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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Com três categorias de participação, vagas para esse ano duplicaram em relação a 2025

Panorama da edição de 2025 da FECCI 2025; para este ano número de vagas dobrou, chegando a 700 no total (Foto/FECCI)

Com o encerramento das inscrições, no último domingo, 28 de junho, os números de submissões para a Feira de Cultura Científica – FECCI 2026 foram divulgados nesta manhã (29). Ao todo, 1.192 trabalhos foram recebidos no sistema, reunindo as categorias de projetos Kids, Junior e Jovem. A próxima etapa agora é a avaliação dos trabalhos recebidos para compor as 700 vagas disponibilizadas para participantes nesta edição de 2026. 

A comissão organizadora da FECCI se manifestou agradecendo a participação de todos os alunos e professores que se empenharam para enviar seus projetos. “Estamos muito satisfeitos de ver o interesse desses estudantes em participar da FECCI. Esperávamos mesmo essa grande adesão, para fortalecer a construção de um espaço dedicado à ciência, à cultura científica e ao protagonismo desses alunos”, comentou um dos articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis.

OS NÚMEROS

Entre as três categorias de inscrição, os números foram bastante expressivos. Na categoria Kids, que este ano abrange do Ensino Fundamental 1º ao 5º anos, foram 74  trabalhos enviados. Na categoria Júnior, para alunos do Ensino Fundamental II (6º ao 9º anos), 504 submissões foram registradas e, na categoria Jovem, para Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA – Fundamental e Médio) foram submetidos 614 projetos.

Agora, uma nova e importante etapa se inicia para a FECCI, com o momento de avaliação dos trabalhos. Este ano, a equipe de 233 avaliadores terá a tarefa de analisar os projetos recebidos e dar um parecer com base nos critérios e prazos estabelecidos pela organização da Feira. 

“Os avaliadores têm um papel essencial para a FECCI. São eles que contribuem para uma análise cuidadosa dos trabalhos, reconhecendo o empenho dos estudantes e ajudando a garantir a qualidade científica da Feira”, destaca Débora Sant’Ana, também articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência.

Cerimônia de premiação em 2025, do Meu Clube é Show (Foto/FECCI)

Ao todo, a participação de estudantes e professores, até o momento, registra mais de 3.800 pessoas envolvidas em descrever suas experiências de investigação na escola, mostrar os resultados obtidos, e, especialmente, demonstra que o incentivo à cultura científica, desde a escola, é muito bem recebido no Paraná. 

Os resultados preliminares da avaliação dos trabalhos serão divulgados em 17 de julho. A etapa presencial da FECCI 2026 será nos dias 4 a 6 de novembro, na sede da UTFPR Neoville, em Curitiba. 

Além da mostra e das premiações aos vencedores em cada categoria, demais estudantes, professores, pesquisadores e comunidade visitante terão acesso a uma programação voltada à valorização da produção científica e de outros parceiros, que visam ampliar o conhecimento do público sobre o que se faz de ciência no Paraná. Mais informações sobre a FECCI podem ser acessadas no site do evento: www.fecci.net.br .

A equipe de bolsistas e articuladoras iniciou o ano com uma reunião presencial

A foto mostra a equipe da Universidade Estadual de Ponta Grossa reunida em uma sala no campus. Todos estão sentados em um grande círculo ao redor de duas mesas. Ao fundo duas grandes janelas iluminam o ambiente. Uma articuladora da Rede tem a palavra, e os demais ouvem atentamente, parecendo reflexivos.
A equipe da UEPG se reuniu para dar continuidade aos trabalhos na Rede de Clubes Paraná Faz Ciência (Foto/Talula)

O dia 19 de fevereiro começou cedo para a equipe da Rede de Clubes de Ciência da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Reunidos em uma sala do Centro Tecnológico de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais, o grupo de oito bolsistas e duas articuladoras conversaram sobre a retomada das atividades dos clubes após o recesso escolar. A reunião teve como objetivo alinhar ações, refletir sobre o funcionamento dos clubes e organizar os próximos passos do trabalho ao longo do ano.

Três membros da equipe dos clubes da UEPG estão sentados ao redor de uma mesa em uma sala de reunião. À esquerda, uma mulher de cabelo curto grisalho segura um caderno. No centro, uma mulher de cabelo cacheado e óculos sorri, com uma caneta na mão. À direita, um homem de barba curta escuta atentamente. Sobre a mesa há cadernos, uma garrafa de água e uma bolsa.
Da esquerda para a direita: a articuladora professora doutora Marilei Sandri, a articuladora e professora doutora Leila e o professor doutor Renan Sota, pós-doutorando (Foto/Talula)

Entre as pautas da reunião, mudanças comuns ao início do ano letivo, como a saída de estudantes da escola após a formatura, o que, em muitos casos, exige a seleção de novos clubistas. Essas reorganizações fazem parte da dinâmica dos clubes de ciência e demandam um acompanhamento atento para garantir a continuidade das atividades e o engajamento dos estudantes.

As atividades já desenvolvidas pelos clubes em 2025 também estiveram em pauta. Para compreender como os clubes têm atuado, foram apresentadas novas propostas de acompanhamento para este início de semestre, considerando as práticas desenvolvidas, a participação dos estudantes, a produção científica, os desafios e as perspectivas.

Dez membros da equipe dos clubes da UEPG posam para uma foto em um ambiente interno. Algumas estão sentadas em um banco e outras em pé atrás. Todos olham para a câmera e sorriem. Ao fundo, há uma parede clara com placas institucionais e um retrato de Paulo Freire.
Parte da atual equipe da Rede de Clubes pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (Fotos/Talula)

De acordo com a professora doutora Marilei Sandri, uma das articuladoras da Rede de Clubes pela UEPG, estão previstas para as próximas semanas visitas aos clubes – especialmente aqueles que tiveram mudanças mais significativas, como a necessidade de substituição de professores. As visitas possibilitam um olhar mais próximo sobre a situação atual dos clubes,  contribuindo para compreender suas demandas e apoiar o desenvolvimento das atividades ao longo do ano.

