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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Oito clubes da Universidade Estadual de Ponta Grossa apresentarão trabalhos na FECCI, em Curitiba

A foto mostra vários alunos em uma Feira de Ciências, entre estudantes observando e apresentando seus trabalhos. O ambiente é fechado, há uma bandeira com o símbolo das ciências biológicas ao fundo, e banners enfileirados também ao fundo. Em primeiro plano, uma professora conversa com os clubistas do Pilha nas Abelhas, entre eles, uma mesa com materiais expostos, incluindo o Robô Papa Pilhas. Feito de caixas pintadas e placas de led em forma de seta que apontam para sua boca, o robô é um projeto do clube para incentivo do descarte adequado de pilhas e baterias.
Clubistas do Pilha nas Abelhas durante o Ciclo de Eventos da Semana do Biólogo, onde os clubes de União da Vitória encontraram-se pela primeira vez. Durante a FECCI, em Curitiba esses clubes vão poder interagir novamente (Foto/Talula)

Nos dias 4 a 6 de novembro acontece em Curitiba a Feira de Cultura Científica (FECCI), sediada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no campus Neoville. Esta é a primeira edição da feira, que tem como público-alvo estudantes e professores da educação básica do Paraná, promovendo um espaço de integração entre ciência, cultura e inovação. A programação inclui momentos de exposição e avaliação de projetos, oficinas e o concurso “Meu Clube é Show”, que vai premiar propostas científicas voltadas à resolução de problemas coletivos.

Entre os participantes, estarão oito clubes articulados pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) — dois da cidade de Castro e os demais vinculados ao Núcleo Regional de Educação de União da Vitória. A seguir, conheça alguns clubes e pesquisas que representarão a instituição na FECCI.

Núcleo de União da Vitória

Seis clubes do NRE de União da Vitória vão apresentar trabalhos na Feira. O primeiro deles, é do Colégio Estadual Adiles Bordin, de União da Vitória, o Clube Futuros Cientistas irá expor uma análise sobre o estado físico, químico e biológico do rio Vermelho, no município. O rio é de grande importância para a região em que a escola está inserida, inclusive porque análises visuais indicaram a presença de esgoto não-tratado sendo jogado no rio.

O Futuros Cientistas dá continuidade à temática do Rio Vermelho com o trabalho “Análise do conhecimento populacional acerca da dengue na comunidade Cidade Jardim e Bento Munhoz, município de União da Vitória – Paraná”. No trabalho, busca-se entender as percepções de moradores de regiões circunvizinhas ao Colégio e próximas ao Rio Vermelho, acerca da dengue.

Também de União da Vitória, é o clube Mentes Curiosas, do Colégio Giuseppe Bugatti, seus clubistas levarão o trabalho “Irrigador por gotejamento”, no qual compreendem sob a luz de referências bibliográficas, os potenciais benefícios econômicos e sociais de materiais recicláveis e adoção de irrigadores por gotejamento caseiros. O trabalho considera o contexto da chamada agricultura sustentável e os desafios enfrentados por pequenos agricultores.

No primeiro plano da foto vemos uma pessoa com uniforme de colégio inclinando seu corpo de forma a pegar um objeto. Na sua frente, plantas e garrafas de irrigação por gotejamento. A cena ocorre em uma feira, por tanto, há banners ao fundo e muitos alunos ao redor.
Clubistas do Mentes Curiosas em apresentação durante sua mostra em União da Vitória; clube apresentará trabalho com a mesma temática na FECCI (Foto/Talula)

De Paulo Frontin, o clube Pilha nas Abelhas, abordará o tema das abelhas, em dois trabalhos que englobam a importância dos insetos para os ecossistemas, problemas ambientais que sofrem e conscientização ambiental. Suas pesquisas são: O mundo acaba sem abelhas? A importância das abelhas para a vida na terra; e “Robô papa pilha e bateria: uma proposta para mitigar problemas ambientais”. Nesse último, a apresentação deverá vir acompanhada do próprio Robô-Papa-Pilhas, um objeto coletor de pilhas interativo.

Por fim, o 7º Colégio da Polícia Militar do Paraná apresentará sua pesquisa sobre as atividades do clube, que compreendem uma investigação das riquezas naturais e culturais da Região Sul do Paraná.

Núcleo de Ponta Grossa

Da cidade de Castro, dois clubes estão presentes, o primeiro deles, o Cabeceira do Rio Iapó. O clube trabalha com teatro para divulgação de ciência sobre o Rio Iapó, e produziu uma peça sobre o tema. O público alvo inicial eram as crianças da escola municipal vizinha a escola do clube, o Colégio Antônio e Marcos Cavanis.

A foto foi tirada em um ambiente fechado, mas com forte iluminação natural, em primeiro plano e ao centro, um clubista do ecoindoor aponta para o protótipo de estrutura de cultivo indoor. O protótipo é uma grande caixa branca com iluminação rosa característica, em seu interior, um revestimento espelhado e bandejas com brotinhos. Na foto, vemos ainda mais clubistas observando seu colega apresentar e visitantes da feira interessados no trabalho, e banners no fundo
Clubistas do Ecoindoor apresentando seu protótipo durante a 1ª Feira de Ciências dos Clubes de Ciências de Ponta Grossa e Região; o clube foi selecionado para a FECCI em Curitiba e estará presente no evento. (Foto/Talula)

E completando o grupo, o Colégio Estadual Olegário de Macedo apresentará o projeto “Agricultura do Amanhã: Eficiência e Nutrição”, desenvolvido pelo Clube Ecoindoor. A pesquisa investiga o cultivo indoor e suas potencialidades para a produção de alimentos em espaços controlados. A pesquisa conclui que a automatização pode auxiliar em pesquisas relacionadas a comparações de crescimento entre cultivos tradicionais e indoor (ambientes cobertos).

