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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

O evento este ano sediado na Unicentro, em Guarapuava, promete unir clubes de ciências todas as regiões do Paraná

A foto mostra clubistas do Raízes D’Água, que participarão do 5º Paraná Faz Ciência. Eles estão apresentando seu projeto em uma sala de aula, para outros alunos, que permanecem atentos. Ao seu lado, seu protótipo de horta hidropônica. (Foto/Talula)
Alunos do Clube Raízes D’Água, durante apresentação de seu trabalho sobre hidroponia. O Clube terá a oportunidade de apresentar também no 5º Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Arquivo)

A cidade de Guarapuava receberá, entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, evento organizado esse ano pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Considerado o maior encontro científico do Estado, o Paraná Faz Ciência reuniu no ano passado cerca de 38 mil participantes e, nesta edição, contará também com a presença de outras dez universidades públicas estaduais e federais presentes no estado. Um dos pontos altos da programação será a mostra científica da Rede de Clubes, que reunirá, pela primeira vez, representantes de todos os Núcleos Regionais de Educação (NRE) do Paraná. Entre os clubes participantes, oito têm articulação do Instituto Federal do Paraná (IFPR), de Palmas.

Dois clubes da cidade de Pato Branco foram selecionados para o evento, um deles é o clube Raízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque. Eles apresentarão a hidroponia como alternativa sustentável para o cultivo de hortaliças em áreas rurais e com dificuldade de acesso a alimentos frescos. O sistema desenvolvido pelos estudantes possibilita a produção de alface com crescimento acelerado e colheita antecipada, além de testes com rúcula, salsa e cebolinha. O protótipo conta com monitoramento diário do pH e da condutividade, e o uso de casca de ovo como substrato também foi avaliado para ser um solução ambientalmente responsável.

Na foto, um prato de comida bem equilibrado, com arroz, feijão, proteína, e salada. a cor do utensílio é prateada e está sendo segurada por duas mãos.
O clube Raízes D’Água apresentará seu projeto com horta hidropônica. Em recente almoço na escola, usaram a primeira colheita de alfaces para uma deliciosa salada (Foto/Arquivo pessoal)

Também de Pato Branco é o Colégio Estadual São João, com os clubistas do Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em Ação, ou simplesmente ODS em Ação. O trabalho desenvolvido pelos clubistas envolve a construção de uma mini-usina industrial de laboratório para reciclagem do óleo de cozinha usado. Entre os produtos visados para serem produzidos pelo óleo estão cosméticos, sanitizantes e biocombustíveis.

Na foto, alunos estão em um laboratório de ciências, trabalhando em uma bancada. Um dos estudantes toma notas enquanto outros visualizam algo na tela de um notebook.
O clube ODS em ação já realizou várias etapas teóricas de sua pesquisa com a mini-usina, e outras práticas, que envolveram óleo de cozinha usado (Foto/Arquivo pessoal)

De Chopinzinho, três clubes irão a Guarapuava, um deles é o Meu Mundo Melhor, do Colégio Estadual Arcelina de Almeida. Seu projeto descreve as inúmeras ações em torno do cultivo de plantas e criação de abelhas sem ferrão, o que inclui ainda atividades em pomar e horta, mas também a organização da 1ª Festa das Sementes. A iniciativa integrou toda a comunidade escolar e contou com parcerias institucionais e apoio de entidades como a UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul) e a empresa ENGIE, grupo francês fornecedor de energia por fonte renovável. Com isso, consolidou-se como um Clube de Ciências voltado à sustentabilidade, inovação e envolvimento comunitário.

Já o clube Raízes do Conhecimento, do Colégio Estadual José Armim Matte, tem um projeto que explora o potencial das plantas medicinais em uma abordagem holística, ao considerar não apenas os aspectos físicos, mas também emocionais e espirituais do ser humano. As atividades incluem desde o cultivo e processamento de espécies até a preparação de chás, banhos e massagens, além da produção de materiais educativos e eventos de divulgação. A proposta alia tradição e ciência, promovendo bem-estar, consciência ambiental e aproximação entre tecnologia, saúde e práticas culturais.

