Evento ganhou o nome de Paraná Faz Ciência e será realizado em Londrina, no início de novembro
A ciência voltou com tudo na Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. E isso repercute no nosso Estado. O governo do Paraná lançou, nesta segunda-feira (24), a Semana Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Denominado Paraná Faz Ciência 2023, o evento faz parte da 20ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT 2023) e será realizado no período de 7 a 10 de novembro, na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A iniciativa é da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em parceria com a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a UEL. O objetivo é fortalecer a cultura científica e tecnológica, por meio de ações integradas de disseminação do conhecimento, e promover o acesso da população às atividades acadêmico-científicas, fortalecendo a atuação institucional do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná.
Em 2021, o Governo do Paraná sancionou a Lei nº 20.752, normativa que instituiu a Semana da Divulgação Científica, um evento anual para a popularização da ciência, tecnologia e inovação, voltado, principalmente, para os públicos não especializados. Assim, surgiu o Paraná Faz Ciência, que pretende reunir estudantes e professores dos diferentes níveis de ensino, desde a Educação Básica até a Educação Superior, e representantes de organizações da sociedade civil.
A reitora da UEL, Marta Favaro, pediu a contribuição de todos, porque como a SBPC esse é um evento coletivo. “Agora, mais do que nunca, a gente precisa reconhecer o trabalho dos pesquisadores e valorizar a ciência”.
O diretor da Fundação Araucária, Marcio Spinoza, lembrou que a SBPC está fazendo com que o Brasil olhe para o Paraná e “é um privilégio lançar a Semana de Ciência e Tecnologia, que é parte do projeto Paraná Faz Ciência”.
Na sequência, o anfitrião do evento, o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, agradeceu aos colaboradores de todas as instituições de ensino superior do Paraná e lembrou que este é o momento que o governo “anuncia o retorno das semanas estaduais de ciência e tecnologia, com o nome Paraná Faz Ciência, que leva essa marca. No Paraná, se faz muita coisa, inclusive, ciência, e ciência de ponta”.



PrFC – Na programação do Paraná Faz Ciência (PrFC), além de visitas técnicas, oficinas de ciência, tecnologia, cultura e arte, estão previstos eventos como: o Encontro do Ensino Superior do Futuro; a Mostra Interativa de Ciência, Tecnologia e Inovação; o Encontro Paranaense de Comitês de Suporte para Pesquisa Científica e Tecnológica; o Encontro Paranaense de Editores Científicos.
Outras atividades acadêmicas da UEL completam a programação, como um simpósio de extensão, o Encontro Anual de Iniciação Científica (Eaic) e a Mostra Anual de Atividades de Ensino. Em breve, serão lançados os editais para a submissão de propostas para participação e apresentação de trabalhos.
Parceria – O Paraná Faz Ciência 2023 conta, ainda, com a parceria das secretarias estaduais da Educação (Seed) e da Inovação, Modernização e Transformação Digital (Semti); da Prefeitura de Londrina e da Secretaria Municipal da Educação; das universidades estaduais de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro), do Norte do Paraná (UENP) e do Paraná (Unespar); e da Universidade Virtual do Paraná (UVPR), programa estratégico da Seti, que reúne os centros de educação a distância (EAD) das instituições estaduais de ensino superior.
As cinco instituições federais de ensino superior paranaenses fecham o grupo de parceiros do evento: Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR).
Uma das organizadoras do evento pela Fundação Araucária, a professora da UEM Débora Sant’ Ana, destacou que este é o terceiro ano que o governo está usando a marca Paraná Faz Ciência. “As duas últimas edições da Semana foram remotas, agora, em 2023, a programação será realizada de forma presencial, na UEL, no interior, e com a participação de gente de todos os lados. Certamente, vai envolver a comunidade local e regional.”
Mais de 750 mil pessoas. Sabe o que isso significa? Nove estádios do Maracanã lotados. Esse é o número médio de pessoas que participaram, ao longo de 75 anos, do maior evento de divulgação científica da América Latina: a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
No ano passado, mais de 40 mil pessoas participaram – 35 mil no formato online e cerca de 8 mil presencialmente.

Em 2023, sediada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), mais de 35 mil pessoas, das quais 15 mil estão inscritas, de todas as regiões do país, devem circular nos quase 10 mil m² de tendas instaladas no campus Centro Politécnico, onde acontecerão mais de 220 atividades científicas, entre outros locais do evento. Estão previstos:
Além dessas opções, há painéis, assembleias, exposições, sessões especiais e trabalhos em sessões de pôsteres relacionadas a temas científicos contemporâneos, a reflexões sobre as políticas científicas e ao olhar e à contribuição da ciência sobre questões urgentes da sociedade brasileira, como meio ambiente e sustentabilidade, educação, democracia, direitos humanos e cultura.
Qual a expectativa da UFPR receber a reunião anual da SBPC depois de mais de 30 anos? Veja a resposta de Ricardo Marcelo Fonseca, reitor da UFPR. Ele comentou que a última vez que a reunião aconteceu na instituição, em 1986, foi quando era calouro da universidade.
“A expectativa é a maior e melhor possível. A reunião anual voltar para a UFPR recoloca a centralidade do nosso estado e da nossa universidade no cenário científico brasileiro e dá uma grande oportunidade aos nossos pesquisadores e aos nossos estudantes de receber esse grande evento”.Ricardo Marcelo Fonseca, reitor da UFPR
Essa ampla gama de temas atrai participantes de diferentes campos científicos e reforça a relevância da reunião anual como um evento multidisciplinar, que é aberto a toda a comunidade. Para se ter uma ideia, por dia, cerca de 50 ônibus escolares repletos de pequenos curiosos estudantes interessados em ciência serão recebidos.
