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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA



Integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e inovação Energia Zero Carbono (NAPI EZC), programa de fomento da Fundação Araucária e apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (seti), lançaram em outubro a primeira edição do e-book ‘Energias Zero Carbono’. A publicação faz parte das ações do NAPI para divulgação científica e apresenta uma análise das tecnologias e estratégias que estão sendo desenvolvidas e aplicadas por algumas instituições de ensino e pesquisa do Paraná.

Com o prefácio de José Antonio Eiras, professor titular do Departamento de Física da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e membro da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP), o e-book contém artigos de dez pesquisadores que integram o NAPI EZC. Com uma abordagem colaborativa e multidisciplinar, Energias Zero Carbono oferece uma visão ampla e acessível das soluções tecnológicas e científicas que podem transformar nossa relação com a energia e o meio ambiente, apontando caminhos reais para a construção de um mundo verdadeiramente mais sustentável.

A obra avança para o conceito de “Energia Zero Carbono”, oferecendo uma visão abrangente sobre emissões nulas, mitigação de carbono e a pegada de carbono, desmistificando seus impactos e as ações necessárias para um futuro sustentável. 

Almanaque

Além deste e-book, os pesquisadores lançaram em setembro de 2024 a 1ª Edição do Almanaque NAPI EZC, outro e-book com 29 participantes, com prefácio de Breno Ferraz de Oliveira, doutor em Física e professor na Universidade Estadual de Maringá. 



O Almanaque EZC mergulha nas inovações que prometem transformar a maneira como vivemos e consumimos os recursos naturais do planeta.O livro explora, em capítulos interligados, as tecnologias emergentes e os desafios ambientais que moldam o futuro.

Desde o impacto das emissões de gases de efeito estufa no panorama global e local, até o papel crucial dos veículos elétricos e das fontes alternativas de coleta de energia, cada capítulo desvenda estratégias para mitigar os danos ambientais e promover um equilíbrio sustentável.

A obra também apresenta as mais recentes pesquisas sobre eficiência energética conduzidas no Napi EZC, como a evolução das placas fotovoltaicas e a utilização de sensores magnéticos para otimização do consumo de energia. 

Dispositivos piezelétricos de coleta de energia e materiais barocalóricos são analisados como soluções promissoras para novas formas de geração energética, ao lado de inovações como a manufatura aditiva e tecnologias assistivas que aumentam a autonomia da sociedade e promovem o uso racional dos recursos naturais.

As duas obras estão disponíveis para download no site do NAPI EZC. Para saber mais sobre o NAPI, basta acessar a plataforma IAraucária.



Pesquisas que buscam geração de energia Zero Carbono despertaram curiosidade e interesse de quem esteve na maior feira de ciência no Sul do país

A ciência sempre desperta a curiosidade das pessoas. E não seria diferente quando se trata do maior evento do gênero no Brasil, o Paraná Faz Ciência (PRFC 2024). No estande do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Energia Zero Carbono (NAPI EZC), na Arena Paraná, pesquisadores apresentaram aos visitantes alguns projetos desenvolvidos nos laboratórios sob o conceito de Energia Zero Carbono.

Para representar o NAPI EZC e interagir com os visitantes, foram escalados os pesquisadores do Departamento de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Luciane Guarnieri e Kaique Boldrin.

“Este evento é fundamental para nos aproximar da comunidade, uma oportunidade para conhecer como trabalhamos e, de certa forma, legitimar e dar credibilidade ao nosso serviço”, disse Luciane. Para a pesquisadora, o PRFC promove ainda uma aproximação da própria comunidade acadêmica e suas diferentes áreas de pesquisa, que muitas vezes não interagem, nem se conhecem.

O pesquisador Kaique Boldrin também destaca essa interação: “Antes, a gente achava que várias áreas não tinham relação e agora, a partir do Paraná Faz Ciência, podemos constatar que há uma conexão”. Boldrin reforça que ao mesmo tempo em que mostra o conhecimento desenvolvido nos laboratórios, os pesquisadores também ganham em aprendizado. 

As pessoas que visitaram o espaço do NAPI EZC puderam conhecer os projetos em robótica educacional e equipamentos eletrônicos produzidos pelos próprios pesquisadores no curso de Física. “A ideia é mostrar um novo olhar sobre a ciência e a Física, que pode até assustar as pessoas. Mas é importante entender a ciência, que é o que comanda o mundo!, afirmou Boldrin.



NAPI EZC

O coordenador do NAPI Energia Zero Carbono é o professor de Física da UEM, Ivair Aparecido dos Santos, um entusiasta do Paraná Faz Ciência. “É um evento que divulga o que é produzido nas universidades em todas as áreas de conhecimento com os recursos da sociedade paranaenses”. Professores e alunos que integram o NAPI EZC lançaram, durante o PRFC 2024, dois e-books que estão disponíveis e são totalmente gratuitos.  

O NAPI Energia Zero Carbono conduz pesquisas que estão diretamente ligadas à geração de energia elétrica sem lançar gases nocivos na atmosfera, seja na exploração de um produto ou serviço. Dessa forma, instituições de ensino superior, professores, pesquisadores e alunos pretendem contribuir efetivamente para o processo de transformação energética do Paraná a partir do conhecimento acumulado após mais de duas décadas de pesquisas.

O NAPI se propõe ainda a ser um polo difusor de uso racional de energia e do relacionamento universidades-empresas para transferência direta de tecnologia, estímulo à inovação e ao empreendedorismo.

