A Universidade Federal do Paraná divulga edital que objetiva selecionar propostas de atividades científico-culturais interativas nas diversas áreas do conhecimento, para serem apresentadas na SBPC Jovem 30 anos, pelos Parceiros Históricos da SBPC Jovem, pelos Parceiros Institucionais e demais interessados pela 30ª edição.
As inscrições vão de 27.03 a 12.05, por meio de acesso ao formulário disponível em Edital completo do processo.
Dúvidas sobre este edital poderão ser encaminhadas para o e-mail <sbpcjovem@ufpr.br> com o título Dúvida – Edital Parceiros Históricos, Parceiros Institucionais e demais interessados na SBPC Jovem
Informações adicionais sobre o evento poderão ser consultadas no site oficial.
O Herbário da Universidade Estadual de Maringá (HUEM) e o Herbário do Nupélia (HNUP/UEM) são dois espaços desvendados em uma das matérias publicadas pelo Conexão Ciência – C², desta semana. O projeto é uma das iniciativas do NAPI de Educação para a Ciência e Divulgação Científica, financiado pela Fundação Araucária. O objetivo é criar a Rede Paranaense de Popularização da Ciência, a Repopar, com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Os Herbários podem ser comparados a um grande museu com milhares de exemplares de muitas famílias e variadas espécies de diferentes gêneros, que testemunham vidas passadas e atuais, e servem de guia para futuras necessidades de recomposição de fauna e flora. Os pesquisadores e curadores chamam de exsicatas, nome que deriva do latim “exsiccãtta” e significa “restos ressecados.” Os dois espaços da UEM estão localizados no campus sede com acervos disponíveis fisicamente e em plataformas on-line.
A coleção botânica que compõe o acervo do HUEM está sendo registrada desde o fim da década de 1970 com exemplares da Floresta Estacional Semidecidual do norte e noroeste do Paraná, enquanto as coleções do HNUP têm depositados exemplares coletados na planície de inundação do Alto Rio Paraná.
Animais – Os peixes também são personagens do C² nesta semana. Esses animais são ricos em proteína, vitaminas, minerais, gorduras boas em função dos ácidos graxos poliinsaturados, sendo o ômega 3 o mais falado quando se trata deste alimento. Esses elementos são super benéficos para a saúde, além de serem essenciais para a prevenção e combate de várias doenças. Por isso, muitos médicos e nutricionistas recomendam o consumo dos pescados de 2 a 3 vezes na semana.

Aí você se pergunta, como é que fica a vida daqueles que não gostam de peixe? Então, vem conhecer a pesquisa do Grupo de Estudos de Produtos de Origem Animal (Gepoa), do Departamento de Zootecnia (DZO), da Universidade Estadual de Maringá (UEM). A equipe prova que existem condições de aproveitar o resíduo de peixes como a tilápia, produzindo uma farinha e em um concentrado proteico de peixe, para uso na alimentação humana.
E a reportagem não fala de aproveitamento de resíduos de peixe só na alimentação. O grupo também pesquisa a qualidade do couro de algumas espécies para a aplicação na confecção de vestuário e de calçados.
Quer saber mais? Acesse o Conexão Ciência – C², que essa semana ainda traz a segunda temporada do podcast Caminhos de Severino, uma viagem cultural ao nordeste do Brasil.
Iniciativa propõe o descarte adequado de escovas de dentes usadas; material recolhido será reciclado
Cinquenta ecopontos para descarte adequado de escovas de dentes usadas foram inaugurados, nesta quarta-feira (22), pela manhã, no auditório Hélio Moreira, localizado na Prefeitura Municipal de Maringá. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Insight Odonto, empresa júnior de odontologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com a Secretaria de Limpeza Urbana (Seurb) do município.
A ideia de desenvolver o ecoponto foi inspirada em um projeto semelhante em Portugal. Em abril de 2022, foi instalado na Clínica Odontológica da UEM o primeiro ecoponto do Brasil com esta finalidade. “Quisemos expandir nossa ideia para que todos tivessem acesso a esses espaços. Buscamos a prefeitura por meio do secretário Paulo Gustavo e eles abraçaram nossa iniciativa”, ressalta William Filipin, estudante de odontologia e integrante da Insight.