Na programação dedicada aos mais novos, a SBPC Jovem, que completa 30 anos em 2023, deve receber entre 4 e 6 mil estudantes, nos seus mais de 4 mil m² de tenda. No Ciência Móvel, há 6 caminhões inscritos e o Circo da Ciência terá a mostra de 16 instituições da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC), 4 planetários com 100 m² cada – 3 deles na tenda da SBPC Jovem e um na ExpoT&C.

A coordenadora geral da SBPC Jovem na UFPR, professora Mayara Elita Braz Carneiro, ressalta a importância do evento para a comunidade. “Nesta edição, a programação está intensa, contará com mais de 150 atividades interativas. O espaço estará incrível, repleto de eventos lúdicos e interativos. A Universidade está de porta-abertas para estimular o contato com o conhecimento científico, com experimentos e com pesquisadores”.
Na SBPC Jovem, serão 17 feiras e 93 trabalhos de 15 estados de todas as regiões brasileiras: Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão, Amazonas e Amapá.
Ciência, cultura, alegria e reflexão também acontecerão por meio das atividades da SBPC Cultural, que irá integrar as pessoas de diversas maneiras e por vários lugares em 74 atividades, com envolvimento de aproximadamente 400 pessoas.
As ações acontecerão em diferentes espaços da UFPR e Unespar. No campus Centro Politécnico, a Alameda Cultural contará com atividades como exposições, stands de projetos, rodas de conversa, um palco com atrações culturais da universidade e também artistas externos, além da Feira de Economia Popular e Solidária para evidenciar os saberes e práticas da cultura regional.
No campus da Reitoria, também acontecerão uma série de atividades, entre elas o CineUrbe, trazendo uma mostra de filmes em uma parceria com o Sesc. No Teatro da Reitoria, os Grupos Artísticos da UFPR se apresentam e celebram seu tradicional espaço de espetáculos. Para o encerramento da SBPC Cultural, esse espaço receberá o show da banda Francisco, el Hombre.

Claudia Linhares Sales, secretária-geral da SBPC, comenta que uma das grandezas do evento é a diversidade de temas, públicos e propostas que se originam a partir desses dias de imersão na ciência.
“As reuniões anuais do SBPC têm um caráter muito especial. É um fórum que reúne cientistas, acadêmicos, trabalhadores e estudantes de escolas. É ciência, tecnologia e inovação para discutir políticas de educação, científicas, meio ambiente, direitos humanos e vários outros temas. São discussões muito importantes e com um público tão variado, que permite avançar em grandes temas. Esse conjunto faz com que a programação científica seja uma coisa realmente muito grande. Para dar um exemplo, este ano em Curitiba nós vamos ter em torno de 630 palestrantes”, explicou.
O evento também contará com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade, da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, e do ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida.
Outros exemplos dos temas e nomes presentes nesta edição são as conferências com a diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, sobre “Políticas de combate à fome à miséria”; além da a mesa-redonda com o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Celso Pansera, sobre “Compras públicas de inovação no financiamento de infraestrutura de pesquisa e de inovação”.
As sessões especiais trazem também grandes nomes, como Mercedes Bustamante, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Ricardo Galvão, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Odir Dellagostin, presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e Vinícius Soares, presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG).

Atualmente, a SBPC representa mais de 170 sociedades científicas. A reunião anual é frequentemente organizada em parceria com universidades e instituições de pesquisa reconhecidas de todo o país. Os números expressam sua grandeza, mas não são o único motivo pelo qual o congresso recebe o título de maior evento de divulgação científica da América Latina.
A reunião Anual da SBPC nasceu antes da institucionalização da Ciência no Brasil e foi palco de decisões importantes nesse processo. Em cada edição, instituições e diversos atores envolvidos, como Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), comitês do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) realizam reuniões paralelas ao evento para discutir ações e políticas de interesse da ciência, tecnologia e inovação.

Instituições científicas importantes como a Capes, o CNPq, a Fapesp e demais Fundações de Amparo à Pesquisa no País (FAPs), vieram depois. Muitas sociedades científicas, a exemplo da Sociedade Brasileira de Física (SBF) e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), nasceram nas Reuniões Anuais. Na década de 1980, a instituição lançou a revista Ciência Hoje e o Jornal da Ciência.
Essas são apenas algumas das atividades que acontecerão na SBPC na UFPR. Veja aqui a programação completa e participe!
Por Agência Escola UFPR
De 23 a 29 de julho, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) sediará o maior evento científico da América Latina com centenas de atividades para todos os interesses e idades. Inscrições gratuitas
Curitiba se prepara para sediar a 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o maior evento científico da América Latina. De 23 a 29 de julho, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) receberá centenas de atividades voltadas a todas as idades e interesses, com inscrições gratuitas.
O evento reunirá ministros de Estado, representantes do Governo Federal, especialistas e personalidades de diversas áreas para discutir o tema “Ciência e democracia para um Brasil justo e desenvolvido”.
Com mais de 220 atividades, a programação científica desta edição abrange uma ampla variedade de temas relevantes para o Brasil e o mundo atual. Serão 131 debates presenciais e 93 virtuais, visando a engajar e inspirar especialmente o público jovem. A programação completa está disponível no site do evento.
Esta edição da Reunião Anual contará com conferências dos ministros Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Nísia Trindade Lima, da Saúde, e Sílvio Almeida, de Direitos Humanos e Cidadania.
Para discutir o setor de ciência, tecnologia e inovação, o evento contará com a participação de grandes nomes do setor, dentre eles, Mercedes Bustamante, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Ricardo Galvão, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Odir Dellagostin, presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e Vinícius Soares, presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG).
O evento realizará reuniões preparatórias para a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com representantes de instituições científicas e tecnológicas de todo o País. A proposta é reunir insumos para a construção coletiva do evento, previsto para ocorrer em 2024 e que desenhará a estratégia de políticas públicas para o setor.
