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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

O Grupo de Teatro Científico na Estação Cultura da UEM


Ao longo de toda a terça-feira, (8), o grupo de Teatro Científico, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), parceiro do NAPI PRFC, encenou três de seus espetáculos. As apresentações ocorreram na Estação Cultura UEM, ao lado da tenda principal do evento Paraná Faz Ciência 2024: “Coração em Chagas”; “A que faz”; e “Sete ensaios depois do fim do mundo”.

O grupo é fruto do projeto de extensão multidepartamental, criado em 2022. A equipe é coordenada pela professora doutora Leila Inês Follmann Freire, do Departamento de Química. A proposta é produzir e apresentar espetáculos que abordam a ciência como temática central, o chamado teatro científico.

As peças são produzidas coletivamente, relacionam conhecimentos e saberes multidisciplinares e articulam ciência e arte como estratégia de divulgação científica. A cenografia e figurinos das apresentações também são produzidos em conjunto, além de serem sustentáveis, feitos a partir de materiais que seriam descartados.

A trupe científica é constituída por voluntários e bolsistas, estudantes e docentes da UEPG, pessoas da comunidade externa, artistas profissionais e pessoas que veem no teatro uma forma genuína de comunicação e expressão. Já passaram pelo Teatro Científico mais de 60 pessoas. Atualmente, tem um corpo fixo de 30 integrantes.

A coordenadora do projeto, Leila Freire, comentou com satisfação sobre os diferentes públicos atingidos pelo evento e a importância de unir ciência e arte. “Foi muito bacana, porque a gente teve um público muito ativo. Tinha gente da área da ciência, mas também pessoas da arte e do teatro, que foram para apreciar a cultura. E aí é onde o coração bate mais forte, porque o GTC se propõe a levar a ciência para os espaços de arte, onde circulam produtos artísticos. A gente entende que precisa também fazer divulgação científica nesse espaço”.

Elenco da peça “Coração em Chagas”


A primeira peça, “Coração em Chagas”, apresenta, por meio de um olhar histórico, artístico e científico, o cientista Carlos Chagas e suas descobertas. Na trama, a temática da doença de Chagas é apresentada, também, por meio de pesquisas e cientistas mulheres que a investigam na UEPG. O objetivo da peça é possibilitar a conscientização sobre a doença de Chagas e sobre aspectos sociais e culturais que podem desencadear novas doenças.

Elenco da peça “A que faz”


A segunda peça, “A que faz”, propõe uma imersão na saga de mulheres cientistas a partir do ponto de vista de uma menina, de uma mulher e de uma senhora. A história se passa na cidade fictícia de ‘Não é Aqui’, com uma narrativa não linear que conta a trajetória de mulheres e cientistas ao longo de 50 anos. As mulheres cientistas locais são protagonistas deste espetáculo. Não uma mulher, mas um coletivo de mulheres que, em seu tempo, fizeram e fazem ciência.

Elenco da peça “Sete Ensaios Depois do Fim do Mundo”


Já a terceira peça e também a mais recente do GTC, “Sete Ensaios Depois do Fim do Mundo”, se passa em uma sala de universidade parece ser, inexplicavelmente, o último ambiente que restou depois do fim do mundo. O espetáculo é livremente inspirado nas obras de Airton Krenak e reflete sobre temas como as emergências climáticas.

Leila comenta que uma das partes mais interessantes é perceber a aproximação dos temas com o público: “A peça consegue chegar em públicos diferentes de diferentes formas e a perspectiva do público é muito importante para a gente. As pessoas saíram da peça conversando sobre os temas entre eles, sobre a importância do tema em suas vidas e como a discussão que o Teatro Científico trouxe impactam suas vidas. Eles saem também querendo falar ou fazer algo a respeito.”

Você pode conferir o trabalho do GTC através das redes sociais, no Instagram, o grupo tem o usuário @gtc.uepg.

As obras são o Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná e Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus

 I Encontro Paranaense de Museus Universitários conta com o lançamento de dois livros 


Você sabe qual é o espaço de ciência mais próximo de você? Visitar um museu, um parque e, até mesmo, um zoológico são atividades que permitem, ao mesmo tempo, adquirir mais conhecimento científico e aproveitar uma forma de lazer. 

Durante a cerimônia de abertura do I Encontro Paranaense de Museus Universitários, dois livros cheios de ciência foram lançados: o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Estado do Paraná” e o livro “Patrimônio Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”. 

Professora Débora apresenta o grupo Abaecatu 


A programação contou com a presença do grupo Abaecatu, Projeto de Extensão Música, Poesia e Cidadania da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que existe desde 2005, vinculado ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI). A professora e articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Debora de Mello Gonçalves Sant’ Ana, apresentou o projeto, que se apresentou logo em seguida. 

Logo após a apresentação do grupo, foram lançados dois livros. O primeiro foi o “Guia de Espaços de Divulgação Científica do Paraná”, de autoria de Jailson Rodrigo Pacheco, Letícia Silva de Oliveira Mato, Ana Paula Machado Velho, Dhiego Cunha da Silva, Débora de Mello Gonçalves Sant’Ana, Rodrigo Arantes Reis e Renê Wagner Ramos. Esta é uma ação do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação –  NAPI Paraná Faz Ciência. 