O clube de União da Vitória recebeu destaque na categoria Comunicação Oral – Ensino Fundamental, na Mostra de Inovação, Pesquisa, Extensão, Ensino e Cultura do IFPR

A foto mostra 22 pessoas, entre elas, os clubistas do Pilha nas Abelhas após suas apresentações no 8º MIPEEC, que posam para foto. A professora segura a logo do colégio e outras duas pessoas seguram o Robô Papa-Pilhas
Clubistas do Pilha nas Abelhas após suas apresentações no 8º MIPEEC. (Foto/ifpr.uniaodavitoria – Instagram)

Inovação, Pesquisa e Extensão, Ensino e Cultura (MIPEEC), promovido pelo Instituto Federal do Paraná, campus União da Vitória. O MIPEEC é um evento aberto, que tem como objetivo promover a troca entre estudantes, professores, técnicos, pesquisadores e comunidade externa. A mostra foi realizada em agosto e contou com trabalhos e atividades para estudantes do Ensino Fundamental, Médio e Graduação.

Para a mostra, foram enviados e aprovados para apresentação quatro trabalhos do clube, o vencedor do prêmio foi o intitulado “Robô papa pilha e bateria: uma proposta para mitigar problemas ambientais”, orientado pela professora Lindamir Svidzinski. Os outros autores, foram os alunos clubistas Emanoel Ribeiro, Gustavo Sznicer, Pedro Henrique Pavelski e Arthur Santin Sznicer. Outros dois trabalhos apresentados também envolveram a temática das pilhas e um outro foi sobre sobre abelhas.

A foto mostra os quatro estudantes apresentando o trabalho premiado, eles estão em uma sala de aula, ao lado de uma projeção em tela. A sua frente, sentados em cadeiras verdes, estudantes assistem atentos a comunicação. Ao centro também o Robô Papa-Pilhas é exibido em uma carteira.
Alunos Emanoel, Gustavo, Pedro e Arthur apresentando o trabalho Robô papa pilha e bateria: uma proposta para mitigar problemas ambientais (Foto/cmpbclubedeciencia – Instagram)

O projeto desenvolvido pelo clube resultou na criação de um Robô Papa-Pilhas, construído a partir de materiais recicláveis. Ele funciona como um ecoponto para o descarte adequado de pilhas e baterias usadas, seu formato chamativo contribui para despertar a curiosidade das pessoas. Instalado no colégio no início do ano, o equipamento já alcançou um resultado expressivo: a coleta de mais de 360 pilhas e 8 baterias até agora.

Este foi o primeiro evento científico presencial do clube, que também participou da Mostra de Ciências dentro do Ciclo de Eventos da Semana do Biólogo na UNESPAR e do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, no final de setembro. A participação em diferentes eventos mostra a força do clube em promover a ciência não só dentro da escola, com práticas sustentáveis, mas também fora dela, aproximando os clubistas da pesquisa e da vida acadêmica.

A foto mostra estudantes dentro de um ônibus com assentos azuis. Eles olham para a frente, com expressões neutras. Um dos estudantes está de pé no corredor, andando para o fundo. Um clubista também segura o Robô Papa-Pilhas
Os clubistas indo para a feira, junto de seu robô (Foto/Apis Club)

A robótica na prática rural: estudantes aplicam projeto tecnológico em manejo de abelhas e promovem intercâmbio entre projetos de União da Vitória

A imagem mostra um protótipo de colmeia inteligente, feito principalmente de madeira, colocado sobre uma mesa de madeira clara. No interior e nas laterais da colmeia, estão conectados diversos sensores eletrônicos, com fios coloridos ligados a um microcontrolador e a pequenos módulos de monitoramento. Na parte externa, há pequenas luzes indicadoras acesas em azul e vermelho. No canto esquerdo da colmeia, há um arranjo de flores artificiais amarelas, possivelmente simulando um ambiente natural para as abelhas. Alguns adesivos de abelhas estão colados nas superfícies da madeira.
Protótipo de colmeia inteligente, apresentada pelas alunas do Colégio Estadual Túlio de França aos clubistas da Casa Familiar Rural (Foto/Apis Club)

O Apis Club, da Casa Familiar Rural de União da Vitória recebeu as visitantes do projeto de Robótica do Colégio Estadual Túlio de França, um clube de ciências da mesma cidade. No encontro, as alunas do clube visitante, acompanhadas por suas professoras, apresentaram ao Apis Club a “Colmeia Inteligente”, um dispositivo que monitora o ambiente das abelhas. 

Construído pelas estudantes Ísis, Júlia, Letícia e Pâmela, o dispositivo inteligente mede a quantidade de luz, umidade, ruído e até de gases – como os agrotóxicos – para controlar esses parâmetros dentro da colmeia. A tecnologia foi criada a partir de um kit de robótica e da plataforma Arduino.

A foto mostra o grupo de estudantes reunidos em torno de uma mesa dentro de uma sala de aula, observando atentamente. Na mesa, há um o protótipo da colmeia inteligente, com fios e uma pequena tela ou display aceso. Ao fundo, há um quadro negro com escrita parcialmente apagada e um monitor ligado mostrando a tela inicial de um computador. A atmosfera sugere um momento de demonstração ou experimentação prática, com engajamento dos participantes.
Alunas do projeto de robótica apresentam sua pesquisa aos clubistas do Apis Club (Foto/Apis Club)

Para o professor Olaf, coordenador do Apis Club na Casa Familiar Rural, o encontro foi importante para que os clubistas pudessem pensar em outras possibilidades de estudos relacionados às abelhas, especialmente com o uso de recursos eletrônicos e de inteligência artificial.

A professora Vanessa, orientadora do projeto de robótica visitante, também falou sobre a visita: Nós gostamos bastante. Percebemos que podemos, futuramente, fazer mais trocas de experiências. As alunas acharam muito bacana conhecer a realidade da escola e destacaram que foi muito bom apresentar um pouco do estudo delas para alunos que, assim como elas, estão na fase da pesquisa”, explicou.

