Estudo inédito realizado dentro do Programa do Pós-Graduação em Saúde Coletiva, do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UEL, demonstrou que pacientes com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes, hipertensão, colesterol e alteração no triglicérides, apresentam dificuldades de aderir ao tratamento, por fatores psicossociais, desconfiança, insatisfação com os serviços de saúde e até pelo estado emocional. O estudo representa a tese de doutorado da professora Poliana da Silva Menolli, egressa da UEL e atualmente professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), com base nos dados da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Nacional de Medicamentos (PNAUM).
O estudo demonstra que existe um grande hiato na saúde pública do país, uma vez que as DCNT são consideradas doenças silenciosas, responsáveis por cerca de 75% das mortes no Brasil, segundo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no final do ano passado. Para o orientador da pesquisa, Edmarlon Girotto, do Departamento de Ciências Farmacêuticas da UEL, a resistência do brasileiro ao medicamento está ligada ao fato de que muitos desses males não apresentam sintomas.
“Este é um grande desafio para a saúde pública, junto com mudanças de hábitos para uma dieta saudável e a prática rotineira de exercícios físicos”, comenta o professor. O PNAUM avaliou o uso dos medicamentos de pacientes em cerca de 600 municípios brasileiros. Diante destes dados, a pesquisadora constatou que, quanto menor o tempo de uso, menor a percepção, a adesão e efetividade do tratamento.
Outra revelação do estudo é a percepção dos pacientes em relação aos serviços de saúde. Pessoas insatisfeitas tendem a ter menor adesão ao tratamento contínuo. Ou seja, não basta oferecer o remédio gratuito via SUS, é necessária uma infraestrutura para que o tratamento dessas doenças crônicas chegue a 100% dos pacientes.
Confira a seguir a entrevista da professora Poliana concedida à Agência UEL, sobre as características deste estudo, consequências e sugestões para atenuar o problema de resistência aos medicamentos contra DCNT.

Agência UEL – Quais as principais causas para pacientes acometidos com hipertensão, diabetes e dislipidemia não utilizarem os medicamentos adequados?
Professora Poliana – A não adesão ao uso de medicamentos por pacientes de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), ou seja, não usar os medicamentos conforme acordado com o profissional de saúde, é um comportamento comum e um problema de saúde pública bastante documentado pela literatura científica, principalmente porque os medicamentos estão entre as principais estratégias para o enfrentamento dessas condições de saúde. Passar a usar um ou mais medicamentos continuamente não é tarefa simples e envolve uma mudança na rotina do paciente, diminuição de sua autonomia e a aceitação de um diagnóstico e um tratamento diário, na maioria das vezes de longo prazo.
O paciente precisa lidar com muitos fatores relacionados à sua saúde e essas condições fazem pressão no momento de decidir tomar (o remédio) ou não. Por exemplo, ele precisa tomar o medicamento sabendo que pode ter que suportar um desconforto, que o efeito do tratamento não é tão bom quanto ele gostaria, que pode durar anos, que se acabarem os comprimidos precisa ir buscar em determinado lugar e em determinada data, que talvez tenha que faltar ao trabalho para ir buscar, que se estiver faltando aquele medicamento no SUS precisa comprar ou ficar com o risco de piorar a sua condição. Que deve se alimentar corretamente para não atrapalhar o tratamento, que precisa diminuir o estresse para pressão arterial não subir, que precisa diminuir o peso. Esses são alguns dos muitos fatores que os pacientes precisam lidar.
Agência UEL – Podemos considerar que se trata de uma cultura enraizada?
Professora Poliana – Fatores psicossociais como crenças sobre doença e tratamento, insatisfação com os profissionais e os serviços de saúde e estados emocionais, desempenham, sim, um papel importante.
A tese buscou entender se a percepção dos pacientes do SUS sobre os medicamentos e serviços de assistência farmacêutica recebidos (localização, horário de funcionamento, disponibilidade de produtos, dispensação de medicamentos, orientação de uso, presença de farmacêuticos) influenciam na não-adesão ao uso de medicamentos para hipertensão, diabetes e dislipidemia.
Usamos dados da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do uso Racional de Medicamentos no Brasil, a PNAUM, maior Inquérito populacional sobre o uso de medicamentos feito no Brasil até o momento, promovido pelo Ministério da Saúde.
Agência UEL – Quantos pacientes foram ouvidos e onde? O atendimento farmacêutico na rede pública está dentro do esperado?
Professora Poliana – Na tese, foram avaliados 16.491 medicamentos e 2.448 entrevistados de todas as regiões do Brasil. Descobrimos que a percepção é de que o medicamento não funciona bem (ou não funciona como o esperado), que causa desconforto quando utilizado há menos de seis meses. Tudo isso favorece a não adesão aos medicamentos DCNT.
Também chegamos à conclusão de que a maioria dos pacientes está satisfeita com os serviços de assistência farmacêutica, porém os insatisfeitos não aderiram ao uso de medicamentos, demonstrando que a insatisfação com os serviços recebidos contribui para a não-adesão em pacientes de hipertensão, diabetes e dislipidemia.
Descobrimos também que a falta de acesso aos medicamentos pelo SUS contribui para a não-adesão por duas vias diferentes: pela falta do medicamento em si, que impede o uso e porque a falta de acesso é uma das principais causas de insatisfação com os serviços de assistência farmacêutica. Pacientes insatisfeitos são menos aderentes.
