Reunindo escolas da região de Paranavaí, a iniciativa promoveu a alfabetização científica e incentivou o diálogo entre ciência e sociedade

A Unespar promoveu no último dia 4 de setembro, a 1ª Feira de Ciências, em Paranavaí. O evento, aberto ao público, teve como objetivo estimular a alfabetização científica da comunidade e aprofundar a compreensão sobre as relações entre ciência, tecnologia e sociedade.
Durante a feira, os visitantes puderam conhecer projetos e apresentações que abordam temas como alfabetização científica, impactos da ciência e tecnologia na vida cotidiana, interações entre ciência e sociedade, todos realizados por alunos e clubistas de Paranavaí e região.
A iniciativa buscou incentivar a curiosidade científica, promovendo o contato direto entre pesquisadores, estudantes e a comunidade. Cerca de 25 trabalhos foram apresentados e envolveram clubes de ciências da Unespar e projetos de pesquisa e extensão do IFPR (Instituto Federal do Paraná) campus Paranavaí.

Os temas dos trabalhos envolviam as mais diferentes temáticas. Entre os relativos aos clubes de ciências, as pesquisas dos alunos e dos professores contemplavam agrofloresta na escola, agrotóxicos como vilões das famílias de sericicultores, caracterização física do córrego Heliodoro, arqueologia, plantas medicinais e conhecimento tradicional. Outros trabalhos falavam ainda sobre a extração de óleos essenciais com aromaterapia e robótica aplicada ao desenvolvimento do campo.
A feira contou com a divulgação de pesquisas de PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), como a importância das serpentes, curiosidades sobre sistema digestivo, gravidade e campo magnético e por fim, o terrário, como criação de ecossistema. Trabalhos realizados nos campi do IFPR também foram apresentados e colaboraram com a divulgação científica da região.

A 1ª Feira de Ciências da Unespar no campus de Paranavaí consolidou-se como um espaço de integração entre instituições, professores, estudantes e a comunidade, reforçando o compromisso da Universidade com a popularização da ciência. A expectativa é que a iniciativa se torne parte do calendário acadêmico e regional, fortalecendo o diálogo entre ciência e a sociedade, incentivando novas gerações a se envolverem com a pesquisa científica e a inovação.

Cinco clubes das regiões de Paranavaí e do Litoral representarão a Unespar na Feira de Inovação em Ciências e Engenharias em Foz do Iguaçu

A XIV Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciências 2025) promete agitar o Paraná em outubro, reunindo jovens cientistas: Brasil, Paraguai e Argentina. O evento será em Foz do Iguaçu, entre os dias 21 e 25 de outubro e serão apresentados projetos em três categorias: Kids, Jovem e Júnior. Cinco clubes de ciência vão representar a Unespar. Entre eles, três são de escolas da região litoral e dois representam a cidade de Paranavaí (norte do estado) e região. Reunimos abaixo uma breve descrição dos projetos, quem são os professores orientadores dos trabalhos e as escolas que abrigam os clubes:
Projeto: ENERGIA DAS MARÉS: POTENCIALIDADES E FRAGILIDADES NO LITORAL PARANAENSE
Professor: Jean Carlo Alves Da Silva
Escola: Colégio Estadual Tereza da Silva Ramos
Clube de Ciências: Clube de Ciências do Tereza
Em regiões costeiras, como as cidades do litoral paranaense, os movimentos constantes das marés podem oferecer uma falsa impressão aos leigos de que existe uma grande oportunidade para geração de energia. Foi assim que esta pesquisa se iniciou, em busca de bibliografias que tragam respostas à possibilidade de implantação de sistemas de maremotriz no litoral do Paraná. O intuito é buscar formas de diversificar a matriz energética sustentável. A região é conhecida por seu turismo e urbanização em expansão e poderia se beneficiar do uso de fontes de energia renováveis.

Projeto: Caatinga: Exclusividade do Brasil
Professora: Andreia Cristina Bittencourt Petruy
Escola: Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto
Clube de Ciências: Bagrinhos do Bento
O bioma Caatinga, o único exclusivamente brasileiro, ocupa 11% do território nacional, com 70% de sua área localizada na região Nordeste do país. Ele é relevante para a identidade e cultura brasileiras. Conhecer e se reconhecer pertencente a esse bioma faz parte da abordagem do jogo criado pelos alunos utilizando a metodologia aprendizagem por jogos.

Projeto: Por que o carangueijo-uçá está ameaçado de extinção?
Professora: Tatiana Kraiczei
Escola: Colégio Estadual Gabriel de Lara
Clube de Ciências: Clube Exploradores da Ciência
Nos últimos anos, a população do caranguejo-uçá tem sofrido um declínio preocupante, em virtude da degradação dos manguezais e captura fora dos padrões estabelecidos pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Outra ameaça é a poluição por micro e mesoplásticos, que se fragmentam e se acumulam nas regiões de manguezais, onde habitam esses organismos. As partículas podem ser ingeridas direta ou indiretamente pelo crustáceo, causando problemas que ainda são pouco estudados. Este trabalho estuda a possível relação entre a presença de micro e mesoplásticos nos manguezais e a diminuição drástica do crustáceo no litoral paranaense, visando contribuir para desenvolver estratégias de conservação e manejo sustentável da espécie e de seu habitat.

Projeto: FARINHEIRAS: UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE AS CASAS DE FARINHA EM MATINHOS-PR E REGIÃO
Professora: Nahyr Carneiro da Silva
Escola: Escola Estadual Cívico-Militar Profª Abigail dos Santos Corrêa
Clube de Ciências: Periplaneta Norminhasfesial
O projeto Farinheiras investiga se as Casas de Farinha da região do litoral paranaense são uma tecnologia social e assim contribuem para a conservação do patrimônio natural e da biodiversidade no litoral do Paraná. Entre os objetivos do projeto, os alunos buscam conhecer a tradicional forma de produção de farinha de mandioca, além de entender as etapas de fabricação e identificar mudanças ao longo do tempo.

Projeto: O CASULO À SEDA: agrotóxicos como vilões das famílias de sericicultores de nova esperança
Professor: Gilvan Andrade dos Santos
Escola: Escola do Campo Barão de Lucena
Clube de Ciências: Conexão
O projeto de pesquisa ‘Do casulo à seda’ investiga os impactos do uso de agrotóxicos sobre a sericicultura em Nova Esperança, com foco nos efeitos sobre o bicho-da-seda, a cultura local e a economia. A pesquisa também busca identificar práticas sustentáveis e alternativas ao uso de defensivos químicos.

Projeto: Herborização de plantas nativas da região noroeste do Paraná
Professora: Adriana Renata Fernandes
Escola: Colégio Estadual Cecília Meireles
Clube de Ciências: Eco Historiadores
O projeto Herborização tem como objetivo coletar, identificar, preservar e catalogar espécies vegetais nativas da região Noroeste do Paraná. A iniciativa visa fins científicos, educacionais e de conservação da biodiversidade local. A herborização, processo de preparação de exemplares vegetais para a composição de um herbário, possibilita a criação de um acervo botânico que poderá servir como base para pesquisas futuras e ações de educação ambiental desenvolvidas pelo clube.
