PROJETOS

Projetos do Napi

Projetos Parceiros

NOSSAS
PRODUÇÕES

MULTIMÍDIA

EVENTOS

II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Caleidoscópio com espelhos e artefatos exposto pelo Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etnografia (LAEE)


Nesta sexta-feira (11), com o fim do evento Paraná Faz Ciência 2024, chega ao fim também a I Mostra de Museus Universitários do Paraná. O evento contou com a presença e o acervo de 18 museus universitários e científicos de todo o Estado.

Fora a mostra na Tenda de estandes, com acervos abertos à visitação gratuita, tanto da comunidade quanto de grupos escolares dos Ensinos Fundamental e Médio, o público teve também acesso a exposições montadas no Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM). 

Entre os expositores, estiveram presentes oito museus da própria UEM, como o Mudi, o Herbário, o Herbário do Nupélia, a Coleção Ictiológica do Nupélia, o Museu de Geologia e Paleontologia, as Coleções Microbiológicas, o Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etnografia e o Museu da Bacia do Paraná.

Museu Histórico da UEL é um dos expositores de fora de Maringá 


Os museus externos que marcaram presença foram: o Museu Histórico da UEL; o Museu Paranaense de Ciências Forenses; o Museu Campos Gerais; o Museu de Ciências Naturais da UEPG; o Museu de Ciências Naturais da UFPR; o Museu Regional do Iguaçu; o Museu de Ciências Naturais da Unicentro; o Museu Histórico Mário Pereira – Unioeste; o Museu de Arte e Cultura Popular do Norte do Paraná – UENP; e a Tecidoteca da UEM. 

Acervos

Com exposições variadas, cheias de elementos e curiosidades, o Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi) recebeu mais de mil pessoas por dia,  segundo estimativa do coordenador da Mostra, Celso Ivam Conegero. O professor reforçou a importância do trabalho integrado para o evento. “A mostra ter acontecido junto ao PRFC 2024 fez com que o fluxo de pessoas, principalmente aqui no Mudi, fosse muito grande. Para isso, foi necessária uma mobilização de professores, monitores, colaboradores e comunicadores entre todos os museus participantes”. 

Crianças esperam para entrar no Mudi


Bióloga e mestre em ciências farmacêuticas, que faz parte do Mudi desde 2018, Maysa Alvarez, expressou gratidão. “Foi desafiador receber tanta gente, mas ver as crianças visitando, felizes e aprendendo, faz todo o esforço valer a pena”.

A Mostra aconteceu em paralelo ao também primeiro Encontro Paranaense de Museus Universitários. O evento reuniu gestores, pesquisadores, profissionais e estudantes da área para troca de experiências, discussão de desafios comuns e identificação de oportunidades de colaboração. 

A bióloga e residente técnica do Museu de Ciências Naturais da Unicentro, Debora Cristina Pereira, explica que essa foi uma oportunidade de aprender com seus pares. “Ver os outros museus foi muito bom, porque acaba dando ideias para a gente, de como melhorar nosso trabalho. Foi muito legal porque deu para aprender muito, expor nosso material e ainda se divertir bastante no processo.” 

Expositores do Museu de Ciências Naturais da Unicentro 

Sucesso

Para Conegero, é evidente a importância de ambos os eventos para sensibilizar todos sobre a importância dessas instituições no contexto cultural e educacional. “Foi um mecanismo muito importante para colocar os museus universitários à disposição da população, para que possam saber onde estão esses espaços no Paraná, caso queiram visitar os acervos completos, ao viajar, por exemplo. Os eventos trouxeram grande riqueza para todos nós”, ressalta. 

Os espécimes do popular bicho-pau fizeram muito sucesso no Museu de Ciências Naturais da UFPR 


Em síntese, o Encontro e a Mostra compuseram um espaço de diálogo, de aprendizado e de fortalecimento dos espaços museais. Espaços, estes, que desempenham um papel crucial na preservação, pesquisa e divulgação do patrimônio cultural e científico das universidades, além de popularizar o conhecimento científico. 

