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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

A equipe de bolsistas e articuladoras iniciou o ano com uma reunião presencial

A foto mostra a equipe da Universidade Estadual de Ponta Grossa reunida em uma sala no campus. Todos estão sentados em um grande círculo ao redor de duas mesas. Ao fundo duas grandes janelas iluminam o ambiente. Uma articuladora da Rede tem a palavra, e os demais ouvem atentamente, parecendo reflexivos.
A equipe da UEPG se reuniu para dar continuidade aos trabalhos na Rede de Clubes Paraná Faz Ciência (Foto/Talula)

O dia 19 de fevereiro começou cedo para a equipe da Rede de Clubes de Ciência da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Reunidos em uma sala do Centro Tecnológico de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais, o grupo de oito bolsistas e duas articuladoras conversaram sobre a retomada das atividades dos clubes após o recesso escolar. A reunião teve como objetivo alinhar ações, refletir sobre o funcionamento dos clubes e organizar os próximos passos do trabalho ao longo do ano.

Três membros da equipe dos clubes da UEPG estão sentados ao redor de uma mesa em uma sala de reunião. À esquerda, uma mulher de cabelo curto grisalho segura um caderno. No centro, uma mulher de cabelo cacheado e óculos sorri, com uma caneta na mão. À direita, um homem de barba curta escuta atentamente. Sobre a mesa há cadernos, uma garrafa de água e uma bolsa.
Da esquerda para a direita: a articuladora professora doutora Marilei Sandri, a articuladora e professora doutora Leila e o professor doutor Renan Sota, pós-doutorando (Foto/Talula)

Entre as pautas da reunião, mudanças comuns ao início do ano letivo, como a saída de estudantes da escola após a formatura, o que, em muitos casos, exige a seleção de novos clubistas. Essas reorganizações fazem parte da dinâmica dos clubes de ciência e demandam um acompanhamento atento para garantir a continuidade das atividades e o engajamento dos estudantes.

As atividades já desenvolvidas pelos clubes em 2025 também estiveram em pauta. Para compreender como os clubes têm atuado, foram apresentadas novas propostas de acompanhamento para este início de semestre, considerando as práticas desenvolvidas, a participação dos estudantes, a produção científica, os desafios e as perspectivas.

Dez membros da equipe dos clubes da UEPG posam para uma foto em um ambiente interno. Algumas estão sentadas em um banco e outras em pé atrás. Todos olham para a câmera e sorriem. Ao fundo, há uma parede clara com placas institucionais e um retrato de Paulo Freire.
Parte da atual equipe da Rede de Clubes pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (Fotos/Talula)

De acordo com a professora doutora Marilei Sandri, uma das articuladoras da Rede de Clubes pela UEPG, estão previstas para as próximas semanas visitas aos clubes – especialmente aqueles que tiveram mudanças mais significativas, como a necessidade de substituição de professores. As visitas possibilitam um olhar mais próximo sobre a situação atual dos clubes,  contribuindo para compreender suas demandas e apoiar o desenvolvimento das atividades ao longo do ano.

As férias acabaram e os clubistas voltaram com ânimos renovados para dar continuidade aos seus projetos

A foto mostra uma clubista do Raízes D’Água em um espaço de cultivo fechado com uma tela de sombreamento para plantas ao fundo. A clubista está limpando com uma esponja uma estrutura de hidroponia, formada por tubos, ela veste camiseta vermelha e calça escura, e tem cabelos longos e presos.
Clubista do Raízes D’Água na horta hidropônica do clube, a primeira tarefa do ano foi renovar o local dos trabalhos após as férias (Foto/Sueli Maia)

O dia 5 de fevereiro marcou o retorno das aulas em todos os colégios do Estado do Paraná e, com isso, a retomada das atividades dos Clubes de Ciência. No Instituto Federal do Paraná (IFPR) campus Palmas, os encontros foram reiniciados com foco no planejamento das próximas etapas dos projetos e na organização das atividades previstas para o semestre. Conversamos com professores de três desses clubes para entender como está sendo esse início de semestre.

O projeto doClube ODS em Ação envolve a construção de uma miniusina de laboratório voltada à reciclagem de óleo de cozinha usado. O professor clubista e engenheiro Vinícius Bordim explicou que este período tem sido marcado pela reestruturação dos espaços de pesquisa. Segundo ele, o clube está organizando um setor específico de análises no laboratório, com a instalação de equipamentos em uma sala destinada exclusivamente a essa finalidade. O espaço contará com acesso restrito, garantindo maior segurança e controle no uso dos materiais, além de melhores condições para o desenvolvimento das atividades científicas realizadas pelos clubistas.