A SBPC ainda trará cientistas reconhecidos internacionalmente para debater questões cruciais relacionadas ao meio ambiente. Entre esses pesquisadores estão Paulo Artaxo, professor-titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), vice-presidente da SBPC e um dos cientistas brasileiros mais citados internacionalmente; Carlos Alfredo Joly, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador da Plataforma Brasileira de Biodiversidades e Serviços Ecossistêmicos (BPBES); e Carlos Afonso Nobre, um dos mais renomados climatologistas do País e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas.
Os debates sobre os povos originários também serão destaque do evento, contando com a participação de especialistas e líderes indígenas como Joenia Wapichana, presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Davi Kopenawa Yanomami, presidente da Hutukara Associação Yanomami, e Kretã Kaingang, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) – região Sul. Temas como “Direitos indígenas no Brasil”, “A saga do povo Yanomami: o genocídio planejado”, “Saberes indígenas: utopias que inspiram esperança e vida em tempos de crise socioclimática” e “Década internacional das línguas indígenas: por quê e para quê foi proposta pela Unesco?” são alguns dos assuntos discutidos ao longo da semana.
Diversos debates relacionados à tecnologia e educação estão na pauta da 75ª Reunião Anual, dentre eles, os impactos do ChatGPT e da Inteligência Artificial, a acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência na educação, e o Novo Ensino Médio. Para debatê-los, a entidade reunirá especialistas como Geovana Mendonça Lunardi Mendes, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped).
A Sessão de Pôsteres deste ano irá expor 236 trabalhos de pesquisas científicas e tecnológicas, experiências de ensino-aprendizagem e relatos de caso ou experiências.
Além da programação científica de excelência, os participantes poderão participar da ExpoT&C, que celebra 30 anos. A maior mostra de ciência e tecnologia do País reunirá expositores como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento e empresas, como o Centro Alemão de Inovação em Pesquisas (DWIH), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o CNPq e a Capes.

Na SBPC Jovem, que também comemora 30 anos em 2023, os participantes poderão explorar exposições interativas, visitar museus e laboratórios, participar de oficinas e bate-papos. Entre os destaques estão o Circo da Ciência e o Ciência Móvel, com museus e laboratórios itinerantes de diversos estados do País reunidos no Centro Politécnico da UFPR. A atividade ainda contará com espaços temáticos como o “Ciência menina”, “Espaço robótica e Arena gamer”, além de exposições interativas, oficinas e bate-papos com cientistas, tudo voltado para estudantes do ensino básico e do público em geral. Para a atividade, o evento já conta com a visita agendada de centenas de escolas de toda região, que levarão cerca de 15 mil pessoas, entre alunos e professores ao evento.
E para relaxar e se divertir, o evento promoverá a SBPC Cultural. Com uma programação diversificada, o objetivo será exaltar as diversas identidades culturais do Paraná. A Alameda Cultural, localizada no campus Centro Politécnico da UFPR, será o principal espaço dedicado à arte e à cultura, com apresentações de música, dança, teatro e exposições.
Somam-se à Alameda Cultural, espaços centrais da cidade de Curitiba, como o Complexo da Reitoria, o Prédio Histórico da UFPR e o Teatro Mário Schoemberger, que receberão uma programação intensa, composta por ações que contemplam as múltiplas linguagens artísticas.
O evento será encerrado em 29 de julho com mais uma edição do Dia da Família na Ciência, um sábado dedicado à comunidade com atrações distribuídas nas tendas da SBPC Jovem e da ExpoT&C. Os participantes terão a oportunidade de explorar atividades interativas de ciência e tecnologia, aprender sobre experiências científicas e ter suas questões respondidas por pesquisadores. O Dia da Família na Ciência também é gratuito e aberto a todas as crianças, jovens e seus familiares.
Um destaque importante desta Reunião Anual da SBPC é o esforço dos organizadores para realizar um evento acessível e inclusivo. Para tanto, as instalações do campus Centro Politécnico da UFPR contarão com rampas e elevadores para facilitar o trânsito dos participantes e todas as atividades contarão com intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ainda serão disponibilizadas seis salas calmas (espaços silenciosos para pessoas neurodivergentes), um canal de atendimento (em português e em libras) e mais de 100 monitores preparados para auxiliar quem necessitar.
Durante o evento, será possível desfrutar da cidade de Curitiba, por meio de algumas parcerias realizadas entre a organização do evento e alguns bares e restaurantes da cidade. As promoções terão validade somente durante o período do evento e mediante a apresentação do crachá do evento, em nome do portador. Acompanhe pelo site local do evento: https://sbpc.ufpr.br/restaurantes/.
75 anos levando ciência a todo o Brasil
Criada em 1948, a SBPC é uma entidade voltada à defesa do avanço científico e tecnológico e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil e que, ininterruptamente, realiza desde 1949 sua Reunião Anual, considerada o maior evento científico da América Latina.
A cada ano, a Reunião Anual da SBPC é levada a um estado brasileiro, prioritariamente em uma instituição de ensino superior. Aberto a todos e gratuito, o evento reúne milhares de pessoas – cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes, além de autoridades, gestores, e formuladores de políticas públicas para ciência e tecnologia no País.
As atividades do evento têm livre acesso a todos. A única atividade que requer matrícula antecipada (e com taxa) são os webminicursos, que estão com inscrições abertas até 26 de julho. Ao todo, são 32 webminicursos com temas em diversas áreas do conhecimento propostos pela SBPC, UFPR e algumas das sociedades científicas afiliadas à SBPC.
Quem fizer a inscrição no evento e, também, o credenciamento, entre 24 e 28 de julho na Secretaria da SBPC instalada na UFPR – campus Centro Politécnico, obterá o certificado online de participação geral (sem carga horária e sem especificar as atividades frequentadas). As inscrições estão abertas online no site do evento: https://ra.sbpcnet.org.br/75RA/.
