Parceria entre o MCN e o Parquetec recebe acompanhamento de técnicos

Em 2024, o Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná (MCN-UFPR) foi contemplado no edital do Itaipu Parquetec com o projeto “O Museu de Ciências Naturais (MCN) do Setor de Ciências Biológicas da UFPR como espaço de fortalecimento da extensão universitária”, através do NAPI Paraná Faz Ciência.
No último dia 13 de março, Rodrigo Reis, articulador do NAPI Paraná Faz Ciência, e Fernando Sedor, diretor do Museu de Ciências Naturais, da UFPR, junto com vários bolsistas graduandos, receberam os representantes do Itaipu Parquetec, os analistas educacionais Ana Paula Trevisan Lied e Alysson G. de Lima.

Eles vieram para uma visita de acompanhamento das ações desenvolvidas a partir do “Programa de Extensão para Sustentabilidade Territorial”, financiado pela Itaipu Binacional.
“O Museu de Ciências Naturais da UFPR completou ano passado 30 anos de atividades e a parceria com o Itaipu Parquetec é fundamental para novas ações voltadas para o ensino, pesquisa e extensão, além da popularização da ciência”, ressaltou Reis.

Na ocasião, os analistas puderam conhecer as peculiaridades do museu, que além de um acervo rico em história da biodiversidade, foge do tradicional ao abrigar e expor animais vivos como peixes, répteis e corais, o que os deixou positivamente surpresos e impressionados.
Na última etapa da visita, Reis detalhou aos analistas o projeto de ampliação e reestruturação do MCN, com inauguração prevista para o início do segundo semestre.

Cerca de 600 alunos passaram pela segunda edição do Manna no Museu, nos dias 14, 15 e 16 de março. O encontro de ciência, tecnologia e inovação aconteceu no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba (PR), e teve como tema principal a Quântica, com base numa sugestão dada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que o proclamou 2025 o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quântica (IYQ).
No salão de vidro do MON, os visitantes puderam conhecer diversas inovações científicas envolvendo Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), Internet dos Drones (IoD), Jogos e Metaverso, entre outros. Estiveram presentes no evento professores(as) de escolas públicas, professores(as) universitários(as), graduandos(as) e pós-graduandos(as) de 15 estados brasileiros.

A professora Elaine Soares coordena o Clube Conexão Ciência e Sustentabilidade, do Colégio Estadual João Paulo I, de Bom Sucesso, município a 408 km de distância de Curitiba. Elaine disse que vai poder levar muitos temas do evento para o clube.
“A educação 5.0 precisa desse olhar. Os nossos alunos amam tecnologia e cabe a nós professores conduzi-los para que aconteça da melhor maneira”, afirmou a professora, que também se sensibilizou com as palestras, especialmente uma que abordava o tema dos sonhos. “Me lembrou o porquê eu decidi ser professora, que era para mudar vidas, mudar realidades. E às vezes na correria do dia-a-dia a gente vai perdendo um pouco o brilho nos olhos. E essa palestra me fez lembrar o quanto amo essa profissão”, completou

O professor Guido Valmor Buss do Clube de Ciência e Robótico, do Colégio Estadual Humberto Castelo Branco, de Pinhais, compareceu ao evento com seus alunos. “Quase todos os projetos que os alunos tiveram contato aqui eles poderão testar, verificar, montar e programar no nosso clube de ciência e robótica”, avaliou.
Victor Hugo dos Santos, 15 anos, aluno do professor Guido, se encantou pelos experimentos sobre tecnologia. “O que mais me impressionou foram os projetos feitos com IA [inteligência artificial]. Tem projetos sobre expressão facial, tem até um mini game com um teste para aprender a diferenciar imagens reais de imagens geradas por IA. Tudo muito interessante”, disse.
O professor João Sobrinho Teixeira, do Instituto Politécnico de Bragança, veio de Portugal para participar do evento. “Está extraordinário. Acho que tem uma criatividade muito grande, ao incentivar os alunos mais pequenos a se interessarem pela área da computação, portanto, só tenho que dar os parabéns. Porque, de fato, fiquei muito impressionado”, salientou.
O coordenador pedagógico do Manna, Tiago Madrigar, afirmou que o Manna Team é um dos maiores grupos de pesquisa, ensino e inovação científica da América Latina. “A gente transforma um paper, um artigo científico de alto impacto escrito em outra língua que, muitas vezes, fica difícil de compreender o experimento e transformamos em kits educacionais e levamos toda essa bagagem para o professor, oferecendo capacitação e treinamento dessas tecnologias para que ele possa aprender e depois repassar aos alunos”, explicou.
O Manna Team conta com aproximadamente 3 mil participantes, entre estudantes, professores de escolas públicas, doutores, mestres, graduandos e doutorandos em 15 estados do país.