A foto foi tirada em um ambiente fechado, os alunos e sua professora se posicionam lado a lado para a foto, olham diretamente para a câmera. Todos estão usando uniforme da escola, com exceção da profª que está usando calça e jaqueta jeans. Ao fundo, os banners dos trabalhos apresentados.
A organização do novo espaço laboratorial é um dos primeiros compromissos dos clubistas do ODS em Ação para 2026 (Foto/Vinícius Bordim)

No Clube Somos Fãs de Lavoisier, do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, em Chopinzinho, o semestre começa com a continuidade de projetos já consolidados. Um deles é “O Curso da Vida”, que envolve uma maquete de cerca de cinco metros de comprimento sobre o Rio Iguaçu e seus afluentes. Atualmente, o modelo integra a rota turística oficial do município e está aberto à visitação, promovendo educação científica, valorização ambiental e integração social, com a participação dos estudantes como mediadores no Barracão Pedagógico.

Segundo a professora Lidiane Scariot, o projeto seguirá em expansão, com a ampliação da maquete para abordar as camadas da crosta terrestre. Também terão continuidade o projeto com abelhas e as ações de pesquisa e visitação já em andamento. Além disso, há a previsão de iniciar o projeto Acerte seu Relógio, voltado à construção de um espaço para a comunidade, com foco na divulgação do conhecimento científico sobre plantas medicinais.

No Clube de CiênciasRaízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, em Pato Branco, o início do semestre marca a retomada das atividades práticas e dos cuidados com os espaços de cultivo. O clube desenvolve pesquisas voltadas a formas sustentáveis de produção de alimentos, com destaque para sistemas que dispensam o uso do solo e assim otimizam recursos naturais.

Neste período, as ações estão concentradas na preparação da estufa e dos recipientes de cultivo, etapa essencial para garantir a saúde das plantas e a continuidade das pesquisas. Também está previsto o início do manejo de morangos em sistema de semi-hidroponia, ampliando as investigações do grupo sobre técnicas alternativas de produção agrícola em ambientes controlados.

Em uma parceria com a Universidade, o clube articulado pelo IFPR Palmas participou das oficinas ao longo de 2025

Foto dos clubistas do Meu Mundo Melhor em visita a UFFS e após oficina sobre pomares e hortas. Na imagem, 20 alunos posam para a foto de pé e 5 integrantes do projeto de extensão da Universidade estão abaixados a sua frente, também olhando para a câmera. A maioria demonstra alegria, os estudantes estão todos uniformizados. O ambiente é sombreado por uma grande árvore ao fundo, o solo é coberto por grama e no horizonte um céu azul e mais plantas altas.
Clubistas e instrutores das oficinas no campus da UFFS, em Laranjeiras do Sul (Foto/Arquivo pessoal)

No dia 25 de novembro, o clube chopinzinhense Meu Mundo Melhor, do Colégio Estadual do Campo Santa Inês e articulado pelo Instituto Federal do Paraná – Campus Palmas, realizou a quinta e última visita do ano à Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Laranjeiras do Sul. As visitas fazem parte dos projetos de extensão “Educação Ambiental na UFFS: A Universidade como Ambiente Educador Sustentável” e “Divulgação Científica Novos Caminhos para Um Mundo Mais Sustentável”, que oferecem oficinas interativas de educação ambiental para as escolas da região.

Sobre a sombra de uma tenda, em sua maioria sentados, os clubistas observam os três oficineiros - de costas para a câmera - em momento expositivo da oficina. Ao fundo da foto, um espaço de mata fechada e, mais próximo ao grupo, uma horta, e a placa colorida “mandala mágica”. O ambiente exala curiosidade por parte dos estudantes.
Clubistas e instrutores durante a oficina de Horta Mandala (Foto/Arquivo Pessoal)

Nas duas últimas oficinas, realizadas em novembro do ano passado, o clube participou das atividades interativas “Horta Mandala” e “Áreas Experimentais e Pomar”. Nelas, os estudantes puderam compreender como a combinação de diferentes espécies favorece o desenvolvimento das plantas, conhecer o papel das plantas indicadoras e observar estratégias de controle natural de pragas a partir do uso de vegetais. A atividade ainda apresentou formas de organização do cultivo que facilitam o manejo diário, otimizam a irrigação e permitem a convivência entre diferentes sistemas produtivos.