O professor Rodrigo fala sobre o lançamento do Guia de divulgação científica

A divulgação científica, também chamada de popularização da ciência, se refere ao processo de comunicar e explicar conceitos, descobertas e avanços científicos ao público em geral de uma forma compreensível e atraente. O objetivo principal é tornar o conhecimento científico acessível e relevante para aqueles que não são especialistas na área.

Professora Débora fala sobre o lançamento de ambos os livros


O professor Rodrigo Reis, um dos articuladores do Arranjo, contou que o foco principal da equipe é “criar uma Rede que possa fortalecer as ações de divulgação científica no Paraná, unindo museus e outros locais que popularizam a ciência, que precisam ser conhecidos pela população”.

Apresentado no lançamento por Jailson, o autor reforçou o trabalho conjunto para a publicação e que o objetivo do Guia é mostrar que “tem um espaço de ciência perto de você. O Guia foi feito para que todos possam saber onde encontrar a ciência no Paraná”. Em breve, o livro estará disponível em breve, em formato e-book, no site do Paraná Faz Ciência.

Jailson apresenta o livro em nome de todos os autores 


Já a obra “Património Têxtil e Vestuário: Um olhar para os acervos de moda nos Museus”, de Ronaldo Vasques, é fruto da pesquisa do universo dos vestuários/moda presentes em museus, realizada em Portugal e no Brasil.  O livro leva aos bastidores do Museu Imperial- Rio de Janeiro e Museu de Alberto Sampaio- Guimarães/Portugal e compartilha conosco os detalhes de sua investigação sobre a indumentária/moda do século XIX. 

Ronaldo Vasques fala sobre o lançamento de seu livro 


A busca perpassa por trajes da Princesa Isabel, Dom Pedro II, Dom João VI e identifica os tecidos, bordados e rendas mais usuais do período. Ronaldo mostra os bastidores das reservas técnicas dos museus, onde é preparado todo o acervo de roupas que vai para exposição diretamente para o público. 

Por fazer parte da vida cotidiana das pessoas, os vestuários são capazes de revelar características históricas e sociais de um período. Neste contexto, Ronaldo Vasques reúne na obra “questões culturais vinculadas à indumentária, mas também às características dos tecidos que marcam a época estudada, destacando diferenças entre Brasil e Portugal”, comenta. 
As apresentações dos livros fecharam a programação da manhã de terça-feira (8), do Encontro. As atividades terminam sexta-feira (11), com uma oficina. Confira a programação no site.

Com o tema Estratégias e Inovações para a Popularização do Conhecimento, começou, nesta terça-feira (8), o I Encontro Paranaense de Museus Universitários. O evento, que ocorre simultaneamente ao Paraná Faz Ciência 2024, entre os dias 8 a 11 de outubro, é uma iniciativa da Rede Estadual de Museus, Centros de Memórias, Documentação e Acervos Universitários das Universidades Estaduais do Paraná (Remup), com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e as universidades estaduais do Paraná. A cerimônia de abertura contou também com o lançamento e assinatura do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação, o NAPI Conectando Memória e Inovação. 

Assinatura do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Conectando Memória e Inovação. 

Estiveram presentes na cerimônia o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, Aldo Nelson Bona; a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes Pereira; o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Leandro Vanalli; o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig; o diretor da FA de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa; e o coordenador da Remup, Renê Wagner Ramos. 

Durante a abertura, a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica, do MCTI, Juana Nunes Pereira, reforçou um dos objetivos do encontro: aproximar a sociedade paranaense da ciência através de espaços como os museus. “A Ciência é para todos e precisamos aproximá-la da sociedade, para que tenhamos cada vez mais conhecimento e investimento neste setor […] A ciência e a tecnologia melhoram a nossa vida”. 

Abertura do I Encontro Paranaense de Museus Universitários

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, comentou sobre o papel das Universidades Estaduais na documentação, arquivo, memória e museus de ciência no Estado. “As universidades estaduais são patrimônio da sociedade paranaense”, disse. 

O Novo NAPI Memória e Inovação lançado durante a primeira manhã do Encontro tem como objetivo implantar na Rede de Museus e Centros de Documentações Universitárias uma plataforma de produção e disponibilização de objetos digitais com uso de Inteligência Artificial (IA). O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa, explicou aos participantes o que são os NAPIs e destacou a importância da contribuição que o novo Arranjo vai oferecer à sociedade paranaense.

As demais autoridades presentes também ressaltaram a importância do Encontro para a promoção dos espaços museológicos vinculados às instituições de ensino superior, especialmente, com o apoio do NAPI Memória e Inovação. 

A programação do Encontro de Museus Universitários continua e você pode conferir no site.  

Na sexta-feira, dia 11, todos estarão reunidos no Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI/UEM) para a Oficina para capacitação em projetos culturais de Museus de Ciência. O MUDI, que fica no Bloco O33, em frente a região das tendas do PRFC 2024, estará aberto para visitação com entrada gratuita.

Durante a abertura do evento foi assinado um acordo de cooperação técnica entre MCTI, Seti e Fundação Araucária para investimentos em popularização da ciência produzida na rede de universidades paranaenses

Mais de 35 mil visitantes devem passar pelo campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que este ano é sede do maior evento científico do Estado nos mais de 6 mil metros quadrados preparados para receber as instituições de ensino superior, estaduais, federais e privadas, entre os dias 7 e 11 de outubro. 

