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II WORKDHOP DO NAPI PARANÁ FAZ CIÊNCIA

Estudos buscam reconhecer a área pela relevância geológica, ambiental e educativa.

A imagem mostra um registro coletivo ao ar livre. Os estudantes e dois adultos estão organizados em duas fileiras sobre um deck de madeira. Atrás deles aparece uma vista extensa de vales e morros cobertos por vegetação. A iluminação indica um dia claro, com sol forte. Alguns alunos seguram folhas de papel e vários têm mochilas apoiadas no chão, sugerindo uma visita educativa ou excursão. O grupo está próximo, olhando para a câmera, com expressões tranquilas e satisfeitas.
Equipe do clube de ciências Unidade Polo (Foto/Isabella Abrão)

A ciência está em tudo. Em casa, na escola e até mesmo naquilo que não percebemos de cara na natureza. É isso o que motiva o clube Unidade Polo, cujo principal objetivo é pesquisar a Unidade de Conservação – Parque Estadual de Ibiporã. A equipe, que pertence ao Colégio Estadual Unidade Polo Karoline V. A. e Luan A. S., acredita que o local possui potencial para se tornar um geoparque.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), entende-se como geoparques as regiões que agregam importância histórica, cultural, paisagística, geológica, arqueológica, paleontológica e científica. A classificação pode contribuir com o turismo do território e, claro, com a promoção da Educação Ambiental.

O Parque Estadual de Ibiporã está localizado na saída de Ibiporã para Jataizinho, às margens da BR-369. Um espaço que oferece trilhas para caminhadas e área de convivência para piquenique, dentro de um reduto preservado de Mata Atlântica. Com o avanço dos estudos do clube de ciências, a ideia é que o local passe a ser mais explorado no município e possibilite o desenvolvimento de práticas pedagógicas sustentáveis.

A imagem mostra um grupo de estudantes caminhando por uma trilha em meio a uma área de mata densa e verde. Eles seguem por um caminho de pedras e terra, vistos principalmente de costas, como se estivessem iniciando ou continuando uma caminhada guiada. No primeiro plano há uma placa de madeira com a inscrição “Unidade de Conservação”, indicando que o local é uma área protegida. As árvores são altas e a vegetação é abundante, criando uma atmosfera natural e educativa, típica de atividades de campo voltadas ao aprendizado ambiental.
A turma visita o Parque Estadual de Ibiporã com frequência (Foto/Isabella Abrão)

Segundo a professora coordenadora, Helena Macia, o clube “favorece a aprendizagem ativa, estimula o desenvolvimento da curiosidade científica e promove o engajamento do estudante por meio de atividades práticas, investigativas e colaborativas”. Tudo isso contribui para a construção do conhecimento científico e pensamento crítico dos alunos, que já se mostram bastante engajados durante as Feiras de Ciências.

Vivendo a ciência

Na Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, o clube Unidade Polo é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Para além das atividades em sala de aula e das visitas à Unidade de Conservação de Ibiporã, a turma também realizou excursões para conhecer melhor parques de outros municípios. Em 2025, o clube esteve no Parque do Japão e no Parque do Ingá, em Maringá, e no Parque Estadual do Guartelá, em Tibagi.

A imagem mostra um grupo grande de estudantes acompanhado por dois adultos, todos reunidos ao ar livre em um dia ensolarado. Eles estão posicionados sobre uma área pavimentada, próximos a um guarda-corpo metálico. Ao fundo há uma paisagem ampla com muitas árvores, um lago, construções modernas e casas espalhadas por uma região levemente elevada. O céu está azul e sem nuvens aparentes. Alguns estão em pé, enquanto outros estão sentados ou agachados na frente. A maioria sorri para a câmera, transmitindo um clima de passeio escolar ou atividade externa.
Clube Unidade Polo no Parque do Japão (Foto/Isabella Abrão)

Nos passeios, os alunos tiveram a missão de analisar cada espaço e identificar características do lugar. “Para 2026, espera-se que o Clube de Ciências Unidade Polo amplie suas atividades, fortalecendo ainda mais a aprendizagem prática, a investigação científica e a integração entre a universidade e a escola básica”, declara a professora Helena.