O evento contou com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), da Secretaria Estadual de Modernização, Transformação e Inovação (Semti), da Secretaria Estadual de Inovação (SEI), da UEM e fomento da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná (FA).

O Grupo de Teatro Científico na Estação Cultura da UEM


Ao longo de toda a terça-feira, (8), o grupo de Teatro Científico, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), parceiro do NAPI PRFC, encenou três de seus espetáculos. As apresentações ocorreram na Estação Cultura UEM, ao lado da tenda principal do evento Paraná Faz Ciência 2024: “Coração em Chagas”; “A que faz”; e “Sete ensaios depois do fim do mundo”.

O grupo é fruto do projeto de extensão multidepartamental, criado em 2022. A equipe é coordenada pela professora doutora Leila Inês Follmann Freire, do Departamento de Química. A proposta é produzir e apresentar espetáculos que abordam a ciência como temática central, o chamado teatro científico.

As peças são produzidas coletivamente, relacionam conhecimentos e saberes multidisciplinares e articulam ciência e arte como estratégia de divulgação científica. A cenografia e figurinos das apresentações também são produzidos em conjunto, além de serem sustentáveis, feitos a partir de materiais que seriam descartados.

A trupe científica é constituída por voluntários e bolsistas, estudantes e docentes da UEPG, pessoas da comunidade externa, artistas profissionais e pessoas que veem no teatro uma forma genuína de comunicação e expressão. Já passaram pelo Teatro Científico mais de 60 pessoas. Atualmente, tem um corpo fixo de 30 integrantes.

A coordenadora do projeto, Leila Freire, comentou com satisfação sobre os diferentes públicos atingidos pelo evento e a importância de unir ciência e arte. “Foi muito bacana, porque a gente teve um público muito ativo. Tinha gente da área da ciência, mas também pessoas da arte e do teatro, que foram para apreciar a cultura. E aí é onde o coração bate mais forte, porque o GTC se propõe a levar a ciência para os espaços de arte, onde circulam produtos artísticos. A gente entende que precisa também fazer divulgação científica nesse espaço”.

Elenco da peça “Coração em Chagas”


A primeira peça, “Coração em Chagas”, apresenta, por meio de um olhar histórico, artístico e científico, o cientista Carlos Chagas e suas descobertas. Na trama, a temática da doença de Chagas é apresentada, também, por meio de pesquisas e cientistas mulheres que a investigam na UEPG. O objetivo da peça é possibilitar a conscientização sobre a doença de Chagas e sobre aspectos sociais e culturais que podem desencadear novas doenças.

Elenco da peça “A que faz”


A segunda peça, “A que faz”, propõe uma imersão na saga de mulheres cientistas a partir do ponto de vista de uma menina, de uma mulher e de uma senhora. A história se passa na cidade fictícia de ‘Não é Aqui’, com uma narrativa não linear que conta a trajetória de mulheres e cientistas ao longo de 50 anos. As mulheres cientistas locais são protagonistas deste espetáculo. Não uma mulher, mas um coletivo de mulheres que, em seu tempo, fizeram e fazem ciência.

Elenco da peça “Sete Ensaios Depois do Fim do Mundo”


Já a terceira peça e também a mais recente do GTC, “Sete Ensaios Depois do Fim do Mundo”, se passa em uma sala de universidade parece ser, inexplicavelmente, o último ambiente que restou depois do fim do mundo. O espetáculo é livremente inspirado nas obras de Airton Krenak e reflete sobre temas como as emergências climáticas.

Leila comenta que uma das partes mais interessantes é perceber a aproximação dos temas com o público: “A peça consegue chegar em públicos diferentes de diferentes formas e a perspectiva do público é muito importante para a gente. As pessoas saíram da peça conversando sobre os temas entre eles, sobre a importância do tema em suas vidas e como a discussão que o Teatro Científico trouxe impactam suas vidas. Eles saem também querendo falar ou fazer algo a respeito.”

Você pode conferir o trabalho do GTC através das redes sociais, no Instagram, o grupo tem o usuário @gtc.uepg.