É o Paraná Faz Ciência (PRFC), programa do governo do Estado de divulgar para a sociedade o que é produzido em termos de tecnologia e inovação. O tema desta 4ª edição do evento é “Cultura, Diversidade, Saberes, Inovação e Sustentabilidade” e está ligado à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), que abriu as comemorações do mês da Ciência, sempre em outubro de cada ano, desde 2004.


No palco do Teatro Calil Haddad e ao som de música da Orquestra de Câmara da UEM e poesia, o evento começou com uma grande notícia que irá potencializar as ações de popularização da ciência produzida no Paraná, que se iniciaram em 2021, em plena pandemia. A expectativa é que mais de 10 mil alunos do ensino fundamental e médio participem da extensa programação. As atividades previstas são debates, palestras, workshops, visitas técnicas, oficinas práticas, mostra de profissões, exposições de projetos científicos e apresentações culturais. 

Rede Paraná Faz Ciência

Foi firmado um acordo de cooperação técnica entre o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e Fundação Araucária (FA). O objetivo é reunir esforços para a implementação de uma rede de divulgação e popularização científica, também denominada “Rede Paraná faz Ciência”, como um conjunto de ações integradas de projetos interinstitucionais para fortalecer a cultura científica da população do Paraná.

Em seu discurso, Aldo Nelson Bona, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), exaltou a importância da parceria com o governo federal e a relevância do trabalho que tem sido feito nos últimos anos no Estado.
 


“Valorizar a ciência é investir em políticas públicas para potencializar as pesquisas, garantir infraestrutura e divulgar o que está sendo feito para a sociedade. É desta forma que vamos sempre ampliar os investimentos e assegurar que não haverá retrocessos nessa política”, destacou Bona. 

Para Inácio Arruda, Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, que representou a Ministra Luciana Santos, o Paraná é exemplo para o país por sua rede de universidades estaduais, federais e privadas. 

Geração de emprego e renda

“A experiência do Paraná em termos de organização em rede das instituições de ensino superior é um marco e precisa ser replicado. Quando você tem a presença de um conjunto de universidades, amplia-se a capacidade de produção econômica em todas as áreas”, ressaltou Arruda. O secretário ainda completou: “Pop é a ciência. Tudo o que temos está ligado à ciência e precisamos divulgar esse trabalho extraordinário”.

O acordo de cooperação conta ainda com a participação da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do estado do Paraná. Representando o presidente da Fundação, Ramiro Wahrhaftig, esteve presente o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa. 

“O Paraná Faz Ciência é estratégia para devolver à sociedade os investimentos públicos que direcionamos para a produção e desenvolvimento tecnológico com inovação nas universidades estaduais, que gera emprego e renda e promove o crescimento econômico e social”, explicou Spinosa. 

Na sequência, também aconteceu o lançamento do livro do Programa de Residência Técnica em Gestão Pública organizado pela professora Eliane Rauski que também é coordenadora dessa Restec. Por fim, foram anunciados os finalistas do Prime 2024 que receberam o valor de R$200 mil reais cada para investir no desenvolvimento de suas pesquisas.

Também participaram do evento de abertura Juana Nunes, diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Cristina Araripe da Fiocruz, Alex Canziani, Secretário Estadual de Inovação, Débora de Mello Gonçales Sant’Ana e Rodrigo Reis, professores e articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência pela Fundação Araucária, reitores e vice-reitores, autoridades e comunidade acadêmica.

Grande festa da ciência

“Será uma honra receber estudantes, professores, a população em geral e toda a comunidade científica nesta semana, que será de troca e produção de conhecimento. Sintam-se à vontade para desfrutar de todas as atividades disponibilizadas no Encontro e divulguem as ações expostas para que mais pessoas possam ter a oportunidade de conhecê-las”, convidou o reitor da Universidade Estadual de Maringá, Leandro Vanalli.

Entre as atrações do Paraná Faz Ciência, é possível conhecer o rol de projetos de divulgação científica como a plataforma multimídia Conexão Ciência – C², o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), Rede de Clubes de Ciência, Agência Escola e outras ações para a popularização da ciência. Todos estarão presentes no PRFC 2024, junto com outras atividades.

Para conferir a programação completa, basta acessar o site do evento.

O NAPI Paraná Faz Ciência estará na tenda principal do Paraná Faz Ciência 2024, maior evento científico do Estado, que ocorre na Universidade Estadual de Maringá (UEM), entre 7 e 11 de outubro. O NAPI vai ocupar o estande 26. A equipe planeja ter um contato mais estreito com a comunidade maringaense e da região, por meio da divulgação dos projetos que desenvolve em parceria com diferentes instituições públicas do Estado.

NAPI é a sigla para Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, um conjunto de iniciativas que busca promover o avanço da ciência no Paraná. Os Arranjos são agrupados por temas. Um exemplo é o NAI Paraná Faz Ciência (PRFC), que tem como objetivo divulgar e popularizar o conhecimento científico.

O Arranjo atua para criar ambientes onde os paranaenses possam se envolver com a ciência e a tecnologia, aproximando esses temas do cotidiano. A ideia é proporcionar às crianças, adolescentes e adultos uma nova perspectiva sobre o mundo ao seu redor.