Os ecopontos serão colocados em 34 Unidades Básica de Saúde (UBS), em alguns pontos da Prefeitura Municipal, na Associação Maringaense de Odontologia (AMO) e em outros locais públicos de Maringá. As escovas serão coletadas pela Seurb em um caminhão específico e encaminhadas para Incubadora Ecológica, criada pela UEM, onde o plástico será transformado em madeira ecológica, podendo se tornar matéria-prima para bancos de praças e carteiras escolares, por exemplo.
“É um projeto muito importante. As escovas seriam descartadas no lixo do banheiro e levadas para o aterro sanitário onde ficariam centenas de anos para serem decompostas. Agora, com a coleta, como o plástico da escova é de excelente material com ótima dureza elas poderão ser facilmente recicladas”, destaca Filipin.
O Conexão Ciência – C² desta semana está recheado de histórias interessantes. Uma bióloga da Universidade Estadual de Maringá (UEM) fala sobre os serviços que os peixes “prestam” para gente. Isso mesmo… a simples existência de algumas espécies e o equilíbrio delas em uma determinada localidade, um determinado ambiente beneficiam outras espécies como nós… seres humanos. São os serviços ecossistêmicos que os peixes nos oferecem. O nome do texto é “Nossos amigos, os peixes do Rio Paraná”.
A discussão da reportagem leva a gente a refletir sobre a importância do Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia), da UEM, ao qual a bióloga Carla faz parte. Há 40 anos, inúmeras vezes, uma enorme equipe se desloca para Porto Rico, cidade a 172 km de Maringá, e despende horas coletando peixes e outros organismos de diferentes locais da região.
Esse ritual transformou esse grupo em um verdadeiro protetor das espécies que vivem na planície de inundação, único trecho livre de barragens do alto rio Paraná. É um trabalho riquíssimo que precisa ser registrado, já que dá conta de reunir informações fundamentais sobre um ecossistema único, importante para o equilíbrio ecológico da bacia hidrográfica e para a economia da região; isto é, fundamental para garantir alguns dos serviços ecossistêmicos citados no estudo publicado acima.

O grupo, inclusive, coordena o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Taxonline, que trabalha com conservação de biodiversidade, e o NAPI Biodiversidade, que transita pela Inovação em estratégias biotecnológicas.
Mudi – Mas tem gente viajando para garantir o bem-estar físico e mental. E, de quebra, ganha conhecimento. O C2 conta, na matéria “Viajar: muito mais que apenas uma atividade de lazer”, que os benefícios de sair por aí vão muito além da diversão. Quando o roteiro turístico não se limita apenas aos pontos mais conhecidos do destino, trazemos de volta para casa uma bagagem cultural e científica muito maior do que antes.
Nosso personagem é o professor de ensino básico Paulo Cesar de Oliveira, que já participou de várias viagens com a Associação dos Amigos do Mudi (Amudi), do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), também UEM. Quando ele usa as viagens para exemplificar conteúdos dados em sala de aula, o aprendizado fica mais leve e divertido. Ainda tem mais: também é possível desenvolver as nossas habilidades sociais e intrapessoais por meio das atividades turísticas.
Esses são apenas alguns dos benefícios de viajar. Quer saber mais sobre os outros? Então, não deixe de conferir a matéria na íntegra.
A Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio da Comissão Executiva Local da 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e em parceria com a Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC), torna público o presente Edital para selecionar propostas para compor o “Circo da Ciência” na SBPC Jovem da 75ª Reunião Anual da SBPC, que será realizada de 23 a 29 de julho de 2023, na UFPR.
CIRCO DA CIÊNCIA
Espaço destinado para a exposição dos Centros e Museus de Ciências filiados à Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC) na SBPC Jovem, que trarão atividades interativas e lúdicas que promovem o contato das visitantes e dos visitantes com a ciência.
