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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

As férias acabaram e os clubistas voltaram com ânimos renovados para dar continuidade aos seus projetos

A foto mostra uma clubista do Raízes D’Água em um espaço de cultivo fechado com uma tela de sombreamento para plantas ao fundo. A clubista está limpando com uma esponja uma estrutura de hidroponia, formada por tubos, ela veste camiseta vermelha e calça escura, e tem cabelos longos e presos.
Clubista do Raízes D’Água na horta hidropônica do clube, a primeira tarefa do ano foi renovar o local dos trabalhos após as férias (Foto/Sueli Maia)

O dia 5 de fevereiro marcou o retorno das aulas em todos os colégios do Estado do Paraná e, com isso, a retomada das atividades dos Clubes de Ciência. No Instituto Federal do Paraná (IFPR) campus Palmas, os encontros foram reiniciados com foco no planejamento das próximas etapas dos projetos e na organização das atividades previstas para o semestre. Conversamos com professores de três desses clubes para entender como está sendo esse início de semestre.

O projeto doClube ODS em Ação envolve a construção de uma miniusina de laboratório voltada à reciclagem de óleo de cozinha usado. O professor clubista e engenheiro Vinícius Bordim explicou que este período tem sido marcado pela reestruturação dos espaços de pesquisa. Segundo ele, o clube está organizando um setor específico de análises no laboratório, com a instalação de equipamentos em uma sala destinada exclusivamente a essa finalidade. O espaço contará com acesso restrito, garantindo maior segurança e controle no uso dos materiais, além de melhores condições para o desenvolvimento das atividades científicas realizadas pelos clubistas.

A foto foi tirada em um ambiente fechado, os alunos e sua professora se posicionam lado a lado para a foto, olham diretamente para a câmera. Todos estão usando uniforme da escola, com exceção da profª que está usando calça e jaqueta jeans. Ao fundo, os banners dos trabalhos apresentados.
A organização do novo espaço laboratorial é um dos primeiros compromissos dos clubistas do ODS em Ação para 2026 (Foto/Vinícius Bordim)

No Clube Somos Fãs de Lavoisier, do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, em Chopinzinho, o semestre começa com a continuidade de projetos já consolidados. Um deles é “O Curso da Vida”, que envolve uma maquete de cerca de cinco metros de comprimento sobre o Rio Iguaçu e seus afluentes. Atualmente, o modelo integra a rota turística oficial do município e está aberto à visitação, promovendo educação científica, valorização ambiental e integração social, com a participação dos estudantes como mediadores no Barracão Pedagógico.

Segundo a professora Lidiane Scariot, o projeto seguirá em expansão, com a ampliação da maquete para abordar as camadas da crosta terrestre. Também terão continuidade o projeto com abelhas e as ações de pesquisa e visitação já em andamento. Além disso, há a previsão de iniciar o projeto Acerte seu Relógio, voltado à construção de um espaço para a comunidade, com foco na divulgação do conhecimento científico sobre plantas medicinais.

No Clube de CiênciasRaízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, em Pato Branco, o início do semestre marca a retomada das atividades práticas e dos cuidados com os espaços de cultivo. O clube desenvolve pesquisas voltadas a formas sustentáveis de produção de alimentos, com destaque para sistemas que dispensam o uso do solo e assim otimizam recursos naturais.

Neste período, as ações estão concentradas na preparação da estufa e dos recipientes de cultivo, etapa essencial para garantir a saúde das plantas e a continuidade das pesquisas. Também está previsto o início do manejo de morangos em sistema de semi-hidroponia, ampliando as investigações do grupo sobre técnicas alternativas de produção agrícola em ambientes controlados.

