Estamos a menos de uma década para a revisão das 169 metas para o desenvolvimento sustentável, estabelecidas, em 2015, pelos países que aderiram ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU). Neste contexto, as instituições de ensino superior paranaenses estão fazendo a lição de casa e incorporando, em suas práticas, projetos de pesquisa e extensão coordenados com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
É o que podemos constatar no Painel 5 – Contribuições da ciência para os ODS/ONU, do Paraná Faz Ciência, que reuniu painelistas de diversas universidades para explanarem as iniciativas desenvolvidas pelos alunos, professores e pesquisadores, dentro e fora da instituição (acesse o vídeo, na íntegra, abaixo). Entre todos os temas que envolvem os ODS, é possível perceber que o meio ambiente e sua preservação dominam a produção científica, seguidos das questões relacionadas à saúde humana, qualidade de vida, equidade de gênero, entre outros.
No Paraná, assim como em outros lugares do planeta, vemos que o grande desafio colocado por todos é elaborar estratégias para divulgar o conhecimento produzido pelos cientistas. A ideia de um agir local para mudanças globais é a base para as atuais e futuras gerações adotarem novas formas de consumo e adquirirem consciência para a importância da preservação ambiental.
Trabalhando em rede, os cientistas paranaenses, com o apoio dos órgãos de fomento à ciência e tecnologia comprometidos com a Agenda 2030, buscam agir em sintonia para colocar o conhecimento a serviço do desenvolvimento regional. Outro desafio é formar novas lideranças que coloquem em ação as metas estabelecidas pelo Pacto Global.
Isto porque a ciência sempre foi, e será, uma importante aliada na construção de um mundo sustentável, com justiça e saúde ambiental, priorizando a igualdade de gênero, econômica e social. Não é modéstia afirmar que as universidades são a grande arena onde os objetivos da Agenda 2030 estão sendo discutidos sob a batuta da ciência, reverberando para toda a sociedade.
Intérprete de LIBRAS: Alan Marlon de Mattos (Unicentro)

UEM
Economista pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), tem doutorado em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com doutorado sanduíche no Université de Nantes (ENITIAA), na França, e pós-doutorado na Kansas State University, no Department of Agricultural Economics. É professora do Departamento de Administração, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e atualmente é Pró-Reitora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (PLD/UEM).

Unicentro
Graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), possui mestrado em Comunicação e Linguagens, pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), e doutorado em Comunicação e Cultura, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com período sanduíche na Universidade de Lisboa, Portugal. É professor do Departamento de Comunicação Social, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e é diretor da Central de Relações Institucionais, Inovação, Empreendedorismo e Empregabilidade (CRIE), da Unicentro.

Unespar
Graduado em Administração/Comércio Exterior, pela Universidade Paranaense (Unipar); mestrado em Administração, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); e doutorado em Administração, pela Universidade do Grande Rio (Unigranrio). É professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), onde coordena o Núcleo de Inovação Tecnológica e lidera o Grupo de Pesquisa em Ensino de Administração.

YAH Curitiba
Possui graduação em Design Gráfico, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Tem experiência na área de Desenho Industrial, com ênfase em Programação Visual. Integra o Youth Action Hub – Curitiba (YAH/CWB) para a formação de lideranças e o desenvolvimento de boas práticas.