Agência UEL – Diante destes dados, o que a senhora defende para enfrentar o problema, ou seja, para ter maior adesão por parte dos pacientes?
Professora Poliana – Os resultados demonstraram que para enfrentar o problema da não adesão no Brasil é preciso garantir acesso a medicamentos gratuitos, seguros, eficazes e de qualidade pelo SUS e a organização de serviços farmacêuticos centrados nas necessidades dos pacientes. Ações que busquem diminuir crenças relacionadas aos tratamentos e dar satisfação aos usuários pelos cuidados farmacêuticos recebidos, cuidados esses que diminuem as dificuldades enfrentadas pelos pacientes durante o uso de medicamentos contínuos.
Avaliações recentes sobre a assistência farmacêutica brasileira apresentam um quadro de grandes diferenças regionais, atividades voltadas principalmente para logística do produto, ainda com problemas de abastecimento e estrutura e que deixam o uso do medicamento sob total responsabilidade dos pacientes. Esse tipo de organização não oferece condições para enfrentar os desafios e diminuir a não-adesão em pacientes DCNT.
Agência UEL – Nas considerações finais do trabalho, a senhora afirma que existem problemas de más experiências e frustrações dos pacientes com os serviços? Como isto pode ser revertido?
Professora Poliana – É preciso que o Governo Federal, estados e municípios invistam na capacitação de recursos humanos, criação de estrutura e equipe apropriada para o atendimento em dispensação de qualidade, com a presença de farmacêuticos, de serviços de acompanhamento farmacoterapêutico e de educação em saúde relacionada aos tratamentos. Hoje, no Brasil, esses serviços de acompanhamento são ainda iniciativas individuais de profissionais e de gestores locais. Precisamos avançar para serviços mais estruturados em uma rede que busque a qualidade no cuidado do paciente em uso de medicamentos, que custam muito caro ao sistema de saúde e aos pacientes. Por isso, é importante que sejam usados corretamente, para que possamos alcançar os resultados clínicos positivos e esperados.
Com impressão 3D, laboratório do Campus Curitiba produz moldes para próteses faciais para pacientes que tenham sofrido alguma mutilação
Uma parceria entre a UTFPR e o Hospital Angelina Caron traz um pouco de esperança e autoestima a pacientes que estejam passando por tratamento no hospital e tenham algumas partes do rosto mutiladas. O pesquisador José Aguiomar Foggiatto coordena um projeto que faz a impressão 3D de moldes para próteses faciais personalizadas para cada paciente.
Tudo começou após conversas entre o pesquisador e o médico oncologista Luciano Saboia do Hospital Angelina Caron, que, ao saber do trabalho de impressões 3D na UTFPR, comentou sobre a necessidade de se fazer as próteses faciais de maneira mais fácil e rápida.
A equipe desenvolveu um método de criação de próteses usando digitalização e modelagem no computador, a partir do caso de cada paciente. Com isso, os moldes passaram a serem doados para o Laboratório de próteses bucomaxilofaciais do Hospital Angelina Caron, coordenado pela cirurgiã dentista Karin Barczyszyn.
Segundo o professor, a profissional recebe o molde impresso em PLA (ácido Polilático), restando, para finalizar a prótese, a parte da moldagem em silicone, a inserção de características e ajustes para cada paciente. “Criamos um banco de dados de modelos de nariz, por exemplo, para os pacientes escolherem um que melhor se adeque e harmonize com o seu rosto”, explica o professor.
As próteses podem necessitar de manutenção, dependendo do tempo de uso de cada uma, o que é feita pela própria cirurgiã. Quando necessário, os moldes podem ser reutilizados para a moldagem de uma nova prótese para o paciente.
De acordo com Foggiato, as próteses mais comuns produzidas no laboratório são as de nariz e óculo-palpebral, mas também são feitas próteses de orelhas.
Recursos
Com o reconhecimento das pesquisas realizadas nesta área, o projeto será ampliado e contará com o apoio permanente da Fundação Araucária através da criação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Tecnologia Assistiva (NAPI-TA). O lançamento oficial deste novo arranjo será realizado no próximo dia 28 de junho.
Além da UTFPR e da Fundação Araucária, participam do Napi-TA a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), a Universidade Estadual do Norte Paraná (UENP) e o Instituto Federal do Paraná (IFPR). O projeto também conta com a colaboração de universidades internacionais, hospitais e organizações sociais.
Para os próximos quatro anos, estão previstos investimentos de mais de R$ 5 milhões, entre insumos e bolsas de mestrado, doutorado e iniciação científica para as pesquisas.
O Núcleo de Manufatura Aditiva e Ferramental (NUFER) é um laboratório do Departamento de Mecânica do Campus Curitiba e possui as linhas de pesquisa: uso de tecnologias de baixo custo na produção de moldes para próteses faciais e uso da impressão 3D para desenvolver dispositivos de auxílio à vida diária, entre outras.
“Com estes novos recursos, poderemos aumentar o número de pesquisadores envolvidos neste projeto e atender outros hospitais e clínicas de reabilitação. Como exemplo, com os recursos do NAPI-TA o Hospital de Reabilitação (Complexo Hospitalar do Trabalhador), em Curitiba, também participará do projeto para ampliar o atendimento a pacientes que tenham mutilação facial derivadas de outras causas, não apenas oncológicas”, completa.