Clube de Ciências CCT une saberes ancestrais e pesquisa acadêmica para promover a agroecologia e o resgate de sementes crioulas

A imagem mostra sete mulheres, entre jovens e uma adulta, posam lado a lado em um gramado ensolarado com árvores ao fundo. Elas sorriem levemente, vestindo roupas casuais e uniformes escolares. A foto captura o grupo da cintura para cima em um ambiente natural e acolhedor.
Integrantes do Clube de Ciências CCT (Foto/Silvia Zamboni)

Com pouco mais de um ano de trajetória consolidada, o Clube de Ciências CCT (Conhecimento Científico Tradicional), do Colégio Estadual Bom Jesus, em Bom Jesus do Sul (PR), tornou-se um modelo com sua horta escolar agroecológica. Sob a coordenação da professora Silvia Zamboni Maria, o projeto utiliza a horta como um laboratório vivo para investigar formas sustentáveis de agricultura, resgatando conhecimentos tradicionais em contraponto à artificialização das relações com o ambiente herdadas da Revolução Verde e da industrialização dos alimentos. 

O trabalho, que conta com a parceria estratégica da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e do Núcleo Regional de Educação de Francisco Beltrão, propõe uma imersão prática onde a ciência acadêmica valida o saber popular em prol de uma vida mais saudável para toda a comunidade.

A essência do Clube de Ciências CCT reside no resgate de sementes crioulas e práticas de cultivo que aproximam diferentes gerações. Ao trazer para o cenário atual técnicas que eram utilizadas por pais e avós, os alunos aplicam teorias em investigações que resultam em benefícios reais. Exemplo disso é a produção de velas repelentes e o fornecimento de alimentos para a cantina do colégio, como alface, rabanete e cenoura, além de plantas medicinais essenciais à pesquisa do grupo, como a artemísia, a catinga-de-mulata, a pulmonária e a mil-em-folhas. Todo esse processo de observação e pesquisa permite que os alunos desenvolvam pensamento crítico, comunicação e resolução de problemas através de uma vivência direta com a natureza.

A imagem mostra o close das mãos de um estudante despejando um líquido verde-escuro de um recipiente de vidro em pequenos copos brancos. Os copos possuem pavios sustentados por palitos de madeira. A cena ocorre sobre uma bancada de laboratório clara, mostrando o processo de fabricação das velas repelentes.
Produção de velas no laboratório da UFFS (Foto/Silvia Zamboni)

Com uma bagagem rica de aprendizado e colaboração, o clube ultrapassou os muros da escola: reforçou as conexões familiares e compartilhou seus projetos na 1ª Mostra Feira de Clubes de Ciências, em Guarapuava, onde os clubistas apresentaram resultados e trocaram experiências com outros grupos. Para os membros do CCT, o clube proporciona um ambiente valioso para aprender, pesquisar e se aperfeiçoar nas práticas científicas, enquanto fortalecem laços de amizade e cooperação. Ao aliar preservação do patrimônio cultural e defesa do meio ambiente, o CCT demonstra ser mais que um espaço de cultivo; é um espaço que estimula a cultura científica nos alunos, preparando-os para proporem soluções reais para o mundo atual.

As férias acabaram e os clubistas voltaram com ânimos renovados para dar continuidade aos seus projetos

A foto mostra uma clubista do Raízes D’Água em um espaço de cultivo fechado com uma tela de sombreamento para plantas ao fundo. A clubista está limpando com uma esponja uma estrutura de hidroponia, formada por tubos, ela veste camiseta vermelha e calça escura, e tem cabelos longos e presos.
Clubista do Raízes D’Água na horta hidropônica do clube, a primeira tarefa do ano foi renovar o local dos trabalhos após as férias (Foto/Sueli Maia)

O dia 5 de fevereiro marcou o retorno das aulas em todos os colégios do Estado do Paraná e, com isso, a retomada das atividades dos Clubes de Ciência. No Instituto Federal do Paraná (IFPR) campus Palmas, os encontros foram reiniciados com foco no planejamento das próximas etapas dos projetos e na organização das atividades previstas para o semestre. Conversamos com professores de três desses clubes para entender como está sendo esse início de semestre.

O projeto doClube ODS em Ação envolve a construção de uma miniusina de laboratório voltada à reciclagem de óleo de cozinha usado. O professor clubista e engenheiro Vinícius Bordim explicou que este período tem sido marcado pela reestruturação dos espaços de pesquisa. Segundo ele, o clube está organizando um setor específico de análises no laboratório, com a instalação de equipamentos em uma sala destinada exclusivamente a essa finalidade. O espaço contará com acesso restrito, garantindo maior segurança e controle no uso dos materiais, além de melhores condições para o desenvolvimento das atividades científicas realizadas pelos clubistas.

A foto foi tirada em um ambiente fechado, os alunos e sua professora se posicionam lado a lado para a foto, olham diretamente para a câmera. Todos estão usando uniforme da escola, com exceção da profª que está usando calça e jaqueta jeans. Ao fundo, os banners dos trabalhos apresentados.
A organização do novo espaço laboratorial é um dos primeiros compromissos dos clubistas do ODS em Ação para 2026 (Foto/Vinícius Bordim)

No Clube Somos Fãs de Lavoisier, do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, em Chopinzinho, o semestre começa com a continuidade de projetos já consolidados. Um deles é “O Curso da Vida”, que envolve uma maquete de cerca de cinco metros de comprimento sobre o Rio Iguaçu e seus afluentes. Atualmente, o modelo integra a rota turística oficial do município e está aberto à visitação, promovendo educação científica, valorização ambiental e integração social, com a participação dos estudantes como mediadores no Barracão Pedagógico.

