Iniciativa do clube de ciências ‘Ciência na Mesa’ visa conscientizar sobre alimentação saudável e oferece opção refrescante à comunidade escolar

Unindo ciência, saúde e criatividade, os estudantes do clube Ciência na Mesa, do Colégio Estadual Padre José Canale, em Apucarana, desenvolveram um energético natural. O projeto coordenado pela professora Márcia Oliveira de Britto vai além da simples receita, buscando promover a conscientização sobre alimentação saudável e oferecer uma alternativa benéfica aos produtos ultraprocessados disponíveis no mercado.
O Ciência na Mesa tem como base o estudo da saúde e do bem-estar físico dos alunos e da comunidade escolar. Guiados pelos princípios da alimentação saudável e pelo conhecimento da fisiologia e do metabolismo corporal, os integrantes do clube dedicam-se à promoção de hábitos que melhoram significativamente a qualidade de vida, impactando positivamente tanto a saúde física quanto a emocional dos jovens.
Foi nesse contexto que surgiu a ideia do energético natural. Com uma composição pensada para ser saudável e eficaz, a bebida é feita unindo água com gás, taurina, limão, guaraná em pó, cafeína e mel. A escolha dos ingredientes foi fruto de pesquisa teórica e trabalho prático, que inclui até mesmo o cultivo de uma horta e a criação de outras receitas saudáveis.
Os alunos do clube não se limitaram à produção. Eles realizaram também um estudo aprofundado sobre os malefícios e benefícios dos energéticos industrializados, abordando temas como frequência cardíaca e circulação sanguínea em uma apresentação detalhada para os demais estudantes da escola e, assim, munir os colegas de informação para fazerem escolhas mais conscientes. Apresentado à comunidade escolar e com direito à degustação, o energético natural do Ciência na Mesa foi um sucesso, provando que é possível unir sabor, saúde e ciência em uma única bebida.
Os jovens cientistas de Apucarana já planejam novos passos. O objetivo é continuar pesquisando e produzindo mais opções saudáveis que possam substituir os alimentos ultraprocessados, consolidando o clube ‘Ciência na Mesa’ como um laboratório de aprendizado e bem-estar dentro do Colégio Estadual Padre José Canale.
Clubistas da Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco distribuem produção orgânica de alface, unindo pesquisa, sustentabilidade e ação social

Em uma iniciativa que integra aprendizado prático e ação social, os jovens cientistas do Clube ‘Jovens pelo Clima’, da Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, em Borrazópolis, realizaram a primeira distribuição da produção de alface cultivada em sua horta orgânica. Coordenado pela professora Eliana Aparecida da Silva, o clube demonstra um engajamento comunitário que vai além dos muros da escola.
Desde março de 2025, os clubistas vêm dedicando tempo e esforço ao cultivo orgânico de uma horta. No mês de julho, colheram os primeiros frutos desse trabalho, que foram distribuídos à comunidade escolar.
Uma das ações de distribuição de hortaliças foi cuidadosamente planejada pelos clubistas em conjunto com a diretora da escola, Lisandra Câmara. A estratégia visou coincidir a entrega das hortaliças com a distribuição dos uniformes escolares, aproveitando a presença de pais e alunos na escola. Dessa forma, as famílias puderam levar as alfaces frescas para casa, conhecendo de perto o trabalho e o impacto do clube na comunidade.
A ação de distribuir a produção da horta tem um propósito social fundamental. Parte dos alimentos cultivados será destinada ao “Sopão” da escola, uma refeição oferecida a alunos em situação de vulnerabilidade durante as semanas de inverno. Outra porção da colheita abastecerá a “sacola solidária” de verduras, que é distribuída quinzenalmente às famílias de alunos em necessidade. Essa estratégia permite que o trabalho do clube alcance diretamente quem mais precisa.
