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Ao lado de centenas de cientistas, clubistas vão apresentar suas pesquisas na Semana dos NAPIs, em Curitiba

Ao lado de centenas de cientistas, clubistas vão apresentar suas pesquisas na Semana dos NAPIs, em Curitiba

O campus da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) será palco da 3ª Semana dos NAPIs — Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação. Este é um evento imperdível voltado à ciência, à tecnologia e à inovação. As atividades estão programadas para os dias 11 e 12 de março, esta terça e quarta-feira, o dia todo. Entre as ‘atrações’ estarão quatro integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

O objetivo da Semana é promover a integração entre a Academia, a sociedade, a iniciativa privada e o governo, criando um ambiente dinâmico para interação, troca de ideias e a apresentação de resultados de projetos financiados pela Fundação Araucária, como a Rede de Clubes.

A programação será diversificada. Haverá palestras de especialistas em três palcos interativos; 16 balcões com projetos, produtos, materiais, protótipos e serviços oriundos de pesquisas desenvolvidas em nossas universidades. Em outro espaço, exposições de inovações focadas no desenvolvimento e na difusão da ciência, tecnologia e inovação. 

Além disso, estarão presentes integrantes da recém-criada Rede de Clubes de Ciências, um dos projetos do NAPI Paraná Faz Ciência. Essa é mais uma iniciativa da Fundação Araucária, que tem “o objetivo de fortalecer a cultura científica e ‘formar’ os cientistas dentro das escolas de ensino fundamental”, disse uma das articuladoras do NAPI e coordenadora da Rede, Débora Sant’Ana.

Programação

No dia 11, terça-feira, de manhã, o Clube de Ciências e Robótica Castelo Branco, do Colégio Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, localizado em Pinhais, vai exibir projetos montados com impressão 3D como um braço robótico, um robô de luta sumô e o robô tank.

“Esses trabalhos foram desenvolvidos pelos estudantes do Clube, na organização da Primeira Competição de Robótica da nossa escola, realizada no final do ano passado”, explicou o professor Guido Valmor Buss. Ele vai à Semana dos NAPIS acompanhado das alunas Camili Laura Ferlizi, Kézia Borges Paiva e Yasmin Isabral de Ribas.

À tarde, será a vez do Colégio Estadual Profª Maria Aguiar Teixeira, de Curitiba, ocupar o espaço. Os integrantes do clube Exploradores das Ciências: uma questão de cidadania, criado na escola, vai apresentar dados iniciais da pesquisa sobre “Uso Racional da Água”.

“Por meio de cartazes, os alunos vão expor os comportamentos do consumo de água na escola. A ideia é mostrar ações que podemos mudar no cotidiano para poupar esse bem tão importante, como: tomar banhos menos demorados, escovar os dentes sem deixar a torneira e não lavar carros e calçadas com mangueira”, adiantou o responsável pelo Clube, o professor Jeremias Ferreira da Costa. Quem vai estar por lá para mostrar as descobertas serão as alunas Luiza Sartori Shombo, Sophia Gabrielle de Lima e Agatha Christhie Carvalho. 

Dia 12, quarta, de manhã, o Clube Steam, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, de Curitiba, “vai apresentar tudo que a equipe produziu ano passado, assim como quais são os objetivos do clube e o dos clubistas”, diz a professora Francini Vila dos Santos, que estará na FIEP ao lado da aluna Ana Clara Carvalho.

O Colégio Estadual Alfredo Parodi, também de Curitiba, vai ocupar o estande à tarde, na quarta. São os integrantes do Clube Geração Científica. A coordenação da apresentação é da professora Corine Vanessa Los Costa, que vai ao evento com o aluno Marcos Roberto Ribeiro Camargo. Eles prometem contar suas histórias utilizando um notebook e um barco pequeno. 

Convite

“Não perca a oportunidade de explorar o futuro da ciência e da tecnologia desenvolvidas em nossa região e conhecer um pouco dos clubes que estão movimentando a ciência nas escolas da rede estadual de ensino fundamental”, convidou o outro articulador do NAPI Paraná Faz Ciência e coordenador da Rede de Clubes, o professor Rodrigo Reis! 

As atividades ocorrem nesta terça e quarta-feira, 11 e 12 de março, das 9h às 18h. A FIEP Campus da Indústria fica na Av. Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba.

“Esperamos você para esse grande encontro! Participe, compartilhe e contribua para o avanço da ciência e inovação”, convida o diretor-presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.


Evento reunirá centenas de cientistas e divulgadores de ciência, em Curitiba

O campus da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) vai abrigar a programação da III Semana dos NAPIs. O evento é voltado à divulgação da ciência, da tecnologia e da inovação produzidas no Estado. As atividades ocorrem entre os dias 11 e 12 de março, esta terça e quarta-feira, o dia todo.

Os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, NAPIs, nasceram no início do plano de governo 2019/2022. O objetivo é o de mobilizar e integrar os ativos de ciência, tecnologia e inovação do Paraná, incentivando o desenvolvimento do Paraná e com foco em garantir que estes sejam vistos como um bem comum da sociedade paranaense.

A Fundação Araucária mobilizou universidades e centros de pesquisa do Estado para formar grupos de pesquisadores de padrão internacional, de diferentes áreas do conhecimento. “São redes colaborativas incitadas por demandas reais de desenvolvimento de setores estratégicos para o estado. E o mais importante é que os Arranjos envolvem diretamente a fundação com mais de 3200 pesquisadores”, comemora o diretor-presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

Semana dos NAPIs

Os articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência na Semana dos NAPIs, em 2023


O objetivo da Semana dos NAPIs, que ocorre anualmente, é promover a integração entre a Academia, a sociedade, a iniciativa privada e o governo, criando um ambiente dinâmico para interação, troca de ideias e a apresentação de resultados dos projetos fomentados pela Fundação Araucária.

A programação será diversificada. Haverá palestras de especialistas em três palcos interativos; 16 balcões com projetos, produtos, materiais, protótipos e serviços oriundos de pesquisas desenvolvidas em nossas universidades. Em outro espaço, exposições de inovações focadas no desenvolvimento e na difusão da ciência, tecnologia e inovação.