Segundo a professora Lidiane Scariot, o projeto seguirá em expansão, com a ampliação da maquete para abordar as camadas da crosta terrestre. Também terão continuidade o projeto com abelhas e as ações de pesquisa e visitação já em andamento. Além disso, há a previsão de iniciar o projeto Acerte seu Relógio, voltado à construção de um espaço para a comunidade, com foco na divulgação do conhecimento científico sobre plantas medicinais.

No Clube de CiênciasRaízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, em Pato Branco, o início do semestre marca a retomada das atividades práticas e dos cuidados com os espaços de cultivo. O clube desenvolve pesquisas voltadas a formas sustentáveis de produção de alimentos, com destaque para sistemas que dispensam o uso do solo e assim otimizam recursos naturais.

Neste período, as ações estão concentradas na preparação da estufa e dos recipientes de cultivo, etapa essencial para garantir a saúde das plantas e a continuidade das pesquisas. Também está previsto o início do manejo de morangos em sistema de semi-hidroponia, ampliando as investigações do grupo sobre técnicas alternativas de produção agrícola em ambientes controlados.

Em uma parceria com a Universidade, o clube articulado pelo IFPR Palmas participou das oficinas ao longo de 2025

Foto dos clubistas do Meu Mundo Melhor em visita a UFFS e após oficina sobre pomares e hortas. Na imagem, 20 alunos posam para a foto de pé e 5 integrantes do projeto de extensão da Universidade estão abaixados a sua frente, também olhando para a câmera. A maioria demonstra alegria, os estudantes estão todos uniformizados. O ambiente é sombreado por uma grande árvore ao fundo, o solo é coberto por grama e no horizonte um céu azul e mais plantas altas.
Clubistas e instrutores das oficinas no campus da UFFS, em Laranjeiras do Sul (Foto/Arquivo pessoal)

No dia 25 de novembro, o clube chopinzinhense Meu Mundo Melhor, do Colégio Estadual do Campo Santa Inês e articulado pelo Instituto Federal do Paraná – Campus Palmas, realizou a quinta e última visita do ano à Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Laranjeiras do Sul. As visitas fazem parte dos projetos de extensão “Educação Ambiental na UFFS: A Universidade como Ambiente Educador Sustentável” e “Divulgação Científica Novos Caminhos para Um Mundo Mais Sustentável”, que oferecem oficinas interativas de educação ambiental para as escolas da região.

Sobre a sombra de uma tenda, em sua maioria sentados, os clubistas observam os três oficineiros - de costas para a câmera - em momento expositivo da oficina. Ao fundo da foto, um espaço de mata fechada e, mais próximo ao grupo, uma horta, e a placa colorida “mandala mágica”. O ambiente exala curiosidade por parte dos estudantes.
Clubistas e instrutores durante a oficina de Horta Mandala (Foto/Arquivo Pessoal)

Nas duas últimas oficinas, realizadas em novembro do ano passado, o clube participou das atividades interativas “Horta Mandala” e “Áreas Experimentais e Pomar”. Nelas, os estudantes puderam compreender como a combinação de diferentes espécies favorece o desenvolvimento das plantas, conhecer o papel das plantas indicadoras e observar estratégias de controle natural de pragas a partir do uso de vegetais. A atividade ainda apresentou formas de organização do cultivo que facilitam o manejo diário, otimizam a irrigação e permitem a convivência entre diferentes sistemas produtivos.

Três clubistas agachados plantam juntos uma muda de árvore em um espaço de mata, ao fundo, árvores preenchem o ambiente, próximos aos três estudantes, outros parecem estar em um diálogo. Uma pessoa da universidade observa e outra tira foto da ação do plantio. O espaço é verde, com plantas por todos os lados, crescendo livremente.
Durante a Trilha da Nascente, clubistas plantam uma muda em espaço dedicado às araucárias (Foto/Arquivo)

Entre as oficinas, um passeio por trilha guiada em área de nascente e reserva ambiental, uma visita à Central de Resíduos – onde foram abordadas questões referentes à reciclagem e recursos naturais – e a oficina “Biodigestor” – sobre energia limpa. Para o clube, as atividades aproximam os estudantes do ambiente universitário e ampliam sua compreensão sobre processos científicos e práticas sustentáveis que dialogam com os projetos desenvolvidos no clube. 

Três pessoas estão agachadas manipulando materiais orgânicos sobre o chão, entre elas um clubista. Uma delas segura um recipiente transparente enquanto outra coloca materiais dentro dele, e a terceira auxilia no processo. Ao fundo, há um conjunto de caixas verdes empilhadas e outras pessoas em pé, parcialmente visíveis. A cena ocorre em um espaço externo com grama seca e folhas espalhadas.
Estudantes do Meu Mundo Melhor em oficina interativa sobre biodigestor (Foto/Arquivo Pessoal)

Com essa visita, o clube encerrou um ciclo de sete encontros voltados à ampliação do repertório científico dos alunos e ao fortalecimento das práticas que já desenvolvem na escola — como horta, pomar, compostagem e manejo de abelhas sem ferrão. As oficinas contribuíram para que os estudantes percebessem como os conhecimentos explorados no clube se relacionam com pesquisas e metodologias aplicadas na universidade, contribuindo para a construção de um mundo melhor, que atravessa os muros das instituições de ensino.

