Lançou nesta quarta-feira (10)
Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime). A iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Fundação Araucária. O edital é destinado a pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica do Paraná, incluindo professores, estudantes e profissionais da carreira técnica administrativa. As inscrições são online e vão até 4 de junho, com limite de 150 vagas para a primeira fase do programa.
Em 2023, o Prime terá premiação de incentivo científico no valor de R$ 1 milhão, sendo R$ 200 mil para cada finalista. Os recursos são oriundos do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico. As atividades serão desenvolvidas ao longo de cinco meses em formato remoto, com previsão de início em 7 de junho.
O objetivo do Prime é prospectar pesquisas acadêmicas com potencial mercadológico para transformar os resultados científicos em produtos, serviços e novos negócios. Os prêmios em dinheiro serão aplicados integramente no desenvolvimento das tecnologias propostas pelos pesquisadores, contribuindo para o fortalecimento da propriedade intelectual e da cultura empreendedora.
O programa consiste em trilhas de qualificação para pesquisadores, com foco no desenvolvimento de habilidades e competências para negócios. Para desenvolver e aplicar o conteúdo, a ação conta com a colaboração do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR).
SEGUNDA ETAPA – Para a segunda etapa da jornada serão selecionados 20 participantes da fase inicial. O critério para concorrer a essas vagas será a comprovação do depósito ou registro de patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, reforça a importância de incentivar a cultura empreendedora para que os resultados de pesquisas alcancem o mercado e beneficiem a população e do desenvolvimento econômico e social. “A finalidade do Prime é capacitar os pesquisadores para se tornarem empreendedores e licenciar as ideias protegidas para gerar negócios, emprego e renda, contribuindo com o desenvolvimento socioeconômico do Paraná”, afirma.
O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, explica que esta edição do Prime essencialmente é baseada na ideia de bancada ao mercado. “São identificadas possibilidades de proteção industrial, do invento, para que possa ser levado para a sociedade. Sabemos que nossas universidades são altamente produtivas em invenções e esse programa visa, justamente, identificar aquelas que têm um potencial de serem levadas para a sociedade”, reforça.
JORNADA – O Prime se baseia em capacitação e qualificação por meio de workshops, consultorias individuais, mentorias coletivas, pitch (versão resumida do discurso de venda com informações sobre mercado e descrição do produto/serviço) e demo day (evento de apresentação de negócios para o mercado, parceiros e investidores). A carga horária total prevista para essas ações é superior a 35 horas.
O conteúdo programático contempla temas como: aspectos jurídicos, desenho de soluções, fontes de financiamento, ideação, modelagem financeira, parcerias, pesquisa e desenvolvimento (P&D), processos comerciais, propriedade intelectual, patente verde, transferência tecnológica e validação de negócios. Os participantes do Prime terão, ainda, uma trilha focada em sustentabilidade com temáticas ligadas à agricultura sustentável, cidades inteligentes e energias renováveis.
Além da premiação em dinheiro para o desenvolvimento dos projetos, os cinco finalistas serão contemplados com um programa de pré-aceleração ou pacote de consultorias em temáticas de inovação e mercado do Sebrae/PR e um programa de mentoria individual do Inpi. O desembolso financeiro para os pesquisadores contemplados será condicionado à apresentação da documentação prevista e demais critérios especificados no edital.
SERVIÇO:
Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime) – Edição 2023
Inscrições: até 4 de junho – AQUI
Evento online para esclarecer dúvidas: 18 de maio, às 14 horas – AQUI
Divulgação dos inscritos: 5 de junho
Início das atividades – 1ª fase: 7 de junho
Resultado da 2ª fase: 30 de agosto
Resultado da 3ª fase: 25 de outubro
Edital: seti.pr.gov.br/Prime-2023
No mês em que se comemora o Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, o Museu Dinâmico Interdisciplinar da Universidade Estadual de Maringá (Mudi/UEM) aproveita a oportunidade para lança o e-book “Ciências da Saúde”. Este é o terceiro produto da série Conexão Ciência – Memória C². O projeto C² é composto pesquisadores, professores e servidores da UEM, além de profissionais da comunicação do mercado, que oferecem a obra digital à população com objetivo de popularizar o conhecimento científico.
O Conexão Ciência tem como foco desenvolver ações de divulgação científica, tecnológica e de inovação pela mídia. É uma das ações do Novo Arranjo de Pesquisas e Inovação-NAPI de Educação para a Ciência. Conta com o financiamento da Fundação Araucária (FA), apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), atuação das sete Instituições Estaduais de Ensino Superior do Paraná (IEES) e produção executiva do Mudi.