Três clubistas agachados plantam juntos uma muda de árvore em um espaço de mata, ao fundo, árvores preenchem o ambiente, próximos aos três estudantes, outros parecem estar em um diálogo. Uma pessoa da universidade observa e outra tira foto da ação do plantio. O espaço é verde, com plantas por todos os lados, crescendo livremente.
Durante a Trilha da Nascente, clubistas plantam uma muda em espaço dedicado às araucárias (Foto/Arquivo)

Entre as oficinas, um passeio por trilha guiada em área de nascente e reserva ambiental, uma visita à Central de Resíduos – onde foram abordadas questões referentes à reciclagem e recursos naturais – e a oficina “Biodigestor” – sobre energia limpa. Para o clube, as atividades aproximam os estudantes do ambiente universitário e ampliam sua compreensão sobre processos científicos e práticas sustentáveis que dialogam com os projetos desenvolvidos no clube. 

Três pessoas estão agachadas manipulando materiais orgânicos sobre o chão, entre elas um clubista. Uma delas segura um recipiente transparente enquanto outra coloca materiais dentro dele, e a terceira auxilia no processo. Ao fundo, há um conjunto de caixas verdes empilhadas e outras pessoas em pé, parcialmente visíveis. A cena ocorre em um espaço externo com grama seca e folhas espalhadas.
Estudantes do Meu Mundo Melhor em oficina interativa sobre biodigestor (Foto/Arquivo Pessoal)

Com essa visita, o clube encerrou um ciclo de sete encontros voltados à ampliação do repertório científico dos alunos e ao fortalecimento das práticas que já desenvolvem na escola — como horta, pomar, compostagem e manejo de abelhas sem ferrão. As oficinas contribuíram para que os estudantes percebessem como os conhecimentos explorados no clube se relacionam com pesquisas e metodologias aplicadas na universidade, contribuindo para a construção de um mundo melhor, que atravessa os muros das instituições de ensino.

Os dois clubes premiados na FECCI participavam pela primeira vez de uma feira competitiva

A foto mostra um grupo de pessoas reunido no palco da FECCI, entre clubistas, professores e autoridade, todos posicionadas lado a lado e olhando para a câmera. Ao centro, a professora do clube Arquitetos da Natureza segura o certificado do prêmio, enquanto os alunos do clube usam medalhas penduradas no pescoço. Algumas pessoas vestem camisetas com logos do evento ou da escola, e outras usam roupas casuais. No fundo, há um telão iluminado com elementos gráficos coloridos. A iluminação do palco deixa reflexos roxos no chão. O clima geral é de celebração e premiação.
Clubistas do Arquitetos da Natureza durante a premiação da FECCI; o clube recebeu o primeiro lugar na categoria Ciências Agrárias Júnior (Foto/Divulgação)

Entre os dias 3 e 5 de Novembro, quatro clubes articulados pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR) campus Palmas participaram da Feira de Cultura Científica (FECCI), em Curitiba, no campus da UTFPR Neoville. Esta foi a primeira edição da Feira, que envolveu alunos do Ensino Fundamental I ao Ensino Médio, Técnico e EJA (Educação de Jovens e Adultos). A programação, além de contar com exposição e avaliação dos projetos, também contou com apresentações culturais, oficinas, estandes de instituições parceiras, entre outros.

Dos quatro clubes do IFPR presentes no evento, o Arquitetos da Natureza, da cidade de Palmas, e o HF Maker, de Mangueirinha, receberam os primeiros prêmios nas categorias Ciências Agrárias Júnior e Ciências Biológicas Jovem Total, respectivamente. Para ambos os clubes foi a primeira experiência em uma feira competitiva. Conheça a seguir cada um dos projetos vencedores:

Esse projeto investiga formas mais sustentáveis de produzir hortaliças. A pesquisa comparou o cultivo de alface e rabanete juntos, com e sem cobertura morta — uma camada de material orgânico colocada sobre o solo para conservar a umidade, reduzir a temperatura e dificultar o crescimento de plantas daninhas. Os resultados parciais mostraram que a cobertura morta ajudou no desenvolvimento das plantas e que o cultivo conjunto das duas hortaliças aproveita melhor o espaço do que o plantio separado. 

O projeto foi desenvolvido na horta da escola, com apoio da professora de Agronomia e de acadêmicos do IFPR – Campus Palmas, integrando ainda discussões sobre sustentabilidade e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Na Feira, o clube apresntou também o trabalho “Ciência que dá gosto – vinagre artesanal”.