Além disso, estarão presentes representantes da recém-criada Rede de Clubes de Ciências, um dos projetos do NAPI Paraná Faz Ciência. Essa é mais uma iniciativa da Fundação Araucária, que tem “o objetivo de fortalecer a cultura científica e ‘formar’ os cientistas dentro das escolas de ensino fundamental”, disse uma das articuladoras do NAPI e coordenadora da Rede, Débora Sant’Ana.

Serão quatro clubes presentes: o de Ciências e Robótica Castelo Branco, do Colégio Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, localizado em Pinhais; o do Colégio Estadual Profª Maria Aguiar Teixeira, que tem o clube Exploradores das Ciências; o Clube Steam, do Colégio Estadual Teotônio Vilela; e o Geração Científica, do Colégio Estadual Alfredo Parodi, também de Curitiba, Camargo. Os três últimos são de Curitiba e região.

NAPI

O balcão do NAPI ainda vai contar com outros projetos do Arranjo, que está lançando dois sites: um de memória do evento Paraná Faz Ciência 2024, organizado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM); e o de Turismo Científico. Este último apresenta parte do conteúdo do guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná, uma publicação on-line e em brochura, que poderá ser manuseada durante o evento.

O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), vinculado ao NAPI PRFC vai mostrar, também, um aplicativo inovador que reúne todos os protocolos científicos criados pelo Programa. A plataforma permite que os dados dos protocolos sejam coletados e compartilhados em um ambiente único, facilitando a colaboração entre pesquisadores e cidadãos. O app foi pensado para ser intuitivo e de fácil uso, utilizando tecnologias modernas para garantir uma experiência dinâmica e interativa.

“Com o aplicativo em mãos, qualquer pessoa, de qualquer lugar, pode participar da construção do conhecimento científico. Seja um professor guiando seus alunos em uma atividade de campo, um estudante curioso explorando fenômenos da natureza ou um cidadão interessado em contribuir para pesquisas reais, a ferramenta permite que todos tenham um papel ativo na ciência”, explicou o outro articulador do NAPI Paraná Faz Ciência e coordenador da Rede de Clubes e do PICCE, Rodrigo Reis!

As atividades da Semana dos NAPIs ocorrem nesta terça e quarta-feira, 11 e 12 de março, das 9h às 18h. A FIEP Campus da Indústria fica na Av. Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba.


Professores e bolsistas apresentaram os Clubes de Ciências aos visitantes do evento

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Paraná Faz Ciência esteve presente no Paraná Mais Cidades – Construindo o Futuro. As atividades vão até esta sexta-feira (14), no Rafain Palace Hotel & Convention, em Foz do Iguaçu. A participação é marcada pela exposição de projetos da Rede de Clubes ao público.

O Paraná Mais Cidades tem como objetivo transformar a gestão pública e fortalecer a união entre os municípios e o Estado. O evento conta com palestras voltadas para a administração municipal e workshops para gestores e servidores públicos. Além disso, oferece uma Feira de Serviços com estandes de diversas entidades públicas, permitindo a interação direta com Secretários de Estado.

Por meio da parceria entre as ações municipais e as estratégias do Estado, o evento busca impulsionar o progresso em todo o Paraná. As temáticas debatidas no Paraná Mais Cidades envolvem transformação digital, inovação, desenvolvimento profissional e melhorias na gestão dos municípios.

NAPI

Representantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), integrante do NAPI Paraná Faz Ciência, compareceram ao evento. A equipe de Foz do Iguaçu esteve responsável por um estande com informações da Rede de Clubes, que visa despertar o interesse pela ciência e tecnologia.

Entre os clubes apresentados no Paraná Mais Cidades, estavam o “Clube Interação” do Colégio Cívico Militar Presidente Costa e Silva; o “Clube Sustentec” do Colégio Estadual José de Anchieta; o “Clube Estudo e Pesquisa de Plantas Medicinais” do Colégio Estadual Pioneiros; o “Clube Biogás na Escola” do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva; e o “Clube CCM Bee!” do Colégio Cívico Militar Nestor Victor dos Santos.

Apresentação do Clube CCM Bee! em estande do NAPI - Paraná Faz Ciência
Apresentação do Clube CCM Bee! em estande do NAPI – Paraná Faz Ciência


Segundo o professor Ronaldo Adriano Ribeiro da Silva, da UNILA, a presença no evento foi essencial para mostrar os trabalhos do NAPI – Paraná Faz Ciência e dos clubes. “A recepção foi ótima, a interação da SETI (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) e o interesse dos visitantes mostraram relevância e como o projeto contribui na educação e na produção do conhecimento”, destaca.


Professor Ronaldo ao lado do secretário de Estado da SETI, professor Aldo Nelson Bona, e do bolsista técnico Lucas Azevedo
Professor Ronaldo ao lado do secretário de Estado da SETI, professor Aldo Nelson Bona, e do bolsista técnico Lucas Azevedo


Além do professor Ronaldo, coordenador da Rede de Clubes em Foz do Iguaçu, e do bolsista técnico pedagógico Lucas Azevedo, estiveram no evento parceiros do projeto Biogás na Escola. Entre eles, o professor Diego Flores, também da UNILA, e dois bolsistas. Foram apresentados slides e explicações a respeito dos clubes.



A VI Escola Brasileira de Ressonância Magnética Nuclear, promovida pelo Departamento de Química, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), está em pleno andamento no campus Centro Politécnico, em Curitiba. O evento, promovido de 3 a 14 de fevereiro, combina atividades acadêmicas para alunos de graduação e pós-graduação com uma programação voltada para a comunidade externa, incluindo visitas ao Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear (LabRMN).

Além dos cursos especializados, a iniciativa tem atraído crianças e adultos interessados em conhecer mais sobre a ciência por trás da Ressonância Magnética Nuclear (RMN). Durante as visitas, os participantes podem levar pequenas amostras de produtos do cotidiano, como sucos, refrigerantes, café e azeite, para análise nos equipamentos do laboratório.