Parte de acervos dos museus de diversas universidades estaduais foi exposta durante a I Mostra de Museus Universitários, durante o Paraná Faz Ciência 2024, que recebeu milhares de visitantes
Não há uma pessoa, criança, jovem ou adulto, que visite um museu de ciências e não fique encantado com a diversidade de temas, o colorido das coleções e as inúmeras novidades sobre a biodiversidade e seus pormenores. E não é para menos. Os museus universitários são espaços criados e mantidos exatamente para atrair a atenção para as ciências da natureza, além de atrair os corações e mentes para o mundo da ciência.
E assim foi durante o Paraná Faz Ciência (PRFC) 2024, realizado no campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre 7 e 11 de outubro. Foi uma semana movimentada no Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), que, durante meses, preparou uma programação especial para apresentar seu acervo permanente, recepcionar outros museus universitários e, em especial, organizar e coordenar o I Encontro Paranaense Museus Paranaenses e a I Mostra de Museus Universitários.

A cada dia, milhares de alunos dos Ensinos Fundamental e Médio, universitários, além de visitantes espontâneos e os próprios participantes do evento, estiveram na sede do MUDI e foram guiados pelos monitores capacitados para atender o público e apresentar os cada detalhe das coleções.
No total, o Paraná Faz Ciência 2024 contou com a presença de 12 museus universitários de todo o Estado e ainda os acervos e coleções da UEM. Entre os expositores, estiveram presentes, juntamente com o Mudi, o Herbário, o Herbário do Nupélia, a Coleção Ictiológica do Nupélia, as Coleções Microbiológicas, o Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etnografia e a Tecidoteca.

Na tenda principal, localizada bem próxima ao Mudi, espaços museais paranaenses marcaram presença como o Museu Histórico da Universidade Estadual de Londrina (UEL); o Museu Paranaense de Ciências Forenses; o Museu Campos Gerais; o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); o Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná (UFPR); o Museu Regional do Iguaçu; o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro); o Museu Histórico Mário Pereira da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); e o Museu de Arte e Cultura Popular do Norte do Paraná da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).
Com exposições variadas, cheias de elementos e curiosidades, o Museu Dinâmico Interdisciplinar recebeu mais de mil pessoas por dia, segundo estimativa do coordenador da I Mostra de Museus Universitários, Celso Ivam Conegero.

O professor reforçou a importância do trabalho integrado para o evento: “A mostra ter acontecido junto ao PRFC 2024 fez com que o fluxo de pessoas, principalmente aqui no Mudi, fosse muito grande. Para isso, foi necessária uma mobilização de professores, monitores, colaboradores e comunicadores entre todos os museus participantes”.
Paralelamente à Mostra, aconteceu o I Encontro Paranaense de Museus Universitários, que reuniu gestores, pesquisadores, profissionais e estudantes da área para troca de experiências, discussão de desafios comuns e identificação de oportunidades de colaboração.

Foram cinco painéis e uma oficina com palestrantes que vivenciam, no dia a dia, os desafios dos museus universitários, como infraestrutura, captação de recursos e ampliação e valorização dos acervos. Houve, ainda, a apresentação de museus universitários que compõem a Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup).
Ao final do I Encontro, o grupo decidiu aprovar a elaboração da Carta de Maringá, um documento que será construído coletivamente contemplando as necessidades e propostas para melhorar a inserção dos acervos nas estratégias de popularização da ciência e integração dos espaços para ensino, pesquisa e extensão. Afinal, museus também produzem ciência e podem contribuir para atrair e divulgar a ciência para novos públicos.
“Com a participação de todos, pudemos nos apresentar à sociedade paranaense, uma vez que as discussões estarão disponíveis no canal da Universidade Virtual do Paraná (UVPR), no Youtube. Assim, quando forem viajar nas férias, todas e todos podem programar uma visita aos museus universitários, indicou Conegero.
O I Encontro Paranaense de Museu Universitários foi uma iniciativa da Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup), com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e as universidades estaduais do Paraná.
Ainda durante o PRFC, foi formalizado o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Conectando Memória e Inovação, que irá se valer de Inteligência Artificial para agilizar a digitalização dos acervos dos museus e centros de documentação e memória. Houve ainda o lançamento de duas publicações repletas de ciência: o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná” e o livro “Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”. O Guia está disponível no site do PRFC.

As duas atividades contaram com as presenças do secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, Aldo Nelson Bona; da diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes Pereira; do reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; do presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o diretor da FA de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa; e do coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos; e demais autoridades e convidados.
Principal atração , os museus universitários se consolidam como espaço de preservação e produção de ciência no maior evento do gênero no país, que é conectado com a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) organizada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI).
A 4ª Edição do PRFC 2024 recebeu mais de 38 mil visitantes nos 52 estandes com 1.400 expositores e 190 projetos das universidades paranaenses que impactam à sociedade. Segundo os organizadores, a diversidade de atividades e a participação massiva de escolas fizeram a diferença.

Mais de 130 escolas de Maringá e região levaram 13.100 alunos do ensino fundamental e médio para explorar os 52 estandes da mostra interativa de ciência, tecnologia e inovação, formada por 24 instituições parceiras e organismos da UEM. Ao todo, pessoas de 48 municípios prestigiaram o Paraná Faz Ciência, tornando a feira uma verdadeira vitrine do conhecimento.
A programação foi desenhada para atrair o público, como o ônibus interativo da Expedição do Conhecimento, equipado com uma série de recursos didáticos, como maquetes e paineis interativos, uma iniciativa da Itaipu Parquetec e Itaipu Binacional. Outra atração que encantou as crianças é o ZikaBus, uma exposição itinerante com material interativo sobre o mosquito Aedes aegypti e as doenças por ele transmitidas. O ônibus faz parte do programa de extensão Laboratório Móvel de Educação Científica (LabMóvel) da UFPR, que atua na divulgação e popularização da ciência desde 2008.

