O clube de União da Vitória recebeu destaque na categoria Comunicação Oral – Ensino Fundamental, na Mostra de Inovação, Pesquisa, Extensão, Ensino e Cultura do IFPR

Inovação, Pesquisa e Extensão, Ensino e Cultura (MIPEEC), promovido pelo Instituto Federal do Paraná, campus União da Vitória. O MIPEEC é um evento aberto, que tem como objetivo promover a troca entre estudantes, professores, técnicos, pesquisadores e comunidade externa. A mostra foi realizada em agosto e contou com trabalhos e atividades para estudantes do Ensino Fundamental, Médio e Graduação.
Para a mostra, foram enviados e aprovados para apresentação quatro trabalhos do clube, o vencedor do prêmio foi o intitulado “Robô papa pilha e bateria: uma proposta para mitigar problemas ambientais”, orientado pela professora Lindamir Svidzinski. Os outros autores, foram os alunos clubistas Emanoel Ribeiro, Gustavo Sznicer, Pedro Henrique Pavelski e Arthur Santin Sznicer. Outros dois trabalhos apresentados também envolveram a temática das pilhas e um outro foi sobre sobre abelhas.

O projeto desenvolvido pelo clube resultou na criação de um Robô Papa-Pilhas, construído a partir de materiais recicláveis. Ele funciona como um ecoponto para o descarte adequado de pilhas e baterias usadas, seu formato chamativo contribui para despertar a curiosidade das pessoas. Instalado no colégio no início do ano, o equipamento já alcançou um resultado expressivo: a coleta de mais de 360 pilhas e 8 baterias até agora.
Este foi o primeiro evento científico presencial do clube, que também participou da Mostra de Ciências dentro do Ciclo de Eventos da Semana do Biólogo na UNESPAR e do Paraná Faz Ciência, em Guarapuava, no final de setembro. A participação em diferentes eventos mostra a força do clube em promover a ciência não só dentro da escola, com práticas sustentáveis, mas também fora dela, aproximando os clubistas da pesquisa e da vida acadêmica.

A robótica na prática rural: estudantes aplicam projeto tecnológico em manejo de abelhas e promovem intercâmbio entre projetos de União da Vitória

O Apis Club, da Casa Familiar Rural de União da Vitória recebeu as visitantes do projeto de Robótica do Colégio Estadual Túlio de França, um clube de ciências da mesma cidade. No encontro, as alunas do clube visitante, acompanhadas por suas professoras, apresentaram ao Apis Club a “Colmeia Inteligente”, um dispositivo que monitora o ambiente das abelhas.
Construído pelas estudantes Ísis, Júlia, Letícia e Pâmela, o dispositivo inteligente mede a quantidade de luz, umidade, ruído e até de gases – como os agrotóxicos – para controlar esses parâmetros dentro da colmeia. A tecnologia foi criada a partir de um kit de robótica e da plataforma Arduino.

Para o professor Olaf, coordenador do Apis Club na Casa Familiar Rural, o encontro foi importante para que os clubistas pudessem pensar em outras possibilidades de estudos relacionados às abelhas, especialmente com o uso de recursos eletrônicos e de inteligência artificial.
A professora Vanessa, orientadora do projeto de robótica visitante, também falou sobre a visita: “Nós gostamos bastante. Percebemos que podemos, futuramente, fazer mais trocas de experiências. As alunas acharam muito bacana conhecer a realidade da escola e destacaram que foi muito bom apresentar um pouco do estudo delas para alunos que, assim como elas, estão na fase da pesquisa”, explicou.

A troca de experiências entre os dois projetos permitiu que os estudantes percebessem como diferentes áreas do saber podem se complementar, ampliando a compreensão sobre o manejo com as abelhas. Além disso, mostrou que a pesquisa científica ganha força quando se alia à inovação, criando caminhos para projetos futuros que valorizam tanto o conhecimento do campo quanto o avanço tecnológico.
Os clubistas foram convidados para receber uma moção de congratulações pela pesquisa realizada no lago da cidade

A Câmara Municipal de Rolândia homenageou o clube Discovery Kennedy’s com uma Moção de Congratulações, no dia 1º de outubro, pelo trabalho realizado no Lago San Fernando. A equipe de estudantes faz parte do Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Kennedy e tem se dedicado ao estudo da flora, fauna e qualidade da água no ambiente urbano. No NAPI Paraná Faz Ciência, o clube é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A pesquisa já resultou em artigos científicos e, mais recentemente, em aprovações em eventos. Segundo a professora Eglaia Cheron, coordenadora do clube, a temática foi escolhida pensando no contexto regional. “Tinha que ter representatividade, importância socioeconômica e que fizesse diferença para o local”, explica. “Mas eu não imaginava tamanho envolvimento da comunidade. Essa menção honrosa foi, para nós, a ‘cereja do bolo’.”