Segundo o professor e coordenador do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Ressonância Magnética Nuclear (NAPI RMN), Andersson Barison, a proposta de abrir o laboratório ao público surgiu como uma forma de aproximar a sociedade da universidade. “A ideia é trazer as crianças, os pais e as escolas para conhecerem um pouco do que fazemos aqui, para terem uma noção do que é a universidade e do que significa fazer ciência”, explica.



O professor destaca ainda a interatividade da atividade, que permite visualizar em tempo real as diferenças na composição de diversas substâncias. “É muito interessante, por exemplo, comparar uma cerveja com álcool e outra sem. No espectro, o álcool aparece claramente, e isso facilita a compreensão até mesmo para as crianças. Da mesma forma, podemos analisar um suco de laranja e verificar se há presença de álcool ou outras substâncias”, acrescenta.

A recepção do público tem sido positiva, e muitos visitantes demonstram entusiasmo ao ver na prática como funciona a tecnologia da RMN. “É uma experiência única para quem nunca teve contato com esse tipo de equipamento. Além de despertar a curiosidade, pode até incentivar os jovens a seguirem carreiras na ciência”, conclui Barison.

As visitas ao LabRMN continuam até o fim do evento, e escolas interessadas ainda podem agendar a participação de turmas e consultar a programação completa no site do evento


Fotos: Ádamo Antonioni



Nada é mais apropriado quando há o encontro de forças distintas que desejam se complementar. É assim na vida e não seria diferente no universo da ciência. Afinal, não basta realizar importantes e grandes pesquisas que contribuem para mudar e melhorar a vida das pessoas, se não houver uma comunicação eficiente destas descobertas e inovações. Assim, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC) celebra toda e qualquer iniciativa neste sentido. 

É o que vemos na parceria inédita entre a Agência Escola de Comunicação Pública e Divulgação Científica da UFPR (AE) e o Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (Lageamb), também da Universidade Federal do Paraná. O objetivo é fortalecer a divulgação e a popularização científica do laboratório, uma vez que a comunicação faz parte do processo científico na busca de melhorar o diálogo com a sociedade.

O Lageamb foi criado em 2006, graças a esforços iniciados no final da década de 1980, quando o Geoprocessamento aplicado à Análise Ambiental começou a ser discutido na universidade.

Já a Agência Escola se dedica, desde 2018, à prática da divulgação científica a partir dos meios de comunicação em diferentes formatos e linguagens, em um processo não apenas de produção de conteúdos, mas de incentivo a uma percepção crítica da teoria e prática de comunicar ciência. O objetivo é aproximar a sociedade do universo científico, revelando as conexões do cotidiano e de nossas vidas com a ciência.

Equipe multidisciplinar que irá atuar no âmbito da parceria entre o Lageamb e a AE UFPR (Foto/ Lageamb)


inculado ao NAPI Paraná Faz Ciência, a AE é um dos projetos que visam popularizar a ciência cidadã, com o intuito de levar à população as pesquisas e projetos desenvolvidos nas universidades no estado do Paraná.

Pesquisa aplicada na pauta

A parceria não precisou de muito tempo para sair do papel, comprovando que a divulgação científica é a ponte entre universidades e centros de pesquisa e a população. Os primeiros passos foram dados em dezembro de 2024 e o lançamento oficial aconteceu durante a Semana de Planejamento Anual do Lageamb, realizada entre os dias 3 e 6 de fevereiro.

Na ocasião da oficialização do acordo, o coordenador do Lageamb, Eduardo Vedor de Paula, destacou que a importância dessa parceria reside, sobretudo, no fato do Laboratório também ser um Centro de Inovação em Políticas Públicas, que atua com projetos de pesquisa aplicada e, em sua maioria, na extensão tecnológica e com impacto social. 

“Precisamos potencializar a divulgação desses projetos e, sobretudo, dos resultados que estamos alcançando,” explicou Eduardo. Além disso, ele acrescenta que por serem projetos de alto impacto, é necessário que a informação dos seus resultados atinja um público maior.

Para a coordenadora da AE, Regiane Ribeiro, “o fortalecimento de uma cultura científica está diretamente associado a um bom plano de comunicação estratégica e de divulgação científica”. Desta forma, acrescenta Regiane, “laboratórios com a dimensão e a importância do Lageamb precisam investir nessa frente para consolidar sua identidade institucional e construir reputação para, então, divulgar de forma transparente suas ações, atividades e pesquisas.

A parceria entre as instituições também contará com o desenvolvimento de um projeto de pós-doutorado em Comunicação (PPGCOM/UFPR). A pesquisa produzida por Patricia Goedert Melo, que é bolsista do Lageamb e Gerente de Desenvolvimento Institucional da AE, visa criar e implementar um planejamento estratégico de divulgação e popularização da ciência para o Laboratório. Além disso, pretende analisar como tal iniciativa pode contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento de uma cultura científica entre os públicos de interesse envolvidos. 

Por Silvia Calciolari, com informações da Agência Escola e Lageamb

Estudantes da rede estadual pública de ensino retornam às escolas esta semana com muitas novidades nos Clubes de Ciências



Com as voltas às aulas programadas para esta quarta, 5 de fevereiro, os Clubes de Ciências têm a missão de construir ambientes em que os estudantes possam mergulhar no contexto científico e tecnológico, aproximando a ciência da vida cotidiana.  

Lançada em julho do ano passado, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência está transformando a rotina dos alunos das escolas que fazem parte do projeto de divulgação científica. Em seis meses, 200 clubes foram criados em 31 Núcleos Regionais de Educação do Paraná, envolvendo cerca de seis mil alunos da rede básica de ensino, aproximadamente mil profissionais da educação básica e 360 do ensino superior participam dos clubes e apresentam aos alunos o universo da ciência.

Implantada no contexto do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência, a proposta dos Clubes  é oferecer a crianças e adolescentes um novo olhar sobre o mundo que os cerca, trazendo-os para o universo da ciência. Com investimento de R$ 23,5 milhões, o projeto de divulgação científica tem fomento da Fundação Araucária e apoio das secretarias da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Educação (Seed).