As obras são o Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná e Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus

 I Encontro Paranaense de Museus Universitários conta com o lançamento de dois livros 


Você sabe qual é o espaço de ciência mais próximo de você? Visitar um museu, um parque e, até mesmo, um zoológico são atividades que permitem, ao mesmo tempo, adquirir mais conhecimento científico e aproveitar uma forma de lazer. 

Durante a cerimônia de abertura do I Encontro Paranaense de Museus Universitários, dois livros cheios de ciência foram lançados: o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná” e o livro “Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”. 

Professora Débora apresenta o grupo Abaecatu 


A programação contou com a presença do grupo Abaecatu, Projeto de Extensão Música, Poesia e Cidadania da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que existe desde 2005, vinculado ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI). A professora e articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Debora de Mello Gonçalves Sant’ Ana, apresentou o projeto, que se apresentou logo em seguida. 

Logo após a apresentação do grupo, foram lançados dois livros. O primeiro foi o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Paraná”, de autoria de Jailson Rodrigo Pacheco, Letícia Silva de Oliveira Mato, Ana Paula Machado Velho, Dhiego Cunha da Silva, Débora de Mello Gonçalves Sant’Ana, Rodrigo Arantes Reis e Renê Wagner Ramos. Esta é uma ação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação –  NAPI Paraná Faz Ciência. 

O professor Rodrigo fala sobre o lançamento do Guia de divulgação científica

A divulgação científica, também chamada de popularização da ciência, se refere ao processo de comunicar e explicar conceitos, descobertas e avanços científicos ao público em geral de uma forma compreensível e atraente. O objetivo principal é tornar o conhecimento científico acessível e relevante para aqueles que não são especialistas na área.

Professora Débora fala sobre o lançamento de ambos os livros


O professor Rodrigo Reis, um dos articuladores do Arranjo, contou que o foco principal da equipe é “criar uma Rede que possa fortalecer as ações de divulgação científica no Paraná, unindo museus e outros locais que popularizam a ciência, que precisam ser conhecidos pela população”.

Apresentado no lançamento por Jailson, o autor reforçou o trabalho conjunto para a publicação e que o objetivo do Guia é mostrar que “tem um espaço de ciência perto de você. O Guia foi feito para que todos possam saber onde encontrar a ciência no Paraná”. Em breve, o livro estará disponível em breve, em formato e-book, no site do Paraná Faz Ciência.

Jailson apresenta o livro em nome de todos os autores 


Já a obra “Património Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”, de Ronaldo Vasques, é fruto da pesquisa do universo dos vestuários/moda presentes em museus, realizada em Portugal e no Brasil.  O livro leva aos bastidores do Museu Imperial- Rio de Janeiro e Museu de Alberto Sampaio- Guimarães/Portugal e compartilha conosco os detalhes de sua investigação sobre a indumentária/moda do século XIX. 

Ronaldo Vasques fala sobre o lançamento de seu livro 


A busca perpassa por trajes da Princesa Isabel, Dom Pedro II, Dom João VI e identifica os tecidos, bordados e rendas mais usuais do período. Ronaldo mostra os bastidores das reservas técnicas dos museus, onde é preparado todo o acervo de roupas que vai para exposição diretamente para o público. 

Por fazer parte da vida cotidiana das pessoas, os vestuários são capazes de revelar características históricas e sociais de um período. Neste contexto, Ronaldo Vasques reúne na obra “questões culturais vinculadas à indumentária, mas também às características dos tecidos que marcam a época estudada, destacando diferenças entre Brasil e Portugal”, comenta. 
As apresentações dos livros fecharam a programação da manhã de terça-feira (8), do Encontro. As atividades terminam sexta-feira (11), com uma oficina. Confira a programação no site.

Com o tema Estratégias e Inovações para a Popularização do Conhecimento, começou, nesta terça-feira (8), o I Encontro Paranaense de Museus Universitários. O evento, que ocorre simultaneamente ao Paraná Faz Ciência 2024, entre os dias 8 a 11 de outubro, é uma iniciativa da Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup), com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e as universidades estaduais do Paraná. A cerimônia de abertura contou também com o lançamento e assinatura do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Conectando Memória e Inovação. 