Os estudantes da Casa Familiar fizeram questão de olhar o protótipo de perto (Foto/Apis Club)

A troca de experiências entre os dois projetos permitiu que os estudantes percebessem como diferentes áreas do saber podem se complementar, ampliando a compreensão sobre o manejo com as abelhas. Além disso, mostrou que a pesquisa científica ganha força quando se alia à inovação, criando caminhos para projetos futuros que valorizam tanto o conhecimento do campo quanto o avanço tecnológico.

Os clubes de Palmas, Chopinzinho e Pato Branco preparam-se para a FECCI, que será em Curitiba

No primeiro plano da foto, é possível observar uma estudante apontando para um álbum de fotos, apresentando o projeto O Curso da Vida para uma visitante dos estandes. Ao seu lado e ao fundo, mais estudantes do clube apresentam outros materiais, que incluem colmeias de abelhas sem ferrão. O espaço geral é preenchido por banners, mesas e visitantes.
Clubistas do Somos Fãs de Lavoisier, apresentando seu trabalho na I Mostra de Clubes de Ciência, em Guarapuava, o clube estará também na FECCI (Foto/Talula)

Entre os dias 4 e 6 de Novembro, ocorre a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, organizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência. O evento funciona como um incentivo para estudantes e professores da educação básica do Paraná produzirem cultura, conhecimento científico e tecnológico. Entre os selecionados para apresentação de trabalhos na mostra FECCI JÚNIOR, estão cinco clubes de ciência articulados pela IFPR campus Palmas: Somos Fãs de Lavoisier, Arquitetos da Natureza, Raízes D’Água, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em Ação (ODS em Ação) e o clube maker Ciências no Quilombo.

O clube Somos Fãs de Lavoisier é do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, de Chopinzinho, e apresentará O Curso da Vida. Esse projeto envolveu a criação de uma maquete de 5 metros de comprimento sobre o Rio Iguaçu e seus afluentes. O modelo é hoje um ponto da rota turística oficial da cidade e está aberto para receber visitantes. As visitas promovem educação científica, valorização ambiental e integração social tanto aos turistas, quanto aos estudantes, que guiam as visitas no chamado Barracão Pedagógico.

A foto mostra a maquete do clube Somos Fãs de Lavoisier, com mais de cinco metros de comprimento, ela representa o Rio Iguaçu e uma curiosidade é que a água realmente corre pela maquete. Na foto, um clubista e uma professora estão ao lado da maquete, que tem um bom ângulo de inclinação. No modelo, é possível observar pequenas árvores, casinhas, estradas, mini-hidrelétricas e é claro, o rio.
Maquete do projeto Curso da Vida, do Clube Somos Fãs de Lavoisier. Com 5 metros de comprimento, a miniatura é um ponto turístico da cidade (Foto/Talula)

Já de Palmas, o primeiro representante é o clube Arquitetos da Natureza,  do Colégio Estadual Dom Carlos, que estará no evento com dois trabalhos: a) Avaliação de cobertura morta em cultura de alface consorciado com rabanete, sob manejo orgânico e b) Ciência que dá gosto – vinagre artesanal. Em ambos projetos, destaca-se o uso de matéria orgânica para a produção de alface e de vinagre artesanal. Os projetos têm o objetivo de reduzir o desperdício e incentivar práticas sustentáveis no ambiente escolar.

Também de Palmas é o clube Raízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, que apresentará seu trabalho Hidroponia na escola do campo – ciência verde e sustentável. O projeto é sobre plantações hidropônicas, em especial hortaliças, para locais com dificuldade de acesso a alimentos frescos. Os clubistas apresentarão seu protótipo de sistema que possibilita colheitas antecipadas, monitoramento de pH e condutividade, e ainda o uso de casca de ovo como substrato.

A foto mostra uma estrutura feita de canos de PVC em uma estrutura metálica similar a uma mesa. abaixo dela, um galão de água e nutrientes se conecta aos canos. Nesses, há ainda pés de alface, ainda em fase inicial de desenvolvimento
O modelo de hidroponia do clube Raízes D’Água. O clube teve a oportunidade de levar o projeto também ao 5º Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Arquivo)

O ODS em Ação é um clube de Pato Branco, do Colégio Estadual São João, e seu projeto envolve a construção de uma mini-usina industrial de laboratório para reciclagem do óleo de cozinha usado. O projeto ainda está se desenvolvendo, mas entre os produtos da reutilização do óleo visados estão cosméticos, sanitizantes e biocombustíveis.

A foto mostra clubistas em laboratório, em uma bancada de mármore, eles fazem testes com óleo de cozinha. Esse está armazenado em um grande pote de vidro, sendo colocado em um tubo de ensaio.
Foto do clube ODS em Ação em ação no seu laboratório. No momento o clube faz testes com o óleo de cozinha, avançando nas etapas da sua mini-usina, (Foto/Arquivo)

O evento este ano sediado na Unicentro, em Guarapuava, promete unir clubes de ciências todas as regiões do Paraná

A foto mostra clubistas do Raízes D’Água, que participarão do 5º Paraná Faz Ciência. Eles estão apresentando seu projeto em uma sala de aula, para outros alunos, que permanecem atentos. Ao seu lado, seu protótipo de horta hidropônica. (Foto/Talula)
Alunos do Clube Raízes D’Água, durante apresentação de seu trabalho sobre hidroponia. O Clube terá a oportunidade de apresentar também no 5º Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Arquivo)

A cidade de Guarapuava receberá, entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, evento organizado esse ano pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Considerado o maior encontro científico do Estado, o Paraná Faz Ciência reuniu no ano passado cerca de 38 mil participantes e, nesta edição, contará também com a presença de outras dez universidades públicas estaduais e federais presentes no estado. Um dos pontos altos da programação será a mostra científica da Rede de Clubes, que reunirá, pela primeira vez, representantes de todos os Núcleos Regionais de Educação (NRE) do Paraná. Entre os clubes participantes, oito têm articulação do Instituto Federal do Paraná (IFPR), de Palmas.