A atividade permitiu aos estudantes conhecerem de perto a produção de mel e a importância da polinização na agricultura

Foto dos clubistas do Apis Club em dia de formação prática em uma chácara em União da Vitória. Na imagem, pelo menos dez pessoas encontram-se devidamente trajadas com macacões de segurança apícola durante uma atividade de manejo ao ar livre. A cena acontece em uma área de vegetação alta e árvores ao fundo. No centro, uma pessoa inclina-se para manusear um quadro de colmeia retirado de uma caixa. Ao lado, uma pessoa opera um fumigador, que libera fumaça utilizada para acalmar as abelhas. As demais acompanham de perto a demonstração, formando um círculo em torno da atividade.
Momento de formação na prática dos alunos com apoio dos apicultores mais experientes (Foto/ApisClub)

No dia 3 de dezembro, o clube união-vitoriense Apis Club, articulado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), participou de uma imersão prática em apiário, realizada pela Casa Familiar Rural em parceria com a família de produtores locais, os Lipinski. Recebidos pelo casal Wilson e Adriane e seu filho Vitor, os clubistas visitaram a chácara da família, localizada na Colônia Porto Almeida, em União da Vitória. No local, conheceram as etapas de colheita e extração de mel, auxiliando em alguns processos e esclarecendo dúvidas a respeito de técnicas de manejo, segurança e boas práticas na produção de mel.

Em um ambiente fechado, três clubistas encontram-se à frente de equipamentos para extração de mel. Enquanto uma pessoa faz a extração de um quadro de mel, outras duas observam atentamente. Todos usam toucas de proteção e uniforme da Casa Familiar Rural.
Clubistas realizando de extração do mel durante atividade formativa em União da Vitória (Foto/Apis Club)

A atividade dialoga diretamente com as pesquisas desenvolvidas pelo Apis Club, que se dedicam ao estudo do universo das abelhas, incluindo manejo apícola e meliponícola, saúde das colônias e o papel ecológico desses insetos na polinização e na manutenção dos ecossistemas. A vivência permitiu que os estudantes observassem, em situação real, aspectos que usualmente são abordados nos encontros do clube, como a importância dos protocolos de segurança na apicultura — desde o uso correto dos equipamentos de proteção até os procedimentos necessários para evitar acidentes durante o manejo.

Dez pessoas em pé posam para a foto, elas estão trajando macacões de segurança apícola, de forma que se cobre todo o corpo dos pés a cabeça, com visor característico do equipamento. O espaço ao redor é verdejante, com árvores ao fundo e céu azul.
Clubistas trajados com EPI’s específicos da apicultura, usados para evitar ferroadas dos insetos durante manejo (Foto/Apis Club)

Em suas redes sociais, a Casa Familiar Rural destacou que a atividade despertou grande interesse entre os estudantes, os quais se mostraram motivados a aprofundar os conhecimentos sobre apicultura. A escola também ressaltou que muitos reconheceram o potencial da prática para ser incorporada às propriedades familiares, tanto pela produção de mel quanto pelos benefícios da polinização para diferentes culturas agrícolas.

Três pessoas de pé posam para foto, uma delas é o professor clubista Olaf, e os outros dois são estudantes da Casa Familiar Rural. Eles estão de frente a um painel com os dizeres “I Mostra de Clubes Paraná Faz Ciência, embora parte da leitura esteja fora do enquadramento.
Outra ação do Apis Club em 2025 foi a apresentação de pesquisa no 5º Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Apis Club)

Ao longo de 2025, o clube tem articulado suas investigações com diferentes espaços formativos e eventos científicos. Entre as ações realizadas, o Apis Club apresentou seus trabalhos em Guarapuava, durante a I Mostra de Clubes de Ciência, e em União da Vitória, no Ciclo de Encontros da Semana do Biólogo, promovido pela UNESPAR. Esses momentos contribuíram para fortalecer o vínculo dos estudantes com a pesquisa e para dar visibilidade às iniciativas desenvolvidas no clube.

Quando a curiosidade encontra método, os clubes se transformam em espaço de criação

Fotografia em ambiente interno de uma escola. No centro da imagem, há um grande painel branco decorado com letras coloridas formando a frase “Jeremias Thiago Parabéns”, acompanhado de pequenos balões de fala com mensagens e fotos das atividades do clube. Em frente ao painel, sentados no chão, está um grupo numeroso de estudantes, a maioria usando uniforme azul e branco. Atrás deles, outros estudantes estão em pé ao lado do painel. À esquerda, aparece um homem de chapéu claro, camisa social e gravata, e outro homem de camiseta azul. À direita, há mais professores e estudantes em pé. O grupo posa para a foto em clima de celebração, sugerindo um momento de homenagem ou reconhecimento ao trabalho realizado pelo clube na escola.
Pesquisa, dedicação e reconhecimento: estudantes celebram premiação na FECCI 2025 (Foto/Marilaine Martins)

Nos Clubes de Ciência conectados ao Paraná Faz Ciência e que se encontram dentro de escolas públicas do estado, o método científico não é apenas conteúdo de livro. Ele aparece em cada dúvida, em cada tentativa, no cuidado com os registros e na curiosidade que move os estudantes. Entre observações, experimentos e conversas, os grupos aprendem a investigar o mundo a partir das próprias experiências.

Cada clube encontra seu próprio caminho para transformar perguntas em investigação. Em alguns, o ponto de partida está na natureza que cerca a escola. Em outros, nas rotinas da comunidade. Em outros ainda, na vontade de entender como certas práticas funcionam e por que funcionam. O que une todos esses grupos é o processo de observar, levantar hipóteses, testar, comparar e comunicar.

No Colégio Estadual Maria Aguiar Teixeira, de Curitiba, o Clube Exploradores da Ciência transforma perguntas do cotidiano em investigação estruturada. A estudante Luiza conta que o grupo começou estudando o consumo de água na escola e, para isso, elaborou e aplicou um questionário entre os colegas, analisando os dados coletados para entender padrões de uso e possíveis desperdícios. Na etapa seguinte, o clube voltou a atenção para os refrigerantes, realizando experimentos sobre composição e discutindo os impactos do consumo excessivo na saúde. 

Luiza explica que descobriram um alto consumo de refrigerante e vários efeitos negativos, como diabetes. A partir desses resultados, o grupo produziu ações de divulgação para conscientizar a comunidade escolar. Agora, os estudantes iniciam uma nova fase de pesquisa, voltada ao trânsito no entorno da escola, o que reforça como a investigação científica acompanha as perguntas que surgem da vida cotidiana.