E o terceiro clube chopinzinhense é o Somos Fãs de Lavoisier, do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, que apresentará três projetos distintos no Paraná Faz Ciência. O primeiro, Acerte Seu Relógio, cria um espaço educativo que integra escola, comunidade e instituições por meio da construção de um “relógio do corpo humano” em horto medicinal, unindo saberes populares e científicos sobre plantas medicinais. O segundo projeto, Polinizando Saberes para a Vida, envolve a criação de um meliponário e de uma colmeia didática, permitindo aos estudantes observar de perto a biologia das abelhas e compreender sua importância para a produção de alimentos, além de promover oficinas educativas e ações de preservação ambiental. Já o terceiro projeto, O Curso da Vida, apresenta uma grande maquete do Rio Iguaçu e seus afluentes, com usinas hidrelétricas, biodiversidade local, elementos culturais e econômicos da região. A iniciativa recebe visitas escolares e da comunidade, promovendo educação científica, valorização ambiental e integração social.

Na foto, pessoas observam a maquete da usina hidrelétrica, que é composta por mini árvores e um rio de água corrente
Uma das pesquisas que será apresentada no Paraná Faz Ciência é do clube Somos Fãs de Lavoisier e envolve sua grande maquete de usina hidrelétrica (Foto/Arquivo pessoal)

O clube Inspirar, do Colégio Estadual do Campo Núcleo de Santa Lúcia, em Coronel Vivida, apresenta o projeto “Caminhos Sustentáveis”. Entre as atividades, os estudantes realizaram o teste da pegada ecológica, oficinas para produção de vasos sustentáveis e o plantio de mudas em pequenos espaços. Também produziram bolas de sementes, sabão ecológico e investigaram o relógio biológico de plantas medicinais. O trabalho aproxima os alunos de práticas ambientais acessíveis e criativas, incentivando a reflexão sobre sustentabilidade no cotidiano escolar e comunitário.

No Colégio Estadual João XXIII, de Clevelândia, o Clube de Ciências Área XXIII apresentará um projeto voltado à valorização dos parques naturais do município. A iniciativa envolveu saídas de campo para observação da biodiversidade e coleta de informações, que serviram de base para a produção de cartilhas ilustradas e vídeos educativos. As cartilhas, com linguagem acessível e atividades interativas, foram destinadas à escola e à comunidade, enquanto os vídeos ganharam espaço nas redes sociais e em eventos locais.

Por fim, do Colégio Estadual Dom Carlos, de Palmas, o Clube Arquitetos da Natureza estará no Paraná Faz Ciência com o projeto Produção de Vinagre Artesanal a partir da Polpa e Casca de Frutas. A iniciativa utiliza frutos da agricultura familiar, incluindo polpas e cascas, com o objetivo de reduzir o desperdício e incentivar práticas sustentáveis. Embora alguns resultados não tenham atingido os padrões de acidez esperados, os testes forneceram dados relevantes para estudos futuros e destacaram o potencial da produção artesanal como alternativa sustentável e educativa.

Doze clubes de cinco cidades participarão da 5ª edição do Paraná Faz Ciência

A foto mostra clubistas do Exploradores da Ciência, que participarão do 5º Paraná Faz Ciência. Eles estão em um laboratório de ciências com vidrarias e equipamentos, fazendo uma atividade em uma bancada enquanto o professor faz uma explicação. (Foto/Talula)
Alunos em trabalho prático no laboratório (Foto/Talula)

Dos dias 29 de setembro a 3 de outubro, acontece em Guarapuava a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, sediada na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Este é o maior evento científico do Paraná, tendo contado, no ano passado, com a participação de 38 mil pessoas. Neste ano, além da Unicentro, outras dez universidades públicas estaduais e federais do Estado estarão presentes. Entre a vasta programação do Paraná Faz Ciência, destaca-se a mostra científica da Rede de Clubes, que reunirá, pela primeira vez, clubes de todos os Núcleos Regionais de Educação (NRE) do Paraná. Onze desses clubes são articulados pela UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), do NRE de Ponta Grossa e de União da Vitória.

NÚCLEO PONTA GROSSA

O Clube AtivaMente é um dos selecionados. Do Colégio Estadual Cívico Militar José Elias da Rocha, o clube pesquisa sobre corpo, saúde e transformação social no ambiente escolar, com foco na participação dos alunos em Educação Física e nas barreiras que limitam essa prática. Além das investigações, promoveu ações como jogos, gincanas, eventos temáticos e visitas técnicas, e também apresentou seus trabalhos em simpósio, favorecendo uma Educação Física mais inclusiva e envolvendo os alunos em atividades científicas.

