No Paraná, alunos de graduação das universidades estaduais poderão se inscrever a partir da parceria estabelecida com a Fundação Araucária. São mais de 70 universidades canadenses com oferta de cursos em diferentes áreas do conhecimento.
Estão abertas as inscrições para o Estágio de Pesquisa Mitacs Globalink, que é uma iniciativa que permite intercâmbio de estudantes brasileiros no Canadá. No Paraná, alunos de graduação poderão se inscrever a partir da parceria estabelecida com a Fundação Araucária. São mais de 70 universidades canadenses com oferta de cursos em diferentes áreas do conhecimento.
Os paranaenses devem estar matriculados nas universidades estaduais. As disciplinas elegíveis são Agricultura/Agronegócio, Agronomia, Biotecnologia, Sistema de informação, Saúde e Ciência e Tecnologia. O aluno também deve estar realizando uma pesquisa científica ou tecnológica, como PIBIC/PIBIS/PIBIT, fazer parte de um grupo de pesquisa ou projeto de extensão, ou fazer parte de um Programa Educacional Tutorial.
Os critérios de seleção do programa envolvem ainda uma carta de referência de um professor, dentro dos padrões do programa; aprovação em um teste de proficiência em inglês ou francês; e ter de um a três semestres restantes em seu programa de graduação.
Os candidatos aprovados podem participar em um estágio de 12 semanas sob a supervisão de membros do corpo docente de universidades canadenses em uma variedade de disciplinas: ciências, engenharia e matemática e humanidades.
Esse programa atende estudantes de graduação de diferentes países. Além do Brasil, participam graduandos de Austrália, Chile, China, Colômbia, França, Alemanha, Hong Kong, Índia, México, Paquistão, Coreia do Sul, Taiwan, Tunísia, Ucrânia, Reino Unido e Estados Unidos.
As inscrições deverão ser feitas diretamente na página da MITACS até o dia 21 de setembro de 2023.
Plataforma i-Araucária conquista prêmio em evento internacional. Foto: Geraldo Bubniak/AEN
A plataforma digital i-Araucária, que permite identificar e localizar pesquisadores cadastrados na plataforma Lattes, do CNPq, além de suas produções científicas e técnicas, conquistou o 1° lugar no Prêmio de Excellence Awards, no 9th Knowledge Management and Intellectual Capital Conference (ECKM). O evento, maior da Europa na área de capital intelectual e gestão do conhecimento, foi realizado na sede do Instituto Universitário de Lisboa, Portugal, na última semana.
Atualmente a i-Araucária permite acesso ao currículo de mais de 390 mil doutores brasileiros e possui cerca de 4 mil pesquisadores cadastrados interagindo na plataforma. Possibilita também a busca por diferentes perfis de formação e de atuação de pesquisadores, além de informações do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a identificação da infraestrutura na qual eles atuam, como universidades, laboratórios ou centros de pesquisa.
O trabalho apresentado e premiado no evento tem o título Fostering Innovation Ecosystems Through Knowledge Coproduction: The case of NAPI Program in Paraná, Brazil (Fomentando ecossistemas de inovação por meio da coprodução de conhecimento: o caso do Programa NAPI no Paraná, Brasil) e apresenta o projeto de concepção, desenvolvimento e aplicação da plataforma i-Araucária, desenvolvida para apoiar a Fundação Araucária no planejamento e fomento de ciência, tecnologia e inovação no Paraná.
A premiação foi recebida pelo diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária e coautor do trabalho, Luiz Márcio Spinosa, e por professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e pesquisadores do Instituto Stela.
“Com base nas informações acessadas na i-Araucária forças-tarefas podem ser criadas para desenvolvimento das pesquisas de interesse do Estado. Estas forças-tarefas constituem elemento essencial para criação dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) e, desta forma, direcionam o fomento à pesquisa aplicada pelo fortalecimento das Parcerias Público-Privada”, destacou o diretor.
Segundo Spinosa, outros 14 estados já manifestaram interesse em utilizar a solução em suas fundações estaduais de amparo à pesquisa.
A i-Araucária tem base na plataforma Inteligentia do Instituto Stela, que dispõe de diversos sistemas de informação para apoio a tomada de decisão e coprodução de comunidades. A concepção dos coletivos e dos processos de coprodução para CT&I tem a autoria dos pesquisadores da Fundação Araucária e do Programa de Pós-graduação em Engenharia, Gestão e Mídia do Conhecimento da UFSC (EGC).
As inscrições para submissão de propostas para as atividades da Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná – Paraná Faz Ciência 2023 podem ser realizadas até o dia 15 de setembro. A decisão foi anunciada por meio de edital da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), publicado no dia 30 de agosto.
A Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná – Paraná Faz Ciência 2023 é um evento anual, realizado com o objetivo de debater e divulgar ciência, tecnologia, inovação e educação. Tem por objetivo difundir os avanços da ciência, tecnologia e inovação nas diferentes áreas de conhecimento e reunir pesquisadores, estudantes, professores universitários, professores da educação básica e cidadãos em geral interessados em conhecer a ciência desenvolvida no Paraná.