A pesquisa sobre refrigerantes chamou atenção na FECCI 2025, a Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência, realizada entre 4 e 6 de novembro, em Curitiba, ocasião  em que o clube foi reconhecido com um prêmio na categoria Saúde. 

Para o professor coordenador, Jeremias Ferreira da Costa, a premiação representa o valor do percurso realizado. Ele destaca que o projeto trabalhou com foco na saúde e investigou os conhecimentos envolvendo o refrigerante, e afirma que receber o prêmio foi uma honra e uma coroação do trabalho desenvolvido. Costa disse que o reconhecimento reforça o compromisso do grupo com a pesquisa científica. Entre os estudantes, o sentimento também é de celebração. 

A aluna Sofia Gabriele lembra do esforço coletivo ao longo dos meses de investigação e diz que ficou muito feliz ao saber que a pesquisa havia sido premiada, já que o grupo trabalhou intensamente desde o ano anterior.

Outro exemplo de aprendizagem baseada em investigação está no Colégio Estadual Máximo Atílio Asinelli, também em Curitiba, onde o Clube de Ciências Máximo tem uma pesquisa dedicada à horta escolar e também foi premiado na FECCI 2025. 

O grupo se organiza a partir do trabalho com a terra, da observação das plantas e do acompanhamento do cultivo, desde o preparo do solo até o desenvolvimento das espécies escolhidas. Os estudantes verificam as condições das mudas, monitoram possíveis pragas, registram o que está funcionando e planejam próximas etapas. O processo envolve tanto conhecimento científico quanto cuidado, paciência e reflexão sobre o ambiente da escola. A horta se torna um espaço de aprendizagem, mas também de planejamento e responsabilidade coletiva, articulando teoria e prática de forma contínua.

Os exemplos ilustram como o método científico ganha sentido quando se aproxima do cotidiano. Entre questionários, experimentos, cuidados com o cultivo e ações de divulgação, os estudantes descobrem que pesquisar é perguntar, registrar e revisitar o tema sempre que necessário. A investigação se torna parte da rotina e permite que cada grupo enxergue a escola como lugar de descoberta e criação de conhecimento. A premiação já na primeira edição da FECCI reforça o valor desses processos e destaca o potencial transformador dos Clubes de Ciência no território escolar.

Os dois clubes premiados na FECCI participavam pela primeira vez de uma feira competitiva

A foto mostra um grupo de pessoas reunido no palco da FECCI, entre clubistas, professores e autoridade, todos posicionadas lado a lado e olhando para a câmera. Ao centro, a professora do clube Arquitetos da Natureza segura o certificado do prêmio, enquanto os alunos do clube usam medalhas penduradas no pescoço. Algumas pessoas vestem camisetas com logos do evento ou da escola, e outras usam roupas casuais. No fundo, há um telão iluminado com elementos gráficos coloridos. A iluminação do palco deixa reflexos roxos no chão. O clima geral é de celebração e premiação.
Clubistas do Arquitetos da Natureza durante a premiação da FECCI; o clube recebeu o primeiro lugar na categoria Ciências Agrárias Júnior (Foto/Divulgação)

Entre os dias 3 e 5 de Novembro, quatro clubes articulados pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR) campus Palmas participaram da Feira de Cultura Científica (FECCI), em Curitiba, no campus da UTFPR Neoville. Esta foi a primeira edição da Feira, que envolveu alunos do Ensino Fundamental I ao Ensino Médio, Técnico e EJA (Educação de Jovens e Adultos). A programação, além de contar com exposição e avaliação dos projetos, também contou com apresentações culturais, oficinas, estandes de instituições parceiras, entre outros.

Dos quatro clubes do IFPR presentes no evento, o Arquitetos da Natureza, da cidade de Palmas, e o HF Maker, de Mangueirinha, receberam os primeiros prêmios nas categorias Ciências Agrárias Júnior e Ciências Biológicas Jovem Total, respectivamente. Para ambos os clubes foi a primeira experiência em uma feira competitiva. Conheça a seguir cada um dos projetos vencedores:

Esse projeto investiga formas mais sustentáveis de produzir hortaliças. A pesquisa comparou o cultivo de alface e rabanete juntos, com e sem cobertura morta — uma camada de material orgânico colocada sobre o solo para conservar a umidade, reduzir a temperatura e dificultar o crescimento de plantas daninhas. Os resultados parciais mostraram que a cobertura morta ajudou no desenvolvimento das plantas e que o cultivo conjunto das duas hortaliças aproveita melhor o espaço do que o plantio separado. 

O projeto foi desenvolvido na horta da escola, com apoio da professora de Agronomia e de acadêmicos do IFPR – Campus Palmas, integrando ainda discussões sobre sustentabilidade e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Na Feira, o clube apresntou também o trabalho “Ciência que dá gosto – vinagre artesanal”.

Voltado à produção de cosméticos com pigmentos e óleos extraídos de plantas como hortelã, lavanda, beterraba, urucum, amora e pinhão. Os estudantes realizaram todas as etapas do processo, desde a extração dos ingredientes até a formulação de batons e hidratantes labiais, utilizando materiais encontrados na escola ou de fácil acesso.

Na foto, um grupo grande de pessoas está reunido no palco da FECCi, formando duas fileiras: algumas agachadas à frente e outras em pé atrás. Todas estão sorrindo e posando para a câmera. Várias pessoas seguram sacolas de papel e crachás do evento, e a professora do clube exibe um pequeno troféu. O fundo é iluminado por um telão com elementos gráficos coloridos, criando um clima festivo. O ambiente sugere um momento de celebração e reconhecimento
Clubistas do HF Maker durante a premiação da FECCI, já na primeira participação venceram na categoria Ciências Biológicas Jovem Total (Foto/Divulgação)

O trabalho também incluiu uma etapa de avaliação sensorial com mulheres da comunidade escolar, que testaram os produtos e responderam a um questionário sobre aplicação, hidratação, aparência e aroma. Os alunos ainda organizaram um minicurso sobre cosméticos naturais, apresentando o processo de produção e discutindo o uso de ingredientes de origem vegetal.