Dois clubes da cidade de Pato Branco foram selecionados para o evento, um deles é o clube Raízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque. Eles apresentarão a hidroponia como alternativa sustentável para o cultivo de hortaliças em áreas rurais e com dificuldade de acesso a alimentos frescos. O sistema desenvolvido pelos estudantes possibilita a produção de alface com crescimento acelerado e colheita antecipada, além de testes com rúcula, salsa e cebolinha. O protótipo conta com monitoramento diário do pH e da condutividade, e o uso de casca de ovo como substrato também foi avaliado para ser um solução ambientalmente responsável.

Na foto, um prato de comida bem equilibrado, com arroz, feijão, proteína, e salada. a cor do utensílio é prateada e está sendo segurada por duas mãos.
O clube Raízes D’Água apresentará seu projeto com horta hidropônica. Em recente almoço na escola, usaram a primeira colheita de alfaces para uma deliciosa salada (Foto/Arquivo pessoal)

Também de Pato Branco é o Colégio Estadual São João, com os clubistas do Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em Ação, ou simplesmente ODS em Ação. O trabalho desenvolvido pelos clubistas envolve a construção de uma mini-usina industrial de laboratório para reciclagem do óleo de cozinha usado. Entre os produtos visados para serem produzidos pelo óleo estão cosméticos, sanitizantes e biocombustíveis.

Na foto, alunos estão em um laboratório de ciências, trabalhando em uma bancada. Um dos estudantes toma notas enquanto outros visualizam algo na tela de um notebook.
O clube ODS em ação já realizou várias etapas teóricas de sua pesquisa com a mini-usina, e outras práticas, que envolveram óleo de cozinha usado (Foto/Arquivo pessoal)

De Chopinzinho, três clubes irão a Guarapuava, um deles é o Meu Mundo Melhor, do Colégio Estadual Arcelina de Almeida. Seu projeto descreve as inúmeras ações em torno do cultivo de plantas e criação de abelhas sem ferrão, o que inclui ainda atividades em pomar e horta, mas também a organização da 1ª Festa das Sementes. A iniciativa integrou toda a comunidade escolar e contou com parcerias institucionais e apoio de entidades como a UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul) e a empresa ENGIE, grupo francês fornecedor de energia por fonte renovável. Com isso, consolidou-se como um Clube de Ciências voltado à sustentabilidade, inovação e envolvimento comunitário.

Já o clube Raízes do Conhecimento, do Colégio Estadual José Armim Matte, tem um projeto que explora o potencial das plantas medicinais em uma abordagem holística, ao considerar não apenas os aspectos físicos, mas também emocionais e espirituais do ser humano. As atividades incluem desde o cultivo e processamento de espécies até a preparação de chás, banhos e massagens, além da produção de materiais educativos e eventos de divulgação. A proposta alia tradição e ciência, promovendo bem-estar, consciência ambiental e aproximação entre tecnologia, saúde e práticas culturais.

E o terceiro clube chopinzinhense é o Somos Fãs de Lavoisier, do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, que apresentará três projetos distintos no Paraná Faz Ciência. O primeiro, Acerte Seu Relógio, cria um espaço educativo que integra escola, comunidade e instituições por meio da construção de um “relógio do corpo humano” em horto medicinal, unindo saberes populares e científicos sobre plantas medicinais. O segundo projeto, Polinizando Saberes para a Vida, envolve a criação de um meliponário e de uma colmeia didática, permitindo aos estudantes observar de perto a biologia das abelhas e compreender sua importância para a produção de alimentos, além de promover oficinas educativas e ações de preservação ambiental. Já o terceiro projeto, O Curso da Vida, apresenta uma grande maquete do Rio Iguaçu e seus afluentes, com usinas hidrelétricas, biodiversidade local, elementos culturais e econômicos da região. A iniciativa recebe visitas escolares e da comunidade, promovendo educação científica, valorização ambiental e integração social.

Na foto, pessoas observam a maquete da usina hidrelétrica, que é composta por mini árvores e um rio de água corrente
Uma das pesquisas que será apresentada no Paraná Faz Ciência é do clube Somos Fãs de Lavoisier e envolve sua grande maquete de usina hidrelétrica (Foto/Arquivo pessoal)

O clube Inspirar, do Colégio Estadual do Campo Núcleo de Santa Lúcia, em Coronel Vivida, apresenta o projeto “Caminhos Sustentáveis”. Entre as atividades, os estudantes realizaram o teste da pegada ecológica, oficinas para produção de vasos sustentáveis e o plantio de mudas em pequenos espaços. Também produziram bolas de sementes, sabão ecológico e investigaram o relógio biológico de plantas medicinais. O trabalho aproxima os alunos de práticas ambientais acessíveis e criativas, incentivando a reflexão sobre sustentabilidade no cotidiano escolar e comunitário.

No Colégio Estadual João XXIII, de Clevelândia, o Clube de Ciências Área XXIII apresentará um projeto voltado à valorização dos parques naturais do município. A iniciativa envolveu saídas de campo para observação da biodiversidade e coleta de informações, que serviram de base para a produção de cartilhas ilustradas e vídeos educativos. As cartilhas, com linguagem acessível e atividades interativas, foram destinadas à escola e à comunidade, enquanto os vídeos ganharam espaço nas redes sociais e em eventos locais.

Por fim, do Colégio Estadual Dom Carlos, de Palmas, o Clube Arquitetos da Natureza estará no Paraná Faz Ciência com o projeto Produção de Vinagre Artesanal a partir da Polpa e Casca de Frutas. A iniciativa utiliza frutos da agricultura familiar, incluindo polpas e cascas, com o objetivo de reduzir o desperdício e incentivar práticas sustentáveis. Embora alguns resultados não tenham atingido os padrões de acidez esperados, os testes forneceram dados relevantes para estudos futuros e destacaram o potencial da produção artesanal como alternativa sustentável e educativa.