Alunos do “Exploradores da Ciência” estudaram todo o espaço, trazendo dados como a fauna, flora e cardápio da escola

A imagem mostra um grupo — em sua maioria crianças e adolescentes — posando para uma foto dentro de uma sala de aula. Eles estão sorrindo e parecem fazer parte de uma atividade escolar em grupo. Muitos vestem camisetas azuis, provavelmente uniformes da escola, e outros usam roupas casuais. Ao fundo há armários de madeira, mesas com cadeiras escolares e uma janela grande com cortinas claras, que deixa entrar bastante luz. Do lado direito, há um banner com o logotipo dos projetos da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O ambiente é organizado e lembra um laboratório ou sala de ciências.
Equipe do clube Exploradores da Ciência (Foto/Isabella Abrão)

Você sabe tudo sobre a escola em que estuda ou estudou? Esse foi o desafio proposto para os alunos do clube Explorados da Ciência, do Colégio Estadual Antônio de Moraes Barros, em Londrina. A equipe está dividida basicamente em quatro grupos, nos quais analisam aspectos da flora, fauna e até do cardápio da merenda e resíduos orgânicos do espaço escolar.

A pesquisa segue um padrão semelhante aos trabalhos de Iniciação Científica, sendo realizada por meio de subprojetos. Isso significa que há a parte prática, mas também há escrita. Para a professora coordenadora, Karina Furlanete, esse formato de avaliação está trazendo mais amadurecimento e autonomia aos estudantes, principalmente na compreensão do fazer científico.

A imagem mostra alguns alunos, com uniformes azuis, apresentando um trabalho durante um seminário. A professora está ao lado, observando enquanto os estudantes explicam a temática estudada. Atrás deles, há uma tela com slides que contém mais informações sobre a investigação. Os alunos estão sendo observados por outros colegas e professores, que prestam atenção durante a explicação.
Alunos durante a apresentação de projetos e subprojetos do clube (Foto/Isabella Abrão)

Segundo a docente, a ideia é que os alunos cheguem ao segundo ano do clube e ao Ensino Médio com conhecimentos acima do esperado. “Não importa qual área eles vão escolher no Ensino Médio, em relação ao itinerário informativo ou a um possível vestibular. Eles vão conseguir usar essa capacidade desenvolvida para a vida deles, não se restringe ao contexto escolar”, destaca.

No NAPI – Paraná Faz Ciência, o clube é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os alunos já apresentaram dois seminários no ambiente escolar e, agora, se preparam para participar dos eventos e feiras científicas propostas dentro da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

Pesquisas

Ao longo deste ano, o primeiro grupo trabalhou com a temática “Levantamento florístico do território escolar”. Os alunos catalogaram espécies da escola, separando a mata em partes e coletando uma por uma. Até o momento, há 31 espécies registradas e 21 identificadas. Para a próxima fase, o estudo se chamará “Enriquecimento florístico do território escolar”. O novo foco será em produzir mudas, principalmente de espécies frutíferas.

O segundo grupo investigou o “Levantamento da fauna do território escolar”. Neste, os estudantes buscaram investigar o que a comunidade entendia dos animais que habitam o espaço. Foram identificados 14 animais, com base em entrevistas realizadas com professores e demais funcionários da escola. O projeto futuro será com “Abelhas nativas”, considerando o registro de abelhas Jataí na área pesquisada.

A imagem mostra mãos folheando um herbário, que é um conjunto de folhas secas e prensadas coladas em papel, usadas para estudo de plantas. Sobre uma mesa clara, há várias folhas e galhos secos de plantas colados em folhas de cartolina amarela, com etiquetas brancas contendo informações como o nome científico e local de coleta. Algumas crianças, de uniforme azul, aparecem ao fundo, observando.
Alunos durante a apresentação de projetos e subprojetos do clube (Foto/Isabella Abrão)

O terceiro grupo atua com a “Análise do Cardápio Escolar”, comparando-o às exigências do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Foi constatado que a merenda está dentro dos parâmetros, com variação na oferta de frutas, legumes e verduras. Além disso, os clubistas investigaram as preferências alimentares dos alunos do período vespertino. Agora, irão avaliar possibilidades de cultivo de plantas em canteiros alternativos, para o enriquecimento do cardápio.

