Estudantes pesquisam compostagem, plantas medicinais e biofertilizantes no Clube de Ciências Mãos à Horta

Entre canteiros, estufas e plantas medicinais, estudantes do Clube de Ciências Mãos à Horta, em Goioerê, estão colocando a ciência em prática enquanto organizam e revitalizam os espaços de cultivo da escola.
O trabalho começou ainda no ano de 2025, com uma etapa de limpeza e reorganização da horta, preparando o ambiente para as atividades do clube ao longo do ano. Entre todos os espaços organizados, estão uma estufa hidropônica, uma estufa de cultivo convencional e uma área dedicada ao cultivo de plantas medicinais, que servem como base para diferentes projetos de investigação científica.
Nesses ambientes, os clubistas desenvolvem pesquisas relacionadas à adubação orgânica por meio da compostagem, ao uso de defensivos naturais no cultivo de plantas e ao estudo dos saberes populares e científicos sobre plantas medicinais. As atividades buscam aproximar o conhecimento científico das práticas tradicionais presentes no cotidiano das comunidades.
Outro tema investigado pelo grupo é a produção de biofertilizante com o uso de um biodigestor, processo que transforma resíduos orgânicos em nutrientes para o solo, contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis.

O clube é coordenado pela professora Luciana Patricia Roldi Pizzoli, que acompanha os estudantes nas atividades de pesquisa e experimentação. A proposta é transformar a horta escolar em um espaço de aprendizagem prática, onde os alunos possam observar, testar ideias e desenvolver soluções relacionadas à sustentabilidade e ao cuidado com o meio ambiente.
Além disso, o clube pretende destinar à cozinha da escola, as hortaliças e plantas cultivadas ali mesmo na horta, contribuindo assim, para uma alimentação saudável dos alunos e professores.
Projeto de trilha ecológica no Parque Municipal de Guaraniaçu segue como eixo central, com novas iniciativas voltadas à preservação ambiental e educação científica

O Clube Águas Claras, do Colégio Estadual Desembargador Antonio Franco Ferreira da Costa, deu início ao ano de 2026 trabalhando intensamente. O clube, liderado pelo professor Flavio Francisco Rossoni Filho anunciou a continuidade e ampliação de suas ações ambientais para 2026.
O principal foco permanece sendo o projeto da trilha ecológica desenvolvido no Parque Municipal de Guaraniaçu, o espaço, que teve sua reestruturação iniciada pelo clube no início de 2025, tem servido como laboratório vivo para pesquisa, educação ambiental e aproximação da comunidade com a natureza.
Dentro do projeto da trilha, os estudantes seguirão com atividades de identificação de plantas medicinais, catalogação de fungos, reconhecimento de animais silvestres e estudos sobre a própria biodiversidade presente no percurso. A proposta é fortalecer o caráter educativo da trilha, tornando-a um espaço ainda mais acessível e informativo para a comunidade local.
Outro projeto que terá continuidade em 2026 é o de estudo e conscientização sobre crimes ambientais. A iniciativa busca discutir práticas ilegais que impactam os ecossistemas, promovendo reflexão, prevenção e formação cidadã entre os participantes e visitantes.
Entre as novidades do clube, está o projeto Araucária Hunters, que pretende identificar, medir e georreferenciar exemplares de araucárias por meio de aplicativo com GPS. O objetivo é mapear árvores da espécie Araucária angustifolia, contribuindo para sua proteção e conservação.
A araucária é símbolo do Sul do Brasil e considerada uma espécie que necessita de preservação constante, devido à redução histórica de sua ocorrência natural. Com o uso da tecnologia, o clube pretende criar um banco de dados que auxilie em estratégias de monitoramento e defesa ambiental.

Outra proposta inédita é o projeto Papel Semente, que prevê a produção de papel reciclado incorporado com sementes, permitindo que, após o uso, o material possa ser plantado, gerando novas mudas. A ação une sustentabilidade, reaproveitamento de materiais e educação ambiental.
Segundo o professor Flavio Francisco Rossoni Filho, a participação nas feiras científicas é uma das prioridades do clube em 2026. “Nossa expectativa é estar presentes praticamente em todos os eventos possíveis ao longo do ano. Queremos apresentar os resultados das nossas pesquisas, trocar experiências com outros estudantes e educadores e ampliar a visibilidade dos projetos que desenvolvemos”, destacou.
Com a continuidade das iniciativas e a inclusão de novas propostas, o Clube Águas Claras reforça seu compromisso com a ciência, a preservação ambiental e a formação de jovens pesquisadores engajados com as questões socioambientais da região.