Além disso, 53 ações de cursos de graduação da UEM participaram da Mostra de Profissões, sem contar a inauguração do novo Planetário Digital Professor Carlos Alfredo Argüello. A arte ganhou um espaço inédito e exclusivo. A Tenda Cultural reuniu cerca de 30 apresentações artísticas e culturais trazidas por instituições paranaenses. Foi também o local escolhido para o Show de Encerramento Brazuca Sound, comandado pelo ex-aluno da UEM, Paulinho Schoffen e banda.
Todas as atividades fazem parte do NAPI Paraná Faz Ciência, que leva o nome do evento criado em 2021, em plena pandemia, e visa divulgar a ciência produzida no estado. A realização do PRFC é responsabilidade da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), da Fundação Araucária (FA) e da Secretaria de Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), em colaboração com várias Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do Estado.

Muito mais que espaços de preservação da memória, centro de documentação e exposição de acervos, os espaços querem adotar estratégias e inovações para ampliar ensino, pesquisa e extensão
A popularização da ciência passa, necessariamente, pelos museus universitários. Esta é uma das muitas conclusões a que chegaram os participantes do I Encontro Paranaense de Museus Universitários realizado durante o Paraná Faz Ciência 2024. Com o tema ‘Estratégias e Inovações para a Popularização do Conhecimento’, o evento, encerrado nesta sexta-feira (11), promoveu, pela primeira vez na história das instituições estaduais de ensino superior, a integração entre os coordenadores, diretores e gestores dos espaços museais paranaenses.
Os gestores acreditam que os museus universitários têm grande potencial para a divulgação da ciência produzida na academia, com o uso das ferramentas da tecnologia com propostas atrativas, interativas e com inovação na apresentação dos acervos. E mais: podem ser um espaço para a educação não formal para graduandos e pós-graduandos de todas as área do ensino superior.

Para o coordenador do I Encontro, Celso Ivam Conegero, do Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (Mudi/UEM), um dos aspectos positivos foi criar a oportunidade para todos se encontrarem e conhecerem o que existe no estado do Paraná em termos de museus, as particularidades, realidades e desafios que enfrentam em cada região do estado.
“A pandemia foi um raro momento em que nós nos reunimos, remotamente, e começamos a conversar e trocar experiências. A partir deste contato presencial promovido pelo Paraná Faz Ciência, vamos nos fortalecer enquanto uma verdadeira rede de museus, um grupo que fará a diferença daqui pra frente”, enfatizou Conegero.
Durante três dias, responsáveis pelos museus vinculados às universidades estaduais e federais estiveram reunidos na UEM durante o Paraná Faz Ciência 2024, maior evento científico do estado para divulgar o que está sendo produzido em termos de ciência, tecnologia e inovação.
Foram cinco paineis e uma oficina com palestrantes que vivenciam no dia a dia os desafios dos museus universitários, como infraestrutura, captação de recursos e ampliação e valorização dos acervos. Houve ainda a apresentação de museus universitários que compõem a Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup).
Carta de Maringá
Ao final do I Encontro, o grupo decidiu aprovar a elaboração da Carta de Maringá, um documento que será construído coletivamente contemplando as necessidades e propostas para melhorar a inserção dos acervos nas estratégias de popularização da ciência e integração dos espaços para ensino, pesquisa e extensão.

O texto deve ser finalizado até o final do ano com o objetivo de sensibilizar os gestores públicos e a comunidade em geral. “Com a participação de todos, pudemos nos apresentar à sociedade paranaense, uma vez que as discussões estarão disponíveis no canal da Universidade Virtual do Paraná (UVPR), no Youtube. Assim, quando forem viajar nas férias, todas e todos podem programar uma visita aos museus universitários, indicou Conegero.
A segunda edição do Encontro Paranaense já está definida para acontecer na Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), em Guarapuava, no Paraná Faz Ciência de 2025.
Desafios e propostas
Durante I Encontro, o painel ‘Papel das Associações de Amigos de Museus para a Sustentabilidade’, com Isabel da Silva Chagas, da Associação dos Amigos do Mudi, e Marcelo Seixas de Matos, produtor musical e presidente do Instituto de Apoio a Museus e Patrimônio (IAMP) , debateu as estratégias para o engajamento e financiamento das atividades, com mediação de Claudia Rejane Schavarink Almeida (SETI).

Outras pautas fundamentais para os gestores foram amplamente discutidas no Painel 2: ‘A Inserção dos Museus nos Programas de Graduação e Pós-graduação’, mediado por Rodrigo Arantes Reis (UFPR). Participaram o coordenador do Museu de Ciências Naturais, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Antonio Liccardo, o coordenador do Museu Campos Gerais, Robson Laverdi, e a professora e coordenadora de Projetos do MUDI, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana. Ao final das exposições, o grupo concordou que os espaços museais também são apropriados para projetos de ensino, pesquisa e a curricularização da extensão.
Para discutir ‘O papel dos Museus de Ciências na popularização do conhecimento científico’, o painel 3 contou com a participação de Rodrigo Bastos do Museu de Ciências Naturais da Unicentro e Rodrigo Arantes Reis do Museu de Ciências Naturais da UFPR. A mediadora foi Ana Paula Vidotti, coordenadora do Projeto Mudi Itinerante. Para os palestrantes, o museu tem um papel educativo e formativo em um momento em que a interatividade é cada vez mais desejada pelo público.