Voltado à produção de cosméticos com pigmentos e óleos extraídos de plantas como hortelã, lavanda, beterraba, urucum, amora e pinhão. Os estudantes realizaram todas as etapas do processo, desde a extração dos ingredientes até a formulação de batons e hidratantes labiais, utilizando materiais encontrados na escola ou de fácil acesso.

Na foto, um grupo grande de pessoas está reunido no palco da FECCi, formando duas fileiras: algumas agachadas à frente e outras em pé atrás. Todas estão sorrindo e posando para a câmera. Várias pessoas seguram sacolas de papel e crachás do evento, e a professora do clube exibe um pequeno troféu. O fundo é iluminado por um telão com elementos gráficos coloridos, criando um clima festivo. O ambiente sugere um momento de celebração e reconhecimento
Clubistas do HF Maker durante a premiação da FECCI, já na primeira participação venceram na categoria Ciências Biológicas Jovem Total (Foto/Divulgação)

O trabalho também incluiu uma etapa de avaliação sensorial com mulheres da comunidade escolar, que testaram os produtos e responderam a um questionário sobre aplicação, hidratação, aparência e aroma. Os alunos ainda organizaram um minicurso sobre cosméticos naturais, apresentando o processo de produção e discutindo o uso de ingredientes de origem vegetal.

Ana Clara, clubista do HF Maker é uma das estudantes que apresentaram o projeto no evento, ela afirma que ficou muito feliz com a premiação. “Eu sempre confiei na pesquisa, mesmo diante do receio de não ganhar o primeiro lugar”, conta. Enquanto a professora Flávia de Mello destacou os planos para o futuro. “Pretendemos ampliar o trabalho, realizando novos testes e desenvolvendo outras fórmulas e produtos: maquiagens, como blush e sombra, até itens de higiene pessoal e jóias botânicas produzidas com flores, folhas e sementes”, enumera a professora.

Os clubes de Palmas, Chopinzinho e Pato Branco preparam-se para a FECCI, que será em Curitiba

No primeiro plano da foto, é possível observar uma estudante apontando para um álbum de fotos, apresentando o projeto O Curso da Vida para uma visitante dos estandes. Ao seu lado e ao fundo, mais estudantes do clube apresentam outros materiais, que incluem colmeias de abelhas sem ferrão. O espaço geral é preenchido por banners, mesas e visitantes.
Clubistas do Somos Fãs de Lavoisier, apresentando seu trabalho na I Mostra de Clubes de Ciência, em Guarapuava, o clube estará também na FECCI (Foto/Talula)

Entre os dias 4 e 6 de Novembro, ocorre a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, organizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência. O evento funciona como um incentivo para estudantes e professores da educação básica do Paraná produzirem cultura, conhecimento científico e tecnológico. Entre os selecionados para apresentação de trabalhos na mostra FECCI JÚNIOR, estão cinco clubes de ciência articulados pela IFPR campus Palmas: Somos Fãs de Lavoisier, Arquitetos da Natureza, Raízes D’Água, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em Ação (ODS em Ação) e o clube maker Ciências no Quilombo.

O clube Somos Fãs de Lavoisier é do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, de Chopinzinho, e apresentará O Curso da Vida. Esse projeto envolveu a criação de uma maquete de 5 metros de comprimento sobre o Rio Iguaçu e seus afluentes. O modelo é hoje um ponto da rota turística oficial da cidade e está aberto para receber visitantes. As visitas promovem educação científica, valorização ambiental e integração social tanto aos turistas, quanto aos estudantes, que guiam as visitas no chamado Barracão Pedagógico.

A foto mostra a maquete do clube Somos Fãs de Lavoisier, com mais de cinco metros de comprimento, ela representa o Rio Iguaçu e uma curiosidade é que a água realmente corre pela maquete. Na foto, um clubista e uma professora estão ao lado da maquete, que tem um bom ângulo de inclinação. No modelo, é possível observar pequenas árvores, casinhas, estradas, mini-hidrelétricas e é claro, o rio.
Maquete do projeto Curso da Vida, do Clube Somos Fãs de Lavoisier. Com 5 metros de comprimento, a miniatura é um ponto turístico da cidade (Foto/Talula)

Já de Palmas, o primeiro representante é o clube Arquitetos da Natureza,  do Colégio Estadual Dom Carlos, que estará no evento com dois trabalhos: a) Avaliação de cobertura morta em cultura de alface consorciado com rabanete, sob manejo orgânico e b) Ciência que dá gosto – vinagre artesanal. Em ambos projetos, destaca-se o uso de matéria orgânica para a produção de alface e de vinagre artesanal. Os projetos têm o objetivo de reduzir o desperdício e incentivar práticas sustentáveis no ambiente escolar.