O PRFC 2024 atraiu aproximadamente 38 mil visitantes durante cinco dias ao campus UEM, que preparou uma estrutura com 52 estandes, 1.400 expositores e 190 projetos de várias áreas do conhecimento. No total, quase 20 NAPIs foram apresentados à comunidade, todos recebem fomento da Fundação Araucária e têm o apoio da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

Para saber mais sobre o NAPI EZC e outros Novos Arranjos, basta acessar a plataforma IAraucaria.



Em tempos de mudança climática, a solução é investir em bioquerosene, por exemplo, o carro-chefe do NAPI Hidrocarbonetos Renováveis  

Participantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Hidrocarbonetos Renováveis (NAPI HCR) participaram da Mostra de NAPIs realizada durante o Paraná Faz Ciência (PRFC 2024), realizado entre os dias 7 e 11 de outubro, no campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Aproximadamente 38 mil pessoas visitaram os estandes no PRFC 2024,  entre visitantes e expositores, ao longo dos cinco dias de programação.

A pós-doutoranda da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Tatiane Ferrari, é uma das pesquisadoras que integra a rede NAPI HCR e que esteve em Maringá para divulgar a pesquisa do grupo no estande Arena Paraná. “É muito importante levar para a comunidade o que estamos fazendo e o Paraná Faz Ciência é essa oportunidade para divulgar nossa produção dentro da universidade e como essas pesquisas têm aplicação no nosso dia a dia”, ressalta. 

O NAPI Hidrocarbonetos Renováveis (HCR) propõe conectar as principais lideranças e instituições do Paraná que estejam envolvidas no desenvolvimento de estudos avançados sobre a produção e uso de combustíveis sintéticos. 

“Até 2027, temos que colocar pelo menos 2% de bioquerosene na frota de aviação no Brasil e é fundamental que a comunidade tenha conhecimento disso”, enfatiza Tatiane. No total, são sete instituições de ensino superior do Paraná envolvidas no Novo Arranjo, com 104 pesquisadores distribuídos em em todas as regiões do estado, todos dispostos a contribuir para a descarbonização dos setores de transporte aéreo e rodoviário, a partir do diesel verde, bioquerosene de aviação e biogasolina.



NAPI HCR

Chamado de Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Hidrocarbonetos Renováveis, o NAPI HCR recebe fomento da Fundação Araucária e tem o apoio da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). 

Um hidrocarboneto é uma molécula composta por Carbono e Hidrogênio e é a base de toda cadeia para produção de combustíveis. Ao se produzir hidrocarbonetos de fontes renováveis em detrimento de óleo fóssil, é possível criar combustíveis renováveis e sustentáveis. Uma das principais fontes para produção de HCR no Paraná é o biogás, sistemas de captura de CO2 associados à produção de hidrogênio renovável, a partir de rejeitos e resíduos agroindustriais e urbanos.

Com a conexão entre os diversos grupos de pesquisas, o objetivo do NAPI é criar oportunidades de crescimento de forma colaborativa, aproveitando a sinergia entre as competências locais e a infraestrutura já existente para alavancar a produção de combustíveis sustentáveis e renováveis no estado do Paraná de forma descentralizada.

Saiba mais sobre o NAPI HCR na plataforma IAraucaria



Projeto foca em tecnologias sustentáveis e controle de doenças para fortalecer a vitivinicultura no estado

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Inova Vitis participou do Paraná Faz Ciência 2024, que ocorreu entre os dias 7 e 11 de novembro, na Universidade Estadual de Maringá (UEM). O evento, promovido pela Fundação Araucária com o apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), faz parte da 21ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT 2024).

O NAPI Inova Vitis integrou a Mostra dos NAPIs, onde apresentou as atividades no estande montado na UEM, no dia 10 de novembro. Durante a tarde, a equipe presente interagiu com a comunidade acadêmica e o público externo, divulgando os avanços e inovações no cultivo da uva no Paraná.

Um dos representantes do Inova Vitis, o professor Dauri José Tessmann, destacou a importância do evento para mostrar os trabalhos realizados. “O Paraná Faz Ciência é uma ótima oportunidade para divulgar para o estado do Paraná e para o Brasil as atividades dos NAPIs. E entre os Novos Arranjos está o NAPI Inova Vitis, que tem como objetivo o desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação para a produção sustentável de uva em cultivo protegido, além da seleção de novas cultivares para processamento industrial”, explicou Tessmann.

Parte da exposição do NAPI Inova Vitis durante o evento (Foto/Bruna Mendonça)



A pesquisadora do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR – PR), Rubia Molina, também se mostrou entusiasmada com a participação no PRFC 2024, destacando que o objetivo do NAPI é tornar a cultura da uva mais produtiva e sustentável no estado.“Estamos muito felizes de estar aqui representando o NAPI Inova Vitis. O projeto foca no estudo das doenças que afetam a cultura da uva no Paraná e no desenvolvimento de novas cultivares adaptadas ao cultivo protegido. Trabalhamos com o controle de viroses e outras doenças, buscando garantir que as mudas cheguem em plena sanidade ao produtor rural”, complementou Rubia. 

A participação do NAPI Inova Vitis no Paraná Faz Ciência 2024 reforça o comprometimento do Arranjo com a inovação e a sustentabilidade no setor vitivinícola, além de destacar o papel da ciência no desenvolvimento econômico e agrícola do Paraná.