Diretamente do Rio de Janeiro, a professora, coordenadora do grupo de pesquisa Museus e Centros de Ciências Acessíveis (MCCAC), divulgadora Científica e pesquisadora da Fundação Cecierj, Jéssica Norberto Rocha, encerrou por videoconferência a manhã do segundo dia do evento.
O último painel teve como tema o ‘Papel dos Museus Históricos diante dos avanços da inovação e tecnologia’ com Edméia Aparecida Ribeiro do Museu Histórico da UEL; José Henrique Rollo Gonçalves do Museu da Bacia do Paraná da UEM; Niltonci Batista Chaves
do Museu Campos Gerais da UEPG; e Jacira Ramos do Museu Regional do Iguaçu. A mediação ficou a cargo de Lucio Tadeu Mota do Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história (LAHI) da UEM.
NAPI Memória e Inovação
O I Encontro Paranaense de Museu Universitários foi uma iniciativa da Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup), com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e as universidades estaduais do Paraná.
Na ocasião, também houve o lançamento e assinatura do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Conectando Memória e Inovação, que irá se valer de Inteligência Artificial para agilizar a digitalização dos acervos dos museus e centros de documentação e memória.

Foram muitas as presenças que estiveram no I Encontro, como o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, Aldo Nelson Bona; a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes Pereira; o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o diretor da FA de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa; e o coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos.
Divulgação científica
Para provar que os museus também são espaços privilegiados para a pesquisa, foram lançados durante encontro dois livros repletos de ciência: o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná” e o livro “Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”.



O Guia é uma obra coletiva, que contou com a organização de Jailson Rodrigo Pacheco, com a participação de Letícia Silva de Oliveira Mato, Ana Paula Machado Velho, Dhiego Cunha da Silva, Débora de Mello Gonçalves Sant’Ana, Rodrigo Arantes Reis e Renê Wagner Ramos. O guia é uma ação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência , que está disponível em PDF, no site do PRFC.
Já a obra “Património Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”, de Ronaldo Vasques, é resultado da pesquisa do universo dos vestuários/moda presentes em museus, realizada em Portugal e no Brasil. O livro nos transporta aos bastidores do Museu Imperial- Rio de Janeiro e Museu de Alberto Sampaio- Guimarães/Portugal e compartilha conosco os detalhes de sua investigação sobre a indumentária/moda do século XIX.
A divulgação científica, também chamada de popularização da ciência, se refere ao processo de comunicar e explicar conceitos, descobertas e avanços científicos ao público em geral de uma forma compreensível e atraente. O objetivo principal é tornar o conhecimento científico acessível e relevante para aqueles que não são especialistas na área.
Captação de recursos

O I Encontro Paranaense de Museus Universitários terminou na sexta-feira (11) com a Oficina para Oficina para Capacitação em Projetos Culturais de Museus de Ciência. Afinal, os museus científicos também são produtores de cultura, a científica. Foi uma rara oportunidade para gestores e trabalhadores de museus entenderem como elaborar e inscrever, dentro da modelagem de projetos culturais, propostas via Lei Rouanet.
Sob a coordenação de Marcelo Seixas Matos, produtor cultural do Instituto de Apoio a Museus e Patrimônio, os participantes estão recebendo dicas e conhecendo estratégias sobre financiamento de atividades, eventos, custeio e produtos das instituições. Ao final da oficina, cada participante vai ter um projeto cultural modelado, apto para envio ao PRONAC – Programa Nacional de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Nesta sexta-feira (11), com o fim do evento Paraná Faz Ciência 2024, chega ao fim também a I Mostra de Museus Universitários do Paraná. O evento contou com a presença e o acervo de 18 museus universitários e científicos de todo o Estado.
Fora a mostra na Tenda de estandes, com acervos abertos à visitação gratuita, tanto da comunidade quanto de grupos escolares dos Ensinos Fundamental e Médio, o público teve também acesso a exposições montadas no Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM).
Entre os expositores, estiveram presentes oito museus da própria UEM, como o Mudi, o Herbário, o Herbário do Nupélia, a Coleção Ictiológica do Nupélia, o Museu de Geologia e Paleontologia, as Coleções Microbiológicas, o Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etnografia e o Museu da Bacia do Paraná.

Os museus externos que marcaram presença foram: o Museu Histórico da UEL; o Museu Paranaense de Ciências Forenses; o Museu Campos Gerais; o Museu de Ciências Naturais da UEPG; o Museu de Ciências Naturais da UFPR; o Museu Regional do Iguaçu; o Museu de Ciências Naturais da Unicentro; o Museu Histórico Mário Pereira – Unioeste; o Museu de Arte e Cultura Popular do Norte do Paraná – UENP; e a Tecidoteca da UEM.
Acervos
Com exposições variadas, cheias de elementos e curiosidades, o Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi) recebeu mais de mil pessoas por dia, segundo estimativa do coordenador da Mostra, Celso Ivam Conegero. O professor reforçou a importância do trabalho integrado para o evento. “A mostra ter acontecido junto ao PRFC 2024 fez com que o fluxo de pessoas, principalmente aqui no Mudi, fosse muito grande. Para isso, foi necessária uma mobilização de professores, monitores, colaboradores e comunicadores entre todos os museus participantes”.