O C² é o embrião da Rede Paranaense de Divulgação Científica. A iniciativa nasceu em 2021, a partir da ação de duas cientistas em parceria com a equipe da Seti. O acordo foi feito pela coordenadora sênior do projeto e, então, pró-reitora da Extensão da Cultura da UEM, Débora Sant’Ana; e pela jornalista e, então, assessora de divulgação científica da PEC, Ana Paula Machado Velho. Em 2022, a proposta cresceu, ganhando o respaldo da Fundação Araucária e se estendendo às outras IEES.
Débora Sant’Ana explica que “a equipe propôs uma narrativa multimídia, um novo modelo que sugere uma experiência inovadora em divulgação científica. O grupo conta com alunos e professores ligados às áreas de jornalismo, artes e tecnologia, que apoiam a produção de reportagens compostas por áudio, textos e vídeos”.
Segundo a coordenadora executiva do C², Ana Paula, “todo o conteúdo da primeira fase do projeto virou e-book. A série está sendo lançada em cinco volumes temáticos”. O primeiro saiu em novembro do ano passado com textos da área de Ciências Exatas, Biológicas e da Terra. O segundo, sobre “Perfis” de pesquisadoras, foi publicado em 8 de março deste ano, em homenagem ao Dia da Mulher. Agora, o grupo lança o terceiro com o tópico “Ciências da Saúde”, neste mês em que se comemorou o 7 de abril, Dia Mundial da Saúde.
O volume inclui dezesseis reportagens. Uma delas, “Saúde, você sabe o que isso significa?”, fala do conceito do termo, reunindo explicações de especialistas e vídeos, além de enumerar algumas curiosidades como leis e projetos que podem ajudar a tirar dúvidas da população em geral.
Para acessar o novo e-book, é só clicar neste link. “Aproveite e dê uma circulada no projeto Conexão Ciência – C². Você não vai se arrepender”, conclui a professora Débora Sant’ Ana
A programação incluirá conferências, mesas-redondas e sessões especiais, com o objetivo de fornecer aos participantes um amplo panorama do que há de melhor em CT&I no Brasil. Com o tema “Ciência e democracia para um Brasil justo e desenvolvido”, o evento será realizado de 23 a 29 de julho na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) divulga nesta quinta-feira (20/04) a programação preliminar da 75ª Reunião Anual. Com o tema “Ciência e democracia para um Brasil justo e desenvolvido”, o evento será realizado de 23 a 29 de julho de 2023, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. A programação incluirá conferências, mesas-redondas e sessões especiais, com o objetivo de fornecer aos participantes um amplo panorama do que há de melhor em CT&I no Brasil.
Entre os temas que serão abordados nas conferências, destacam-se “A Amazônia próxima de um ponto de não retorno: por que é necessária uma economia de floresta em pé?”, “A independência do Brasil: constitucionalismo e direitos”, “A mulher negra latino-americana e caribenha e a pesquisa: caminhos e escrevivências”, “Alerta ou perigo dos microplásticos em solos: contaminantes ou poluentes?”, “Amazônia, devastação, garimpo ilegal e contaminação dos rios e dos povos originários”, “O impacto social da ciência e da democracia: como fazer um círculo virtuoso entre elas e a ética” e “Políticas de combate à fome e à miséria”.
As mesas-redondas trarão ao evento discussões dos assuntos mais relevantes em nossa sociedade atual, como “A experiência do sistema nacional de cultura 10 anos após sua aprovação”, “A saga do povo Yanomami: o genocídio planejado”, “ChatGPT 4: o que é e o que muda na produção acadêmica?”, “Ciência e o acesso democrático à água”, “Cientistas trans: inclusão e desafios de diversidade na ciência brasileira”, “Engajamento público para conservação e restauração da natureza” e “Para além da tela: educação audiovisual e cinema”, entre outros.
Além disso, a programação incluirá 12 sessões especiais que destacarão, por exemplo, os 75 anos da SBPC e sua história de lutas; o centenário do físico paranaense César Lattes, além de uma homenagem aos 110 anos que a Universidade Federal do Paraná completa em 2023.
A SBPC espera que a 75ª Reunião Anual atraia participantes de todas as idades e áreas de interesses, incluindo cientistas, educadores, estudantes, políticos e membros do público em geral. O encontro oferecerá uma oportunidade única para o intercâmbio de ideias e para o avanço do conhecimento científico no Brasil e no mundo.
Cláudia Linhares Sales, secretária-geral da SBPC e coordenadora-geral do evento, ressalta que a programação da 75ª edição da Reunião Anual foi cuidadosamente planejada para trazer aos participantes temas importantes para o desenvolvimento do Brasil, defendidos pela entidade: a ciência, os direitos humanos, o meio ambiente, a inclusão social e a democracia.
