Em tarde cheia de experiências, alunos passaram por oficina prática, mesa-redonda e Show da Química

Os alunos do clube de ciências ‘Jovens Alquimistas’, do Colégio Estadual Marquês de Caravelas, em Arapongas, estiveram em uma tarde de visita ao campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) na cidade vizinha, Apucarana.
A ação é parte do projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, da Fundação Araucária, em parceria com as Universidades públicas presentes no Paraná, a Secretaria Estadual de Educação (SEED) e a Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI). O intuito da Rede de Clubes é fomentar a cultura científica nas escolas, aproximando alunos da Educação Básica das práticas da ciência, estimulando ainda a autonomia e o protagonismo dos jovens.
O clube do Colégio Estadual Marquês de Caravelas tem como universidade referência na região a UTFPR câmpus Apucarana e o Núcleo Regional de Educação (NRE) também de Apucarana.
Durante a visita, os alunos puderam participar de diferentes atividades, entre elas uma mesa-redonda sobre “A Ciência na Minha Vida e no Meu Futuro”, organizado pelas professoras Daiane Chiroli, do curso de Engenharia Têxtil da UTFPR, e Tatiana Marin, da Faculdades de Apucarana (FAP). Também assistiram ao “Show da Química”, apresentado pelos professores do curso de Licenciatura em Química, Enio Stanzani e Sabrina Klein.
Aprenderam ainda, um pouco mais sobre as Pancs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) em uma oficina de pesquisa com alunos extensionistas e a professora do curso de Nutrição da FAP. Os alunos do projeto de extensão Fundamentos da Matemática do Departamento de Matemática, Rodrigo Veloso e Michelle Klaiber, conduziram a oficina sobre pesquisa científica.

As PANCs são o tema principal do projeto do Clube Jovens Alquimistas. Em seus estudos, buscam trabalhar o cultivo de PANC´s na horta do colégio, pesquisando maneiras de fazer a manutenção da horta, como os processos de rega, adubação e planejamento de novas mudas.
A coordenação do Clube é feita pela professora Marilane de Jesus Ferreira, para quem a importância da iniciativa do Clube Jovens Alquimistas está em educar os alunos sobre o impacto positivo de práticas agrícolas sustentáveis. “É uma forma de poder atuar para reduzir a fome e fortalecer a segurança alimentar. Além de oferecer na prática uma fonte alternativa e nutritiva de alimentos para a comunidade da escola”, comenta a professora.

Durante a visita à Universidade, duas alunas do Clube receberam a tarefa de registrar impressões e momentos da visita à UTFPR. Os resultados foram dois Vlogs, espécie de ‘blog’ em formato audiovisual, que podem ser vistos no perfil de instagram do Clube: @jovens.alquimistas.marques e também no perfil da Rede de Clubes: @clubesparanafazciencia . Incentivar registros a partir da visão dos alunos é mais uma forma de incluir aprendizagem à linguagem de comunicação dos jovens.
Sete novos protocolos vão se somar aos 16 já aprovados desde o início do projeto, em 2020

O Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE) realiza, neste início de ano, uma parceria com a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O acordo visa auxiliar os professores na testagem de sete novos protocolos, que vão das artes cênicas à astronomia.
Segundo Tamara Dias Domiciano, pós-doutoranda integrante do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência e que apoia na gestão do PICCE, “a parceria nasce da necessidade de testar e validar uma nova leva de produção de protocolos de ciência cidadã. O objetivo é que os professores possam analisar a estrutura dos materiais, a linguagem, o conteúdo e se eles fazem sentido para a realidade escolar. A ideia é que o professor consiga não só testar a aplicabilidade, mas também possa opinar na construção do material como um todo”, afirma a pós-doutoranda.
Para cada um dos protocolos foram criados vídeos tutoriais disponibilizados na plataforma da UFPR Aberta (Universidade Federal do Paraná), explicando como aplicá-los, os objetivos e como funciona o guia de campo. Dessa forma, esse material vai se somar a outros 16 protocolos que já foram aprovados em edital desde a criação do PICCE, em 2020. Ao todo, 40 professores participam do processo atual de testagem por meio da plataforma da Universidade.

Para o professor Rodrigo Arantes Reis, um dos articuladores do NAPI – Paraná Faz Ciência, o PICCE funciona como um instrumento de apoio aos professores que estão desenvolvendo projetos de pesquisa por meio dos Clubes de Ciência nas escolas. Embora não haja uma meta definida, Reis acredita que, no futuro, há possibilidade de ampliação dos protocolos. Mas para isso mantém os pés no chão. “Vai depender do processo de consolidação do PICCE. A gente tem um processo orgânico para que ele [PICCE] cresça de maneira consolidada e forte e a partir do momento em que forem surgindo novas demandas, inclusive da própria escola, a gente vai estar aberto e vamos estruturando [o programa]”, avalia o professor.
O cronograma de aplicação vai até o dia 20 de abril. Após essa data, os professores vão produzir um relatório e responder a um questionário dando detalhes sobre como foi o processo. Todo esse material será repassado às equipes que elaboraram os materiais para que, se necessário, trabalhem em cima das sugestões dadas pelos profissionais da educação. “O processo de testagem é muito importante para que a gente não crie só um material que vai ficar preso em gavetas ou armário de bibliotecas, mas que possa ser útil no espaço escolar”, reforça a pós-doutoranda e apoiadora no PICCE Tamara Dominiciano.
São sete no total: Vizinhos silvestres; Eficiência energética; Monitoramento da qualidade do céu; Olha o Bicho! Fauna atropelada; Coleta e identificação de minerais; Sesta e, por último, A dinâmica das artes cênicas nas cidades do Paraná.
Para obter mais informações sobre a Ciência Cidadã na Escola, acesse o site picce.ufpr.br e o Instagram: @piccepr. Também fique por dentro das atividades ligadas aos Clubes de Ciência no @clubesparanafazciencia e no NAPI Paraná Faz Ciência: @paranafazciencia, ambos no Instagram.