O quarto e último grupo, por sua vez, surgiu da união de dois projetos. Um trabalhava com resíduos sólidos não orgânicos e o outro com composteiras. Em conjunto, passaram a coletar materiais da cantina com o objetivo de identificar os tipos de resíduos sólidos produzidos na escola. Além disso, a ideia é propor intervenções para o gerenciamento desses resíduos.

As visitas integram as ações ligadas à 22ª SNCT; a primeira parte do evento ocorreu na Universidade

A imagem mostra uma sala de aula ampla e bem iluminada, com estudantes sentados, atentos a uma apresentação. Na frente, a equipe NAPI/ UEL está em pé atrás de uma mesa, falando e mostrando frascos com líquidos e materiais científicos. Na parede atrás deles, há um cartaz grande com o título “Clube de Ciências” e desenhos relacionados à natureza. O público parece bastante interessado e o ambiente transmite uma sensação de engajamento e troca de conhecimento.
Equipe da UEL durante apresentação para os clubes Lavoisier e Mentes Brilhantes (Foto/Isabella Abrão)

Em maio, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) convidou os clubes articulados pela instituição para o evento “Biomas: dos clubes de ciência à pesquisa e extensão na Universidade”. O encontro ocorreu na própria UEL, integrado à 22ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT), por meio de um projeto aprovado na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Agora, foi a vez da equipe NAPI/UEL se locomover até cidades da região para conhecer as atividades dos clubistas.

As visitas foram realizadas em escolas dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Londrina e Telêmaco Borba. Do primeiro, foi o Colégio Estadual 14 de Dezembro (Clube 14), de Alvorada do Sul, que recebeu a equipe. Já do segundo, foi o Colégio Estadual São Francisco de Assis (Clube Cientistas em Ação), de Telêmaco Borba; Colégio Estadual Manoel Antônio Gomes (Clube Riso), de Reserva; Colégio Estadual Altair Mongruel (Clube Mentes Brilhantes) e Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola (Clube Lavoisier), ambos de Ortigueira.

A imagem mostra um estudante observando atentamente frascos de vidro sobre uma mesa pequena. Os frascos contêm animais preservados em líquido transparente — como peixes, cobras e insetos — usados para estudos científicos. Ao fundo há um banner com logotipos de projetos educacionais e de ciência, incluindo “Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker”, “Meninas Paraná Faz Ciência”, “Fundação Araucária” e “CNPq”.
Alunos do Clube 14 observando amostras do Museu de Zoologia da UEL (Foto/Isabella Abrão)

Segundo a professora Mariana Andrade, coordenadora institucional do NAPI – PRFC pela Universidade, a visita aos clubes tem como objetivo principal promover maior integração entre a Universidade, os professores e os alunos que fazem parte da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. “É um momento para que os clubistas apresentem seus projetos em desenvolvimento e para a Universidade levar outros temas de pesquisa”, destaca.

Para Gabriela Figliano, bolsista pedagógica (Bolsa Técnico Nível Superior-BTNS – em Pedagogia), a recepção nas escolas não poderia ter sido melhor. Durante os encontros, a equipe da UEL apresentou os biomas do Brasil, levou amostras do Museu de Zoologia e conheceu mais sobre os clubes. Um deles foi o Clube Riso, que trabalha com robótica. “No momento da visita, rolou um bate-papo bem descontraído”, conta. “Os meninos mais tímidos, mas muito habilidosos com a parte mecânica, e as meninas super comunicativas com o trabalho em grupo.”

A imagem mostra alunos reunidos em uma mesa de trabalho, concentrados em montar robôs feitos com materiais simples, como papelão, fios e rodas plásticas amarelas. Dois deles observam e ajustam peças elétricas nos veículos, enquanto outro parece testar uma parte com um fio conectado. O ambiente é uma sala de aula, com paredes cinza e um armário metálico ao fundo.
Alunos do Clube Riso mostraram robôs que estão desenvolvendo (Foto/Isabella Abrão)

A UEL é articuladora de um total de 20 clubes de ciências no Paraná. A Rede de Clubes atua com escolas de Educação Básica da Rede Estadual de Ensino e os projetos se dividem em Clubes Paraná Faz Ciência, Clubes PRFC Maker e Clubes PRFC Meninas. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Estadual de Educação (SEED), da Fundação Araucária e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Tanto na abertura quanto no encerramento do evento houve entrega de homenagem e prêmios

