenvolvimento de produtos e processos incorporando a EZC.
O projeto busca agregar valor, reduzir custos e gerar renda. O NAPI EZC é uma iniciativa inovadora formada por intermédio de uma rede estadual que congrega pesquisadores, estudantes e empreendedores com olhares e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável de base tecnológica e inovadora, pautado no uso de Energias Inteligentes.
De acordo com o coordenador geral do projeto NAPI EZC e professor do Departamento de Física da UEM, Ivair Aparecido dos Santos, “neste arranjo, a pesquisa, o ensino e a extensão devem atuar nos temas de interesse voltados ao desenvolvimento sustentável e uso de energias Inteligentes (com foco no uso racional e autogeração de energia)”.
A proposta é criar e disseminar a cultura do empreendedorismo tecnológico dentro da Universidade, com base no desenvolvimento de soluções em geração/conversão de energia zero-carbono e sua integração às soluções práticas interligadas ao desenvolvimento de tecnologias e produtos inovadores por startups. Além disso, o NAPI EZ pretende criar mecanismos de intensificação da relação universidade-empresas de transferência direta de tecnologia e de estímulo à inovação em Energia Zero-Carbono e também da formação de recursos humanos qualificados e de forte viés empreendedor.
O investimento destinado à UEM para executar esse projeto será de R$ 994.200. Deste montante, 80% serão destinados, exclusivamente, ao financiamento de bolsas, contribuindo assim para a formação de profissionais/pesquisadores altamente qualificados. O NAPI EZC pretende ainda proporcionar a seu público-alvo (estudantes/empreendedores) uma formação acadêmica diferenciada, referente ao uso racional de energia, no contexto da introdução de práticas ESG em startups, “já que as bolsas estão disponíveis na UEM (oito para mestrado e 16 de iniciação tecnológica) e os editais serão lançados no próximo mês (julho), para início dos trabalhos dos bolsistas em agosto”, reforçou Ivair dos Santos.
Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Energia Zero-Carbono (NAPI EZC)
Visa contribuir para o desenvolvimento sustentável do Paraná, pautando-se na busca da inovação científica e na promoção do empreendedorismo, no meio acadêmico.
Objetivos: Promover a pesquisa, o ensino, a extensão e o empreendedorismo no meio acadêmico e em sua esfera de influência.
Benefícios para os acadêmicos e pós-graduação da UEM: Possibilidade do recebimento de bolsas de mestrado e iniciação tecnológica.
Orçamento total aprovado para o financiamento deste projeto:
Valor Global: R$2.361.000.
Valor destinado ao NAPI EZC/UEM: R$ 994.200,00 executados, exclusivamente, pela UEM, sendo que, deste montante, 80% serão destinados, exclusivamente, ao financiamento de bolsas, contribuindo para a formação de profissionais/pesquisadores, além de formação acadêmica diferenciada no que se refere à inovação e ao empreendedorismo.
Coordenadores do NAPI/EZC:
Ivair Aparecido dos Santos – Coordenador Geral
Valdirlei Fernandes Freitas – Unicentro – Coordenador Local
Luiz Gustavo Davanse da Silveira – UFPR – Coordenador Local
Diogo Zampieri Montanher – UFPR – Coordenador Local
Eduardo Augusto Castelli Astrath – IFPR/Paranavaí – Coordenador Local
Alexandre Urbano – UEL – Coordenador Local
Equipe da UEM:
Ivair Aparecido dos Santos – DFI – Coordenador Geral
Luiz Fernando Cótica – DFI – Vice-Coordenador
Gustavo Sanguino Dias – DFI – Pesquisador
Eduardo Radovanovic – DQI – Pesquisador
Sandro Lautenchlager – DEC – Pesquisador
Sílvia Luciana Fávaro – DEM – Pesquisadora
Marcelo Farid Pereira – DCO – Pesquisador
ESG: Inicialmente é uma sigla, em inglês, que significa environmental, social and governance, e corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização. O termo foi criado em 2004 em uma publicação do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial, intitulada Who Cares Wins. Os critérios ESG estão totalmente relacionados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pelo Pacto Global, iniciativa mundial que envolve a ONU e várias entidades internacionais.