Além disso, o NAPI PRFC busca fomentar a extensão, a ciência cidadã e a divulgação do conhecimento científico, ampliando o interesse dos jovens por carreiras científicas e promovendo a inclusão e a diversidade.

Desta forma, participa de inúmeros eventos de divulgação da ciência, um desafio que mobiliza toda a equipe e reúne representantes de centros de ciência, museus, universidades públicas e muito mais.

Em Maringá

O Paraná Faz Ciência é organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná (FA), Secretaria Estadual de Modernização, Transformação e Inovação (Semti), Secretaria Estadual de Inovação (SEI) e a UEM.

Em 2024, o NAPI PRFC vai ter um estande próprio no evento, onde vai reunir representantes de diferentes projetos do Arranjo. Um deles é o Conexão Ciência – C².

O C² é um projeto de extensão, da Universidade Estadual de Maringá, realizado por meio do Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e financiamento da Fundação Araucária, agência paranaense de fomento à pesquisa.

“Somos voltados à elaboração de uma tecnologia social de comunicação científica comprometida com a democratização do conhecimento, em especial, aquele desenvolvido por pesquisadores e acadêmicos do Paraná. Ainda temos como como objetivo habilitar novos profissionais na área da disseminação da ciência”, explica a coordenadora-geral do C² e articuladora do NAPI PRFC, a professora da UEM, Débora Sant’ Ana. 

Durante o Paraná Faz Ciência, em Maringá, será possível conhecer a produção da equipe de jornalistas, comunicólogos e artistas do Conexão Ciência – C², que publicam reportagens semanalmente na plataforma multimídia; isto é, o portal reúne vídeos, podcasts e um texto que adapta a linguagem da ciência para o público em geral.

O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) também vai estar no estande do NAPI. Essa iniciativa busca estimular o ensino “mão na massa”, por meio de uma rede auto-organizada com gestão participativa.

As ações do PICCE são pautadas pelos pressupostos da Ciência Cidadã, articulando universidades federais e estaduais, Instituto Federal e a rede de escolas da Secretaria Estadual de Educação.

No PRFC, o grupo vai apresentar um dos 16 protocolos desenvolvidos para nortear práticas necessárias para a investigação científica. Em Maringá, vai ser apresentado o Protocolo de Macroinvertebrados.

Redes

Duas Redes ligadas ao NAPI estarão presentes. A Rede de Museus Paraná Faz Ciência vai exibir parte do acervo dos nove espaços museais que a compõem, na I Mostra de Museus Universitários do Paraná e participar das discussões do I Encontro Paranaense de Museus Universitários.

A outra participação de destaque será a da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Esse projeto está implementando 200 Clubes Paraná Faz Ciência, em todo o Estado, em 2024. 

“Esses ambientes começam a se constituir como novos espaços de trabalho colaborativo, amplificando a cultura científica dos estudantes das escolas da Rede Estadual de Ensino do Paraná e habilitando esses jovens para desenvolver a ampla cidadania”, explica o articulador do NAPI PRFC, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

O estande ainda vai contar com a presença de integrantes da Agência Escola, da UFPR. Bolsistas da AE vão divulgar os objetivos e a produção da equipe que se dedica à prática da divulgação científica a partir dos meios de comunicação em diferentes formatos e linguagens.

“Não nos preocupamos apenas com o processo de produção de conteúdos, mas de incentivo a uma percepção crítica da teoria e da prática de comunicar ciência. O objetivo é aproximar a sociedade do universo científico, revelando as conexões do cotidiano e de nossas vidas com a ciência”, destaca a coordenadora da Agência, a professora da UFPR Regiane Ribeiro.

Outros projetos

Outras iniciativas que fazem parte do NAPI PRFC também estarão no evento da UEM, mas não vão ocupar o espaço do estande. Um deles é o Zikabus. O ônibus ‘carrega’ uma exposição itinerante com material interativo sobre o mosquito Aedes aegypti e as doenças transmitidas por ele. O veículo faz parte do programa de extensão Laboratório Móvel de Educação Científica (LabMóvel) da UFPR, que atua na divulgação e popularização da ciência desde 2008.

O grupo de Teatro Científico, parceiro do NAPI PRFC, vai encenar três espetáculos, no dia 8, terça-feira: “Coração em Chagas”, às 10h30; “A que faz”, 14 horas; e “Sete ensaios depois do fim do mundo”, às 20 horas. As peças do grupo são produzidas coletivamente e articulam ciência e arte, na divulgação científica”, destaca a coordenadora do projeto, a professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UPG), Leila Freira. As apresentações vão ocorrer na Estação Cultura UEM, ao lado da tenda principal do evento.

Além disso, a pesquisadora e pós-doc da UFPR, Edinalva Oliveira, vai oferecer a “Oficina de Trabalho World Café na Ciência Cidadã para a Qualidade das Águas Continentais”. A atividade ocorre na quarta-feira, dia 9, das 8h30 às 11h30. O local é o Bloco C-34, do Departamento de Economia da UEM, sala 102.  

SNCT 

É importante lembrar que o Paraná Faz Ciência é um dos braços da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), o maior evento de popularização da ciência do país,  que ocorre de 14 a 20 de outubro. O movimento é organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). No Paraná, a festa começa um pouco mais cedo como vimos acima. E tem participação ativa do NAPI Paraná Faz Ciência.