De acordo com a docente, o trabalho da equipe tem se destacado de forma natural, mostrando ainda mais o quanto a investigação é relevante para a cidade. “Eu estou indo em reuniões com o prefeito e a Secretaria do Meio Ambiente para usarem os nossos dados em projetos de educação ambiental no lago, baseado nessa pesquisa que os alunos desenvolveram”, revela.
O professor Carlos Campaner, co-orientador do clube, compartilha do mesmo entusiasmo. Um momento gratificante, que faz valer todo o esforço dentro do Clube de Ciências. “Para os alunos, uma homenagem mais que merecida por […] muitos dias de experiências e vivências diferentes, e que mostram como é fazer ciência. Para nós, professores, o reconhecimento do nosso trabalho que, muitas vezes, é duramente criticado.”

Para a estudante Julia de Novais (16 anos), integrante do clube, a conquista despertou ainda mais motivação e determinação para continuar com os projetos. “Receber a menção honrosa na Câmara dos Vereadores foi uma experiência única e profundamente inspiradora”, declara. “Foi um momento de grande satisfação perceber que meu trabalho, assim como o de meus colegas, está sendo reconhecido e valorizado.”
Alguns familiares também compareceram à homenagem. Kellen Emmendorfer, mãe da aluna Isabelle Emmendorfer (16 anos), ficou muito orgulhosa com a menção honrosa. “Cada dia ela aprende mais, tem aquela vontade de buscar aprender coisas novas, e só o clube de ciências faz com que ela consiga ter o sonho de um dia ser uma cientista, uma analista laboratorial ou algo ligado à ciência”, conta.
Alunos do Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava, aprendem técnicas de edição de vídeo para documentário sobre sustentabilidade

No dia 26 de agosto, os alunos do Clube EcoCriativos, do Colégio Estadual Professor Amarílio, em Guarapuava, participaram de uma oficina de edição de vídeo ministrada por Lucas Fedumenti Castro, graduando em Tecnologia da Informação e Sistemas para Internet, na UniCesumar. Durante a atividade, os clubistas aprenderam e tiraram dúvidas sobre técnicas de corte, ajustes e inclusão de elementos visuais e sonoros, como trilhas, textos e efeitos para colaborar com a produção do documentário que estão desenvolvendo sobre sustentabilidade.
O projeto de pesquisa, coordenado pelo professor Doacir Domingos Filho, tem o objetivo de unir arte e sustentabilidade. Para isso, os alunos estão organizados em quatro equipes: roteiristas, editores, cinegrafistas e responsáveis pela seleção de conteúdos que serão abordados no documentário. Como parte do processo, os estudantes têm realizado pesquisas sobre artistas e produções audiovisuais para se inspirar. O trabalho final será apresentado nas próximas feiras de ciência.
Segundo o professor Doacir, a oficina foi essencial para o avanço do projeto.“Por conta desse trabalho que está sendo desenvolvido, a palestra foi enriquecedora. Foi muito bom. Pelo que eu vi, o Lucas é uma pessoa que tem muita experiência e, com certeza, veio agregar tanto a mim, como professor, quanto aos nossos alunos clubistas, que estão com o objetivo de mostrar o resultado do trabalho deles”, afirmou o professor.