Essa iniciativa ainda vai se juntar, em 2025, com o Projeto Paraná Faz Ciência Maker, que recebeu R$ 4,5 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para implantar mais 45 Clubes. Com isso, será possível abranger escolas de todos os 32 NRE do Estado .

“Nossa expectativa é que os clubes de ciências avancem e fortaleçam a formação de iniciação científica dos clubistas participantes. Esperamos que importantes projetos sejam desenvolvidos buscando compreender e responder a desafios locais e regionais”, afirma uma das coordenadoras da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, professora e pesquisadora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora de Mello Sant’Ana. Ela espera, em breve, mostrar para a comunidade os resultados dos projetos de pesquisa dos 245 Clubes.

Clubistas Clube de Ciências Little Scientist – do Colégio Estadual Euzébio da Mota – Curitiba



O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, ressalta a importância do incentivo ao gosto e valorização da ciência desde a formação das crianças. “A formação dos cientistas precisa começar na infância, desde a educação básica, porque leva tempo para que eles amadureçam. É um início e eu espero que mais escolas possam ter os seus clubes de ciência e que possamos ter, não somente os 23 mil doutores que temos hoje no Paraná, mas chegar em 2035 em torno de 40 mil doutores”, afirmou durante o lançamento da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

O Paraná possui aproximadamente dois mil colégios da rede estadual de ensino que estão preparados para recepcionar os cerca de um milhão de estudantes. Vencida a primeira etapa da implementação de 200 Clubes Paraná Faz Ciência em 2024, agora o objetivo é ampliar a abrangência, amplificando a cultura científica dos estudantes das escolas da Rede Estadual de Ensino do Paraná e habilitando esses jovens para desenvolver a ampla cidadania.

Formação continuada

Para a coordenadora institucional do Paraná Faz Ciência, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mariana Andrade, as expectativas são muito positivas para esse começo de ano, porque já houve uma compreensão do potencial inovador da Rede de Clubes. “No ano passado, nós já tivemos um curso inicial de formação para os professores da Rede básica e, agora, vamos efetivamente começar de uma forma mais robusta as atividades de pesquisas com os Clubes”, avalia Mariana, que acumula a coordenação do e coordenadora do Paraná Faz Ciência MAker.

Mariana informa que as universidades também já estão com os seus bolsistas que vão dar suporte administrativo e, principalmente, pedagógico para as escolas. “Junto com o professor, nós vamos ter os bolsistas pedagógicos, mais pesquisadores em nível de pós-graduação, todos conversando com essas escolas, potencializando o que vai ser desenvolvido”, completa.

Em 2025, a coordenadora adianta que haverá mais um curso de formação para professores com novas abordagens em relação ao curso do ano passado, inclusive, com conteúdo originado a partir de um e-book que está sendo construído com diferentes temáticas ligadas aos clubes de ciência.



O Palácio Iguaçu foi palco, nesta terça-feira (17), da 2ª edição do Prêmio Mecenas e
Embaixadores da Inovação. A homenagem, promovida pelo Governo do Estado, por meio
da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), tem como objetivo
reconhecer personalidades em destaque na área de inovação, sustentabilidade e
tecnologia. A articuladora do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz
Ciência, Débora Sant’Ana, recebeu o diploma de Embaixadora da Inovação – Paraná. A
responsável pelo NAPI Manna, Linnyer Aylon, e o presidente da Fundação Araucária,
Ramiro Wahrhaftig também foram prestigiados na cerimônia, que homenageou 36 pessoas
ao todo.


“Nossa missão é não só reconhecer quem contribuiu para a inovação do Estado, mas
também continuar a estimular essas pessoas, reconhecer novos líderes que estão
desenvolvendo esse trabalho para tornar o Paraná cada vez mais inovador e melhor para
todos”, afirmou o secretário da Inovação, Alex Canziani.


O secretário destacou, também, o papel dos NAPIs nesse contexto. “Uma grande
contribuição vem sendo feita através dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, pois eles
dão oportunidade para que a Academia, os empresários e a indústria se unam e
desenvolvam pesquisas em áreas essenciais para o Estado, o que tem dado resultados
muito positivos. Temos hoje, inclusive, o privilégio de homenagear duas mulheres
representantes desses Arranjos”.

Prêmio homenageou personalidades que contribuíram para a Inovação do Paraná



A escolha dos homenageados se deu por meio da Comissão Avaliadora das Comendas,
composta por membros das seguintes secretarias estaduais: Inovação, Modernização e
Transformação Digital; Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Infraestrutura e Logística, e
da Cultura; além do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social
(Ipardes).


Foram considerados critérios como relevância no cenário nacional no campo da ciência,
tecnologia e inovação; relevância de inovação ou descoberta científica concreta; impacto
social de sua atuação, com utilização de design, processo ou tecnologia inovadora.
Foram entregues dois tipos de honrarias: a Comenda de Embaixadores da Inovação e o
Prêmio de Mecenas da Inovação. A professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’Ana, recebeu o diploma de
Embaixadora da Inovação.


“É uma honra receber essa honraria, que vem em nome de todo um grupo, em nome de
todo o NAPI PRFC. É o reconhecimento de um trabalho certamente inovador que toda a
nossa equipe vem desenvolvendo. Para nós, é uma satisfação fecharmos o ano com mais
essa conquista”, afirmou a professora.

Professora Débora Sant’Ana recebendo a Comenda de Embaixadora da Inovação



Além de Débora, 20 outras pessoas receberam a diplomação: André Rauen, André Telles,
Dario Paixão, Diogo Luiz Cordeiro Rodrigues, Fábio Oliveira, Fernando Guimarães, Graciela
Bolzon de Muniz, Henrique Domakoski, Hussein Bakri, Katia Bertol, Luciana Saito Massa,
Lorreine Santos Vaccari, Luiz Fernando Tomasi Keppen, Marcelo Rangel Cruz de Oliveira,
Michael Douglas Camilo, Natalie Unterstell, Patricia Saugo dos Santos, Pedro Arcain
Riccetto, Thatiane Verni Lopes de Araujo e Thiago Rodrigo da Silva.
Já o Prêmio de Mecenas da Inovação foi entregue a 16 pessoas, entre elas estavam a
professora da UEM, fundadora do Programa Manna Academy e articuladora do NAPI
Manna Academy, Linnyer Beatryz Ruiz Aylon; e o presidente da Fundação Araucária,
Ramiro Wahrhaftig.


