
Painel sobre os NAPIs apresentou ações da iniciativa que levou 26 projetos à Jornada Educatech
Mais de 600 crianças e adolescentes participam atualmente de 30 clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, presentes em 17 municípios da região Centro-Sul do Estado. A iniciativa foi uma das ações apresentadas pelo NAPI Paraná Faz Ciência durante a VI Jornada Educatech, realizada nos dias 2 e 3 de setembro, no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, em Guarapuava.
No primeiro dia, o NAPI Paraná Faz Ciência esteve presente no painel “NAPIs: Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação do Paraná”, representado pela professora Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, uma das articuladoras da Rede de Clubes de Ciências e do Nós Propomos!, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
Além da docente da Unicentro, o painel contou com a participação de representantes do NAPI Erva-Mate, NAPI Agrogenômica do Feijão, NAPI Genoma, Proteômica e Agrogenomica/Microbiota do Solo e NAPI Wood Tech. A atividade foi mediada pela gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Araucária, Fátima Padoan, e buscou apresentar ao público os objetivos dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação do Paraná e seus impactos no avanço científico, tecnológico e cultural do estado.
A Jornada Educatech reuniu alunos, pesquisadores e professores de escolas e universidades, que puderam apresentar projetos voltados à inovação, robótica e sustentabilidade. Entre as categorias de trabalhos estavam pensamento computacional, automação, robótica, novos produtos, Cientistas Kids e Clubes de Ciências. O evento gratuito tem como principal objetivo aproximar os estudantes do conhecimento científico e incentivar o pensamento empreendedor e a cultura da inovação desde a educação básica.
Durante sua participação no painel, a professora Marquiana destacou as ações desenvolvidas pelo Paraná Faz Ciência, com ênfase na Rede de Clubes de Ciências, iniciativa presente em diferentes regiões do estado por meio de parcerias com escolas públicas. Segundo ela, os clubes têm contribuído para a alfabetização e o letramento científico de crianças e adolescentes, além de estimular o desenvolvimento do pensamento científico e crítico.
Na região Centro-Sul do Paraná, os Clubes de Ciências estão presentes em 17 municípios, distribuídos entre quatro núcleos regionais: Guarapuava, Pitanga, Irati e Nova Laranjeiras. Ao todo, são 30 clubes, que envolvem diretamente mais de 600 crianças e adolescentes em pesquisas nas áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Tecnologia e Robótica.
Em pouco mais de dois anos de atuação, os resultados do projeto podem ser observados nos trabalhos desenvolvidos pelos estudantes. Nesta edição da Jornada Educatech, 26 projetos desenvolvidos por integrantes dos Clubes de Ciências do NAPI Paraná Faz Ciência foram aprovados para participação no evento.
Além da presença expressiva no Educatech, os clubistas também se destacaram entre os trabalhos premiados. Na categoria Clubes de Ciências, o primeiro e o segundo lugares foram conquistados por projetos desenvolvidos por clubes que integram o NAPI Paraná Faz Ciência. Outros trabalhos desenvolvidos ao longo do projeto também já foram selecionados para feiras científicas, receberam premiações ou foram realizados em parceria com instituições que contribuem para a aplicação das pesquisas nos territórios. “É nesse contexto que o NAPI Paraná Faz Ciência se constitui em um investimento da Fundação Araucária com forte impacto na transformação científica e social do estado”, conta Marquiana.

Entre os temas investigados pelos clubistas estão questões relacionadas às águas, florestas, microbiologia, relações étnico-raciais, robótica e saneamento básico. Os projetos também abordam desafios presentes nas comunidades onde os estudantes vivem, contribuindo para discussões sobre o desenvolvimento cultural, econômico e ambiental dos territórios. As iniciativas destacam-se ainda ações relacionadas à prevenção, adaptação e mitigação dos impactos da emergência climática.
Para Marquiana, o investimento na alfabetização científica desde os primeiros anos de formação pode gerar impactos que ultrapassam o ambiente escolar. “Essa política pública de incentivo à alfabetização científica terá impactos imediatos e de longo prazo, porque são sementes plantadas em terreno fértil, ou seja, na formação científico-cidadã de crianças e adolescentes desde muito cedo”.
A professora também destaca que a formação proporcionada pelos Clubes de Ciências pode contribuir para que esses estudantes desenvolvam um olhar mais atento para as realidades onde vivem. “Certamente, esses jovens cientistas estarão sempre atentos às demandas sociais, econômicas e culturais de seus territórios e munidos de conhecimento científico e das habilidades de participação ativa e crítica desenvolvidas a partir dos Clubes de Ciências”, afirma.
Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.