O projeto visa a geração de renda alinhada ao processo de empoderamento, combatendo a fome e o empobrecimento de mulheres
O projeto “Rede de fortalecimento da autonomia das mulheres procopenses por meio do fomento da capacitação para o trabalho voltados à inclusão tecnológica, produtiva, mercantil e do combate ao empobrecimento e à fome” tem como objetivo fortalecer ações produtivas e organizativas, visando a geração de renda alinhada ao processo de empoderamento, combatendo a fome e o empobrecimento de mulheres em área de vulnerabilidade social no município de Cornélio Procópio.
Coordenado pelo grupo de pesquisa Geografia da Fome, Território, Campo-Cidade e Desenvolvimento (GEOFOME), do curso de Geografia da UENP, o projeto de extensão, voltado a mulheres maiores de 16 anos, dispõe de cursos profissionalizantes e palestras que buscam discutir a questão de gênero, os cuidados físicos e as diversas faces da violência contra mulher. Para a coordenadora Vanessa Maria Ludka, o projeto é uma ferramenta para o enfrentamento à vulnerabilidade social. “Nós pretendemos contribuir de forma significativa e positiva na vida dessas mulheres, inseri-las no mercado de trabalho e transformar realidades”, destaca.
O projeto é realizado por professores, discentes e bolsistas do curso de Geografia do Campus de Cornélio Procópio (CCP) da UENP. Para o aluno Gustavo Henrique dos Santos Braga, a experiência no projeto é enriquecedora. “Estou adquirindo um grande portfólio de conhecimentos, além de estar me abrindo ainda mais para as diversas realidades existentes”. A ideia é uma forma de aproximar as potencialidades da Universidade à comunidade externa, proporcionando, através dos trabalhos realizados, uma maior qualidade de vida para a população.
Para a participante do projeto, Eliana Araújo da Silva, 45 anos, a experiência está abrindo portas para uma nova perspectiva de futuro. “Está ajudando a melhorar minha autoestima e alcançar minha independência financeira. Me sinto esperançosa”, partilhou.
As atividades e os encontros são realizados no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), de Cornélio Procópio, a cada 15 dias. O cronograma de atividades funciona das 14h às 16h. A comunidade pode entrar em contato com o projeto através do telefônico (43) 9918-9799. Mais informações estão disponíveis no site https://www.geofome.com.br/projeto-mulheres.
Com o tema “Ciência e democracia para um Brasil justo e desenvolvido”, o evento será realizado de 23 a 29 de julho de 2023 na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. Programação traz nomes importantes do meio científico e acadêmico para participar de conferências, mesas-redondas e sessões especiais
Mais de 220 atividades compõem a programação científica da 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), com nomes importantes do cenário científico, acadêmico e político. Desse total, 131 debates serão presenciais e 93 virtuais. O evento, que será realizado de 23 a 29 de julho de 2023 na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, terá como tema “Ciência e democracia para um Brasil justo e desenvolvido”. A programação preliminar já está disponível no site do evento, neste link.
O evento contará com a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, da diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, e do pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Carlos Alexandre Wuensche de Souza, entre os conferencistas.
Nas sessões especiais, o público terá a chance de assistir a debates com Mercedes Bustamante, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Ricardo, Ricardo Galvão, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Odir Dellagostin, presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e Vinícius Soares, presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG).
Para as discussões sobre o meio ambiente, a SBPC levará à RA cientistas renomados, como Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e vice-presidente da SBPC, Luciana Gomes Barbosa, professora do Departamento de Fitotecnia e Ciências Ambientais (DFCA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e coordenadora do GT Meio Ambiente da SBPC, Carlos Alfredo Joly, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador da Plataforma Brasileira de Biodiversidades e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), e o coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas, Carlos Afonso Nobre.
Os debates sobre os povos originários também contarão com a participação de especialistas de peso, como Joenia Wapichana, presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), e Gersem José dos Santos Luciano Baniwa, professor adjunto e associado no Departamento de Educação Escolar Indígena da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas.
Confira neste link a programação científica preliminar e garanta sua participação na 75ª Reunião Anual da SBPC.

Maior evento científico da América Latina
Criada em 1948, a SBPC é uma entidade voltada à defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil e que, ininterruptamente, realiza desde 1949 sua Reunião Anual, considerada o maior evento científico da América Latina.
A cada ano, a Reunião Anual da SBPC é levada a um estado brasileiro, prioritariamente em universidade pública. O evento reúne milhares de pessoas – cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes, além de autoridades e gestores, formuladores de políticas públicas para ciência e tecnologia no País.
As reuniões anuais da SBPC têm, concomitantemente, os objetivos de debater políticas públicas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação e de difundir os avanços da Ciência nas diversas áreas do conhecimento para toda a população.
Para mais informações: https://ra.sbpcnet.org.br/75RA/
Jornal da Ciência
Um dos projetos de Extensão mais representativos do papel da UEL como vetor do desenvolvimento social na comunidade está comemorando uma marca importante. Mais antigo e contando com o maior número de estudantes envolvidos, o projeto “Promoção em Saúde Bucal Para Escolares e Comunidades”, da Clínica Odontológica Universitária (COU), completou, no ano passado, 30 anos ininterruptos de atendimento a crianças e adolescentes.
As comemorações ficaram para este ano e serão realizadas nesta quinta-feira, dia 1º de junho, em evento que deverá contar com a presença dos pioneiros dessa trajetória. O momento festivo também deverá integrar os membros da administração da UEL, diretores da COU e Bebê Clínica e da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina (SMS), principal parceira institucional da iniciativa.