Assinatura do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Conectando Memória e Inovação. 

Estiveram presentes na cerimônia o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, Aldo Nelson Bona; a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes Pereira; o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o diretor da FA de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa; e o coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos. 

Durante a abertura, a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica, do MCTI, Juana Nunes Pereira, reforçou um dos objetivos do encontro: aproximar a sociedade paranaense da ciência através de espaços como os museus. “A Ciência é para todos e precisamos aproximá-la da sociedade, para que tenhamos cada vez mais conhecimento e investimento neste setor […] A ciência e a tecnologia melhoram a nossa vida”. 

Abertura do I Encontro Paranaense de Museus Universitários

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, comentou sobre o papel das Universidades Estaduais na documentação, arquivo, memória e museus de ciência no Estado. “As universidades estaduais são patrimônio da sociedade paranaense”, disse. 

O Novo NAPI Memória e Inovação lançado durante a primeira manhã do Encontro tem como objetivo implantar na Rede de Museus e Centros de Documentações Universitárias uma plataforma de produção e disponibilização de objetos digitais com uso de Inteligência Artificial (IA). O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa, explicou aos participantes o que são os NAPIs e destacou a importância da contribuição que o novo Arranjo vai oferecer à sociedade paranaense.

As demais autoridades presentes também ressaltaram a importância do Encontro para a promoção dos espaços museológicos vinculados às instituições de ensino superior, especialmente, com o apoio do NAPI Memória e Inovação. 

A programação do Encontro de Museus Universitários continua e você pode conferir no site.  

Na sexta-feira, dia 11, todos estarão reunidos no Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI/UEM) para a Oficina para capacitação em projetos culturais de Museus de Ciência. O MUDI, que fica no Bloco O33, em frente a região das tendas do PRFC 2024, estará aberto para visitação com entrada gratuita.

Durante a abertura do evento foi assinado um acordo de cooperação técnica entre MCTI, Seti e Fundação Araucária para investimentos em popularização da ciência produzida na rede de universidades paranaenses

Mais de 35 mil visitantes devem passar pelo campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que este ano é sede do maior evento científico do Estado nos mais de 6 mil metros quadrados preparados para receber as instituições de ensino superior, estaduais, federais e privadas, entre os dias 7 e 11 de outubro. 

É o Paraná Faz Ciência (PRFC), programa do governo do Estado de divulgar para a sociedade o que é produzido em termos de tecnologia e inovação. O tema desta 4ª edição do evento é “Cultura, Diversidade, Saberes, Inovação e Sustentabilidade” e está ligado à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), que abriu as comemorações do mês da Ciência, sempre em outubro de cada ano, desde 2004.


No palco do Teatro Calil Haddad e ao som de música da Orquestra de Câmara da UEM e poesia, o evento começou com uma grande notícia que irá potencializar as ações de popularização da ciência produzida no Paraná, que se iniciaram em 2021, em plena pandemia. A expectativa é que mais de 10 mil alunos do ensino fundamental e médio participem da extensa programação. As atividades previstas são debates, palestras, workshops, visitas técnicas, oficinas práticas, mostra de profissões, exposições de projetos científicos e apresentações culturais. 

Rede Paraná Faz Ciência

Foi firmado um acordo de cooperação técnica entre o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e Fundação Araucária (FA). O objetivo é reunir esforços para a implementação de uma rede de divulgação e popularização científica, também denominada “Rede Paraná faz Ciência”, como um conjunto de ações integradas de projetos interinstitucionais para fortalecer a cultura científica da população do Paraná.

Em seu discurso, Aldo Nelson Bona, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), exaltou a importância da parceria com o governo federal e a relevância do trabalho que tem sido feito nos últimos anos no Estado.
 


“Valorizar a ciência é investir em políticas públicas para potencializar as pesquisas, garantir infraestrutura e divulgar o que está sendo feito para a sociedade. É desta forma que vamos sempre ampliar os investimentos e assegurar que não haverá retrocessos nessa política”, destacou Bona. 