O edital da Seti tem por objetivo selecionar propostas de atividades científico-culturais interativas, nas diversas áreas de conhecimento, para serem apresentadas durante o evento, a ser realizado entre os dias 7 a 10 de novembro de 2023, no campus da UEL, em Londrina, pelos parceiros institucionais e demais interessados.
Confira os editais do Paraná Faz Ciência 2023:
Edital 003/2023 – Prorrogação de Prazos para Submissão de Propostas de Atividades
Edital 001/2023 – Paraná Faz Ciência 2023
O Governo do Estado seleciona até 30 de agosto startups para participar da Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná. Denominado Paraná Faz Ciência 2023, o evento será realizado entre os dias 6 e 10 de novembro, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), como parte da programação da 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2023). As inscrições para as empresas inovadoras e de base tecnológica são totalmente online.
O Paraná Faz Ciência 2023, lançado em julho, é uma iniciativa da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em parceria com a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a UEL. A ação conta, ainda, com o apoio das secretarias estaduais da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI) e da Educação (Seed), além do município de Londrina, por meio do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
A programação do evento irá contemplar seis eixos temáticos: Ensino Superior do Futuro; Mostra Interativa de Ciência, Tecnologia e Inovação; Visitas Técnicas; Oficinas; Cultura e Arte; e Eventos Acadêmicos. O objetivo é divulgar ações e projetos de ensino, extensão e pesquisa, promovendo o conhecimento produzido nas instituições de ensino superior e de pesquisas científicas e tecnológicas paranaenses.
Entre várias atrações acadêmico-científicas, as startups terão um espaço exclusivo para apresentar serviços e soluções inovadoras. Essa temática está inserida na Mostra Interativa de Ciência, Tecnologia e Inovação, que será composta pela apresentação de experimentos, práticas laboratoriais, protótipos, projetos inovadores de pesquisas, entre outras atividades.
Um levantamento realizado no ano passado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR) aponta que são 1.956 startups distribuídas em todo o território estadual. Desse total, 522 empresas foram fundadas durante o ano de 2022, o que representa um incremento de 36,4% em relação ao ano anterior.
O coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Paulo Renato Parreira, associa o avanço do segmento de startups ao desenvolvimento científico e tecnológico. “A área de ciência e tecnologia está cada vez mais presente no cotidiano da população e das startups, com impacto positivo no crescimento dessas empresas emergentes nos cenários local, regional e nacional”, afirma. “Muitas startups são idealizadas, incubadas e desenvolvidas nos ambientes acadêmicos”.
OUTRAS ATIVIDADES – A organização do evento divulgou o edital que prevê a apresentação de propostas para outras atividades da programação, como a Mostra Interativa de Projetos e a Mostra dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (Napis). As instituições parceiras interessadas nesses dois núcleos programáticos devem inscrever as propostas no mesmo formulário online que as startups (AQUI).
Também há possibilidade de sugerir oficinas de curta duração, relacionadas à ciência, tecnologia, inovação e educação, conforme critérios disponíveis no edital, além de ações artísticas e culturais. O prazo para envio de propostas nessas modalidades segue até 30 de agosto.
As informações do Waze for Cities são sincronizadas com um mapa da cidade que mostra os principais pontos e horários de congestionamento
Congestionamento de trânsito é uma realidade enfrentada diariamente por motoristas. E o problema não é novo: o primeiro engarrafamento teria sido registrado 1921, nos Estados Unidos. Essa dificuldade, presente hoje em cidades de todos os portes, levou à criação de aplicativos de navegação, como o Waze, que têm solucionado, ou ao menos amenizado, o problema. Mas, além de serem úteis como soluções individuais, os aplicativos de navegação podem ser usados também na gestão da mobilidade urbana. Captar, extrair e transpor esse tipo de dados é o objetivo de uma ferramenta que vem sendo desenvolvida pelo grupo de pesquisa em Mobilidade e Matriz Energética da UNILA.
Com o acesso ao Waze for Cities – dados de trânsito fornecidos para a gestão de trânsito – e utilizando a linguagem Python (para computador), o estudante de Engenharia de Energia João Gabriel de Souza Mesquita, integrante do grupo, une as informações geradas a partir dos usuários do aplicativo a um mapa georreferenciado desenvolvido pelo docente de Geografia Diego Flores, que também faz parte do projeto.
Os dados são captados em um computador de configuração avançada por um período determinado (de 24h a 72h, por exemplo) – e sincronizados com o mapa. “É como se fosse uma fotografia daquele período, só que registrada em dados. A cada momento, a cada relatório, os dados vão me dizer qual é o local de engarrafamento, qual é a velocidade média, qual é o comprimento do engarrafamento, a posição exata. O diferencial, então, é que podemos fazer análises estatísticas e oferecer ao município”, detalha João. “É uma forma de otimizar e possibilitar a melhora dos pontos de congestionamento em uma cadeia”, completa o também estudante de Engenharia de Energia Gabriel Soares, que encabeça a empresa júnior Energética, à qual está ligado o projeto que pode tornar-se, futuramente, um produto a ser oferecido.