A convite dos bolsistas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Lucas Fedumenti, de 31 anos, compartilhou sua experiência na área de edição de vídeo. Ele já ministrou palestras em diversos colégios de Guarapuava, como o Colégio Estadual Professor Francisco Carneiro Martins e o Colégio Estadual Ana Vanda Bassara.
Durante a oficina, a plataforma utilizada foi o CapCut, um aplicativo de edição de vídeo. Com ele, os alunos puderam aprender na prática o que havia sido explicado na parte teórica.“Eu acredito que a tecnologia está inserida mais do que nunca no universo dos jovens, e quando começamos a juntar assuntos como sustentabilidade, biologia, ecologia e ciência com tecnologia, faz mais sentido ainda, principalmente para essa nova geração, que vem preocupada com o mundo que a gente vive”, respondeu Lucas, ao ser perguntado sobre a importância dessa atividade para a formação dos jovens.
Lucas também comentou que ficou surpreso com o interesse dos alunos durante a oficina. “Sempre é muito legal trabalhar com eles, muito descontraídos, o tempo todo prestando atenção, interagindo, fazendo a atividade. Eu acho que é importante, e eu, particularmente, gosto bastante de estar com eles”, comenta.

Rafael Pereira, de 13 anos, é integrante do Clube EcoCriativos e participou da oficina ministrada por Lucas Fedumenti. Para ele, a experiência foi diferente e proveitosa.“Eu achei incrível e que também é muito útil, principalmente nos dias de hoje. A minha parte favorita foi quando ele explicou um pouco mais sobre como tudo funcionava, como é o mercado dos influenciadores. Tudo em si foi uma experiência ótima”, conta o clubista.

Acompanhe mais atividades dos Clubes de Ciências pelo Instagram da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência @clubesparanafazciencia e pelo site Paraná Faz Ciência.
O evento científico que será em Foz do Iguaçu vai ter a participação de projetos de quatro clubes de ciências ligados à UENP

A participação em eventos científicos é uma parte muito importante da divulgação da ciência. No Paraná, há vários eventos com esse intuito, e a FIciências chamou a atenção dos clubes de ciência de todo o estado, incluindo os vinculados à UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná, que conseguiram emplacar oito projetos em quatro clubes diferentes.
Promovida pela Itaipu Parque Tecnológico, a Feira de Inovação das Ciências e Engenharias – FIciências é um espaço para estudantes apresentarem ideias criativas e inovadoras, visando contribuir para o avanço das ciências. O evento será em Foz do Iguaçu, entre os dias 21 e 25 de outubro de 2025. Confira em mais detalhes os temas dos projetos:

Com o título “CEAD Recicla – Ação Sustentável: Pilhas e Lixo Eletrônico”, o trabalho teve como objetivo investigar e promover a reciclagem de pilhas e materiais eletrônicos no ambiente escolar e na comunidade local. Para isso, as atividades do projeto buscaram investigar os hábitos de consumo e o descarte desses resíduos, a fim de propor soluções de conscientização.
Duas frentes receberam destaque para a concretização da proposta: ações de educação ambiental e instalação de pontos de coleta na escola. Como resultados, os autores identificaram o aumento do descarte correto de resíduos eletrônicos e uma maior conscientização na comunidade escolar.
Os autores do projeto foram Guilherme Cardoso Aranda (9º ano) e Yasmin Daniel Ribeiro (8º ano), sob a coordenação dos professores Matheus Vigiliato de Morais e Erika de Oliveira Serial Gelinsk. O Clube de Ciências CEAD Recicla faz parte do Colégio Estadual Aldo Dallago, localizado em Ibaiti e ligado ao Núcleo Regional de Educação – NRE – da cidade (Ibaiti).

Foram submetidos dois trabalhos pelo clube, com os seguintes títulos: “Produção de Papel a Partir de Fezes Bovinas” e “Produção de Cosméticos Fitoterápicos a Partir de uma Horta Escolar”. O Marie Curie Club tem como coordenadora a professora Camila de Paiva e faz parte do Colégio Estadual Rui Barbosa, localizado em Arapoti, ligado ao NRE de Wenceslau Braz.
No trabalho “Produção de Papel a Partir de Fezes Bovinas”, o famoso esterco é entendido como matéria-prima para a produção de um papel sustentável, que minimiza o desmatamento e reaproveita resíduos orgânicos com pouco uso. Ao longo da pesquisa, as autoras descrevem os processos necessários para a produção. As autoras foram Giovana Maria Gonçalves, Pietra Pietroski Correia e Vitória Caroline Santos Moura, todas do 2º ano do Ensino Médio, além da professora coordenadora.
Já o trabalho “Produção de Cosméticos Fitoterápicos a partir de uma Horta Escolar” aborda o desenvolvimento de sabonetes fitoterápicos naturais. As autoras produziram extratos vegetais glicerinados a partir de plantas cultivadas na horta da escola, como capim-limão e alecrim, e deles, elaboraram os sabonetes. Realizaram também testes de qualidade nesses produtos. As autoras foram a professora coordenadora, Gabriele Dacal Almeida, Melissa Santos Faria e Nathalia Souto Andrade, todas alunas do 2º ano do Ensino Médio.