Em uma parceria com a Universidade, o clube articulado pelo IFPR Palmas participou das oficinas ao longo de 2025

Foto dos clubistas do Meu Mundo Melhor em visita a UFFS e após oficina sobre pomares e hortas. Na imagem, 20 alunos posam para a foto de pé e 5 integrantes do projeto de extensão da Universidade estão abaixados a sua frente, também olhando para a câmera. A maioria demonstra alegria, os estudantes estão todos uniformizados. O ambiente é sombreado por uma grande árvore ao fundo, o solo é coberto por grama e no horizonte um céu azul e mais plantas altas.
Clubistas e instrutores das oficinas no campus da UFFS, em Laranjeiras do Sul (Foto/Arquivo pessoal)

No dia 25 de novembro, o clube chopinzinhense Meu Mundo Melhor, do Colégio Estadual do Campo Santa Inês e articulado pelo Instituto Federal do Paraná – Campus Palmas, realizou a quinta e última visita do ano à Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Laranjeiras do Sul. As visitas fazem parte dos projetos de extensão “Educação Ambiental na UFFS: A Universidade como Ambiente Educador Sustentável” e “Divulgação Científica Novos Caminhos para Um Mundo Mais Sustentável”, que oferecem oficinas interativas de educação ambiental para as escolas da região.

Sobre a sombra de uma tenda, em sua maioria sentados, os clubistas observam os três oficineiros - de costas para a câmera - em momento expositivo da oficina. Ao fundo da foto, um espaço de mata fechada e, mais próximo ao grupo, uma horta, e a placa colorida “mandala mágica”. O ambiente exala curiosidade por parte dos estudantes.
Clubistas e instrutores durante a oficina de Horta Mandala (Foto/Arquivo Pessoal)

Nas duas últimas oficinas, realizadas em novembro do ano passado, o clube participou das atividades interativas “Horta Mandala” e “Áreas Experimentais e Pomar”. Nelas, os estudantes puderam compreender como a combinação de diferentes espécies favorece o desenvolvimento das plantas, conhecer o papel das plantas indicadoras e observar estratégias de controle natural de pragas a partir do uso de vegetais. A atividade ainda apresentou formas de organização do cultivo que facilitam o manejo diário, otimizam a irrigação e permitem a convivência entre diferentes sistemas produtivos.

Três clubistas agachados plantam juntos uma muda de árvore em um espaço de mata, ao fundo, árvores preenchem o ambiente, próximos aos três estudantes, outros parecem estar em um diálogo. Uma pessoa da universidade observa e outra tira foto da ação do plantio. O espaço é verde, com plantas por todos os lados, crescendo livremente.
Durante a Trilha da Nascente, clubistas plantam uma muda em espaço dedicado às araucárias (Foto/Arquivo)

Entre as oficinas, um passeio por trilha guiada em área de nascente e reserva ambiental, uma visita à Central de Resíduos – onde foram abordadas questões referentes à reciclagem e recursos naturais – e a oficina “Biodigestor” – sobre energia limpa. Para o clube, as atividades aproximam os estudantes do ambiente universitário e ampliam sua compreensão sobre processos científicos e práticas sustentáveis que dialogam com os projetos desenvolvidos no clube. 

Três pessoas estão agachadas manipulando materiais orgânicos sobre o chão, entre elas um clubista. Uma delas segura um recipiente transparente enquanto outra coloca materiais dentro dele, e a terceira auxilia no processo. Ao fundo, há um conjunto de caixas verdes empilhadas e outras pessoas em pé, parcialmente visíveis. A cena ocorre em um espaço externo com grama seca e folhas espalhadas.
Estudantes do Meu Mundo Melhor em oficina interativa sobre biodigestor (Foto/Arquivo Pessoal)

Com essa visita, o clube encerrou um ciclo de sete encontros voltados à ampliação do repertório científico dos alunos e ao fortalecimento das práticas que já desenvolvem na escola — como horta, pomar, compostagem e manejo de abelhas sem ferrão. As oficinas contribuíram para que os estudantes percebessem como os conhecimentos explorados no clube se relacionam com pesquisas e metodologias aplicadas na universidade, contribuindo para a construção de um mundo melhor, que atravessa os muros das instituições de ensino.