DAS INSCRIÇÕES
As inscrições estão abertas, até dia 31.03.2023, por meio do formulário. O resultado será divulgado em data disponível deste edital, no site da SBPC.
Dúvidas e informações adicionais sobre este edital poderão ser encaminhadas para o e-mail: sbpcjovem@ufpr.br, com o título Dúvida – Edital “Circo da Ciência”, ou pelo site SBPC na UFPR.
A Universidade Federal do Paraná (UFPR), através da Comissão Executiva Local da 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), divulga edital para seleção de trabalhos de feiras e mostras de ciências para exposição na SBPC Jovem.
A SBPC Jovem ocorrerá na UFPR em julho de 2023. O evento tem como público-alvo estudantes da educação básica e promove o contato de crianças e jovens com o conhecimento científico, visando despertar o interesse pela ciência, tecnologia e inovação.
Serão aceitos trabalhos nas diversas áreas do conhecimento, cuja elaboração atenda aos requisitos da metodologia científica de investigação e que tenham criatividade e relevância.
As inscrições estão abertas entre os dias 09/03 a 10/04 pelo formulário disponível em: inscrições.
Podem participar trabalhos de feiras ou mostras de ciências nacionais, regionais e locais ou trabalhos escolares de ciências de escolas públicas ou privadas de Curitiba e Região Metropolitana. Os trabalhos deverão ser cadastrados pelos responsáveis pelas feiras de ciências ou pelos professores orientadores, no caso de trabalhos oriundos de escolas.
Há possibilidade de concessão de auxílio deslocamento para as Feiras e Mostras que venham do interior do Paraná ou de outros estados do Brasil.
Acesso ao Edital completo, também disponível no site do evento.
Acompanhe as redes sociais oficiais.
No mês do Dia Internacional da Mulher pesquisadoras do Paraná são fonte de duas reportagens importantes que marcam a volta das atividades do Conexão Ciência – C². O projeto tem, como responsabilidade, agora dar vida a parte das ações do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação de Divulgação Científica e Ciência Cidadã (Napi). O objetivo do C² é dar visibilidade à produção da ciência paranaense. Após uma pausa, a segunda fase do projeto vai contar com novas parcerias e muitas novidades para a valorização da produção de conhecimento do Paraná.
Neste período em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o C² pensou que falar sobre transexuais é dever de ofício em busca de uma vida sem prefixos, para todas, todos e todes. Uma das reportagens nos faz refletir sobre o fato de que é preciso reconhecer a educação sexual como fundamental para compreender a cisgeneridade – o formato esperado de acordo com a genitália fêmea/vulva, macho/pênis – e o que a transpõe – o corpo dissidente, aquele desencaixado dos anseios sociais.

Quem ajuda a falar sobre o tema é Eliane Maio, psicóloga com pós-doutorado em Educação Escolar, foi professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), por 30 anos, onde criou e ainda coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Diversidade Sexual – Nudisex. Para ela, crianças vestindo rosa imitando doninhas de casa, ou de azul visitando galáxias distantes são pequenos exemplos capazes de engessar almas em corpos que divergem, provocando dor e abrindo espaço para todo tipo de agressão, física ou verbal.
Neste sentido, a reportagem do C² discute uma ação pedagógica ousada assumida pela sexóloga e aguerrida militante em defesa das garantias legais e das pessoas LGBTQIA+ dentro da UEM completa 10 anos em 2023. A Resolução 030/2013 permitiu o uso do nome social por alunos trans e travestis, abrindo um caminho sem volta no ambiente acadêmico e inspirando outras instituições de ensino superior.
Filosofia – Ainda para marcar o Mês Internacional da Mulher o Conexão produziu uma matéria especial sobre a ausência ‘forjada’ de mulheres na história da Filosofia. Você provavelmente nunca parou para pensar sobre essa questão, mas acredite que a participação delas na produção filosófica é tão antiga quando a própria história do pensamento. Felizmente, nas últimas duas décadas, essa produção começa a ser desvelada por uma legião de pesquisadoras e pesquisadores em diversos países, incluindo o Brasil.