O Arranjo lançado em junho mostrou o trabalho desenvolvido no Paraná Faz Ciência 2024

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Eletrônica Orgânica marcou presença na ll Mostra de NAPIs, uma das atividades que fez parte da programação do Paraná Faz Ciência 2024, que aconteceu entre os dias 7 a 11 de outubro, na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A pesquisadora, professora e coordenadora do NAPI, Andreia Gerninski Macedo e o professor Douglas Coutinho, da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR), estiveram presentes no estande, conversando com os visitantes e divulgando as pesquisas realizadas pelo Arranjo.



A eletrônica orgânica utiliza polímeros orgânicos para criar componentes eletrônicos para diversas áreas de aplicação. Os materiais eletrônicos orgânicos são mais leves, mais flexíveis e menos caros que os materiais inorgânicos convencionais à base de silício.

O NAPI sintetiza e caracteriza nanomateriais, novas moléculas e polímeros orgânicos e desenvolve dispositivos eletrônicos e optoeletrônicos orgânicos direcionados a aplicações nos setores de Energia, Meio Ambiente e Cidades Inteligentes.

Os pesquisadores levaram para o evento polímeros semicondutores em solução e processados em filmes finos, eletrodos e sensores de pressão, todos dispositivos desenvolvidos a partir da Eletrônica Orgânica. Foi levado também um multímetro, instrumento de medição portátil que permite medir diversos valores elétricos, como tensão, corrente, resistência, capacitância, continuidade e temperatura e um leitor de microplacas, dispositivo que está sendo desenvolvido na UTFPR de Toledo, pelo professor Douglas.

A equipe também disponibilizou uma lâmpada ultravioleta para que os visitantes pudessem ver a diferença de cor entre os polímeros e o processo de emissão de luz, “isso chamou atenção, principalmente das crianças”, conta a coordenadora.



Além das crianças, o NAPI teve a oportunidade de receber também estudantes universitários interessados pelo tema e compartilhar conhecimento, assim como ouvir as áreas de interesse de pesquisa dos futuros cientistas.

Andreia reforça que a experiência no Paraná Faz Ciência 2024 foi muito gratificante, pois considera ter sido possível mostrar as inúmeras áreas em que a ciência está presente e a importância dela para todos que comparecem ao evento. “O olho das crianças brilha assim quando elas veem o multímetro funcionando, o polímero emitindo luz. Esse contato com a ciência é muito importante em qualquer fase de formação”, complementa.



O Arranjo foi uma das atrações da ll Mostra de NAPIs

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) CIA-Agro, sigla que significa Centro de Inteligência Artificial no Agro, participou do Paraná Faz Ciência 2024, que aconteceu entre os dias 7 a 11 de outubro, na Universidade Estadual de Maringá (UEM). O Arranjo marcou presença na ll Mostra de NAPIs, mostrando os frutos do estudo que une os pesquisadores da computação, da engenharia e da agronomia.

O professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e um dos coordenadores do NAPI, Fabrício Martins Lopes, e o pesquisador Cesar Augusto, representaram o Arranjo no evento. Para interagir com o público, trouxeram um dispositivo automatizado no microscópio, que captura a movimentação do aparelho para mostrar o que contém nas lâminas.

“Com base na análise das imagens, nós desenvolvemos um algoritmo de inteligência artificial que faz o reconhecimento automático do esporo, de forma que isso pode ser levado  ao produtor, para a aplicação de fungicidas de maneira racional, e não uma aplicação que, eventualmente, não tem necessidade”, explica o professor Fabrício.

Cesar Augusto, recém graduado em Engenharia de Controle e Automação na UTFPR,  explica que, para o protótipo do dispositivo de movimentação, foi utilizada a tecnologia e aplicação de inteligência artificial em paralelo com conceitos de algoritmos, em que o sistema computacional consegue trabalhar a produção e projeção de imagens e identificar o padrão morfológico do fungo que está sendo analisado.



“Então, o proprietário vinculado consegue ter uma resposta eficiente, o que garante uma aplicação sustentável do agrotóxico, beneficiando, assim, o ecossistema de uma maneira segura com a aplicação e a viabilizando da questão de economia porque, tendo a certeza da ocasião em que se deve aplicar o defensivo agrícola, o produtor economiza com a aplicação desse material, tendo assim uma visão muito melhor em relação a economia do seu investimento para a defesa da produção”, explica o pesquisador.

Para Fabrício Martins Lopes, o Paraná Faz Ciência é fundamental para mostrar o que as universidades, os institutos e os grupos de pesquisa estão fazendo para o conhecimento do público, porque, muitas vezes, as pessoas não sabem o que está acontecendo nesses ambientes e não dão o devido valor. 

“Nós podemos perceber, aqui, o pessoal do Ensino Médio, do Ensino Fundamental, das universidades. O cidadão que está por aqui, ele está vendo uma amostra e está se habituando com a ciência no seu cotidiano. Ele está vendo como a ciência pode contribuir na qualidade de vida”, conclui o professor. 



O Arranjo mostrou suas pesquisas no Paraná Faz Ciência 2024

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Prosolo, marcou presença no Paraná Faz Ciência 2024, que aconteceu entre os dias 7 a 11 de outubro, na Universidade Estadual de Maringá (UEM). O Arranjo participou da ll Mostra de NAPIs, uma das atividades que fez parte da programação do maior evento de ciência, tecnologia e inovação do Estado.