A SNCT é um espaço de reflexão e diálogo, que reúne a comunidade científica: professores, pesquisadores, estudantes e o público em geral. A ideia é despertar o interesse sobre esse tema desde a infância. 

Em 2024, o tema da 21ª SNCT é: “Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias sociais”.  A proposta é refletir sobre a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga, o Pantanal e o Pampa, que abrigam uma vasta diversidade de flora, fauna e culturas tradicionais. 

Confira toda a programação do NAPI PRFC no Paraná Faz Ciência e na SNCT, lendo a reportagem do Conexão Ciência – C². A plataforma de divulgação científica está produzindo uma programação especial, também, sobre Biomas,, assim como o Mudi, o museu interdisciplinar da UEM. 

Serviço:

NAPI PRFC

Onde: Tenda Central do Paraná Faz Ciência 2024

Estande: 25

Quando: de 8 a 11 de outubroHorário: das 9 às 17 horas

Será a primeira vez que a rede de museus das universidades paranaenses se reúne num evento científico e mostra ao público a diversidade dos acervos

Quem nunca visitou um museu quando viaja para fora da nossa cidade ou país? É, com certeza, uma das atividades obrigatórias para conhecer um pouco da história de cada local. O que pouca gente se dá conta é que perto de cada cidade há um museu, seja um centro de ciência ou de memória à espera de uma visita.

No Paraná, as sete universidades estaduais possuem espaços museais, que junto com as instituições federais de ensino superior, oferecem à população uma gama de conhecimento e acervos dos mais variados campos da ciência. São dois eventos: I Encontro Paranaense de Museus Universitários e a I Mostra de Museus Universitários do Paraná.

Durante o Paraná Faz Ciência (PRFC) 2024, os museus universitários estarão apresentando parte dos acervos em estandes, ofertando um circuito para os visitantes e curiosos que estiverem de 7 a 11 de outubro no campus-sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O PRFC é o maior evento científico do Paraná, vinculado à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

I Encontro de Museus

Além dos estandes com exposição de acervos no PRFC 2024, acontece ainda o I Encontro Paranaense de Museus Universitários, de 8 a 10 de outubro, que terá como tema “Estratégias e Inovações para a Popularização do Conhecimento nos Museus Universitários”. O evento irá mobilizar gestores, pesquisadores, profissionais e estudantes ligados aos museus universitários do Estado em um espaço de troca de experiências, discussão de desafios comuns e identificação de oportunidades de colaboração.

No dia 11, todos estarão reunidos no Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI/UEM) para a Oficina para capacitação em projetos culturais de Museus de Ciência. O MUDI, que fica no Bloco O33, em frente a região das tendas do PRFC 2024, estará aberto para visitação com entrada gratuita.

Confira a programação e os museus participantes no site do evento

“Nosso encontro de museus universitários, o primeiro a ser realizado dentro do evento Paraná Faz Ciência, faz parte de um convite feito pela organização e que tem por finalidade apresentar a sociedade paranaense e brasileira o trabalho realizado pelos nossos museus, que é excepcional”, afirma o coordenador do encontro, professor Renê Wagner Ramos, da Universidade estadual de Ponta Grossa (UEPG), e assessor da Coordenadoria de Ensino Superior, Pesquisa e Extensão da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti).

Ramos enfatiza que o museu é um lugar privilegiado de divulgação científica e, principalmente, de guarda de um material riquíssimo, onde se desenvolve muita pesquisa. “Há muitas que são desenvolvidas nos acervos dos nossos museus, tanto nos museus de ciências naturais, de história, de arte, de ciência e tecnologia, pesquisas que são fundamentais para o desenvolvimento da ciência brasileira e da ciência aqui no nosso estado Paraná”.

A cada ano, os museus universitários recebem milhares de estudantes e pessoas de fora do sistema educacional, estas em menor número. O desafio é atrair novos públicos e, ao mesmo tempo, mostrar para a sociedade onde o seu dinheiro é colocado e apresentar no que professores e pesquisadores estão trabalhando. “Para nossos colegas que trabalham de maneira magnífica nos nossos mais variados museus, é um momento único e especial. Por isso, desejamos receber muitas visitas”, reforça Ramos.

Espaço dinâmico e criativo

Paralelo ao I Encontro Paranaense de Museus Universitário, o público poderá conhecer um pouco do acervo de cada um desses espaços, por exemplo, de Arqueologia, da Geologia, do Herbário do Departamento de Biologia, as coleções microbiológicas da UEM, que apresenta o inúmeros tipos de fungos, do Museu da Bacia do Paraná, entre outros.

É a I Mostra de Museus Universitários do Paraná que reúne, no total, dez museus, sendo nove de fora da UEM e o MUDI, nos dias 8 a 10 de outubro.

Para o coordenador da I Mostra, professor Celso Ivam Conegero, “será um grande momento para os historiadores, pesquisadores e para os Museus de um modo geral, que ganham o seu devido reconhecimento na pesquisa, na extensão, e por despertar curiosidades”.

“Nós, do MUDI, estamos nos reestruturando durante esse Paraná Faz Ciência. Vamos inaugurar espaços novos aqui e receber alguns acervos e mostrar como os museus podem ser um importante instrumento nas áreas de ensino, pesquisa e extensão”, ressalta Conegero.