Intitulado “Ciência em Chamas: O Biogás a Partir de Resíduos Avícolas como Ferramenta de Transformação Social e Ambiental”, o projeto é de autoria de Maria Eloiza Malta Muchagata, Ketlen Thais da Silva e Lorrainy Leandra da Silva Oliveira, todas do 1º ano do Ensino Médio e participantes do Clube Agrociência. A professora coordenadora Vagna Aparecida da Silva Munhão foi responsável pela orientação do trabalho.
A proposta do projeto submetido consiste na construção de um biodigestor utilizando materiais recicláveis para a produção de biogás a partir de resíduos orgânicos da criação de aves, como esterco de galinha, penas e materiais usados na manutenção da higiene da granja, como a serragem. O clube está localizado em Barra do Jacaré, no Colégio Estadual Maria Francisca de Souza e pertence ao NRE de Jacarezinho.

Orientado pela professora coordenadora Karoline de Azevedo Ferreira Rodrigues, o Clube de Ciências Inovar submeteu quatro trabalhos para a FIciências:
O clube faz parte do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, localizado em Andirá, pertencente ao NRE Jacarezinho.
Os eventos científicos, independentemente do nível acadêmico, tem o poder de unir ótimas ideias. Sobretudo, possibilita unir as mãos de quem irá executá-las. A participação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência é peça fundamental para o fortalecimento da cultura científica, atraindo cada vez mais jovens para esse mundo. Apoie a ciência você também!
Conheça os projetos do Clube Dengue Bot, do Colégio Estadual Vereador José Balan

Em Umuarama, o Clube Dengue Bot, do Colégio Estadual Vereador José Balan, teve três projetos finalistas na Feira Científica do Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação (FENAAH/S), da SEED (Secretaria de Estado de Educação) do Paraná. O evento ocorre entre os dias 11 e 13 de novembro, em Foz do Iguaçu.
A feira tem por objetivo proporcionar trocas de vivências entre professores e entre os estudantes dos programas de Altas Habilidades/Superdotação do Paraná. Também é uma maneira de incentivar e dar maior visibilidade a projetos elaborados por eles, por meio de apresentações dos trabalhos de Iniciação Científica.
O professor coordenador do clube, Maikon Douglas Schmidt, conta estar muito feliz com o resultado. “Foi uma alegria imensa quando recebemos a notícia de que os alunos foram selecionados como finalistas da FENAAHS. Eles ficaram radiantes! Muitos comemoraram, sorriram, vibraram — foi realmente um momento muito especial para todos nós”, afirma.
Conforme o professor Maikon, isso foi possível graças à dedicação dos estudantes. “É o reconhecimento de todo o esforço e o comprometimento que eles colocaram no projeto desde o início. Como professor e orientador do clube, me sinto extremamente orgulhoso. Acompanho de perto cada etapa, cada desafio superado, e ver esse resultado é muito gratificante. Ser finalista em uma feira tão importante como a FENAAHS mostra que nossos alunos têm talento, criatividade e capacidade de transformar ideias em soluções reais. Essa conquista fortalece a confiança deles e inspira toda a comunidade escolar”.
Os três projetos aprovados são:

O primeiro projeto realizado pelos estudantes do oitavo ano Antônio Carlos Vigarin Scantamburlo, Luiz Otávio Cabral Tis e Victor Emanuel dos Santos da Silva, é uma maquete de um dos blocos da escola com a intenção de simular um sistema de captação e reutilização da água da chuva. Na maquete, conforme escala proposta, cada um centímetro equivale a um metro (real). Segundo o professor Maikon, “os clubistas demonstram na prática como a água da chuva que cai sobre o telhado pode ser coletada, armazenada e reaproveitada de forma inteligente”.
A maquete tem sensores conectados ao Arduino Uno e ao ESP32, que monitoram, por exemplo, o nível da água no reservatório, a umidade do solo para uma possível irrigação, além de sensor de chuva para abrir e fechar o reservatório. Neste projeto também é demonstrado uma simulação do uso da água, como para reuso, irrigação de jardins, descarga e lavagem do pátio da escola.
Os clubistas pretendem realizar cálculos estimando a quantidade de volume de água que pode ser captado, com base nos dados da chuva da região e nas dimensões do telhado. Com o resultado, eles irão avaliar o potencial de redução na conta de água, ou seja, o impacto que esse sistema realizaria ao colégio.
Além disso, o professor conclui que “o projeto envolve conceitos como sustentabilidade, a partir da utilização de materiais recicláveis, robótica, programação e incentiva os alunos a pensarem em soluções reais para os desafios ambientais”.

O segundo projeto finalista, elaborado pelos alunos do sétimo ano: Gabriel Mateus Dalbosco de Almeida, Breno Gabriel Tavares Martins e Kauan Ribeiro, foi um jogo inspirado no universo do anime Naruto, com o objetivo de desenvolver a operação de divisão.
Segundo o professor, “entre as quatro operações da matemática (adição, subtração, multiplicação e divisão), talvez essa seja a que os alunos apresentam maior dificuldade”. Conforme Maikon, esse projeto também visa atender os alunos da sala de recursos.
O jogo foi desenvolvido no Scratch – uma linguagem de programação visual elaborada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), projetada para crianças e jovens aprenderem os conceitos básicos de programação de maneira participativa. Por isso eles utilizaram a linguagem dos animes e da programação. Os clubistas elaboraram fases, dicas e desafios que envolveram a conta de dividir de forma lúdica e interativa.
“Essa proposta estimula tanto o raciocínio lógico quanto a criatividade promovendo o protagonismo desses alunos clubistas, ao passo que estimula a aprendizagem dos estudantes que apresentam dificuldade”, diz o professor.

Desenvolvido por alunos clubistas do nono ano: Gustavo Lima de Araújo, Gustavo Dosso Francischini Da Silva e Ana Júlia dos Santos França, o terceiro projeto produziu um robô autônomo para auxiliar no combate à dengue no ambiente escolar.
Esse robô possui sensores de obstáculos que permitem sua movimentação independente pelos espaços da escola – como corredores, salas de aulas e pátios. Além disso, ele dispersa uma solução de citronela enquanto se movimenta. Essa substância natural ajuda a repelir o mosquito Aedes aegypti. Conforme o professor, o protótipo está sendo testado no ambiente escolar e a ideia é unir tecnologia e educação para promover a prevenção da dengue de forma prática e inovadora.
Aliado ao teste do robô, Maikon explica que os alunos estão desenvolvendo armadilhas de mosquitos seguindo a metodologia da Fiocruz. As armadilhas se chamam ovitrampas. “Essa armadilha será um pote e uma paleta de Eucatex, nós iremos colocar no pote uma solução de levedura de cerveja que irá atrair a fêmea do mosquito que estiver por perto. Essa fêmea vai depositar ovos nessa paleta. E a partir da contagem de ovos a gente vai ter um indicativo da quantidade de mosquitos na região”, explica.
Além disso, o professor expõe que para os próximos passos, serão montados dois grupos de experimento, sendo um experimental e outro de controle, em uma sala de aula que terá influência do robô e a outra que não terá. A partir dessa estratégia, o clube conseguirá levantar dados sobre a eficiência do robô no combate à dengue no ambiente escolar.
Foram 20 projetos selecionados para serem apresentados no evento em Curitiba