Também de Palmas é o clube Raízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, que apresentará seu trabalho Hidroponia na escola do campo – ciência verde e sustentável. O projeto é sobre plantações hidropônicas, em especial hortaliças, para locais com dificuldade de acesso a alimentos frescos. Os clubistas apresentarão seu protótipo de sistema que possibilita colheitas antecipadas, monitoramento de pH e condutividade, e ainda o uso de casca de ovo como substrato.

A foto mostra uma estrutura feita de canos de PVC em uma estrutura metálica similar a uma mesa. abaixo dela, um galão de água e nutrientes se conecta aos canos. Nesses, há ainda pés de alface, ainda em fase inicial de desenvolvimento
O modelo de hidroponia do clube Raízes D’Água. O clube teve a oportunidade de levar o projeto também ao 5º Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Arquivo)

O ODS em Ação é um clube de Pato Branco, do Colégio Estadual São João, e seu projeto envolve a construção de uma mini-usina industrial de laboratório para reciclagem do óleo de cozinha usado. O projeto ainda está se desenvolvendo, mas entre os produtos da reutilização do óleo visados estão cosméticos, sanitizantes e biocombustíveis.

A foto mostra clubistas em laboratório, em uma bancada de mármore, eles fazem testes com óleo de cozinha. Esse está armazenado em um grande pote de vidro, sendo colocado em um tubo de ensaio.
Foto do clube ODS em Ação em ação no seu laboratório. No momento o clube faz testes com o óleo de cozinha, avançando nas etapas da sua mini-usina, (Foto/Arquivo)

O evento este ano sediado na Unicentro, em Guarapuava, promete unir clubes de ciências todas as regiões do Paraná

A foto mostra clubistas do Raízes D’Água, que participarão do 5º Paraná Faz Ciência. Eles estão apresentando seu projeto em uma sala de aula, para outros alunos, que permanecem atentos. Ao seu lado, seu protótipo de horta hidropônica. (Foto/Talula)
Alunos do Clube Raízes D’Água, durante apresentação de seu trabalho sobre hidroponia. O Clube terá a oportunidade de apresentar também no 5º Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Arquivo)

A cidade de Guarapuava receberá, entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, a 5ª edição do Paraná Faz Ciência, evento organizado esse ano pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Considerado o maior encontro científico do Estado, o Paraná Faz Ciência reuniu no ano passado cerca de 38 mil participantes e, nesta edição, contará também com a presença de outras dez universidades públicas estaduais e federais presentes no estado. Um dos pontos altos da programação será a mostra científica da Rede de Clubes, que reunirá, pela primeira vez, representantes de todos os Núcleos Regionais de Educação (NRE) do Paraná. Entre os clubes participantes, oito têm articulação do Instituto Federal do Paraná (IFPR), de Palmas.

Dois clubes da cidade de Pato Branco foram selecionados para o evento, um deles é o clube Raízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque. Eles apresentarão a hidroponia como alternativa sustentável para o cultivo de hortaliças em áreas rurais e com dificuldade de acesso a alimentos frescos. O sistema desenvolvido pelos estudantes possibilita a produção de alface com crescimento acelerado e colheita antecipada, além de testes com rúcula, salsa e cebolinha. O protótipo conta com monitoramento diário do pH e da condutividade, e o uso de casca de ovo como substrato também foi avaliado para ser um solução ambientalmente responsável.

Na foto, um prato de comida bem equilibrado, com arroz, feijão, proteína, e salada. a cor do utensílio é prateada e está sendo segurada por duas mãos.
O clube Raízes D’Água apresentará seu projeto com horta hidropônica. Em recente almoço na escola, usaram a primeira colheita de alfaces para uma deliciosa salada (Foto/Arquivo pessoal)

Também de Pato Branco é o Colégio Estadual São João, com os clubistas do Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em Ação, ou simplesmente ODS em Ação. O trabalho desenvolvido pelos clubistas envolve a construção de uma mini-usina industrial de laboratório para reciclagem do óleo de cozinha usado. Entre os produtos visados para serem produzidos pelo óleo estão cosméticos, sanitizantes e biocombustíveis.