Entrevistas com professores de Filosofia das universidades estaduais de Maringá (UEM), Londrina (UEL) e do Oeste (Unioeste) resgatam a luta de mulheres e suas obras instigantes para terem seu pensamento considerado legítimo e relevante, diante da mentalidade machista que, infelizmente, ainda impera nos meios acadêmicos.
O C² mostra que, apesar de terem sido silenciadas e desacreditadas em cada época, a força e integridade de suas ideias, críticas e contribuição para a Filosofia não serão mais desconsideradas pelas atuais e futuras gerações. Vai ter mulher na Filosofia, sim, seja nas salas de aulas, na docência e nas ementas das disciplinas.
Quer conhecer esses conteúdos na íntegra? Acesse o Conexão Ciência – C²!
A Comissão Executiva Local da 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) abre, nesta terça-feira (14) as inscrições para o concurso para seleção de mascote oficial da 30ª SBPC Jovem, evento integrante da programação da Reunião Anual da sociedade.
O concurso é aberto à toda a comunidade e selecionará ilustração que comporá os materiais de divulgação e promoção da 30ª SBPC Jovem, como cartazes, folders, backdrops, banners, mídias eletrônicas, bem como em sua representação em adereços infláveis e outros usos que sejam definidos como necessários pela comissão organizadora.
Cada participante pode enviar uma única inscrição, com uma (um) mascote. O material enviado será analisado por uma comissão, que considerará a coerência com o contexto do evento, o layout de apresentação, a criatividade estética e a apresentação do resultado final.
As propostas poderão ser enviadas pelo formulário disponível aqui até o próximo dia 20 de março. As três propostas escolhidas pela banca técnica receberão um Certificado de Ilustração Participante e serão submetidas a escolha da comunidade durante o mês de maio.
A ilustração vencedora receberá como premiação um certificado da Ilustração, um Kit de Desenho e três (03) títulos do catálogo da Editora da UFPR à escolha do(a) vencedor(a), que estejam disponíveis na data da premiação.
Além disso, terá a sua criação aplicada em materiais que farão parte da SBPC Jovem, evento filiado à Reunião Anual da SBPC, que tem como público-alvo estudantes do Ensino Básico (Fundamental e Médio). Seu objetivo é promover o contato de crianças e jovens com o conhecimento científico, visando despertar o interesse pela ciência, tecnologia e inovação. A Reunião Anual da SBPC ocorrerá de 23 a 29 de julho no Campus Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná.
Acesse aqui o formulário de inscrição
Concurso para escolha de Mascote da 30ª SBPC Jovem
Período de Submissão de propostas – 14/02/2023 a 20/03/2023
Período de votação da comunidade – 15/05/2023 a 29/05/2023
Resultado do concurso – 30/05/2023
Mais informações – sbpcjovem@ufpr.br
Participantes e interessados também podem acompanhar mais informações pelo site institucional da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proec), e pelas redes sociais oficiais do evento.
Um grande problema de saúde da mulher, o câncer de colo de útero ou cervical é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina brasileira e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país. Dados que motivaram projetos como o “Emprego da autocoleta/teste de HPV para o combate ao câncer cervical em mulheres com vulnerabilidade econômica e social em Maringá”, um dos 86 projetos desenvolvidos dentro do Programa Mulheres Paranaenses: Empoderamento e Liderança realizado pela Fundação Araucária e pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
A proposta prevê a realização da autocoleta com teste de Papilomavírus Humano – HPV como método de rastreio para o câncer cervical em mulheres carentes de Maringá, que não tenham realizado o exame de Papanicolau nos últimos quatro anos ou mais.
“Embora o exame de Papanicolaou (Pap) seja disponibilizado no SUS, muitas mulheres especialmente aquelas integrantes de comunidades carentes não participam desse programa, resultando em incidência desproporcionalmente elevada de casos e mortes decorrentes”, destaca a coordenadora do projeto e professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Marcia Consolaro.
Entre as ações do projeto está a capacitação de agentes comunitárias de saúde para irem às residências e fazerem a busca ativa destas mulheres. Elas darão a orientação para que as próprias pacientes façam a coleta do material que será enviado para a análise clínica.