Ana Clara, clubista do HF Maker é uma das estudantes que apresentaram o projeto no evento, ela afirma que ficou muito feliz com a premiação. “Eu sempre confiei na pesquisa, mesmo diante do receio de não ganhar o primeiro lugar”, conta. Enquanto a professora Flávia de Mello destacou os planos para o futuro. “Pretendemos ampliar o trabalho, realizando novos testes e desenvolvendo outras fórmulas e produtos: maquiagens, como blush e sombra, até itens de higiene pessoal e jóias botânicas produzidas com flores, folhas e sementes”, enumera a professora.

Oito clubes da Universidade Estadual de Ponta Grossa apresentarão trabalhos na FECCI, em Curitiba

A foto mostra vários alunos em uma Feira de Ciências, entre estudantes observando e apresentando seus trabalhos. O ambiente é fechado, há uma bandeira com o símbolo das ciências biológicas ao fundo, e banners enfileirados também ao fundo. Em primeiro plano, uma professora conversa com os clubistas do Pilha nas Abelhas, entre eles, uma mesa com materiais expostos, incluindo o Robô Papa Pilhas. Feito de caixas pintadas e placas de led em forma de seta que apontam para sua boca, o robô é um projeto do clube para incentivo do descarte adequado de pilhas e baterias.
Clubistas do Pilha nas Abelhas durante o Ciclo de Eventos da Semana do Biólogo, onde os clubes de União da Vitória encontraram-se pela primeira vez. Durante a FECCI, em Curitiba esses clubes vão poder interagir novamente (Foto/Talula)

Nos dias 4 a 6 de novembro acontece em Curitiba a Feira de Cultura Científica (FECCI), sediada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no campus Neoville. Esta é a primeira edição da feira, que tem como público-alvo estudantes e professores da educação básica do Paraná, promovendo um espaço de integração entre ciência, cultura e inovação. A programação inclui momentos de exposição e avaliação de projetos, oficinas e o concurso “Meu Clube é Show”, que vai premiar propostas científicas voltadas à resolução de problemas coletivos.

Entre os participantes, estarão oito clubes articulados pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) — dois da cidade de Castro e os demais vinculados ao Núcleo Regional de Educação de União da Vitória. A seguir, conheça alguns clubes e pesquisas que representarão a instituição na FECCI.

Núcleo de União da Vitória

Seis clubes do NRE de União da Vitória vão apresentar trabalhos na Feira. O primeiro deles, é do Colégio Estadual Adiles Bordin, de União da Vitória, o Clube Futuros Cientistas irá expor uma análise sobre o estado físico, químico e biológico do rio Vermelho, no município. O rio é de grande importância para a região em que a escola está inserida, inclusive porque análises visuais indicaram a presença de esgoto não-tratado sendo jogado no rio.

O Futuros Cientistas dá continuidade à temática do Rio Vermelho com o trabalho “Análise do conhecimento populacional acerca da dengue na comunidade Cidade Jardim e Bento Munhoz, município de União da Vitória – Paraná”. No trabalho, busca-se entender as percepções de moradores de regiões circunvizinhas ao Colégio e próximas ao Rio Vermelho, acerca da dengue.

Também de União da Vitória, é o clube Mentes Curiosas, do Colégio Giuseppe Bugatti, seus clubistas levarão o trabalho “Irrigador por gotejamento”, no qual compreendem sob a luz de referências bibliográficas, os potenciais benefícios econômicos e sociais de materiais recicláveis e adoção de irrigadores por gotejamento caseiros. O trabalho considera o contexto da chamada agricultura sustentável e os desafios enfrentados por pequenos agricultores.

No primeiro plano da foto vemos uma pessoa com uniforme de colégio inclinando seu corpo de forma a pegar um objeto. Na sua frente, plantas e garrafas de irrigação por gotejamento. A cena ocorre em uma feira, por tanto, há banners ao fundo e muitos alunos ao redor.
Clubistas do Mentes Curiosas em apresentação durante sua mostra em União da Vitória; clube apresentará trabalho com a mesma temática na FECCI (Foto/Talula)

De Paulo Frontin, o clube Pilha nas Abelhas, abordará o tema das abelhas, em dois trabalhos que englobam a importância dos insetos para os ecossistemas, problemas ambientais que sofrem e conscientização ambiental. Suas pesquisas são: O mundo acaba sem abelhas? A importância das abelhas para a vida na terra; e “Robô papa pilha e bateria: uma proposta para mitigar problemas ambientais”. Nesse último, a apresentação deverá vir acompanhada do próprio Robô-Papa-Pilhas, um objeto coletor de pilhas interativo.

Por fim, o 7º Colégio da Polícia Militar do Paraná apresentará sua pesquisa sobre as atividades do clube, que compreendem uma investigação das riquezas naturais e culturais da Região Sul do Paraná.

Núcleo de Ponta Grossa

Da cidade de Castro, dois clubes estão presentes, o primeiro deles, o Cabeceira do Rio Iapó. O clube trabalha com teatro para divulgação de ciência sobre o Rio Iapó, e produziu uma peça sobre o tema. O público alvo inicial eram as crianças da escola municipal vizinha a escola do clube, o Colégio Antônio e Marcos Cavanis.

