Durante visita da equipe pedagógica da UEM ao clube dedicado à robótica, alunos apresentaram cinco projetos que unem robótica à sustentabilidade

Na quarta-feira, 15 de abril, a equipe pedagógica da UEM que acompanha os Clubes de Ciências da região, visitou o Colégio Estadual Olavo Bilac, no município de Itambé, onde funciona o clube maker Codificando o Futuro. Os 22 participantes são todos do Ensino Médio, sob coordenação do professor de física Gilmar Horchulhak.
Com ênfase em robótica, as atividades do clube são majoritariamente ligadas à programação, projeção e construções mecânicas, áreas que incentivam os alunos a colocarem a mão na massa. No dia a dia escolar, os alunos perceberam que poderiam desenvolver melhorias para o ambiente escolar e aprender com elas.
Atualmente, o clube trabalha com cinco projetos de temáticas diferentes, em grupos de até 5 alunos em cada tema, de modo que as temáticas se complementam. Os projetos são ligados por uma linha norteadora: a sustentabilidade.
O programa de Irrigação Inteligente teve início com alunos do antigo 3º ano, que se formaram em 2025, e agora está em andamento com estudantes do ano de 2026. A ideia é automatizar as operações técnicas da horta escolar, começando pela irrigação. Segundo o clubista João Rafael, os participantes do grupo já realizaram as instalações elétricas que precedem a instalação da futura máquina de irrigação. “Essa fiação que está colocada aqui na horta foi instalada por nós mesmos, conectando ao forro e à elétrica da escola. Subimos em escadas, martelamos e tal. Foi super legal”, disse o clubista. A parte da programação é feita no computador, momento em que os alunos codificam e conectam as placas que serão utilizadas para fazer o irrigador ser acionado no horário correto.
O projeto Girassol é composto por três estudantes: João Pedro, responsável pela programação, Rafaela, responsável pelo design gráfico e o Luciano que está responsável pela arquitetura e montagem da máquina. Segundo Luciano, o objetivo do projeto é maximizar a produção de energia das placas solares da escola. “Quando a placa está fixa em um lugar, em determinado momento do dia o sol deixa de alcançá-la, o que diminui a captura de luz e, consequentemente, de energia”, explica o estudante. “Dessa forma, o objetivo do projeto é fazer uma placa móvel, que gire como um girassol, até mesmo no design, porque a ideia é que ele siga a mesma lógica da flor”, completou.
Lixeira Inteligente é um projeto composto por Carlos, Gabriele e Marcos. Os três estão planejando criar uma lixeira automática, ideia que surgiu ao perceber a necessidade de organizar a separação dos lixos da escola. Ano passado, os estudantes começaram o protótipo gráfico do item e neste ano estão colocando em prática as primeiras miniaturas. “Fizemos a montagem de uma miniatura de lixeira feita em papelão para testar a codificação do circuito que estamos há um tempo trabalhando e, graças ao nosso empenho, deu certo. Agora estamos começando a segunda parte do projeto: montando a tampa da lixeira em formato redondo”, contou o clubista Carlos. A ideia é que ela abra automaticamente, por meio do sensor de movimento, e abra somente um compartimento do lixo de cada vez, com o objetivo de separar mesmo os resíduos, como detalhou o aluno.
O aluno Miguel faz parte do grupo de Compostagem do clube. Ele explicou que fizeram as composteiras com baldes e que a finalidade do produto dessa compostagem, o chorume, será adubar a futura horta no espaço escolar. O estudante disse também que o grupo faz dois tipos de compostagem: uma com a composteira produzida por eles e outra diretamente no solo, e esse grupo é responsável por fazer a manutenção semanal delas.
O estudante Marcos Vinícius, entre desenhos manuais e desenhos digitais, explicou que o novo grupo está empenhado em realizar um óculos para pessoas com deficiência visual. Como os outros grupos já possuíam uma quantidade grande de alunos, o professor Gilmar sugeriu que os novos membros pudessem focar em um projeto diferente. “Os óculos terão sensores nas extremidades que apitam quando algo se aproxima, em determinada distância da pessoa,” disse Marcos.