No dia em que se celebra a Proteção às Florestas, 17 de julho, o Paraná Faz Ciência destaca a pesquisa realizada pela Rede MapBiomas, formada por universidades, startups de tecnologia e ONGs, que revelou como as mudanças de uso e cobertura da terra afetam os estoques de carbono orgânico do solo ao longo dos últimos 37 anos. Um dos destaques do levantamento é a informação de que a Mata Atlântica e o Pampa são os biomas que mais estocam carbono por hectare.
Esses estudos coordenados pelos professores da UTFPR, Alessandro Samuel-Rosa (Campus Santa Helena) e Taciara Zborowski Horst (Campos Dois Vizinhos) analisaram os mapas anuais do solo brasileiro de 1985 a 2021. Além disso, foram coletadas 9650 amostras de estoque de carbono no campo.
Segundo a publicação, divulgada no dia 21 de junho, do total de 37 bilhões de toneladas (gigatoneladas – Gt) de carbono orgânico do solo (COS) existentes no Brasil em 2021, quase dois terços (63%) estão estocados em solos sob cobertura nativa estável (23,4 Gt COS). Apenas 3,7 Gt COS estão estocados em solos de áreas que foram convertidas para uso antrópico desde 1985. Mais da metade (quase 20 Gt COS) fica na Amazônia. Mas quando se analisa o estoque médio de COS por hectare, Mata Atlântica e Pampa se destacam com os maiores valores: média de 50 t/ha e 49 t/ha, respectivamente, enquanto na Amazônia este valor é de 48 t/ha. Os menores estoques são encontrados na Caatinga (média de 31 t/ha).
Entre 1985 e 2021, a quantidade de carbono estocado no solo coberto por floresta no Brasil reduziu de 26,8 Gt para 23,6 Gt. “Isso significa que o carbono neste solo, agora sob agricultura, pode ser mais frágil e assim ser perdido se o manejo do solo agrícola não for conservacionista”, explica o professor Alessandro Samuel-Rosa.
Segundo o professor Alessandro, o diferencial do novo estudo está no fato dos levantamentos serem anuais. “Temos os mapas anuais de uso da terra de 37 anos, o que nos destaca perante os materiais anteriores. Ou seja, temos 37 mapas de pesquisa dos estoques de carbono do país. O mapeamento foi realizado com base em bancos de dados abertos, algoritmos de aprendizado de máquina e computação em nuvem”, completa.
“Essa iniciativa visa desvendar a evolução dos recursos do solo ao longo do tempo e do espaço, adotando uma abordagem científica aberta e colaborativa. Ainda é uma versão beta, sujeita a muitos aprimoramentos, mas é um avanço importante no mapeamento digital de solos e oferece subsídios valiosos para a conservação e uso sustentável do solo no Brasil”, afirma a pesquisadora Taciara Horst.
A publicação está disponível no site do MapBiomas.
Por biomas
Amazônia: em termos absolutos, possui o maior estoque de COS do Brasil, com 19,8 Gt em 2021. Desse total, 87% (17,4 Gt COS) ficam em áreas naturais. As áreas antrópicas, por sua vez, armazenam apenas 2,4 Gt COS. Embora o estoque médio por hectare do bioma seja de 48 t/ha, essa média sobe para ~50 t/ha no caso das formações florestais. Nas áreas de pastagem, estima-se estoque de ~40 t/ha.
Cerrado: a savana mais biodiversa do planeta e segundo maior bioma do país armazenava 8,1 Gt COS em 2021 – 3,8 Gt COS nas áreas antrópicas e mais da metade (4,3 Gt COS) em áreas naturais. A Formação Savânica apresenta o maior estoque médio ~39 t/ha.
Mata Atlântica: em 2021, o estoque de carbono no solo deste bioma somava 5,5 Gt COS em 2021. Desse total, as áreas naturais respondem por 2,1 Gt COS. As áreas antrópicas, por sua vez, armazenam 3,4 Gt COS. A diferença em favor das áreas antropizadas reflete o alto grau de desmatamento do bioma: analisando o tipo de cobertura da terra, porém, constata-se que a Formação Florestal apresenta o maior estoque médio: ~56 t/ha. Enquanto nas áreas de agricultura, o estoque é de ~49 t/ha.
Pantanal: a maior área úmida continental do planeta armazenava 0,6 Gt COS em 2021. Ao todo, o bioma armazenava 0,6 Gt de COS em 2021 – a quase totalidade (0,5 Gt COS) em áreas naturais. As áreas antrópicas respondem por 0,1 Gt COS. A Formação Campestre apresenta o maior estoque médio: ~38 t/ha. Em áreas de pastagem, observa-se estoque de ~28 t/ha.
Pampa: armazenava 0,9 Gt COS em 2021. Mais da metade desse total (0,5 Gt COS) estão em áreas naturais, com a Formação Campestre respondendo por ~51 t/ha. Nas áreas de agricultura, observa-se estoque de ~53 t/ha. Outras áreas antrópicas, por sua vez, armazenam apenas 0,4 Gt COS.
Caatinga: é o menor estoque de carbono do Brasil na média por hectare. Quase dois terços desse total (63%, ou 1,7 Gt COS) estavam armazenados em áreas naturais. As Formações Savânica e Campestre apresentam o maior estoque médio ~31 t/ha. Já as áreas antrópicas armazenam 1,0 Gt COS.
Solo
O solo é um dos quatro grandes reservatórios de carbono do planeta, junto da atmosfera, os oceanos e as plantas, que absorvem carbono em seu processo de crescimento. Se estoca carbono orgânico, o solo quando em estado de degradação pode liberar o elemento para a atmosfera na forma de gás carbônico e metano, agravando as mudanças do clima. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), um terço dos solos do mundo está moderada ou altamente degradado e a erosão do solo, que arrasta entre 20 e 37 bilhões de toneladas da camada superior do recurso anualmente, reduz a capacidade do solo de armazenar e reciclar carbono, nutrientes e água.