Um dos principais objetivos do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Paraná Faz Ciência é a popularização da cultura científica no estado. Por isso, pensando em dar maior visibilidade para os trabalhos científicos desenvolvidos na Educação Básica, será realizada a Feira de Cultura Científica (FECCI). Clubes de ciências articulados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) se inscreveram no evento e 20 projetos foram aprovados.
A FECCI irá ocorrer entre os dias 4 e 6 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR – Sede Neoville), em Curitiba. O evento técnico-científico dividiu os participantes em três categorias: FECCI Kids (Ensino Fundamental I), FECCI Junior (Ensino Fundamental II) e FECCI Jovem (Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos).
Os alunos e professores da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência que tiveram pesquisas selecionadas irão apresentar os materiais durante a Feira. A UEL acompanha clubes do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina e do NRE de Telêmaco Borba. Do primeiro Núcleo, foram três trabalhos de clubes aprovados na FECCI Junior e 14 na FECCI Jovem. Já do segundo, três trabalhos de clubes irão para a FECCI Jovem.
Para a professora Mariana Andrade, coordenadora institucional do NAPI PRFC pela UEL, a participação e engajamento dos clubes é de extrema importância. Assim como em outros eventos que também estão sendo organizados pela Rede, trata-se de uma oportunidade significativa para que os alunos e professores clubistas tenham contato com outros projetos do Paraná.
Além do NAPI – Paraná Faz Ciência, o evento conta ainda com o apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Estado de Educação (SEED) e da Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).
Veja quais foram os projetos dos clubes da UEL selecionados para o evento:




Os alunos do Colégio Sertãozinho representam o Clube de Ciências na Feira de Cultura Científica, com projeto sobre microrganismos

Os estudantes do Colégio Estadual Cívico-Militar Sertãozinho, coordenados pela professora Luciana Martins, foram selecionados para representar o Clube de Ciências Ecocientistas na Feira de Cultura Científica (FECCI), que será realizada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba, entre os dias 4 e 6 de novembro.
O projeto apresentado pelo clube, intitulado “Microorganismos no Ambiente Escolar: Desafios e Soluções para a Saúde dos Estudantes”, foi desenvolvido no âmbito dos Clube de Ciências da Unespar e tem como foco investigar a presença de microrganismos em diferentes espaços da escola, propondo ações de prevenção e conscientização sobre saúde e higiene.

A pesquisa teve início com a aplicação de questionários sobre hábitos de higiene entre os estudantes, seguida pela coleta de amostras em locais estratégicos da escola – utilizando o método de esfregaço em Placas de Petri nutritivas. As análises revelaram a proliferação de fungos em algumas áreas, assim como pontos mais suscetíveis à contaminação.
Com o avanço do estudo, novas coletas estão sendo realizadas em períodos de temperatura mais elevada, permitindo comparar os resultados e identificar como as condições climáticas influenciam o desenvolvimento dos microrganismos.
Além da parte experimental, o projeto inclui a produção de materiais educativos, como panfletos e vídeos informativos, voltados à comunidade escolar, com orientações sobre a importância da higiene pessoal e coletiva na prevenção de doenças infectocontagiosas, especialmente as de caráter sazonal causadas por vírus, fungos e bactérias.

Os protótipos incluem varal automático assistivo, semáforo inteligente, mão robótica e caixa de cultivo automatizada

O Clube Riso, do Colégio Estadual Manoel Antônio Gomes, em Reserva, está usando tecnologia e metodologias Maker para desenvolver a autonomia, inclusão e habilidades sociais. Os estudantes utilizam a robótica assistiva para suprir a demanda de estratégias inovadoras para melhorar o desempenho e o engajamento dos alunos. Além disso, eles pretendem aumentar a qualidade de vida de pessoas com deficiência.
O Clube é articulado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), no NAPI-Paraná Faz Ciência, com reuniões às quartas-feiras, à tarde. Com interesse na área de Robótica, a equipe reúne alunos desde o 9º ano do Ensino Fundamental até o 2º ano do Ensino Médio.

Dentre os protótipos, destaca-se o varal automático assistivo, que chegou a ser construído para apresentação. Entretanto, devido às reformas na escola e à ausência de espaço adequado para armazenamento, a maquete precisou ser desmontada. Já os demais protótipos, como o semáforo inteligente assistivo, a mão robótica com Arduino e a caixa de cultivo automatizada, estão na fase de pesquisa inicial.