Na foto, alunos estão em um laboratório de ciências, trabalhando em uma bancada. Um dos estudantes toma notas enquanto outros visualizam algo na tela de um notebook.
O clube ODS em ação já realizou várias etapas teóricas de sua pesquisa com a mini-usina, e outras práticas, que envolveram óleo de cozinha usado (Foto/Arquivo pessoal)

De Chopinzinho, três clubes irão a Guarapuava, um deles é o Meu Mundo Melhor, do Colégio Estadual Arcelina de Almeida. Seu projeto descreve as inúmeras ações em torno do cultivo de plantas e criação de abelhas sem ferrão, o que inclui ainda atividades em pomar e horta, mas também a organização da 1ª Festa das Sementes. A iniciativa integrou toda a comunidade escolar e contou com parcerias institucionais e apoio de entidades como a UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul) e a empresa ENGIE, grupo francês fornecedor de energia por fonte renovável. Com isso, consolidou-se como um Clube de Ciências voltado à sustentabilidade, inovação e envolvimento comunitário.

Já o clube Raízes do Conhecimento, do Colégio Estadual José Armim Matte, tem um projeto que explora o potencial das plantas medicinais em uma abordagem holística, ao considerar não apenas os aspectos físicos, mas também emocionais e espirituais do ser humano. As atividades incluem desde o cultivo e processamento de espécies até a preparação de chás, banhos e massagens, além da produção de materiais educativos e eventos de divulgação. A proposta alia tradição e ciência, promovendo bem-estar, consciência ambiental e aproximação entre tecnologia, saúde e práticas culturais.

E o terceiro clube chopinzinhense é o Somos Fãs de Lavoisier, do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, que apresentará três projetos distintos no Paraná Faz Ciência. O primeiro, Acerte Seu Relógio, cria um espaço educativo que integra escola, comunidade e instituições por meio da construção de um “relógio do corpo humano” em horto medicinal, unindo saberes populares e científicos sobre plantas medicinais. O segundo projeto, Polinizando Saberes para a Vida, envolve a criação de um meliponário e de uma colmeia didática, permitindo aos estudantes observar de perto a biologia das abelhas e compreender sua importância para a produção de alimentos, além de promover oficinas educativas e ações de preservação ambiental. Já o terceiro projeto, O Curso da Vida, apresenta uma grande maquete do Rio Iguaçu e seus afluentes, com usinas hidrelétricas, biodiversidade local, elementos culturais e econômicos da região. A iniciativa recebe visitas escolares e da comunidade, promovendo educação científica, valorização ambiental e integração social.

Na foto, pessoas observam a maquete da usina hidrelétrica, que é composta por mini árvores e um rio de água corrente
Uma das pesquisas que será apresentada no Paraná Faz Ciência é do clube Somos Fãs de Lavoisier e envolve sua grande maquete de usina hidrelétrica (Foto/Arquivo pessoal)

O clube Inspirar, do Colégio Estadual do Campo Núcleo de Santa Lúcia, em Coronel Vivida, apresenta o projeto “Caminhos Sustentáveis”. Entre as atividades, os estudantes realizaram o teste da pegada ecológica, oficinas para produção de vasos sustentáveis e o plantio de mudas em pequenos espaços. Também produziram bolas de sementes, sabão ecológico e investigaram o relógio biológico de plantas medicinais. O trabalho aproxima os alunos de práticas ambientais acessíveis e criativas, incentivando a reflexão sobre sustentabilidade no cotidiano escolar e comunitário.

No Colégio Estadual João XXIII, de Clevelândia, o Clube de Ciências Área XXIII apresentará um projeto voltado à valorização dos parques naturais do município. A iniciativa envolveu saídas de campo para observação da biodiversidade e coleta de informações, que serviram de base para a produção de cartilhas ilustradas e vídeos educativos. As cartilhas, com linguagem acessível e atividades interativas, foram destinadas à escola e à comunidade, enquanto os vídeos ganharam espaço nas redes sociais e em eventos locais.

Por fim, do Colégio Estadual Dom Carlos, de Palmas, o Clube Arquitetos da Natureza estará no Paraná Faz Ciência com o projeto Produção de Vinagre Artesanal a partir da Polpa e Casca de Frutas. A iniciativa utiliza frutos da agricultura familiar, incluindo polpas e cascas, com o objetivo de reduzir o desperdício e incentivar práticas sustentáveis. Embora alguns resultados não tenham atingido os padrões de acidez esperados, os testes forneceram dados relevantes para estudos futuros e destacaram o potencial da produção artesanal como alternativa sustentável e educativa.