Atuando na prevenção às doenças bucais, como a cárie, periodontite e gengivite, o projeto promove palestras, ações de escovação supervisionada e distribui kits de higiene bucal com escovas, fio e creme dental em escolas de Londrina. Para se chegar à importante marca de quase 17 mil pessoas atendidas em um só mês, muito esforço, dedicação e organização foram necessários desde a sua criação, em 1992, após tratativas entre a 17ª Regional de Saúde e a diretoria da COU.
Quem conta essa história é a única servidora ainda em atividade na COU que fez parte do primeiro time de técnicas em Saúde Bucal contratado para tocar a iniciativa, Lirian Adriana Maria Pereira da Silva. “Esse projeto surgiu justamente da necessidade de realizar a prevenção porque começamos a fazer levantamentos e vimos que Londrina estava descoberta”, lembra. “Na época, a 17ª (Regional de Saúde) começou a cobrar ações da universidade em termos de prevenção. Foi quando o professor Pedro Carlos Ferreira Tonani (in memorian) pediu o concurso para a contratação de cinco profissionais técnicos. Era uma necessidade muito grande porque havia muitas crianças com dentes cariados, precisava dessa ação de prevenção nas escolas”, conta.

Ao lado de Lirian e sob o comando do professor Tonani, então diretor da COU, também integravam a equipe as servidoras Ângela de Fátima Saloio Moraes, Jeanne Maria Evagelista Bergamin, Maria Oneide Mota e Vera Lúcia Carneiro de Souza. “Depois ainda chegou a Márcia Maria Ribeiro e tivemos várias técnicas e pessoas importantes”, diz a servidora.
Uma das lembranças dessa época remete ao automóvel utilizado para o transporte das servidoras – um Fusca. Com o passar dos anos, lembra a servidora, tanto o projeto como o seu meio de transporte foram evoluindo, aumentando a capacidade de atendimento na cidade de Londrina. “Vimos que o projeto nunca sofreu interrupções, sempre teve todas as exigências atendidas, motoristas. Primeiro era um ‘fusquinha’, depois passamos para uma Kombi e, hoje, temos uma van. É uma história muito legal mesmo, merece ser comemorada”, alegra-se.

Após a saída do professor Tonani do cargo, as atividades foram comandadas pelo docente do curso de Odontologia da UEL, Wagner José Silva Ursi. Atualmente, o projeto de extensão é coordenado pela professora Maura Sassahara Higashi e conta com a participação de 83 alunos do curso de graduação em Odontologia.
Em destaque pelo expressivo número de participantes, os coordenadores também comemoram o profundo impacto social na comunidade de Londrina, registrando quase 17 mil pessoas atendidas todos os meses.
A maior parte das atividades, conta a coordenadora, é desenvolvida com os estudantes de 27 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) e 28 escolas da Rede Municipal de Londrina. Além destas unidades, outras onze instituições da cidade que atuam com a Educação Especial e a assistência social também recebem os graduandos da UEL para o trabalho, que envolve, também, os pais ou responsáveis e a equipe pedagógica. “Então, a nossa população é bem ampliada. Realizamos o projeto de forma periódica durante todo o ano letivo e as atividades acontecem dentro da própria escola”, explica Maura.
Buscando cativar a atenção das crianças, os estudantes da Odontologia apostam em uma fórmula que dá certo e passa pela contação de histórias, apresentações de teatro e música, brincadeiras, jogos e gincanas. “Os nossos alunos trabalham com livros que são interativos e didáticos. Também trabalhamos com macro modelos e exibição de vídeos. Ao final, a criança sempre vai para a escovação supervisionada, seja coletiva ou individual”, conta.
Ao mesmo tempo, a presença do projeto na comunidade externa da UEL se dá, ainda, por meio da participação dos alunos em eventos promovidos pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e, recentemente, em ações da Prefeitura Municipal de Rolândia. “As pessoas têm a ilusão de que uma grande quantidade de pasta de dente vai melhorar, já que tem flúor, mas não é assim. Então, ensinamos as crianças que é preciso colocar um pouquinho de pasta e que o importante é o movimento, é a técnica da escovação. A pasta é importante porque tem o flúor, que faz bem para os dentes, mas não é somente isso (que garante a escovação)”, reforça Higashi.
Em meio ao convívio com a população inserida em múltiplos contextos sociais, a participação nas atividades extensionistas é fundamental também para os estudantes de graduação – afinal, a atividade é capaz de enriquecer e marcar de forma positiva este momento da vida acadêmica, avalia a coordenadora. Neste sentido, ela conclui que os graduandos da UEL acabam desenvolvendo habilidades fundamentais, como a liderança e empatia, além do desenvolverem o compromisso com iniciativas de impacto social.

A proposta da estudante de Publicidade e Propaganda da UFPR Ana Vitoria Dmengeon Dureck é a vencedora, com 64% dos votos, no concurso de Mascote oficial da SBPC Jovem. A votação pública ocorreu no site do evento entre os dias 15 e 29 de maio.
A arte comporá as ações de divulgação científica vinculadas à SBPC Jovem, evento vinculado à 75ª Reunião Anual da SBPC. Com o tema “Ciência e Democracia para um Brasil justo e Desenvolvido”, a reunião será realizada de 23 a 29 de julho de 2023, na Universidade Federal do Paraná.