Bióloga e mestre em ciências farmacêuticas, que faz parte do Mudi desde 2018, Maysa Alvarez, expressou gratidão. “Foi desafiador receber tanta gente, mas ver as crianças visitando, felizes e aprendendo, faz todo o esforço valer a pena”.
A Mostra aconteceu em paralelo ao também primeiro Encontro Paranaense de Museus Universitários. O evento reuniu gestores, pesquisadores, profissionais e estudantes da área para troca de experiências, discussão de desafios comuns e identificação de oportunidades de colaboração.
A bióloga e residente técnica do Museu de Ciências Naturais da Unicentro, Debora Cristina Pereira, explica que essa foi uma oportunidade de aprender com seus pares. “Ver os outros museus foi muito bom, porque acaba dando ideias para a gente, de como melhorar nosso trabalho. Foi muito legal porque deu para aprender muito, expor nosso material e ainda se divertir bastante no processo.”

Sucesso
Para Conegero, é evidente a importância de ambos os eventos para sensibilizar todos sobre a importância dessas instituições no contexto cultural e educacional. “Foi um mecanismo muito importante para colocar os museus universitários à disposição da população, para que possam saber onde estão esses espaços no Paraná, caso queiram visitar os acervos completos, ao viajar, por exemplo. Os eventos trouxeram grande riqueza para todos nós”, ressalta.

Em síntese, o Encontro e a Mostra compuseram um espaço de diálogo, de aprendizado e de fortalecimento dos espaços museais. Espaços, estes, que desempenham um papel crucial na preservação, pesquisa e divulgação do patrimônio cultural e científico das universidades, além de popularizar o conhecimento científico.
O evento contou com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), da Secretaria Estadual de Modernização, Transformação e Inovação (Semti), da Secretaria Estadual de Inovação (SEI), da UEM e fomento da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná (FA).
As obras são o Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná e Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus

Você sabe qual é o espaço de ciência mais próximo de você? Visitar um museu, um parque e, até mesmo, um zoológico são atividades que permitem, ao mesmo tempo, adquirir mais conhecimento científico e aproveitar uma forma de lazer.
Durante a cerimônia de abertura do I Encontro Paranaense de Museus Universitários, dois livros cheios de ciência foram lançados: o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná” e o livro “Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”.

A programação contou com a presença do grupo Abaecatu, Projeto de Extensão Música, Poesia e Cidadania da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que existe desde 2005, vinculado ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI). A professora e articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Debora de Mello Gonçalves Sant’ Ana, apresentou o projeto, que se apresentou logo em seguida.
Logo após a apresentação do grupo, foram lançados dois livros. O primeiro foi o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Paraná”, de autoria de Jailson Rodrigo Pacheco, Letícia Silva de Oliveira Mato, Ana Paula Machado Velho, Dhiego Cunha da Silva, Débora de Mello Gonçalves Sant’Ana, Rodrigo Arantes Reis e Renê Wagner Ramos. Esta é uma ação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência.

A divulgação científica, também chamada de popularização da ciência, se refere ao processo de comunicar e explicar conceitos, descobertas e avanços científicos ao público em geral de uma forma compreensível e atraente. O objetivo principal é tornar o conhecimento científico acessível e relevante para aqueles que não são especialistas na área.

O professor Rodrigo Reis, um dos articuladores do Arranjo, contou que o foco principal da equipe é “criar uma Rede que possa fortalecer as ações de divulgação científica no Paraná, unindo museus e outros locais que popularizam a ciência, que precisam ser conhecidos pela população”.
Apresentado no lançamento por Jailson, o autor reforçou o trabalho conjunto para a publicação e que o objetivo do Guia é mostrar que “tem um espaço de ciência perto de você. O Guia foi feito para que todos possam saber onde encontrar a ciência no Paraná”. Em breve, o livro estará disponível em breve, em formato e-book, no site do Paraná Faz Ciência.

Já a obra “Património Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”, de Ronaldo Vasques, é fruto da pesquisa do universo dos vestuários/moda presentes em museus, realizada em Portugal e no Brasil. O livro leva aos bastidores do Museu Imperial- Rio de Janeiro e Museu de Alberto Sampaio- Guimarães/Portugal e compartilha conosco os detalhes de sua investigação sobre a indumentária/moda do século XIX.