A foto mostra alguns estudantes andando enquanto conversam com um bolsista da Rede de Clubes. A sua frente é possível ver a quadra da escola com uma tabela e cesta de basquete.
Clubistas do AtivaMente durante uma visita da equipe da UEPG, eles irão participar da Mostra dos Clubes de Ciência do 5º Paraná Faz Ciência em Guarapuava (Foto/Talula)

Para o professor do Clube, Edilson de Oliveira, compartilhar o trabalho e aprender com os colegas é uma das partes mais importantes das feiras. “Esse formato de feira ajuda eles a interagirem com o cotidiano. Grande parte do trabalho é teorizado, se transforma em produções científicas, mas muitas experiências deles são práticas e poder compartilhar isso com os colegas têm sido muito interessante”.

Já os clubistas do Ciência Divertida investigaram a presença do mosquito da dengue dentro do espaço da própria escola, o Colégio Estadual Cívico Militar Frei Doroteu de Pádua. Além de desenvolverem armadilhas a partir de garrafas PET para a captura dos insetos, os estudantes ainda realizaram ações de limpeza de focos da dengue e plantio de espécies repelentes na escola. Seu trabalho prevê continuidade a partir da produção de repelentes naturais com velas aromáticas e sprays corporais com óleos essenciais.

Da Escola Estadual Espírito Santo, o clube Nutrindo Mentes apresentará o projeto “Combatendo a Obesidade Através do Conhecimento”, voltado à prevenção e conscientização sobre o sobrepeso e a obesidade entre crianças e adolescentes. A pesquisa, realizada com estudantes do 6º ao 9º ano, investiga a relação entre má alimentação, sedentarismo e excesso de peso na comunidade escolar. Além da aplicação de questionários e análises de dados, o clube desenvolve intervenções e atividades educativas para estimular hábitos mais saudáveis e discutir os riscos da obesidade, promovendo mudanças práticas no cotidiano dos alunos.

A foto mostra cadernos de capa verde com o título Clube de Ciências Nutrindo Mentes, o nome do aluno e um desenho de uma cabeça.
Diário de bordo dos alunos do Nutrindo Mentes. O clube pesquisa sobre alimentação saudável e obesidade (Foto/Talula)

Ainda do Núcleo de Ponta Grossa, outro clube que estará presente no 5º Paraná Faz Ciência é o Cultura Local, da Escola Estadual Halia Terezinha Gruba, que faz parte do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente. Seu projeto busca valorizar as histórias de vida da comunidade escolar. A proposta envolve os estudantes na coleta e produção de relatos que abordam temas como identidade, pertencimento, diversidade, gênero e raça-etnia. Para isso, o grupo utiliza o formato de podcast, unindo memória e tecnologia, e criando um espaço de diálogo onde os alunos podem refletir sobre suas próprias experiências e fortalecer vínculos com a comunidade.

O Clube Ciência em Ação, do Colégio Estadual Professor Amálio Pinheiro, apresentará suas ações de promoção ao protagonismo estudantil. Entre suas ações estão experimentos, criação de jogos, pesquisas e visitas pedagógicas que ampliam o conhecimento para além da sala de aula. A proposta busca tornar o aprendizado mais dinâmico e reduzir a evasão escolar, ao mesmo tempo em que incentiva o trabalho em equipe, a liderança e o engajamento dos estudantes na ciência

O Exploradores da Ciência, o clube de ciências de Regente Feijó, levará dois projetos a Guarapuava. O primeiro aborda os esteróides anabolizantes, investigando seus impactos científicos, sociais e culturais, bem como os riscos à saúde associados ao uso dessas substâncias. O segundo trabalho analisa cigarros tradicionais e eletrônicos, explorando a história, os fatores científicos e sociais do ato de fumar e os efeitos da mídia na percepção dos usuários. Ambos os projetos reúnem revisão bibliográfica, entrevistas e pesquisa de campo, com foco no público adolescente, jovem e adulto.

Os clubes ligados ao Núcleo de Ponta Grossa estão todos na cidade, com exceção do Ecoindoor, do Centro Estadual de Educação Olegário de Macedo, que é sediado em Castro.  Sua pesquisa envolve cultivo indoor (interno), propondo a produção sustentável de alimentos e forragem em ambientes fechados, com controle de luz, temperatura e irrigação. A iniciativa busca oferecer alternativas rentáveis e ambientalmente responsáveis para pequenos produtores, reduzindo o uso de agrotóxicos e otimizando recursos naturais. O projeto também incentiva os estudantes a pesquisar técnicas inovadoras, promovendo a conscientização sobre agricultura sustentável e segurança alimentar