Rede Mapbiomas
O MapBiomas é uma iniciativa multi-institucional que tem como foco monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil, Indonésia e territórios sensíveis da América do Sul. Atualmente possui uma plataforma atualizada e detalhada base de dados espaciais de uso da terra, disponível no mundo. Todos os dados, mapas, métodos e códigos do MapBiomas são disponibilizados de forma pública e gratuita.
O MapBiomas oferece uma completa série de mapas anuais de cobertura e uso da terra no Brasil, com 25 classes mapeadas desde 1985 em uma escala de 30 m de resolução, entre outros produtos de mapeamento.
Com informações da MapBiomas
Crédito da imagem: Decom
Rita de Cássia dos Anjos, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no Setor Palotina, foi anunciada, nesta quinta-feira (6), como a vencedora da primeira edição do Prêmio Anselmo Salles Paschoa, criado pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) para homenagear pesquisadores negros da área de Física, em início de carreira, cujo trabalho de pesquisa tenha contribuído de forma significativa para o avanço da Física ou do ensino da disciplina no Brasil. O prêmio será celebrado em reunião on-line da Assembleia Geral Ordinária da SBF, a ser realizada no dia 19 de julho, às 9 horas.
Com graduação em Física Biológica, mestrado e doutorado em Física e pós-doutorado em Astrofísica na Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, Rita de Cássia é uma astrofísica especialista em raios cósmicos e raios gama. Ela tem atuação marcante em projetos internacionais como o do Observatório Pierre Auger, na Argentina, e o Cherenkov Telescope Array (CTA), telescópios que estão sendo construídos no Chile e nas Ilhas Canárias, na Espanha, que estudarão os raios gama que chegam até a Terra para analisar eventos extremos do universo. Além de ser uma importante cientista mulher, Rita é uma cientista negra que ganhou destaque na ciência apesar do racismo estrutural no Brasil.

Em sua carta ao comitê avaliador do prêmio, a professora destaca que suas contribuições científicas revelam seu empenho desde a graduação. “Sinto-me uma negra especial diante de todas as oportunidades que tive na minha carreira científica. Que mais negros e negras sejam reconhecidos em nosso país e as assimetrias e desigualdades possam diminuir. Com meu trabalho como docente, pesquisadora e orientadora, espero tornar o futuro de nossos pequenos negros e negras um pouco mais esperançoso e mais leve”.
Ela afirma que o prêmio mostra a importância da diversidade racial na ciência brasileira. “Ainda somos poucos em muitos espaços e as iniciativas à diversidade emergem como possibilidade de muitos negros e negras desenvolverem-se no Brasil. Para mim, foi uma grande alegria e conquista ter ganhado o prêmio nesta primeira edição. Hoje tenho a possibilidade de fazer pesquisa em centros de excelência e espero que em um futuro próximo esta realidade seja de muitos jovens negros”.
Em 2020, a pesquisadora venceu o prêmio Programa para Mulheres na Ciência, promovido pela L’Oréal Brasil, Unesco Brasil e Academia Brasileira de Ciências e, em 2021, tornou-se membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências. A grande inspiração de Rita foi a mãe, Antonia, que fez questão de insistir na importância de descobrir como o mundo funciona. Leia mais sobre a trajetória da astrofísica aqui.
Prêmio Anselmo Salles Paschoa
O prêmio é uma homenagem ao professor a Anselmo Salles Paschoa, que se graduou em Física pela antiga Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com Mestrado em Radiological Health e PhD em Nuclear Sciences and Engineering pela New York University.
Ele atuou como professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, foi professor visitante da University of Utah e cientista convidado no Brookhaven National Laboratory, na década 80. Paschoa ainda foi diretor de Radioproteção, Segurança Nuclear e Salvaguardas da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Foi governador alternativo do Brasil na Junta de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), vice-presidente da International Radiation Physics Society e diretor da Natural Radiation Environment Association.
O cientista publicou dezenas de artigos, livros e capítulos de livros. Orientou teses de doutorado e dissertações de mestrado. Faleceu em 2011, após uma crise cardíaca durante uma reunião da Comissão de Acompanhamento do Programa Nuclear Brasileiro, na sede da SBF.
Secretaria da Inovação planeja parceria com UEPG para digitalização de peças de museu
A Secretaria Estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI) está planejando estabelecer uma colaboração estratégica com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) em projetos que promovem a inovação, a sustentabilidade e desenvolvimento educacional.
Um deles é para o desenvolvimento de soluções que permitam a digitalização e a impressão 3D de réplicas das peças do acervo do Museu de Ciências Naturais, viabilizando sua exposição naquele espaço. O espaço foi concebido em projetos de extensão que envolviam os temas geodiversidade e biodiversidade e é palco para a integração de pesquisa, ensino e extensão no que se refere às ciências de natureza.
“Dessa forma, as peças originais poderão ser armazenadas em condições ideais, evitando sua deterioração ao longo do tempo”, ressalta o assessor técnico da SEI, Márcio Hauagge.
Ele explica que uma das áreas de atuação da SEI envolve as parcerias estratégicas com as universidades para impulsionar o desenvolvimento tecnológico e promover a preservação do patrimônio cultural e científico do Estado. “Estamos comprometidos em fornecer apoio técnico e incentivar projetos inovadores que tragam benefícios significativos à sociedade paranaense”, diz Hauagge.
Outro projeto com a UEPG consiste em uma parceria com o Departamento de Engenharias de Materiais da instituições, com o objetivo de aprimorar a reciclagem de peças impressas em 3D. Através da aplicação de conhecimento técnico especializado de profissionais da própria Secretaria da Inovação, será oferecido suporte e assistência aos professores envolvidos no projeto.
Além disso, a equipe técnica da SEI já realizou uma visita à Usina Termoelétrica a Biogás, em Ponta Grossa. É um espaço vinculado à prefeitura da cidade. Essa visita teve como objetivo conhecer a estrutura da usina e compreender os investimentos realizados para a execução do projeto.