Os professores da Unicesumar e integrantes do Prosolo, Edison Schmidt Filho e Santos Henrique Brand Dias, estiveram presentes no estande do Arranjo, conversando com os visitantes sobre as atividades realizadas pelo NAPI.

Eles discutiram o manejo e a conservação do solo, explicando como os pesquisadores vão a campo, coletam a água escoada após cada evento de chuva e levam esse material para o laboratório, fazendo a determinação de quais nutrientes são perdidos durante uma chuva, com a erosão do solo. 

“Isso vai contribuir para que a gente entenda como esses fatores estão influenciando na contaminação da água e na qualidade de vida do produtor rural e em todo o contexto de produção agrícola na região do Paraná”, explicou Edison Schmidt Filho.



Santos Dias acrescentou que essa avaliação dos nutrientes que estão sendo perdidos no escoamento representa um valor alto que o produtor gastou para investir no solo. “Muitas vezes ele está perdendo e não tem a noção desse gasto e desperdício que ele está gerando”, completou o pesquisador.

Edison Schmidt Filho finaliza destacando a importância do Paraná Faz Ciência 2024 para a comunidade em geral e, principalmente, para os estudantes que visitaram o espaço. “Fazer ciência só por fazer, para ficar guardado na gaveta, não é ciência, não vai contribuir com a sociedade. Então, esse evento traz uma oportunidade de divulgar o que é feito no Paraná todo em termos de ciência, inovação e pesquisa”.

Firmes no propósito de disseminar o uso da Ressonância Magnética Nuclear (RMN) entre cientistas, o NAPI RMN esteve presente na II Mostra de NAPIs, encontro de Arranjos integrado ao Paraná Faz Ciência 2024, que aconteceu de 7 a 11 de outubro, no campus sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

No estande do NAPI no evento, o professor do coordenador do Arranjo, Andersson Barison apresentou um espectrômetro de RMN de baixo campo, destacando seu valor e versatilidade em pesquisas nas áreas de alimentos e agricultura. 

Esse equipamento portátil é capaz de analisar o teor de óleo e proteínas em sementes e grãos, como soja, algodão e milho, ampliando o alcance de estudos científicos. 

Anderson explicou que o intuito de trazer a tecnologia para o evento é difundir seu potencial, sensibilizando desde estudantes de iniciação científica até pesquisadores avançados, especialmente do Paraná, para os benefícios que a RMN pode trazer às pesquisas em diversas áreas. 

“Além dessa aplicação prática, este equipamento que nós estamos expondo no evento tem um papel importante na disseminação científica, permitindo que pesquisadores explorem novas fronteiras e desenvolvam projetos inovadores”, conclui o professor. 

Demonstrando a usabilidade do equipamento, a doutoranda em Tecnologia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Patrícia Casarin, também esteve presente no estande. Ela falou sobre a agilidade da máquina que, com pequena quantidade de amostras, entrega um resultado rápido e preciso. “Além de sua portabilidade, o espectrômetro que trouxemos é um equipamento moderno, que não deixa resíduos e tem um futuro ainda mais promissor para a ciência no mundo todo”, enfatiza a doutoranda.

Parte de acervos dos museus de diversas universidades estaduais foi exposta durante a I Mostra de Museus Universitários, durante o Paraná Faz Ciência 2024, que recebeu milhares de visitantes

Não há uma pessoa, criança, jovem ou adulto, que visite um museu de ciências e não fique encantado com a diversidade de temas, o colorido das coleções e as inúmeras novidades sobre a biodiversidade e seus pormenores. E não é para menos. Os museus universitários são espaços criados e mantidos exatamente para atrair a atenção para as ciências da natureza, além de atrair os corações e mentes para o mundo da ciência.

E assim foi durante o Paraná Faz Ciência (PRFC) 2024, realizado no campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre 7 e 11 de outubro. Foi uma semana movimentada no Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), que, durante meses, preparou uma programação especial para apresentar seu acervo permanente, recepcionar outros museus universitários e, em especial, organizar e coordenar o I Encontro Paranaense Museus Paranaenses e a I Mostra de Museus Universitários.

Visitação ao MUDI



A cada dia, milhares de alunos dos Ensinos Fundamental e Médio, universitários, além de visitantes espontâneos e os próprios participantes do evento, estiveram na sede do MUDI e foram guiados pelos monitores capacitados para atender o público e apresentar os cada detalhe das coleções.

No total, o Paraná Faz Ciência 2024 contou com a presença de 12 museus universitários de todo o Estado e ainda os acervos e coleções da UEM. Entre os expositores, estiveram presentes, juntamente com o Mudi, o Herbário, o Herbário do Nupélia, a Coleção Ictiológica do Nupélia, as Coleções Microbiológicas, o Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etnografia e a Tecidoteca.

Museus externos


Na tenda principal, localizada bem próxima ao Mudi, espaços museais paranaenses marcaram presença como o Museu Histórico da Universidade Estadual de Londrina (UEL); o Museu Paranaense de Ciências Forenses; o Museu Campos Gerais; o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); o Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná (UFPR); o Museu Regional do Iguaçu; o Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro); o Museu Histórico Mário Pereira da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); e o Museu de Arte e Cultura Popular do Norte do Paraná da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).

Com exposições variadas, cheias de elementos e curiosidades, o Museu Dinâmico Interdisciplinar recebeu mais de mil pessoas por dia, segundo estimativa do coordenador da I Mostra de Museus Universitários, Celso Ivam Conegero. 

