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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Evento em Jandaia do Sul reuniu mais de 2 mil pessoas e premiou projeto voltado ao empoderamento feminino e à diversidade de gênero

A imagem mostra um grupo de dez adultos, adolescentes e duas crianças posando para uma foto em um estande de feira ou exposição educacional. Todos estão sorrindo e voltados para a câmera, transmitindo um clima de celebração e conquista. No centro do grupo, alguns jovens vestem camisetas pretas com um logotipo científico e usam crachás de identificação pendurados no pescoço. Eles seguram um troféu em formato de átomo, uma premiação de projeto relacionado à ciência, tecnologia e educação. Ao lado deles, há adultos que aparentam ser orientadores ou professores. À frente, duas meninas menores também usam medalhas e crachás. Uma veste blusa branca com estampas coloridas, e a outra usa um moletom rosa claro e segura uma medalha com as duas mãos. O estande ao fundo apresenta painéis informativos. Em um deles lê-se “TIPOS DE VIOLÊNCIA”, com categorias como violência física e psicológica. Outro painel contém textos e elementos gráficos relacionados a habilidades e educação. O ambiente é um pavilhão amplo, com estrutura metálica aparente e iluminação natural entrando pelas laterais superiores. A fotografia registra um momento de confraternização de uma equipe em um evento educacional e científico, destacando o orgulho dos participantes por sua apresentação ou reconhecimento recebido.
Membros do Clube ‘Conexão e Sustentabilidade’ com representantes da UTFPR na Feira “6º Vale da Ciência” (Foto/Diego Luiz Rodrigues)

No dia 29 de maio de 2026, o Campus Avançado da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Jandaia do Sul, tornou-se o ponto de encontro da produção científica infantojuvenil do Vale do Ivaí. Ao longo de todo o dia, mais de 2 mil pessoas passaram pelo local para acompanhar a sexta edição do Vale da Ciência e a primeira edição do Vem pra UFPR Jandaia do Sul

A união dos dois eventos promoveu uma grande celebração da educação, aproximando a comunidade regional do ambiente universitário. Estudantes, professores, famílias, gestores educacionais e visitantes de diversos municípios ocuparam os espaços da instituição para conhecer laboratórios, cursos de graduação, iniciativas de extensão e dezenas de projetos científicos desenvolvidos por alunos da Educação Básica, Ensino Médio e Ensino Técnico.

Entre os grandes destaques da feira, a participação de três clubes de ciências ligados à Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) evidenciou o impacto e a força da iniciação científica escolar na região. O campus recebeu trabalhos que abordaram temas urgentes como sustentabilidade, inovação, saúde, cultura e inclusão social, demonstrando como a ciência na escola atua como um poderoso instrumento de transformação real.

Rede de Iniciação Científica ganhou destaque e prêmio

Com pesquisas de forte impacto social e pedagógico, os clubes de ciências integrados à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e coordenados pela UTFPR na região tiveram participação de destaque no evento. 

A cidade de Apucarana foi representada pelo Clube de Ciências Aventureiros do Conhecimento, do Colégio Estadual Cívico-Militar Prefeito Carlos Massaretto, sob a coordenação do professor Leandro Vicente Gonçalves. Já o município anfitrião, Jandaia do Sul, levou ao evento o Clube de Ciências COOPIC: Cooperativa de Iniciação Científica, sediado no Colégio Estadual Rui Barbosa e coordenado pela professora Liliam Keidinez Bachete da Conceição Rabassi.

O grande momento de celebração para a rede de cooperação veio com a conquista do 2º lugar na Categoria Ensino Médio e Técnico, concedido ao Clube de Ciências Conexão e Sustentabilidade, do Colégio Estadual João Paulo I, localizado na cidade de Bom Sucesso. Coordenado pela professora Elaine Correa Soares, o clube conquistou os avaliadores com o projeto “Plataforma Digital para Empoderamento Feminino e Combate à Violência contra a Mulher e Diversidade de Gênero”, uma iniciativa que alia tecnologia à inclusão e à defesa dos direitos humanos.

A delegação de clubes foi acompanhada pelo professor Enio Stanzani, representante da UTFPR e coordenador da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na universidade, para quem eventos desse tipo ajudam a destacar a importância e impacto do incentivo dado à pesquisa científica desde a Educação Básica.

Pesquisa escolar encontra a Universidade 

Mais do que uma mostra de trabalhos, o 6º Vale da Ciência proporcionou aos estudantes a oportunidade de ocupar os espaços da universidade e conhecer de perto a rotina da produção científica. Integrado ao evento Vem pra UFPR, o encontro permitiu que os participantes visitassem laboratórios, conversassem com professores e acadêmicos e tivessem contato com diferentes áreas de formação, aproximando a educação básica do ambiente universitário. 

A expressiva participação dos clubes apoiados pela UTFPR evidenciou a força das parcerias entre escolas, universidades e instituições de pesquisa. Ao conectar o ecossistema dos clubes de ciências das escolas estaduais às grandes universidades públicas, o evento demonstrou que o investimento em jovens cientistas gera retornos diretos para o desenvolvimento regional e para a construção de uma sociedade mais justa e inovadora. Para muitos deles, a visita também representou uma oportunidade de imaginar a universidade como um caminho possível para o futuro e ampliar suas perspectivas sobre a carreira científica. 