“Essa não é uma ferramenta para o usuário final. Essa é uma ferramenta para a gestão de trânsito da cidade”, reforça o docente Ricardo Hartmann, coordenador da pesquisa. Por isso, o projeto tem parceria da Foztrans e da Guarda Municipal, responsável pelo Programa Vida no Trânsito em Foz do Iguaçu. Este tipo de trabalho já é desenvolvido em Joinville (SC), entre a UFSC e Secretaria de Pesquisa e Planejamento Urbano (Sepur), exemplifica ele.
O pesquisador lembra que “analisar a evolução histórica e tecnológica das cidades contemporâneas” é uma atividade de pesquisa que envolve diversas áreas de conhecimento e que o trabalho de planejamento e mobilidade urbana exige uma equipe multidisciplinar – engenheiros, geógrafos, arquitetos entre outros. Por isso, a parceria entre universidades e o poder municipal é uma solução possível para a busca de estratégias que melhorem o trânsito. “Não há como haver planejamento urbano sem uma boa equipe. Ao mesmo tempo, a parceria nos ajuda a fazer pesquisa e ensino de qualidade”, destaca Hartmann.
Vídeo mostra o trânsito durante 24h:
O trabalho está em sua primeira fase, que é o desenvolvimento da ferramenta em si – a transposição dos dados de trânsito para o mapa da cidade. Nas próximas etapas, serão adicionadas “camadas” que irão indicar em quais pontos existem lombadas, geradores de trânsito (escolas, igrejas), semáforos entre outros aspectos. “A ideia é que esses dados cheguem à Foztrans e à Guarda Municipal e que eles tenham numa sala de controle todas essas camadas”, pontua Hartmann. Após, serão adicionados algoritmos para o cálculo de consumo de combustível, custo e emissões de CO2 causados pelos congestionamentos, que estão sendo desenvolvidos dentro das pesquisas de nosso projeto com Termodinâmica das Cidades”, completa. O relatório com os primeiros resultados obtidos com o mapeamento será divulgado no Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, que será realizado nos dias 13 e 14 de setembro, em Foz do Iguaçu.
O trabalho desenvolvido pelo grupo de pesquisa da UNILA irá complementar dados que o município já dispõe para a gestão do trânsito, diz o diretor-presidente da Foztrans, Fernando Maraninchi. “[O trabalho] demonstra a necessidade de se continuar investindo cada vez mais em mobilidade urbana. Não é só colocar ônibus, é principalmente, abertura de vias e um planejamento urbano sustentável”, comenta, lembrando que existem muitos vazios urbanos na cidade que trazem prejuízos ao desenvolvimento do município. “Esses loteamentos são construídos, cada vez mais, distantes do centro”, diz, o que provoca diferentes problemas de mobilidade e exigem abertura de vias, por exemplo. Segundo ele, os dados iniciais obtidos com o projeto foram repassados para outras instâncias, como a Engenharia de Trânsito, para possíveis alterações no sistema atual, como implantação de semáforos ou ampliação de tempo semafórico e a colocação de faixas elevadas. “Vimos com bons olhos essa parceria com a UNILA e o acredito que teremos bons frutos.”

Para o coordenador de Trânsito da Guarda Municipal e do Programa Vida no Trânsito em Foz, Gerson Rodrigues Vieira, o uso da tecnologia a ser disponibilizada pelo estudo pode contribuir para a redução do número de acidentes. “A tecnologia está aí e temos de aproveitar tudo que pudermos para beneficiar a população”, comenta citando como exemplo a realização de estudos de viabilidade para a construção de passarelas, ciclofaixas, abertura de ruas e interligação de bairros. “O uso de aplicativos e de ferramentas pode contribuir significativamente na redução de acidentes e desobstrução do trânsito em todas as regiões”, reforça, lembrando que os pontos mais críticos de congestionamento estão próximos à Ponte da Amizade, acessos aos atrativos turísticos e BR-277. “Temos hoje uma única entrada para a cidade e isso acaba gerando um fluxo maior.”
A Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, evento denominado Paraná Faz Ciência 2023, será realizada no período de 7 a 10 de novembro, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), como parte da 20ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT 2023). A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a UEL.
Confira os editais do Paraná Faz Ciência 2023:
Edital 001/2023 – Paraná Faz Ciência 2023
Com apoio do Estado, empresa cria tecnologia que rastreia trajetória das roupas
Para avançar contra a pirataria de roupas, a empresa R-Inove Soluções Têxteis, com sede em Maringá, no Noroeste do Estado, criou um equipamento que imprime um código binário no fio antes dele se tornar uma malha ou um tecido. A tecnologia é uma das propostas aprovadas na segunda edição do Programa de Subvenção Econômica de Apoio à Inovação e ao Desenvolvimento Tecnológico em Empresas – Tecnova Paraná, da Fundação Araucária e Finep, que incentiva ideias inovadoras.
Esse código permite mapear o histórico do produto, desde a origem da matéria-prima até a etapa produtiva. Ele é inserido no fio por uma tecnologia desenvolvida pela própria empresa. A leitura pode ser feita com QR Code (em peças novas, o código fica na etiqueta) ou por meio de um aplicativo, que permite identificar, com luz ultravioleta, a existência do código em peças usadas. Os testes feitos até o momento mostram que há permanência do código sobre o artigo têxtil, mesmo com uso prolongado ou lavagem. A proposta recebeu R$ 259 mil do Tecnova.