As iniciativas dos clubistas estão intrinsecamente ligadas a importantes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas. A ação da horta e a distribuição de alimentos orgânicos contribuem para o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), ao promoverem práticas sustentáveis de cultivo. A colaboração entre o clube, a escola e a comunidade nas ações sociais reforça o ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação). Finalmente, todo o processo de aprendizado prático e engajamento cívico vivido pelos alunos fortalece o ODS 4 (Educação de Qualidade), preparando-os para serem agentes de mudança na sociedade.
Com a liderança da professora Eliana e a dedicação de seus clubistas, o ‘Jovens pelo Clima’ não apenas cultiva alimentos, mas também semeia valores, solidariedade e um futuro mais sustentável em Borrazópolis.
Em evento de formação, a professora Elaine Correa Soares busca capacitação em robótica como ferramenta de ensino e também de preparação para desafios socioemocionais

A educação paranaense ganha um impulso valioso com o conhecimento que professores dos Clubes de Ciências têm levado às escolas. Um exemplo disso é a professora Elaine Correa Soares, do Colégio Estadual João Paulo I, em Bom Sucesso, que representou a região em um importante evento de tecnologia, o 1º Evento Presencial de Robótica 2025, promovido pela Secretaria Estadual de Educação do Paraná (SEED/PR), em Curitiba. A intenção é buscar mais capacitação e assim fortalecer o aprendizado prático e criativo no clube de ciências ‘Conexão Ciência’.
Realizado de 1º a 3 de julho, o evento teve como principal objetivo equipar professores com conhecimento e técnicas voltadas para desenvolvimento de projetos de robótica e preparação de equipes para competições. Com oficinas práticas, palestras de especialistas e dinâmicas colaborativas, o encontro reforçou a importância da robótica como ferramenta para o ensino, incentivando os educadores a transformarem o que é visto em sala de aula em projetos desafiadores.
Os conhecimentos adquiridos têm impacto direto nos alunos do ‘Conexão Ciência’. A professora Elaine destaca como a robótica já é uma aliada na escola. “No contexto do nosso clube de ciências, a robótica educacional tem sido uma poderosa aliada no processo de aprendizagem. Na construção de robôs, na produção de maquetes e na participação em torneios, temos tentado proporcionar aos estudantes vivências práticas que conectam teoria e realidade”, explica a docente.
A iniciativa do evento formativo fortalece a base pedagógica da robótica nas escolas, amplia o alcance das atividades dos clubes e incentiva que os projetos sejam cada vez mais criativos e desafiadores. Além das habilidades técnicas, essas experiências têm favorecido o desenvolvimento das chamadas soft skills — habilidades socioemocionais e comportamentais –, como liderança, empatia, trabalho em equipe, comunicação e resolução de problemas. “Esse preparo colabora com o desenvolvimento pessoal dos alunos, não apenas para o mundo acadêmico e profissional, mas para a vida em sociedade”, defende Elaine.
A aplicação da robótica já é uma realidade no Colégio João Paulo I. Recentemente, os alunos do clube criaram uma maquete detalhada de uma fazenda sustentável. O projeto integra energia solar com diferentes sensores de umidade para irrigação, além de sensores de chuva, servindo como uma aplicação em pequena escala para ensinar conceitos complexos de forma acessível e divertida.
A dedicação dos alunos, no entanto, vai além da sala de aula, tocando em questões de empatia e de inclusão. Inspirados por uma roda de conversa sobre soft skills, os estudantes do clube ‘Conexão Ciência’ se mobilizaram para construir o protótipo de uma bengala de apoio para um aluno cego, da própria escola. O protótipo vai utilizar sensores ultrassônicos, de movimento e de som para detectar desníveis, fazendo a bengala vibrar e emitir sinais sonoros, facilitando assim a locomoção do colega que perdeu a visão. O clube também trabalha na construção de uma esteira seletora de frutas e em uma estufa automatizada, reforçando o caráter prático e diversificado de seus projetos.