“É muito importante que mulheres recebam prêmios e reconhecimento, assim como
professores universitários, para mostrar que as universidades estão, sim, inovando. Eu não
estou sozinha e queria deixar esse reconhecimento a toda a equipe Manna, que todos os
nossos mais de mil membros se sintam reconhecidos pelo trabalho que fazem com
coragem e dedicação”, comentou Linnyer.

Professora Linnyer Aylon recebendo o prêmio de Mecenas da Inovação 2024



Ramiro Wahrhaftig destacou a qualidade do trabalho realizado pela Fundação Araucária e o
bom momento vivido pela Inovação Paranaense. “O dia de hoje demonstra o quanto o
Paraná está num bom caminho com um evento como esse, que reconhece pessoas de
todas as matizes, sejam empresários, pessoal da academia, do governo, do poder judiciário
e legislativo que estão envolvidos na questão do desenvolvimento da tecnologia e da
inovação”.

Receberam o Prêmio Mecenas da Inovação: Álvaro Fernandes Dias, Celso Garcia Cid
(póstuma), Darci Piana, Francisco Simeão, Glaucia Marins, Gilberto Kassab, James Marins,
Linnyer Beatrys Ruiz Aylon, Mariangela Hungria da Cunha, Michel Angelo Bomtempo, Paulo
César Rezende de Carvalho Alvim, Paulo Cruz Pimentel, Phelipe Mansur (póstuma), Rafael
Fassio, Rafael Greca, Ramiro Wahrhaftig e Zaki Akel Sobrinho.

O reitor da UEM, Leandro Vanalli, compareceu à homenagem às duas professoras da Universidade



O reitor da UEM, Leandro Vanalli, prestigiou o evento que homenageou as duas docentes
do quadro da Universidade. Disse que “recebeu com alegria a notícia sobre o prêmio
concedido pela Secretaria de Estado de Inovação, para as professoras Débora e Linnyer. O
reconhecimento de todo o trabalho dedicado à ciência e à inovação mostra a grande
capacidade da nossa universidade, por meio do seu quadro de servidores altamente
capacitados a fazerem projetos de impacto e de transformação social. Isso é o que marca a
carreira das professoras, não só na UEM, mas também nos seus departamentos e na
Fundação araucária”.

LANÇAMENTO REVISTA – A cerimônia também marcou o lançamento da 2ª edição da
revista Revista Inovação, Inteligência Artificial e Gestão Pública. A publicação é resultado
de um trabalho da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), em
conjunto com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a Fundação
Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná e o Instituto
Paranaense de Direito Administrativo (IPDA). Nesta segunda edição, o tema principal é a
Inteligência Artificial e seus impactos na gestão pública.



Evento recebeu mais de 10 mil estudantes e professores, no Parquetec, com o apoio da UEM e do NAPI Paraná Faz Ciência

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Paraná Faz Ciência aterrissou na XIII Feira de Inovação das Ciências e Engenharias – FIciências, em 2024. As atividades ocorreram durante a última semana, no Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu. A participação foi um sucesso e o Arranjo ainda deixou registrado o compromisso de repetir o apoio, no ano que vem.

Em 2024, 332 foram aprovados para se apresentarem na Feira. Quase 50% da Categoria Jovem são de escolas públicas. Isso fomenta muito a qualidade do ensino público. Mas não estão de fora os colégios particulares. Houve, ainda, 36 projetos da Categoria Júnior e 36 projetos da Categoria Kids.

Projetos de crianças pequenas emocionou os avaliadores (Foto/Milena Massako Ito)



O NAPI Paraná Faz Ciência contribuiu com parte da equipe de 62 avaliadores, que vieram de sete universidades públicas paranaenses. Eles elegeram os melhores trabalhos, que foram premiados na sexta-feira (29). Foram a Foz professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que são integrantes do NAPI.

A equipe ainda foi responsável por um estande com informações de projetos do Arranjo: do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM); do LabMóvel; do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE); além do ZikaBus, os últimos três ligados à UFPR.

A integração foi um dos focos da Feira (Foto/Ana Paula Machado Velho)



A articuladora do NAPI, a professora Débora Sant’Ana, disse que a FIciências tem um certo protagonismo entre as grandes feiras do Paraná e, até, internacionalmente. “A Feria só cresce. Este ano, conta com projetos de mais dez estados do Brasil, além do Paraguai e da Argentina. Quem ganha é a ciência”, concluiu a professora. Ela é membro do Comitê Científico, avaliadora e ministrou uma palestra sobre Metodologia Científica, durante o evento.

A professora da UEM e membro do NAPI, Ana Paula Vidotti, ajudou na cerimônia de premiação (Foto/Ana Paula Machado Velho)



Outra professora da UEM e membro do Comitê, Ana Paula Vidotti comemorou o fato de a Feira “ter crescido em tamanho e em importância, e a organização ter aumentado a faixa etária que participa. Este ano, tivemos a Ficiências Júnior e Kids, iniciativas que deixam a gente muito feliz, porque vemos a valorização das ciências nas primeiras séries do ensino fundamental acontecendo”.

A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba terminou na sexta (29), pela manhã, com a premiação dos melhores trabalhos. Na classificação geral, o primeiro lugar foi entregue para o projeto “A inclusão no ensino da química: elaboração de materiais didáticos a partir da perspectiva de um aluno com Transtorno do Espectro Autista e TDAH”, do aluno Elias Tonial Correia, do Colégio Estadual Jardim Porto Alegr, de Toledo, orientado pela professora Dionéia Schauren.