A foto foi tirada em um ambiente fechado, mas com forte iluminação natural, em primeiro plano e ao centro, um clubista do ecoindoor aponta para o protótipo de estrutura de cultivo indoor. O protótipo é uma grande caixa branca com iluminação rosa característica, em seu interior, um revestimento espelhado e bandejas com brotinhos. Na foto, vemos ainda mais clubistas observando seu colega apresentar e visitantes da feira interessados no trabalho, e banners no fundo
Clubistas do Ecoindoor apresentando seu protótipo durante a 1ª Feira de Ciências dos Clubes de Ciências de Ponta Grossa e Região; o clube foi selecionado para a FECCI em Curitiba e estará presente no evento. (Foto/Talula)

E completando o grupo, o Colégio Estadual Olegário de Macedo apresentará o projeto “Agricultura do Amanhã: Eficiência e Nutrição”, desenvolvido pelo Clube Ecoindoor. A pesquisa investiga o cultivo indoor e suas potencialidades para a produção de alimentos em espaços controlados. A pesquisa conclui que a automatização pode auxiliar em pesquisas relacionadas a comparações de crescimento entre cultivos tradicionais e indoor (ambientes cobertos).

O clube de União da Vitória recebeu destaque na categoria Comunicação Oral – Ensino Fundamental, na Mostra de Inovação, Pesquisa, Extensão, Ensino e Cultura do IFPR

A foto mostra 22 pessoas, entre elas, os clubistas do Pilha nas Abelhas após suas apresentações no 8º MIPEEC, que posam para foto. A professora segura a logo do colégio e outras duas pessoas seguram o Robô Papa-Pilhas
Clubistas do Pilha nas Abelhas após suas apresentações no 8º MIPEEC. (Foto/ifpr.uniaodavitoria – Instagram)

Inovação, Pesquisa e Extensão, Ensino e Cultura (MIPEEC), promovido pelo Instituto Federal do Paraná, campus União da Vitória. O MIPEEC é um evento aberto, que tem como objetivo promover a troca entre estudantes, professores, técnicos, pesquisadores e comunidade externa. A mostra foi realizada em agosto e contou com trabalhos e atividades para estudantes do Ensino Fundamental, Médio e Graduação.

Para a mostra, foram enviados e aprovados para apresentação quatro trabalhos do clube, o vencedor do prêmio foi o intitulado “Robô papa pilha e bateria: uma proposta para mitigar problemas ambientais”, orientado pela professora Lindamir Svidzinski. Os outros autores, foram os alunos clubistas Emanoel Ribeiro, Gustavo Sznicer, Pedro Henrique Pavelski e Arthur Santin Sznicer. Outros dois trabalhos apresentados também envolveram a temática das pilhas e um outro foi sobre sobre abelhas.

A foto mostra os quatro estudantes apresentando o trabalho premiado, eles estão em uma sala de aula, ao lado de uma projeção em tela. A sua frente, sentados em cadeiras verdes, estudantes assistem atentos a comunicação. Ao centro também o Robô Papa-Pilhas é exibido em uma carteira.
Alunos Emanoel, Gustavo, Pedro e Arthur apresentando o trabalho Robô papa pilha e bateria: uma proposta para mitigar problemas ambientais (Foto/cmpbclubedeciencia – Instagram)

O projeto desenvolvido pelo clube resultou na criação de um Robô Papa-Pilhas, construído a partir de materiais recicláveis. Ele funciona como um ecoponto para o descarte adequado de pilhas e baterias usadas, seu formato chamativo contribui para despertar a curiosidade das pessoas. Instalado no colégio no início do ano, o equipamento já alcançou um resultado expressivo: a coleta de mais de 360 pilhas e 8 baterias até agora.

Este foi o primeiro evento científico presencial do clube, que também participou da Mostra de Ciências dentro do Ciclo de Eventos da Semana do Biólogo na UNESPAR e do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, no final de setembro. A participação em diferentes eventos mostra a força do clube em promover a ciência não só dentro da escola, com práticas sustentáveis, mas também fora dela, aproximando os clubistas da pesquisa e da vida acadêmica.

A foto mostra estudantes dentro de um ônibus com assentos azuis. Eles olham para a frente, com expressões neutras. Um dos estudantes está de pé no corredor, andando para o fundo. Um clubista também segura o Robô Papa-Pilhas
Os clubistas indo para a feira, junto de seu robô (Foto/Apis Club)

A robótica na prática rural: estudantes aplicam projeto tecnológico em manejo de abelhas e promovem intercâmbio entre projetos de União da Vitória

A imagem mostra um protótipo de colmeia inteligente, feito principalmente de madeira, colocado sobre uma mesa de madeira clara. No interior e nas laterais da colmeia, estão conectados diversos sensores eletrônicos, com fios coloridos ligados a um microcontrolador e a pequenos módulos de monitoramento. Na parte externa, há pequenas luzes indicadoras acesas em azul e vermelho. No canto esquerdo da colmeia, há um arranjo de flores artificiais amarelas, possivelmente simulando um ambiente natural para as abelhas. Alguns adesivos de abelhas estão colados nas superfícies da madeira.
Protótipo de colmeia inteligente, apresentada pelas alunas do Colégio Estadual Túlio de França aos clubistas da Casa Familiar Rural (Foto/Apis Club)

O Apis Club, da Casa Familiar Rural de União da Vitória recebeu as visitantes do projeto de Robótica do Colégio Estadual Túlio de França, um clube de ciências da mesma cidade. No encontro, as alunas do clube visitante, acompanhadas por suas professoras, apresentaram ao Apis Club a “Colmeia Inteligente”, um dispositivo que monitora o ambiente das abelhas. 

Construído pelas estudantes Ísis, Júlia, Letícia e Pâmela, o dispositivo inteligente mede a quantidade de luz, umidade, ruído e até de gases – como os agrotóxicos – para controlar esses parâmetros dentro da colmeia. A tecnologia foi criada a partir de um kit de robótica e da plataforma Arduino.