O mascote criado para a SBPC Jovem foi baseada na gralha-azul, ave símbolo do Paraná. Lendária e famosa por escolher pinhões, a ave foi desenhada de maneira a transmitir um olhar simpático e carismático, que busca cativar crianças e adolescentes para o contato com a ciência e tecnologia.
Poty, como foi chamado, homenageia o artista paranaense Poty Lazzarotto. O movimento artístico paranista está presente no desenho através dos pinhões, que estão em sombras e texturas do mascote. “A lógica do padrão funciona como um pontilhismo: quanto mais pinhões na região, mais sombreada ela será” explicou a autora na descrição da proposta enviada à comissão julgadora.
As outras artes que concorreram ao prêmio foram um átomo estilizado, que recebeu 29% dos votos e o papagaio de cara-roxa, com 7%. As três propostas finalistas serão certificadas pela organização do evento.
Ana Vitória receberá um certificado de melhor ilustração, um kit de desenho e três títulos do catálogo da Editora UFPR que estejam disponíveis na premiação, que ocorrerá durante a Feira de Cursos e Profissões da UFPR 2023, que será entre os dias 01 e 04 de junho, no complexo da UFPR, em Piraquara.
Para mais informações: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
Sobre o evento, acompanhe as redes sociais oficiais da SBPC na UFPR

O livro, escrito por professores do Mestrado em Agronomia, traz temas que consideram as especificidades da região norte pioneira
Os professores do Programa de Mestrado em Agronomia da Universidade Estadual do Norte do Paraná lançaram o livro “Sistemas para produção agropecuária sustentável no norte pioneiro do Paraná”. Organizado pelo professor Oriel Tiago Kölln, a obra reúne importantes informações sobre a sustentabilidade da produção agropecuária.
Publicado pela Editora UENP, a obra é composta por três partes: Produção agropecuária sustentável, Sanidade vegetal e Inovações em sanidade vegetal. “Esse livro é o resultado de um esforço conjunto dos professores e alunos do Mestrado em Agronomia da UENP. São 12 capítulos que trazem trabalhos de diferentes temas que tem uma importância muito grande para a nossa região”, frisou Oriel.
Segundo o professor, os trabalhos que compõem o livro consideram as especificidades da região norte pioneira do Paraná. “Os temas tratados ao longo dos capítulos envolvem essas especificidades, tanto em relação a novas culturas, as características do solo, as novas tecnologias, quanto a parte animal. São vários temas importantes da atualidade, adaptados para as especificidades da região”, destacou.
O e-book do livro “Sistemas para produção agropecuária sustentável no norte pioneiro do Paraná” está disponível gratuitamente no site da Editora UENP. Acesse AQUI.
A Comissão Executiva Local da 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), sediada em 2023 pela Universidade Federal do Paraná, entre os dias 23 e 29 de julho, divulga a abertura de inscrições para reserva de alojamentos de estudantes que participarão do evento.
A Universidade disponibilizará vagas para alojamento gratuito, em espaços adaptados de diferentes unidades da UFPR próximas ao local principal do evento, no Centro Politécnico.
As inscrições são direcionadas a estudantes de graduação ou pós-graduação de instituições federais ou estaduais de ensino superior do país, que irão participar do evento, e poderão acessar a plataforma de reservas dos alojamentos destinados para à SBPC.
DAS INSCRIÇÕES
As inscrições para reserva das vagas serão realizadas de modo individual, na plataforma de reservas que pode ser acessada por meio da página SBPC na UFPR – alojamentos.
As inscrições corresponderão ao seguinte cronograma:
| Datas | Ações |
| 22 de maio a 05 de julho (ou até encerrarem as vagas disponíveis) | Inscrições para estudantes de graduação e pós-graduação de instituições de ensino superior federal e estadual do país, relativas às vagas remanescentes. |
| 06 a 09 de julho | Confirmação da reserva pelos estudantes inscritos através de e-mail a ser enviado pela Subcomissão de Alojamento e Hospedagem. |
| 11 e 12 de julho | Reabertura do período de inscrições para eventuais vagas remanescentes. |
Os inscritos receberão automaticamente as informações pelo e-mail cadastrado, com o QR Code individual e demais informações pertinentes ao alojamento.
Acompanhe o regimento com todas as informações.
Na plataforma de reservas, os estudantes encontrarão informações sobre os locais, períodos de reservas, elegibilidade, as regras para o uso e ocupação dos alojamentos e poderá se inscrever para as vagas disponíveis.
Acesse a plataforma de reservas.
Para dúvidas, entre em contato com a Subcomissão de Alojamento e Hospedagem por e-mail: sbpcalojamento@ufpr.br.
Para mais informações: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
Sobre o evento, acompanhe as redes sociais oficiais da SBPC na UFPR.

Entre as mudanças, as pessoas inscritas terão três opções de cursos diferentes; redação valerá 120 pontos
A Comissão de Vestibular Unificado (CVU), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), definiu a data do período de inscrições para o Concurso Vestibular de Inverno 2023 da instituição. As inscrições podem ser feitas entre os dias 30 de maio a 10 de julho.
A taxa de inscrição é no valor de R$ 177 e a data limite para se efetuar o pagamento é 12 de julho. Poderá ser concedida a isenção dessa taxa a candidato que, cumulativamente, estiver inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e for membro de família de baixa renda, com ganhos de até meio salário mínimo por pessoa. Os procedimentos, o calendário e as normas que regulamentam o processo de isenção serão publicados em editais específicos disponíveis no site.