NÚCLEO UNIÃO DA VITÓRIA

Outros quatro clubes de ciências estão ligados ao Núcleo de União da Vitória. Em São Mateus do Sul, os clubistas do Ouro Verde, no Colégio Estadual do Campo Professor Eugênio de Almeida, vão mostrar o projeto Bio Mate Ph, um biofertilizante natural à base de mate criado para recuperar solos que têm o pH muito alto e acabam ficando pobres em nutrientes. Produzido a partir da fermentação de matéria orgânica, o produto ajuda a equilibrar o solo, melhorar sua capacidade de reter água e favorecer o crescimento saudável das plantas. De baixo custo e fácil de fazer, o biofertilizante representa uma alternativa sustentável para agricultores e comunidades que buscam cuidar do solo de forma natural e acessível.

De União da Vitória, o Clube Mentes Curiosas, do Colégio Giuseppe Bugatti vai participar com o projeto Sistema de Irrigação por Gotejamento: Sustentabilidade na Agricultura, que apresenta uma alternativa eficiente e de baixo custo para o uso racional da água na produção agrícola. O equipamento, composto por reservatório, mangueiras com pequenos orifícios e controladores de fluxo, libera a água de forma controlada diretamente na raiz das plantas, reduzindo perdas por evaporação ou escorrimento. De fácil montagem e manutenção, o sistema pode ser aplicado em hortas domésticas e pequenas plantações, contribuindo para a preservação dos recursos hídricos e para o aumento da produtividade, especialmente em regiões com escassez de água.

Também de União da Vitória, a Casa Familiar Rural estará representada pelo Apis Club Inova, que vai destacar, no 5º Paraná Faz Ciência, a importância ecológica e socioeconômica das abelhas sem ferrão. O clube apresentará ainda práticas adequadas para sua criação e manejo. A pesquisa realizada pelos estudantes é baseada em revisão bibliográfica de artigos, manuais técnicos e materiais institucionais, abordando questões como as espécies da região, alimentação, importância ecológica, problemas ambientais que afetam a meliponicultura e a relevância das abelhas como fonte de renda.

A foto mostra alunos dentro de sala de aula observando o professor conversar com a articuladora dos clubes da UEPG. Os estudantes estão de costas, de uniforme azul, no qual é possível ler o nome da Instituição em que estudam, Casa Familiar Rural de União da Vitória
Estudantes do Apis Club, da Casa Familiar Rural durante visita da equipe da UEPG. Sua participação no Paraná Faz Ciência envolve as pesquisas sobre abelhas sem ferrão que desenvolvem (Foto/Talula)

Por fim, no município de Paulo Frontin, no Colégio Monsenhor Pedro Busko, o clube Pilha nas Abelhas investiga os impactos do descarte inadequado de pilhas e baterias, especialmente na contaminação ambiental e nos riscos para as abelhas, tão fundamentais para a biodiversidade e a segurança alimentar. A pesquisa combinou revisão bibliográfica e levantamento de dados sobre os hábitos da comunidade, revelando a falta de informação da população sobre como descartar corretamente esses resíduos. Para sensibilizar e engajar a comunidade, os estudantes criaram o robô “Papa Pilha e Bateria”, feito com sucata e programado para agradecer quem depositasse os materiais, além de um robô seguidor de linha que simula o caminho das pilhas até um ecoponto. O trabalho envolve programação, robótica, divulgação científica e atividades educativas, integrando tecnologia, sustentabilidade e cidadania.

Com oficinas na UTFPR e UEPG, estudantes do Colégio Frei Doroteu aprofundam pesquisa sobre repelentes naturais e fortalecem a relação entre ensino básico e superior

Foto dos estudantes com jalecos brancos observando uma bancada de laboratório com equipamento de extração de óleos essenciais montado. Um frasco com folhas está sendo aquecido em manta térmica; há tubos de vidro conectados e mangueiras conduzindo o vapor até um condensador. Ao fundo, mais alunos acompanham a atividade.
Integrantes do Clube Ciência Divertida observam e registram as etapas do preparo para a extração de óleos essenciais, durante atividade prática no laboratório da UEPG (UEPG) (Foto/Clube Ciência Divertida)

O Clube Ciência Divertida, do Colégio Estadual Cívico-Militar Frei Doroteu de Pádua, de Ponta Grossa, participou de um minicurso sobre extração de óleos essenciais, promovido pelo Departamento de Química da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A atividade marcou o início da segunda etapa do projeto “Proteja-se da Dengue”, que visa desenvolver soluções naturais para o combate ao mosquito Aedes aegypti.