A busca perpassa por trajes da Princesa Isabel, Dom Pedro II, Dom João VI e identifica os tecidos, bordados e rendas mais usuais do período. Ronaldo mostra os bastidores das reservas técnicas dos museus, onde é preparado todo o acervo de roupas que vai para exposição diretamente para o público.
Por fazer parte da vida cotidiana das pessoas, os vestuários são capazes de revelar características históricas e sociais de um período. Neste contexto, Ronaldo Vasques reúne na obra “questões culturais vinculadas à indumentária, mas também às características dos tecidos que marcam a época estudada, destacando diferenças entre Brasil e Portugal”, comenta.
As apresentações dos livros fecharam a programação da manhã de terça-feira (8), do Encontro. As atividades terminam sexta-feira (11), com uma oficina. Confira a programação no site.
Com o tema Estratégias e Inovações para a Popularização do Conhecimento, começou, nesta terça-feira (8), o I Encontro Paranaense de Museus Universitários. O evento, que ocorre simultaneamente ao Paraná Faz Ciência 2024, entre os dias 8 a 11 de outubro, é uma iniciativa da Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup), com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e as universidades estaduais do Paraná. A cerimônia de abertura contou também com o lançamento e assinatura do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Conectando Memória e Inovação.

Estiveram presentes na cerimônia o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, Aldo Nelson Bona; a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes Pereira; o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o diretor da FA de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa; e o coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos.
Durante a abertura, a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica, do MCTI, Juana Nunes Pereira, reforçou um dos objetivos do encontro: aproximar a sociedade paranaense da ciência através de espaços como os museus. “A Ciência é para todos e precisamos aproximá-la da sociedade, para que tenhamos cada vez mais conhecimento e investimento neste setor […] A ciência e a tecnologia melhoram a nossa vida”.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, comentou sobre o papel das Universidades Estaduais na documentação, arquivo, memória e museus de ciência no Estado. “As universidades estaduais são patrimônio da sociedade paranaense”, disse.
O Novo NAPI Memória e Inovação lançado durante a primeira manhã do Encontro tem como objetivo implantar na Rede de Museus e Centros de Documentações Universitárias uma plataforma de produção e disponibilização de objetos digitais com uso de Inteligência Artificial (IA). O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa, explicou aos participantes o que são os NAPIs e destacou a importância da contribuição que o novo Arranjo vai oferecer à sociedade paranaense.
As demais autoridades presentes também ressaltaram a importância do Encontro para a promoção dos espaços museológicos vinculados às instituições de ensino superior, especialmente, com o apoio do NAPI Memória e Inovação.
A programação do Encontro de Museus Universitários continua e você pode conferir no site.
Na sexta-feira, dia 11, todos estarão reunidos no Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI/UEM) para a Oficina para capacitação em projetos culturais de Museus de Ciência. O MUDI, que fica no Bloco O33, em frente a região das tendas do PRFC 2024, estará aberto para visitação com entrada gratuita.

Será a primeira vez que a rede de museus das universidades paranaenses se reúne num evento científico e mostra ao público a diversidade dos acervos
Quem nunca visitou um museu quando viaja para fora da nossa cidade ou país? É, com certeza, uma das atividades obrigatórias para conhecer um pouco da história de cada local. O que pouca gente se dá conta é que perto de cada cidade há um museu, seja um centro de ciência ou de memória à espera de uma visita.
No Paraná, as sete universidades estaduais possuem espaços museais, que junto com as instituições federais de ensino superior, oferecem à população uma gama de conhecimento e acervos dos mais variados campos da ciência. São dois eventos: I Encontro Paranaense de Museus Universitários e a I Mostra de Museus Universitários do Paraná.
Durante o Paraná Faz Ciência (PRFC) 2024, os museus universitários estarão apresentando parte dos acervos em estandes, ofertando um circuito para os visitantes e curiosos que estiverem de 7 a 11 de outubro no campus-sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O PRFC é o maior evento científico do Paraná, vinculado à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
I Encontro de Museus
Além dos estandes com exposição de acervos no PRFC 2024, acontece ainda o I Encontro Paranaense de Museus Universitários, de 8 a 10 de outubro, que terá como tema “Estratégias e Inovações para a Popularização do Conhecimento nos Museus Universitários”. O evento irá mobilizar gestores, pesquisadores, profissionais e estudantes ligados aos museus universitários do Estado em um espaço de troca de experiências, discussão de desafios comuns e identificação de oportunidades de colaboração.
No dia 11, todos estarão reunidos no Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI/UEM) para a Oficina para capacitação em projetos culturais de Museus de Ciência. O MUDI, que fica no Bloco O33, em frente a região das tendas do PRFC 2024, estará aberto para visitação com entrada gratuita.

“Nosso encontro de museus universitários, o primeiro a ser realizado dentro do evento Paraná Faz Ciência, faz parte de um convite feito pela organização e que tem por finalidade apresentar a sociedade paranaense e brasileira o trabalho realizado pelos nossos museus, que é excepcional”, afirma o coordenador do encontro, professor Renê Wagner Ramos, da Universidade estadual de Ponta Grossa (UEPG), e assessor da Coordenadoria de Ensino Superior, Pesquisa e Extensão da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti).
Ramos enfatiza que o museu é um lugar privilegiado de divulgação científica e, principalmente, de guarda de um material riquíssimo, onde se desenvolve muita pesquisa. “Há muitas que são desenvolvidas nos acervos dos nossos museus, tanto nos museus de ciências naturais, de história, de arte, de ciência e tecnologia, pesquisas que são fundamentais para o desenvolvimento da ciência brasileira e da ciência aqui no nosso estado Paraná”.
A cada ano, os museus universitários recebem milhares de estudantes e pessoas de fora do sistema educacional, estas em menor número. O desafio é atrair novos públicos e, ao mesmo tempo, mostrar para a sociedade onde o seu dinheiro é colocado e apresentar no que professores e pesquisadores estão trabalhando. “Para nossos colegas que trabalham de maneira magnífica nos nossos mais variados museus, é um momento único e especial. Por isso, desejamos receber muitas visitas”, reforça Ramos.
Espaço dinâmico e criativo
Paralelo ao I Encontro Paranaense de Museus Universitário, o público poderá conhecer um pouco do acervo de cada um desses espaços, por exemplo, de Arqueologia, da Geologia, do Herbário do Departamento de Biologia, as coleções microbiológicas da UEM, que apresenta o inúmeros tipos de fungos, do Museu da Bacia do Paraná, entre outros.
É a I Mostra de Museus Universitários do Paraná que reúne, no total, dez museus, sendo nove de fora da UEM e o MUDI, nos dias 8 a 10 de outubro.