Celso Conegero e o coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos


O professor reforçou a importância do trabalho integrado para o evento: “A mostra ter acontecido junto ao PRFC 2024 fez com que o fluxo de pessoas, principalmente aqui no Mudi, fosse muito grande. Para isso, foi necessária uma mobilização de professores, monitores, colaboradores e comunicadores entre todos os museus participantes”. 

Paralelamente à Mostra, aconteceu o I Encontro Paranaense de Museus Universitários, que reuniu gestores, pesquisadores, profissionais e estudantes da área para troca de experiências, discussão de desafios comuns e identificação de oportunidades de colaboração. 

Lançamento do NAPI Memória e Inovação no Encontro de Museus 



Foram cinco painéis e uma oficina com palestrantes que vivenciam, no dia a dia, os desafios dos museus universitários, como infraestrutura, captação de recursos e ampliação e valorização dos acervos. Houve, ainda, a apresentação de museus universitários que compõem a Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup).

Ao final do I Encontro, o grupo decidiu aprovar a elaboração da Carta de Maringá, um documento que será construído coletivamente contemplando as necessidades e propostas para melhorar a inserção dos acervos nas estratégias de popularização da ciência e integração dos espaços para ensino, pesquisa e extensão. Afinal, museus também produzem ciência e podem contribuir para atrair e divulgar a ciência para novos públicos.

“Com a participação de todos, pudemos nos apresentar à sociedade paranaense, uma vez que as discussões estarão disponíveis no canal da Universidade Virtual do Paraná (UVPR), no Youtube. Assim, quando forem viajar nas férias, todas e todos podem programar uma visita aos museus universitários, indicou Conegero. 

O I Encontro Paranaense de Museu Universitários foi uma iniciativa da Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup), com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e as universidades estaduais do Paraná.

Ainda durante o PRFC, foi formalizado o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Conectando Memória e Inovação, que irá se valer de Inteligência Artificial para agilizar a digitalização dos acervos dos museus e centros de documentação e memória. Houve ainda o lançamento de duas publicações repletas de ciência: o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná” e o livro “Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”. O Guia está disponível no site do PRFC.

Guia de Divulgação científica



As duas atividades contaram com as presenças do secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, Aldo Nelson Bona; da diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes Pereira; do reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; do presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o diretor da FA de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa; e do coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos; e demais autoridades e convidados. 

Principal atração , os museus universitários se consolidam como espaço de preservação e produção de ciência no maior evento do gênero no país, que é conectado com a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) organizada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI).

A 4ª Edição do PRFC 2024 recebeu mais de 38 mil visitantes nos 52 estandes com 1.400 expositores e 190 projetos das universidades paranaenses que impactam à sociedade. Segundo os organizadores, a diversidade de atividades e a participação massiva de escolas fizeram a diferença. 

Escolas no Paraná Faz Ciência



Mais de 130 escolas de Maringá e região levaram 13.100 alunos do ensino fundamental e médio para explorar os 52 estandes da mostra interativa de ciência, tecnologia e inovação, formada por 24 instituições parceiras e organismos da UEM. Ao todo, pessoas de 48 municípios prestigiaram o Paraná Faz Ciência, tornando a feira uma verdadeira vitrine do conhecimento. 

A programação foi desenhada para atrair o público, como o ônibus interativo da Expedição do Conhecimento, equipado com uma série de recursos didáticos, como maquetes e paineis interativos, uma iniciativa da Itaipu Parquetec e Itaipu Binacional. Outra atração que encantou as crianças é o ZikaBus, uma exposição itinerante com material interativo sobre o mosquito Aedes aegypti e as doenças por ele transmitidas. O ônibus faz parte do programa de extensão Laboratório Móvel de Educação Científica (LabMóvel) da UFPR, que atua na divulgação e popularização da ciência desde 2008. 

Planetário Professor Carlos Alfredo Argüello



Além disso, 53 ações de cursos de graduação da UEM participaram da Mostra de Profissões, sem contar a inauguração do novo Planetário Digital Professor Carlos Alfredo Argüello. A arte ganhou um espaço inédito e exclusivo. A Tenda Cultural reuniu cerca de 30 apresentações artísticas e culturais trazidas por instituições paranaenses. Foi também o local escolhido para o Show de Encerramento Brazuca Sound, comandado pelo ex-aluno da UEM, Paulinho Schoffen e banda. 

Todas as atividades fazem parte do NAPI Paraná Faz Ciência, que leva o nome do evento criado em 2021, em plena pandemia, e visa divulgar a ciência produzida no estado. A realização do PRFC é responsabilidade da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), da Fundação Araucária (FA) e da Secretaria de Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), em colaboração com várias Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do Estado.

Abertura do encontro


Muito mais que espaços de preservação da memória, centro de documentação e exposição de acervos, os espaços querem adotar estratégias e inovações para ampliar ensino, pesquisa e extensão

A popularização da ciência passa, necessariamente, pelos museus universitários. Esta é uma das muitas conclusões a que chegaram os participantes do I Encontro Paranaense de Museus Universitários realizado durante o Paraná Faz Ciência 2024. Com o tema ‘Estratégias e Inovações para a Popularização do Conhecimento’, o evento, encerrado nesta sexta-feira (11), promoveu, pela primeira vez na história das instituições estaduais de ensino superior, a integração entre os coordenadores, diretores e gestores dos espaços museais paranaenses.