Durante o minicurso, foram apresentadas técnicas de extração de óleos naturais, que servirão de base para a produção de repelentes naturais, pretendida pelo clube. O conteúdo está relacionado com a pesquisa desenvolvida pelos estudantes, focado em alternativas sustentáveis para o enfrentamento à dengue. A parceria com a universidade reforça o caráter investigativo do projeto e aproxima os estudantes da realidade acadêmica, contribuindo para que percebam a universidade como um caminho viável para seu futuro.

Estudantes do Clube ‘Ciência Divertida’ em visita à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) (Foto/Clube Ciência Divertida)

Além do minicurso, os alunos já haviam participado, em abril, de uma oficina na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), também em Ponta Grossa. Na ocasião, conheceram o campus e os cursos da instituição, e cada participante teve a oportunidade de produzir sua própria vela com essências repelentes.

Os estudantes também já realizaram uma das etapas práticas da pesquisa, com a produção de vasos autoirrigáveis feitos com garrafas PET e o cultivo de plantas repelentes como alecrim, lavanda, hortelã e manjericão. Os vasos foram distribuídos em diferentes espaços do colégio. Para o cultivo das plantas, foi implantada uma horta escolar, que irá abastecer o projeto, com foco na produção futura de óleos essenciais.

No laboratório da UEPG, estudantes acompanham a extração de óleos essenciais durante atividade prática no laboratório da universidade (Foto/Clube Ciência Divertida)

Investigação no Parque Aníbal Khury motiva alunos a desenvolverem site e jogo sobre macroinvertebrados e qualidade da água

Dois estudantes estão sentados atrás de uma bancada de granito em um ambiente de laboratório escolar. Eles sorriem enquanto apresentam um notebook aberto com um site intitulado “Estudo de Macroinvertebrados”. O conteúdo na tela traz informações sobre o Parque Ambiental Anibal Khury e sua relação com estudos de campo. À direita do notebook, há um microscópio óptico, reforçando o caráter científico da atividade. Ambos os estudantes usam casacos. Ao fundo, é possível ver uma pia com materiais de laboratório e uma porta. A atividade faz parte de um projeto escolar de divulgação científica.
Programação é aliada na divulgação da pesquisa (Foto: Mari Martins)

Identificar os macroinvertebrados presentes no maior dos dois lagos do Parque Aníbal Khury marcou o início da pesquisa desenvolvida pelos alunos do Clube de Ciências Bona, do Centro Estadual de Educação Profissional Theodoro de Bona. A escola e o Parque estão localizados em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. O parque é reconhecido como uma das áreas mais extensas de conservação ambiental urbana do país e conta com uma rica biodiversidade, distribuída em diferentes ecossistemas. Ao escolher esse espaço como campo de investigação, os estudantes voltaram sua atenção para a água e para os pequenos organismos que vivem nela, buscando compreender como a presença dessas espécies pode revelar informações sobre a qualidade do ambiente.

Conforme explica a professora coordenadora do Clube, Vânia Cerutti, o interesse em ampliar o alcance das descobertas surgiu por parte dos próprios estudantes. “Eles entenderam que poderiam conectar o que estávamos realizando com habilidades que eles já tinham.” 

Nesse contexto, clubistas que cursam o Ensino Médio Profissionalizante na área de Desenvolvimento de Sistemas viram na programação uma ferramenta para organizar e compartilhar os dados obtidos na pesquisa. “A gente pensou em usar o que já estuda em programação para desenvolver um site que além de ajudar a divulgar os dados da pesquisa, também terá informações sobre os animais encontrados”, explica Victor Gabriel Melo, de 16 anos, aluno do 2º ano do Ensino Médio.

O site, que está sendo finalizado, reunirá imagens e descrições dos macroinvertebrados identificados no lago, explicações que mostram como esses organismos se relacionam com a qualidade da água e a trajetória da pesquisa, desde a coleta até os resultados. A ideia é que a plataforma sirva como fonte de consulta tanto para outros estudantes quanto para pessoas interessadas em aprender mais sobre o tema.

Enquanto isso, outro grupo se dedica a transformar os aprendizados da pesquisa em um jogo de cartas. O material foi pensado para apresentar, de forma lúdica, os principais macroinvertebrados investigados, com destaque para suas características e o ambiente em que vivem.