Colégio de Guarapuava venceu com projetos sobre abelhas nativas; ao todo, 26 trabalhos da Rede de Clubes vinculada à Unicentro foram aprovados no evento
O Colégio Estadual Cristo Rei, de Guarapuava, conquistou o primeiro e o segundo lugares na estreia da categoria Clubes de Ciências na Jornada Educatech, ocorrida nos dias 2 e 3 de setembro no Centro de Eventos Cidade dos Lagos, dentro da programação do Cilla Tech & Innovation Summit 2026. Ao todo, 26 projetos da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, vinculados à Unicentro, foram aprovados para participar do evento, com trabalhos de escolas de Guarapuava, Prudentópolis, Candói, Palmital e Turvo.
Os dois projetos vencedores são do clube Velozes e Curiosos, do Cristo Rei, orientado pela professora Crissiane Loyse Luiz. Em primeiro lugar, ficou o trabalho “Desenvolvimento de um sistema híbrido de proteção térmica de baixo custo para abelhas-sem-ferrão em meliponário escolar de região com inverno rigoroso”. Em segundo, “Mapeando recursos florais urbanos para abelhas ativas: uma estratégia de ciência cidadã frente à emergência climática”. As duas pesquisas foram desenvolvidas por alunos do 6º e do 7º ano.

A avaliação somou até 200 pontos: 100 atribuídos a distância, antes do evento, e outros 100 distribuídos por critérios aplicados no dia da apresentação. Conforme a organização, várias equipes ultrapassaram os 170 pontos, e ao menos um projeto passou dos 190.
A inclusão dos Clubes de Ciências como categoria própria na VI Jornada Educatech partiu de um pedido da Rede de Clubes à organização do evento. Quem representou a rede na coordenação da Jornada foi o professor Adriano Machado, também coordenador dos clubes na Unicentro.
“Fizemos uma proposta de incluirmos uma categoria nova nessa edição, que são os clubes de ciências. Temos um trabalho bastante significativo em toda a região e no estado, e agora temos um espaço específico para receber esses projetos”, afirmou Machado durante a cerimônia de premiação.

O primeiro lugar respondeu a um problema concreto enfrentado pelo clube: manter vivas as abelhas nativas durante o inverno de Guarapuava. De acordo com a professora Crissiane, em 2025, o grupo perdeu toda a criação de abelhas-sem-ferrão por causa do frio. Neste ano, os alunos desenvolveram um sistema de aquecimento com placas de cimento e resistores instalados sob as colmeias, além de complementar a alimentação das abelhas com bombons proteicos de pólen e um xarope de água, açúcar mascavo e limão.

“Teve dias agora no inverno em que a sensação térmica foi de menos 2 graus. E elas não morreram até agora”, contou a professora.
O sistema faz parte de uma iniciativa maior do clube: recriar, dentro da escola, uma rede de interação ecológica da Mata Atlântica, bioma que a professora descreve como um dos mais ricos em biodiversidade do planeta e também um dos mais degradados pela expansão urbana. Os alunos já plantaram araçás, pitangas, ipês-amarelos, erva-mate e timbaúvas, entre outras espécies nativas, e mantêm dez caixas de abelhas-sem-ferrão — jataí, mandaçaia, mirim e outras variedades.
A aluna Beatriz, de 13 anos, integra o projeto e ajudou a montar a rede dentro da escola. “A gente está criando a rede porque a rede da natureza está sendo muito prejudicada pelas nossas ações”, disse. Para ela, participar do clube tem um efeito direto na própria formação. “A gente aprende mais coisas dentro do clube, coisas que eu não sabia, como as abelhas se reproduzem e a importância delas no meio ambiente.”
O projeto que ficou em segundo lugar nasceu de uma constatação dos próprios alunos: as abelhas nativas, agora inseridas em ambiente urbano, enfrentam escassez de alimento. Para mapear soluções, o grupo saiu a campo no bairro da escola, entrevistou moradores e levantou quais espécies de plantas existiam nos quintais e quais delas seriam benéficas às abelhas — usando os dados para incentivar novos plantios na vizinhança.
Segundo a professora Crissiane, o resultado é tratado como coletivo. “Os alunos ficaram muito felizes pelo reconhecimento, mas o prêmio pertence à escola: é um trabalho em que a direção e os funcionários também estão envolvidos”, afirmou.

O terceiro lugar da categoria coube ao Colégio Cívico-Militar Edite Cordeiro Marques, escola que não integra a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, na Unicentro, mas também disputou a nova categoria da Jornada Educatech.
Os 26 projetos aprovados na Jornada Educatech têm origem em nove colégios de cinco municípios do Centro-Sul do Paraná:
Os temas variam de agrotóxicos e sistema nervoso de abelhas a saneamento em Palmital, passando por cosméticos artesanais, monitoramento climático com Arduino e o registro de saberes da tradição oral Kaingang.
A Rede de Clubes Paraná Faz Ciência atua hoje em 17 municípios do Centro-Sul do Paraná, distribuídos entre os Núcleos Regionais de Guarapuava, Pitanga, Irati e Nova Laranjeiras, com 30 clubes e mais de 600 crianças e adolescentes envolvidos em pesquisas de ciências da natureza, humanas, tecnologia e robótica.
A formação, com duração de um ano, foi realizada em conjunto com a Universidade Virtual do Paraná e as 12 instituições de ensino superior parceiras do NAPI PRFC

