Para quem pensa que museu é um espaço que preserva objetos, documentos e memórias do passado, temos uma boa notícia: é isso mesmo! Mas por trás dessa ideia de guardião do passado, saibam que os museus se valem do que há de mais atual em ciência, tecnologia e inovações para organizar, documentar e preservar os acervos. E quando o assunto é museus em espaços universitários, vemos que todas as potencialidades em termos de produção e divulgação científica, além de formação, são amplamente exploradas.
Mesmo antes da pandemia, os frequentadores com olhos mais atentos dos espaços museais nas universidades estaduais e federais do Paraná já percebiam um movimento de transformação voltado para a inclusão da tecnologia nos processos de tratamento dos objetos, bem como a melhora na própria infraestrutura que os abriga. Cada vez mais, os museus se tornaram um espaço de aprendizagem e conhecimento, abusando da criatividade e interatividade propiciadas pelas tecnologias, especialmente as digitais.
Porém, esse processo de atualização e interação com público ganhou corpo na pandemia, quando os museus se viram impedidos de sua finalidade primordial: trazer o público para conhecer e viver experiências com a história. Foi aí que se deu um grande salto, invertendo essa lógica. A ideia agora era levar o museu até às pessoas através da internet e das redes sociais. E isso acontece no mundo todo, com o Paraná incluído.
Além da preservação da memória, os museus universitários se transformaram em espaços híbridos, com uma variedade de atividades que vão além da passiva contemplação do acervo. Para isso acontecer, vemos que toda a comunidade acadêmica, gestores, docentes e discentes estão de várias forma envolvidos na consolidação de uma nova dinâmica, que, no final das contas, tem trabalhado para a divulgação dos projetos científicos desenvolvidos nas instituições de ensino superior.
O desafio, agora, em um cenário pós-pandêmico, é continuar no mesmo ritmo, produzindo conteúdo para as redes sociais, levar os museus universitários paranaenses para além das nossas fronteiras e buscar novos públicos e parcerias. Para isso, é cada vez mais emergente a criação de uma rede estadual de museus para que sejam aportados investimentos e designados recursos humanos para a gestão dos espaços museais universitários.
Saiba mais sobre o tema, no painel disponível abaixo, em vídeo e no nosso podcast.
Intérprete de LIBRAS: Roseli Capelário (Unicentro)

UEL
Possui graduação em História, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), mestrado e doutorado em História, pela Faculdade de Ciências e Letras de Assis (Unesp). Pós-doutorado em Ideologia de gênero, analisando a produção e divulgação do discurso antigênero no México. Atualmente, é professora associada da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e coordena o projeto de extensão Museu Histórico de Londrina como múltiplo espaço na era digital: da extensão à ação cultural e educativa.

UEPG
Licenciado em História e especialista em Políticas Sociais, pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). É mestre em História e Sociedade, pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, câmpus de Assis (Unesp); doutor em Educação – História e Historiografia da Educação, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), e livre-docente pela UEPG. Em 2018, assumiu a função de diretor do Museu Campos Gerais, vinculado à UEPG. Em 2020, tornou-se presidente da Associação dos Museus da Região dos Campos Gerais.

UFPR
Possui graduação em Engenharia Industrial Madeireira, mestrado e doutorado em Engenharia Florestal, todos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). É professora da UFPR na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal, com ênfase em Anatomia e Identificação de Produtos Florestais, atuando principalmente nos temas: infravermelho próximo, calibração multivariada, modificação de madeira, nanopartículas de sílica, lignina e celulose.

UEM
É graduado e mestre em Ciência da Computação, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Doutorando em Ciências da Computação, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela University of Ottawa, no Canadá. Técnico integrado em Informática, pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR/Campo Mourão), membro do Grupo Manna de Pesquisa e Desenvolvimento de Engenharia de Computação Invisível (UEM) e do WiseMap (UFMG). Tem interesse em Redes de Computadores, Internet dos Drones e Segurança e Privacidade.