Os gestores acreditam que os museus universitários têm grande potencial para a divulgação da ciência produzida na academia, com o uso das ferramentas da tecnologia com propostas atrativas, interativas e com inovação na apresentação dos acervos. E mais: podem ser um espaço para a educação não formal para graduandos e pós-graduandos de todas as área do ensino superior. 

Foto geral do público


Para o coordenador do I Encontro, Celso Ivam Conegero, do Museu Dinâmico Interdisciplinar, da Universidade Estadual de Maringá (Mudi/UEM), um dos aspectos positivos foi criar a oportunidade para todos se encontrarem e conhecerem o que existe no estado do Paraná em termos de museus, as particularidades, realidades e desafios que enfrentam em cada região do estado.

“A pandemia foi um raro momento em que nós nos reunimos, remotamente, e começamos a conversar e trocar experiências. A partir deste contato presencial promovido pelo Paraná Faz Ciência, vamos nos fortalecer enquanto uma verdadeira rede de museus, um grupo que fará a diferença daqui pra frente”, enfatizou Conegero.

Durante três dias, responsáveis pelos museus vinculados às universidades estaduais e federais estiveram reunidos na UEM durante o Paraná Faz Ciência 2024, maior evento científico do estado para divulgar o que está sendo produzido em termos de ciência, tecnologia e inovação.

Foram cinco paineis e uma oficina com palestrantes que vivenciam no dia a dia os desafios dos museus universitários, como infraestrutura, captação de recursos e ampliação e valorização dos acervos. Houve ainda a apresentação de museus universitários que compõem a Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup).

Carta de Maringá

Ao final do I Encontro, o grupo decidiu aprovar a elaboração da Carta de Maringá, um documento que será construído coletivamente contemplando as necessidades e propostas para melhorar a inserção dos acervos nas estratégias de popularização da ciência e integração dos espaços para ensino, pesquisa e extensão.

Print do site da UVPR


O texto deve ser finalizado até o final do ano com o objetivo de sensibilizar os gestores públicos e a comunidade em geral. “Com a participação de todos, pudemos nos apresentar à sociedade paranaense, uma vez que as discussões estarão disponíveis no canal da Universidade Virtual do Paraná (UVPR), no Youtube. Assim, quando forem viajar nas férias, todas e todos podem programar uma visita aos museus universitários, indicou Conegero.

A segunda edição do Encontro Paranaense já está definida para acontecer na Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), em Guarapuava, no Paraná Faz Ciência de 2025.

Desafios e propostas

Durante I Encontro, o painel ‘Papel das Associações de Amigos de Museus para a Sustentabilidade’, com Isabel da Silva Chagas, da Associação dos Amigos do Mudi, e Marcelo Seixas de Matos, produtor musical e presidente do Instituto de Apoio a Museus e Patrimônio (IAMP) , debateu as estratégias para o engajamento e financiamento das atividades, com mediação de Claudia Rejane Schavarink Almeida (SETI).

Participantes Painel 1


Outras pautas fundamentais para os gestores foram amplamente discutidas no Painel 2: ‘A Inserção dos Museus nos Programas de Graduação e Pós-graduação’, mediado por Rodrigo Arantes Reis (UFPR). Participaram o coordenador do Museu de Ciências Naturais, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Antonio Liccardo, o coordenador do Museu Campos Gerais, Robson Laverdi, e a professora e coordenadora de Projetos do MUDI, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana. Ao final das exposições, o grupo concordou que os espaços museais também são apropriados para projetos de ensino, pesquisa e a curricularização da extensão. 

Para discutir ‘O papel dos Museus de Ciências na popularização do conhecimento científico’, o painel 3 contou com a participação de Rodrigo Bastos do Museu de Ciências Naturais da Unicentro e Rodrigo Arantes Reis do Museu de Ciências Naturais da  UFPR. A mediadora foi Ana Paula Vidotti, coordenadora do Projeto Mudi Itinerante. Para os palestrantes, o museu tem um papel educativo e formativo em um momento em que a interatividade é cada vez mais desejada pelo público. 

Participantes Painel 2


Diretamente do Rio de Janeiro, a professora, coordenadora do grupo de pesquisa Museus e Centros de Ciências Acessíveis (MCCAC), divulgadora Científica e pesquisadora da Fundação Cecierj, Jéssica Norberto Rocha, encerrou por videoconferência a manhã do segundo dia do evento.

O último painel teve como tema o ‘Papel dos Museus Históricos diante dos avanços da inovação e tecnologia’ com Edméia Aparecida Ribeiro do Museu Histórico da UEL; José Henrique Rollo Gonçalves do Museu da Bacia do Paraná da UEM;  Niltonci Batista Chaves

do Museu Campos Gerais da UEPG; e Jacira Ramos do Museu Regional do Iguaçu. A mediação ficou a cargo de Lucio Tadeu Mota do Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história (LAHI) da UEM.

NAPI Memória e Inovação

O I Encontro Paranaense de Museu Universitários foi uma iniciativa da Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup), com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e as universidades estaduais do Paraná. 

Na ocasião, também houve o lançamento e assinatura do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Conectando Memória e Inovação, que irá se valer de Inteligência Artificial para agilizar a digitalização dos acervos dos museus e centros de documentação e memória.

Lançamento do NAPI Memória e Inovação

Foram muitas as presenças que estiveram no I Encontro, como o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, Aldo Nelson Bona; a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes Pereira; o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o diretor da FA de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa; e o coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos. 