Segundo a engenheira têxtil Micheline Maia Teixeira, da R-Inove, apesar de ser um grande gerador de emprego e renda, o setor têxtil ainda tem grandes desafios. “O setor tem dificuldade de separar o verdadeiro do falso, o reaproveitamento das sobras têxteis jogadas em aterros sanitários, a mão de obra justa daquela que é escrava ou infantil. Quem está lá na loja comprando não sabe a origem do produto e por quais mãos passou. É esse conceito que queremos mudar”, explica.
“Por isso a importância do código no tecido. Se fosse uma marca d’água na malha, poderíamos perder a rastreabilidade, além da facilidade de cópia. Com o código do tecido temos segurança em todo o processo”, complementa.
Segundo ela, participar do Tecnova II foi um divisor de águas. “Sem os recursos do programa não teríamos conseguido chegar onde chegamos. Hoje temos um aplicativo robusto já na loja da Play Store e que está sendo implementado na Apple Store”, acrescenta Micheline.
Outro ponto que atesta a perenidade da ideia é o teste do código no segmento de produtos técnicos, que fornecem tecidos para a fabricação de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). O processo para que o produto esteja em conformidade para proteger o trabalhador da linha de frente, como os que atuam em linhas energizadas ou em plataformas de petróleo, tem alto custo, o que exige controle contra a falsificação.
“Essa é uma linha de produtos em que o acabamento têxtil é muito agressivo. São quase 10 horas de tingimento, depois a mesma quantidade de horas para acabamentos específicos para que ele se torne um tecido antichamas ou anti-arco elétrico. E nós conseguimos implementar dentro do fio têxtil desta linha de produtos o código binário e ele conseguiu chegar ao final intacto”, explica Micheline.
A tecnologia também já começou a ser usada no mercado comum. Há 17 anos no mercado, a Brand Têxtil, de São Paulo, foi a primeira indústria têxtil a ter um tecido em viscose rastreável em todas as etapas. “Essa inovação só foi possível por conta da nossa parceria com a R-Inove. Não existe nada semelhante com essa tecnologia no mercado, o que nos deixou bem empolgados, agregando valor ao nosso produto e demonstrando, mais uma vez, a transparência em nossos processos”, ressaltou Bruna Vianna, responsável pela área de sustentabilidade e exportação da marca.
TECNOVA – O Tecnova Paraná tem como foco estimular e promover a inovação tecnológica em microempresas e empresas de pequeno porte no Estado. Surgiu da união de esforços para promover e incentivar a inovação tecnológica em áreas estratégicas, por meio de mecanismos de cooperação entre o setor público, privado e as instituições de pesquisa e desenvolvimento.
Ele é resultado de uma parceria do Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária, com a Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Foram investidos R$ 9,5 milhões no programa para 25 projetos de inovação tecnológica. A terceira edição deve ser lançada pela Fundação Araucária no final de 2023.
“O Tecnova faz parte do Programa Startup Life, iniciado em 2019, e é mais um esforço no sentido de apoiar nossas startups no momento inicial de sua composição, que costuma ser crítico. Entendemos que o sucesso de uma startup resulta em criação de riqueza e bem-estar para nossa população”, afirmou o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária Luiz Márcio Spinosa.
As universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Ponta Grossa (UEPG) somam 21 professores entre os melhores cientistas do globo em oito áreas acadêmicas. A informação está na segunda edição da Classificação dos Melhores Cientistas, divulgado na semana passada pela plataforma acadêmica internacional Research.com. Neste ano, considerando somente as instituições ligadas ao Governo do Paraná, são seis docentes a mais, em relação à edição anterior.
O levantamento abrange 166.880 pesquisadores, com resultados baseados em dados consolidados bibliométricos que englobam publicações e métricas de citação nas diferentes áreas do conhecimento.
Os dados foram coletados em dezembro de 2022 de várias fontes, incluindo o OpenAlex e a CrossRef. O primeiro reúne mais de 200 milhões de documentos científicos e cataloga informações de autores e tópicos de pesquisa em um banco de dados abrangente e interligado globalmente. O outro é uma organização americana de infraestrutura digital sem fins lucrativos, que registra metadados abertos para a comunidade mundial de pesquisa acadêmica.
O professor Angelo Antonio Agostinho, da UEM, conquistou novamente o destaque no âmbito das instituições estaduais de ensino superior paranaenses. Ele ocupa a sexta posição nacional na área de Ecologia e Evolução, entre 95 pesquisadores brasileiros. No mundo, ele está na posição 810.
Segundo Angelo Agostinho, a produção acadêmica e científica tem papel social relevante, com impacto em várias áreas. “A pesquisa científica busca identificar e dimensionar desafios sociais, assim como melhores estratégias e soluções em diferentes setores, como saúde, meio ambiente, alimentos, tecnologia, energia, entre muitos outros relacionados ao bem-estar das pessoas”, elencou o professor.