O edital das inscrições homologadas será publicado no dia 18 de julho, já os locais de provas serão divulgados a partir do dia 27 do mesmo mês.
A prova será realizada em 27 de agosto de 2023, das 13h50min às 19h.
Neste concurso a CVU implementou algumas mudanças no processo de avaliação e nas opções de cursos.
Na última reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP), da UEM, realizada no dia 13 de abril, foi aprovada a Resolução (número 005/2023) que trouxe alterações para o formato do vestibular unificado da instituição. De acordo com o regimento, após a análise dos pedidos de reconsideração da Resolução 005/2023-CEP, no último dia 10, ficaram definidas as alterações do vestibular da UEM.
De acordo com a resolução do CEP, entre as principais mudanças aprovadas consta a possibilidade do candidato optar por até três cursos de graduação, no momento da inscrição.
Ainda segundo a Resolução, para cada curso devem ser classificados, por ordem decrescente de pontuação, primeiramente, todos os candidatos que escolheram o curso em 1ª opção, seguidos pelos candidatos que se inscreveram para o curso em 2ª opção e, finalmente, pelos vestibulandos, que fizeram sua 3ª opção pelo curso. Os cursos pelos quais o candidato fará opção não precisam ser de uma mesma área.
Segundo o coordenador da Comissão do Vestibular Unificado (CVU) da UEM, Ednei Aparecido Santulo Júnior, as mudanças devem facilitar ainda mais o ingresso dos aprovados no vestibular, porque terão mais opção de escolhas. “O aluno aprovado pode se inscrever para Psicologia, Agronomia e Estatística”, exemplificou.
Para viabilizar a possibilidade de opção por mais de um curso na inscrição, a prova deixará de contar com as questões de Conhecimentos Específicos. Ela continuará com 50 questões de alternativas múltiplas, como tradicional, divididas entre as Áreas do Conhecimento contempladas na Base Comum Curricular da Educação Básica: Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas , Linguagens e suas Tecnologias – Língua Portuguesa e Literatura, Linguagens e suas Tecnologias – Artes, Educação Física e Língua Estrangeira, Matemática e suas Tecnologias, sendo 10 questões para cada uma dessas áreas. Cada questão continuará valendo seis (6) pontos, no mesmo molde da prova atual.
Outra novidade é que, a exemplo do Processo de Avaliação Seriada (PAS/UEM), a redação passará a valer 120 pontos e cada redação será avaliada por dois membros da banca composta para esse fim, e deve ser formada, exclusivamente, por profissionais graduados em Letras e/ou especialistas, mestres ou doutores em Letras, Linguística ou Língua Portuguesa, prévia e especificamente preparados para o processo, seguindo critérios estabelecidos pela Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU).
Hoje (23) foi publicado o Edital da CVU para as inscrições do Vestibular da UEM. Outras informações podem ser obtidas por meio deste site.
1. Assim que o candidato terminar a inscrição, será gerado um QR Code, com o qual ele poderá fazer o pagamento via PIX da quia de recolhimento.
2. Será aceito documento de identificação no formato digital a partir de agora.
3. Neste vestibular também será feito o reconhecimento facial, onde serão tiradas fotos do candidato: no momento da prova, na efetivação de sua matrícula e outra durante as aulas do ano letivo. As mesmas serão armazenadas pela CVU e o DAA, onde futuramente será realizada a confrontação destas imagens, para garantir que o estudante que está frequentando as aulas seja o mesmo do concurso. Durante as provas continuarão sendo coletadas as digitais dos candidatos.
4. Outra novidade importante é a possibilidade do uso do nome social pelas pessoas inscritas. Antes era permitido somente o nome civil.
5. Alguns quesitos que zeravam a redação foram excluídos. Na prova de conhecimentos gerais o candidato que zerava a prova não tinha sua redação corrigida, agora será. Se ele não zerar a redação, não será desclassificado.
Texto: LILIANA MELLO FEDRIGO E FRANCISCO DIAS NETO
O Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (MCN-UEPG) inaugurou a exposição permanente Jardim Geológico do Paraná-Coleção Bigarella, na última quinta-feira (18), às 14h. O evento ocorreu na área externa ao museu, no Centro de Convivência do Campus Uvaranas e integrou as atividades da 21ª Semana Nacional de Museus.
A exposição é um espaço interativo ao ar livre, onde os visitantes podem caminhar e conhecer as diferentes formações rochosas encontradas no Paraná. Outras duas exposições temporárias foram inauguradas no mesmo dia, na área interna do Museu.
O Jardim tem a forma do mapa do Paraná, forrado em pedrisco, com exemplares de rochas, dispostas sobre a região do estado em que foram coletadas, com placas explicativas sobre elas. As peças que compõem a mostra foram cedidas ao acervo do MCN pela Fundação João José Bigarella (Funabi), que repassou ao MCN mais de quinhentas amostras de rochas, fósseis e cristais coletados pelo geólogo paranaense que dá nome à Fundação. Além das rochas que compõem o Jardim Geológico do Paraná- oleção Bigarella, as demais peças, incorporadas ao acervo do Museu, serão utilizadas em futuras exposições e para consulta em pesquisas científicas.