Inaugurada no início de 2021, a usina recebe resíduos orgânicos e os transforma em biogás, através do processo de biodigestão. O biogás gerado está sendo utilizado para alimentar motogeradores, que produzirão energia elétrica, injetada diretamente na rede da Copel.
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O Governo do Estado prorrogou até 30 de junho o prazo para apresentação de propostas de empresas, cooperativas, startups, municípios e outras organizações que buscam financiamento para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). A chamada pública envolve recursos da ordem de R$ 20 milhões não reembolsáveis do Fundo Paraná, dotação gerenciada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) para o fomento científico e tecnológico paranaense.
A iniciativa tem amparo no Programa de Estímulo às Ações de Integração Universidade, Empresa, Governo e Sociedade, denominado Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável e de Inovação (Ageuni). Serão apoiados projetos em cinco áreas: agricultura e agronegócios; biotecnologia e saúde; energias renováveis; cidades inteligentes; e economia, educação e sociedade. As propostas devem ser fundamentadas na transformação digital e no desenvolvimento sustentável.
Do montante anunciado, R$ 6 milhões serão destinados para microempresas e empreendedores individuais; R$ 4 milhões para empresas de pequeno e médio porte, e R$ 5 milhões para grandes empresas. Outros R$ 5 milhões serão aplicados em projetos apresentados por municípios, cooperativas e outras organizações com e sem finalidade lucrativa. Cada projeto pode ter o valor máximo de até 10% do total previsto para a respectiva categoria.
Segundo o coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, o intuito é incentivar o desenvolvimento socioeconômico, agregar tecnologia aos processos de produção de bens e serviços e aumentar a competitividade empresarial paranaense.
“No Estado do Paraná, entendemos que o investimento em ciência e tecnologia é uma estratégia competitiva que pode diferenciar as nossas empresas nos mercados local, regional e até nacional, permitindo que esses agentes produtivos cresçam e se desenvolvam em um ambiente cada vez mais inovador”, diz Pelegrina. “Nós acreditamos que a tecnologia pode e deve ser usada como uma ferramenta para atender as necessidades e as demandas dos cidadãos e dos consumidores em geral”, destaca.
CRITÉRIOS – Entre os critérios para receber o apoio financeiro do Estado, os proponentes devem ter registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) no Paraná e articular as propostas com as unidades da Ageuni nas universidades estaduais. A duração dos projetos será de dois anos, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses. Os projetos de P&D serão financiados por meio de acordos de parceria e cooperação estabelecidos com as instituições estaduais de ensino superior.
Confira os câmpus acadêmicos onde estão localizadas as unidades da Ageuni:
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Londrina – ageuniaintec@uel.br
Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Maringá – ageuni@uem.br
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Ponta Grossa – ageuni.agipi@uepg.br
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)
Cascavel – ageuni@unioeste.br
Francisco Beltrão – ageuni@unioeste.br
Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro)
Guarapuava – ageuni.novatec@unicentro.br
Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)
Jacarezinho – ageuni@uenp.edu.br
Universidade Estadual do Paraná (Unespar)
Campo Mourão – ageuni2campomourao@unespar.edu.br
Paranaguá – ageuni1paranagua@unespar.edu.br
A proposta da estudante de Publicidade e Propaganda da UFPR Ana Vitoria Dmengeon Dureck é a vencedora, com 64% dos votos, no concurso de Mascote oficial da SBPC Jovem. A votação pública ocorreu no site do evento entre os dias 15 e 29 de maio.
A arte comporá as ações de divulgação científica vinculadas à SBPC Jovem, evento vinculado à 75ª Reunião Anual da SBPC. Com o tema “Ciência e Democracia para um Brasil justo e Desenvolvido”, a reunião será realizada de 23 a 29 de julho de 2023, na Universidade Federal do Paraná.
O mascote criado para a SBPC Jovem foi baseada na gralha-azul, ave símbolo do Paraná. Lendária e famosa por escolher pinhões, a ave foi desenhada de maneira a transmitir um olhar simpático e carismático, que busca cativar crianças e adolescentes para o contato com a ciência e tecnologia.
Poty, como foi chamado, homenageia o artista paranaense Poty Lazzarotto. O movimento artístico paranista está presente no desenho através dos pinhões, que estão em sombras e texturas do mascote. “A lógica do padrão funciona como um pontilhismo: quanto mais pinhões na região, mais sombreada ela será” explicou a autora na descrição da proposta enviada à comissão julgadora.
As outras artes que concorreram ao prêmio foram um átomo estilizado, que recebeu 29% dos votos e o papagaio de cara-roxa, com 7%. As três propostas finalistas serão certificadas pela organização do evento.
Ana Vitória receberá um certificado de melhor ilustração, um kit de desenho e três títulos do catálogo da Editora UFPR que estejam disponíveis na premiação, que ocorrerá durante a Feira de Cursos e Profissões da UFPR 2023, que será entre os dias 01 e 04 de junho, no complexo da UFPR, em Piraquara.
Para mais informações: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
Sobre o evento, acompanhe as redes sociais oficiais da SBPC na UFPR

Entre as mudanças, as pessoas inscritas terão três opções de cursos diferentes; redação valerá 120 pontos
A Comissão de Vestibular Unificado (CVU), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), definiu a data do período de inscrições para o Concurso Vestibular de Inverno 2023 da instituição. As inscrições podem ser feitas entre os dias 30 de maio a 10 de julho.
A taxa de inscrição é no valor de R$ 177 e a data limite para se efetuar o pagamento é 12 de julho. Poderá ser concedida a isenção dessa taxa a candidato que, cumulativamente, estiver inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e for membro de família de baixa renda, com ganhos de até meio salário mínimo por pessoa. Os procedimentos, o calendário e as normas que regulamentam o processo de isenção serão publicados em editais específicos disponíveis no site.