Nesse mês de agosto, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC) finaliza curso que capacita os professores coordenadores dos 325 Clubes de Ciências espalhados pelo Paraná para o fomento da cultura científica. A formação, iniciada em setembro de 2025, tem carga horária de 60 horas e foi realizada em conjunto com a Universidade Virtual do Paraná e as 12 instituições de ensino superior parceiras do NAPI PRFC.
Os módulos do material focam em perspectivas sociais e democráticas de ensino, participação em feiras, estratégias de divulgação científica, as relações dos clubes com as universidades e museus, criatividade e arte na ciência e discussões para promover a inclusão de pessoas com deficiência, negras e meninas no fazer científico.
Para a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’Ana, o curso foi importante para a ampliação da qualidade da execução de atividades nos clubes da rede, a partir da reflexão sobre diferentes temáticas.
“Foi uma excelente oportunidade para integração das Universidades com a Educação Básica. Tivemos uma boa adesão por parte dos professores clubistas com ativa participação e uma proposta metodológica inovadora, que gerou engajamento e o desenvolvimento de um produto educacional que poderá ficar para outros momentos”, explica Débora.
Uma das professoras participantes, Vagna Aparecida Munhão, de Barra do Jacaré, no Paraná, relata que o curso ampliou a compreensão sobre os fundamentos da iniciação científica na escola. “O curso teve impacto direto na atuação do nosso Clube de Ciências Agrociência, orientando os primeiros passos da investigação científica desenvolvida pelos estudantes e fortalecendo a cultura científica no ambiente escolar”, relata.
Corresponsável por coordenar o curso, a professora da Universidade de Londrina e articuladora institucional da Rede de Clubes, Mariana Aparecida Bologna, destaca as interações diretas com os professores, que aconteceram em cada um dos módulos do curso, como parte importante da formação. “Com as interações ao vivo e, os professores puderam perguntar, trazer suas considerações, aprendendo e ensinando também os outros colegas. Outra questão são as avaliações, que pudemos dar um feedback para os professores a partir da resposta deles”, diz.

Uma das coordenadoras do curso, a pós-doutoranda e pesquisadora da Universidade Federal do Paraná e do NAPI PRFC, Giselle Corrêa, explica que um dos desafios era pensar em um ensino a distância que fosse engajador para os cursistas, que despertasse a vontade de saber qual seria a novidade da próxima aula. “A ideia era fazer algo mais clean, diferenciado. A gente queria que houvesse interatividade real, sabe? E que essa interatividade depois se refletisse na aula síncrona”, relata.

Responsável pela criação da metodologia, a designer instrucional Manuela Weissbock Eckstein explica que a gamificação é parte do método. O primeiro passo é o “Aqueça a Mente”, que é a problematização, a partir de uma pergunta norteadora. Nesse momento, professores também podem disponibilizar materiais complementares como charges ou áudios.
“Depois, é o momento de mergulhar no conteúdo, a partir de duas a quatro temáticas que o professor iria abordar nessa disciplina. E, aí, ele realmente selecionaria objetos educacionais, mas conversaria com esse aluno como se ele estivesse em sala de aula, sabe? Por fim, o estudante produz ou responde um questionário que o professor indica, para que possa realmente pensar sobre aquilo que estudou durante essa trajetória”, afirma.

A expectativa é que a formação contribua para o fortalecimento, desde a Educação Básica, uma cultura científica mais participativa, inclusiva e conectada com a realidade dos estudantes.
Com oficina ministrada, estudantes aprenderam a identificar animais aquáticos como indicadores da qualidade da água

A curiosidade científica foi o motor da atividade prática realizada pelo Clube de Ciência Hidroexploradores, no Colégio Estadual Otalípio Pereira de Andrade, em Campo Largo. Os alunos mergulharam no universo do biomonitoramento hídrico durante uma oficina especializada com a professora Edinalva Oliveira, doutora e mestre em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Educação (UFPR) e coautora do guia de campo do Monitoramento da Qualidade da Água, material base da oficina e parte do Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã (PICCE).
Os Hidroexploradores participaram da atividade prática “Identificação de animais aquáticos para o monitoramento da qualidade da água”, cujo objetivo foi capacitá-los a utilizar macroinvertebrados como bioindicadores de saúde ambiental. Através da observação desses organismos, é possível determinar se um corpo hídrico está preservado ou sofrendo impactos de poluição. Durante a oficina, os jovens pesquisadores analisaram espécimes conservados e utilizaram lupas para identificar características específicas de insetos e larvas aquáticas.
Essa experiência fortalece as frentes do clube que envolvem a preservação de mananciais na região de Bateias e o desenvolvimento de soluções sustentáveis, como as fossas ecológicas, projeto de destaque do grupo. Os conhecimentos adquiridos ajudarão os Hidroexploradores a refinar as pesquisas em andamento e a ampliar seu portfólio de ações, articulando os ODS 6 (Água Potável e Saneamento) e 14 (Vida na Água). Atualmente, o clube investiga a preservação de recursos hídricos por meio de coletas de campo, análises laboratoriais e a produção de maquetes de fossas ecológicas, que propõem uma alternativa sustentável para o saneamento básico local.
Para o coordenador do clube, o professor Vanilson Lopes de Andrade, a oficina foi essencial para despertar o olhar dos estudantes sobre a biodiversidade local. “Eu acredito que conseguimos atiçar muito essa curiosidade, principalmente morando em uma região tão rica em rios e mananciais, como Bateias. Aqui temos várias nascentes, e isso está presente no dia a dia deles. Então a oficina foi muito positiva e produtiva; se o objetivo era despertar o interesse, vimos que eles ficaram realmente instigados. E a base da ciência é a curiosidade”, comentou.
O guia de campo produzido pelo PICCE e utilizado na oficina é destinado a professores e estudantes da Educação Básica (Ensino Fundamental e Médio). O material orienta atividades pedagógicas em diferentes áreas do conhecimento e, no caso do material sobre monitoramento de águas naturais, auxilia pesquisas sobre o tema da água, podendo ser acessado gratuitamente pelo link abaixo, que leva diretamente ao site do PICCE.
https://picce.ufpr.br/wp-content/uploads/2025/02/Monitoramento_aguas_naturais.pdf
O projeto foi apresentado em feiras e eventos científicos, destacando questões como a injustiça ambiental