A imagem mostra várias medalhas da FECCI juntas, em uma mesa de vidro. A medalha e o cordão são na cor branca, com detalhes da identidade visual da feira. O item foi distribuído para os trabalhos vencedores do evento.
Medalhas entregues na festa de encerramento da Feira (Foto/Silvia Calciolari)

A Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência 2025 encerrou da melhor forma possível: foram mais de 15 mil visitantes e 381 trabalhos apresentados, sendo 298 correspondentes a projetos enviados por integrantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. Ao longo do evento, também ocorreram premiações e quatro clubes articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram destaque neste quesito.

De acordo com a professora Mariana Andrade, articuladora institucional do NAPI pela UEL, essa conquista prova a existência de projetos relevantes. No evento, a instituição marcou presença com 14 clubes de ciências. “Isso é muito positivo para os clubes da UEL, por mostrar o trabalho que já vem sendo feito por essas escolas e, também, para incentivar nossos alunos a buscar inovações nas pesquisas para a participação em outras feiras no ano que vem”, reforça.

A FECCI é promovida pelo NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); as Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e de Educação (SEED); a Fundação Araucária e a Prefeitura de Curitiba. Neste ano, foi realizada entre os dias 04 e 06 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Neoville, em Curitiba.

Meu Clube é Show

Os primeiros prêmios vieram logo na abertura do evento, no dia 04. Foi neste momento que foram anunciados os oito vencedores do concurso “Meu Clube é Show”, organizado pela SEED. Dois clubes da UEL produziram vídeos para a disputa e tiraram notas altas nos critérios estabelecidos pelo edital, garantindo o pódio nas categorias as quais se inscreveram. 

Na área de Agroecologia, o vídeo premiado foi feito pelo clube Discovery Kennedy’s, do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy, de Rolândia. Já na robótica, a conquista foi do clube Lavoisier, do Centro Estadual de Educação Profissional Florestal e Agrícola, de Ortigueira. As equipes receberam um kit multimídia completo para ajudar nas próximas produções.

A imagem mostra os integrantes do clube Discovery Kennedy’s durante a entrega do prêmio do concurso Meu Clube é Show. Atrás, há um painel luminoso com a logo do concurso. Os alunos estão uniformizados e seguram caixas, contendo os prêmios. Ao lado da equipe, há autoridades. Todos estão em cima de um palco e olham para a frente, posando para a câmera.
Clube Discovery Kennedy’s na premiação Meu Clube é Show (Foto/Isabella Abrão)

Segundo a professora Eglaia de Carvalho Cheron, coordenadora do clube Discovery Kennedy’s, o reconhecimento é resultado do empenho dos alunos. Foram os estudantes que editaram o material, utilizando registros que fizeram durante as atividades do clube. “Já abrir o evento recebendo premiação pareceu que deu um gás, que tinham injetado gasolina de avião na gente”, brinca. “Esse equipamento vai fazer toda a diferença nos vídeos daqui em diante. Estou muito feliz!”, garante a docente.

A imagem mostra os integrantes do clube Lavoisier durante a entrega do prêmio do concurso Meu Clube é Show. Atrás, há um painel luminoso com a logo do concurso. Os alunos estão uniformizados e seguram caixas, contendo os prêmios. Ao lado da equipe, há autoridades. Todos estão em cima de um palco e olham para a frente, posando para a câmera.
Clube Lavoisier na premiação Meu Clube é Show (Foto/Isabella Abrão)

O professor Weverson S. da Fonseca Junior, coordenador do clube Lavoisier, destaca que a recompensa trouxe muita alegria e orgulho ao grupo. Para ele, o prêmio traduz toda a dedicação do trabalho realizado. “O resultado motivou ainda mais os participantes a continuarem pesquisando e inovando. Para o próximo ano, a expectativa é aprimorar os projetos, explorar novas ideias e fortalecer o espírito de colaboração no clube de ciências”, conta.

FECCI

Se a abertura da Feira foi emocionante, o encerramento superou as expectativas. Durante os três dias da FECCI, representantes de 220 escolas públicas estaduais do Paraná estiveram em seus estandes apresentando trabalhos. Com o objetivo de estimular cada vez mais a participação dos jovens na ciência, 90 projetos foram premiados com equipamentos eletrônicos e kit multimídia.