O grupo de um Colégio de Toledo, que ficou com os três primeiros lugares da categoria geral (Foto/Ana Paula Machado Velho)



Ele vibrou muito com o resultado. “É inacreditável chegar aqui e ver que deu certo”, disse o aluno, que recebeu a premiação foi de R$ 5 mil. Elias recebeu o prêmio ao lado das colegas de Colégio, que ficaram com o segundo e terceiro lugares com os trabalhos: “Uso de extratos vegetais como acelerador de velocidade de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro” e “Extrato vegetal: uma alternativa aos agroquímicos no controle do fungo Colletotrichum musae em frutos da bananeira – Fase V”. A premiação foi de R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente.

Jéssica Fernanda (Foto/Ana Paula Machado Velho)



Uma das organizadoras do evento, Jéssica Fernanda, disse que se emociona a cada edição. “É incrível ver a energia das crianças e ver que estão sendo valorizadas pelo trabalho delas. Nós tivemos algumas situações que fugiram do nosso controle. Óbvio que o evento não saiu perfeito do que a gente imaginava, mas eu acredito que o pessoal está saindo daqui com muita bagagem, com muito conhecimento, e muito feliz”.

Segundo Jessica, isso marca o Parquetec também. “Depois de vários anos fazendo a Feira fora, retornamos para cá com muito incentivo da nossa direção para desenvolvimento e fomento da ciência. Tivemos a presença do Ministério de Direito Humano, do Ministério da Ciência e Tecnologia, com a Juana Nunes. Então, foi um marco não só para o Parquetec, não só para a Ficiência, mas foi um marco para o momento da ciência em geral”.

Rubiana Souza (Foto/Ana Paula Machado Velho)



Rubiana Souza, também da comissão organizadora, soltou um spoiler para o ano que vem.  Ela disse gente já a equipe já está organizando a Feira de 2025 e que tem consciência das melhorias necessárias por meio da avaliação que foi repassada ao grupo pela Ouvidoria do evento.

“Um dos spoilers que posso dar é que a data pode mudar de mês. E, talvez, o aumento dos números de trabalhos participantes e das premiações. A ideia é dar mais oportunidade. A gente dobrou o número de trabalhos dos outros anos para incluir, principalmente, a escola pública, que participou em peso. Para o ano que vem, se tivermos espaço, queremos aumentar ainda mais”, apostou Rubiana.

Para ver a lista completa com os vencedores em cada categoria da FIciências 2024, clique



Arranjo contribui com a participação de avaliadores, exposição de Museus e projetos de Ciência Cidadã

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – Paraná Faz Ciência já aterrissou na XIII Feira de Inovação das Ciências e Engenharias – FIciências.  As atividades ocorrem até sexta-feira, dia 29, no Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu. A equipe é composta de avaliadores e expositores.

A FIciências é um espaço para estudantes apresentarem ideias criativas e inovadoras, contribuir com o conhecimento e a evolução no mundo científico. A ideia é engajar estudantes de todas as idades promovendo a ciência e a inovação.

(Foto/Ana Paula Machado Velho e Milena Massako Ito)



A gerente de Educação do Itaipu Parquetec, área responsável pela execução de FIciências, Karina Zavilenski Custódio, organizou o evento junto com as instituições de ensino superior parceiras, que compõem um Comitê Gestor.

Segundo Karina, quanto maior o desafio, melhor. “A gente precisa oportunizar para que esses alunos possam se experimentar nesses momentos, porque são nossos futuros cientistas, nossos futuros médicos, engenheiros. É o nosso futuro como humanidade que a gente está fomentando aqui”, comenta.

A gerente explicou que a Feira, cada vez, atinge um público maior, com a criação de novas categorias de participantes, FIciências Kids (alunos do fundamental I), Júnior (alunos do fundamental II) e Jovem (alunos de nível médio e técnico), de instituições públicas ou particulares.

(Foto/Ana Paula Machado Velho e Milena Massako Ito)



Esse ano, quase 50% de escolas públicas estão participando com projetos na categoria Jovem. Foram 332 aprovados. Isso fomenta muito a qualidade do ensino público. Mas não estão de fora os colégios particulares. Conta com projetos de mais dez estados do Brasil, além do Paraguai e da Argentina.

Há, ainda, 36 projetos do Júnior, que serão apresentados na quarta, e 36 projetos do Kids, que o público vai conhecer na quinta-feira.

De acordo com Karina, essa integração é o momento em que os jovens compartilham, aumentam o networking e o conhecimento deles.

“Fazer aqui dentro do Itaipu Parquetec para nós é muito importante, porque as primeiras edições foram aqui. Na verdade, a FIciências, hoje, faz parte da programação do nosso Festival de Inovação, Festival Iguassu Inova. A primeira edição tomou uma proporção muito grande. Juntou-se com a LatinoWare, que é a maior feira de tecnologias abertas da América Latina, que já está em sua 21ª edição, e vai ocorrer ao mesmo tempo que a Feira. Com isso, nossos eventos atingem todas as faixas etárias. E mais, no próximo ano, se tudo der certo, vamos integrar os universitários. Os projetos de extensão que vêm sendo realizados em parceria com a Itaipu”, resumiu Karina Custódio.

(Foto/Ana Paula Machado Velho e Milena Massako Ito)



NAPI

O NAPI Paraná Faz Ciência está na Feira contribuindo com parte da equipe de 62 avaliadores, que pertencem a sete universidades públicas. Eles vão classificar os melhores trabalhos, que serão premiados na sexta-feira (30).

Do NAPI, há professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A partir de quinta-feira, a equipe ainda estará responsável por um estande com informações de projetos do Arranjo: do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM); do LabMóvel; do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE); além do ZikaBus, os últimos três ligados à UFPR.

(Foto/Ana Paula Machado Velho e Milena Massako Ito)



A articuladora do Arranjo e membro do Comitê Gestor da FIciências, pela UEM, Débora Sant’Ana, ministrou uma oficina sobre Metodologia Científica, nesta terça-feira, à tarde.

A professora disse que, em 2024, o Comitê está comemorando a expansão do número de projetos finalistas, o que traz a oportunidade para muito mais estudantes exporem os seus trabalhos.