Uma das principais etapas de um clube de ciências é a investigação. Desenvolver o pensamento crítico, expor problemas e criar soluções é parte do pacote – coisa que o clube Lumière faz muito bem. A equipe é do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva, em Foz do Iguaçu, e produziu um minidocumentário sobre a comunidade Bubas, a maior ocupação urbana do Paraná.
O material “O Outro Lado do Paraíso” possui 11 minutos de duração e foi feito pelos alunos dentro do Programa de Desenvolvimento da Cultural Audiovisual (PDCA), uma iniciativa do Instituto Cultural Três Fronteiras. O curta-metragem trabalha com injustiça ambiental, mostrando como os moradores da Ocupação Bubas percebem o impacto causado pelas obras viárias na cidade.

Segundo a professora coordenadora, Silvia Luzia Polla, a rotina do clube é bem dinâmica. “Realizamos encontros periódicos no contraturno, onde os alunos discutem ideias, desenvolvem experimentos e avançam na construção de projetos. Também estamos trabalhando na organização e registro das etapas, incluindo a produção de um vídeo para divulgação”, explica.
Aliás, os estudantes participaram de toda a construção do minidocumentário, desde o roteiro até a edição do material. Foi com esse projeto que o Lumière se tornou um dos três clubes articulados pela Universidade Federal da Confederação Latino-Americana (UNILA) a ser selecionado na etapa estadual da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). O evento foi realizado em agosto do ano passado, em Foz do Iguaçu.
O trabalho também foi aprovado para ser apresentado na Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência (FECCI), que ocorreu em novembro de 2025, na capital do estado. Com o título “Justiça ambiental na maior ocupação do Paraná – Bubas – Foz do Iguaçu”, a pesquisa foi incluída na categoria FECCI Jovem e lá os alunos exibiram trechos do minidocumentário pela primeira vez.

Após a Fecci, “O Outro Lado do Paraíso” contou com sessões na escola e pela cidade. Silvia explica que esse ano a expectativa é participar de mais eventos científicos, apresentando o avanço desse e de outros estudos, além de ampliar o alcance do clube. “O vídeo que produzimos faz parte desse objetivo de divulgação e valorização do trabalho dos alunos”, destaca a professora.
Com três categorias de participação, vagas para esse ano duplicaram em relação a 2025

Com o encerramento das inscrições, no último domingo, 28 de junho, os números de submissões para a Feira de Cultura Científica – FECCI 2026 foram divulgados nesta manhã (29). Ao todo, 1.192 trabalhos foram recebidos no sistema, reunindo as categorias de projetos Kids, Junior e Jovem. A próxima etapa agora é a avaliação dos trabalhos recebidos para compor as 700 vagas disponibilizadas para participantes nesta edição de 2026.
A comissão organizadora da FECCI se manifestou agradecendo a participação de todos os alunos e professores que se empenharam para enviar seus projetos. “Estamos muito satisfeitos de ver o interesse desses estudantes em participar da FECCI. Esperávamos mesmo essa grande adesão, para fortalecer a construção de um espaço dedicado à ciência, à cultura científica e ao protagonismo desses alunos”, comentou um dos articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis.
Entre as três categorias de inscrição, os números foram bastante expressivos. Na categoria Kids, que este ano abrange do Ensino Fundamental 1º ao 5º anos, foram 74 trabalhos enviados. Na categoria Júnior, para alunos do Ensino Fundamental II (6º ao 9º anos), 504 submissões foram registradas e, na categoria Jovem, para Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA – Fundamental e Médio) foram submetidos 614 projetos.
Agora, uma nova e importante etapa se inicia para a FECCI, com o momento de avaliação dos trabalhos. Este ano, a equipe de 233 avaliadores terá a tarefa de analisar os projetos recebidos e dar um parecer com base nos critérios e prazos estabelecidos pela organização da Feira.
“Os avaliadores têm um papel essencial para a FECCI. São eles que contribuem para uma análise cuidadosa dos trabalhos, reconhecendo o empenho dos estudantes e ajudando a garantir a qualidade científica da Feira”, destaca Débora Sant’Ana, também articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência.