O coordenador lembra que, com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e fomento da Fundação Araucária, os projetos de museus e centros de memória foram inseridos nos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, originando o NAPI Memória e Inovação. “Assim, está se criando a rede de museus e promovendo uma maior integração, culminando em eventos que nos estimulam a fortalecer ainda mais esse movimento em prol da ciência”, finaliza Conegero.

A entrada para visitar os estandes dos museus universitários é gratuita, sem necessidade de inscrição, exceto para as escolas que precisam agendar para facilitar a logística de atendimento.

Serviço:

I Encontro Paranaense de Museus Universitário – 8 a 10 de Outubro de 2024

I Mostra de Museus Universitários do Paraná – 8 a 11 de Outubro de 2024

Local – Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Av. Colombo, 5790 – Zona 7, Maringá – PR

Site dos eventos: https://www.paranafazciencia.org/encontrodemuseus/

Entrada gratuita

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, e uma das articuladoras do
Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, Debora de Mello
Gonçales Sant’Ana, são representantes paranaenses no Comitê do Programa Pop
Ciência, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), órgão que acaba de
ser criado e tem como um dos principais focos a gestão da divulgação científica
nacional.
Segundo o decreto Nº 11.754, de 25 de outubro de 2023, o Pop Ciência, tem o objetivo
de desenvolver a cultura científica e estimular a prática da ciência, tecnologia e
inovação para promover a inclusão social e reduzir as desigualdades sociais. O
Comitê de Popularização da Ciência e Tecnologia – Comitê Pop, vinculado à Secretaria
de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, vai funcionar como
órgão consultivo do MCTI para auxiliar nas ações do Pop Ciência.
Segundo o decreto de criação, o Comitê vai contribuir com a elaboração e a revisão de
políticas públicas relacionadas à popularização da ciência e tecnologia, sugerindo
ações e projetos que garantam maior abrangência e eficácia das iniciativas, além de
auxiliar no acompanhamento e execução dessas ações, propondo melhorias e
ajustando estratégias conforme necessário.
O Comitê também é responsável por coletar informações e elaborar estudos técnicos
que subsidiem ações e estratégias para estimular e fomentar as políticas públicas de
popularização da ciência e tecnologia.

Ramiro Wahrhaftig

O Comitê PoP Ciência será composto por integrantes titulares e suplentes, com direito
a voz e voto. A presidente será a titular do MCTI, a ministra Luciana Barbosa de
Oliveira Santos. Outros integrantes do Ministério fazem parte do grupo: o secretário de
Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social, Inácio Francisco de Assis Nunes
Arruda; e diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica,
Juana Nunes Pereira.
Os outros 26 membros e seus suplentes são representantes de feiras de ciência, do
movimento estudantil, dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos ministérios da
Educação, da Igualdade Racial, dos Povos Indígenas e da Saúde, de instituições
ligadas à ciência, aos museus, à imprensa, entre tantas outras organizações.
O presidente da FA, Ramiro Wahrhaftig, é membro representante das Fundações de
Amparo à Pesquisa do país, e a professora Debora Sant’ Ana é um dos três membros
escolhidos entre os candidatos que concorreram à categoria de notório conhecimento
e de reconhecida atuação na área de popularização da ciência.

Débora Sant´Ana

Para a professora, estamos passando por momentos únicos no que diz respeito ao
apoio à divulgação científica no Brasil, por meio de Programas como o POP Ciência, e no Paraná. “O nosso estado está investido pesado nesta área, por meio do
financiamento de projetos de comunicação, que dão visibilidade à produção científica
das nossas universidades, mas também atingem de forma significativa à comunidade,
por meio da criação de Clubes de Ciências, por exemplo, entre outras iniciativas que
levam os pesquisadores até escolas e bairros de inúmeras cidades do Paraná”,
comemora. A professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), espera que a
atuação no Comitê permita que ela “contribua ao máximo ara o fortalecimento da
cultura científica do nosso país”.

Evento acontece dia 30 setembro e possui enfoque em inovação

A 14ª edição da Feira de Ciência e Tecnologia de Palotina (FECITEC) acontece no dia 30 setembro, na Universidade Federal do Paraná (UFPR) Setor Palotina. O evento tem enfoque em inovação e é realizado anualmente, desde 2011, por professores da UFPR.

A FECITEC busca incentivar a produção científica nas escolas, por meio da apresentação de projetos e experimentos. Os conteúdos da Feira incluem inovação, biologia, física, matemática, empreendedorismo, alimentos e segurança alimentar, sustentabilidade, ciências humanas e química.

A coordenadora da 14ª FECITEC, Roberta Paulert, conta que “a Feira incentiva a pesquisa e a realização de projetos nas escolas e colégios de Palotina. Esta ação é importante para que os alunos se tornem mais participativos, questionadores, passando a se informar mais sobre a influência da ciência e tecnologia no dia a dia. Assim, o evento é uma importante ferramenta de integração da escola com a comunidade e, também, com a Universidade. Com as ações de divulgação, outras cidades também se interessaram em participar da Feira com a apresentação de projetos. Por exemplo, esse ano, recebemos trabalhos de oito estados do país”, comemora a professora, que é uma das integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência.