O diretor do MCN, professor Antonio Liccardo, explica que o objetivo da exposição é dar visibilidade à diversidade geológica do Paraná e ao trabalho do professor Bigarella (1923-2016), referência nos estudos geológicos, além de oferecer uma opção de lazer no espaço em que está instalada. “A exposição encontra-se num local de passagem, onde pode ser visitada e apreciada pela comunidade universitária e visitantes até em dias que o museu está fechado. Estamos oferecendo à comunidade que utiliza o campus um espaço que une lazer e divulgação científica”. O diretor explica que o Jardim também integra o projeto Campus Parque, que tem o objetivo de atrair a comunidade a utilizar o Campus Uvaranas como espaço de lazer, por meio de espaços, como a exposição, e ações culturais.
A instalação do Jardim Geológico do Paraná-Coleção Bigarella foi feita por alunos do Departamento de Geociências (Degeo) da UEPG, sob orientação do diretor do Museu, e contou com apoio de servidores da Pró-reitoria de Planejamento (Proplan). Licardo avalia que, para a formação dos alunos, a experiência de montar o Jardim foi enriquecedora. “Foi um momento de pôr em prática o que viram em sala de aula. Todos nós pudemos conhecer mais sobre o Paraná durante a montagem”, comenta. O Jardim Geológico ficará aberto todos os dias para visitação, com entrada gratuita.
Texto: Gabriel Miguel | Fotos: Jéssica Natal
Foram prorrogadas, até o dia 28 de maio, as inscrições para o Vestibular dos novos cursos tecnológicos da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), ofertados na cidade de Loanda, para ingresso no 2º semestre de 2023. Com taxa de inscrição no valor de R$ 20, o vestibular conta com fase única, composta de uma prova de redação que acontecerá no dia 04 de junho.
São 3 novos cursos vinculados ao campus de Paranavaí: Agroecologia, Gestão de Produção Industrial e Gestão do Turismo, ofertados no período noturno, cada um com 40 vagas. As atividades acadêmicas serão realizadas na antiga Faculdade Intermunicipal do Noroeste do Paraná (Facinor), em Loanda.
INSCRIÇÕES
Para efetuar a inscrição, o/a candidato/a deverá realizar os seguintes procedimentos:
a) Ler o Edital do Concurso Vestibular, para conhecimento e ciência de todos os termos e normas do processo;
b) Optar por concorrer em Vagas de Ampla Concorrência (concorrência universal) ou em vagas do Sistema de Cotas.
c) Optar por um curso de seu interesse;
d) Preencher todas as informações solicitadas na ficha de inscrição;
e) Preencher o questionário socioeducacional;
f) Pagar o boleto da Taxa de Inscrição.
CLIQUE AQUI PARA REALIZAR A INSCRIÇÃO
Todas as informações sobre o Vestibular serão publicadas no site www.vestibular.unespar.edu.br.
Para mais informações, leia o Edital e o Manual do Candidato. Em casos não contemplados pelos documentos, entre em contato com a Comissão Central de Concurso Vestibular (CCCV), pelo endereço vestibular@unespar.edu.br ou pelo telefone (44) 3518-1844.
Confira mais detalhes sobre os cursos ofertados:
AGROECOLOGIA
40 VAGAS – NOTURNO – 3 ANOS
O curso superior ofertado na cidade de Loanda, na região Noroeste do Paraná, vinculado ao campus de Paranavaí da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), objetiva preparar profissionais tecnólogos/as capazes de atuar de forma crítica e criativa no atendimento das populações rurais, considerando os aspectos tecnólogos, políticos, econômicos, sociais, ambientais, gerenciais, organizativos e culturais e no atendimento às demandas da sociedade, com atividades integradas de ensino, pesquisa e extensão, pautando a formação na produção de alimentos saudáveis, sem o uso de agrotóxicos; na formação e democratização do conhecimento aos povos do campo; na potencialização dos recursos endógenos à unidade de produção e vida familiar e redução de custos de produção; no autoconsumo e na diversificação da produção; na atuação e agregação de valores em todas as fases do processo produtivo; no desenvolvimento do espírito cooperativo entre os agricultores; na interação campo-cidade; na valorização e recriação da cultura local; na preservação do meio ambiente e no resgate e desenvolvimento de recursos genéticos.
ÁREA DE ATUAÇÃO
Profissional apto a planejar, orientar e administrar a utilização dos fatores de produção, com vistas a produção vegetal e animal, assim como de gêneros alimentícios de qualidade, conservação do meio ambiente, criação e desenvolvimento de tecnologias para o campo de forma apropriadas, sustentáveis e agroecológicas, com respeito ao agroecossistema nas comunidades rurais e áreas de assentamentos.
GESTÃO DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL
40 VAGAS – NOTURNO – 3 ANOS
O curso superior é ofertado na cidade de Loanda, na região Noroeste do Paraná, vinculado ao campus de Paranavaí da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). O mundo do trabalho se move e com ele o desenvolvimento da produção industrial com base no conhecimento científico e tecnológico. Neste processo, há o fortalecimento do país e do mercado com a ampliação da produção industrial na diversidade e multiplicidade para atender a demanda social, cuja base produtiva se torna complexa e exige cada vez mais trabalhadores capacitados para o controle e a gestão da produção, racionalizando o processo produtivo, evitando-se perdas de tempo e material de trabalho. Na complexidade do trabalho, o curso tem por objetivo e natureza formar jovens, lidar com os avanços da ciência e da tecnologia na produção industrial, prepará-los/as para se situarem no mundo contemporâneo e dele poder participar de forma proativa na sociedade e no mercado de trabalho, cuja base industrial se assenta em tecnologias em constantes transformações. O curso vem ao encontro destas necessidades, cujo processo de ensino volta a atenção para a formação de profissionais para entender e diagnosticar as necessidades da indústria, propor soluções e buscar melhorias, tanto produtivas, quanto de qualidades, liderar e coordenar equipes de trabalho com vistas na otimização de materiais e seus usos, no domínio e na aplicação das normas de segurança do trabalho e na gestão ambiental.