Energia Zero-Carbono: Esse conceito está diretamente ligado à transformação de diversas formas de energia em energia elétrica, mas sem a emissão de gases à base de carbono, como CFCs e dióxido de carbono. Zero-Carbono significa que nenhuma emissão de carbono está sendo produzida a partir de um produto ou serviço (por exemplo, um parque eólico gerando energia elétrica ou uma bateria fornecendo eletricidade a um dispositivo).
O projeto de extensão “Empoderamento de Mulheres em seus Direitos Sexuais e Reprodutivos”, do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), desenvolve ações educativas e de capacitação entre as mulheres. As ações acontecem em Bandeirantes e Santa Mariana, através de parceria entre a Universidade e as Secretarias de Saúde dos municípios.
Com o objetivo de desenvolver ações compatíveis com a realidade de cada região, o projeto visa a atender mulheres vulneráveis e em situação de pobreza de forma a contribuir para a construção de uma vida saudável e segura às mulheres e a seus pares. A ação possibilita ainda a superação de desafios sociais, econômicos, de vulnerabilidade e dos diversos tipos de dependência existentes.
Para a coordenadora, Carolina Fordellone Rosa Cruz, trazer as informações para as mulheres é fundamental para que elas possam primar por sua saúde, segurança e bem-estar. “Empoderar essas mulheres sobre seus direitos sexuais e reprodutivos relacionados ao seu bem-estar e saúde, aliado a ações de educação, prevenção e promoção, contribui positivamente para a dinamização e a construção para uma vida saudável e segura a si e a seus pares”, destacou a professora.
No decorrer do projeto, além das visitas aos locais indicados, serão desenvolvidos cursos, palestras, rodas de conversas e ações de sensibilização referentes ao autocuidado, promovendo a conscientização sobre saúde da mulher em geral e aspectos preventivos. Ao longo do projeto, serão desenvolvidos materiais didáticos sobre as temáticas trabalhadas. Também serão selecionadas mulheres com perfil de liderança para participar do curso de capacitação sobre direitos sexuais e reprodutivos.
Objetivo é criar primeiro banco de germoplasma microbiano da Região Sudoeste
Um projeto pioneiro coordenado pelo professor do Campus Francisco Beltrão, Eder da Costa Santos, vem catalogando microrganismos promotores de crescimento em plantas (MPCP) para que eles possam ser usados como bioinsumos. O objetivo é criar o primeiro banco de germoplasma microbiano, de interesse agrícola, da região Sudoeste do Paraná, a partir de recursos genéticos bioprospectados regionalmente.
Os trabalhos de catalogação começaram no ano passado e contam com a colaboração de pesquisadores de iniciação científica e de mestrado da UTFPR, além das professoras do Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal (IPB), Paula Rodrigues e Paula Baptista.
O grupo realiza a catalogação de cepas de acordo com os seguintes fenótipos: fixação biológica de nitrogênio, solubilização de fósforo e potássio, produção de auxinas, sideróforos, biossurfactantes e indução de resistência sistêmica.
“Os resultados alcançados até o momento pelo BioBank4Agro são promissores. Essas cepas apresentam o potencial para melhorar a absorção vegetal de nutrientes, estimular o crescimento radicular e fortalecer sua resistência a doenças, entre outros”, explica o pesquisador Eder Santos.
Segundo o professor, com o BioBank4Agro, o objetivo é desenvolver produtos biotecnológicos, além de fortalecer a agricultura sustentável. “Buscamos agora ampliar as parcerias estratégicas com instituições nacionais e internacionais, a fim de ampliar o potencial biotecnológico da coleção”, completa.
O BioBank4Agro conta com fomento da Fundação Araucária e faz parte da Rede AgroBioAlimentar.
Clique aqui para visualizar a matéria original
Secretaria da Inovação planeja parceria com UEPG para digitalização de peças de museu
A Secretaria Estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI) está planejando estabelecer uma colaboração estratégica com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) em projetos que promovem a inovação, a sustentabilidade e desenvolvimento educacional.
Um deles é para o desenvolvimento de soluções que permitam a digitalização e a impressão 3D de réplicas das peças do acervo do Museu de Ciências Naturais, viabilizando sua exposição naquele espaço. O espaço foi concebido em projetos de extensão que envolviam os temas geodiversidade e biodiversidade e é palco para a integração de pesquisa, ensino e extensão no que se refere às ciências de natureza.
“Dessa forma, as peças originais poderão ser armazenadas em condições ideais, evitando sua deterioração ao longo do tempo”, ressalta o assessor técnico da SEI, Márcio Hauagge.