O evento é um projeto de extensão proposto pela UFPR Setor Palotina, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os principais parceiros são: a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Palotina; a C.Vale – Cooperativa Agroindustrial; o Jornal Folha de Palotina; o Jornal Folha da Terra; a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPR (PROEC); a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE); e a Associação Comercial de Palotina (ACIPA). 
Confira mais informações no site da Feira

A I Escola Paranaense de RMN reuniu cientistas, profissionais e alunos de ensino superior e médio 

Com uma série de atividades que forneceram aos participantes uma imersão profunda nas técnicas de Ressonância Magnética Nuclear (RMN), a I Primeira Escola Paranaense de RMN, ocorreu no Centro Integrar e Hall Tecnológico do Campus Uvaranas, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), entre os dias 3 e 6 de setembro.

Alunos do ensino médio, estudantes do Colégio Estadual Professor João Ricardo Von Borell du Vernay, estiveram presentes no evento para conhecer as ferramentas de Ressonância Magnética Nuclear.

No primeiro dia, os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenadores do NAPI RMN, Andersson Barison e Kahlil Salome, conduziram o mini curso focado no preparo de amostras para análises de RMN em solução. Durante a sessão, os participantes puderam compreender os métodos e cuidados necessários para a obtenção de amostras adequadas, crucial para a precisão dos resultados.

Enquanto isso, o professor da UEPG, Ruben Estrada, foi responsável pelo minicurso “RMN de sólidos: a última chance de resolver seu problema”. Ele discutiu os desafios que as amostras sólidas apresentam e como a RMN pode ser utilizada para superar esses obstáculos.

Com a presença de autoridades da UEPG e da Fundação Araucária, a abertura oficial da I Escola aconteceu no segundo dia, seguida por uma palestra que explorou a aplicação da RMN na indústria. O professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Antônio Gilberto Ferreira, destacou as inovações no campo, demonstrando como a RMN tem sido aplicada no desenvolvimento de novos produtos e processos. 

Na sequência, Fernando César de Macedo Júnior, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), apresentou uma palestra sobre o monitoramento de interações moleculares, ampliando as perspectivas de como a RMN pode ser aplicada no estudo de biomoléculas.

Ricardo de Oliveira Mascarenhas, químico e agente da Polícia Federal, também entrou em cena com uma palestra sobre a aplicação da RMN na investigação forense. Ele apresentou exemplos de como essa tecnologia tem sido crucial em casos que requerem análise precisa de materiais. 

O dia foi encerrado com uma palestra de Andersson Barison e Kahlil Salome, intitulada “RMN: A ferramenta do futuro no diagnóstico de doenças”, em que foram discutidos os avanços na utilização da RMN no campo médico.

Na quinta-feira, 5 de setembro, os minicursos voltaram a ser destaque. Pela manhã, Alan Diego Santos, da UFSM, conduziu uma sessão sobre a aplicação da RMN na investigação forense, um tema que havia sido introduzido no dia anterior, mas que ganhou maior profundidade.  À tarde, Antônio Gilberto Ferreira (UFSCar) liderou o encontro que discutiu a aquisição e processamento de espectros de RMN. 

A programação foi finalizada na sexta-feira (6), com mais minicursos. Os professores da UFPR, Andersson Barison, Kahlil Salome e Vinicius Melara lideraram uma sessão sobre RMN quantitativa, teoria e prática no ERETIC2. O evento foi finalizado com a participação do pesquisador do Fine Instrument Technology, Daniel Consalter, que ministrou o minicurso “RMN de baixo campo aplicada a alimentos”. 

O professor Andersson Barison, coordenador do NAPI RMN, destacou que a RMN é uma ferramenta científica de grande relevância, porém ainda subutilizada na ciência brasileira. “Este evento foi apenas o primeiro de muitos que virão para disseminar o potencial dessa ferramenta e ampliarmos seu uso em pesquisas e no setor industrial”, declarou.

O evento será uma oportunidade para refletir sobre divulgação científica com foco em pesquisa e extensão



O NAPI Paraná Faz Ciência e o Laboratório Móvel de Educação Científica (LabMóvel), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), promovem o “Seminário: Pesquisa, Extensão e Divulgação Científica: Reflexões sobre mudanças, continuidades e novas perspectivas”. O evento acontece dia 18 de setembro, das 9h às 12h, no Auditório de Farmacologia, localizado no Departamento de Farmacologia da UFPR – Setor Politécnico. 

O Seminário será ministrado pela professora doutora em Ciências da Comunicação, Maria Ataíde Malcher, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Primeira mulher da região Norte a integrar o Conselho Deliberativo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) como representante da área de Ciências Humanas e Sociais. Ela também atua como docente colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e é Integrante do Comitê Gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT). 

O NAPI PRFC e o LabMóvel avisam que esta será uma oportunidade para refletir sobre a importância da divulgação científica com foco em pesquisa e extensão! 

Haverá certificação. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://forms.gle/yXg6bzwG2CMQAudL9.

O portal de divulgação científica Conexão Ciência – C² propõe novos ícones para representar os objetivos da ONU

Projeto Conexão Ciência – C², vinculado ao NAPI Paraná Paz Ciência, inova mais uma vez, propondo novo design para os ícones do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A equipe de arte do C² vem publicando essa nova proposta na Plataforma Multimídia do projeto e nos sites dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), financiados pela Fundação Araucária (FA).