Ao final da visita, a equipe pedagógica da UEM parabenizou os estudantes pelas atividades realizadas, junto do professor coordenador Gilmar Horchulhak, e incentivou a participação do clube na FECCI 2026. Os clubistas reagiram com satisfação ao falarem sobre os trabalhos já realizados e demonstraram bastante interesse em expor seus trabalhos na Feira deste ano.
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Com o apoio da Unicentro, alunos do Colégio Estadual Heitor Rocha Kramer realizam primeira atividade prática do ano e recebem nova orientadora

No dia 18 de março, os alunos do Clube EcoTransformadores, do Colégio Estadual Heitor Rocha Kramer, em Guarapuava, realizaram as primeiras atividades práticas de 2026. Sob coordenação da professora Daniele Kosmo, os clubistas receberam a nova orientadora da Rede de Clubes pela Unicentro, a professora Cecilia Hauresko. Durante o encontro, os estudantes apresentaram os projetos idealizados pelo grupo, que unem educação e meio ambiente, como a Rua Sustentável, os Jardins Suspensos e as hortas escolares.
A professora Cecilia Hauresko, especialista em Hortas Urbanas, iniciou este mês suas atividades como orientadora da Unicentro no clube do Colégio Heitor Rocha Kramer. Pela familiaridade com o tema de pesquisa dos clubistas, ela se sente motivada em orientá-los e criar um diálogo com o grupo. “Acho que nós, como professoras, e da Geografia em especial, temos como foco uma educação para a sustentabilidade. O que eu conheço de práticas que orientem para esse tema são suficientes para que possamos dialogar o tempo todo sobre a importância de uma sociedade e de uma escola saudáveis. Quando falo disso, estou falando de uma educação para a sustentabilidade, sem sombra de dúvidas”, contou Cecilia.

O projeto do clube EcoTransformadores é transformar a rua Herberth Storl em uma Rua Sustentável nos arredores do colégio, localizado no Bairro Colibri. Atualmente, a região enfrenta uma situação crítica, por conta do descarte inadequado de lixo e pelo abandono de animais, que sofrem com a falta de alimento e de água. Diante desse cenário, os clubistas pretendem, em 2026, tirar o planejamento do papel e transformar a teoria construída ao longo do último ano em ação prática, com a colocação de lixeiras de coleta seletiva, limpeza de entulhos, área de convivência com balanço e a plantação de árvores frutíferas.
Segundo o clubista Vinicius Nascimento, de 16 anos, eleito presidente do clube por ser o integrante que está no projeto há mais tempo, ele demonstra disposição para mobilizar a comunidade e colocar as ideias em ação. “Tenho esperança de que tudo vai dar certo e que conseguiremos apresentar o projeto para as pessoas que participarem das feiras. Queremos mostrar como vamos fazer uma rua sustentável tanto para os moradores quanto para a comunidade escolar e o bairro”, explicou Vinicius.
Para ele, o sucesso da iniciativa depende do envolvimento dos moradores do bairro. “Queremos contar o que vamos fazer e qual é o nosso objetivo, pedindo a colaboração deles. Como vamos tentar melhorar a rua e trazer algo mais sustentável, precisamos do apoio da comunidade para manter essas melhorias”, concluiu o presidente do clube.
Além da instalação de jardins suspensos na Rua Sustentável, os clubistas preparam a criação de uma horta para a comunidade. Segundo a professora responsável pelo clube, Daniele Kosmo, o projeto da horta não será executado na mesma via por falta de espaço adequado, mas já possui um local estratégico no Bairro Colibri.
“A horta comunitária não será propriamente na rua porque lá não encontramos o espaço necessário. Analisando as condições do bairro, encontramos um terreno que possivelmente será apropriado para a implementação do projeto. Agora, vamos fazer as avaliações necessárias e as solicitações aos órgãos públicos para poder executar a ideia”, explicou Daniele.