“A FIciências é uma oportunidade de ver a qualidade do trabalho feito em nível da educação básica pelas equipes de estudantes e professores. É uma satisfação a gente ver o que eles vêm fazendo, a dedicação dessas equipes nas escolas. Essa é uma ocasião que a gente tem a oportunidade de festejar a ciência”, conclui a Débora.



Evento recebeu mais de 10 mil estudantes e professores, no Parque Barigui, com o apoio do NAPI Paraná Faz Ciência

A Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba chegou ao fim, na manhã desta quinta-feira (14). A iniciativa foi fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, com o objetivo de mobilizar estudantes de Ensino Básico, Médio e da Educação de Jovens e Adultos, e fortalecer a divulgação científica paranaense.

Estande PR Faz Ciência (Foto/Ana Paula Machado Velho)



Foram mais de 300 inscrições de trabalhos. Os alunos e professores foram organizados em turnos para apresentar o resultado de suas experiências científicas. Os grupos se apresentaram em estandes, divididos em diferentes períodos: de manhã, à tarde e à noite.

E nem só de crianças foi feita a programação da Feira de Ciência e Tecnologia. Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) apresentaram trabalhos e viram as experiências dos colegas de outras escolas, na terça-feira (12), à noite.

Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) (Foto/ Ana Paula Machado Velho)



O articulador do Arranjo, o professor Rodrigo Reis, disse que a Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba ressurgiu de uma parceria do NAPI Paraná Faz Ciência com a Secretaria Municipal de Educação, isto é, com a prefeitura de Curitiba.

Segundo Reis, a organização superou todas as expectativas. O evento recebeu mais de 10 mil crianças, cerca de 2 mil crianças por turno, que vieram, em sua maioria, das escolas municipais de educação básica. Além disso, a programação contou com um grande número de estandes parceiros: a Fiocruz-Paraná, o Planetário do Parque da Ciência, de Pinhais, e projetos de extensão da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto Federal do Paraná (UFPR).

Articular do NAPI Paraná Faz Ciência Rodrigo Reis (Foto/ Ana Paula Machado Velho)



Houve ainda a participação da estrutura da Rede Paraná Faz Ciência, que compareceu com o Museu de Ciências Naturais da UFPR e com o futuro parceiro, o Museu Paranaense de Ciências Forenses, localizado em Curitiba.

As crianças, por sua vez, apresentaram mais de 120 projetos de ciências, que foram desenvolvidos dentro das ações de valorização da ciência nas escolas. Enfim, esse desenho fez o sucesso da Feira no ano da sua retomada na região de Curitiba. E a expectativa para as próximas edições é enorme, a ideia é que a Feira cresça.

Planatário Itinerante (Foto/Ana Paula Machado Velho)



“Queremos crescer em tamanho e em importância. Ter um maior protagonismo dentre as grandes feiras de ciência que a gente tem no Estado e nacionalmente. Para isso, o NAPI Paraná Faz Ciência está organizando uma Rede de Feiras de Ciência. E sabemos que essa aqui, de Curitiba, se coloca como um marco importante neste processo. Ela já se apresenta como uma iniciativa de impacto no cenário da popularização da ciência no Paraná e do nosso NAPI”, comemora o professor Rodrigo.

Reis, inclusive, conversou durante o evento com uma representante da Positivo Tecnologia, Rejane Radatz, para que, no ano que vem, a empresa possa apoiar a realização da feira em um espaço maior. Em vez de 40 trabalhos, a proposta é que sejam 160 diariamente. Em vez das atividades ocorrerem no Salão de Atos, em 2025, será no Centro de Eventos do Parque Barigui, administrado pela Positivo.

A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba terminou nesta quinta (14), pela manhã. As atividades tiveram o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e da Fundação Araucária.



Evento ocorre no Parque Barigui até quinta (14) e espera receber mais de 10 mil estudantes e professores

A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba chegou ao segundo dia, nesta terça-feira (12), quando recebeu milhares de estudantes de Ensino básico, Médio e da Educação de Jovens e Adultos. O evento foi retomado em 2024, por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e o NAPI Paraná Faz Ciência, com o objetivo de fortalecer a divulgação científica paranaense.

Professora Santina Bordini (Foto/Ana Paula Machado Velho)



A bióloga e professora do Departamento de Ensino Fundamental (DEF), que atua na Gerência de Educação Integral, da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, Santina Bordini, contou que toda equipe do DEF, em especial as que trabalham com a educação em ciências e Matemática, e com as práticas de ciência e tecnologia e educação ambiental, contribuíram para o desenvolvimento desse evento.

Entre as atribuições da área está a promoção de projetos científicos. O grupo de Santina levou os estudantes à Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); viabiliza a ida da SBPC à escola; realiza o projeto Cientistas na Escola, que leva professores e pesquisadores das universidades até os alunos. E, agora, preparou a volta da Feira de Tecnologia e Ciência e Tecnologia de Curitiba.

Santina e sua equipe convocaram as escolas e professores, e receberam 300 inscrições de trabalhos. Os grupos foram organizados para apresentar suas experiências nos três dias da feira.

(Foto/Ana Paula Machado Velho)



“São 40 trabalhos durante cada período, manhã, tarde e noite. A maior parte das escolas é de ensino integral. Ninguém está concorrendo a nada, é só exposição. Porque a gente quer que eles participem pelo prazer de estar divulgando o trabalho de ciências, aqui, na Feira”, destaca.

A gerente lembrou que tudo foi feito junto com o NAPI Paraná Faz Ciência. Foi promovido um curso de formação de professores, uma espécie de ação preparatória para a Feira. “O fruto disso está aqui, onde esperamos receber mais de 10 mil pessoas. Cerca de 4 mil por dia. Hoje [terça], à noite, vão estar aqui mostrando seus trabalhos os estudantes do EJA, da Educação para Jovens e Adultos”, comemora Santina.

A ideia é que, ano que vem, o espaço seja maior. Em vez de 40 trabalhos, a proposta é que sejam 160, diariamente. Em vez das atividades ocorrerem no Salão de Atos do Parque Barigui, em 2025, será no Centro de Eventos, um lugar bem maior.