“O foco principal deste treinamento é instruir as agentes para que conheçam os sintomas, o tratamento e a importância da realização do rastreamento da doença. Para muitas mulheres o exame preventivo realizado no consultório é constrangedor então, no momento em que são sensibilizadas pelos agentes para a realização da autocoleta e para o conhecimento do seu corpo, elas conseguem entender melhor a necessidade de fazer o exame preventivo”, explica a pesquisadora responsável pelo treinamento dos agentes comunitários de saúde Sandra Marisa Pelloso.
O projeto desenvolvido em Maringá voltado a mulheres em situação de vulnerabilidade social é uma continuidade de uma ação inicial de autocoleta realizada em 2016 na cidade, também coordenado pela pesquisadora Marcia Consolaro, financiada pelo Ministério da Saúde em parceria com os Estados Unidos.
Também é um braço de um grande projeto nacional que envolve vários estudos com a mesma temática de forma simultânea em diversas instituições. Marcia Consolaro integra uma equipe organizada pelo Ministério da Saúde para o desenvolvimento de uma nova política nacional para a prevenção do câncer de colo de útero, que vai envolver a autocoleta baseada nos dados já levantados nos estudos realizados pela pesquisadora.
Pacientes que já tiveram acesso à autocoleta entenderam a importância da ação. “Para mim a autocoleta é mais que um exame é uma forma de demonstrar meu amor próprio cuidando da minha saúde. É um exame capaz de prevenir o desenvolvimento do câncer de colo de útero de maneira prática e segura”, afirma uma paciente que preferiu não se identificar.
O projeto também prevê o levantamento de dados para fomentar a implementação da autocoleta/teste de HPV dentro do padrão de cuidados prestados pelas unidades básicas de saúde de Maringá para mulheres carentes que não realizam o exame de Papanicolau.
“A autocoleta rompe várias barreiras como vergonha, medo, insegurança e desvinculação com o resultado. Esta mulher vai ser comunicada do laudo e, quando HPV positiva, será encaminhada a uma consulta médica. Então a mulher se sente muito mais pertencente à própria saúde. Isso trás o empoderamento da mulher porque ela vê que a própria saúde está nas mãos dela”, comenta a pesquisadora Marcia Consolaro.
Na cidade da Lapa a pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marcia Holsbach Beltrame desenvolve o projeto “Pesquisa e extensão no combate ao câncer de colo de útero em mulheres negras quilombolas do Paraná”.
Nestas mulheres, muitas vezes, o câncer de colo de útero é encontrado em fase mais avançada e acomete de forma mais agressiva se comparado aos casos em mulheres brancas. Entre os objetivos do projeto o grupo pretende conhecer melhor o desenvolvimento da doença, as lesões pré-câncer e o próprio vírus, que é o início do desenvolvimento destas lesões, para analisar as diferenças quando a doença atinge mulheres negras.
“São ações de triagem para o vírus HPV, no momento do exame ginecológico que é uma medida preventiva mas não há a testagem para infecção viral. Então vamos aproveitar este momento do exame para fazer um exame adicional que seria para a detecção do vírus HPV e da identificação do tipo viral para ele ser categorizado entre baixo risco ou de alto risco”, explica Marcia Beltrame.
“Esse resultado do exame seria disponibilizado para a médica e para a paciente e já serve como um indicativo sobre os possíveis cuidados futuros. O que pode auxiliar na prevenção do câncer”, completa.
O estudo também pretende analisar a genética destas mulheres negras quilombolas. “A genética de cada pessoa responde de uma forma diferente. Não são todas as mulheres que são infectadas pelo vírus que vão desenvolver o câncer. Então buscamos marcadores genéticos que tornem algumas mulheres mais suscetíveis do que outras ao desenvolvimento do câncer”, comenta a pesquisadora.
Dentro das ações de extensão estão, ainda, campanhas de conscientização, em parceria com a Rede de Mulheres Negras do Paraná, sobre a importância da vacinação em crianças e adolescentes, para quem as vacinas são disponibilizadas, e sobre a necessidade dos exames preventivos em mulheres.