Ele explica que uma das áreas de atuação da SEI envolve as parcerias estratégicas com as universidades para impulsionar o desenvolvimento tecnológico e promover a preservação do patrimônio cultural e científico do Estado. “Estamos comprometidos em fornecer apoio técnico e incentivar projetos inovadores que tragam benefícios significativos à sociedade paranaense”, diz Hauagge.
Outro projeto com a UEPG consiste em uma parceria com o Departamento de Engenharias de Materiais da instituições, com o objetivo de aprimorar a reciclagem de peças impressas em 3D. Através da aplicação de conhecimento técnico especializado de profissionais da própria Secretaria da Inovação, será oferecido suporte e assistência aos professores envolvidos no projeto.
Além disso, a equipe técnica da SEI já realizou uma visita à Usina Termoelétrica a Biogás, em Ponta Grossa. É um espaço vinculado à prefeitura da cidade. Essa visita teve como objetivo conhecer a estrutura da usina e compreender os investimentos realizados para a execução do projeto.
Inaugurada no início de 2021, a usina recebe resíduos orgânicos e os transforma em biogás, através do processo de biodigestão. O biogás gerado está sendo utilizado para alimentar motogeradores, que produzirão energia elétrica, injetada diretamente na rede da Copel.
Clique aqui para visualizar a matéria original
O Governo do Estado prorrogou até 30 de junho o prazo para apresentação de propostas de empresas, cooperativas, startups, municípios e outras organizações que buscam financiamento para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). A chamada pública envolve recursos da ordem de R$ 20 milhões não reembolsáveis do Fundo Paraná, dotação gerenciada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) para o fomento científico e tecnológico paranaense.
A iniciativa tem amparo no Programa de Estímulo às Ações de Integração Universidade, Empresa, Governo e Sociedade, denominado Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável e de Inovação (Ageuni). Serão apoiados projetos em cinco áreas: agricultura e agronegócios; biotecnologia e saúde; energias renováveis; cidades inteligentes; e economia, educação e sociedade. As propostas devem ser fundamentadas na transformação digital e no desenvolvimento sustentável.
Do montante anunciado, R$ 6 milhões serão destinados para microempresas e empreendedores individuais; R$ 4 milhões para empresas de pequeno e médio porte, e R$ 5 milhões para grandes empresas. Outros R$ 5 milhões serão aplicados em projetos apresentados por municípios, cooperativas e outras organizações com e sem finalidade lucrativa. Cada projeto pode ter o valor máximo de até 10% do total previsto para a respectiva categoria.
Segundo o coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, o intuito é incentivar o desenvolvimento socioeconômico, agregar tecnologia aos processos de produção de bens e serviços e aumentar a competitividade empresarial paranaense.
“No Estado do Paraná, entendemos que o investimento em ciência e tecnologia é uma estratégia competitiva que pode diferenciar as nossas empresas nos mercados local, regional e até nacional, permitindo que esses agentes produtivos cresçam e se desenvolvam em um ambiente cada vez mais inovador”, diz Pelegrina. “Nós acreditamos que a tecnologia pode e deve ser usada como uma ferramenta para atender as necessidades e as demandas dos cidadãos e dos consumidores em geral”, destaca.
CRITÉRIOS – Entre os critérios para receber o apoio financeiro do Estado, os proponentes devem ter registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) no Paraná e articular as propostas com as unidades da Ageuni nas universidades estaduais. A duração dos projetos será de dois anos, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses. Os projetos de P&D serão financiados por meio de acordos de parceria e cooperação estabelecidos com as instituições estaduais de ensino superior.
Confira os câmpus acadêmicos onde estão localizadas as unidades da Ageuni:
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Londrina – ageuniaintec@uel.br
Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Maringá – ageuni@uem.br
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Ponta Grossa – ageuni.agipi@uepg.br
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)
Cascavel – ageuni@unioeste.br
Francisco Beltrão – ageuni@unioeste.br
Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro)
Guarapuava – ageuni.novatec@unicentro.br
Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)
Jacarezinho – ageuni@uenp.edu.br
Universidade Estadual do Paraná (Unespar)
Campo Mourão – ageuni2campomourao@unespar.edu.br
Paranaguá – ageuni1paranagua@unespar.edu.br
Estudo com dados do Paraná aponta para necessidades de saúde pública para proteger grávidas, que ficam mais vulneráveis à doença devido a mudanças anatômicas e fisiológicas durante a gravidez
O risco que a dengue representa para mulheres grávidas foi o tema de uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que avaliou dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, coletados entre 2016 e 2019. Os estudos investigaram como a dengue se correlacionou com a gravidez em casos de mulheres infectadas pela doença no Paraná.