“Nesta edição, nos preocupamos em contemplar assuntos contemporâneos, como a Inteligência Artificial e o avanço do ChatGPT 4 na produção acadêmica. Em meio ambiente, teremos discussões sobre a descarbonização da economia e os impactos da devastação e garimpo ilegal na contaminação dos rios e povos originários, por exemplo. Vamos discutir assuntos relacionados à educação, como a avaliação da produção científica e o Novo Ensino Médio. Além disso, teremos também um conjunto de sessões especiais preparatórias para a 5ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia”, comenta.
A secretária-geral da SBPC conta que a programação científica foi elaborada em conjunto pelas 170 sociedades científicas afiliadas à SBPC, pela universidade que hospedará esta edição, a UFPR, por membros do Conselho e diretores da entidade, sempre baseadas no lastro do tema do evento. “Após recebermos essas propostas, a Comissão de programação científica da 75ª RA as analisa e organiza a grade de atividades, sem deixar de fora assuntos caros ao País, como o orçamento para a ciência, tecnologia e inovação, políticas públicas para pesquisa, direitos humanos, entre outros”, diz.
Existe uma grande expectativa e entusiasmo com a realização desta edição da RA, segundo Linhares Sales. Primeiro, porque o evento celebra duas datas importantes: os 75 anos da SBPC e os 110 anos da UFPR. Segundo, será realizada no primeiro ano de um novo governo, em um panorama de reconstrução para diversas áreas, especialmente para ciência, tecnologia e inovação, o meio ambiente, os direitos humanos, além de restabelecimento dos valores democráticos, das instituições e do Estado laico. “Vamos trazer palestrantes e conferencistas que consigam apontar caminhos que a sociedade deve tomar para que a gente consiga superar rapidamente os danos sofridos nesses últimos anos. Por isso, a programação foi pensada, como é de costume, para trazer as grandes novidades em CT&I, educação, entre outros assuntos, para pensarmos o futuro”, afirma.
A Reunião Anual
Criada em 1948, a SBPC é uma entidade voltada à defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil e que, ininterruptamente, realiza desde 1949 sua Reunião Anual, considerada o maior evento científico da América Latina.
A cada ano, a Reunião Anual da SBPC é levada a um estado brasileiro, prioritariamente em universidade pública. O evento reúne milhares de pessoas – cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes, além de autoridades e gestores, formuladores de políticas públicas para ciência e tecnologia no País.
As reuniões anuais da SBPC têm, concomitantemente, os objetivos de debater políticas públicas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação e de difundir os avanços da Ciência nas diversas áreas do conhecimento para toda a população.
Para mais informações: https://ra.sbpcnet.org.br/75RA/
Vivian Costa – Jornal da Ciência
Duas reportagens, do dia 20 de abril, comemoram ao Dia dos Povos Indígenas, na plataforma de divulgação científica Conexão Ciência – C²: “Câmeras e histórias transformando consciências” e “Uma pedagogia para chamar de nossa! ”. O C² é uma iniciativa dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Educação para Ciência e Divulgação Científica, financiado pela Fundação Araucária. O projeto tem como objetivo a criação da Rede Paranaense de Popularização da Ciência e reúne as Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES).
O texto “Câmeras e histórias transformando consciências” traz uma curiosidade muito importante relacionada aos termos índio e indígena. Uma lei foi a responsável por definir o dia 19 de abril como o Dia dos Povos Indígenas, antigamente conhecido como Dia do Índio. Mas o foco da reportagem mesmo é o projeto Ciclo de Formação Acadêmica Intercultural Indígena, coordenado da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Dentro do Ciclo, há uma ação de extensão chamada “Audiovisual para o fortalecimento da identidade indígena no processo educativo”. A iniciativa nasceu como forma de amparo aos estudantes e já produziu cerca de 25 autobiografias e 7 documentários. Confira os detalhes dessas produções, não vamos dar spoiler aqui.
A segunda matéria, “Pedagogia para chamar de nossa!”, relata os desafios que esses povos enfrentam no dia-a-dia no Brasil. Como as escolas, muitas vezes, não estão em seus territórios não levam a cultura e língua deles a sério, complicando o acesso à educação. Quando se trata de ensino superior, a dificuldade se torna pior, por conta da falta das leis públicas adequadas.
Quer mergulhar no universo indígena? Então, acesse o Conexão Ciência – C².