Para o coordenador da I Mostra, professor Celso Ivam Conegero, “será um grande momento para os historiadores, pesquisadores e para os Museus de um modo geral, que ganham o seu devido reconhecimento na pesquisa, na extensão, e por despertar curiosidades”.
“Nós, do MUDI, estamos nos reestruturando durante esse Paraná Faz Ciência. Vamos inaugurar espaços novos aqui e receber alguns acervos e mostrar como os museus podem ser um importante instrumento nas áreas de ensino, pesquisa e extensão”, ressalta Conegero.
O coordenador lembra que, com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e fomento da Fundação Araucária, os projetos de museus e centros de memória foram inseridos nos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, originando o NAPI Memória e Inovação. “Assim, está se criando a rede de museus e promovendo uma maior integração, culminando em eventos que nos estimulam a fortalecer ainda mais esse movimento em prol da ciência”, finaliza Conegero.
A entrada para visitar os estandes dos museus universitários é gratuita, sem necessidade de inscrição, exceto para as escolas que precisam agendar para facilitar a logística de atendimento.
Serviço:
I Encontro Paranaense de Museus Universitário – 8 a 10 de Outubro de 2024
I Mostra de Museus Universitários do Paraná – 8 a 11 de Outubro de 2024
Local – Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Av. Colombo, 5790 – Zona 7, Maringá – PR
Site dos eventos: https://www.paranafazciencia.org/encontrodemuseus/
Entrada gratuita
O Museu Campos Gerais, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (MCG-UEPG), investirá mais de R$ 400 mil no desenvolvimento de seus processos de preservação e digitalização de acervos, na modernização de seus espaços, contratação de profissionais e no planejamento de novas exposições. A verba é oriunda de dois editais de fomento cultural disputados pela equipe do MCG, provenientes de processos seletivos da Lei Paulo Gustavo e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
“Como museu universitário, além da programação cultural, investimos na produção do conhecimento científico. Os editais permitirão a contratação de bolsistas, a melhoria da estrutura e a aquisição de novos equipamentos”, explica o diretor do MCG Niltonci Batista Chaves. A verba proveniente dos editais será utilizada em conjunto com investimentos realizados pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Paraná (Seti) e Fundação Araucária para digitalização dos acervos, adiciona Chaves. “O MCG possui todas as condições de ser contemplado em outros editais e vamos participar de novas chamadas similares em 2024”, completa.
No edital do Ibram, o MCG conquistou o quinto lugar, em uma concorrência com mais de trezentas instituições. Com uma verba de R$ 250 mil, o MCG poderá investir na restauração de documentos e fotografias e ampliar seu Laboratório de Humanidades Digitais e Inovação. O espaço é dedicado a digitalizar e disponibilizar de forma on-line e gratuita o acervo documental do museu pelo repositório Memórias Digitais. A participação no processo se deve à necessidade de novas ferramentas para o projeto “Foto Tanko”, desenvolvido em cooperação com a prefeitura de Santo Antônio da Platina para restaurar um acervo com milhares de fotos que registram a ocupação do norte do Paraná.
Já na concorrência da Lei Paulo Gustavo, o MCG conquistou o quarto lugar no edital voltado à investimentos na digitalização de obras. Por meio do projeto “Memórias audiovisuais digitais: digitalização do acervo do Foto Elite”, o Museu receberá R$ 150 mil a serem utilizados na preservação, organização e digitalização do acervo de Germano Koch e Domingos Silva Souza. “O investimento que buscamos participando desses editais é para ampliar nossa capacidade de preservar o acervo e nos consolidar como referência na área de digitalização”, explica o diretor de Ação Educativa e Extensão do MCG, professor Ilton Cesar Martins, que coordenou a participação do museu nos editais.
Texto: Gabriel Miguel | Fotos: Aline Jasper
Secretaria da Inovação planeja parceria com UEPG para digitalização de peças de museu
A Secretaria Estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI) está planejando estabelecer uma colaboração estratégica com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) em projetos que promovem a inovação, a sustentabilidade e desenvolvimento educacional.
Um deles é para o desenvolvimento de soluções que permitam a digitalização e a impressão 3D de réplicas das peças do acervo do Museu de Ciências Naturais, viabilizando sua exposição naquele espaço. O espaço foi concebido em projetos de extensão que envolviam os temas geodiversidade e biodiversidade e é palco para a integração de pesquisa, ensino e extensão no que se refere às ciências de natureza.
“Dessa forma, as peças originais poderão ser armazenadas em condições ideais, evitando sua deterioração ao longo do tempo”, ressalta o assessor técnico da SEI, Márcio Hauagge.