Clubistas também criam jogo pedagógico (Foto: Mari Martins)

O interesse despertado pela pesquisa inicial se transformou em motivação para dar continuidade ao trabalho e apresentar os resultados obtidos. Além de finalizar os projetos em andamento, os alunos planejam agora inscrevê-los em eventos científicos. Nos próximos meses, a pesquisa e as propostas desenvolvidas também devem ser apresentadas na Feira do Conhecimento, evento em que o Colégio Theodoro de Bona recebe a visita de alunos das escolas da região.

O clube preparou a peça ao longo do semestre e fez sua estreia ao encenar para estudantes de uma escola municipal

A foto mostra a apresentação de teatro de fantoches do clube Cabeceira do Rio Iapó para os estudantes do Colégio Municipal Dr. Vicente Machado. Ao fundo, vê-se um palco decorado com cortina vermelha e laterais com ilustrações de folhas e flores, onde dois fantoches estão sendo manipulados. À esquerda do palco, uma pessoa está sentada, concentrada, auxiliando na apresentação. Em primeiro plano, o público — composto por estudantes sentados em cadeiras plásticas — assiste atentamente à encenação. O ambiente é uma sala ampla, com paredes claras e boa iluminação.
Durante a apresentação do teatro para os alunos do Colégio Municipal Dr. Vicente Machado, de Castro (Foto/Talula)

O clube Cabeceira do Rio Iapó, do Colégio Antônio e Marcos Cavannis, da cidade de Castro, estreou sua peça de teatro científico, intitulada “Conservação do Solo e da Água”. Inserida no projeto do clube, a atividade teve como público-alvo os estudantes do Colégio Municipal Dr. Vicente Machado e buscou sensibilizá-los para questões ambientais relacionadas ao Rio Iapó.

A peça, encenada três vezes ao longo do dia 17 de junho, para que todos os estudantes da escola pudessem assistir, contou a história de duas crianças que se encontram e embarcam em uma aventura com descobertas sobre a preservação do solo e da água.  Durante a encenação, um dos destaques foi o latossolo — tipo de solo característico da região, com alta permeabilidade de água —, abordado de forma lúdica pelos personagens.

Interpretados por fantoches confeccionados pelos próprios clubistas, os personagens chamaram a atenção do público infantil, e ao final das sessões, as crianças interagiram, comentaram sobre os personagens e demonstraram interesse e envolvimento com o tema da peça.

Clubistas apresentando-se pessoalmente aos espectadores ao fim da peça (Foto/Talula)

Após as apresentações, os estudantes do clube participaram de uma roda de conversa com parte da equipe de bolsistas e articuladoras dos clubes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). No encontro, os alunos puderam compartilhar suas experiências no processo de criação e discutir os aprendizados envolvidos na produção teatral. A troca com a equipe da universidade também possibilitou que os estudantes reconhecessem o valor educativo do trabalho que realizaram.

O momento serviu ainda como incentivo à continuidade do projeto. Os estudantes foram convidados a pensar nos próximos passos do clube, refletindo sobre o que já foi realizado e como seguir participando ativamente das atividades. A conversa reforçou o compromisso com o trabalho em grupo e a importância do envolvimento dos estudantes nas ações e no planejamento das novas atividades. O clube segue ativo, e em breve novas etapas do projeto serão compartilhadas.

Um encontro que fortalece a pesquisa do clube no monitoramento do rio Iguaçu e na formação científica dos clubistas

A foto mostra um grande grupo de estudantes e professores posando para uma foto em frente a um prédio institucional chamado "Setor de Ciências Biológicas". O grupo está reunido ao ar livre, em um dia nublado. A fachada do prédio é de cor clara, com janelas de vidro amplas, e ao centro há uma faixa azul vertical com os dizeres “Ciências Biológicas”. No topo da construção, ergue-se uma torre cilíndrica branca. A maioria das pessoas na foto está vestindo jalecos brancos. Muitos dos jalecos possuem o logotipo da instituição, o brasão da escola ou outro emblema no braço. Entre os participantes, há adolescentes, pré-adolescentes e alguns adultos, que são professores. Algumas pessoas estão agachadas à frente para que todos caibam bem na foto. Há uma palmeira visível no canto direito da imagem, e o chão é pavimentado com pequenos blocos claros. O clima parece frio, pois algumas pessoas estão de casaco ou com as mãos nos bolsos. Todos estão sorrindo ou com expressões alegres, transmitindo um sentimento de união e entusiasmo.
Primeira visita técnica dos clubistas à UFPR (Foto/Andressa Glinski Pessotto)

O clube de ciência ‘Desbravadores do Iguaçu’ tem vivido uma jornada de descobertas e compromisso ambiental sob a coordenação da professora Andressa Glinski Pessotto. O clube do Colégio Estadual Costa Viana, em São José dos Pinhais, composto por alunos dos sexto e sétimo anos, está engajado em seu projeto de monitoramento da saúde hídrica do Rio Iguaçu, um importante curso d’água do Paraná que enfrenta os impactos da urbanização. 