Universidade vai gerir iniciativa que envolve oito instituições e tem financiamento da Fundação Araucária
Uma das ‘ferramentas’ para levar qualidade de vida à população do Paraná foi oficialmente criada em uma solenidade realizada, nesta terça-feira (25), no auditório do Núcleo de Educação à Distância, da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Trata-se do lançamento do NAPI Biodiversidade: serviços ecossistêmicos. Financiando pela Fundação Araucária (FA), esse é o primeiro Arranjo com coordenação geral vinculada à UEM. A cerimônia contou com a presença do reitor Leandro Vanalli e do diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da FA, Luiz Márcio Spinosa, entre outras autoridades e pesquisadores das instituições de ensino envolvidas no projeto.
O professor Spinosa fez uma breve apresentação do que a Fundação Araucária vem trazendo à ciência do Paraná com a criação e consolidação dos NAPIs – Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, que já são 37. Segundo o gestor da FA, esses arranjos surgiram a partir de demandas socioeconômicas do Estado, que foram categorizadas em ecossistemas, os quais vêm ganhando projetos específicos, organizados em áreas prioritárias e são ‘entregues’ a responsabilidade de pesquisadores do Paraná, aproveitando a expertise de cada um e das universidades, que devolvem à sociedade, por meio de conhecimento, produtos e serviços, o investimento que o Estado faz em ciência e tecnologia.

“Temos uma capital intelectual que vale mais do que muitas das maiores empresas do Paraná. É esse capital, o conhecimento dos nossos pesquisadores e das nossas universidades que investimos, por meio dos NAPIs, junto com outros recursos. Conseguimos financiar ações e inovações para melhorar a qualidade de vida dos paranaenses, por exemplo, gerando empregabilidade e renda, gerando tecnologia para o campo. No caso do NAPI de Biodiversidade: serviços sistêmicos, os pesquisadores podem apontar como melhorar a agricultura paranaense, como preservar a água, recurso tão importante para a nossa vida”, explicou Spinosa.
NAPI da UEM – O professor da Universidade de Londrina e coordenador do NAPI Biodiverisidade, professor Halley Caixeta de Oliveira, contou que o Arranjo da UEM surgiu de uma oportunidade oferecida pela FA de desdobrar o tema que já vinha sendo tratado na UEL. Um edital lançado pela BiodivERsA Políticas globais, relacionado à biodiversidade e ao combate às mudanças climáticas, fez surgir um projeto internacional com a participação da UEL, que, mais tarde, se alinhou às áreas prioritárias para investimento em C&TI do Estado do Paraná. Nesse movimento foi criado o núcleo inicial para implantação do NAPI Biodiversidade, em Londrina.
“Mas como o tema é muito diverso e havia muitos pesquisadores e áreas a serem exploradas no nosso Estado neste tema, a própria Fundação Araucária, por meio do professor Spinosa, articulou o desdobramento do NAPI e, hoje, temos o Biodiversidade: Restore e o Biodiversidade: Serviços sistêmicos, com muitos interesses e pesquisadores em comum”, explicou Oliveira.
Segundo a coordenadora Cláudia Bonecker, o projeto NAPI Serviços Ecossistêmicos tem como objetivo atender às demandas do Paraná sobre ações e políticas sustentáveis, que garantam a manutenção dos serviços ecossistêmicos à sociedade. Para isso, de acordo com a bióloga, “é necessário trabalhar para a conservação e proteção da biodiversidade, avaliando os serviços ecossistêmicos associados aos ambientes aquáticos continentais, por exemplo, incentivando inovações tecnológicas e, também, promovendo a divulgação do conhecimento e a valorização da biodiversidade no Paraná”, especificou a pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia), da UEM.
O projeto conta com a participação de quatro instituições estaduais de ensino superior – UEL, Unioeste, Unespar e Unicentro, além da UEM; e três universidades federais – UFPR, UTFPR e Unila. Envolve 61 pesquisadores, entre docentes, discentes de graduação e pós-graduação, e técnicos.
A coordenadora de Biodiversidade da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Evanilde Benedito, professora da UEM e membro do Nupélia, ainda lembrou que ações como essas financiadas pelos Napi são capazes de formar novos pesquisadores e mão de obra qualificada para futuras pesquisas.
“Só nos NAPIs que envolvem o tema Biodiversidade temos a participação de 27 programas de pós-graduação e de 42 cursos de graduação. São alunos ganhando experiência e passando por processos de integração nos laboratórios. Isso é um cenário riquíssimo, que garante a renovação da ciência no Paraná. Parabéns à Fundação Araucária por essa iniciativa”, declarou a representante da Capes.