O universo da pesquisa foram 27.695 casos de dengue confirmados em mulheres que tinham informações completas sobre sua condição quanto à gravidez (74,1% dos casos confirmados em mulheres com idade reprodutiva, de 10 a 49 anos). Dessas, 949 estavam grávidas.
O risco de hospitalizações e de desenvolver dengue grave se mostrou maior em grávidas do que em não-grávidas (respectivamente, 2,93 e 5,4 vezes). Das não-grávidas, 6,8% foram hospitalizadas, 1,8% teve dengue com sinais de alarme, de gravidade intermediária, e, 0,1%, dengue grave. Assim como a diabetes, a gravidez aumenta o risco de hospitalização por dengue em qualquer idade.
O estudo sugere que as mudanças anatômicas e fisiológicas da gravidez influenciam no desenvolvimento da dengue de uma forma que ainda não está clara. A gravidez causa diversas alterações cardiovasculares e dificulta o diagnóstico correto da dengue, assim como a avaliação da sua gravidade.
Veja a matéria completa no site da revista Ciência UFPR.
A Associação de Investigadores da Imagem em Movimento (AIM), de Portugal, premiou o livro Documentário: filmes para salas de cinema com janelas, escrito pelo docente da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus deCuritiba II/FAP, Eduardo Baggio, como melhor publicação da área no ano de 2022. O prêmio é uma parceria da AIM com o Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra (CEIS20-UC), e envolve uma conferência a ser apresentada na instituição, pelo autor do livro.
Para Baggio, “o prêmio é extremamente relevante e uma grande honra, porque a AIM de Portugal, é uma grande referência na pesquisa de cinema na Europa e para o Brasil, ainda mais que muitos/as brasileiros/as participam. Sem contar que a parceria com a Universidade de Coimbra é superimportante em Portugal, afinal é um centro que tem estudos interdisciplinares, mas que versa muito sobre cultura e sociedade”.
“Documentário: filmes para salas de cinema com janelas” traça um percurso histórico-conceitual para debater criticamente definições de documentário. Pela perspectiva realista, o livro discute relações, próprias desse tipo de filme, entre mundo fático experiencial, os processos de realização, a obra audiovisual em si e a recepção. A partir desses quatro polos, Baggio propõe a metáfora das salas de cinema com janelas para uma abordagem amplificada e relacional do cinema documentário.
CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O LIVRO “DOCUMENTÁRIO – FILMES PARA SALAS DE CINEMA COM JANELAS”
O livro é fruto de um trecho da tese de doutorado do docente, porém, para que a obra fosse finalizada e publicada, Baggio contou com o auxílio de docentes e egressos/as da Unespar, além de demais pessoas externas à instituição: Manuela Penafria (prefácio), Fernando Andacht (apresentação), Alexandre Rafael Garcia (editor e coordenador editorial), Wellington Sari (editor), Juliana Rodrigues Pereira (preparadora e revisora), Juliana Vaz (revisora), Anderson Simão (produtor executivo), Pedro Giongo (projeto gráfico e diagramação), Iara Mica e Paula Azevedo (produtoras gráficas), Christopher Faust (lançamento e distribuição), conselho editorial da Coleção Escrever o Cinema e produtora Bando à Parte (sessão do fotograma da capa a partir do filme O Espectador Espantado, de Edgar Pêra).
O livro é o 5° volume da Coleção Escrever o Cinema. No último sábado (17), durante o Festival Olhar de Cinema, aconteceu o lançamento de mais três livros da Coleção, em Curitiba. São eles: Paulo Emílio na Emergência do Cinema Novo, escrito por Pedro Plaza Pinto; Ficção Especulativa no Cinema Negro Brasileiro, escrito por Kariny Martins; e O Nacional nos Cinemas Brasileiro e Argentino – 1995 a 2002, escrito por Eduardo Dias Fonseca. Os três títulos foram editados por professores e egressos da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), sob a coordenação do professor curso de Cinema e Audiovisual da Unespar, campus de Curitiba II/FAP, Alexandre Rafael Garcia.