Ele também comentou sobre a linha de pesquisa em que atua. “Minha pesquisa é na área de ecologia e conservação de ecossistemas aquáticos, que são responsáveis por bens e serviços utilizados pela população”, pontua, destacando que atua “na identificação de ameaças pelas atividades humanas e na proposição de soluções para prevenir e amenizar os impactos no meio ambiente.
Doutor em Ecologia e Recursos Naturais, Angelo está aposentado como professor titular da UEM, mas mantém vínculo como docente voluntário da instituição, ligado ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais (PEA). Com cursos de mestrado e doutorado em Ecologia e Limnologia, na área de concentração da Biodiversidade, o PEA é considerado referência no Brasil, avaliado com nota máxima (7) pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
RESULTADOS – Na área de Ecologia e Evolução, também figuram os professores da UEM, Sidinei Magela Thomaz e Luiz Carlos Gomes, em 34º e 39º lugar no Brasil. Na área de Ciência de Materiais, entre 48 pesquisadores brasileiros, os professores Edvani Curti Muniz e Alessandro Dourado Loguercio, da UEM e da UEPG, aparecem classificados nas posições nacionais de número 10 e 12, respectivamente. Na sequência, o professor Adley Forti Rubira, da UEM, está na 22ª colocação, nessa categoria.
Os professores Edvani Curti Muniz e Adley Forti Rubira também estão classificados na área de Química em 18º e 49º lugar, nessa ordem, entre 117 pesquisadores brasileiros. Nesse grupo, também aparecem os professores Jesuí Vergílio Visentainer, da UEM, na posição 96, seguido pelos docentes César Ricardo Teixeira Tarley e Fabio Yamashita, ambos da UEL, nas posições 109 e 113.
O campo da Ciência Animal e Veterinária ranqueou 103 brasileiros, sendo quatro das instituições estaduais paranaenses de ensino superior: Amauri Alcindo Alfieri, da UEL, no 13º lugar nacional; e Ivanor Nunes do Prado, Ricardo Massato Takemoto e Geraldo Tadeu dos Santos, todos da UEM, nas classificações 19, 63 e 100 do Brasil.
O professor Ervin Kaminski Lenzi, da UEPG, figura em 20º lugar na área de Matemática, como o único paranaense entre 22 brasileiros classificados. Em Microbiologia, entre 46 cientistas brasileiros, está o docente Celso Vataru Nakamura, da UEM, classificado em 26º lugar. Já os professores Benedito Prado Dias Filho e Rosane Marina Peralta aparecem nas colocações 61 e 67 de Biologia e Bioquímica, entre 104 pesquisadores do Brasil.
Para finalizar a representação de professores ligados às universidades mantidas pelo Governo do Paraná, os docentes Cássio Antonio Tormena e Eduardo Fávero Caires, da UEM e da UEPG, estão classificados nas posições 25 e 51, nessa ordem, num grupo de 52 brasileiros, no campo das Ciências e Agronomia.
Confira os nomes dos pesquisadores das universidades estaduais do Paraná classificados pela plataforma Research.com em 2023:








Os equipamentos apreendidos pela Receita Federal são doados para o laboratório da UTFPR que fazem a transformação
Transformar equipamentos apreendidos pela Receita em benefício da comunidade é o objetivo do Projeto Transformar da UTFPR do Campus Francisco Beltrão. A iniciativa teve início em 2022 através de uma parceria da Universidade com a delegacia da Receita Federal de Dionísio Cerqueira (Santa Catarina).
Os aparelhos de IPTV´s (TV-Box) apreendidos pela Receita, os famosos “sky gatos”, são adaptados para se tornarem minicomputadores e serem utilizados em escolas da rede pública de Francisco Beltrão.
Para o coordenador do projeto, Paulo Júnior Varela, os equipamentos são utilizados em terminais e laboratórios de informática das instituições atendidas. “Efetuamos a descaracterização do software nativo dos equipamentos apreendidos e instalamos um novo sistema operacional. Nosso objetivo é levar o acesso às tecnologias digitais da informação para essa comunidade”, explica.
Desde o início do projeto já foram transformados mais de 240 unidades de TV-Box, que estão sendo configuradas e destinadas às escolas, além de instituições de cunho social. Os equipamentos apreendidos, segundo os participantes do projeto, já representam uma grande quantidade armazenada em depósitos da Receita Federal e iriam para destruição. “Além da destinação social, o projeto encontra uma solução sustentável para eles”, completa o professor Paulo Varela.
Entre os desafios da equipe está no fato de que alguns modelos de IPTV´s possuem arquitetura fechada e restrita e utilizam softwares de proteção contra a formatação do equipamento. Para isso, além da parceria entre a Receita Federal e a UTFPR, são buscados apoios com outros municípios da região Sudoeste do Paraná e Oeste Catarinense, bem como, empresas e instituições que queiram apoiar o projeto.
A equipe também tem o apoio da vice-coordenadora do projeto, Maici Duarte Leite, de professores e alunos dos cursos de Licenciatura em Informática e do Bacharelado em Sistemas de Informação do Campus, Eric Endres, Lucas Antonio Feltrin, Marieli Scheffer dos Santos e Diana Caroline Drai de Melo.
Até o momento, cinco escolas públicas e duas entidades sociais já foram beneficiadas com os equipamentos.