Moção de Aplausos reconhece o impacto de projetos de sustentabilidade e ODS desenvolvidos por estudantes do Colégio João Paulo I, na cidade

Um grupo de pessoas, entre adolescentes e alguns adultos, posa em uma sala com paredes claras e textura geométrica. A maioria usa camisetas pretas com o logotipo de um clube de ciências e está com medalhas azuis no pescoço. Vários deles seguram certificados, sorrindo para a foto. Na frente, algumas pessoas estão agachadas ou sentadas, também exibindo certificados. O clima é de comemoração e conquista coletiva.
Integrantes do clube exibem certificados de reconhecimento público (Foto/Elaine Correa)

O Clube de Ciências Conexão e Sustentabilidade, sediado no Colégio Estadual João Paulo I, em Bom Sucesso, recebeu uma notável homenagem no dia 1º de dezembro de 2025. Durante sessão da Câmara Municipal, uma Moção de Aplausos em reconhecimento ao valoroso trabalho desenvolvido pelos alunos foi entregue.

Coordenado pela professora Elaine Correa Soares, o clube foi publicamente reconhecido pela dedicação nas iniciativas que contribuíram para a educação e a sustentabilidade da cidade ao longo do ano.


Ciência Aplicada e Sustentabilidade na Prática

A homenagem formal reflete a qualidade dos projetos desenvolvidos pelos clubistas, que alinham a pesquisa científica com as demandas sociais e ambientais locais, focando nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O trabalho demonstra como a ciência produzida na escola pode impactar diretamente a vida em comunidade.

Dois projetos exemplificam a atuação do clube:

Horta, Soft Skillse Robótica: O projeto ‘Horta escolar como cenário de aprendizagem para o desenvolvimento de soft skills e a formação socioemocional na educação utilizou a horta escolar como laboratório vivo. Os estudantes não apenas fortaleceram habilidades de comunicação e cooperação, mas também aplicaram conhecimentos em robótica para otimizar o cultivo, integrando as ODS 2 (Fome Zero) e ODS 6 (Água Potável).

Cinco estudantes estão em pé atrás de uma mesa em uma sala de aula decorada com o tema “vida marinha”. Três deles vestem camisetas azuis com o nome do Colégio Estadual João Paulo I, e dois vestem camisetas pretas com o logotipo de um clube de ciências. Sobre as mesas à frente, há maquetes coloridas representando ambientes aquáticos, casas, árvores e animais marinhos. Ao fundo, um painel azul mostra desenhos de peixes, ondas, uma tartaruga e um golfinho, além de balões azuis formando um arco. Nas laterais, dois cartazes artísticos exibem um desenho de cavalo-marinho e a silhueta de um peixe preenchida com recortes coloridos. O grupo sorri levemente, posando para a foto.
Clubistas na Mostra de Projetos do Colégio Estadual João Paulo I (Foto/Elaine Correa)

Alternativa Ecológica: Com o projeto ‘Produção de Tintas Naturais a partir de Pigmentos Vegetais e Minerais como Alternativa Sustentável às Tintas Sintéticas’, os alunos criaram tintas ecológicas a partir de urucum, beterraba, açafrão-da-terra e terra. A iniciativa visa reduzir o impacto ambiental dos compostos químicos industriais. As tintas foram usadas por alunos da educação infantil da escola, unindo a arte ao debate ambiental.

Três estudantes estão sentados atrás de uma mesa de exposição em um evento científico. Eles vestem camisetas pretas com o logotipo de um clube de ciências e crachás roxos no pescoço. À frente deles, a mesa exibe potes de vidro com pigmentos naturais, pequenas amostras de tintas artesanais em tons terrosos, pincéis e folhas com pinturas de gatos, flores e círculos coloridos. A mesa também tem cartazes decorados com desenhos em tons de marrom e laranja, incluindo a palavra “Smile”. Atrás do grupo, há painéis de pesquisa e outros estudantes sentados, indicando que o evento está movimentado.
Produção de tintas naturais na 1ª Mostra Feira Clubes de Ciências, em Guarapuava (Foto/Cassia Naomi)

Estes e outros projetos geraram conhecimento, aproximando escola e comunidade para uma reflexão do que cada um pode fazer para adotar hábitos mais sustentáveis e conscientes em relação à natureza.

Parcerias e Reconhecimento Institucional

O Clube de Ciências Conexão e Sustentabilidade integra a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, vinculado ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana e tem as ações coordenadas pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), instituições que acompanham o trabalho do clube.

Os coordenadores do projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência pela UTFPR Campus Apucarana, os professores Ênio Stanzani e Sabrina Klein, e o representante do NRE de Apucarana, Hugo Augusto Costa, parabenizaram o clube pelo reconhecimento. Eles destacaram que a Moção de Aplausos é fruto de um ano de dedicação à pesquisa que integra diversas áreas — como biologia, física, química, robótica e IoT (Internet das Coisas) — e se traduz em projetos aplicáveis à realidade local e à agricultura familiar.

Sobre a importância desse reconhecimento, a coordenadora, professora Elaine Correa Soares, destaca a qualidade e o comprometimento dos estudantes. “Nossos alunos participaram de feiras científicas, desenvolveram projetos inovadores, trabalharam com temas ambientais e sociais, e ainda levaram conhecimento para outras turmas e escolas”, conta. 

Além de envolver a comunidade em atividades que estimularam o senso crítico e a curiosidade. “Tudo isso chamou a atenção pelo impacto que os estudantes despertaram e que movimentou não só a escola, mas se aproximaram da comunidade e levaram o nome de Bom Sucesso para outros espaços com orgulho”, comemora a Elaine.

A Moção de Aplausos, somada às premiações que o Clube de Ciências Conexão e Sustentabilidade conquistou em feiras científicas, marcam o reconhecimento do esforço e da dedicação dos clubistas. O trabalho de pesquisa e inovação realizado hoje por esses jovens promete reverberar positivamente no futuro, inspirando as próximas gerações e contribuindo de forma contínua para o município.