Ao todo, a participação de estudantes e professores, até o momento, registra mais de 3.800 pessoas envolvidas em descrever suas experiências de investigação na escola, mostrar os resultados obtidos, e, especialmente, demonstra que o incentivo à cultura científica, desde a escola, é muito bem recebido no Paraná.
Os resultados preliminares da avaliação dos trabalhos serão divulgados em 17 de julho. A etapa presencial da FECCI 2026 será nos dias 4 a 6 de novembro, na sede da UTFPR Neoville, em Curitiba.
Além da mostra e das premiações aos vencedores em cada categoria, demais estudantes, professores, pesquisadores e comunidade visitante terão acesso a uma programação voltada à valorização da produção científica e de outros parceiros, que visam ampliar o conhecimento do público sobre o que se faz de ciência no Paraná. Mais informações sobre a FECCI podem ser acessadas no site do evento: www.fecci.net.br .
Confira os clubes de ciências da UEM que estiveram presentes na Expoingá 2026, apresentando seus projetos para o público!

A 52º Expoingá (Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá), evento que também comemora o 79º aniversário da cidade de Maringá, foi realizada no início de maio, no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, da Sociedade Rural de Maringá.
Na programação, além de shows, oficinas e palestras técnicas, esse ano a Feira recebeu mais estandes ligados a projetos de extensão da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com destaque para o Hospital Universitário (HUM), o Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI), e, pela primeira vez, Clubes de Ciências ligados à UEM.
Os clubistas se apresentaram durante os dias da exposição tendo um espaço especial para falar sobre os seus projetos. Entre os clubes participantes estão o Clube Maker CEUP, do Colégio Estadual Unidade Polo; o Jovens Cientistas Kennedy, do Colégio Estadual Presidente Kennedy e o Cienteens, do Instituto Estadual de Educação de Maringá. Acompanhando os alunos estavam presentes os professores orientadores.
O Clube Maker CEUP, do Unidade Polo, apresentou seus dois projetos: “Piezoelétrico” e “Material Didático”, feito em impressora 3D. Os clubistas mostraram ao público um meio de produção de energia sustentável, a partir da pressão de uma placa própria de quartzos ou metais preciosos. Eles estiveram no dia 8, sexta-feira, no período da tarde.
O projeto, que ainda está em desenvolvimento, propõe a construção de um tapete que gera energia a partir do contato com a pressão exercida ao caminhar. A aluna Pâmela relata como tem sido sua experiência expondo o projeto do qual ela faz parte na Expoingá 2026. “A nossa experiência está sendo muito boa até o momento, está bem legal”.

Outro clube que se apresentou foi o Jovens Cientistas Kennedy (JCK), do Colégio Estadual Presidente Kennedy, que apresentou o projeto “Robô Semeador na Horta”. Eles estiveram no dia 14, quinta-feira, no período da tarde. O clube trabalha com a robótica na horta escolar, a partir de robôs que eles mesmos confeccionam e são utilizados para irrigar, semear, testar a temperatura, a umidade do ar e do solo.
O objetivo do clube de ciências é investigar o papel da robótica na horta escolar, o projeto está em andamento desde o ano passado. Eles também estudam em quais ambientes a horta se desenvolve melhor, como explica o professor coordenador do projeto, Evanildo de Oliveira. “Nós testamos onde a horta se desenvolve melhor, no sol 100% ou sombra total. Nós percebemos que no sol e meia sombra também funciona bem, na sombra total não funciona”, relata o docente.
Depois de apresentarem seus trabalhos ao público na Expoingá 2026, os alunos ainda falaram sobre como foi essa experiência. Para Danilo, clubista do clube de ciências Jovens Cientistas Kennedy, a participação em eventos como esse é importante. “Eu achei uma experiência muito boa, isso já dá uma coragem para a gente participar em outras competições. E é uma experiência muito boa a gente estar mostrando nosso projeto para mais pessoas”, completa.

