PROJETOS

Projetos do Napi

Projetos Parceiros

NOSSAS
PRODUÇÕES

MULTIMÍDIA

EVENTOS

II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Clube de Ciências do Colégio Estadual Teotônio Vilela participa do projeto “Ciência pra quê?”, da Agência Escola da UFPR

Um grupo de estudantes e integrantes da Agência Escola da UFPR posa sorrindo em frente ao prédio do SACOD, no Campus de Comunicação e Artes da Universidade Federal do Paraná. À esquerda, um mural colorido com desenhos de pássaros compõe o cenário.
Clubistas participam de oficina no Campus de Comunicação e Artes da UFPR (Foto/Giovanna Mattioli)

E se aquilo que a gente vive e vê ao nosso redor pudesse se transformar em filme?

É essa a experiência que os adolescentes do Clube STEAM, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, estão vivendo. Com o apoio da Agência Escola da Universidade Federal do Paraná (UFPR), as vivências e pesquisas dos estudantes estão se transformando em uma narrativa audiovisual que conecta o aprendizado ao território.

Localizado no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC), o clube integra a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e atua como um espaço de experimentação científica e expressão cultural. A professora coordenadora, Francine Santos, explica que a escolha, por trabalhar com a temática do descarte de resíduos sólidos, nasceu da observação do entorno. “Quando a gente escreveu o projeto para participar da Rede de Clubes do Paraná, eu pensei na temática relacionada ao bairro que a gente está inserido, que é o CIC, disse a professora.”

Foi a partir dessa relação com o território e das inspirações que surgiram após a turma assistir ao documentário Trecho 6, realizado pela Agência Escola, da UFPR, que surgiu o projeto de produzir um filme. A produção parte das experiências locais para discutir o destino dos resíduos e a importância da reciclagem. Como explica a clubista Carina, de 16 anos, “a gente normaliza a despreocupação com os resíduos sólidos, de jogar lixo em qualquer lugar e não pensa direito sobre os impactos que isso pode trazer para a natureza. Nosso filme vai falar de uma maneira informal sobre o assunto, para que mais pessoas se informem sobre o tema”, acrescenta Francine.

Sobre a linguagem escolhida pelo grupo, Alice, de 16 anos, explica que “é importante abordar esses tópicos com uma linguagem mais acessível, como stop motion [quadro a quadro]formato escolhido pelo grupo para a produção, porque abrange um público maior.”

Clubistas recebem pesquisadoras da UFPR para bate-papo sobre ciência no colégio (Foto/Agência Escola)

“Quando eu pensei no Clube de Ciências, pensei nele como uma oportunidade dos estudantes conhecerem outro universo também”, conta a coordenadora. Esse propósito se concretizou com a parceria com a Agência Escola, a partir do projeto “Ciência pra quê?”, que mais do que ser parceiro para a produção do filme, tem aproximado o colégio do ambiente universitário e incentivado novas formas de aprender e comunicar ciência.

Em setembro, os alunos participaram de uma roda de conversa com pesquisadoras da UFPR sobre os impactos dos resíduos na crise climática. Dias depois, conheceram o Setor de Artes, Comunicação e Design (SACOD) da universidade, onde vivenciaram uma oficina de audiovisual. “Foi uma experiência maravilhosa e eu acho que a cada encontro a gente consegue aprender uma coisa a mais”, conta Carina.

Durante a atividade, os estudantes aprenderam técnicas de captação de imagem e experimentaram a linguagem do stop motion. Para Francine, essa troca também é simbólica. “Eu acho importante eles saberem que a pesquisa acontece aqui na própria cidade, porque a gente imagina que o cientista seja uma coisa do outro mundo e na verdade esses pesquisadores estão aqui.”

Integrantes do clube aprendem técnicas de fotografia e planos cinematográficos em oficina de audiovisual na UFPR (Foto/Marilaine Martins)

Enquanto o filme segue em produção, as expectativas crescem. “É muito divertido participar e ter ideias para fazer as coisas funcionarem, e eu espero que fique bom”, conta Julio, 18 anos. Carina acrescenta que “a expectativa para o nosso filme é muito alta, principalmente porque a gente nunca participou de um projeto assim.” 

Mais do que o produto final, o processo tem mostrado que o conhecimento nasce dos encontros, da troca entre escola e universidade, do diálogo entre ciência e cultura e da criatividade que transforma o território em aprendizado.