“Eu acredito que o conhecimento empodera. Então como professora e como cientista eu acredito em promover o conhecimento como forma de empoderamento das mulheres. Este projeto leva um conhecimento sobre a saúde da mulher que te permite mudar o rumo da sua vida”, ressalta a pesquisadora.
As mulheres no campo são tema da próxima reportagem desta série sobre o Programa Mulheres Paranaenses: Empoderamento e Liderança.
Por Ticiane Barbosa
A plataforma de popularização da ciência do Paraná contará com a participação de outras universidades do Estado
O projeto de popularização científica Conexão Ciência – C² volta às atividades, a partir desta quinta-feira, dia 9 março, com uma nova responsabilidade: dar vida a parte das ações do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação de Divulgação Científica e Educação para a Ciência (Napi). O objetivo do C² é dar visibilidade à produção da ciência paranaense. Após uma pausa, a segunda fase do projeto vai contar com novas parcerias e muitas novidades para a valorização da produção de conhecimento do Paraná, agora, com financiamento da Fundação Araucária (FA).
O C² fortalece a conexão entre sociedade e ciência por meio de produtos multimidiáticos e inovadores. Diferentes públicos, especialmente a comunidade não acadêmica, podem identificar a ciência no cotidiano de maneira descomplicada. A plataforma on-line da iniciativa prevê publicações semanais que juntam a esfera jornalística e científica em reportagens que reúnem textos, imagens, vídeos, infográficos e podcasts.
Lançado em junho de 2021, o Conexão Ciência é resultado, em princípio, de uma parceria entre a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PEC), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
“Na verdade, o Conexão Ciência foi idealizado como uma forma de concretizar a Rede de Popularização da Ciência do Paraná (Repopar). O trabalho desenvolvido pelo C² atraiu a atenção da Fundação Araucária, que apoia o desenvolvimento científico e tecnológico do Paraná. Com isso, foram abertas outras frentes como o Paraná Faz Ciência, uma plataforma que reúne informações sobre eventos e ações científicas no Estado. E, agora, essas iniciativas são o suporte do núcleo de Divulgação Científica do NAPI, coordenado pela professora Débora de Mello Sant’Ana, da UEM. Este engloba o C², o Paraná Faz Ciência e, em breve, outros Arranjos que já estão sendo pensados, a partir de uma parceria entre a Seti, a Araucária e as IEES”, explica a jornalista e coordenadora-executiva do C², Ana Paula Machado Velho. Ela ainda lembra que os Napi são uma proposta da Fundação Araucária para unir as redes colaborativas de pesquisa voltadas à ativação e à consolidação de ecossistemas de inovação do Paraná.
Retomada – O C² teve uma pausa de seis meses, em 2022, devido à suspensão de seleção de bolsistas no período eleitoral. Mas, a partir deste mês de março, volta com novidades: a participação das outras seis universidades estaduais do Paraná, para que os projetos científicos desenvolvidos por essas instituições também possam ser divulgados. Para isso, entraram novos jornalistas, artistas, professores e estudantes de comunicação.

Segundo a coordenadora-geral do Conexão Ciência, a professora da UEM Débora de Mello Sant´Ana, a primeira fase do projeto divulgou, majoritariamente, projetos científicos da Universidade de Maringá. “Agora, estamos empolgados em anunciar que a ciência desenvolvida em outras instituições estaduais também terá visibilidade na plataforma do C². Com a colaboração de cientistas de universidades de outras regiões do Paraná, teremos uma abrangência maior de temas nas nossas publicações, já que cada região normalmente tem foco em assuntos de pesquisa diferentes. Assim, os cidadãos paranaenses também poderão saber, de forma descomplicada, como parte dos impostos pagos por eles são investidos em desenvolvimento tecnológico e científico”, explica Débora.