Maior evento científico da América Latina contou com mais de 44 mil participantes, entre as atividades online e presenciais. Encontro realizado no campus Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná comemorou retomada científica do País. Próxima edição, em julho de 2024, será em Belém, no Pará.
A 75ª Reunião Anual da SBPC, realizada entre os dias 23 e 29 de julho de 2023 na Universidade Federal do Paraná (UFPR), se despediu de Curitiba comemorando uma expressiva participação de público e de engajamento. Ao todo, cerca de 44.500 pessoas participaram das atividades presenciais e online, uma média de 6,3 mil visitas por dia.
As atividades presenciais, como debates, conferências, painéis e mesas-redondas, reuniram mais de 8 mil pessoas. Já as transmissões online, divididas entre os canais da SBPC e da UFPR, colecionaram mais de 17 mil visualizações até o fim do evento. O evento também recebeu a visita de 16 mil crianças, adolescentes e professores de escolas da região de segunda a sexta-feira.
No sábado, 29 de julho, houve o “Dia da Família na Ciência”, em que todos os espaços da Reunião Anual foram abertos para receber o público, o que levou aproximadamente 3.500 pessoas ao campus da UFPR.
“A Ciência voltou! E voltou em grande estilo. Essa Reunião Anual no Paraná criou um patamar de tanta qualidade, que fica um desafio para as edições futuras”, brincou o presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro, na cerimônia de encerramento, realizada na última sexta-feira, 28 de julho.
Janine Ribeiro destacou a importância do tema da 75ª Reunião Anual, “Ciência e Democracia para um Brasil justo e desenvolvido”, escolhido meses antes do resultado da eleição presidencial no País.
“Nós escolhemos esse tema ano passado, pensando muito que a ciência e a democracia poderiam estar mais em risco ainda do que estiveram nos últimos anos, porque em todos os locais em que o negacionismo ganhou um segundo mandato, foi fatal para os países. É o que aconteceu na Polônia e na Hungria, e o que acontece na Índia. Então, nós não sabíamos se ciência e democracia estariam sendo armas de uma resistência ou se estariam em reconstrução. Felizmente, pelo trabalho de muitos, estão em reconstrução.”
Para a secretária-geral da SBPC, Claudia Linhares Sales, responsável pela coordenação da Reunião Anual, o evento representou a retomada de um debate aberto sobre a construção das políticas científicas, com envolvimento direto da população.
Sales destacou também o retorno do Governo Federal à Reunião Anual, com a presença de três ministros no decorrer do evento – Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação; Nísia Trindade, da Saúde; e Camilo Santana, da Educação – além do estande próprio do MCTI dentro da ExpoT&C, após algumas edições do evento.
“A 75ª Reunião Anual da SBPC abriu diálogos na definição de políticas públicas de Ciência e Tecnologia, porque tivemos uma série de retornos ao evento nesta edição. O que isso quer dizer? Que o Governo tem a vontade política de abrir um diálogo com a comunidade, e a comunidade pode dar grandes contribuições para a reconstrução do nosso País. Então, essa alegria que a gente vê nas crianças, nos organizadores, nos participantes, é a alegria de quem quer contribuir para que o Brasil seja um país democrático, justo, desenvolvido, inclusivo e sustentável.”
Reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, afirmou que foi surpreendente ver em que a universidade havia se transformado na semana da 75ª Reunião Anual.
“Foi uma alegria ter testemunhado nessa semana da Reunião Anual a movimentação na nossa Universidade Federal do Paraná. A UFPR testemunhou essa pulsação tão intensa de Ciência, de Tecnologia, mas também de divulgação e de interlocução com a comunidade. De fato, nós recebemos muita gente, e quem esteve aqui, testemunhou, sobretudo, o acolhimento, a alegria de quem chegava e a emoção de ver as crianças aqui dentro.”
Por conta da reunião do G20, que está acontecendo na Índia, a titular do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, não pode estar presente na Reunião Anual, entretanto, ela agradeceu em vídeo o convite do presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro, e encaminhou uma mensagem para a cerimônia de encerramento do evento, na sexta-feira:
“Quero ressaltar que a realização dessa reunião no momento de reconstrução da nossa democracia é algo que deve ser de fato celebrado. São tempos que a SBPC ajudou a construir, mesmo com todos os ataques do governo anterior sofridos pela Ciência, pela Tecnologia e tudo que indicasse um progresso civilizacional, com valores de liberdade, equidade, democracia e respeito a direitos. A SBPC é construtora de futuros, de saberes, de esperança e de justiça, que são frutos da boa Ciência, de quando ela é democratizada e vira bem comum de um País e de um povo.”
A Reunião Anual em números
Presencialmente, a programação científica da 75ª Reunião Anual da SBPC contou com 41 conferências, 62 mesas-redondas, três encontros, 13 sessões especiais, quatro assembleias, um ciclo de conferências, uma reunião, duas sessões de pôsteres e uma sessão de encerramento. Ao todo, foram realizadas 125 atividades, que contaram com a participação de mais de 8 mil pessoas.