Seti-PR
É graduado em Educação Física, pela Universidade de Formação e Educação e Cultural do ABC (UFABC) e possui mestrado em Atividade Física e Saúde, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). É doutor em Saúde da Criança e do Adolescente, área de concentração em Endocrinologia Pediátrica, pela UFPR. É professor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), câmpus Irati, e coordenador do Escritório de Relações Internacionais e Institucionais da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti-PR).
Se algum dia perguntarem a universitários e professores que abraçaram a pesquisa científica quando surgiu o interesse pela ciência, mesmo que informalmente, é provável que oito entre dez afirmem que foi ainda na escola. Alguns ficam encantados na faculdade, nos laboratórios ou participando de atividades do Programa de Educação Tutorial (PET). Outros saem como entraram, sem nenhuma ligação com a Academia.
E como despertar em crianças e adolescentes o interesse pela pesquisa científica desenvolvida nas instituições de ensino superior? Os participantes do Painel 4 – Ciência na escola, do Paraná Faz Ciência, do Parná Faz Ciência 2021, dão o caminho das pedras após décadas de estudos e aplicação de diversos projetos de extensão envolvendo alunos do ensino fundamental e médio. Com muito esforço, foco e criatividade, pesquisadores paranaenses se organizam para promover o que chamam de alfabetização científica, buscando aproximar a ciência do cotidiano dos alunos.
Por conta do tema central da 18ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que foi ‘A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta’, as iniciativas com viés ambiental predominaram no Painel, disponível abaixo, na íntegra. Nas palestras, foi possível conhecer uma parte do universo de projetos de extensão e suas parcerias, que tornam possível garantir a oportunidade a milhares de alunos o acesso aos saberes científicos relacionados ao cuidado ambiental, busca de soluções e educação para a preservação.
Talvez não seja difícil dimensionar a influência na escolha pela carreira acadêmica que os clubes de ciências, feiras de profissões e outros eventos promovidos por projetos de extensão nas escolas públicas e particulares no ensino fundamental e médio exercem em corações e mentes. De antemão, uma coisa é certa: popularizar a ciência e os saberes científicos é uma forma de retroalimentar o interesse e compartilhar com a sociedade todas as informações organizadas e produzidas a partir de rigorosos métodos científicos em todo o território paranaense.
Além da importância dos investimentos, o segredo é a transversalidade e transdisciplinaridade, que compreendem o conhecimento de uma forma plural, aberta, compartilhada e colaborativa. Aliás, adjetivos que se encaixam com a própria noção de ciência, tecnologia e inovação.
Intérprete de LIBRAS: Jaqueline Araújo (Unespar)

Unespar
Possui licenciatura em Ciências Biológicas, pela Faculdade Estadual de Filosofia Ciências e Letras de União da Vitória (FAFI), e especialização em Biologia – Manejo Integrado de Fauna e Flora (2008), pela mesma instituição. Concluiu mestrado e doutorado em Ecologia e Conservação, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Trabalha como Professora na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), câmpus de União da Vitória, e coordena o projeto de extensão e cultura Diálogos sobre a Ecotox!

UFPR
Bacharel e mestre em Física, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), na área de Física Atômica e Molecular, é doutor em Ensino de Ciência,s pela pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências, área Ensino de Física, pela Universidade de São Paulo (USP). Docente da UFPR, no Setor Litoral, leciona nas áreas de Exatas, Tecnológicas e Humanas para graduações, pós-graduações e especializações. É atualmente estudante de Estatística, na UFPR.

UEM
Graduada em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), tem mestrado em Zoologia, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), e doutorado em Ecologia e Recursos Naturais, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). É professora da UEM e pesquisadora do Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupelia), orientando nos programas de pós-graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais e no de Biologia Comparada.

SEED-PR
Possui graduação em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), mestrado, doutorado e pós-doutorado em Ciências Ambientais, pelo programa de pós-graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais, da UEM. Tem interesse nos seguintes temas: insetos aquáticos, fatores ambientais, monitoramento e padrões de diversidade dos macroinvertebrados em riachos e na planície de inundação do alto rio Paraná.