O terceiro clube a se apresentar foi o clube de ciências Cienteens, do Instituto de Educação Estadual de Maringá, no dia 15, sexta-feira, no período da tarde. Eles apresentaram dois projetos: “Jardim das Cores: O Uso de Pigmentos Vegetais em Experiências Interdisciplinares de Arte e Ciência” e “Ciência do Visível: Luz e Cor”. O primeiro projeto abordou a revitalização do horto escolar, onde os clubistas identificaram as plantas em torno do colégio e realizaram o processo de extração dos pigmentos delas. A partir disso, foram realizadas oficinas de artes, para os alunos do Ensino Fundamental I e II, para que eles criassem desenhos com os pigmentos extraídos.
Os clubistas que apresentaram o segundo projeto do Cienteens realizaram uma pesquisa com os alunos da escola sobre a situação do colégio, analisando questões como a poluição visual e a influência das cores no cotidiano da escola. Após a análise das respostas, será ministrada uma oficina com os próprios alunos, mostrando o grafite e o desenho artístico como uma forma de transformar o ambiente e deixá-lo mais agradável visualmente, transpondo os trabalhos artísticos para o mural da escola.
Alunos do Cienteens também falaram sobre a importância de apresentarem seus trabalhos na Expoingá. De acordo com o clubista Heitor Fort, “é muito bom ver o seu trabalho ser reconhecido, poder mostrar o que a gente fez no ano passado, porque foi bastante pesquisa, foi bastante trabalho, que trouxe a gente para cá”, defende.
A aluna Alicia Fletcher contou como foi sua primeira experiência apresentando o projeto do qual ela faz parte em uma feira como a Expoingá. “Está bem animado, porque é a minha primeira feira, então está sendo uma experiência nova para mim, estar aqui apresentando. Eu estou achando bem legal”, conta.

A empolgação dos clubistas reflete a importância de eventos como exposições, onde eles podem apresentar seus projetos. A Expoingá 2026 foi uma ótima oportunidade para que os alunos dos clubes de ciências ligados à UEM pudessem aprimorar suas habilidades de comunicação e apresentar ao público as pesquisas realizadas ao longo do ano pelos clubes.
Alunos puderam conhecer pesquisas e inovações ligadas ao setor rural da região

A 64ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina 2026), realizada entre os dias 10 e 19 de abril, bateu recorde de público. Segundo a assessoria de imprensa do evento, só a Via Rural Smart Farm recebeu em torno de 200 mil pessoas. Entre os visitantes, dois clubes de ciência articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A Fazendinha, como o espaço é conhecido, destaca-se por trazer inovações e pesquisas, além de fortalecer a educação sobre a fauna rural. Por isso, é o principal foco das visitas escolares, conectando o campo com a sociedade. As equipes que estiveram por lá são do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães, de Londrina, e do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy, de Rolândia.
O clube de Londrina é o Litterae Ludus, coordenado pela professora Franciela Zamariam. Para a docente, a visita fortalece a metodologia científica, já que os estudantes passam a ter maior contato com diferentes estudos da região. “Uma atividade exploratória, buscando aprofundar questões de aprendizagem científica”, esclarece.

O Discovery Kennedy’s, clube de Rolândia, já foca bastante em investigar a área ambiental do município e aproveitou para intensificar esse conhecimento. Segundo a professora coordenadora, Eglaia Cheron, os alunos visitaram a ExpoLondrina “com foco na Fazendinha, projetos de APIs [Abelhas Apis mellifera], projeto com borboletas e de sericultura [criação do bicho-da-seda].”

A ExpoLondrina, promovida pela Sociedade Rural do Paraná (SRP), já é consolidada como um dos maiores e mais completos eventos agropecuários da América Latina. O espaço da Via Rural Smart Farm é organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) em parceria com a UEL.
Ações envolveram teatro científico, exposição de fotos e incentivo ao protagonismo feminino na ciência