Comunicação com a sociedade – A representante das Instituições Estaduais de Ensino Superior Público do Paraná, na Fundação Araucária, professora Débora de Mello Sant’ Ana, anunciou o suporte da Fundação aos Arranjos, por meio do NAPI que coordena, o de Comunicação e Divulgação Científica. “Estamos abertos a divulgar as ações tão importantes que vocês já desenvolvem, mas precisam ser conhecidas pelas pessoas comuns. Estamos começando nosso trabalho para dar esse apoio por meio de projetos de extensão e comunicação”.
A solenidade transmitida, ao vivo, pelo canal da Fundação Araucária no Youtube, contou com a participação remota do diretor geral da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), representando o secretário, Aldo Bona, Michel Jorge Samaha. O professor declarou que espera ver, muito breve, os resultados das ações dos 61 pesquisadores envolvidos no NAPI Serviços Ecossistêmicos.
“Os dados fornecidos por eles podem ser fundamentais para sustentar políticas públicas que nos ajudem a enfrentar os desafios ambientais que temos pela frente, permitindo que possamos avaliar de forma correta os serviços ecossistêmicos e traçar projetos de governança com orientação baseada em informações científicas”, declarou Samaha.
Representando o reitor da UEM, que precisou se ausentar por causa de um compromisso, o diretor de pós-graduação da universidade, professor Carlos Humberto Martins, lembrou que o Paraná é um dos estados que mais investem em ciência e tecnologia no país. “Isso reforça que nossa política nesta área é a de retornar à sociedade o conhecimento, levando melhoria de qualidade de vida às pessoas, como propõe o NAPI de biodiversidade”.
Indígenas realizam sonho de estudar, tornarem-se professores e ensinarem as tradições e cultura ancestral na escola da sua aldeia
Você já se imaginou vivendo num país estrangeiro, estudando com pessoas que possuem uma cultura diferente da sua e falando uma língua que você não entende? Complicado. Já imaginou os perrengues que você teria que administrar?
Vamos além: e se o país fosse o seu e você não conhecesse a língua e cultura da maioria da população? Mais complicado ainda, né?
Então, senta que lá vem história!
Em uma movimentada tarde de sexta-feira na universidade, o jovem João Victor Retahn Jeca, da etnia kayngang, encontra num corredor a professora Maranúbia Pereira Barbosa Doiron aguardando seus alunos para mais um dia de aula de Francês.

Curioso, ele se aproximou e abordou a professora perguntando que disciplina ela lecionava. Então, ela perguntou “como vai?” na língua nativa de João Victor, que no reflexo corrigiu sua fonética de forma muito didática, explicando como era e confirmando depois que estava correto.
A conversa continuou e na sequência Maranúbia perguntou sobre a palavra ‘nér krókré’ (gambá) e, novamente, João Victor disse que a pronúncia não era aquela e, mais uma vez, explicou como deveria ser.
Mas o que mais chamou a atenção de João Victor foi a entonação da professora ao chamar pelo seu nome: “você não me chama como os outros”, ele disse. Isso porque Maranúbia é docente de Francês e, às sextas-feiras, leciona na Universidade Estadual do Centro-Oeste, a UNICENTRO no campus de Guarapuava, para senhoras atendidas pela Universidade Aberta à Terceira Idade, Unati, por meio do Programa Multicultural de Línguas e, ao chamar João Victor, fez sua entonação como fariam os francófonos – ‘Joau Victór’.
E essa é a história de um jovem acadêmico indígena com uma generosa professora de Francês, que, ao final da conversa, presenteou o jovem com uma cópia da unidade do livro de Francês utilizado em suas aulas, para instigá-lo em sua curiosidade. Depois de muito hesitar, João pegou sua cópia e a levou consigo. Antes de se despedir, o acadêmico contou para a professora que segue um canal que dá dicas de Francês e que se espanta porque eles não falam como se fala o português.
Quer continuar lendo essa magnífica história? Acesse a matéria completa do Conexão Ciência aqui!
O MannaGaláxias BootCamp está com inscrições abertas para professores de todo país que queiram participar do maior evento de inovação e educação 5.0 que acontece no dia 7 de maio, no Paraná, durante a Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá – Expoingá. O grupo promete “tratar do que é indizível, inenarrável, imponderável e sublime na docência e na sociedade 5.0: tecnologias e pessoas exponenciais”!
Segundo a coordenadora do projeto, Linnyer Ruiz Aylon, as tecnologias exponenciais são aquelas que provocam mudanças na sociedade e promovem inovação, entre outras características. “As pessoas exponenciais são felizes, criativas e capazes de promover a inovação e contribuir com o bem-estar e o bem-viver. Juntas, as pessoas e as tecnologias exponenciais; isto é, a Inteligência Artificial, a Internet das Coisas, a Robótica, o Metaverso etc., promovem as escolas exponenciais”, explica a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
As inscrição gratuita devem ser feitas no site no link: https://manna.team/expo-manna/GalaxiasBootCamp2023.
