Provavelmente, você, que se graduou há, pelo menos, três anos, não conhece o Programa de Residência Técnica (Restec) em Inovações do Governo do Paraná em parceria com instituições de ensino superior. Pois deveria.
Lançado durante o Paraná Faz Ciência – evento que marcou a 18ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCT), realizado em outubro de 2021 -, o Restec é destinado a profissionais recém-graduados em diversas áreas profissionais para atuarem em órgãos do Governo do Estado, localizados em Curitiba e em sete cidades do interior.
A ResTec Inovação, Transformação Digital e e-Gov (Integre) abrange categorias profissionais de várias áreas do conhecimento como Administração, Arquitetura e Urbanismo, Biblioteconomia, Comunicação, Contabilidade, Design, Direito, Economia, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia da Computação, Engenharia da Produção, Engenharia Florestal, Estatística, Gestão Pública, Secretariado e Tecnologia da Informação.
O Programa contribui para o desempenho e a melhoria contínua dos serviços disponibilizados à população paranaense, com foco na capacitação e formação de profissionais do setor público. Confira mais detalhes no vídeo abaixo, que registra o lançamento da iniciativa.
Além da Restec Integre, em breve, a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti-PR) vai implantar, também, a residência técnica relacionada ao ecossistema de inovação, com especialização em Gestão de Ambientes Promotores de Inovação – Restec Gapi.

Coordenador geral do curso de Residência Técnica em Inovação, Transformação Digital e E-Gov do Governo do Paraná.

Reitor da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro). de Guarapuava-PR.

Secretário de Inovação do Estado do Paraná.

Superintendente Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti-PR).
A pandemia do coronavírus representa um dos momentos mais caóticos, perturbadores e trágicos para a humanidade, por nos mostrar nossa fragilidade e vulnerabilidade. Porém, muito mais do que tirar do eixo com o luto inesperado e incessante, o enfrentamento ao novo vírus também revelou o melhor lado do ser humano, a saber, a capacidade de se reinventar nas situações emergenciais. Assim como em outras situações limites, não foi diferente com a Covid-19.
Mesmo num cenário caótico de isolamento, distanciamento e medidas sanitárias restritivas, as universidades e seus atores não se renderam à angústia e à paralisia. Diante de uma doença completamente nova, altamente contagiosa e letal, o desafio de buscar respostas para as dores do mundo mobilizou nossos alunos, professores, pesquisadores e funcionários das universidades públicas estaduais e federais, que trabalharam incessantemente para ajudar a conter o avanço do Sars-Cov-2.
O protagonismo dos atores inseridos nas instituições públicas de ensino superior é inegável. Quando a pandemia foi oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), um pouco tarde na avaliação de muitos especialistas, não havia expertise sobre a nova doença. Mas, sim, havia muito conhecimento acumulado de pesquisas já em andamento nas áreas afins, que puderam ser redirecionadas, gerando novos saberes e contribuindo para orientar governantes e população no combate ao coronavírus e salvar vidas.
No Painel 7 – Ciência e Tecnologia no enfrentamento da Covid-19, do Paraná Faz Ciência’, realizado em outubro de 2021, disponível abaixo, vemos que os cientistas paranaenses se juntaram em redes de pesquisas para estudar o coronavírus, utilizando as ferramentas que dispunham em suas linhas de pesquisa. O que percebemos é que a ciência paranaense e seus atores trilharam um caminho sem volta, em que a estrutura e organização geradas no caos da pandemia resultaram numa conexão que deve ser duradoura. É a ciência, mais uma vez, salvando vidas.
Intérprete de LIBRAS: Ana Paula Fontoura Slompo da Silva (SEED Maringá)

UFPR
Possui graduação em Farmácia e Bioquímica e doutorado em Ciências (Bioquímica), pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fez dois pós-doutorados: na Université de Genève (Uninge), Suiça, e na University of Sussex (Sussex), Inglaterra. Professor Titular da UFPR, tem experiência na área de Bioquímica, com ênfase em Biologia Molecular. Atua, principalmente, nos temas: fixação biológica de nitrogênio, regulação da expressão gênica em Azospirillum brasilense e Herbaspirillium seropedicae, expressão e purificação de proteínas em E. coli e mecanismos moleculares da interação planta-bactéria.

UEM
Graduada em Farmácia, possui mestrado e doutorado em Ciências Biológicas (Biologia Celular) pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde é professora do Centro de Ciências da Saúde, no Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina. É coordenadora de projetos nacionais e internacionais, com financiamento de agências do Brasil e do exterior de fomento, incluindo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), National Institute of Health/NIH-USA e Comprehensive Cancer Center, University of Alabama at Birmingham (UAB)/USA.