Divulgação científica

Para provar que os museus também são espaços privilegiados para a pesquisa, foram lançados durante encontro dois livros repletos de ciência: o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná” e o livro “Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”.


O Guia é uma obra coletiva, que contou com a organização de Jailson Rodrigo Pacheco, com a participação de Letícia Silva de Oliveira Mato, Ana Paula Machado Velho, Dhiego Cunha da Silva, Débora de Mello Gonçalves Sant’Ana, Rodrigo Arantes Reis e Renê Wagner Ramos. O guia é uma ação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação –  NAPI Paraná Faz Ciência , que está disponível em PDF, no site do PRFC.


Já a obra “Património Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”, de Ronaldo Vasques, é resultado da pesquisa do universo dos vestuários/moda presentes em museus, realizada em Portugal e no Brasil.  O livro nos transporta aos bastidores do Museu Imperial- Rio de Janeiro e Museu de Alberto Sampaio- Guimarães/Portugal e compartilha conosco os detalhes de sua investigação sobre a indumentária/moda do século XIX. 

A divulgação científica, também chamada de popularização da ciência, se refere ao processo de comunicar e explicar conceitos, descobertas e avanços científicos ao público em geral de uma forma compreensível e atraente. O objetivo principal é tornar o conhecimento científico acessível e relevante para aqueles que não são especialistas na área.

Captação de recursos

Oficina, dia 11

O I Encontro Paranaense de Museus Universitários terminou na sexta-feira (11) com a Oficina para Oficina para Capacitação em Projetos Culturais de Museus de Ciência. Afinal, os museus científicos também são produtores de cultura, a científica. Foi uma rara oportunidade para gestores e trabalhadores de museus entenderem como elaborar e inscrever, dentro da modelagem de projetos culturais, propostas via Lei Rouanet. 

Sob a coordenação de Marcelo Seixas Matos, produtor cultural do Instituto de Apoio a Museus e Patrimônio, os participantes estão recebendo dicas e conhecendo estratégias sobre financiamento de atividades, eventos, custeio e produtos das instituições. Ao final da oficina, cada participante vai ter um projeto cultural modelado, apto para envio ao PRONAC – Programa Nacional de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

O Paraná Faz Ciência, evento que reúne ciência, tecnologia e inovação, foi palco, também, de um estande do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. De 8 a 11 de outubro, na Universidade Estadual de Maringá (UEM), o estande recebeu alunos e professores da rede básica de ensino, além de cientistas, professores e pesquisadores universitários. Eles ficaram sabendo dos projetos do Arranjo por meio dos membros do NAPI que estiveram presentes no espaço ao longo dos quatro dias de evento. 

A pós-doutoranda Edinalva Oliveira trouxe uma contribuição significativa para o estande: informações sobre o projeto dos Clubes de Ciência, uma iniciativa nova, que  ganhou visibilidade durante o evento. “Estamos engajados e sentimos o impacto positivo, principalmente, quando recebemos professores de diferentes cidades, que percebem como o ensino de ciências precisa ser dinâmico, exigindo movimento e ação”, comentou Edinalva.

A pesquisadora destacou que os Clubes de Ciência promovem a alfabetização científica, incentivam a pesquisa e a popularização do conhecimento, além de engajar os alunos em projetos de ciência cidadã. Essa abordagem busca tornar o estudante um protagonista no processo de aprendizagem. “O aluno não fica apenas recebendo a informação passivamente. Ele participa ativamente, tomando decisões com o professor sobre o que e como aprender, além de refletir sobre como melhorar sua própria comunidade”, comentou Edinalva.

Ela ressaltou que os clubes permitem que os alunos investiguem questões locais, como problemas de saúde, conservação da biodiversidade, queimadas, e poluição do solo e da água. “Os estudantes olham para essas questões e se perguntam: ‘Como posso contribuir?'”, disse Ednalva, destacando o papel transformador dos clubes. 


A bolsista de pós-doutorado do NAPI PRFC, Maria José Pastre, mostrou , na prática, como conversar sobre ciência de forma acessível, especialmente com crianças. Por meio de um experimento, ela  demonstrou a importância de haver espaços com vegetação nas cidades para evitar inundações. “Se tudo for só cimento, a água não escoa. Mas em áreas com grama, folhas ou pedras, a água é filtrada e desce para o solo”, explicou, mostrando material visual para a garotada. 


Além disso, Maria ensinou como determinar o pH de substâncias usando um extrato de repolho roxo. Dependendo da substância misturada, a cor muda, indicando se o pH é ácido ou básico. “Substâncias como detergente e limão, que deixam a solução rosa ou vermelha, são ácidas. Já as que ficam amarelas, verdes ou azuladas são básicas”, esclareceu.

Outro destaque foi a coleta de amostras de rios do Paraná, realizada por Edinalva Oliveira, por meio de um projeto de Ciência Cidadã, feito em parceria com alunos. Segundo ela, os insetos coletados funcionam como bioindicadores da qualidade da água. Dependendo da cor da tampa nos frascos de coleta, é possível saber se a água está limpa ou poluída


A comunicóloga e bolsista técnica do NAPI, Camila Lozeckyi, destaca que foi especialmente gratificante observar o interesse de crianças e adolescentes, desde o ensino básico até o médio, pela ciência. Ela ressaltou que essa interação é essencial para fortalecer a conexão entre a comunidade e o que é desenvolvido dentro da universidade.