Filmadoras de última geração, impressoras 3D, tablets, celulares, fones de ouvido e caixas de som são apenas alguns dos itens entregues, doados pela 9ª Regional da Receita Federal e empresa Slim 3D, parceiras do NAPI PRFC e do evento. Além disso, os classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares de cada uma das áreas também receberam medalhas e troféus. 

Ao menos 64 trabalhos desenvolvidos na Rede de Clubes PRFC estão entre os finalistas, sendo dois de clubes articulados pela UEL. Os contemplados foram o clube Ciências em Mãos, do Instituto Londrinense de Educação de Surdos (ILES), e o clube Litterae Ludus, do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Newton Guimarães. Ambos ficam na cidade de Londrina.

A imagem mostra os integrantes do clube Ciências em Mãos durante a entrega do prêmio da categoria a qual se inscreveram para apresentar o trabalho na Fecci. Atrás, há um painel luminoso. Os alunos estão uniformizados e seguram sacolas, troféus e medalhas. Ao lado da equipe, há autoridades, coordenadores e bolsistas pedagógicos. Todos estão em cima de um palco e olham para a frente, posando para a câmera.
Clube Ciências em Mãos na premiação de encerramento da FECCI (Foto/NAPI PRFC)

O clube Ciências em Mãos conquistou o 3º lugar na categoria Divulgação Científica Jovem, com o trabalho “Mãos na Ciência: um jogo bilíngue em libras para a iniciação científica”. A professora coordenadora, Ilza Alessandra Francisco, acredita que esse é só o começo de um projeto muito importante. “Os surdos precisam muito dessa parte visual, então essas ferramentas [os prêmios] são essenciais para o aprendizado deles”, explica. “Nosso trabalho foi reconhecido não só pela comunidade de Londrina, mas também já ultrapassou os muros da escola. Chegou aos grupos de escolas bilíngues de surdos de todo o país.”

A imagem mostra os integrantes do clube Litterae Ludus durante a entrega do prêmio da categoria a qual se inscreveram para apresentar o trabalho na Fecci. Atrás, há um painel luminoso. Os alunos estão uniformizados e seguram sacolas, troféus e medalhas. Ao lado da equipe, há autoridades, coordenadores e bolsistas pedagógicos. Todos estão em cima de um palco e olham para a frente, posando para a câmera.
Clube Litterae Ludus na premiação de encerramento da FECCI (Foto/NAPI PRFC)

O clube Litterae Ludus, por sua vez, ficou em 3º lugar na categoria Ciências Humanas Junior, com o trabalho “A mente em silêncio: conscientização dos jovens sobre os desafios da convivência com o Alzheimer”. Para a professora Franciela Zamariam, coordenadora do clube, essa é só a ‘ponta do iceberg’. “As alunas compreenderam o processo da pesquisa científica, como desenvolver o seu próprio pensamento científico, que não podem fazer afirmações sem antes pesquisar a respeito”, compartilhou. “Tudo isso será de grande ajuda para toda a vida delas, e culminou parcialmente na premiação.”

Os clubistas foram convidados para receber uma moção de congratulações pela pesquisa realizada no lago da cidade

A foto mostra um grupo grande de pessoas reunidas em frente à parede da Câmara Municipal de Rolândia. Todos estão de pé, lado a lado, segurando certificados amarelos. Alguns usam roupas formais, outros mais casuais. Atrás deles há bandeiras. No alto da parede, vê-se uma cruz e o brasão da câmara. À direita, há um telão com uma imagem projetada mostrando a mesma cerimônia.
Os clubistas têm se destacado com pesquisas de impacto local (Foto/Joel Júnior/Câmara Municipal de Rolândia)

A Câmara Municipal de Rolândia homenageou o clube Discovery Kennedy’s com uma Moção de Congratulações, no dia 1º de outubro, pelo trabalho realizado no Lago San Fernando. A equipe de estudantes faz parte do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy e tem se dedicado ao estudo da flora, fauna e qualidade da água no ambiente urbano. No NAPI Paraná Faz Ciência, o clube é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

A pesquisa já resultou em artigos científicos e, mais recentemente, em aprovações em eventos. Segundo a professora Eglaia Cheron, coordenadora do clube, a temática foi escolhida pensando no contexto regional. “Tinha que ter representatividade, importância socioeconômica e que fizesse diferença para o local”, explica. “Mas eu não imaginava tamanho envolvimento da comunidade. Essa menção honrosa foi, para nós, a ‘cereja do bolo’.”