Doze clubes de cinco cidades participarão da 5ª edição do Paraná Faz Ciência

A foto mostra clubistas do Exploradores da Ciência, que participarão do 5º Paraná Faz Ciência. Eles estão em um laboratório de ciências com vidrarias e equipamentos, fazendo uma atividade em uma bancada enquanto o professor faz uma explicação. (Foto/Talula)
Alunos em trabalho prático no laboratório (Foto/Talula)

Dos dias 29 de setembro a 3 de outubro, acontece em Guarapuava a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, sediada na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Este é o maior evento científico do Paraná, tendo contado, no ano passado, com a participação de 38 mil pessoas. Neste ano, além da Unicentro, outras dez universidades públicas estaduais e federais do Estado estarão presentes. Entre a vasta programação do Paraná Faz Ciência, destaca-se a mostra científica da Rede de Clubes, que reunirá, pela primeira vez, clubes de todos os Núcleos Regionais de Educação (NRE) do Paraná. Onze desses clubes são articulados pela UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), do NRE de Ponta Grossa e de União da Vitória.

NÚCLEO PONTA GROSSA

O Clube AtivaMente é um dos selecionados. Do Colégio Estadual Cívico Militar José Elias da Rocha, o clube pesquisa sobre corpo, saúde e transformação social no ambiente escolar, com foco na participação dos alunos em Educação Física e nas barreiras que limitam essa prática. Além das investigações, promoveu ações como jogos, gincanas, eventos temáticos e visitas técnicas, e também apresentou seus trabalhos em simpósio, favorecendo uma Educação Física mais inclusiva e envolvendo os alunos em atividades científicas.

A foto mostra alguns estudantes andando enquanto conversam com um bolsista da Rede de Clubes. A sua frente é possível ver a quadra da escola com uma tabela e cesta de basquete.
Clubistas do AtivaMente durante uma visita da equipe da UEPG, eles irão participar da Mostra dos Clubes de Ciência do 5º Paraná Faz Ciência em Guarapuava (Foto/Talula)

Para o professor do Clube, Edilson de Oliveira, compartilhar o trabalho e aprender com os colegas é uma das partes mais importantes das feiras. “Esse formato de feira ajuda eles a interagirem com o cotidiano. Grande parte do trabalho é teorizado, se transforma em produções científicas, mas muitas experiências deles são práticas e poder compartilhar isso com os colegas têm sido muito interessante”.

Já os clubistas do Ciência Divertida investigaram a presença do mosquito da dengue dentro do espaço da própria escola, o Colégio Estadual Cívico Militar Frei Doroteu de Pádua. Além de desenvolverem armadilhas a partir de garrafas PET para a captura dos insetos, os estudantes ainda realizaram ações de limpeza de focos da dengue e plantio de espécies repelentes na escola. Seu trabalho prevê continuidade a partir da produção de repelentes naturais com velas aromáticas e sprays corporais com óleos essenciais.

Da Escola Estadual Espírito Santo, o clube Nutrindo Mentes apresentará o projeto “Combatendo a Obesidade Através do Conhecimento”, voltado à prevenção e conscientização sobre o sobrepeso e a obesidade entre crianças e adolescentes. A pesquisa, realizada com estudantes do 6º ao 9º ano, investiga a relação entre má alimentação, sedentarismo e excesso de peso na comunidade escolar. Além da aplicação de questionários e análises de dados, o clube desenvolve intervenções e atividades educativas para estimular hábitos mais saudáveis e discutir os riscos da obesidade, promovendo mudanças práticas no cotidiano dos alunos.

A foto mostra cadernos de capa verde com o título Clube de Ciências Nutrindo Mentes, o nome do aluno e um desenho de uma cabeça.
Diário de bordo dos alunos do Nutrindo Mentes. O clube pesquisa sobre alimentação saudável e obesidade (Foto/Talula)

Ainda do Núcleo de Ponta Grossa, outro clube que estará presente no 5º Paraná Faz Ciência é o Cultura Local, da Escola Estadual Halia Terezinha Gruba, que faz parte do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente. Seu projeto busca valorizar as histórias de vida da comunidade escolar. A proposta envolve os estudantes na coleta e produção de relatos que abordam temas como identidade, pertencimento, diversidade, gênero e raça-etnia. Para isso, o grupo utiliza o formato de podcast, unindo memória e tecnologia, e criando um espaço de diálogo onde os alunos podem refletir sobre suas próprias experiências e fortalecer vínculos com a comunidade.

O Clube Ciência em Ação, do Colégio Estadual Professor Amálio Pinheiro, apresentará suas ações de promoção ao protagonismo estudantil. Entre suas ações estão experimentos, criação de jogos, pesquisas e visitas pedagógicas que ampliam o conhecimento para além da sala de aula. A proposta busca tornar o aprendizado mais dinâmico e reduzir a evasão escolar, ao mesmo tempo em que incentiva o trabalho em equipe, a liderança e o engajamento dos estudantes na ciência

O Exploradores da Ciência, o clube de ciências de Regente Feijó, levará dois projetos a Guarapuava. O primeiro aborda os esteróides anabolizantes, investigando seus impactos científicos, sociais e culturais, bem como os riscos à saúde associados ao uso dessas substâncias. O segundo trabalho analisa cigarros tradicionais e eletrônicos, explorando a história, os fatores científicos e sociais do ato de fumar e os efeitos da mídia na percepção dos usuários. Ambos os projetos reúnem revisão bibliográfica, entrevistas e pesquisa de campo, com foco no público adolescente, jovem e adulto.