 “É fundamental devolver à sociedade o que produzimos, após tanto tempo de dedicação. Trazer o trabalho que realizamos no Conexão Ciência, como a produção de conteúdo e reportagens, para esse ambiente é muito significativo”, afirmou. Camila também destacou a importância das conversas com o público, que permitiram compreender melhor seus interesses e curiosidades. “Tem sido uma experiência muito enriquecedora,” concluiu.

Jailson Pacheco, pesquisador do NAPI PRFC, vem reforçando a importância da divulgação científica e da conexão entre as universidades e a comunidade. Ele destaca como a rede do NAPI une diversas instituições públicas estaduais e federais, fortalecendo a colaboração entre elas e ampliando os resultados dos projetos desenvolvidos. “Como divulgadores científicos, temos a obrigação de estar presentes e atender às necessidades da comunidade, explicando os projetos que as universidades têm ao longo de sua história”, afirmou.

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Pacheco também ressaltou a relevância da rede de Clubes de Ciência, que aproxima as universidades das escolas de educação básica, e a ciência cidadã, onde os indivíduos participam de todas as etapas do processo científico, desde a coleta de dados até a análise. 

“A articulação entre as universidades potencializa os resultados, proporcionando maior reconhecimento público e aumentando a participação da comunidade científica. Desenvolvemos, inclusive, um aplicativo que facilita o entendimento do que fazemos dentro da universidade, disponível para professores e qualquer pessoa interessada”, concluiu o pesquisador, reafirmando o compromisso de aproximar a ciência da sociedade e fomentar o conhecimento científico de forma acessível e participativa.

Dezenas de clubistas, como os do Colégio Lúcia Alves, conheceram, de perto, o que o Estado desenvolve em pesquisa, ciência e tecnologia

Dezenas de integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciências participaram do Paraná Faz Ciência 2024, o maior evento de popularização do conhecimento científico do Estado, que ocorreu até esta sexta-feira (11), na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência tem entre seus objetivos organizar 200 clubes de ciências em escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino do Paraná. Essa meta se concretizou por meio da criação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

A Rede tem financiamento da Fundação Araucária (FA) em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria de Estado da Educação (SEED). 

Estudantes Colégio Arthur Azevedo

A ideia é a construção de ambientes em que os estudantes possam mergulhar no contexto científico e tecnológico, aproximando a ciência da vida cotidiana.  A proposta quer oferecer a crianças e adolescentes um novo olhar sobre o mundo que os cerca, trazendo-os para o universo da ciência”, explica o articulador do Arranjo, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

O evento Paraná Faz Ciência também tem o objetivo de popularizar o conhecimento produzido nas universidades e centros de pesquisa do Estado. Por isso, equipes de vários Clubes participaram das atividades, na Universidade de Maringá.

Clubistas

Professor Maikon Schmidt


Um dos grupos foi o do professor Maikon Schmidt, do Colégio Vereador José Balan, de Umuarama. Segundo o Schmidt, que desenvolve um projeto de robótica na escola, “os alunos ficaram muito empolgados com a visita, com tudo que viram. O cérebro deles acelerou. Isso é muito bom para o nosso Clube”.

Ederson Moretti, do Colégio Estadual Arthur de Azevedo, de São João do Ivaí, coordena um Clube com foco em compostagem em horta escolar. O professor disse que “é muito importante a parceria entre a escola e a universidade. Alunos não têm consciência sobre pesquisa e essas visitas à universidade podem incentivar novos projeto nos clubes PRFC”.

Ana Beatriz Freire, de 12 anos, aluna de Moretti, anunciou: “estou aqui conhecendo coisas que nunca vi e isso é muito bom pra vida adulta… eu amei a experiência”.

Professor Fernando Rodrigues


O professor Fernando Rodrigues, do Colégio Cristóvão Colombo, da cidade de Jardim Alegre, registrou que os alunos “ficaram super empolgados com a mostra de Museus, as experiências e as oficinas. A gente agradece muito pelo acolhimento, vai ser superimportante para os nossos alunos”.

Ederson Oliveira, professor DO Colégio Monteiro Lobato, de Floresta, trouxe o aluno Miguel para a visitar o Paraná Faz Ciência. Os dois destacaram a importância da experiência para a ajudar os estudantes a escolherem a futura profissão. 

“Eles conhecem de perto as diferentes áreas profissionais aqui”, aponta Oliveira. “Os jovens, geralmente, ficam confusos na hora de decidir o que fazer no futuro e conhecer de perto os profissionais e pesquisadores nos ajuda muito”, acrescentou Miguel.

Miguel, de Floresta


O professor do Colégio Kennedy, de Maringá, Ivanildo Oliveira, disse que iniciativas como o Paraná Faz Ciência precisam se multiplicar. “Nossos alunos gostam muito e esperamos que haja de novo, ano que vem”.

“Foi um grande desafio trazer os Clubes, mas foi muito gratificante. Esperamos estar perto deles sempre que pudermos”, registrou a pós doutoranda e pesquisadora do projeto, Sabrina Sestak.

A articuladora do NAPI PRFC, a professora da UEM, Débora Sant’ Ana, disse que a movimentação do Arranjo para viabilizar a vida dos Clubes ao Paraná Faz Ciência 2024 “foi fundamental para colocar esses Clubes em contato e fortalecer nossa Rede, que começa a se configurar como uma das ações mais efetivas do Estado na área de popularização da ciência”.