Articulador Rodrigo Reis (Foto/Ana Paula Machado Velho)



“A proposta é que a Feira se comunique com outras atividades de divulgação científica. Isso faz parte do plano de trabalho dos Clubes de Ciências, a participação em feiras. 200 formam, hoje, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, gerida pelo nosso NAPI. Este Arranjo está crescendo nacionalmente e a proposta é dar ainda mais dimensão às nossas ações”, disse o articulador do NAPI, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

Olimpíada

Nesta terça-feira, também, os participantes da Olimpíada Nacional de Robótica receberam um reconhecimento dos organizadores. A solenidade foi parte da programação da Feira que ocorre no Barigui.

Alessandra Hendi e Luciane Krul (Foto/Ana Paula Machado Velho)



Segundo a professora Luciane Krul, a Olimpíada Brasileira de Robótica acontece na Rede Municipal de Ensino de Curitiba com as crianças dos anos iniciais, na sua modalidade teórica, desde 2017. Em 2018, a coisa cresceu; em 2019, tomou dimensão ainda maior. Mas o evento foi suspenso durante a pandemia de Covid-19 e retomado, apenas, em 2022, quando houve um incremento significativo do número de participantes das escolas. Em 2024, foram 1600 crianças.

Olimpíada (Foto/Ana Paula Machado Velho)



“Este ano, com a parceria das universidades e do NAPI Paraná Faz Ciência, optamos em fazer essa homenagem junto com a realização da Feira. A gente faz um trabalho formativo com os professores que trabalham com as crianças, a garotada participa e nós, da Secretaria Municipal de Educação, fazemos certificados para todas”, explicou Luciane, que atua com Alessandra Hendi. A tarefa foi herdada pelas duas da atual gerente, Michelle Faria Feliciano.

A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba termina nesta quinta (14). Tem o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e da Fundação Araucária.

O evento é fruto da parceria entre o NAPI, a Fundação Araucária e a Prefeitura

A abertura da I Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba ocorreu nesta segunda-feira, dia (11). O evento acontece no complexo IMA do Parque Barigui. A ideia é receber mais de 10 mil pessoas.

A solenidade de abertura contou com a presença do atual vice-prefeito e prefeito eleito da capital, Eduardo Pimentel; da Secretária Municipal de Educação, Maria Sílvia Bacila; do diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa; do coordenador do NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis; do coordenador da Secretaria da Ciência e Tecnologia do Paraná, Ivan Carlos Vicentin; e do pró-reitor de Graduação e Educação Profissional da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Julio Gomes.

O professor e coordenador do NAPI PRFC, Rodrigo Reis, abriu as falas da mesa, fazendo questão de cumprimentar as crianças e professores, que lotaram o auditório e responderam a todos os “boa tarde” em uníssono. Só então Reis cumprimentou as autoridades presentes. 

O professor agradeceu a presença de todos e se mostrou grato pela parceria com a Fundação Araucária e com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti), que possibilitaram a realização da Feira. 

Rodrigo Reis, coordenador no NAPI Paraná Faz Ciência, fala na abertura da Primeira Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba 2024 



“A gente está muito feliz de poder organizar, depois de tanto tempo, uma nova feira de ciências em Curitiba que vai mostrar que a escola é lugar de produzir ciência. Os trabalhos que a gente vai ver mostram a capacidade dos estudantes e dos professores de produzir ciência para resolver problemas da nossa realidade e achar soluções para a nossa cidade”, disse o coordenador do NAPI. 

O professor também reforçou o objetivo do NAPI Paraná Faz Ciência de fortalecer a cultura científica do Paraná e afirmou que, para atingir este objetivo, as ações como promoção de museus, clubes de ciência e feiras de ciência são extremamente necessárias. “Que a nossa primeira feira chegue, se estabeleça e se consolide. E que seja uma das maiores feiras de ciência e tecnologia do Paraná e do Brasil”. 

O evento conta com estandes do NAPI Paraná Faz Ciência, da Fiocruz Paraná e de projetos das universidades paranaenses. Mas as protagonistas são as próprias crianças e estudantes com projetos inscritos das Escolas Públicas de Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) do Município de Curitiba, e de Ensino Fundamental (anos finais) e Médio de escolas estaduais, além de Institutos Federais de Curitiba e Região Metropolitana. 

Eduardo Pimentel, Maria Silvia Bacila e Rodrigo Reis no estande do NAPI Paraná Faz Ciência



A professora e Secretária Municipal de Educação, Maria Sílvia Bacila, ressaltou a importância da Feira, a primeira em vinte anos, e o protagonismo das crianças, afirmando que elas também fazem ciência. “Eu digo isso porque há sempre uma ideia de que esse tipo de conhecimento e produção científica acontece somente nas universidades, mas a gente tem tido um trabalho muito grande para que as nossas crianças, desde a Educação Infantil, estejam produzindo ciência”. 

O representante da UFPR, professor Júlio Gomes, brincou com a plateia e pediu um grande “Viva à Ciência”, que foi proferido pelas crianças. 

A solenidade de abertura foi encerrada com a fala do prefeito em exercício e prefeito eleito, Eduardo Pimentel, que parabenizou a todos os professores, diretores e servidores pelo trabalho realizado com as crianças. Eduardo pediu à garotada que estude muito, respeite os professores e os pais e garantiu apoio nos próximos quatro anos de seu primeiro mandato como prefeito. 



Estande do Centro de Educação Infantil David Carneiro sobre Magnetismo Terrestre e as suas Aplicações Científico-Tecnológicas, apresentado pelos estudantes 

“É uma alegria participar da Primeira Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba, com grandes apoiadores, e já deixo o meu compromisso de fazermos a feira nos próximos quatro anos do meu mandato”. Ele ainda acrescentou que “a integração das instituições de Educação, em todas as suas esferas, é a melhor coisa que pode acontecer para a cidade e eu vou dar todo o apoio político e financeiro, dentro do nosso orçamento municipal, para que as ações de educação sempre aconteçam”.