O edital das inscrições homologadas será publicado no dia 18 de julho, já os locais de provas serão divulgados a partir do dia 27 do mesmo mês.
A prova será realizada em 27 de agosto de 2023, das 13h50min às 19h.
Neste concurso a CVU implementou algumas mudanças no processo de avaliação e nas opções de cursos.
Na última reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP), da UEM, realizada no dia 13 de abril, foi aprovada a Resolução (número 005/2023) que trouxe alterações para o formato do vestibular unificado da instituição. De acordo com o regimento, após a análise dos pedidos de reconsideração da Resolução 005/2023-CEP, no último dia 10, ficaram definidas as alterações do vestibular da UEM.
De acordo com a resolução do CEP, entre as principais mudanças aprovadas consta a possibilidade do candidato optar por até três cursos de graduação, no momento da inscrição.
Ainda segundo a Resolução, para cada curso devem ser classificados, por ordem decrescente de pontuação, primeiramente, todos os candidatos que escolheram o curso em 1ª opção, seguidos pelos candidatos que se inscreveram para o curso em 2ª opção e, finalmente, pelos vestibulandos, que fizeram sua 3ª opção pelo curso. Os cursos pelos quais o candidato fará opção não precisam ser de uma mesma área.
Segundo o coordenador da Comissão do Vestibular Unificado (CVU) da UEM, Ednei Aparecido Santulo Júnior, as mudanças devem facilitar ainda mais o ingresso dos aprovados no vestibular, porque terão mais opção de escolhas. “O aluno aprovado pode se inscrever para Psicologia, Agronomia e Estatística”, exemplificou.
Para viabilizar a possibilidade de opção por mais de um curso na inscrição, a prova deixará de contar com as questões de Conhecimentos Específicos. Ela continuará com 50 questões de alternativas múltiplas, como tradicional, divididas entre as Áreas do Conhecimento contempladas na Base Comum Curricular da Educação Básica: Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas , Linguagens e suas Tecnologias – Língua Portuguesa e Literatura, Linguagens e suas Tecnologias – Artes, Educação Física e Língua Estrangeira, Matemática e suas Tecnologias, sendo 10 questões para cada uma dessas áreas. Cada questão continuará valendo seis (6) pontos, no mesmo molde da prova atual.
Outra novidade é que, a exemplo do Processo de Avaliação Seriada (PAS/UEM), a redação passará a valer 120 pontos e cada redação será avaliada por dois membros da banca composta para esse fim, e deve ser formada, exclusivamente, por profissionais graduados em Letras e/ou especialistas, mestres ou doutores em Letras, Linguística ou Língua Portuguesa, prévia e especificamente preparados para o processo, seguindo critérios estabelecidos pela Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU).
Hoje (23) foi publicado o Edital da CVU para as inscrições do Vestibular da UEM. Outras informações podem ser obtidas por meio deste site.
1. Assim que o candidato terminar a inscrição, será gerado um QR Code, com o qual ele poderá fazer o pagamento via PIX da quia de recolhimento.
2. Será aceito documento de identificação no formato digital a partir de agora.
3. Neste vestibular também será feito o reconhecimento facial, onde serão tiradas fotos do candidato: no momento da prova, na efetivação de sua matrícula e outra durante as aulas do ano letivo. As mesmas serão armazenadas pela CVU e o DAA, onde futuramente será realizada a confrontação destas imagens, para garantir que o estudante que está frequentando as aulas seja o mesmo do concurso. Durante as provas continuarão sendo coletadas as digitais dos candidatos.
4. Outra novidade importante é a possibilidade do uso do nome social pelas pessoas inscritas. Antes era permitido somente o nome civil.
5. Alguns quesitos que zeravam a redação foram excluídos. Na prova de conhecimentos gerais o candidato que zerava a prova não tinha sua redação corrigida, agora será. Se ele não zerar a redação, não será desclassificado.
Texto: LILIANA MELLO FEDRIGO E FRANCISCO DIAS NETO
Foram prorrogadas, até o dia 28 de maio, as inscrições para o Vestibular dos novos cursos tecnológicos da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), ofertados na cidade de Loanda, para ingresso no 2º semestre de 2023. Com taxa de inscrição no valor de R$ 20, o vestibular conta com fase única, composta de uma prova de redação que acontecerá no dia 04 de junho.
São 3 novos cursos vinculados ao campus de Paranavaí: Agroecologia, Gestão de Produção Industrial e Gestão do Turismo, ofertados no período noturno, cada um com 40 vagas. As atividades acadêmicas serão realizadas na antiga Faculdade Intermunicipal do Noroeste do Paraná (Facinor), em Loanda.
INSCRIÇÕES
Para efetuar a inscrição, o/a candidato/a deverá realizar os seguintes procedimentos:
a) Ler o Edital do Concurso Vestibular, para conhecimento e ciência de todos os termos e normas do processo;
b) Optar por concorrer em Vagas de Ampla Concorrência (concorrência universal) ou em vagas do Sistema de Cotas.
c) Optar por um curso de seu interesse;
d) Preencher todas as informações solicitadas na ficha de inscrição;
e) Preencher o questionário socioeducacional;
f) Pagar o boleto da Taxa de Inscrição.
CLIQUE AQUI PARA REALIZAR A INSCRIÇÃO
Todas as informações sobre o Vestibular serão publicadas no site www.vestibular.unespar.edu.br.
Para mais informações, leia o Edital e o Manual do Candidato. Em casos não contemplados pelos documentos, entre em contato com a Comissão Central de Concurso Vestibular (CCCV), pelo endereço vestibular@unespar.edu.br ou pelo telefone (44) 3518-1844.