A foto mostra um grupo de pessoas dentro de uma câmara municipal. Em primeiro plano, uma mulher de cabelos cacheados e compridos fala ao microfone, segurando um certificado amarelo. Ela está vestida de preto e usa brincos dourados. Ao lado dela, estão um homem negro de terno escuro e uma mulher de cabelos presos, com um vestido estampado colorido, que segura outro certificado. Atrás deles, há mais pessoas em pé, algumas segurando papéis semelhantes.
A professora Eglaia Cheron falou um pouco sobre a participação dos alunos no clube (Joel Júnior/Câmara Municipal de Rolândia)

De acordo com a docente, o trabalho da equipe tem se destacado de forma natural, mostrando ainda mais o quanto a investigação é relevante para a cidade. “Eu estou indo em reuniões com o prefeito e a Secretaria do Meio Ambiente para usarem os nossos dados em projetos de educação ambiental no lago, baseado nessa pesquisa que os alunos desenvolveram”, revela.

O professor Carlos Campaner, co-orientador do clube, compartilha do mesmo entusiasmo. Um momento gratificante, que faz valer todo o esforço dentro do Clube de Ciências. “Para os alunos, uma homenagem mais que merecida por […] muitos dias de experiências e vivências diferentes, e que mostram como é fazer ciência. Para nós, professores, o reconhecimento do nosso trabalho que, muitas vezes, é duramente criticado.”

Esta foto foi tirada do lado de fora de um prédio, à noite. Um grupo de pessoas está posando para a foto, sorrindo e segurando certificados amarelos com o brasão da Câmara Municipal de Rolândia. Entre elas, há jovens e alguns adultos, segurando o documento. O clima é de comemoração e alegria.
Os alunos compareceram à Câmara Municipal para receber a homenagem (Foto/Arquivo Pessoal)

Para a estudante Julia de Novais (16 anos), integrante do clube, a conquista despertou ainda mais motivação e determinação para continuar com os projetos. “Receber a menção honrosa na Câmara dos Vereadores foi uma experiência única e profundamente inspiradora”, declara. “Foi um momento de grande satisfação perceber que meu trabalho, assim como o de meus colegas, está sendo reconhecido e valorizado.”

Alguns familiares também compareceram à homenagem. Kellen Emmendorfer, mãe da aluna Isabelle Emmendorfer (16 anos), ficou muito orgulhosa com a menção honrosa. “Cada dia ela aprende mais, tem aquela vontade de buscar aprender coisas novas, e só o clube de ciências faz com que ela consiga ter o sonho de um dia ser uma cientista, uma analista laboratorial ou algo ligado à ciência”, conta.

Foram 20 projetos selecionados para serem apresentados no evento em Curitiba

A imagem mostra um auditório grande, bem iluminado, com muitas pessoas sentadas em cadeiras verdes organizadas em fileiras. O chão é de madeira clara, o teto branco e o ambiente tem iluminação embutida com várias luzes circulares distribuídas em linhas. As cadeiras estão praticamente todas ocupadas, principalmente no centro e no fundo.
Registro da reunião dos clubes de ciência no evento da UEL (Foto/Isabella Abrão)

Um dos principais objetivos do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência é a popularização da cultura científica no estado. Por isso, pensando em dar maior visibilidade para os trabalhos científicos desenvolvidos na Educação Básica, será realizada a Feira de Cultura Científica (FECCI). Clubes de ciências articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) se inscreveram no evento e 20 projetos foram aprovados.

A FECCI irá ocorrer entre os dias 4 e 6 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR – Sede Neoville), em Curitiba. O evento técnico-científico dividiu os participantes em três categorias: FECCI Kids (Ensino Fundamental I), FECCI Junior (Ensino Fundamental II) e FECCI Jovem (Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos).