UEL
É graduada em Análises Clínicas, mestrado em Patologia Experimental e doutorado em Medicina e Ciências da Saúde, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). É docente na área de Imunologia Clínica, atuando no departamento de Patologia, Análises Clínicas e Toxicologia (PAC) do Centro de Ciências da Saúde da UEL e, atualmente, na chefia do Laboratório de Imunologia Clínica do Hospital Universitário.

Unicentro
Graduado em Medicina, pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP), fez residência médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, mestrado e doutorado em Ciências Médicas, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. É chefe do Departamento de Medicina e coordena o Programa de Residência Médica, da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro) e da Rede de Estudos Genômicos do Paraná.

Unicentro
Graduado em Farmácia e Bioquímica, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); mestrado e doutorado em Infectologia, pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É professor do curso de Farmácia, na Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), onde é chefe do Departamento de Farmácia, participando, ainda, do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e do Comitê da Residência Multiprofissional (Coremu).
Você conhece ou já ouviu falar da Rede de Popularização da Ciência do Paraná? Provavelmente, não. E por que não? Porque esse ainda é o sonho de consumo de dez entre dez professores, pesquisadores e gestores que entendem a importância da divulgação científica como estratégia de valorização da ciência.
A ideia é termos uma organização que reuna, em um único ambiente virtual, toda a produção científica feita nas instituições de ensino superior, públicas e privadas do nosso Estado, para troca de conhecimento entre pesquisadores. E mais: comunicar à sociedade todo o processo que constitui esses saberes. Afinal, muitas pessoas não se dão conta de que, em nosso dia a dia, estamos envolvidos e tendo o suporte da ciência, da tecnologia e todas as inovações que, diariamente, saem das universidades.
Enquanto não temos uma rede estadual formal e oficialmente constituída para a divulgação científica, é possível ver que, em muitas instituições, já há iniciativas bem sucedidas que atestam a viabilidade da proposta. Felizmente, através da ação política de pesquisadores, gestores e agências de fomento, várias universidades já aderiram à ideia e apoiam projetos de extensão que criam redes de comunicação da ciência.
Durante os painéis e palestras do evento on-line Paraná Faz Ciência, realizado em outubro de 2021, durante a 18ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, disponível na íntegra, abaixo, vimos a riqueza da produção científica paranaense, onde a transversalidade e a interdisciplinaridade pautam o trabalho dos nossos pesquisadores.
Por isso a proposta de uma Rede de Popularização da Ciência do Paraná nunca foi tão necessária e urgente para mostrarmos que, aqui, fazemos ciência da melhor qualidade, com capacidade técnica e inovação científica, tendo o reconhecimento dos pares e desempenho ranqueado entre as melhores instituições de ensino superior da América Latina.
Intérpretes de LIBRAS: Thalyta Cristina D’avila dos Santos (UEM) e Helóra dos Santos Carloto (UEM)

UEM
Graduada em Comunicação Social, pela Faculdade da Cidade (UNIVERCIDADE/RJ), é mestre e doutora em Comunicação e Semiótica, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e pós-doutora em Arte e Tecnologia (LArt), pela Universidade de Brasília (UnB). Atua como professora do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia – Mestrado Profissional e como jornalista, na Assessoria de Comunicação e Divulgação Científica, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Estadual de Maringá (PEC/UEM), e na Assessoria de Comunicação Social da UEM.

UEL
Possui graduação em Comunicação Social, pela Universidade de Uberaba (UNIUBE), especialização em História do Brasil, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), doutorado em História, pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), e pós-doutorado no Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC/UFRJ). É professor Associado no Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

UTFPR
Possui graduação em Letras Português, em Letras Alemão e em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); mestrado em Letras, sobre Estudos Literários – Dialética no Teatro de Bertolt Brecht; e doutorado em Letras: Sociolinguística – comparativo do texto publicitário em revistas brasileiras e alemãs no século XX, também pela UFPR. É professora no mestrado em Linguagens e nas graduações em Comunicação Organizacional e Letras, e atua como diretora de Comunicação, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

UFPR
Graduada em Comunicação Social, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é diretora do Setor de Artes, Comunicação e Design, coordena a Agência Escola de Comunicação Pública da UFPR e é líder do grupo de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no Núcleo de Estudos em Ficção Seriada (NEFICS).

Fundação Araucária
Graduada em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR); pós-graduação em Gestão Empresarial com ênfase em Marketing. É doutoranda do Programa de Integração Latino-Americana, na linha de pesquisa Comunicação e Cultura, da Universidade de São Paulo (USP). Trabalha no setor de comunicação, da Fundação Araucária, vinculada à Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti-PR).