Confira mais detalhes sobre os cursos ofertados:
AGROECOLOGIA
40 VAGAS – NOTURNO – 3 ANOS
O curso superior ofertado na cidade de Loanda, na região Noroeste do Paraná, vinculado ao campus de Paranavaí da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), objetiva preparar profissionais tecnólogos/as capazes de atuar de forma crítica e criativa no atendimento das populações rurais, considerando os aspectos tecnólogos, políticos, econômicos, sociais, ambientais, gerenciais, organizativos e culturais e no atendimento às demandas da sociedade, com atividades integradas de ensino, pesquisa e extensão, pautando a formação na produção de alimentos saudáveis, sem o uso de agrotóxicos; na formação e democratização do conhecimento aos povos do campo; na potencialização dos recursos endógenos à unidade de produção e vida familiar e redução de custos de produção; no autoconsumo e na diversificação da produção; na atuação e agregação de valores em todas as fases do processo produtivo; no desenvolvimento do espírito cooperativo entre os agricultores; na interação campo-cidade; na valorização e recriação da cultura local; na preservação do meio ambiente e no resgate e desenvolvimento de recursos genéticos.
ÁREA DE ATUAÇÃO
Profissional apto a planejar, orientar e administrar a utilização dos fatores de produção, com vistas a produção vegetal e animal, assim como de gêneros alimentícios de qualidade, conservação do meio ambiente, criação e desenvolvimento de tecnologias para o campo de forma apropriadas, sustentáveis e agroecológicas, com respeito ao agroecossistema nas comunidades rurais e áreas de assentamentos.
GESTÃO DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL
40 VAGAS – NOTURNO – 3 ANOS
O curso superior é ofertado na cidade de Loanda, na região Noroeste do Paraná, vinculado ao campus de Paranavaí da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). O mundo do trabalho se move e com ele o desenvolvimento da produção industrial com base no conhecimento científico e tecnológico. Neste processo, há o fortalecimento do país e do mercado com a ampliação da produção industrial na diversidade e multiplicidade para atender a demanda social, cuja base produtiva se torna complexa e exige cada vez mais trabalhadores capacitados para o controle e a gestão da produção, racionalizando o processo produtivo, evitando-se perdas de tempo e material de trabalho. Na complexidade do trabalho, o curso tem por objetivo e natureza formar jovens, lidar com os avanços da ciência e da tecnologia na produção industrial, prepará-los/as para se situarem no mundo contemporâneo e dele poder participar de forma proativa na sociedade e no mercado de trabalho, cuja base industrial se assenta em tecnologias em constantes transformações. O curso vem ao encontro destas necessidades, cujo processo de ensino volta a atenção para a formação de profissionais para entender e diagnosticar as necessidades da indústria, propor soluções e buscar melhorias, tanto produtivas, quanto de qualidades, liderar e coordenar equipes de trabalho com vistas na otimização de materiais e seus usos, no domínio e na aplicação das normas de segurança do trabalho e na gestão ambiental.
ÁREA DE ATUAÇÃO
O/A) egresso/a tecnólogo/a em Gestão de Produção Industrial é apto/a à administração e suporte logístico à produção como: Planejar, supervisionar e aplicar processos de produção. Planejar a logística de movimentação do produto na indústria. Avaliar e otimizar fluxos de materiais, layouts e linhas de produção. Supervisionar a seleção e o tratamento das matérias-primas. Controlar a qualidade de processos. Coordenar equipes de trabalho. Especificar técnicas de informação para gestão e controle da manufatura. Vistoriar, realizar perícia, avaliar, emitir laudo e parecer técnico em sua área de formação.
GESTÃO DO TURISMO
40 VAGAS – NOTURNO – 2 ANOS E MEIO
O curso superior ofertado na cidade de Loanda, na região Noroeste do Paraná, vinculado ao campus de Paranavaí da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), visa desenvolver o estudo e a análise da atividade turística em profundidade, com particular foco no ambiente em que está inserido e nas relações que estabelece, formando pessoas capazes de lidar com o avanço da ciência e da tecnologia, preparadas para se situar no mundo contemporâneo e dele participar de forma proativa na sociedade e no mercado de trabalho. O curso oferece ferramentas para que os futuros profissionais atuem no mercado turístico nacional e internacional, com capacidade de análise e decisão para desenvolver as rotinas nas áreas de: transportes, intermediação de serviços e hospitalidade. Tem como principal objetivo graduar Tecnólogos/as em Gestão de Turismo, com a visão do Turismo enquanto atividade econômica e fenômeno social, habilitando-os a exercer funções no planejamento, organização e gestão de destinos, negócios e empreendimentos turísticos, de âmbito privado ou público, sempre comprometidos com a inovação, qualidade socioambiental e com o desenvolvimento regional.
ÁREA DE ATUAÇÃO
Analista de produtos de viagem em Agências de Turismo. Agente de ecoturismo. Analista de turismo corporativo. Divulgador turístico. Centros Gastronômicos. Empresas de eventos. Empresas de Hospedagem, recreação e lazer. Empresas de planejamento, desenvolvimento de projetos, assessoramento técnico e consultoria. Companhias Aéreas. Cruzeiros marítimos. Órgãos públicos com atuação na área. Instituições de Ensino, mediante formação requerida pela legislação vigente.
A Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio da Comissão Executiva Local da 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e em parceria com a Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC), torna público o presente Edital para selecionar propostas para compor o “Circo da Ciência” na SBPC Jovem da 75ª Reunião Anual da SBPC, que será realizada de 23 a 29 de julho de 2023, na UFPR.
CIRCO DA CIÊNCIA
Espaço destinado para a exposição dos Centros e Museus de Ciências filiados à Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC) na SBPC Jovem, que trarão atividades interativas e lúdicas que promovem o contato das visitantes e dos visitantes com a ciência.
DAS INSCRIÇÕES
As inscrições estão abertas, até dia 31.03.2023, por meio do formulário. O resultado será divulgado em data disponível deste edital, no site da SBPC.
Dúvidas e informações adicionais sobre este edital poderão ser encaminhadas para o e-mail: sbpcjovem@ufpr.br, com o título Dúvida – Edital “Circo da Ciência”, ou pelo site SBPC na UFPR.