Para Inácio Arruda, Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, que representou a Ministra Luciana Santos, o Paraná é exemplo para o país por sua rede de universidades estaduais, federais e privadas. 

Geração de emprego e renda

“A experiência do Paraná em termos de organização em rede das instituições de ensino superior é um marco e precisa ser replicado. Quando você tem a presença de um conjunto de universidades, amplia-se a capacidade de produção econômica em todas as áreas”, ressaltou Arruda. O secretário ainda completou: “Pop é a ciência. Tudo o que temos está ligado à ciência e precisamos divulgar esse trabalho extraordinário”.

O acordo de cooperação conta ainda com a participação da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do estado do Paraná. Representando o presidente da Fundação, Ramiro Wahrhaftig, esteve presente o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa. 

“O Paraná Faz Ciência é estratégia para devolver à sociedade os investimentos públicos que direcionamos para a produção e desenvolvimento tecnológico com inovação nas universidades estaduais, que gera emprego e renda e promove o crescimento econômico e social”, explicou Spinosa. 

Na sequência, também aconteceu o lançamento do livro do Programa de Residência Técnica em Gestão Pública organizado pela professora Eliane Rauski que também é coordenadora dessa Restec. Por fim, foram anunciados os finalistas do Prime 2024 que receberam o valor de R$200 mil reais cada para investir no desenvolvimento de suas pesquisas.

Também participaram do evento de abertura Juana Nunes, diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Cristina Araripe da Fiocruz, Alex Canziani, Secretário Estadual de Inovação, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana e Rodrigo Reis, professores e articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência pela Fundação Araucária, reitores e vice-reitores, autoridades e comunidade acadêmica.

Grande festa da ciência

“Será uma honra receber estudantes, professores, a população em geral e toda a comunidade científica nesta semana, que será de troca e produção de conhecimento. Sintam-se à vontade para desfrutar de todas as atividades disponibilizadas no Encontro e divulguem as ações expostas para que mais pessoas possam ter a oportunidade de conhecê-las”, convidou o reitor da Universidade Estadual de Maringá, Leandro Vanalli.

Entre as atrações do Paraná Faz Ciência, é possível conhecer o rol de projetos de divulgação científica como a plataforma multimídia Conexão Ciência – C², o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), Rede de Clubes de Ciência, Agência Escola e outras ações para a popularização da ciência. Todos estarão presentes no PRFC 2024, junto com outras atividades.

Para conferir a programação completa, basta acessar o site do evento.

Será a primeira vez que a rede de museus das universidades paranaenses se reúne num evento científico e mostra ao público a diversidade dos acervos

Quem nunca visitou um museu quando viaja para fora da nossa cidade ou país? É, com certeza, uma das atividades obrigatórias para conhecer um pouco da história de cada local. O que pouca gente se dá conta é que perto de cada cidade há um museu, seja um centro de ciência ou de memória à espera de uma visita.

No Paraná, as sete universidades estaduais possuem espaços museais, que junto com as instituições federais de ensino superior, oferecem à população uma gama de conhecimento e acervos dos mais variados campos da ciência. São dois eventos: I Encontro Paranaense de Museus Universitários e a I Mostra de Museus Universitários do Paraná.

Durante o Paraná Faz Ciência (PRFC) 2024, os museus universitários estarão apresentando parte dos acervos em estandes, ofertando um circuito para os visitantes e curiosos que estiverem de 7 a 11 de outubro no campus-sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O PRFC é o maior evento científico do Paraná, vinculado à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

I Encontro de Museus

Além dos estandes com exposição de acervos no PRFC 2024, acontece ainda o I Encontro Paranaense de Museus Universitários, de 8 a 10 de outubro, que terá como tema “Estratégias e Inovações para a Popularização do Conhecimento nos Museus Universitários”. O evento irá mobilizar gestores, pesquisadores, profissionais e estudantes ligados aos museus universitários do Estado em um espaço de troca de experiências, discussão de desafios comuns e identificação de oportunidades de colaboração.

