As férias acabaram e os clubistas voltaram com ânimos renovados para dar continuidade aos seus projetos

O dia 5 de fevereiro marcou o retorno das aulas em todos os colégios do Estado do Paraná e, com isso, a retomada das atividades dos Clubes de Ciência. No Instituto Federal do Paraná (IFPR) campus Palmas, os encontros foram reiniciados com foco no planejamento das próximas etapas dos projetos e na organização das atividades previstas para o semestre. Conversamos com professores de três desses clubes para entender como está sendo esse início de semestre.
O projeto doClube ODS em Ação envolve a construção de uma miniusina de laboratório voltada à reciclagem de óleo de cozinha usado. O professor clubista e engenheiro Vinícius Bordim explicou que este período tem sido marcado pela reestruturação dos espaços de pesquisa. Segundo ele, o clube está organizando um setor específico de análises no laboratório, com a instalação de equipamentos em uma sala destinada exclusivamente a essa finalidade. O espaço contará com acesso restrito, garantindo maior segurança e controle no uso dos materiais, além de melhores condições para o desenvolvimento das atividades científicas realizadas pelos clubistas.

No Clube Somos Fãs de Lavoisier, do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, em Chopinzinho, o semestre começa com a continuidade de projetos já consolidados. Um deles é “O Curso da Vida”, que envolve uma maquete de cerca de cinco metros de comprimento sobre o Rio Iguaçu e seus afluentes. Atualmente, o modelo integra a rota turística oficial do município e está aberto à visitação, promovendo educação científica, valorização ambiental e integração social, com a participação dos estudantes como mediadores no Barracão Pedagógico.
Segundo a professora Lidiane Scariot, o projeto seguirá em expansão, com a ampliação da maquete para abordar as camadas da crosta terrestre. Também terão continuidade o projeto com abelhas e as ações de pesquisa e visitação já em andamento. Além disso, há a previsão de iniciar o projeto Acerte seu Relógio, voltado à construção de um espaço para a comunidade, com foco na divulgação do conhecimento científico sobre plantas medicinais.
No Clube de CiênciasRaízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, em Pato Branco, o início do semestre marca a retomada das atividades práticas e dos cuidados com os espaços de cultivo. O clube desenvolve pesquisas voltadas a formas sustentáveis de produção de alimentos, com destaque para sistemas que dispensam o uso do solo e assim otimizam recursos naturais.
Neste período, as ações estão concentradas na preparação da estufa e dos recipientes de cultivo, etapa essencial para garantir a saúde das plantas e a continuidade das pesquisas. Também está previsto o início do manejo de morangos em sistema de semi-hidroponia, ampliando as investigações do grupo sobre técnicas alternativas de produção agrícola em ambientes controlados.
Os 8 clubes de ciências do núcleo trabalham com temas diversos, contemplando ciências exatas, biológicas e humanas

Entre os dias 19 e 24 de fevereiro, a orientadora e professora Sandra Angnes e a coordenadora pedagógica Gricel de Oliveira, representantes do Instituto Federal do Paraná (IFPR) Campus Palmas, responsáveis pelo acompanhamento das escolas do Núcleo Regional de Educação de Pato Branco, visitaram as oito escolas contempladas pela Rede de Clubes do NAPI Paraná́ Faz Ciências. Essa iniciativa teve como objetivo levantar as demandas dos Clubes de Ciência e incentivar a produção científica e a inovação no ambiente escolar, promovendo a integração entre alunos, professores e gestores.
Durante as visitas, Sandra e Gricel tiveram a oportunidade de dialogar diretamente com os alunos, professores responsáveis pelos projetos e a direção das escolas. O encontro possibilitou intercâmbio de ideias, além de serem apresentados os avanços das pesquisas desenvolvidas e os desafios enfrentados na execução dos projetos.
Os projetos contemplados abordam temas transversais de diversas áreas do conhecimento, das ciências exatas até ciências humanas e biológicas, evidenciando a pluralidade do pensamento científico no estado do Paraná. As iniciativas apresentadas demonstraram o comprometimento dos estudantes e educadores com a construção de soluções para problemas cotidianos, bem como a ampliação do conhecimento acadêmico.
O NAPI Paraná Faz Ciência se firma como uma ferramenta essencial na formação de jovens cientistas, estimulando a curiosidade, a criatividade e o pensamento crítico. O incentivo à pesquisa e à experimentação permite que os estudantes desenvolvam habilidades para o futuro acadêmico e profissional, além de fortalecer a cultura científica nas escolas.
Com a conclusão da rodada de visitas, Sandra e Gricel ressaltaram a importância de continuar investindo em projetos educacionais que despertem o interesse dos jovens pela ciência e tecnologia. As expectativas são de que as escolas sigam ampliando suas iniciativas e buscando novos caminhos para o desenvolvimento da educação científica no estado. O compromisso com a educação de qualidade e com a ciência se reflete diretamente no crescimento intelectual e profissional dos estudantes, reforçando o papel fundamental da Rede na formação de futuros pesquisadores e cidadãos conscientes.