As vagas são limitadas. O público-alvo são professores(as) de escolas públicas e professores(as) universitários!
Outras informações em no perfil do Instragram: @manna_team.
Dois temas bem curiosos: fungos e matemática. Eles são o foco do Conexão Ciência – C², desta semana. O projeto é uma das iniciativas do NAPI de Educação para a Ciência e Divulgação Científica, financiado pela Fundação Araucária. O objetivo é criar a Rede Paranaense de Popularização da Ciência, a Repopar, com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
“Reino Fungi, o nosso malvado favorito” e “Matemática? Não, curiosidade, estratégia e diversão”, que foram publicadas dia 13 de abril, são os títulos das reportagens do C², uma iniciativa dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPI) e financiada pela Fundação Araucária. O projeto tem como objetivo a criação da Rede Paranaense de Divulgação Científica e agrupando as Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES).

A série “The Last of Us” lançada no começo do ano de 2023, trouxe o enredo sobre fungos. O Cordyceps sofre uma mutação e passa a contaminar os seres humanos. Baseado neste roteiro, os telespectadores começaram a ter dúvidas se os fungos existiam ou se era possível a contaminação humana. Com o objetivo de desmistificar o tema, professores pesquisadores responderam essas e mais perguntas na reportagem sobre o Reino Fungi.
Saindo do ramo de biológicas e indo para de exatas, uma reportagem fala de propostas que podem resolver a forma cansativa de aprender matemática transformando em divertida, por meio de jogos e materiais manipulativos. Alguns destes laboratórios é o Matemativa – Exposição Interativa de Matemática, que contém um espaço físico no Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) no campus sede da UEM e divulga exposições em eventos culturais e científicos de Maringá e região. O MUDI fica aberto de terça a sexta e domingo, de 8h às 11h e 14h às 17h.
Acesse o Conexão Ciência e divirta-se!
Pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus de Foz do Iguaçu e da University of New South Wales (Austrália) estão desenvolvendo uma armadilha inteligente para combater o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, Zika e chikungunya.
A armadilha, tem como objetivo capturar e identificar as espécies de mosquitos de forma automática, utilizando inteligência artificial. A tecnologia utilizada na armadilha permite determinar em tempo real a quantidade de mosquitos capturados no ambiente ao longo do tempo. Essas informações permitirão, por exemplo, atualizar o registro sobre os focos de mosquito encontrados, ajudando as autoridades de saúde a direcionarem as ações de combate ao Aedes aegypti de forma mais eficaz.
Para o pesquisador e professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Computação da Unioeste, André Maletzke, por se tratar de uma tecnologia em desenvolvimento – onde a Unioeste é o braço brasileiro do projeto que conta com recurso 100% internacional – ainda existem alguns desafios a serem vencidos e perguntas a serem respondidas. Embora a tecnologia tenha passado por diversos testes em laboratório e em condições de semicampo, os próximos meses serão de muito aprendizado, pois se espera que a tecnologia seja colocada em campo, com o apoio de órgãos de vigilância, pela cidade. O pesquisador espera que essa nova fase de testes pela cidade traga uma série de dados que permitam aperfeiçoar a tecnologia e adequá-la ao manejo diário.
O pesquisador lembra que diversos avanços foram realizados na tecnologia ao longo dos anos para aumentar a capacidade em identificar espécies e outros parâmetros. “A ideia era encontrar uma assinatura baseada no som (aquele barulhinho insuportável) que cada mosquito emite e usar essa assinatura para identificá-los. Para isso, métodos de inteligência artificial têm sido adaptados sob medida para o problema”. No início queríamos tornar a tecnologia capaz de diferenciar automaticamente mosquitos de outros tipos de insetos como abelhas e moscas. O professor lembra que são poucos os insetos responsáveis por transmitir doenças e que a maior parte das espécies são benéficas ao ser humano. Com o passar do tempo a pesquisa evoluiu e as metas ficaram mais ambiciosas.
Atualmente, já é possível, por exemplo, identificar mosquitos por espécie, sexo e inclusive por tamanho. Os avanços no software também permitiram aumentar o nível de precisão na contagem das espécies capturadas”, diz.
O professor André Maletzke conta que a pesquisa está em constante evolução e que a tecnologia desenvolvida também tem sido utilizada para estudar o comportamento dos mosquitos e sua interação com o meio ambiente. “Quanto mais soubermos sobre esses insetos e seu comportamento em diferentes condições ambientais e de forma rápida, maior será nossa capacidade de intervir para mitigar surtos de doenças no futuro”, diz.