Usar tecnologia para solucionar questões do dia a dia é um dos impactos diretos gerados por essa integração de conhecimentos. Para a professora Elaine, essa união de saberes permite ainda que, ao usar da robótica, a nova geração de estudantes esteja preparada para lidar com as habilidades técnicas junto das habilidades socioemocionais também.
Um encontro que fortalece a pesquisa do clube no monitoramento do rio Iguaçu e na formação científica dos clubistas

O clube de ciência ‘Desbravadores do Iguaçu’ tem vivido uma jornada de descobertas e compromisso ambiental sob a coordenação da professora Andressa Glinski Pessotto. O clube do Colégio Estadual Costa Viana, em São José dos Pinhais, composto por alunos dos sexto e sétimo anos, está engajado em seu projeto de monitoramento da saúde hídrica do Rio Iguaçu, um importante curso d’água do Paraná que enfrenta os impactos da urbanização.
Com o objetivo de promover a alfabetização científica e a consciência ambiental, os Desbravadores do Iguaçu realizam experimentos e práticas para compreender as dinâmicas do rio. O projeto prevê o monitoramento das águas da nascente do Rio Iguaçu e seu curso em São José dos Pinhais ao longo de um ano, utilizando parâmetros físicos, químicos e biológicos para identificar diferenças sazonais e constatar os efeitos da poluição urbana, agrícola e industrial.
Um pilar fundamental para o desenvolvimento das atividades do clube são as parcerias, e o projeto Ciência Interativa da UFPR (Universidade Federal do Paraná) tem apoiado os Desbravadores do Iguaçu disponibilizando cartilhas contendo roteiros e atividades. O material pode ser acessado no endereço link: https://cinterativa.ufpr.br/cadernos-de-atividades/
E essa parceria rendeu a primeira visita técnica do clube à UFPR. No dia 2 de junho, os clubistas foram calorosamente recebidos pelas professoras doutoras Maritana Mela Prodocimo, Flávia Santana Rios e Claudia Feijó Ortolani Machado, e por alunos participantes do projeto de extensão Ciência Interativa. A visita começou com uma conversa conduzida pela professora Maritana, que apresentou pesquisas sobre o Rio Iguaçu realizadas no Setor de Ciências Biológicas da universidade, proporcionando aos estudantes uma visão aprofundada sobre o impacto de poluentes nos organismos.
A experiência prática foi um dos grandes destaques. Divididos em grupos, os jovens cientistas participaram de atividades em dois laboratórios. No laboratório de Embriotoxicologia, puderam identificar diferentes estágios do desenvolvimento de embriões de galinha, conectando os estudos com a compreensão da vida aquática.
Já no laboratório de Toxicologia Celular, os alunos acompanharam a dissecação de moluscos e observaram suas estruturas sob lupa, aprendendo sobre sua crucial importância como bioindicadores ambientais. Além disso, conheceram de perto a rotina e os equipamentos essenciais de um laboratório universitário.
“Essa vivência proporcionou um enriquecedor contato com o universo científico e uma maior compreensão sobre as técnicas e ferramentas utilizadas por pesquisadores,” ressalta a coordenadora do clube, professora Andressa Glinski Pessotto. “Foi uma visita inspiradora que conectou teoria e prática, despertando ainda mais o interesse pela ciência”, completa.
O trabalho dos Desbravadores do Iguaçu é de suma importância para o Rio Iguaçu, que, apesar de sua beleza natural – como visto nas Cataratas – , enfrenta sérios desafios de poluição. O engajamento dos clubistas no monitoramento e na conscientização para práticas sustentáveis é fundamental. Por meio de iniciativas como essa, o clube promove a alfabetização científica dos alunos, desenvolvendo seu pensamento crítico e capacidade de tomar decisões baseadas em evidências. Eles são introduzidos ao método científico, analisam dados e elaboram relatórios, preparando-se para o futuro e sendo protagonistas na ciência e na preservação ambiental.