ÁREA DE ATUAÇÃO
O/A) egresso/a tecnólogo/a em Gestão de Produção Industrial é apto/a à administração e suporte logístico à produção como: Planejar, supervisionar e aplicar processos de produção. Planejar a logística de movimentação do produto na indústria. Avaliar e otimizar fluxos de materiais, layouts e linhas de produção. Supervisionar a seleção e o tratamento das matérias-primas. Controlar a qualidade de processos. Coordenar equipes de trabalho. Especificar técnicas de informação para gestão e controle da manufatura. Vistoriar, realizar perícia, avaliar, emitir laudo e parecer técnico em sua área de formação.
GESTÃO DO TURISMO
40 VAGAS – NOTURNO – 2 ANOS E MEIO
O curso superior ofertado na cidade de Loanda, na região Noroeste do Paraná, vinculado ao campus de Paranavaí da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), visa desenvolver o estudo e a análise da atividade turística em profundidade, com particular foco no ambiente em que está inserido e nas relações que estabelece, formando pessoas capazes de lidar com o avanço da ciência e da tecnologia, preparadas para se situar no mundo contemporâneo e dele participar de forma proativa na sociedade e no mercado de trabalho. O curso oferece ferramentas para que os futuros profissionais atuem no mercado turístico nacional e internacional, com capacidade de análise e decisão para desenvolver as rotinas nas áreas de: transportes, intermediação de serviços e hospitalidade. Tem como principal objetivo graduar Tecnólogos/as em Gestão de Turismo, com a visão do Turismo enquanto atividade econômica e fenômeno social, habilitando-os a exercer funções no planejamento, organização e gestão de destinos, negócios e empreendimentos turísticos, de âmbito privado ou público, sempre comprometidos com a inovação, qualidade socioambiental e com o desenvolvimento regional.
ÁREA DE ATUAÇÃO
Analista de produtos de viagem em Agências de Turismo. Agente de ecoturismo. Analista de turismo corporativo. Divulgador turístico. Centros Gastronômicos. Empresas de eventos. Empresas de Hospedagem, recreação e lazer. Empresas de planejamento, desenvolvimento de projetos, assessoramento técnico e consultoria. Companhias Aéreas. Cruzeiros marítimos. Órgãos públicos com atuação na área. Instituições de Ensino, mediante formação requerida pela legislação vigente.
As universidades estaduais de Ponta Grossa (UEPG) e de Maringá (UEM) promovem, neste sábado (20), atendimento gratuito à população para auxiliar no preenchimento da declaração de Imposto de Renda. Em Ponta Grossa, a ação acontece no Câmpus Central da universidade, no período da manhã. Na UEM, as atividades serão em Cianorte, cidade onde a universidade tem um câmpus.
Nos dois projetos, os atendimentos são destinados aos contribuintes de baixa renda e aos microempreendedores individuais, com orientações fiscais básicas. Para contribuintes que se enquadram em outras categorias, o projeto prevê a conscientização e indicação sobre a doação do Imposto de Renda para instituições cadastradas em conselhos municipais, estaduais ou federais. O prazo para entrega da declaração é 31 de maio.
A proposta é voltada para orientar e conscientizar a população sobre a importância da regularização do Cadastro da Pessoa Física (CPF), o uso das plataformas do Governo Digital, como o portal gov.br, e para esclarecimento de dúvidas sobre as áreas fiscal e tributária. As ações são ligadas a projetos de extensão dos cursos de Ciências Contábeis das universidades. Os projetos são desenvolvidos durante o ano letivo, com a participação de alunos do curso de graduação, e oferecem serviços de contabilidade.
O professor de Ciências Contábeis e coordenador do projeto na UEPG, Jessé Alencar, explica que o envolvimento no atendimento à população auxilia na formação profissional do estudante de graduação. “Busca-se, dentre outros objetivos, proporcionar aos estudantes informações sobre a função social dos tributos, e também, sobre os direitos e deveres associados à tributação. Qualificar o futuro profissional por meio da vivência prática, proporcionando a aplicação do seu aprendizado acadêmico”, disse.
UEPG – O mutirão acontece das 8h às 12h, na sala D-109 do Câmpus Central, que fica na Praça Santos Andrade, no Centro de Ponta Grossa. Serão 50 atendimentos por ordem de chegada. Durante a semana os atendimentos são de terça a quinta-feira, das 15h às 17h, no mesmo local. A ação é realizada pelo Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) e Projeto Imposto de Renda (Projir). Os atendimentos para a declaração de IR acontecem há 15 anos na instituição.
UEM – O plantão na Universidade será das 9h às 15h, na Praça 26 de Julho, em Cianorte. A Campanha NAF IR é uma ação do Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) da universidade. Com início em 2013, prestou atendimento a mais de mil microempreendedores individuais (MEIs) e centenas de contribuintes caracterizados como pessoa física. Durante o período, aproximadamente 100 estudantes atuaram no projeto.