Para a professora orientadora Cecilia Hauresko, o planejamento está ideal e pronto para avançar. Ela destaca que o fato de o projeto estar bem estruturado no papel já é o início da transformação. “Acho que o caminho está posto e o projeto está bem escrito. Hoje vamos conhecer a rua que será a Rua Sustentável e, a partir dela, outras tantas ideias irão surgir. O primeiro passo já foi dado, e foi muito bem-dado pela professora”, afirmou Cecilia.
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Conhecida como uma das maiores feiras comerciais, industriais e de agronegócio do Sul do país, a Expo Umuarama 2026 sediou também atividades de divulgação científica, com um espaço para exposição dos clubes de ciências da região de Umuarama e ligados à Rede Paraná Faz Ciência. Também estiveram no espaço atrações do Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Fazendinha da UEM e ainda estandes dos cursos ofertados pela universidade. A programação de eventos da Expo Umuarama é de 12 a 22 de março.
Agregando às atividades de divulgação científica, este ano a exposição contou com a presença dos clubes integrantes Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, da cidade de Umuarama e da região, sendo eles: Experimentando a Ciência (Escola Estadual do Jardim Canadá), Bento Bee (Colégio Estadual Bento Mossurunga), Denguebot (Colégio Estadual Vereador José Balan), Tenda Cultura Viva (Colégio Estadual Professora Hilda Trautwein Kamal), Green Lab (Colégio Estadual Almirante Tamandaré, Cruzeiro do Oeste), e Paisagismo Sustentável (Escola Estadual Manuel Bandeira, Alto Piquiri).
Os clubes se revezaram e estiveram presentes durante os dias 16 a 19 de março, no Pavilhão da Indústria e Comércio, junto dos demais estandes ligados à Universidade Estadual de Maringá, demonstrando ao público um pouco de seus projetos, de forma prática e também teórica, usando maquetes e brincadeiras.
Na tarde do dia 16, houve a exposição no estande do Clube Bento Bee, do Colégio Estadual Bento Mossurunga, de Umuarama, representado pelos estudantes Lorena, Manuela, Miguel e Luiz. O clube trabalha com abelhas sem ferrão, trazendo para a comunidade a importância desse inseto para a produção de alimentos, polinização de flores e seu papel fundamental na manutenção de um ecossistema saudável.
No estande, os clubistas expõem as colmeias de diversas espécies, como a abelha Lambe-Olhos (Leurotrigona muelleri), a Mandaçaia (Melipona quadrifasciata) e a abelha Iraí (Nannotrigona testaceicornis), proporcionando uma experiência visual muito interessante para os visitantes do evento. A mostra dos clubistas do Bento Bee também oferece experimentação de própolis e mel para os visitantes, ambos produzidos pelas abelhas que eles mesmos criam no projeto do clube.

Na manhã da terça-feira, dia 17, foi a vez da exposição do Clube Green Lab, do Colégio Almirante Tamandaré, da cidade de Cruzeiro do Oeste. Os principais objetivos do clube incluem a sensibilização da comunidade para o descarte correto do óleo de cozinha, assim como orientar maneiras de reaproveitamento para esse produto residual das cozinhas.
“No clube, nós pegamos o óleo que seria descartado incorretamente no lixo ou na pia e fazemos sabão! Já fizemos velas, então é possível fazer várias coisas com óleo, até desengordurante. É uma forma de salvar o meio ambiente. Um litro de óleo descartado, que poderia contaminar 25 mil litros de água, está aqui, usamos para fazer sabão”, apontou o clubista Miguel.
Os clubistas expõem sabões feitos com óleo residual em variadas formas: líquido, em pó e em pedra, possuindo diversos aromas e possibilidades de uso.
Na parte da tarde, o Clube Tenda Cultura Viva, do Colégio Estadual Hilda Trautwein Kamal, de Umuarama, também marcou presença na Expo Umuarama 2026. O clube desenvolve estudos que aprofundam conhecimentos em culturas indígenas e africanas, visando quebrar o estigma contra esses povos que ainda é visto na sociedade. O projeto tem estudado adereços usados por esses povos, pesquisando os materiais, os significados e replicando técnicas típicas, o que resgata e valoriza tais heranças culturais.
“Combater o preconceito enraizado na população brasileira hoje é um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa”, diz a clubista Maísa.

