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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Licenciandos da UFFS de Realeza conduzem simulação prática de tratamento de água contaminada para apoiar pesquisas locais de estudantes

A imagem mostra um grande grupo de estudantes e professoras reunidos em um espaço ao ar livre. Eles posam para a foto sob uma pérgola de madeira coberta por folhas verdes e flores lilases, que criam sombra no ambiente. A maioria usa uniforme azul e branco escolar, e todos sorriem para a câmera. O chão é de tijolos e, ao fundo, há um muro de pedra e vegetação. A cena transmite acolhimento e espírito de grupo.
Clubistas e professoras do Colégio José de Anchieta (Foto/Cláudia Fioresi)

Em uma iniciativa que une a formação universitária e a pesquisa escolar, licenciandos da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Realeza (PR) ministraram a oficina “Lixo Eletrônico e Metais Pesados”, no Colégio Estadual José de Anchieta, em Dois Vizinhos.

A atividade foi conduzida pelas licenciandas Gabriela Sierota, Giulia Caponi e Kassiane Brandão, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Cláudia Fioresi, e reuniu 35 alunos do 8º e 9º ano, membros do Clube de Ciências do Colégio e do Clube Maker Ceja, coordenados respectivamente pelas professoras Bruna Mara de Lima e Fernanda Meredyk.

A oficina teve como principal finalidade sensibilizar os clubistas sobre os impactos da contaminação por metais pesados no solo e na água, identificando suas fontes, consequências ambientais e para a saúde.

A introdução à temática foi feita através de uma apresentação dialogada que abordou a descrição de metais pesados, suas origens (naturais e antrópicas), conceitos como bioacumulação e biomagnificação. Além disso, foram discutidas possibilidades de mitigação, como logística reversa, fitorremediação, uso de biocarvão e atitudes comunitárias, estimulando a reflexão sobre situações ambientais locais.

O ponto alto foi a atividade prática demonstrativa, que simulou o tratamento de água contaminada por metais pesados, utilizando o cobre como exemplo. Os licenciandos trabalharam com uma solução de íons de cobre, à qual adicionaram cal para elevar o pH (favorecendo a precipitação do metal) e, em seguida, polissulfato de alumínio, que atuou como coagulante.

Os alunos puderam acompanhar as transformações químicas, relacionando-as a conceitos de ácido e base, variação de pH e técnicas de tratamento de efluentes. Dessa forma, a atividade contribuiu para a compreensão prática de como a química pode ser aplicada na redução da contaminação da água.

Ao final da oficina, foi proposto às professoras um plano de ação para a continuidade dos estudos, visando estimular a autonomia docente e a reflexão crítica dos estudantes. Este aprendizado fortalece o protagonismo dos jovens, promove a conscientização e incentiva a busca por soluções ambientais locais, integrando a UFFS à escola na construção da cultura científica.

O conhecimento adquirido é um suporte direto aos projetos de pesquisa em desenvolvimento nos clubes: um deles investiga o descarte de lixo eletrônico e seus impactos ambientais (solo, água, possível contaminação do corpo humano) e trabalha com robótica (Arduino) para soluções sustentáveis, como lixeiras inteligentes; o outro projeto, foca no crescimento de espécies nativas em solo contaminado.