Foram 10.784 pessoas que se inscreveram no evento, e cerca de 4.600 que se credenciaram. Além disso, foram oferecidos 32 webminicursos, que contaram com as inscrições de 701 pessoas.
As sessões de pôsteres contaram com 244 trabalhos apresentados em formato de vídeo-pôsteres – 121 trabalhos foram de estudantes indicados para a Jornada Nacional de Iniciação Científica, vindos 21 instituições de todo o Brasil, e 123 trabalhos foram enviados por estudantes e professores do Ensino Básico ou Superior e pesquisadores.
Desse total, 129 também foram apresentados presencialmente, nos dias 24 e 25 de julho.
Debates para a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação começaram na Reunião Anual
Durante a programação da 75ª Reunião Anual da SBPC, foram realizados os primeiros debates acerca da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que acontecerá em 2024. Ao todo, a programação contou com nove sessões especiais dedicadas à construção das políticas científicas – uma delas contou com a participação da ministra Luciana Santos.
Entre os temas, foram debatidos a avaliação e o financiamento de pesquisa, a regulação da Ciência, divulgação científica e população da ciência e Amazônia sustentável. As resoluções dadas nos debates serão compiladas e agrupadas em um documento a ser entregue pela SBPC para o Governo Federal.
Reunião Anual encabeçou lançamentos de estudos e obras
A programação da 75ª Reunião Anual da SBPC também contou com uma série de lançamentos de pesquisas acadêmicas e demais obras. Na última segunda-feira (23/07), dia de início da programação científica do evento, a empresa de análises Elsevier e a Agência Bori anunciaram um estudo inédito que identificou a queda na produção acadêmica em 23 países – no Brasil, a produção caiu pela primeira vez na história do País, com um decréscimo de 7.4% no comparativo entre 2022 e 2021.
Já o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) lançou o livro, site e jogo virtual Galáxia da Ciência, um conjunto de atividades multiplataformas com o objetivo de aproximar o desenvolvimento científico e tecnológico nacional do público geral e homenagear a história da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Brasil.
E a Associação Nacional de Pós-Graduandos lançou o “Dossiê Florestan Fernandes”, um documento que traça um panorama sobre a condição dos pós-graduandos na formação e no mercado de trabalho no País.
Próxima parada, Pará
O encerramento da 75ª Reunião Anual trouxe uma novidade: a próxima edição já tem local definido para acontecer. Ela será na Universidade Federal do Pará (UFPA). Quem deu mais detalhes foi o reitor da instituição, Emmanuel Zagury Tourinho:
“Foi uma enorme alegria ver essa festa tão bonita e tão intensa, no momento de reafirmação da democracia brasileira, de reafirmação da importância da Ciência para o desenvolvimento do País. E quero agradecer muito a confiança da SBPC na Universidade Federal do Pará, para a realização da 76ª Reunião Anual.”
Tourinho também agradeceu a receptividade da UFPR em passar o bastão para a nova entidade e concluiu que o desafio é engajar mais pessoas à Ciência, assim como ele foi engajado no passado.
“Essa reunião que acontecerá no ano que vem será a terceira Reunião Anual sediada pela UFPA, a primeira foi em 1983, quando eu era aluno da universidade e me tornei sócio da SBPC. Espero que no próximo ano também nós possamos fazer um grande de associação de jovens e pesquisadores da nossa universidade e da nossa região.”
Rafael Revadam – Jornal da Ciência
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O Governo do Estado fez nesta última sexta-feira (28) um balanço das ações desenvolvidas na 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento, realizado na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, teve o o apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
A programação, que começou no domingo (23) e seguiu até este sábado (29), com participantes de todo o Brasil.
A Seti e a Fundação Araucária compartilharam um dos maiores estandes do pavilhão da 30ª Exposição de Ciência e Tecnologia (Expotec 2023), numa área total de 128 metros quadrados. O espaço foi aproveitado como vitrine do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, com a divulgação de programas governamentais estratégicos.
Ao longo da semana, o local também foi utilizado como gabinete itinerante da Seti, com a realização de 15 reuniões, envolvendo autoridades de nível nacional e regional ligadas à ciência.
Simultaneamente, as sete universidades estaduais ocuparam uma estrutura de 168 metros quadrados. Nesse espaço acadêmico, 238 estudantes e professores universitários se revezaram para atender mais de 15 mil alunos de diferentes idades, de escolas públicas e privadas, que visitaram o evento.
Esses monitores atuaram na divulgação de projetos de ensino, pesquisa e extensão das respectivas instituições de ensino superior, em várias áreas do conhecimento, a fim de despertar nas crianças e adolescentes o interesse pela universidade.
Na avaliação do secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, participar desse tipo de evento é positivo para fortalecer a educação do Paraná. “Mostramos para a comunidade científica nacional o que tem sido feito pelas nossas sete universidades estaduais e pelas instituições de pesquisa científica e tecnológica. O balanço é muito positivo para o sistema de ciência e tecnologia do Paraná, o segundo estado que mais investe em ciência no país”, destacou.
Ele ressaltou a intensa programação técnica e acadêmica, que possibilitou reflexões em torno da importância da ciência para o desenvolvimento brasileiro, que devem orientar a proposição de políticas públicas.