Os clubes ligados ao Núcleo de Ponta Grossa estão todos na cidade, com exceção do Ecoindoor, do Centro Estadual de Educação Olegário de Macedo, que é sediado em Castro.  Sua pesquisa envolve cultivo indoor (interno), propondo a produção sustentável de alimentos e forragem em ambientes fechados, com controle de luz, temperatura e irrigação. A iniciativa busca oferecer alternativas rentáveis e ambientalmente responsáveis para pequenos produtores, reduzindo o uso de agrotóxicos e otimizando recursos naturais. O projeto também incentiva os estudantes a pesquisar técnicas inovadoras, promovendo a conscientização sobre agricultura sustentável e segurança alimentar

NÚCLEO UNIÃO DA VITÓRIA

Outros quatro clubes de ciências estão ligados ao Núcleo de União da Vitória. Em São Mateus do Sul, os clubistas do Ouro Verde, no Colégio Estadual do Campo Professor Eugênio de Almeida, vão mostrar o projeto Bio Mate Ph, um biofertilizante natural à base de mate criado para recuperar solos que têm o pH muito alto e acabam ficando pobres em nutrientes. Produzido a partir da fermentação de matéria orgânica, o produto ajuda a equilibrar o solo, melhorar sua capacidade de reter água e favorecer o crescimento saudável das plantas. De baixo custo e fácil de fazer, o biofertilizante representa uma alternativa sustentável para agricultores e comunidades que buscam cuidar do solo de forma natural e acessível.

De União da Vitória, o Clube Mentes Curiosas, do Colégio Giuseppe Bugatti vai participar com o projeto Sistema de Irrigação por Gotejamento: Sustentabilidade na Agricultura, que apresenta uma alternativa eficiente e de baixo custo para o uso racional da água na produção agrícola. O equipamento, composto por reservatório, mangueiras com pequenos orifícios e controladores de fluxo, libera a água de forma controlada diretamente na raiz das plantas, reduzindo perdas por evaporação ou escorrimento. De fácil montagem e manutenção, o sistema pode ser aplicado em hortas domésticas e pequenas plantações, contribuindo para a preservação dos recursos hídricos e para o aumento da produtividade, especialmente em regiões com escassez de água.

Também de União da Vitória, a Casa Familiar Rural estará representada pelo Apis Club Inova, que vai destacar, no 5º Paraná Faz Ciência, a importância ecológica e socioeconômica das abelhas sem ferrão. O clube apresentará ainda práticas adequadas para sua criação e manejo. A pesquisa realizada pelos estudantes é baseada em revisão bibliográfica de artigos, manuais técnicos e materiais institucionais, abordando questões como as espécies da região, alimentação, importância ecológica, problemas ambientais que afetam a meliponicultura e a relevância das abelhas como fonte de renda.

A foto mostra alunos dentro de sala de aula observando o professor conversar com a articuladora dos clubes da UEPG. Os estudantes estão de costas, de uniforme azul, no qual é possível ler o nome da Instituição em que estudam, Casa Familiar Rural de União da Vitória
Estudantes do Apis Club, da Casa Familiar Rural durante visita da equipe da UEPG. Sua participação no Paraná Faz Ciência envolve as pesquisas sobre abelhas sem ferrão que desenvolvem (Foto/Talula)

Por fim, no município de Paulo Frontin, no Colégio Monsenhor Pedro Busko, o clube Pilha nas Abelhas investiga os impactos do descarte inadequado de pilhas e baterias, especialmente na contaminação ambiental e nos riscos para as abelhas, tão fundamentais para a biodiversidade e a segurança alimentar. A pesquisa combinou revisão bibliográfica e levantamento de dados sobre os hábitos da comunidade, revelando a falta de informação da população sobre como descartar corretamente esses resíduos. Para sensibilizar e engajar a comunidade, os estudantes criaram o robô “Papa Pilha e Bateria”, feito com sucata e programado para agradecer quem depositasse os materiais, além de um robô seguidor de linha que simula o caminho das pilhas até um ecoponto. O trabalho envolve programação, robótica, divulgação científica e atividades educativas, integrando tecnologia, sustentabilidade e cidadania.

Os clubistas atuaram em diferentes funções para construir o robô que entrou em ação na arena

Um grupo de nove integrantes da equipe de robótica Nautilus Robotics #31442 está reunido em um espaço coberto de competição. Eles vestem uniformes azuis estampados com o logotipo da equipe e o número de identificação, posando lado a lado atrás de uma mesa de apoio. Sobre a mesa, há uma caixa de ferramentas preta com travas amarelas, uma placa de madeira gravada com o nome da equipe e uma grande faixa branca com o número 31442 em destaque. Ao fundo, banners coloridos de outros times e a estrutura metálica do ginásio completam o cenário, reforçando o ambiente de torneio de robótica.
Equipe reunida com a bandeira do clube no evento (Foto/ Emilly Oliveira)

Para os integrantes do ‘Nautilus Robotics’, Clube de Ciência do Colégio Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, em Pinhais, a estreia na Off Season das Araucárias representou a primeira experiência em um evento de robótica educacional. O torneio, voltado ao fortalecimento das equipes de FTC (FIRST Tech Challenge) do Paraná e do Brasil, foi realizado na primeira semana de setembro, em Curitiba, e reuniu grupos de diferentes regiões do estado e de outros locais do país em uma programação que envolveu troca de conhecimento, competição e momentos de descontração.

Os clubistas de Pinhais viveram o evento com expectativa, diversão e descobertas que já vinham sendo cultivadas no laboratório durante a preparação. Na competição, esses elementos se intensificaram e ganharam novas dimensões. O clima, por exemplo, surpreendeu os integrantes. Ruan descreveu o momento como único. “Eu achei magnífico, foi sensacional. Eu nunca imaginaria participar de algo assim, mas gostei demais.” Para ele, a estreia superou suas projeções. “Minha expectativa era pilotar o robô e ficar em 9º, mas acabamos em 4º lugar! Para mim foi um feito muito massa, ainda mais na primeira vez.”