O Governo do Estado do investiu R$ 712 mil para implementar o Núcleo de Estudos, Pesquisas e Ações da Diversidade Educacional (Neade) nas universidades estaduais do Paraná. A iniciativa é da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e tem como objetivo identificar estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede pública de Ensino Fundamental, Médio e Superior, em todo o território paranaense. O intuito é elaborar políticas públicas para o suporte adequado aos alunos.
As universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro), do Norte do Paraná (Uenp) e do Paraná (Unespar) contam com estrutura física e equipe de trabalho com professores e bolsistas para o desenvolvimento do projeto.
A coordenadora do Neade na Unespar, Rosangela Trabuco, explica que os estudantes com TEA estão presentes em todos os níveis de ensino, mas no Ensino Superior o tema ainda é relativamente novo. “Os estudantes estão nas universidades, mas ainda não sabemos quantos são e em quais cursos estão. É preciso realizar novos estudos, desenvolver políticas públicas, pois o nosso objetivo é conhecer a realidade do Paraná para intervir”, afirma.
Ela detalha que a pesquisa será em três etapas. “A partir do nosso grupo de estudo com representantes das sete instituições, faremos a pesquisa quantitativa e análises qualitativas e apresentaremos à comunidade os resultados identificados por meio de atividades extensionistas e produção acadêmica”, salienta.

O transtorno do espectro autista é um distúrbio do neurodesenvolvimento. A condição demanda metodologias de aprendizagem específicas, que variam de pessoa para pessoa, conforme esclarece a professora Ana Barby, coordenadora do Neade da Unicentro. “Cada um tem a sua necessidade porque cada aluno tem as suas características, demandas e potencialidades. Temos estudantes com a linguagem bem preservada, temos alunos que não falam, ou seja, o atendimento que os alunos necessitam e o tipo de suporte é bem diferenciado”, enfatiza.
Ela esclarece, ainda, que todos os níveis de ensino devem estar preparados e qualificados para receber os estudantes e auxiliar no aprimoramento de cada um. “Esse é o desafio da instituição de ensino hoje, seja do básico ou superior, identificar qual é a necessidade e oferecer uma forma que atenda a sua necessidade”, diz.
As Instituições de Ensino Superior do Paraná atuam em rede no projeto de pesquisa. Em todas as universidades, há espaço físico e equipamentos para receber a comunidade acadêmica para orientações e explicações sobre o TEA. A iniciativa terá duração de dois anos. Ao final, será publicado um e-book com todo o material produzido pelos pesquisadores.
As coordenadoras Rosangela Trabuco e Ana Barby estiveram, na última semana, em Curitiba para apresentar o projeto aos servidores da Seti e participar de uma conversa sobre o tema. O encontro foi no Jardim Botânico e integrou as ações desenvolvidas pelo governo em referência ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril.
As enfermeiras do CHC Georgia, Ana e Tania
Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde declarou emergência em saúde pública de importância nacional para enfrentar a desassistência sanitária das populações em território Yanomami. Desde então, já foram realizados mais de 9,4 mil atendimentos aos indígenas pela chamada “Missão Yanomami”, que, por meio da Força Nacional do SUS, tem levado enfermeiros, médicos, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde voluntários para atuar na região.
Na última segunda-feira (10), três profissionais do Complexo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR) partiram rumo a Roraima para integrar as ações de fortalecimento da Rede Municipal do SUS em Boa Vista, via projeto da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares / Ministério da Saúde. As enfermeiras intensivistas pediátricas Ana Beatriz Guedes Ribeiro e Tânia Maria Araújo e a enfermeira intensivista neonatal Georgia Mayara Leandro Alves atuarão, pelo período de 20 dias, no Hospital da Criança Santo Antônio, na cidade de Boa Vista.
Georgia diz que quando a oportunidade surgiu, inscreveu-se prontamente. “Acredito na importância do meu trabalho para com a população indígena infantil”. Para Tânia, essa será uma experiência muito diferente da que vivencia na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do CHC e das atividades que já desenvolveu em seus mais de 20 anos de experiência profissional. “Será um aprendizado mútuo, tenho plena convicção. Acredito que irei aprender muito, pois nunca trabalhei com povos indígenas, desnutrição, pobreza extrema e doenças como a malária”.
Crianças yanomami são as principais vítimas de desassistência
Vítimas da extração de madeira e do garimpo ilegais em seu território, os yanomami sofrem com os efeitos do solo e da água contaminados, da floresta devastada e da disseminação desenfreada de doenças levadas pelos forasteiros. As crianças fazem parte da parcela da população mais afetada por esta crise sanitária e humanitária.