Com as novidades, vêm muitos desafios, aponta a coordenadora Ana Paula Machado Velho. Unir as equipes de cientistas e jornalistas de todas as universidades que farão parte do C² será uma grande missão. “O que nos move é sermos desafiados a produzir conteúdo de qualidade e acessível ao público em geral. Levar a ciência até as pessoas e mostrar a elas o trabalho desenvolvido por cientistas paranaenses é a nossa paixão”, anuncia a jornalista que hoje comanda a equipe no espaço do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM).
As primeiras publicações da nova fase do Conexão Ciência – C² já estão no ar. Em comemoração ao mês da mulher, as matérias de estreia são “Mulheres na Filosofia” e “Educação Sexual em Corpos Dissidentes”. Não deixe de conferir a plataforma on-line do Conexão Ciência.
Texto redigido em colaboração com a estagiária do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), Luiza da Costa, aluna do curso de Comunicação e Multimeios da UEM.
A obra reúne perfis de pesquisadoras da UEM que foram fonte de reportagens produzidas pela equipe do C²
Histórias de 14 pesquisadoras e servidoras da Universidade Estadual de Maringá (UEM) compõem o e-book “Perfis”, o segundo da Série Conexão Ciência – C², lançado pela equipe responsável pelo projeto do mesmo nome. A iniciativa, que está sendo retomada essa semana, tem como objetivo desenvolver atividades de divulgação da ciência e da tecnologia, por meio da veiculação de produtos multimidiáticos. Agora, o projeto é uma das ações do NAPI de Divulgação Científica e Educação para a Ciência, que conta com financiamento da Fundação Araucária (FA).
O Projeto Conexão Ciência – C² é o embrião da Rede Paranaense da Popularização da Ciência – Repopar. A iniciativa foi estruturada por duas cientistas, no início de 2021. Por meio de uma parceria com a equipe da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), a Rede começou a ser desenhada em junho daquele ano. A negociação foi feita pela então pró–reitora de Extensão e Cultura da UEM, Débora de Mello Sant’Ana, coordenadora sênior do projeto. Os recursos investidos apoiaram a concessão de bolsas para dois graduados e um graduando da área de Comunicação.
“Assim, foi sendo formada a equipe do C2, que tem como coordenadora executiva a jornalista Ana Paula Machado Velho. O grupo propôs um modelo novo de narrativa para a experiência em DC: a narrativa multimídia. O jornalista Gutembergue Lima Jr. desenvolveu a estrutura digital para o C2. O site foi materializado na plataforma WordPress para abrigar uma produção midiática, em fluxo contínuo”, explica a professora Débora.
Nesta empreitada jornalistas, graduandos e artistas apoiaram a produção textual, de áudio e produtor de vídeo. Essas funções foram assumidas por alunos do curso de Comunicação e Multimídia e Letras da UEM, que foram bolsistas de outros projetos da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, mas encamparam a proposta do C2 de forma voluntária. Os graduandos foram supervisionados pelo orientador do projeto, Tiago Franklin Rodrigues Lucena, professor do curso de Comunicação e Multimeios da UEM. Ele também coordenou a participação de outros alunos de multimeios e artes visuais, que produziram ilustrações e outros materiais gráficos exclusivos, como infografias e quadros, para a abertura das reportagens produzidas para a plataforma.
Toda essa produção vai virar e-books temáticos. “O primeiro foi lançado em novembro do ano passado com a reportagens da área de Ciências Exatas, da Terra e Biológicas. Agora, lançamos o ‘Perfis’. Em breve, outros temas como saúde e comunicação serão disponibilizados”, anunciou Ana Paula Machado Velho.
O e-boof “Perfis” reúne inúmeras histórias. Especialmente, de mulheres que enfrentaram preconceitos para se tornarem cientistas e para atuarem como peças-chave no combate à Covid, em tempos de pandemia. “Essas narrativas são reunidas neste e-book, que lançamos, hoje, para comemorar o Dia da Mulher, 8 de março. Junto com elas, trazemos o perfil do professor Delton Aparecido Felipe, e sua história de “construção de um cientista negro”, que também compõe a obra”, explica Débora Sant’ Ana.
Para acessar o e-book, basta clicar aqui! Boa leitura!