Se, para Ruan, a surpresa esteve no resultado, para Samuel o destaque foi a vivência completa que a competição proporcionou. “Foi uma sensação única. Trabalhar com um robô, tanto na parte de construção quanto na programação e ainda ser jogador, é extremamente legal. Eu diria que é uma emoção que não tem como descrever”, afirmou. Ele acrescentou que suas expectativas se confirmaram: “Para um primeiro campeonato, o 4º lugar só deu mais vontade de participar de muitos outros.”

O resultado alcançado reflete a rotina de aprendizado e preparação dos clubistas, que, divididos em equipes, construíram juntos o projeto, superando obstáculos individuais e coletivos. Na montagem, por exemplo, a paciência se mostrou essencial. “Às vezes é preciso desmontar tudo e montar de novo por causa de uma única peça”, conta João, integrante dessa equipe. Para Diuliano, um dos maiores desafios foi lidar com o coletivo. “Uma das coisas que eu tive que aprimorar foi a questão do trabalho em grupo.” Já Sarah, acrescentou outra dimensão do aprendizado: Aprender a ouvir mais. “Eu quis fazer do meu jeito e não deu muito certo”, disse entre risos. Essa experiência dentro do clube também se somou a apoios externos, fundamentais para a preparação da equipe.

Após o coordenador do clube, professor Guido Valmor Buss, inscrever o projeto dos participantes em um edital de incentivo à robótica educacional, promovido pela empresa StemOS, o grupo recebeu um kit completo de peças. O material deu fôlego extra aos trabalhos já em andamento no laboratório. Além disso, a equipe contou com a mentoria do Clube Acrux Robocep, do Colégio Estadual do Paraná, cuja experiência ajudou a orientar a montagem e fortalecer a preparação. Esses apoios reforçam que a robótica educacional se desenvolve em rede, com clubes, escolas e instituições compartilhando conhecimentos.

Para os estudantes, foi no percurso, entre peças, fios, códigos e apresentações que a ciência se revelou como prática coletiva, feita de cooperação, desafios superados e conquistas compartilhadas. Mais do que um resultado na arena, a participação na Off Season das Araucárias consolidou-se como um marco para o Nautilus Robotics e mostrou que o conhecimento desenvolvido no cotidiano do clube pode ganhar novas dimensões.

Com oficinas na UTFPR e UEPG, estudantes do Colégio Frei Doroteu aprofundam pesquisa sobre repelentes naturais e fortalecem a relação entre ensino básico e superior

Foto dos estudantes com jalecos brancos observando uma bancada de laboratório com equipamento de extração de óleos essenciais montado. Um frasco com folhas está sendo aquecido em manta térmica; há tubos de vidro conectados e mangueiras conduzindo o vapor até um condensador. Ao fundo, mais alunos acompanham a atividade.
Integrantes do Clube Ciência Divertida observam e registram as etapas do preparo para a extração de óleos essenciais, durante atividade prática no laboratório da UEPG (UEPG) (Foto/Clube Ciência Divertida)

O Clube Ciência Divertida, do Colégio Estadual Cívico-Militar Frei Doroteu de Pádua, de Ponta Grossa, participou de um minicurso sobre extração de óleos essenciais, promovido pelo Departamento de Química da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A atividade marcou o início da segunda etapa do projeto “Proteja-se da Dengue”, que visa desenvolver soluções naturais para o combate ao mosquito Aedes aegypti.

Durante o minicurso, foram apresentadas técnicas de extração de óleos naturais, que servirão de base para a produção de repelentes naturais, pretendida pelo clube. O conteúdo está relacionado com a pesquisa desenvolvida pelos estudantes, focado em alternativas sustentáveis para o enfrentamento à dengue. A parceria com a universidade reforça o caráter investigativo do projeto e aproxima os estudantes da realidade acadêmica, contribuindo para que percebam a universidade como um caminho viável para seu futuro.

Estudantes do Clube ‘Ciência Divertida’ em visita à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) (Foto/Clube Ciência Divertida)

Além do minicurso, os alunos já haviam participado, em abril, de uma oficina na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), também em Ponta Grossa. Na ocasião, conheceram o campus e os cursos da instituição, e cada participante teve a oportunidade de produzir sua própria vela com essências repelentes.

Os estudantes também já realizaram uma das etapas práticas da pesquisa, com a produção de vasos autoirrigáveis feitos com garrafas PET e o cultivo de plantas repelentes como alecrim, lavanda, hortelã e manjericão. Os vasos foram distribuídos em diferentes espaços do colégio. Para o cultivo das plantas, foi implantada uma horta escolar, que irá abastecer o projeto, com foco na produção futura de óleos essenciais.

No laboratório da UEPG, estudantes acompanham a extração de óleos essenciais durante atividade prática no laboratório da universidade (Foto/Clube Ciência Divertida)

Após quatro semanas no SLI, em Portugal, Lucas Koehler retorna com o desejo de estudar fora, pesquisar e retribuir ao Brasil o que aprendeu

Um estudante está sentado em uma mesa de trabalho coletiva, utilizando um notebook. Ele veste camiseta preta estampada e crachá azul, com óculos de grau de armação escura. À sua frente, sobre a mesa, há outro notebook fechado, um celular, um par de óculos de sol e duas garrafas brancas de metal. Ao fundo, outros estudantes trabalham em laptops em um ambiente moderno, com paredes decoradas por imagens que remetem ao espaço. A cena registra um momento de concentração durante atividades acadêmicas em grupo.
Lucas durante as atividades do programa em Portugal. (Foto/Arquivo Pessoal)

Após quatro semanas em Portugal, o estudante curitibano Lucas Gabriel Vicari Koehler, 17 anos, do Colégio Elias Abrahão e integrante do Clube de Ciências MBaetaca, retornou com a experiência de participar da 6ª edição do Sustainable Living Innovators (SLI). O programa internacional, realizado pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), em Matosinhos (Portugal), reuniu jovens de diferentes países em palestras, mentorias e em um desafio coletivo que simulava uma missão lunar. Nessa atividade, as equipes precisaram desenvolver estratégias de sobrevivência com aplicação prática  também na Terra.