No dia 11, todos estarão reunidos no Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI/UEM) para a Oficina para capacitação em projetos culturais de Museus de Ciência. O MUDI, que fica no Bloco O33, em frente a região das tendas do PRFC 2024, estará aberto para visitação com entrada gratuita.

Confira a programação e os museus participantes no site do evento

“Nosso encontro de museus universitários, o primeiro a ser realizado dentro do evento Paraná Faz Ciência, faz parte de um convite feito pela organização e que tem por finalidade apresentar a sociedade paranaense e brasileira o trabalho realizado pelos nossos museus, que é excepcional”, afirma o coordenador do encontro, professor Renê Wagner Ramos, da Universidade estadual de Ponta Grossa (UEPG), e assessor da Coordenadoria de Ensino Superior, Pesquisa e Extensão da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti).

Ramos enfatiza que o museu é um lugar privilegiado de divulgação científica e, principalmente, de guarda de um material riquíssimo, onde se desenvolve muita pesquisa. “Há muitas que são desenvolvidas nos acervos dos nossos museus, tanto nos museus de ciências naturais, de história, de arte, de ciência e tecnologia, pesquisas que são fundamentais para o desenvolvimento da ciência brasileira e da ciência aqui no nosso estado Paraná”.

A cada ano, os museus universitários recebem milhares de estudantes e pessoas de fora do sistema educacional, estas em menor número. O desafio é atrair novos públicos e, ao mesmo tempo, mostrar para a sociedade onde o seu dinheiro é colocado e apresentar no que professores e pesquisadores estão trabalhando. “Para nossos colegas que trabalham de maneira magnífica nos nossos mais variados museus, é um momento único e especial. Por isso, desejamos receber muitas visitas”, reforça Ramos.

Espaço dinâmico e criativo

Paralelo ao I Encontro Paranaense de Museus Universitário, o público poderá conhecer um pouco do acervo de cada um desses espaços, por exemplo, de Arqueologia, da Geologia, do Herbário do Departamento de Biologia, as coleções microbiológicas da UEM, que apresenta o inúmeros tipos de fungos, do Museu da Bacia do Paraná, entre outros.

É a I Mostra de Museus Universitários do Paraná que reúne, no total, dez museus, sendo nove de fora da UEM e o MUDI, nos dias 8 a 10 de outubro.

Para o coordenador da I Mostra, professor Celso Ivam Conegero, “será um grande momento para os historiadores, pesquisadores e para os Museus de um modo geral, que ganham o seu devido reconhecimento na pesquisa, na extensão, e por despertar curiosidades”.

“Nós, do MUDI, estamos nos reestruturando durante esse Paraná Faz Ciência. Vamos inaugurar espaços novos aqui e receber alguns acervos e mostrar como os museus podem ser um importante instrumento nas áreas de ensino, pesquisa e extensão”, ressalta Conegero.

O coordenador lembra que, com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e fomento da Fundação Araucária, os projetos de museus e centros de memória foram inseridos nos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, originando o NAPI Memória e Inovação. “Assim, está se criando a rede de museus e promovendo uma maior integração, culminando em eventos que nos estimulam a fortalecer ainda mais esse movimento em prol da ciência”, finaliza Conegero.

A entrada para visitar os estandes dos museus universitários é gratuita, sem necessidade de inscrição, exceto para as escolas que precisam agendar para facilitar a logística de atendimento.

Serviço:

I Encontro Paranaense de Museus Universitário – 8 a 10 de Outubro de 2024

I Mostra de Museus Universitários do Paraná – 8 a 11 de Outubro de 2024

Local – Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Av. Colombo, 5790 – Zona 7, Maringá – PR

Site dos eventos: https://www.paranafazciencia.org/encontrodemuseus/

Entrada gratuita

NAPI PRFC é protagonista em dois eventos da Fundação Araucária

Os articuladores do NAPI, Rodrigo Reis e Débora Sant’ Ana, foram responsáveis por apresentar entregas importantes para a população do Paraná

Uma homenagem a César Lattes e a entrega de sites para os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs). Estes foram os compromissos cumpridos pelo NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC), na última sexta-feira (16), na sede da Fundação Araucária, em Curitiba.