“Destacamos o programa das agências de desenvolvimento regional sustentável, que inclusive foi objeto de discussão, inspirando outros estados a compreenderem esse modelo de relação entre a academia e o setor produtivo empresarial. A ideia é fazer cada vez mais da ciência o motor de desenvolvimento do Paraná”, sinalizou o secretário.
Na programação técnica desta sexta-feira a professora Antonia Aparecida Lopes, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), conduziu uma mesa-redonda sobre linguagem brasileira de sinais no currículo do ensino superior.
CERTIFICADOS – Em uma cerimônia com a presença do pró-reitor de Extensão e Cultura da UFPR, professor Rodrigo Arantes Reis, coordenador geral da 75ª Reunião Anual da SBPC, o secretário Aldo Bona entregou certificados aos representantes das universidades estaduais responsáveis pelos grupos de monitores.
A aluna do segundo ano do Curso de Enfermagem, Joana Ladislau, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, destacou a experiência de participar de um evento dessa natureza.
“É muito enriquecedor participar de um encontro tão grande e de nível nacional, apresentando os cursos e os projetos que desenvolvemos nas universidades e conhecendo realidades diferentes, inclusive nas outras universidades estaduais”, frisou.
Para o professor Paulo Antônio Liboni, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), esse tipo de evento é importante para fortalecer o ecossistema de ensino, pesquisa e extensão do Paraná.
“A reunião anual da SBPC é um ambiente propício para divulgar os projetos desenvolvidos nas universidades, em especial para os alunos da educação básica, e mostrar a importância de fazer ciência, motivando os jovens a ingressar em cursos superiores e seguir carreira acadêmica”, salientou o docente, que coordenou um grupo com 35 estudantes.
PESQUISA E INOVAÇÃO – O Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime) esteve em destaque mais uma vez entre as ações de ciência e tecnologia da Seti. Ao todo, cinco pesquisadores de projetos ligados à sustentabilidade, selecionados na edição de 2023, participaram da programação dos espaços de atendimento: haste mecânica para higiene pessoal; startup de finanças; hidrocarvões para remoção de poluentes em resíduos de processos industriais; processo para o tratamento de efluentes industriais com metais pesados; e uma cápsula para drinques.
INOVAÇÃO – Neste sexto dia de programação, a Fundação Araucária divulgou o Programa Centelha, que integra o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Empreender e inovar (Napi Startup Life). A iniciativa tem como objetivo estimular o empreendedorismo por meio de capacitações para o desenvolvimento de bens, serviços e processos inovadores. Em duas edições, o programa subsidiou aproximadamente 80 startups paranaenses. Uma dessas empresas, a R2 Soluções, que atua com serviços de consultoria de Tecnologia da Informação (TI), esteve no estande do Governo do Estado.
O engenheiro Fernando Cesar De Lai, coordenador do projeto DigiWell, plataforma desenvolvida pela R2 Soluções, destacou as ações de fomento voltadas para o setor empresarial. “As iniciativas, projetos, programas e ações relacionadas ao fomento de ideias e de pesquisa são fundamentais para o desenvolvimento do mercado empresarial e da sociedade, pois todo o processo de idealização da nossa empresa, por exemplo, foi iniciado a partir do Programa Centelha”, afirmou.
Já o Sistema de Parques Científicos e Tecnológicos do Paraná (Separtec) apresentou o CienTech, o parque científico da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no Campus de Medianeira. No estande, o professor Fernando Schutz, diretor de Relações Empresariais e Comunitárias da UTFPR, apresentou algumas pesquisas aplicadas para a busca de soluções tecnológicas desenvolvidas no parque. Durante o evento ele destacou a importância da atração e incubação de empresas e projetos inovadores.
No último sábado (29), os coordenadores da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina (Ciência e Tecnologia) e Fabiano Gonçalves Costa (Ensino Superior), e o gerente de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Nilceu Jacob Deitos, estiveram presentes entre 9 horas e 17 horas, apresentando programas estratégicos no âmbito das duas instituições.
O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) está com inscrições abertas, até o dia 24 de agosto, para o processo de formação “Ciência Cidadã na Escola: formação de professores para a Educação em Ciências”. O público-alvo são professores regularmente vinculados à rede pública estadual do Paraná.
Com o objetivo de formar cientistas cidadãos, o projeto reuniu, em uma primeira fase, professores e seus alunos na coleta de dados científicos. Agora, em um segundo momento, a proposta é estruturar um grande projeto de Educação Científica, em direção a formação de cientistas cidadãos, permitindo à comunidade escolar interpretar os dados obtidos e buscar soluções para os problemas da realidade onde estão inseridos.
Serão selecionados 500 professores para participar do curso do PICCE. Este total será distribuído entre 20 vagas para professores em cargos de coordenações técnicas (CCT) e as demais 480 vagas para professores em efetivo exercício em sala de aula, distribuídas entre os 32 Núcleos Regionais de Educação (NRE).
O curso será realizado de forma assíncrona pela Plataforma Virtual da Universidade Virtual do Paraná (UVPR). As inscrições podem ser realizadas pelo site picce.ufpr.br. Para mais informações, confira o Edital do Picce.