Unicentro e UVPR
Tem graduação em Letras Português, pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro); mestrado em Educação, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e doutorado em Educação, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). É professora da Unicentro, com experiência na área de Educação, principalmente, nos seguintes temas: história da educação, história cultural, educação à distância, educação digital, tecnologias digitais, multiletramentos e multimodalidade. É coordenadora da Universidade Virtual do Paraná e da Universidade Aberta do Brasil (UAB), da Unicentro.
São muitos os caminhos que levam as mulheres a abraçarem a ciência… para expressá-la e professá-la na docência, pesquisa ou extensão. Partindo das trajetórias pessoais, passando pelas experiências em sociedade até o encantamento e dilemas com o mundo que as cercam, as mulheres deitam seu melhor olhar para a realidade e transformam em ações, ancoradas na ciência, seus desejos e anseios.
É o que nos mostra o Painel 3 da 18ª Semana de Ciência, Tecnologia e Inovação, intitulado “Mulheres cientistas, a diversidade em ação”, do Paraná Faz Ciência de 2021, disponível abaixo. No mês de celebração da ciência e tecnologia, sempre em outubro de cada ano, vemos que as mulheres cresceram em diversidade de representação e, também, em ações e querem aparecer.
A história nos mostra que as mulheres têm enfrentado com excelência todos os desafios que a sociedade impõe. E, na vida acadêmica, não tem sido diferente. Não é à toa que, em muitas instituições de ensino superior, públicas ou privadas, a produção científica tem mulheres como protagonistas, revelando a determinação e resiliência do gênero, que já representa mais da metade da população brasileira, e também mundial.
Mas uma mulher que abraça a ciência não quer guerra com ninguém. Ela quer seu espaço, direito a investimentos para pesquisar e oportunidades para devolver à sociedade todo o saber desenvolvido na academia.
E muitas estão logrando sucesso nessa empreitada, olhando para si, para os outros, para a terra ou espaço, para o presente, passado ou futuro. O melhor de tudo é que ao ouvir suas trajetórias, muitas outras mulheres podem se inspirar a trilhar o mesmo caminho que as desbravadoras, inspirando ações que revolucionam a vida de outras mulheres no futuro e até na própria sociedade.
Intérprete de LIBRAS: Josiane Sant’Ana Bandeira (Unicentro)

UENP
Graduada em Psicologia, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), mestre em Ciências e doutora em Ciências, pela Universidade Federal de São Paulo (USP), com período sanduíche no Memory Lab, da Washington University, in St. Louis (EUA). É professora na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), docente do Programa de Mestrado em Educação (PPEd) e coordena o “Grupo de Estudos em Neurociência”, na UENP, com várias ações de divulgação científica.

UFPR
Possui graduação em Física Biológica, pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e mestrado e doutorado em Física, pela Universidade de São Paulo (USP), de São Carlos – SP. É professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Setor Palotina. É membro do Observatório de Raios Cósmicos Pierre Auger, em Malargue, na Argentina, e do Observatório Cherenkov Telescope Array (CTA). Em 2020, foi vencedora do prêmio Programa para Mulheres na Ciência, promovido pela L’Oreal Brasil, Unesco Brasil e Academia Brasileira de Ciências.

UEM
Possui graduação em Educação Artística, pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU); mestrado em Artes Visuais, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); mestrado em Metropolis La Cultura de La Ciudad – Universitat Politecnica de Catalunya, Espanha; e é doutora em Estudos da Linguagem, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Atualmente, é professora no curso de Artes Visuais, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

SEED-PR
Tem licenciatura em História, pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); especialização em Pedagogia para o Ensino Religios,o pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e Educação Patrimonial (UEPG). Trabalha, desde 2015, na Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED-PR) como Técnica Pedagógica, no Departamento da Diversidade e Direitos Humanos, na Equipe de Educação das Relações Étnico Raciais e Escolar Quilombola.

UEM
Graduada em Letras, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), é professora na Escola Estadual Indígena Yvy Porã. Especialista em Gestão Escolar Indígena, coordena o projeto Patrimônio Cultural e Geração de Renda, pela UEM. Administra como comunicadora o perfil do Instagram Universidade Território Indígena. Pertencente à etnia Guarani Nhandewa, atua como palestrante indígena nos temas de relevância para o campo da Educação Indígena.

UEM
Graduada em Engenharia de Computação, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR); mestrado em Engenharia Elétrica e Informática Industrial, pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); e doutorado em Ciências da Computação, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É presidente da Sociedade Brasileira de Microeletrônica (SBMicro) e atua como membro do Comitê de Mulheres em Tecnologia, da UEM.