A foto mostra o grupo de estudantes reunidos em torno de uma mesa dentro de uma sala de aula, observando atentamente. Na mesa, há um o protótipo da colmeia inteligente, com fios e uma pequena tela ou display aceso. Ao fundo, há um quadro negro com escrita parcialmente apagada e um monitor ligado mostrando a tela inicial de um computador. A atmosfera sugere um momento de demonstração ou experimentação prática, com engajamento dos participantes.
Alunas do projeto de robótica apresentam sua pesquisa aos clubistas do Apis Club (Foto/Apis Club)

Para o professor Olaf, coordenador do Apis Club na Casa Familiar Rural, o encontro foi importante para que os clubistas pudessem pensar em outras possibilidades de estudos relacionados às abelhas, especialmente com o uso de recursos eletrônicos e de inteligência artificial.

A professora Vanessa, orientadora do projeto de robótica visitante, também falou sobre a visita: Nós gostamos bastante. Percebemos que podemos, futuramente, fazer mais trocas de experiências. As alunas acharam muito bacana conhecer a realidade da escola e destacaram que foi muito bom apresentar um pouco do estudo delas para alunos que, assim como elas, estão na fase da pesquisa”, explicou.

Os estudantes da Casa Familiar fizeram questão de olhar o protótipo de perto (Foto/Apis Club)

A troca de experiências entre os dois projetos permitiu que os estudantes percebessem como diferentes áreas do saber podem se complementar, ampliando a compreensão sobre o manejo com as abelhas. Além disso, mostrou que a pesquisa científica ganha força quando se alia à inovação, criando caminhos para projetos futuros que valorizam tanto o conhecimento do campo quanto o avanço tecnológico.

Os clubes de Palmas, Chopinzinho e Pato Branco preparam-se para a FECCI, que será em Curitiba

No primeiro plano da foto, é possível observar uma estudante apontando para um álbum de fotos, apresentando o projeto O Curso da Vida para uma visitante dos estandes. Ao seu lado e ao fundo, mais estudantes do clube apresentam outros materiais, que incluem colmeias de abelhas sem ferrão. O espaço geral é preenchido por banners, mesas e visitantes.
Clubistas do Somos Fãs de Lavoisier, apresentando seu trabalho na I Mostra de Clubes de Ciência, em Guarapuava, o clube estará também na FECCI (Foto/Talula)

Entre os dias 4 e 6 de Novembro, ocorre a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, organizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência. O evento funciona como um incentivo para estudantes e professores da educação básica do Paraná produzirem cultura, conhecimento científico e tecnológico. Entre os selecionados para apresentação de trabalhos na mostra FECCI JÚNIOR, estão cinco clubes de ciência articulados pela IFPR campus Palmas: Somos Fãs de Lavoisier, Arquitetos da Natureza, Raízes D’Água, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em Ação (ODS em Ação) e o clube maker Ciências no Quilombo.

O clube Somos Fãs de Lavoisier é do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, de Chopinzinho, e apresentará O Curso da Vida. Esse projeto envolveu a criação de uma maquete de 5 metros de comprimento sobre o Rio Iguaçu e seus afluentes. O modelo é hoje um ponto da rota turística oficial da cidade e está aberto para receber visitantes. As visitas promovem educação científica, valorização ambiental e integração social tanto aos turistas, quanto aos estudantes, que guiam as visitas no chamado Barracão Pedagógico.

A foto mostra a maquete do clube Somos Fãs de Lavoisier, com mais de cinco metros de comprimento, ela representa o Rio Iguaçu e uma curiosidade é que a água realmente corre pela maquete. Na foto, um clubista e uma professora estão ao lado da maquete, que tem um bom ângulo de inclinação. No modelo, é possível observar pequenas árvores, casinhas, estradas, mini-hidrelétricas e é claro, o rio.
Maquete do projeto Curso da Vida, do Clube Somos Fãs de Lavoisier. Com 5 metros de comprimento, a miniatura é um ponto turístico da cidade (Foto/Talula)

Já de Palmas, o primeiro representante é o clube Arquitetos da Natureza,  do Colégio Estadual Dom Carlos, que estará no evento com dois trabalhos: a) Avaliação de cobertura morta em cultura de alface consorciado com rabanete, sob manejo orgânico e b) Ciência que dá gosto – vinagre artesanal. Em ambos projetos, destaca-se o uso de matéria orgânica para a produção de alface e de vinagre artesanal. Os projetos têm o objetivo de reduzir o desperdício e incentivar práticas sustentáveis no ambiente escolar.

Também de Palmas é o clube Raízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, que apresentará seu trabalho Hidroponia na escola do campo – ciência verde e sustentável. O projeto é sobre plantações hidropônicas, em especial hortaliças, para locais com dificuldade de acesso a alimentos frescos. Os clubistas apresentarão seu protótipo de sistema que possibilita colheitas antecipadas, monitoramento de pH e condutividade, e ainda o uso de casca de ovo como substrato.

A foto mostra uma estrutura feita de canos de PVC em uma estrutura metálica similar a uma mesa. abaixo dela, um galão de água e nutrientes se conecta aos canos. Nesses, há ainda pés de alface, ainda em fase inicial de desenvolvimento
O modelo de hidroponia do clube Raízes D’Água. O clube teve a oportunidade de levar o projeto também ao 5º Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Arquivo)

O ODS em Ação é um clube de Pato Branco, do Colégio Estadual São João, e seu projeto envolve a construção de uma mini-usina industrial de laboratório para reciclagem do óleo de cozinha usado. O projeto ainda está se desenvolvendo, mas entre os produtos da reutilização do óleo visados estão cosméticos, sanitizantes e biocombustíveis.

A foto mostra clubistas em laboratório, em uma bancada de mármore, eles fazem testes com óleo de cozinha. Esse está armazenado em um grande pote de vidro, sendo colocado em um tubo de ensaio.
Foto do clube ODS em Ação em ação no seu laboratório. No momento o clube faz testes com o óleo de cozinha, avançando nas etapas da sua mini-usina, (Foto/Arquivo)