UEM
Graduado em Arte e Mídia, pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e possui especialização em Docência no Ensino Superior: Tecnologias Educacionais e Inovação, pela UniCesumar. É doutor e mestre em artes, na linha de pesquisa Arte e Tecnologia, pela Universidade de Brasília (UnB), trabalhando com os temas de mídias móveis, locativas, pervasivas e sencientes, no exercício da docência no curso de Comunicação e Multimeios, na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Como aproximar a sociedade dos centros e museus, ou vice-versa? Este é o grande desafio que os mantenedores e gestores dos espaços museais nas universidades enfrentam há décadas no país, seja pela falta de interesse da população, seja por investimentos insuficientes para a sua consolidação. Mas, no que depender de professores, pesquisadores e cientistas paranaenses, muito conteúdo estará disponível a todos os públicos.
Pode ser novidade para muitas pessoas fora da Academia, mas o Paraná possui 17 centros e museus de Ciências Naturais cadastrados e atuantes, que fomentam, promovem formação e divulgam a produção científica das diferentes regiões do Estado. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABMC) apurou que 34% das pessoas não sabem onde encontrar esses centros em sua região, especialmente, no sul do Brasil, onde apenas 6% afirmaram ter visitado um museu nos últimos anos.
Porém, neste momento de pandemia, vimos que a ciência está no centro dos debates, sendo exaltada por uns, e negada por outros, mas gerando um interesse extraordinário, fora do comum. No contexto de isolamento imposto pelo coronavírus, os centros e museus de ciências viram a oportunidade para continuar suas atividades de divulgação e conexão com o público através de ações remotas. Debates com participação on-line de especialistas, visitas virtuais e exposições temáticas de seus acervos foram algumas das estratégias que os coordenadores lançaram mão para manter o trabalho de divulgação científica e o interesse pela ciência.
A partir das experiências apresentadas pelos participantes do painel “Oportunidades e desafios para os centros e museus de ciência”, do Paraná Faz Ciência 2021, disponível abaixo, constatamos que o Estado está no caminho certo para consolidar sua rede de museus, adaptando-se aos novos tempos que se anunciam e, assim, atrair novos visitantes, seja na modalidade presencial ou virtual. Porque a ciência e os cientistas não pararam na pandemia e se mostraram mais imprescindíveis do que nunca.
Intérprete de LIBRAS: Josiane Sant’Ana Bandeira (Unicentro)

Possui graduação em Licenciatura Plena em Física e mestrado em Geociências, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e doutorado em Física, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). É professor de ensino superior da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e coordenador do Museu de Ciências Naturais de Guarapuava (PR).

Graduado em Enfermagem e Obstetrícia, pela Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia Don Domênico, é mestre e doutor em Ciências, pela Universidade de São Paulo (USP). Atua como professor do Departamento de Ciências Morfológicas, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e coordena o Projeto Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), na UEM.

Graduado em Matemática com habilitação em Física, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). É mestre em Tecnologia, pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), e doutor em Educação, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atua como professor dos cursos de Engenharia da Computação e Ciência da Computação, da Faculdade Bagozzi, e é, também, professor do quadro próprio do magistério da Secretaria de Estado da Educação (SEED/PR). atualmente, ocupa o cargo de coordenador pedagógico do Parque Newton Freire Maia (Parque da Ciência), localizado em Pinhais-PR.

UEPG
Graduação em Geologia, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), tem mestrado em Evolução Crustal e Recursos Naturais e doutorado em Ciências Naturais, pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). É professor do Departamento de Geociências, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), onde coordena a implantação do Museu de Ciência Naturais (MCN) de Ponta Grossa (PR).

UEM
Graduda em Farmácia e Pedagogia, com mestrado e doutorado em Ciências Biológicas (Biologia Celular), pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Possui especialização em Bioética Clínica, pela Cátedra da UNESCO. É professora da UEM e, atualmente, pró-reitora de Extensão e Cultura (PEC/UEM). Foi coordenadora do evento Paraná Faz Ciência.