No último dia 10, o Clube de Ciências Lumina, do Colégio Estadual Bibiana Bitencourt, de Guarapuava, foi anfitrião de atividades da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), recebendo projetos vinculados à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A iniciativa teve como objetivos aproximar a ciência e a tecnologia do ensino básico, incentivar o protagonismo feminino na ciência e tornar o fazer científico mais acessível ao público.
A programação incluiu a exposição “Mulheres Cientistas e suas pesquisas”, a apresentação da peça “A Que Faz”, do Grupo de Teatro Científico da UEPG, além de uma reunião da equipe da Rede de Clubes de Meninas com as estudantes clubistas.
Formado por cinco alunas do Ensino Médio, o Clube Lumina integra o projeto Caminhos na Ciência, que faz parte da Rede de Clubes de Meninas. As atividades do grupo concentram-se na divulgação científica e no estudo das trajetórias e pesquisas de cientistas contemporâneas, especialmente em âmbito local.
De acordo com a professora responsável pelo clube, Vanina Roncaglio, o evento também contribuiu para dar visibilidade ao projeto dentro da própria escola. “Muitos alunos ainda não conheciam o clube”, destaca. Ela ressalta ainda que as ações ampliaram horizontes para as participantes: “as alunas percebem que também podem fazer teatro e divulgar o que pesquisam”.
Durante a reunião com as integrantes do clube, houve troca de experiências e discussão sobre os interesses de pesquisa e planos futuros das estudantes. A professora Bettina Heerdt, do Departamento de Biologia da Unicentro e articuladora do projeto Clube de Meninas, apresentou possibilidades de ampliação das atividades, incluindo visitas técnicas e saídas a campo. Também participaram bolsistas de iniciação científica e voluntárias, responsáveis pelo acompanhamento e registro das ações do grupo.
Nesse contexto de valorização das trajetórias e produções científicas femininas, a exposição apresentou histórias de pesquisadoras, abordando desde seus percursos acadêmicos até aspectos de suas produções. Por meio de fotografias, contos e obras de arte — criados a partir de relatos das cientistas —, a mostra trouxe reflexões sobre desafios enfrentados no meio acadêmico, como situações de opressão e a conciliação entre carreira, vida pessoal e maternidade, evidenciando as múltiplas dimensões de ser mulher na ciência.
A artista de uma das pinturas expostas, AJ Pradel esteve presente no evento também enquanto atriz. Sobre sua obra, Infinitude do seu Não Falar, AJ destacou o intuito de “representar a imensidão que é ser mulher e a força necessária para viver na sociedade atual”.
Além da exposição, o dia contou com a presença do Grupo de Teatro Científico (GTC), projeto de extensão da UEPG, que levou ao público a peça “A Que Faz”. O espetáculo aborda a presença feminina na ciência a partir das perspectivas de uma menina, uma mulher e uma senhora, e foi apresentado nos períodos da manhã e da tarde.
A iniciativa dialoga diretamente com os objetivos do Caminhos na Ciência, presente em sete cidades do Paraná. O projeto busca incentivar meninas a seguirem carreiras nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, sigla em inglês) por meio da criação de clubes de ciências e da valorização de referências femininas contemporâneas, inspirando novas gerações a ingressarem na carreira científica.
Para a professora Leila Freire, coordenadora do Caminhos na Ciência e do GTC, discutir o tema é essencial, especialmente no ambiente escolar. “Falar sobre mulheres na ciência é importante em qualquer espaço, mas ainda mais nas escolas, onde as alunas estão no início de sua formação e de uma possível trajetória científica”, afirma.
Na manhã desta segunda-feira, 22/06, o Arranjo mostrou o Conexão Ciência, PICCE, a Rede de Museus, a Rede de Feiras e a Rede de Clubes de Ciência para os conselheiros

Na manhã desta segunda-feira, 22 de junho, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC) apresentou suas ações ao Conselho Estadual de Educação (CEE) do Paraná. Durante a participação na plenária, os articuladores Rodrigo Reis e Débora Sant’Ana compartilharam iniciativas que vêm fortalecendo a divulgação e a popularização da ciência no estado.

Entre os temas abordados estiveram a plataforma de jornalismo multimídia Conexão Ciência – C², o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola – PICCE, a Rede de Museus, a Rede de Feiras e a Rede de Clubes de Ciência. “O NAPI Paraná Faz Ciência é capilarizado por todo o estado e é reconhecido como a primeira rede estadual de divulgação de ciência do Brasil”, explica Rodrigo Reis.
“Foi uma excelente oportunidade para mostrar a integração entre as universidades e a educação básica, como podem trabalhar juntos em prol da divulgação e educação científica. Foi muito importante ouvir as sugestões e apreciações dos conselheiros de educação”, relata Débora Sant’Ana sobre a participação.
Durante o encontro, Reis também falou sobre a Pesquisa de Percepção Pública de CT&I no Paraná, realizada pelo Arranjo, em 2025. “O principal ponto que aparece como interesse da população paranaense é a educação. Para esse conselho, saber desse interesse é um ponto bastante interessante, que dá força para as políticas de educação que precisamos implementar”, disse.
Além de explicar as atividades já desempenhadas, Sant’Ana anunciou a próxima ação estruturada do PRFC, a Rede Quintas da Ciência. “Estamos desenvolvendo esse projeto em seis regiões do Paraná. Serão espaços de integração de temas da ciência com a vocação econômica regional e a participação de diferentes atores”, relatou.

Os articuladores foram recebidos pela vice-presidente do CEE, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, e pelo presidente da Câmara da Educação Superior do CEE/PR, Aurélio Bona Júnior. Outros conselheiros participantes agradeceram a apresentação, fizeram questões e elogiaram a atuação do NAPI Paraná Faz Ciência no estado. “Queria parabenizar pelo projeto fantástico”, resume a Conselheira Marli Regina Fernandes da Silva. Já o Conselheiro Jacir José Venturi disse que a apresentação foi bastante didática, “nos deram também nessa exposição um conhecimento mais profundo do que é o NAPI”.
Evento em Jandaia do Sul reuniu mais de 2 mil pessoas e premiou projeto voltado ao empoderamento feminino e à diversidade de gênero