De acordo com a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, 570 crianças yanomami morreram por contaminação por mercúrio, desnutrição e fome, devido ao impacto das atividades de garimpo ilegal na região. Dados do Ministério da Saúde revelam que foram registrados casos de desnutrição e insegurança alimentar, principalmente entre as mais de cinco mil crianças da região.
A Secretaria Estadual de Ciência Tecnologia e Ensino Superior (SETI) juntamente com a Fundação Araucária e a UEL apresentaram nesta terça-feira (28) o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Biodiversidade: Recursos Genéticos e Biotecnologia que tem o objetivo de integrar grupos com foco na diversidade ambiental e na redução dos impactos das mudanças climáticas. O NAPI Biodiversidade reúne mais de 100 pesquisadores de 12 Universidades e Institutos de Pesquisa do Brasil, França e Alemanha e foi criado a partir do projeto RESTORE (natuRe-basEd SoluTions for imprOving REforestation), desenvolvido no Departamento de Biologia Animal e Vegetal do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEL. Além da apresentação do NAPI Biodiversidade, estudantes, professores e pesquisadores participaram nesta terça da abertura do Workshop que apresenta os resultados do projeto RESTORE. O encontro prossegue até quinta-feira (30), no CCB.
Há cerca de dois anos o projeto foi contemplado na chamada internacional Confap-BiodivErsA: 2019-2020, que envolveu Brasil, França e Alemanha. A Confap é o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. Já a BiodivERsA é uma rede de organismos internacionais que envolve 24 países europeus e demais parceiros, incluindo o Brasil. Por meio do RESTORE são desenvolvidos estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas, especialmente, a seca na microbiota do solo e nas plantas. Outro foco é o uso da biodiversidade para amenizar os efeitos da mudança climática.
Segundo o coordenador do projeto, professor Halley Caixeta de Oliveira, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal, a proposta de criar o NAPI Biodiversidade surgiu da Fundação Araucária, que defende Arranjos de Pesquisa como uma articulação entre a academia, governo, sociedade para a disseminação do conhecimento e da inovação. Em todo o estado hoje são cerca de 30 NAPIS nas diversas áreas do conhecimento e da economia. O professor explicou que o NAPI Biodiversidade será subdividido em duas grandes áreas: Recursos Genéticos e Biotecnologia e Serviços Ecossistêmicos, sendo que esta segunda deverá ser lançada oficialmente no próximo dia 25 de abril, na UEM, em Maringá.
A proposta do Arranjo de Pesquisa Biodiversidade é entender os fenômenos que envolvem a seca e desenvolver estratégias de nanotecnologia que atenuem esses impactos. No Brasil os estudos envolvem a Mata Atlântica. Segundo o professor Andre Luiz Martinez de Oliveira, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia da UEL, coordenador do NAPI Biodiversidade, as ações desenvolvidas consideram os objetivos da Agenda 21 da ONU, reunindo quase 50 pesquisadores de 21 programas de pós-graduação. Ele define a iniciativa como uma rede multidisciplinar para compreender a biodiversidade e apresentar soluções à sociedade.
O NAPI Biodiversidade deverá se basear em cinco metas – desenvolvimento de produtos biotecnológicos para agricultura e meio ambiente; produção biotecnológica para saúde, agricultura e meio ambiente; aplicação de nanotecnologia na produção de mudas para restauração ecológica; avaliação do estoque da biodiversidade e interação com a sociedade.

Repercussão – participando do lançamento de forma on line, o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, definiu a iniciativa como um trabalho organizado em rede para unir parceiros e otimizar recursos. “Queremos agrupar os melhores talentos, suprir com os recursos necessários rumo à construção de uma sociedade do conhecimento”, afirmou o secretário.
Para o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, os Arranjos Produtivos ativam os chamados ecossistemas de inovação, mobilizando os ativos tecnológicos do Estado e envolvendo as sete Universidades Estaduais, além das Federais. Atualmente, informou ele, os NAPIs paranaenses reúnem mais de 100 pesquisadores de 12 Instituições.
A reitora da UEL, professora Marta Favaro, destacou que os esforços desenvolvidos pelos pesquisadores paranaenses, juntamente com os do exterior (França e Alemanha) trarão um impacto positivo à sociedade a partir da produção de conhecimento. “Precisamos estender nossos braços e gerar ciência e tecnologia, criando novas possibilidades e mudando vidas. Essa é a nossa colaboração para fazer a diferença na sociedade”, resumiu.
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