Em 2016, a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs um plano de ação em nível global, contando com o apoio dos 193 Estados-membros, com objetivos e metas sustentáveis até 2030. Esse plano de ação engloba 17 objetivos, chamados de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, popularmente conhecidos como ODS.

Os ODS estão ligados a questões das áreas de educação, saúde, erradicação da pobreza, igualdade, sustentabilidade e desenvolvimento das cidades e são focados em proteger o planeta e garantir qualidade de vida para as futuras gerações.

O layout dos ODS da ONU segue um padrão proposto pela Organização, representando cada um dos objetivos.

Pensando em como traduzir os ODS de maneira mais agradável visualmente ao público leitor, o portal de divulgação científica Conexão Ciência – C² desenvolveu novas ilustrações para utilizar nas matérias veiculadas no site.

Hellen Vieira


De acordo com a artista visual e ilustradora Hellen Vieira, responsável pelo desenvolvimento das imagens, foi importante propor algo que gerasse maior identificação com o público e que estivesse alinhado com a visão do C².

“Partindo do pressuposto de trabalho autoral e exclusividade, nós sentimos que era fundamental ter uma reformulação nossa, mostrando esse grande ponto criativo e minucioso que o Conexão Ciência tem.”

A artista Hellen Vieira ainda reforça a missão do Portal em conectar a ciência com a sociedade de uma forma mais envolvente e impactante, “usando uma comunicação clara e de fácil compreensão, por isso a importância de traduzir isso também nos ODS. O sucesso da iniciativa foi tão grande que os novos ícones estão sendo utilizados, também, nas páginas dos sites dos NAPIs, na Plataforma iAraucária”.



A primeira live de trabalho da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência reuniu quase 300 pessoas, na segunda (2), dando início definitivo ao projeto

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência realizou, nesta segunda-feira (2), a primeira atividade oficial da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Cerca de 280 professores acompanharam uma live pelo Canal do YouTube do NAPI. A conversa permitiu a todos conhecerem detalhes do início dos trabalhos pelas escolas estaduais selecionadas.

A live foi coordenada pela articuladora do NAPI PRFC, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora Sant’ Ana, e pela diretora do Departamento de Programas para a Educação Básica, da Secretaria Estadual de Educação (SEED), Cristiane Jakymiu.

A live inaugural teve início com a apresentação das equipes de gestão do NAPI, da SEED e das Universidades. Foi dito que todos esses atores fazem parte, agora, do NAPI PRFC.

Nas boas-vindas da represente da SEED, Cristiane Jakymiu lembrou que a criação dos Clubes “era um sonho da SEED, do secretário Roni Miranda Vieira, que, agora, se torna realidade nesta parceria com o NAPI e com o financiamento da Fundação [Araucária]. Estamos muito felizes e ansiosos. Agradecemos a todos os parceiros e aos diretores, professores e técnicos da SEED que nos ajudaram a tornar isso tudo realidade”.

Passos

A Rede Clubes Paraná Faz Ciência reúne 200 Clubes. São 88 escolas de tempo integral em que o Clube vai se integrar à matriz curricular, em um total de 2h semanais; e 112 escolas que vão adotar os Clubes em contraturno e, neste caso, a dedicação é de 3h semanais.


Os alunos serão selecionados até dia 13. Cada grupo deve ter, em média, 20 a 30 estudantes, que começam as atividades dos projetos no dia 16 de setembro. Cada Clube de Ciências será constituído a partir de um regimento geral, que deve ser seguido pelo coordenador e pelos professores colaboradores e clubistas.

“Cabe às escolas o desenvolvimento das atividades previstas no plano de trabalho apresentado pela Rede Paraná Faz Ciência e das metas apresentadas nos projetos elaborados para concorrer ao edital. Entre as atribuições das escolas está, ainda, a cessão do espaço físico para realização das atividades. Esses locais devem ser definidos antes do início das atividades”, explicou a professora Débora.

Um grupo de gestão vai dar sustentação às ações da Rede, também, de outras formas. Entre as etapas de implementação dos Clubes há a previsão de diversos módulos de formação pedagógica para os professores e diretores envolvidos, por meio dos ambientes virtuais da Universidade Virtual do Paraná (UVPR).


Professores orientadores que fazem parte das nove Universidades envolvidas na implementação dos Clubes (veja abaixo) também terão um papel muito importante durante os 30 meses de duração do projeto, que conta com um investimento de R$ 23,5 mi.

“A ideia é que os professores da rede estadual contem com o apoio dos docentes das IES. As equipes das Universidade vão ajudar em todas as etapas. Inclusive na gestão dos recursos financeiros, além de desenvolver pesquisas e avaliações com base no reconhecimento da realidade das escolas e regiões”, conclui a professora Débora.

Serviço

Seleção dos alunos clubistas: até 13 de setembro

Início das atividades dos Clubes: 16 de setembro

Informações: clubes@paranafazciencia.org

Site: Clubes Paraná Faz Ciência



Universidades parceiras

Universidade Estadual de Londrina – UEL, Universidade Estadual de Maringá – UEM, Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná – UNICENTRO, Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Universidade do Norte do Paraná – UENP, Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR, Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, Universidade Federal da Integração Latino Americana – UNILA e Instituto Federal do Paraná – IFPR.