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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Os dois clubes premiados na FECCI participavam pela primeira vez de uma feira competitiva

A foto mostra um grupo de pessoas reunido no palco da FECCI, entre clubistas, professores e autoridade, todos posicionadas lado a lado e olhando para a câmera. Ao centro, a professora do clube Arquitetos da Natureza segura o certificado do prêmio, enquanto os alunos do clube usam medalhas penduradas no pescoço. Algumas pessoas vestem camisetas com logos do evento ou da escola, e outras usam roupas casuais. No fundo, há um telão iluminado com elementos gráficos coloridos. A iluminação do palco deixa reflexos roxos no chão. O clima geral é de celebração e premiação.
Clubistas do Arquitetos da Natureza durante a premiação da FECCI; o clube recebeu o primeiro lugar na categoria Ciências Agrárias Júnior (Foto/Divulgação)

Entre os dias 3 e 5 de Novembro, quatro clubes articulados pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR) campus Palmas participaram da Feira de Cultura Científica (FECCI), em Curitiba, no campus da UTFPR Neoville. Esta foi a primeira edição da Feira, que envolveu alunos do Ensino Fundamental I ao Ensino Médio, Técnico e EJA (Educação de Jovens e Adultos). A programação, além de contar com exposição e avaliação dos projetos, também contou com apresentações culturais, oficinas, estandes de instituições parceiras, entre outros.

Dos quatro clubes do IFPR presentes no evento, o Arquitetos da Natureza, da cidade de Palmas, e o HF Maker, de Mangueirinha, receberam os primeiros prêmios nas categorias Ciências Agrárias Júnior e Ciências Biológicas Jovem Total, respectivamente. Para ambos os clubes foi a primeira experiência em uma feira competitiva. Conheça a seguir cada um dos projetos vencedores:

Esse projeto investiga formas mais sustentáveis de produzir hortaliças. A pesquisa comparou o cultivo de alface e rabanete juntos, com e sem cobertura morta — uma camada de material orgânico colocada sobre o solo para conservar a umidade, reduzir a temperatura e dificultar o crescimento de plantas daninhas. Os resultados parciais mostraram que a cobertura morta ajudou no desenvolvimento das plantas e que o cultivo conjunto das duas hortaliças aproveita melhor o espaço do que o plantio separado. 

O projeto foi desenvolvido na horta da escola, com apoio da professora de Agronomia e de acadêmicos do IFPR – Campus Palmas, integrando ainda discussões sobre sustentabilidade e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Na Feira, o clube apresntou também o trabalho “Ciência que dá gosto – vinagre artesanal”.

Voltado à produção de cosméticos com pigmentos e óleos extraídos de plantas como hortelã, lavanda, beterraba, urucum, amora e pinhão. Os estudantes realizaram todas as etapas do processo, desde a extração dos ingredientes até a formulação de batons e hidratantes labiais, utilizando materiais encontrados na escola ou de fácil acesso.

Na foto, um grupo grande de pessoas está reunido no palco da FECCi, formando duas fileiras: algumas agachadas à frente e outras em pé atrás. Todas estão sorrindo e posando para a câmera. Várias pessoas seguram sacolas de papel e crachás do evento, e a professora do clube exibe um pequeno troféu. O fundo é iluminado por um telão com elementos gráficos coloridos, criando um clima festivo. O ambiente sugere um momento de celebração e reconhecimento
Clubistas do HF Maker durante a premiação da FECCI, já na primeira participação venceram na categoria Ciências Biológicas Jovem Total (Foto/Divulgação)

O trabalho também incluiu uma etapa de avaliação sensorial com mulheres da comunidade escolar, que testaram os produtos e responderam a um questionário sobre aplicação, hidratação, aparência e aroma. Os alunos ainda organizaram um minicurso sobre cosméticos naturais, apresentando o processo de produção e discutindo o uso de ingredientes de origem vegetal.

Ana Clara, clubista do HF Maker é uma das estudantes que apresentaram o projeto no evento, ela afirma que ficou muito feliz com a premiação. “Eu sempre confiei na pesquisa, mesmo diante do receio de não ganhar o primeiro lugar”, conta. Enquanto a professora Flávia de Mello destacou os planos para o futuro. “Pretendemos ampliar o trabalho, realizando novos testes e desenvolvendo outras fórmulas e produtos: maquiagens, como blush e sombra, até itens de higiene pessoal e jóias botânicas produzidas com flores, folhas e sementes”, enumera a professora.