A solenidade em homenagem ao centenário do físico nascido no Paraná, César Lattes, contou com o lançamento de baixo-relevo do cientista, feito pelo artista paranaense João Turin. Agora, a imagem de Lattes vai fazer parte da sala Vinicius Nagem, na sede da Fundação Araucária.

O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, e o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, foram os anfitriões da celebração. Além disso, estavam presentes o secretário estadual de Planejamento, Guto Silva, e os articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, os professores Rodrigo Reis e Débora Sant’Ana. A produção do baixo-relevo é fruto de uma movimentação do NAPI PRFC.

O professor Rodrigo falou que é uma honra poder participar dessa homenagem em nome do NAPI. Guto Silva registrou a “necessidade de registrar os fatos que são marcantes para o Paraná, e César Lattes precisa estar entre estes registros, para que meu filho saiba quem ele foi, no futuro”. 

Nesta mesma perspectiva, o professor Aldo Bona, destacou que é preciso deixar marcada a trajetória da ciência produzida pelo pesquisador nascido no nosso Estado. “Essa é uma maneira de escrever a história do Paraná”, afirmou ele.

Duas das filhas de César Lattes, Maria Teresa e Maria Lúcia, foram as convidadas especiais do lançamento do baixo-relevo. Maria Lúcia contou que o pai era “extremamente irreverente, generoso, curioso e amoroso com a família”. Enquanto Maria Tereza lembrou que César Lattes “instigava muito a curiosidade das quatro filhas”. Maria Cristina e Maria Carolina completam a prole de Lattes. 

A professora Iramaia Jorge Cabral de Paulo, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, teve a oportunidade de ser aluna do físico por uma semana. Ela conta que César Lattes era um professor que fomentava a aprendizagem significativa no aluno. 

A homenagem a Lattes emocionou os presentes, especialmente na hora em que o baixo-relevo foi apresentado. “Momento que vai ficar para a história da ciência do Paraná. Por meio desta homenagem, as novas gerações poderão cultuar a ciência”, concluiu o professor Ramiro Wahrhaftig.

NAPIs

Na sexta-feira, à tarde, entraram no ar o novo ambiente digital dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação. Uma solenidade marcou a entrega das páginas, que foram produzidas pelo NAPI Paraná Faz Ciência.

O objetivo desta iniciativa foi melhorar a comunicação dos Arranjos com a sociedade paranaense e brasileira. Segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da FA, Márcio Spinosa, as ações dos NAPIS são importantes para o desenvolvimento do Estado e precisam ser divulgadas”.

O acesso ao novo espaço é feito pela Plataforma da Fundação Araucária. Há uma página inicial que disponibiliza links para os sites específicos dos NAPIs. Cada página traz um resumo da formação e atuação de um NAPI, os objetivos, os números interessantes, podcast, um vídeo institucional e algumas reportagens sobre o Arranjo.

Umas das articuladoras do NAPI PRFC, Débora Sant’ Ana, disse que “é importante valorizar o conhecimento produzido pelos Arranjos. Essa é uma forma de fortalecer a nossa cultura científica”.

Ao lado da jornalista do NAPI PRFC, Ana Paula Machado Velho, a professora Débora apresentou os 31 Arranjos que fizeram parte da primeira etapa de produção e estão disponíveis no ambiente digital.

O diretor-presidente da Fundação Araucária, Ramiro Warhaftig, declarou que “o investimento em divulgação contribui com o aumento da literacia científica dos paranaenses e incentiva jovens a se tornarem pesquisadores do futuro”

A solenidade foi transmitida on-line e pode ser assistida pelo canal da Fundação, no YouTube.

De 7 a 11 de outubro, articuladores e pesquisadores se reunirão na Universidade Estadual de Maringá (UEM), para a III Semana Geral dos NAPIs, que será realizada como parte da programação do evento Paraná Faz Ciência. Até lá, todos os NAPIs com atividades já implantadas devem ter suas páginas na plataforma iAraucária.