Durante as atividades, os participantes foram organizados em grupos para desenvolver soluções conjuntas aos desafios propostos. A orientação de mentores foi parte essencial nesse processo, somada ao incentivo constante à troca de conhecimentos entre jovens de diferentes áreas. Sintetizando esse aprendizado, Lucas lembra de uma frase que, repetida tantas vezes, acabou se tornando um lema entre os colegas: “Se um ganha, todos ganham. Se um perde, todos perdem.”

Despedida de colegas no encerramento do SLI (Foto/ Arquivo Pessoal)

O interesse de Lucas pela aproximação entre tecnologia e saúde está presente desde a inscrição no programa – quando propôs o uso de tecnologias espaciais para auxiliar na detecção precoce de câncer – e foi reforçado no programa em Portugal. Entre os momentos mais marcantes, ele destaca a oportunidade de acompanhar pesquisadores que atuam com nanotecnologia, por exemplo, aplicada à saúde. O contato direto com especialistas da área tornou mais palpável a percepção de como a inovação pode impactar a medicina e contribuir para salvar vidas. 

Fora da programação formal, a vivência cultural também foi determinante. Lucas lembra das idas ao Jardim do Morro, onde conversava com colegas, turistas e moradores locais, e fez amizades com pessoas de diferentes países. Para ele, circular pela cidade e se deparar com múltiplos idiomas foi transformador: “Gostei muito de poder ter essa liberdade, de passar na rua e escutar inglês, escutar alemão, escutar línguas diferentes e também poder falar línguas diferentes, poder ter essa troca cultural”, contou.

Estudante compartilha vivência com turma em Curitiba (Foto/ Arquivo Pessoal)
Um estudante está sentado em uma mesa de trabalho coletiva, utilizando um notebook. Ele veste camiseta preta estampada e crachá azul, com óculos de grau de armação escura. À sua frente, sobre a mesa, há outro notebook fechado, um celular, um par de óculos de sol e duas garrafas brancas de metal. Ao fundo, outros estudantes trabalham em laptops em um ambiente moderno, com paredes decoradas por imagens que remetem ao espaço. A cena registra um momento de concentração durante atividades acadêmicas em grupo.
Lucas ao lado da professora e da diretora da escola (Foto/ Arquivo Pessoal)

Para a mãe, Tayana Vicari, a vivência no exterior ampliou os caminhos do filho. “As portas do mundo se abriram para ele. Ele sempre quis trazer benefícios às pessoas, e agora terá condições de contribuir de alguma forma para a sociedade”, afirmou. 

Lucas, por sua vez, considera a viagem um divisor de águas em sua formação. Mais do que o aprendizado técnico e as conexões internacionais, voltou decidido a compartilhar o que aprendeu. “Eu tenho muito para oferecer. Minha jornada, quem eu sou, conta muito. Quero estudar no exterior, pesquisar e depois voltar ao Brasil para retribuir o que aprendi, incentivando outros estudantes a acreditar que estudar vale a pena e que é possível conquistar oportunidades”, concluiu o estudante.

O clube preparou a peça ao longo do semestre e fez sua estreia ao encenar para estudantes de uma escola municipal

A foto mostra a apresentação de teatro de fantoches do clube Cabeceira do Rio Iapó para os estudantes do Colégio Municipal Dr. Vicente Machado. Ao fundo, vê-se um palco decorado com cortina vermelha e laterais com ilustrações de folhas e flores, onde dois fantoches estão sendo manipulados. À esquerda do palco, uma pessoa está sentada, concentrada, auxiliando na apresentação. Em primeiro plano, o público — composto por estudantes sentados em cadeiras plásticas — assiste atentamente à encenação. O ambiente é uma sala ampla, com paredes claras e boa iluminação.
Durante a apresentação do teatro para os alunos do Colégio Municipal Dr. Vicente Machado, de Castro (Foto/Talula)

O clube Cabeceira do Rio Iapó, do Colégio Antônio e Marcos Cavannis, da cidade de Castro, estreou sua peça de teatro científico, intitulada “Conservação do Solo e da Água”. Inserida no projeto do clube, a atividade teve como público-alvo os estudantes do Colégio Municipal Dr. Vicente Machado e buscou sensibilizá-los para questões ambientais relacionadas ao Rio Iapó.

A peça, encenada três vezes ao longo do dia 17 de junho, para que todos os estudantes da escola pudessem assistir, contou a história de duas crianças que se encontram e embarcam em uma aventura com descobertas sobre a preservação do solo e da água.  Durante a encenação, um dos destaques foi o latossolo — tipo de solo característico da região, com alta permeabilidade de água —, abordado de forma lúdica pelos personagens.

Interpretados por fantoches confeccionados pelos próprios clubistas, os personagens chamaram a atenção do público infantil, e ao final das sessões, as crianças interagiram, comentaram sobre os personagens e demonstraram interesse e envolvimento com o tema da peça.

Clubistas apresentando-se pessoalmente aos espectadores ao fim da peça (Foto/Talula)

Após as apresentações, os estudantes do clube participaram de uma roda de conversa com parte da equipe de bolsistas e articuladoras dos clubes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). No encontro, os alunos puderam compartilhar suas experiências no processo de criação e discutir os aprendizados envolvidos na produção teatral. A troca com a equipe da universidade também possibilitou que os estudantes reconhecessem o valor educativo do trabalho que realizaram.

O momento serviu ainda como incentivo à continuidade do projeto. Os estudantes foram convidados a pensar nos próximos passos do clube, refletindo sobre o que já foi realizado e como seguir participando ativamente das atividades. A conversa reforçou o compromisso com o trabalho em grupo e a importância do envolvimento dos estudantes nas ações e no planejamento das novas atividades. O clube segue ativo, e em breve novas etapas do projeto serão compartilhadas.