Os clubistas montaram um estande repleto de adornos típicos de diversas culturas indígenas brasileiras e africanas, como colares, adornos e também itens de caça: lanças e arco e flecha. Os visitantes puderam interagir com o projeto experimentando os adornos e também brincando de acertar o alvo com o arco e flecha.
Na quarta-feira dia 18 de março, o Clube Denguebot, do Colégio Estadual Vereador José Balan, de Umuarama, expôs o protótipo de robô autônomo que auxilia no combate ao Aedes Aegypti no ambiente escolar. Sua função é otimizar a liberação do repelente natural feito com citronela.
Os clubistas explicam o funcionamento de dois modelos de robôs: um para exemplificar a efetividade do difusor de repelente e o outro para evidenciar a tecnologia de sensor de aproximação, que é a mesma usada em robôs aspiradores, o que dá a capacidade ao aparelho de mapear o ambiente de forma completamente autônoma.

No estande ao lado, o Clube Paisagismo Sustentável, da Escola Estadual Manuel Bandeira, do município de Alto Piquiri, também apresentou seus projetos. Os clubistas explicaram seus trabalhos com muito orgulho, visto que o Clube foi premiado em 1º lugar na FECCI 2025, na categoria “Tecnologia e Robótica”. Esse projeto tem como objetivo revitalizar espaços degradados e não utilizados do ambiente escolar dos estudantes, partindo do reaproveitamento de itens que seriam descartados, transformando-os em bancos, floreiras, canteiros, tornando o espaço estudantil mais agradável e sustentável.
O que chama atenção, além da revitalização promovida por alunos e professores, é a inovação tecnológica aplicada para solucionar problemas relacionados ao ambiente do entorno. Segundo a estudante clubista Emanuelle, eles desenvolveram um sistema de irrigação inteligente controlado pelo smartphone, bastando um clique para que toda a área verde da escola seja automaticamente irrigada. Este detalhe do projeto que foi demonstrado por meio de maquetes interativas garantiu o título ao clube na FECCI 2025.

No último dia de exposição de clubes, o Experimentando Ciências, Clube da Escola Estadual do Jardim Canadá, de Umuarama, esteve no estande para encerrar a participação dos clubes. Eles mapeiam os alimentos menos consumidos na merenda escolar a fim de encontrar uma solução para conter o desperdício, ao mesmo tempo que querem garantir que os nutrientes presentes nesse alimento sejam devidamente consumidos.
“Após um levantamento de dados inicial, concluímos que o alimento menos consumido foi o chuchu. Então pensamos: como fazer com que os estudantes se alimentem deste fruto sem comê-lo diretamente? Entendemos que o gosto e a textura do chuchu não agradam muitos alunos, então realizamos a primeira receita do projeto: o pão de chuchu”, explicou a clubista Carol. A estudante aponta ainda que há mais dois projetos em desenvolvimento: o iogurte com geleia de pêra e o pão de abóbora.
Além da parte gastronômica, o clube também se empenhou em realizar atividades pedagógicas para crianças com foco em uma alimentação saudável. Os clubistas desenvolveram um jogo de tabuleiro e cartas com a temática de boa alimentação, assim como utilizaram a tecnologia para criar um jogo de computador que demonstra os malefícios dos ultraprocessados e reforça a importância de uma alimentação rica em alimentos frescos e orgânicos.

A participação dos clubes de ciência em feiras como esta significa a conquista de mais espaço para a visibilidade e valorização da educação dos jovens paranaenses, incentivando a permanência escolar e devolvendo para a sociedade conhecimento científico fomentado os colégios. É uma experiência que agrega não somente para a formação do aluno, como também conscientiza a comunidade.