Os 8 clubes de ciências do núcleo trabalham com temas diversos, contemplando ciências exatas, biológicas e humanas

A foto mostra o grupo de estudantes em uma sala de aula. A maioria dos alunos veste uniformes escolares, alguns usando roupas azuis e outros, brancas. Eles estão juntos para uma foto em grupo, com sorrisos e poses descontraídas. O ambiente é uma sala de aula comum, com cadeiras e mesas organizadas, e há um ar condicionado no canto superior direito. O teto possui luminárias retangulares, e na parte superior esquerda há um projetor suspenso. O chão é de madeira.
Visita ao clube Raízes da Terra, do Colégio Estadual Armim Matte, de Chopinzinho (Foto/Arquivo pessoal)


Entre os dias 19 e 24 de fevereiro, a orientadora e professora Sandra Angnes e a coordenadora pedagógica Gricel de Oliveira, representantes do Instituto Federal do Paraná (IFPR) Campus Palmas, responsáveis pelo acompanhamento das escolas do Núcleo Regional de Educação de Pato Branco, visitaram as oito escolas contempladas pela Rede de Clubes do NAPI Paraná́ Faz Ciências. Essa iniciativa teve como objetivo levantar as demandas dos Clubes de Ciência e incentivar a produção científica e a inovação no ambiente escolar, promovendo a integração entre alunos, professores e gestores.

A foto mostra o grupo de estudantes em uma sala de aula. A maioria dos alunos veste uniformes escolares, alguns usando roupas azuis e outros, brancas. Eles estão juntos para uma foto em grupo, com sorrisos e poses descontraídas. O ambiente é uma sala de aula comum, com cadeiras e mesas organizadas, e há um ar condicionado no canto superior direito. O teto possui luminárias retangulares, e na parte superior esquerda há um projetor suspenso. O chão é de madeira.
Visita ao clube Raízes da Terra, do Colégio Estadual Armim Matte, de Chopinzinho (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra quatro pessoas posando para uma foto em um ambiente interno bem iluminado. Todos estão sorrindo e de pé lado a lado. A pessoa à esquerda tem cabelos cacheados loiros e está vestindo uma camiseta branca e saia preta com tênis branco. A segunda pessoa, da esquerda para a direita, tem cabelos lisos e usa uma camiseta verde escura e calça azul marinho, com sandálias. A terceira pessoa veste um conjunto cinza, com blusa e calça largas, e usa um relógio no pulso esquerdo. A pessoa à direita tem cabelos presos, veste um vestido azul escuro e sandálias claras. Ao fundo, há uma porta vermelha e uma janela, além de uma placa de saída de emergência verde acima da porta. O ambiente parece ser um espaço formal, com piso claro e paredes brancas.
Registro da visita ao clube Inspirar: Trilhando caminhos para a sustentabilidade, do Colégio Estadual do Campo Núcleo Santa Lúcia, no município de Coronel Vivida (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra três pessoas sentadas em um banco de madeira suspenso por correntes, estilo balanço, sob uma estrutura de madeira. Acima delas, há uma placa que diz "Projeto Pomar na Escola Rumo à Sustentabilidade" com o período letivo 2023-2024. A pessoa à esquerda tem cabelos cacheados loiros, veste uma camiseta branca, saia preta e tênis branco. A pessoa no centro usa óculos, uma camiseta vermelha e calça preta, e está sorrindo. A pessoa à direita veste um conjunto cinza de blusa e calça e também está sorrindo. É um ambiente escolar, com paredes pintadas em verde, vermelho e branco, e o chão de cimento ou tijolos rústicos. Ao fundo, há uma entrada com uma porta aberta.
Registro da visita ao clube Meu Mundo Melhor, do Colégio Estadual do Campo Santa Inês, no município de Chopinzinho (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra o grupo de pessoas reunidas em frente a uma estrutura de madeira com uma placa grande que contém os dizeres "CURSO DA VIDA" e "Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana - EEM". A maioria das pessoas está vestindo camisetas verdes com uma faixa preta contendo texto. Algumas pessoas estão em pé, enquanto outras estão agachadas ou sentadas à frente da placa. O ambiente parece ser uma área externa, com um prédio ao fundo pintado de verde e branco, e há vegetação ao redor. Todos estão posando para a foto, demonstrando expressões amigáveis.
Registro da visita ao clube Somos Fãs do Lavoisier, do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, no município de Chopinzinho (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra um grupo de pessoas reunidas ao redor de uma mesa coberta com uma toalha decorada com temas natalinos. Sobre a mesa, há um bolo decorado com frutas e uma jarra de suco amarelo. Algumas pessoas estão sentadas, enquanto outras estão de pé atrás delas. Algumas vestem uniformes escolares com camisetas azuis com detalhes brancos, enquanto outras usam roupas casuais. O ambiente é um espaço fechado, com paredes brancas, azulejos e plantas penduradas e também no chão. As expressões variam entre sorrisos e neutralidade.
Registro da visita ao clube Arquitetos da Natureza, do Colégio Estadual Dom Carlos, no município de Palmas (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra um grupo de pessoas posando para uma foto em um ambiente que parece ser uma sala de aula ou laboratório escolar. Algumas pessoas estão vestindo camisetas vermelhas com um pequeno logotipo, enquanto outras usam roupas casuais. No primeiro plano, há um painel circular com o nome "Raízes D'Água" e a inscrição "Col. Est. do Campo São Roque". O ambiente contém armários brancos, computadores e um terrário sobre uma mesa. No fundo, há uma bancada com tubulações e equipamentos, além de um manequim vestido com roupas típicas. Também é possível ver um modelo de avião branco fixado na parede, e janelas grandes permitem a entrada de luz natural. O grupo está sorrindo.
Registro da visita ao clube Raízes d’água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, no município de Pato Branco (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra três pessoas sorrindo para uma selfie tirada em um ambiente interno. O local parece ser uma sala de laboratório ou de ensino, com paredes verdes, prateleiras com frascos e materiais, além de bancadas e utensílios pendurados na parede. Há uma cortina azul cobrindo parcialmente as janelas, e luminárias no teto iluminam o ambiente. As pessoas na foto vestem roupas casuais e sociais, demonstrando expressões amigáveis e descontraídas.
Registro da visita ao clube ODS em Ação, do Colégio Estadual São João, no município de Pato Branco (Foto/Arquivo pessoal)
A foto mostra três pessoas sorrindo para uma selfie em um ambiente interno, possivelmente uma sala de aula ou escritório. No fundo, há armários metálicos, caixas plásticas e um recipiente grande sobre um dos móveis. O piso é de madeira e as cortinas estão fechadas, filtrando a luz que entra pela janela. As pessoas na foto demonstram expressões alegres e estão vestindo roupas casuais. Uma delas veste uma blusa listrada, outra usa uma camiseta vermelha com um símbolo circular, e a terceira usa uma blusa rosa.
Registro da visita ao clube Área XXIII, do Colégio Estadual João XXIII, no município de Clevelândia (Foto/Arquivo pessoal)