Os alunos e professores da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência que tiveram pesquisas selecionadas irão apresentar os materiais durante a Feira. A UEL acompanha clubes do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina e do NRE de Telêmaco Borba. Do primeiro Núcleo, foram três trabalhos de clubes aprovados na FECCI Junior e 14 na FECCI Jovem. Já do segundo, três trabalhos de clubes irão para a FECCI Jovem.

Para a professora Mariana Andrade, coordenadora institucional do NAPI PRFC pela UEL, a participação e engajamento dos clubes é de extrema importância. Assim como em outros eventos que também estão sendo organizados pela Rede, trata-se de uma oportunidade significativa para que os alunos e professores clubistas tenham contato com outros projetos do Paraná.

Além do NAPI – Paraná Faz Ciência, o evento conta ainda com o apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Estado de Educação (SEED) e da Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI). 

Veja quais foram os projetos dos clubes da UEL selecionados para o evento:

A imagem mostra uma lista com o nome dos clubes, cidade, escola e trabalhos aprovados no evento.

A imagem mostra uma lista com o nome dos clubes, cidade, escola e trabalhos aprovados no evento.

A imagem mostra uma lista com o nome dos clubes, cidade, escola e trabalhos aprovados no evento.

O passeio permitiu a troca de conhecimentos entre os integrantes do NAPI PRFC, reforçando o papel científico dos museus universitários

A imagem mostra alguns dos integrantes da equipe do NAPI da Universidade Estadual de Londrina (UEL) ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Quatro pessoas estão de costas, observando um painel expositivo sobre biomas brasileiros. Elas parecem estar atentas às informações e imagens apresentadas. No canto superior direito da imagem, uma televisão exibe um vídeo com uma imagem vibrante de um sapo colorido em um galho. O ambiente está decorado com elementos naturais nas paredes, como folhas secas, galhos e penas. O espaço é iluminado com luz esverdeada.
O MUDI participa da Rede de Museus de Ciência do NAPI (Foto/Isabella Abrão)

Integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência fizeram uma excursão ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), nesta terça-feira (15). A equipe visitante faz parte do núcleo de outra instituição parceira do projeto, a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

O passeio foi realizado durante o período da manhã, em companhia dos alunos da professora Mariana Andrade, docente no Departamento de Biologia Geral da UEL e coordenadora institucional do NAPI PRFC pela Universidade. Os monitores do local apresentaram as exposições e dinâmicas do MUDI, que é o maior museu de ciências do Sul do Brasil.

A imagem mostra parte da equipe do NAPI Paraná Faz Ciência. Os integrantes atuam pelo projeto na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e fizeram uma visita ao Museu Dinâmico Interdisciplinar (MUDI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Na foto, aparecem sorrindo em frente à uma das exposições do museu.
Integrantes da equipe NAPI UEL que realizaram a visita ao Museu (Foto/Raissa Lewin Montanholi)

De acordo com Andrade, momentos assim são importantes para que haja maior integração entre os participantes do projeto. “Nós temos o Museu de Ciência e Tecnologia na UEL e aqui a gente tem o MUDI. Ao visitar o MUDI, a gente conhece ou revisita outros espaços, com organização diferente, com propostas diferentes do museu que temos”, explica a professora.

A docente também reforçou que o passeio é um meio de potencializar as ações da Rede de Museus de Ciência e da Rede de Clubes de Ciências. Essa troca é benéfica em diversos âmbitos, considerando que um dos principais objetivos do Arranjo é fortalecer frentes de ensino, pesquisa e extensão. Atividades conjuntas, de uma forma geral, mostram a qualidade do trabalho museológico no Paraná e incentivam ainda mais a cultura científica.

A imagem mostra uma das exposições do MUDI. Três pessoas estão de costas, observando um painel multimídia composto por várias telas espelhadas. No centro, há um vídeo educativo. As telas refletem e multiplicam as imagens, criando um efeito visual envolvente e imersivo que chama a atenção dos visitantes.
O MUDI tem exposições com temáticas educativas (Foto/Raissa Lewin Montanholi)

O MUDI é um dos dez museus mais visitados do país, segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Em agosto, o local será sede do V Encontro Nacional da Associação de Centros e Museus de Ciências, realizado pela Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC). O evento é uma parceria do NAPI PRFC e diversas instituições.