Com o objetivo de promover a alfabetização científica e a consciência ambiental, os Desbravadores do Iguaçu realizam experimentos e práticas para compreender as dinâmicas do rio. O projeto prevê o monitoramento das águas da nascente do Rio Iguaçu e seu curso em São José dos Pinhais ao longo de um ano, utilizando parâmetros físicos, químicos e biológicos para identificar diferenças sazonais e constatar os efeitos da poluição urbana, agrícola e industrial.
Um pilar fundamental para o desenvolvimento das atividades do clube são as parcerias, e o projeto Ciência Interativa da UFPR (Universidade Federal do Paraná) tem apoiado os Desbravadores do Iguaçu disponibilizando cartilhas contendo roteiros e atividades. O material pode ser acessado no endereço link: https://cinterativa.ufpr.br/cadernos-de-atividades/

E essa parceria rendeu a primeira visita técnica do clube à UFPR. No dia 2 de junho, os clubistas foram calorosamente recebidos pelas professoras doutoras Maritana Mela Prodocimo, Flávia Santana Rios e Claudia Feijó Ortolani Machado, e por alunos participantes do projeto de extensão Ciência Interativa. A visita começou com uma conversa conduzida pela professora Maritana, que apresentou pesquisas sobre o Rio Iguaçu realizadas no Setor de Ciências Biológicas da universidade, proporcionando aos estudantes uma visão aprofundada sobre o impacto de poluentes nos organismos.

A experiência prática foi um dos grandes destaques. Divididos em grupos, os jovens cientistas participaram de atividades em dois laboratórios. No laboratório de Embriotoxicologia, puderam identificar diferentes estágios do desenvolvimento de embriões de galinha, conectando os estudos com a compreensão da vida aquática. 

Já no laboratório de Toxicologia Celular, os alunos acompanharam a dissecação de moluscos e observaram suas estruturas sob lupa, aprendendo sobre sua crucial importância como bioindicadores ambientais. Além disso, conheceram de perto a rotina e os equipamentos essenciais de um laboratório universitário.

“Essa vivência proporcionou um enriquecedor contato com o universo científico e uma maior compreensão sobre as técnicas e ferramentas utilizadas por pesquisadores,” ressalta a coordenadora do clube, professora Andressa Glinski Pessotto. “Foi uma visita inspiradora que conectou teoria e prática, despertando ainda mais o interesse pela ciência”, completa.

O trabalho dos Desbravadores do Iguaçu é de suma importância para o Rio Iguaçu, que, apesar de sua beleza natural – como visto nas Cataratas – , enfrenta sérios desafios de poluição. O engajamento dos clubistas no monitoramento e na conscientização para práticas sustentáveis é fundamental. Por meio de iniciativas como essa, o clube promove a alfabetização científica dos alunos, desenvolvendo seu pensamento crítico e capacidade de tomar decisões baseadas em evidências. Eles são introduzidos ao método científico, analisam dados e elaboram relatórios, preparando-se para o futuro e sendo protagonistas na ciência e na preservação ambiental.

Principal base dos estudos será o Córrego Guavirá, na região do Colégio

Reunião dos responsáveis pelo projeto do Clube no Colégio Estadual Paulo Freire e a representante da empresa de saneamento da cidade (Foto/Uiara M. Dill)


Na terça-feira, dia 25 de março, uma reunião importante no Colégio Estadual Paulo Freire, de Marechal Cândido Rondon, discutiu sobre o Clube de Ciências da escola. O encontro contou com a participação de representantes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) da cidade, por meio da assessora de projetos e programas, Sandra Lamb, além da diretora do colégio, Ana Regina Schweigert, da professora coordenadora do Clube, Uiara Macedo Dill, além da professora Graciele Rambo e do biólogo Diego Renicke. O projeto busca incentivar a pesquisa científica e a inovação por meio do estudo ambiental e da preservação dos recursos hídricos.