No dia 29 de maio de 2026, o Campus Avançado da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Jandaia do Sul, tornou-se o ponto de encontro da produção científica infantojuvenil do Vale do Ivaí. Ao longo de todo o dia, mais de 2 mil pessoas passaram pelo local para acompanhar a sexta edição do Vale da Ciência e a primeira edição do Vem pra UFPR Jandaia do Sul.
A união dos dois eventos promoveu uma grande celebração da educação, aproximando a comunidade regional do ambiente universitário. Estudantes, professores, famílias, gestores educacionais e visitantes de diversos municípios ocuparam os espaços da instituição para conhecer laboratórios, cursos de graduação, iniciativas de extensão e dezenas de projetos científicos desenvolvidos por alunos da Educação Básica, Ensino Médio e Ensino Técnico.
Entre os grandes destaques da feira, a participação de três clubes de ciências ligados à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) evidenciou o impacto e a força da iniciação científica escolar na região. O campus recebeu trabalhos que abordaram temas urgentes como sustentabilidade, inovação, saúde, cultura e inclusão social, demonstrando como a ciência na escola atua como um poderoso instrumento de transformação real.
Com pesquisas de forte impacto social e pedagógico, os clubes de ciências integrados à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e coordenados pela UTFPR na região tiveram participação de destaque no evento.
A cidade de Apucarana foi representada pelo Clube de Ciências Aventureiros do Conhecimento, do Colégio Estadual Cívico-Militar Prefeito Carlos Massaretto, sob a coordenação do professor Leandro Vicente Gonçalves. Já o município anfitrião, Jandaia do Sul, levou ao evento o Clube de Ciências COOPIC: Cooperativa de Iniciação Científica, sediado no Colégio Estadual Rui Barbosa e coordenado pela professora Liliam Keidinez Bachete da Conceição Rabassi.
O grande momento de celebração para a rede de cooperação veio com a conquista do 2º lugar na Categoria Ensino Médio e Técnico, concedido ao Clube de Ciências Conexão e Sustentabilidade, do Colégio Estadual João Paulo I, localizado na cidade de Bom Sucesso. Coordenado pela professora Elaine Correa Soares, o clube conquistou os avaliadores com o projeto “Plataforma Digital para Empoderamento Feminino e Combate à Violência contra a Mulher e Diversidade de Gênero”, uma iniciativa que alia tecnologia à inclusão e à defesa dos direitos humanos.
A delegação de clubes foi acompanhada pelo professor Enio Stanzani, representante da UTFPR e coordenador da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na universidade, para quem eventos desse tipo ajudam a destacar a importância e impacto do incentivo dado à pesquisa científica desde a Educação Básica.
Mais do que uma mostra de trabalhos, o 6º Vale da Ciência proporcionou aos estudantes a oportunidade de ocupar os espaços da universidade e conhecer de perto a rotina da produção científica. Integrado ao evento Vem pra UFPR, o encontro permitiu que os participantes visitassem laboratórios, conversassem com professores e acadêmicos e tivessem contato com diferentes áreas de formação, aproximando a educação básica do ambiente universitário.
A expressiva participação dos clubes apoiados pela UTFPR evidenciou a força das parcerias entre escolas, universidades e instituições de pesquisa. Ao conectar o ecossistema dos clubes de ciências das escolas estaduais às grandes universidades públicas, o evento demonstrou que o investimento em jovens cientistas gera retornos diretos para o desenvolvimento regional e para a construção de uma sociedade mais justa e inovadora. Para muitos deles, a visita também representou uma oportunidade de imaginar a universidade como um caminho possível para o futuro e ampliar suas perspectivas sobre a carreira científica.
Evento realizado em Cascavel marca o início da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Cascavel, sediou, nesta quarta-feira (18), o lançamento oficial da 6ª edição do Paraná Faz Ciência. O evento reuniu representantes de instituições de ensino, pesquisadores, estudantes, gestores e parceiros envolvidos na promoção da ciência, tecnologia e inovação no estado.
Promovido pelo NAPI Paraná Faz Ciência, o lançamento apresentou as principais ações previstas para a edição de 2026, que terá Cascavel como cidade-sede e contará com uma programação voltada à divulgação científica e à aproximação da ciência com a comunidade.
Para a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, professora Débora de Mello Gonçales Sant’Ana, trazer o evento para Cascavel amplia o acesso da população às atividades científicas. “O Paraná Faz Ciência é a maior comemoração da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do país. Trazer o evento para diferentes regiões oportuniza que as pessoas tenham contato com a ciência, a tecnologia e a inovação”, destacou.
A professora também ressaltou a importância da realização do evento no Oeste do Paraná. “Trazer o evento para a UNIOESTE é muito importante e vai valorizar a própria universidade e também a rede de universidades públicas do Paraná”, afirmou.

A programação contará com oficinas, exposições, atividades culturais e ações de divulgação científica. Um dos destaques será a II Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que reunirá estudantes e professores de diferentes municípios para compartilhar projetos desenvolvidos nos clubes de ciências.
A edição de 2026 também terá novidades, como atividades voltadas à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental I, em parceria com a Prefeitura de Cascavel, além de encontros de corais e bandas.
Segundo Débora, o evento é uma oportunidade tanto para quem expõe quanto para quem visita. “É uma oportunidade de conhecer o universo da ciência e da universidade, além de fortalecer o interesse pela pesquisa e pela inovação”, ressaltou.
A expectativa é reunir milhares de participantes e fortalecer ainda mais a cultura científica no Paraná.