O avanço dos dispositivos foi temporariamente interrompido, pois a sala de Robótica começou a ser reformada. Além disso, há a necessidade de alguns equipamentos fundamentais, a exemplo da impressora 3D, cortadora a laser e outras ferramentas indispensáveis para a construção da parte física dos modelos.
Com este contratempo, o clube desviou momentaneamente do planejamento original e direcionou esforços para a construção de um carrinho de sumô controlado por Bluetooth, utilizando a placa ESP32, bem como de um carrinho seguidor de linha.
A turma se organizou em equipes para as competições: quatro alunos irão compor a equipe responsável pelo Robô Sumô e outros quatro integrarão a equipe do Robô Seguidor de Linha. Ainda assim, todos os demais estudantes permanecem envolvidos, seja por meio de discussões técnicas, sugestões de melhorias ou apoio no processo de testes e ajustes.
De acordo com a professora Janinha Aparecida Pereira, coordenadora do clube, as etapas de pesquisa e programação já estão em estágio avançado. Nas palavras dela, “o primeiro passo será a reconstrução da maquete do Varal da Dona Maria, seguido da organização dos estudantes em grupos para o desenvolvimento dos demais projetos: semáforo inteligente assistivo, caixa de cultivo automatizada e mão robótica.”
Com a conclusão da reforma do laboratório de Robótica e as inscrições para os novos integrantes do clube a partir do próximo ano letivo, Janinha também espera ampliar a participação dos estudantes.
A coordenadora do projeto acrescentou que o eixo central de todos os protótipos será sempre promover a qualidade da vida de todas as pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos, “reafirmando o compromisso social e inclusivo que fundamenta o projeto”.

Para a aluna Rafaela, do 1º ano A, os projetos ajudam a desenvolver várias habilidades que poderão ser usadas no mercado de trabalho, como saber trabalhar em equipe e resolver problemas. A estudante Bárbara, da mesma turma, também vê perspectiva futura na área de Robótica, inclusive quando imagina o Ensino Superior ou uma profissão relacionada com os projetos que desenvolvem no Clube de Ciências.
Já o aluno Luís Guilherme, do 2º ano B, afirmou que as notas melhoraram após a entrada no projeto, como Matemática e Ciências, o que o motivou com a escola. O estudante Cadu, do 1º ano A, também viu melhoria nas notas, principalmente nas disciplinas de Português e Ciências.

Nas palavras de Vitor, do 2º ano A, “o Clube mudou toda a minha visão sobre pesquisa, pois comecei a fazer com mais frequência. Assuntos que eu tinha mais interesse, eu comecei a conversar com os meus amigos. A pesquisa, realmente, foi o ponto mais forte que eu percebi que desenvolvi”. Ele gostou, mesmo, de programar.
Heitor, do 9º ano A, disse que ele e os amigos começaram a pesquisar mais em casa, ver mais vídeos, tutoriais e até compartilhar ideias entre o grupo. “E até a conversa não era só sobre jogos ou zueira, mas também sobre projetos e tecnologia”, contou.
Os projetos serão expostos durante o evento, marcado para novembro, em Curitiba
Para trazer mais visibilidade aos trabalhos científicos desenvolvidos na Educação Básica, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência realizará a Feira de Cultura Científica (FECCI). A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) teve cinco clubes com projetos aprovados no evento, que será realizado entre os dias 4 e 6 de novembro, em Curitiba.
A FECCI tem caráter técnico-científico e será sediada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR – Sede Neoville), em Curitiba. Os participantes foram divididos em três categorias: FECCI Kids (Ensino Fundamental I), FECCI Junior (Ensino Fundamental II) e FECCI Jovem (Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos).
As pesquisas serão apresentadas durante a Feira, que também conta com o apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Estado de Educação (SEED) e da Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI). Para o professor Ronaldo Adriano Ribeiro da Silva, coordenador institucional do NAPI PRFC pela UNILA, o envolvimento dos clubes é muito importante.
Segundo o docente, esse engajamento revela como é essencial incentivar a divulgação científica e o “fazer ciência” no espaço escolar. “Isso mostra, principalmente, a dedicação dos professores clubistas e dos alunos clubistas em fazer o melhor e desempenhar com qualidade os trabalhos que vão ser apresentados nessa feira”, destaca.
A UNILA possui clubes do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Foz do Iguaçu e do NRE de Francisco Beltrão. Do primeiro, foram 5 trabalhos de clubes selecionados para a FECCI Jovem. Já do segundo Núcleo, há 2 trabalhos de clubes aprovados na FECCI Júnior e 1 na FECCI Jovem. Veja quais foram os projetos nos dois quadros abaixo:


Os clubes de Palmas, Chopinzinho e Pato Branco preparam-se para a FECCI, que será em Curitiba

Entre os dias 4 e 6 de Novembro, ocorre a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, organizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência. O evento funciona como um incentivo para estudantes e professores da educação básica do Paraná produzirem cultura, conhecimento científico e tecnológico. Entre os selecionados para apresentação de trabalhos na mostra FECCI JÚNIOR, estão cinco clubes de ciência articulados pela IFPR campus Palmas: Somos Fãs de Lavoisier, Arquitetos da Natureza, Raízes D’Água, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em Ação (ODS em Ação) e o clube maker Ciências no Quilombo.
O clube Somos Fãs de Lavoisier é do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, de Chopinzinho, e apresentará O Curso da Vida. Esse projeto envolveu a criação de uma maquete de 5 metros de comprimento sobre o Rio Iguaçu e seus afluentes. O modelo é hoje um ponto da rota turística oficial da cidade e está aberto para receber visitantes. As visitas promovem educação científica, valorização ambiental e integração social tanto aos turistas, quanto aos estudantes, que guiam as visitas no chamado Barracão Pedagógico.

Já de Palmas, o primeiro representante é o clube Arquitetos da Natureza, do Colégio Estadual Dom Carlos, que estará no evento com dois trabalhos: a) Avaliação de cobertura morta em cultura de alface consorciado com rabanete, sob manejo orgânico e b) Ciência que dá gosto – vinagre artesanal. Em ambos projetos, destaca-se o uso de matéria orgânica para a produção de alface e de vinagre artesanal. Os projetos têm o objetivo de reduzir o desperdício e incentivar práticas sustentáveis no ambiente escolar.
Também de Palmas é o clube Raízes D’Água, do Colégio Estadual do Campo São Roque, que apresentará seu trabalho Hidroponia na escola do campo – ciência verde e sustentável. O projeto é sobre plantações hidropônicas, em especial hortaliças, para locais com dificuldade de acesso a alimentos frescos. Os clubistas apresentarão seu protótipo de sistema que possibilita colheitas antecipadas, monitoramento de pH e condutividade, e ainda o uso de casca de ovo como substrato.

O ODS em Ação é um clube de Pato Branco, do Colégio Estadual São João, e seu projeto envolve a construção de uma mini-usina industrial de laboratório para reciclagem do óleo de cozinha usado. O projeto ainda está se desenvolvendo, mas entre os produtos da reutilização do óleo visados estão cosméticos, sanitizantes e biocombustíveis.

Evento reuniu estudantes e professores de todo o estado, destacando projetos inovadores e o entusiasmo pela pesquisa científica

No dia 2 de outubro, Guarapuava recebeu a I Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, um evento que reuniu clubes de diversas regiões do estado para apresentar projetos científicos em andamento. A Unioeste teve destaque com a participação de 16 clubes e 34 trabalhos expostos, abordando temas variados que refletem o potencial e a criatividade dos estudantes.
A clubista Emilly Vitória Queiroz Gomes, integrante do clube Meninas na Ciência – Projeto Caminhos na Ciência, do Colégio Estadual Padre Carmelo Perrone, de Cascavel, relatou sua alegria em participar da mostra. “Estou muito feliz, a experiência está sendo muito legal. Eu sou integrante de um clube feito por 5 meninas, e poder expor o trabalho feito por mim e por minhas amigas para tanta gente é muito gratificante”, comemora.

A professora Tatiane Staub, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, de Santa Helena, apresentou com seus alunos um projeto de reutilização de óleo de cozinha para produção de velas aromáticas e sabão. Ela destacou a importância da vivência. “É a primeira experiência dos meus alunos com esse tipo de evento científico, e eles estão muito empolgados. Querem continuar, querem fazer mais ciência, e isso me deixa muito feliz”, conta a docente.
O entusiasmo dos participantes reforça o papel transformador dos Clubes de Ciências, que incentivam o protagonismo estudantil, a curiosidade científica e o aprendizado prático em todo o Paraná.