O Clube de Ciências faz parte do projeto Rede de Clubes, ligado ao NAPI Paraná Faz Ciência e terá, em princípio, duração de 30 meses. A proposta é desenvolver pesquisas voltadas para o tratamento de água, a recuperação da biodiversidade e estudos ambientais na região. O principal local de investigação será o Córrego Guavirá, um importante curso d’água que atravessa a cidade e está situado no entorno do próprio colégio. Estarão envolvidos nas atividades estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

Visualização de uma alga no microscópio (Foto/Uiara M. Dill)


A ideia envolve a análise da biodiversidade do Córrego Guavirá, para que os alunos do Clube de Ciências possam identificar organismos como bioindicadores da qualidade da água. Esse estudo vai permitir melhor compreensão dos impactos ambientais e a relevância da conservação dos recursos hídricos. Na prática, os clubistas vão poder utilizar microscópios para a investigação e coletar amostras para análises laboratoriais.

A expectativa é também que os jovens desenvolvam pensamento crítico e despertem ainda mais para a potencialidade da ciência.

O espaço do Clube foi apresentado, houve  conversa sobre hábitos alimentares saudáveis e orientações para dúvidas

A imagem mostra um grupo de pessoas posando para uma foto em frente a uma parede pintada de branco, em ambiente escolar. O grupo é composto por adolescentes e adultos, alunos e professores. Eles estão sorrindo e parecem felizes e animados. Os adolescentes estão usando uniformes escolares azuis e brancos, enquanto os adultos estão vestidos de forma casual. A parede branca atrás deles tem um padrão de grade cinza claro.
Membros do Clube Ciências “Fazendo Ciência” e coordenadores da UTFPR e NRE de Apucarana. (Foto/Márcia Oliveira de Britto)


No dia 14 de março, o Clube Ciências “Fazendo Ciência” do Colégio Estadual Padre José Canale, de Apucarana, recebeu a professora Dyana Braga, representante do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, e os coordenadores do projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) campus Apucarana, os professores Ênio Stanzani e Sabrina Klein.

No encontro, a coordenadora do Clube, professora Márcia Oliveira de Britto e os diretores do Colégio Padre José Canale, Robson Desiderá e Dalciana Dzioba, apresentaram o espaço dedicado às atividades do Clube e houve um momento de conversa sobre as expectativas dos alunos participantes quanto às atividades do Clube.

Em seguida, os clubistas responderam a um questionário sobre seus hábitos alimentares, marcando o início de uma discussão sobre a relevância da alimentação saudável e a aplicação da ciência no cotidiano juvenil para a promoção do bem-estar. A visita reforçou o objetivo de engajar toda a comunidade escolar na adoção de práticas saudáveis, para que os jovens incorporem esses hábitos positivos em suas vidas, garantindo um futuro com mais saúde e equilíbrio.

Da esquerda para a direita, os diretores do Colégio Estadual Padre José Canale em Apucarana, os professores do UTFPR, a técnica pedagógica do NRE Apucarana e a coordenadora do Clube Ciências “Fazendo Ciência” (Foto/Márcia Oliveira de Britto)
Da esquerda para a direita, os diretores do Colégio Estadual Padre José Canale em Apucarana, os professores do UTFPR, a técnica pedagógica do NRE Apucarana e a coordenadora do Clube Ciências “Fazendo Ciência” (Foto/Márcia Oliveira de Britto)


A professora Márcia Oliveira de Britto, coordenadora do Clube, destacou a relevância do tema, afirmando que a alimentação inadequada e hábitos pouco saudáveis contribuem para o aumento de doenças como diabetes e hipertensão arterial, afetando crianças e adolescentes em todo o mundo. “É importante essa visita para debater meios e pensar em como integrar o estudo da ciência com a saúde e o bem-estar físico. É uma forma de auxiliar os alunos a compreenderem os princípios da alimentação saudável e como eles podem promover hábitos que melhorem sua qualidade de vida.”, explicou.

Reunião do Clube Ciências “Fazendo Ciência” no Colégio Estadual Padre José Canale, em Apucarana (Foto/Márcia Oliveira de Britto)
Reunião do Clube Ciências “Fazendo Ciência” no Colégio Estadual Padre José Canale, em Apucarana (Foto/Márcia Oliveira de Britto)

Os resultados esperados com o trabalho desenvolvido no Clube ‘Fazendo Ciência’ são amplos e visam uma transformação significativa na comunidade escolar. Além da compreensão mais profunda sobre o papel da alimentação e dos hábitos saudáveis, espera-se que os alunos se tornem multiplicadores deste conhecimento – compartilhando com colegas, familiares e amigos -, criando um ciclo de bem-estar que se estende para além da escola.