Durante as visitas, Sandra e Gricel tiveram a oportunidade de dialogar diretamente com os alunos, professores responsáveis pelos projetos e a direção das escolas. O encontro possibilitou intercâmbio de ideias, além de serem apresentados os avanços das pesquisas desenvolvidas e os desafios enfrentados na execução dos projetos. 

Os projetos contemplados abordam temas transversais de diversas áreas do conhecimento, das ciências exatas até ciências humanas e biológicas, evidenciando a pluralidade do pensamento científico no estado do Paraná. As iniciativas apresentadas demonstraram o comprometimento dos estudantes e educadores com a construção de soluções para problemas cotidianos, bem como a ampliação do conhecimento acadêmico. 

O NAPI Paraná Faz Ciência se firma como uma ferramenta essencial na formação de jovens cientistas, estimulando a curiosidade, a criatividade e o pensamento crítico. O incentivo à pesquisa e à experimentação permite que os estudantes desenvolvam habilidades para o futuro acadêmico e profissional, além de fortalecer a cultura científica nas escolas. 

Com a conclusão da rodada de visitas, Sandra e Gricel ressaltaram a importância de continuar investindo em projetos educacionais que despertem o interesse dos jovens pela ciência e tecnologia. As expectativas são de que as escolas sigam ampliando suas iniciativas e buscando novos caminhos para o desenvolvimento da educação científica no estado. O compromisso com a educação de qualidade e com a ciência se reflete diretamente no crescimento intelectual e profissional dos estudantes, reforçando o papel fundamental da Rede na formação de futuros pesquisadores e cidadãos conscientes.