Ele explica que uma das áreas de atuação da SEI envolve as parcerias estratégicas com as universidades para impulsionar o desenvolvimento tecnológico e promover a preservação do patrimônio cultural e científico do Estado. “Estamos comprometidos em fornecer apoio técnico e incentivar projetos inovadores que tragam benefícios significativos à sociedade paranaense”, diz Hauagge.
Outro projeto com a UEPG consiste em uma parceria com o Departamento de Engenharias de Materiais da instituições, com o objetivo de aprimorar a reciclagem de peças impressas em 3D. Através da aplicação de conhecimento técnico especializado de profissionais da própria Secretaria da Inovação, será oferecido suporte e assistência aos professores envolvidos no projeto.
Além disso, a equipe técnica da SEI já realizou uma visita à Usina Termoelétrica a Biogás, em Ponta Grossa. É um espaço vinculado à prefeitura da cidade. Essa visita teve como objetivo conhecer a estrutura da usina e compreender os investimentos realizados para a execução do projeto.
Inaugurada no início de 2021, a usina recebe resíduos orgânicos e os transforma em biogás, através do processo de biodigestão. O biogás gerado está sendo utilizado para alimentar motogeradores, que produzirão energia elétrica, injetada diretamente na rede da Copel.
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O Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (MCN-UEPG) inaugurou a exposição permanente Jardim Geológico do Paraná-Coleção Bigarella, na última quinta-feira (18), às 14h. O evento ocorreu na área externa ao museu, no Centro de Convivência do Campus Uvaranas e integrou as atividades da 21ª Semana Nacional de Museus.
A exposição é um espaço interativo ao ar livre, onde os visitantes podem caminhar e conhecer as diferentes formações rochosas encontradas no Paraná. Outras duas exposições temporárias foram inauguradas no mesmo dia, na área interna do Museu.
O Jardim tem a forma do mapa do Paraná, forrado em pedrisco, com exemplares de rochas, dispostas sobre a região do estado em que foram coletadas, com placas explicativas sobre elas. As peças que compõem a mostra foram cedidas ao acervo do MCN pela Fundação João José Bigarella (Funabi), que repassou ao MCN mais de quinhentas amostras de rochas, fósseis e cristais coletados pelo geólogo paranaense que dá nome à Fundação. Além das rochas que compõem o Jardim Geológico do Paraná- oleção Bigarella, as demais peças, incorporadas ao acervo do Museu, serão utilizadas em futuras exposições e para consulta em pesquisas científicas.
O diretor do MCN, professor Antonio Liccardo, explica que o objetivo da exposição é dar visibilidade à diversidade geológica do Paraná e ao trabalho do professor Bigarella (1923-2016), referência nos estudos geológicos, além de oferecer uma opção de lazer no espaço em que está instalada. “A exposição encontra-se num local de passagem, onde pode ser visitada e apreciada pela comunidade universitária e visitantes até em dias que o museu está fechado. Estamos oferecendo à comunidade que utiliza o campus um espaço que une lazer e divulgação científica”. O diretor explica que o Jardim também integra o projeto Campus Parque, que tem o objetivo de atrair a comunidade a utilizar o Campus Uvaranas como espaço de lazer, por meio de espaços, como a exposição, e ações culturais.
A instalação do Jardim Geológico do Paraná-Coleção Bigarella foi feita por alunos do Departamento de Geociências (Degeo) da UEPG, sob orientação do diretor do Museu, e contou com apoio de servidores da Pró-reitoria de Planejamento (Proplan). Licardo avalia que, para a formação dos alunos, a experiência de montar o Jardim foi enriquecedora. “Foi um momento de pôr em prática o que viram em sala de aula. Todos nós pudemos conhecer mais sobre o Paraná durante a montagem”, comenta. O Jardim Geológico ficará aberto todos os dias para visitação, com entrada gratuita.
Texto: Gabriel Miguel | Fotos: Jéssica Natal
A Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio da Comissão Executiva Local da 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e em parceria com a Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC), torna público o presente Edital para selecionar propostas para compor o “Circo da Ciência” na SBPC Jovem da 75ª Reunião Anual da SBPC, que será realizada de 23 a 29 de julho de 2023, na UFPR.
CIRCO DA CIÊNCIA
Espaço destinado para a exposição dos Centros e Museus de Ciências filiados à Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC) na SBPC Jovem, que trarão atividades interativas e lúdicas que promovem o contato das visitantes e dos visitantes com a ciência.
DAS INSCRIÇÕES
As inscrições estão abertas, até dia 31.03.2023, por meio do formulário. O resultado será divulgado em data disponível deste edital, no site da SBPC.
Dúvidas e informações adicionais sobre este edital poderão ser encaminhadas para o e-mail: sbpcjovem@ufpr.br, com o título Dúvida – Edital “Circo da Ciência”, ou pelo site SBPC na UFPR.